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Datas de Acontecimentos Importantes

Richard R. Lyman

Conferência Geral de Abril de 1939·Sessão da Tarde do Primeiro Dia·1939-04-06

Visto que 6 de abril deste ano, 1939, cai numa quinta-feira, e visto que nossa Conferência Anual começa nesse dia, ocorre-me que uma breve revisão dos grandes acontecimentos que, de acordo com o calendário geralmente aceito, ocorreram há 1.909 anos, nos mesmos dias em que se realiza esta Conferência, possa ser de interesse.

Datas de Acontecimentos Importantes

Quinta-feira, 6 de abril, 30 d.C.

Preparação para a páscoa. Quinta-feira à Noite, 6 de abril, 30 d.C.

A ceia pascal. Contenda entre os doze.

Jesus lava os pés dos discípulos.

O traidor é revelado. Judas se retira.

A ceia do Senhor é instituída.

A queda de Pedro é predita.

Jesus conforta seus discípulos.

A videira e os ramos. ("Eu sou a videira, vós, os ramos; quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer." João 15:5.)

Amor mútuo. Os discípulos odiados pelo mundo.

("Isto vos mando: que vos ameis uns aos outros. Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós, me odiou a mim. Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu; mas, porque não sois do mundo, antes eu vos escolhi do mundo, por isso o mundo vos odeia." João 15:17-19.)

A perseguição é predita. Nova promessa do Espírito Santo.

Oração em nome de Cristo.

("Na verdade, na verdade vos digo que tudo quanto pedirdes a meu Pai, em meu nome, ele vo-lo há de dar." João 16:23.)

A última oração de Cristo com seus discípulos. Quinta-feira à Meia-Noite, 6 de abril, 30 d.C.

A agonia no jardim do Getsêmani.

Jesus é traído e feito prisioneiro. Sexta-feira, 1h-5h, 7 de abril, 30 d.C.

Jesus perante Anás e Caifás. A negação de Pedro.

Jesus perante Caifás e o Sinédrio.

O Sinédrio leva Jesus a Pilatos. Sexta-feira, 5h-6h, 7 de abril, 30 d.C.

Jesus perante Herodes. Sexta-feira, 6h-9h, 7 de abril, 30 d.C.

Pilatos procura libertar Jesus. Barrabás é exigido.

Barrabás é libertado. Jesus é entregue à morte.

Pilatos novamente procura libertar Jesus.

Judas se arrepende e se enforca.

Sexta-feira, 6h-9h, 7 de abril, 30 d.C.

A caminho do Gólgota. Sexta-feira, 9h-12h, 7 de abril, 30 d.C.

A crucificação. Sexta-feira, 12h-15h, 7 de abril, 30 d.C.

Escarnecido na cruz.

O ladrão arrependido.

A mãe de Jesus junto à cruz.

As trevas prevalecem. Cristo expira na cruz.

O véu do templo se rasga, e sepulcros se abrem. Sexta-feira, 15h-18h, 7 de abril, 30 d.C.

O lado é traspassado.

É descido da cruz, e colocado no sepulcro.

A guarda junto ao sepulcro. Domingo de Manhã, 9 de abril, 30 d.C.

A manhã da ressurreição. As mulheres visitam o sepulcro.

Visão de anjos no sepulcro. Domingo pela Manhã, 9 de abril, 30 d.C.

As mulheres retornam à cidade. Jesus as encontra.

Nosso Senhor é visto por Maria Madalena junto ao sepulcro.

O relato da guarda. Domingo à Tarde, 9 de abril, 30 d.C.

Jesus aparece a dois discípulos a caminho de Emaús. Domingo à Noite, 9 de abril, 30 d.C.

Jesus aparece no meio dos apóstolos, estando Tomé ausente.

Jesus aparece no meio dos apóstolos, estando Tomé presente. Durante abril e maio, 30 d.C.

Jesus aparece a sete apóstolos junto ao mar de Tiberíades.

Jesus encontra os apóstolos e mais de quinhentos discípulos num monte na Galileia. Quinta-feira, 18 de maio, 30 d.C., quarenta e um dias após a crucificação,

Nosso Senhor aparece a Tiago, e depois a todos os apóstolos.

A ascensão de nosso Senhor.

Respostas a Orações Citadas

Desejo agora fazer algumas observações sobre o tema da oração. Já fomos exortados hoje a ler as escrituras. Isaías diz:

Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto. (Isa. 55:6.)

O próprio Jesus diz:

Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á. Porque todo aquele que pede, recebe; e o que busca, encontra; e ao que bate, se abre. (Mat. 7:7-8)

Nossos antepassados vieram a este país em busca de liberdade religiosa, tolerância religiosa e verdadeira liberdade. Em nosso hino nacional cantamos:

Então havemos de vencer, pois nossa causa é justa, e este seja nosso lema: Em Deus confiamos.

Esse é o lema do país "sobre o qual tremula a única bandeira em todo o mundo que jamais conheceu a derrota", para citar Lloyd George. E cantamos ainda:

Que por muito tempo brilhe nossa terra Com a sagrada luz da liberdade; Protege-nos com teu poder,

Grande Deus, nosso Rei.

E nós, membros da Igreja de Jesus Cristo, cremos que o único rei que este nosso país jamais conhecerá é Jesus, o Filho de Deus.

Diz-se que, em nosso país hoje, alguns de nossos líderes empresariais, muitos chamados de construtores de impérios, na verdade ridicularizam a religião. Um sábio e ponderado americano disse:

Estes mesmos homens devem tudo o que possuem às orações familiares que outrora eram feitas diariamente nos lares de seus pais. (Babson)

Muitos de nossos grandes americanos, como vos lembrareis, foram homens de oração. Franklin disse:

Vivi por muito, muito tempo, e quanto mais vivo, mais provas convincentes vejo desta verdade fundamental: que Deus governa os negócios dos homens.

Ele se aproximou da abnegação divina quando, em seu apelo em oração, disse:

Por meus amigos, e por sua prosperidade, e pelo pequeno número de meus inimigos, Pai, eu te agradeço.

Grande é o respeito, e grande é a admiração que temos por George Washington, ao ajoelhar-se naqueles dias difíceis em Valley Forge e apelar ao nosso Pai Celestial para que sua poderosa mão se estendesse a fim de trazer sucesso aos exércitos de nossas colônias em sua luta pela liberdade.

Lincoln, naqueles dias em que nosso país estava dilacerado pela guerra, separou o dia 30 de abril de 1863 como um dia de jejum e um dia de oração, e, ao fazê-lo, disse:

Recebemos as mais escolhidas bênçãos do céu; fomos preservados em paz e prosperidade por estes muitos anos; crescemos em número, força, riqueza e poder como nenhuma outra nação jamais cresceu. Mas,

ele acrescentou:

A grande dificuldade com nossa nação é que nos esquecemos de Deus.

Pergunto-me se essa condição prevalece hoje. Ele diz ainda:

E imaginamos vaidosamente, no engano de nossos corações, que este sucesso extraordinário e notável que veio ao nosso país se deveu a alguma sabedoria ou virtude superior nossa.

Então ele apela ao povo dos Estados Unidos que se reúna em seus vários locais de adoração, que congregue suas famílias em torno de seus próprios lares, e que apele ao nosso Pai Celestial, com a esperança de que o apelo unido do povo ajude a transformar aquele que era então nosso país dilacerado pela guerra em sua antiga condição de felicidade e paz. Um grande americano escreveu:

Diariamente nos reuníamos no Independence Hall enquanto lutávamos pela independência, e diariamente dirigíamos apelos à Divina Providência, pedindo sua orientação e sua ajuda, e nossas orações foram ouvidas, e foram graciosamente respondidas.

Pergunto-me apenas se nós, o povo dos Estados Unidos, esquecemo-nos de nosso poderoso Amigo.

Um Apelo para as Orações Familiares

Um levantamento foi feito pelo governo dos Estados Unidos em 1930, e revelou, entre outras coisas, que apenas uma em cada oito crianças brancas nascidas nos Estados Unidos, nas séries sétima, oitava e nona das escolas do país, participa de orações familiares. Embora muitas mais do que isso frequentem a igreja, o levantamento também mostrou que, nas cidades, apenas trinta por cento, e no campo apenas trinta e oito por cento das pessoas pedem uma bênção sobre o alimento nas refeições.

O quadro de condições em nossa própria Igreja é, é claro, muito melhor do que isso, mas pergunto-me em quantos de nossos lares deixamos de participar de orações familiares — em quantos de nossos lares não expressamos nossa gratidão e nosso agradecimento pelo alimento que temos para comer. E, temendo que talvez também nós estejamos esquecendo nosso Pai Celestial, aquele poderoso Amigo que deu apoio a nossos antepassados, as colônias em luta na América, para conquistarem sua independência, aquele poderoso Amigo que sempre pode ouvir e que conduziu nossos pais em sua marcha inigualável através do deserto, e os dirigiu em suas lutas para estabelecer aqui, no alto destas poderosas montanhas, o "monte da Casa do Senhor" — digo que é porque temo que estejamos esquecendo este nosso poderoso Amigo que faço este apelo a vós que aqui estais reunidos, e a vós que estais ouvindo, e ao povo da Igreja em geral, para que participeis de orações familiares. E apelo não apenas pela participação em orações familiares, mas pela participação em orações secretas, e pela participação naquela hora sagrada de adoração conhecida como nossas reuniões sacramentais. Nessas ocasiões, parece-me que talvez haja uma oportunidade de entrar em comunhão mais estreita com nosso Pai Celestial do que em qualquer outro momento.

Se nos reunirmos em nossas reuniões sacramentais, e ali, de olhos fechados, cabeças inclinadas e corações repletos de espírito de oração, apelarmos humilde e sinceramente a nosso Pai Celestial para que nossas falhas sejam desconsideradas, para que nossos pecados sejam perdoados; se ali apelarmos por força e poder para cumprir nossas resoluções renovadas, então teremos despertado em nossas almas aquela fé que é o grão de mostarda que torna nada impossível.

A oração, seja em família, em segredo, ou como parte de nosso sacramento ou de outro serviço religioso, é algo mais do que palavras; é uma condição da alma. É uma expressão de afeto pelo próximo; é algo que enfatiza aquele grande princípio: "Amarás o teu próximo como a ti mesmo." O Salvador alcançou a perfeição na abnegação quando, na cruz, orou: "Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem." (Lucas 23:34.)

Certamente jamais poderemos esquecer que a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias foi novamente estabelecida sobre a terra como resultado da oração de fé proferida por um rapaz de catorze anos, depois de ele ter lido no Livro Sagrado e crido nas palavras: "Se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus." (Tiago 1:5.) Se essa mensagem divina tivesse causado uma impressão menos profunda na mente daquele rapaz, e se ele não tivesse fé suficiente para apelar por luz e orientação, pergunto-me como, quando, e sob que condição a Igreja do Mestre teria então sido restaurada à terra.

Se foi necessário que o Salvador oferecesse suas orações diariamente, se foi necessário que ele, sendo divino, apelasse com tal fervor e tal regularidade a nosso Pai Celestial, se foi necessário que o Profeta Joseph Smith fizesse apelos em oração tão frequente e tão fervorosamente a nosso Pai Celestial, quanto mais necessário é que nós o façamos!

A Oração de Joseph Smith na Prisão de Liberty

O Presidente Grant leu esta manhã parte da seção 121 de Doutrina e Convênios. Para vos dar uma ideia do fervor com que o Profeta fazia seus apelos, vou ler a primeira parte dessa mesma seção 121 — uma oração do Profeta:

Ó Deus, onde estás? [...] Até quando tua mão será retida e teu olho, sim, teu olho puro, contemplará dos eternos céus os agravos contra teu povo e contra teus servos e teu ouvido será penetrado por seus lamentos?

Sim, ó Senhor, até quando suportarão esses agravos e essas opressões ilícitas, antes que se abrande teu coração e tuas entranhas deles se compadeçam?

Ó Senhor Deus Todo-Poderoso, criador do céu, da Terra e dos mares e de tudo o que neles há, [...] estende tua mão; que teu olho penetre; [...] que já não se cubra teu esconderijo; que teu ouvido se incline; que se abrande teu coração e que se compadeçam de nós tuas entranhas. [...]

Lembra-te de teus santos que estão sofrendo, ó nosso Deus; e teus servos regozijar-se-ão em teu nome para sempre.

Nenhuma revelação jamais foi imposta ao Profeta. Elas vieram apenas como resultado de apelos solenes, fervorosos e feitos em oração, em busca de ajuda e orientação. Ele diz que o Senhor respondeu às suas súplicas. As revelações foram recebidas em resposta às súplicas e às indagações do Profeta. Palavras nesse sentido são encontradas nas declarações preliminares de Doutrina e Convênios, referentes a praticamente todas as revelações dadas ao Profeta. Somente a fé, a fidelidade e os apelos fervorosos e devotados trouxeram a luz, a orientação e a inspiração do céu, na forma de revelações.

Repito: se foi necessário que o próprio Salvador, e o Profeta, fizessem esses apelos fervorosos e frequentes a nosso Pai Celestial, quanto mais necessário é que nós o façamos.

Trechos de uma Carta de um Rapaz

Para vos dar algo do espírito de um de nossos lares de Santos dos Últimos Dias, tenho aqui uma citação de um jovem criado em uma de nossas famílias de Santos dos Últimos Dias. Pergunto-me se ele descreve a condição que prevalece em nossos lares hoje:

Diariamente, diz ele, tínhamos nossas orações familiares. Na ausência do pai, a mãe assumia a direção, e ela mesma fazia a oração, ou pedia a um de nós, filhos, que a fizesse. Contudo, quando o pai estava presente, era ele sempre quem orava, e que orações lindas, que orações maravilhosas eram aquelas! Parecia-me que ele sempre falava com a Divindade da mesma maneira familiar e natural, como se estivesse conversando com um amigo cordial sentado diante dele enquanto se ajoelhava. Em meus anos posteriores, ao me tornar consciente do ódio, das contendas, do ciúme amargo e da turbulência nos corações dos homens, do desejo ou da disposição de muitos de tirar vantagem injusta de seus vizinhos, e da ausência do espírito de amor fraternal e de caridade bondosa em tantos lugares do mundo, tenho pensado muitas vezes que, se todo lar nesta terra pudesse ouvir diariamente tais orações, feitas pelo chefe da família, como as que meus pais costumavam proferir em grande humildade e sincera devoção, e em bondosa confiança e cordial boa vontade, exprimindo genuína dedicação e fraterna preocupação pelo bem-estar da humanidade, então o reinado do amor, da paz e da boa vontade sobre a terra, as grandes dificuldades entre homem e homem, e entre nação e nação, rapidamente desapareceriam, e as ameaçadoras nuvens de guerra e de aflição se dissipariam. (Dr. M. C. Merrill)

Admoestação para Buscar o Senhor

Concluirei como comecei, com as palavras de Isaías:

Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto.

E também aquelas palavras impressionantes do Salvador,

Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á. Porque todo aquele que pede, recebe; e o que busca, encontra; e ao que bate, se abre.

Que sejamos fiéis; que sejamos devotados a nosso Pai Celestial; que nos lembremos de nossas orações diárias, e de nossas orações secretas; que nos unamos às orações oferecidas em nossos locais de adoração, para que a obra do Senhor prossiga com mais rapidez e presteza. E oro humildemente para que nossos apelos sejam feitos com fé crente, para que nossas orações ascendam ao trono da graça, para que elas, unidas aos apelos em oração de todas as pessoas de boa vontade, possam ajudar a trazer aquela paz na terra e boa vontade para com os homens que há de seguir a conversão ao Evangelho de Jesus Cristo.

Como citar este discursoRichard R. Lyman, “Datas de Acontecimentos Importantes”, Conferência Geral de Abril de 1939, Sessão da Tarde do Primeiro Dia (1939-04-06). Pulpit Vault, 1939-04-richard-r-lyman-dates-of-important-events. Tradução desta edição, por método de glossário, archive.org.Pulpit Vault, edição de 23 de setembro de 2026 (commit 4bdc6ac627).