Reflexões Sobre o Serviço Missionário
Noah S. Pond
Meus irmãos e irmãs, penso que, de todas as surpresas que já tive, esta é a maior. Regozijei-me extremamente com o que tive o privilégio de ouvir nas sessões desta conferência. ¶
Sou profundamente grato pela bênção que me veio de presidir a Missão dos Estados do Norte, e desejei sinceramente que, ao voltar para casa, eu pudesse estar tão feliz e ativamente empenhado no serviço do Senhor no futuro quanto estive no passado. A Irmã Pond e nossos filhos também desfrutaram das bênçãos de nossas experiências missionárias, no crescimento da Sociedade de Socorro e de outras atividades. ¶
Só posso me referir brevemente e dar-lhes uma leve impressão dos sentimentos que enchem o coração de quem trabalha no ministério. Sei, meus irmãos e irmãs, que todos nós, aqui em casa, somos missionários. A responsabilidade na Igreja, a filiação à Igreja, a aceitação da responsabilidade no sacerdócio nos constituem missionários. Mas, até irmos para o mundo, não temos uma plena percepção da importância de nossos testemunhos. ¶
Tive o privilégio de estar onde estiveram os profetas de Deus. Estive naquelas cidades memoráveis onde o Profeta Joseph, Brigham Young, Sidney Rigdon, Oliver Cowdery, Orson Pratt, Parley P. Pratt e outros de nossos ilustres líderes na história inicial da Igreja ministraram. Estive onde o Presidente John Taylor esteve quando organizou o primeiro ramo da Igreja, há quase cem anos, na cidade de Indianápolis, Indiana, e pensei que podia realmente sentir o espírito daquele profeta de Deus. Lembro-me de quando aquele domingo ocorreu. Recorri à história da Igreja para verificar a data e o lugar, e saber que estava de acordo com a história. ¶
No início deste ano passado, quando o Ministro Holmes, da Suprema Corte dos Estados Unidos, aproximando-se do nonagésimo ano de sua vida mortal, proferiu uma das decisões da Suprema Corte, indicativa do poder de sua mentalidade, e a notícia se espalhou pelo país de que ele carregava em seu corpo as balas que os soldados confederados nele haviam disparado, pensei: Bem, até mesmo este episódio notável tem paralelo na história de nossa Igreja. Assim como o Ministro Holmes, o Presidente John Taylor, quando organizou aquele ramo em Indianápolis, carregava em seu corpo as balas que os assassinos nele haviam disparado, e aquele grandioso Presidente da Igreja carregou consigo, até o túmulo, as balas daqueles assassinos, e morreu no exílio. Hoje se ergue uma bela capela em Indianápolis, no local onde o Presidente Taylor organizou o primeiro ramo. Da mesma forma, outras cinco capelas foram erguidas nos últimos três anos e meio em Detroit, Columbus, Cincinnati, Dayton e Chicago. ¶
Vi os filhos e filhas, netos e netas daqueles líderes da Igreja seguindo os passos de seus dignos antepassados e pregando com a mesma honestidade e sinceridade os princípios do Evangelho como foram pregados há cinquenta, setenta e cinco ou oitenta anos. Estive à porta das casas de nossos líderes, Brigham Young, Heber C. Kimball, Lorenzo Snow, John Taylor, os Pratt, os Snow — aquelas casas de tijolo ainda estão de pé ou caindo em ruína, mas são testemunhas mudas e silenciosas da solidez substancial da edificação de nosso povo, até mesmo dos lares que habitaram. E aquelas cidades memoráveis de Nauvoo, Illinois, e Kirtland, Ohio, onde os Santos ergueram templos em nome e em honra de Deus, decaíram grandemente. Eu jamais poderia ter acreditado que a mão de Deus se manifestaria de forma tão poderosa, tão positiva, sobre lugares, povos, regiões e localidades como as que vi nesses — os locais mais mortos de todo o mundo — Kirtland, Ohio, e Nauvoo, Illinois — onde se ergueram templos de Deus neste século de existência de nossa Igreja e que foram tão gloriosos no início de nossa história. ¶
Presto-lhes meu humilde testemunho, e rogo as bênçãos de nosso Pai sobre seus servos. Eles são tão verdadeiros e tão íntegros em seu chamado e liderança proféticos hoje quanto foram aqueles que foram chamados no início da Igreja. Este é o meu testemunho da divindade do Evangelho de Jesus Cristo, em nome de nosso Salvador e Mestre. Amém. ¶