A Missão dos Estados do Centro-Norte
Arthur Welling
Meus irmãos e irmãs: trago-lhes as saudações dos missionários e santos da Missão dos Estados do Centro-Norte, os quais estão todos bem e satisfeitos com o seu trabalho. Não é preciso dizer-lhes que a seca, o desemprego e o baixo preço do trigo produziram um ano difícil nos estados semiáridos de Montana, das Dakotas, e nas províncias canadenses produtoras de trigo de Saskatchewan e Manitoba. Minnesota teve melhor sorte. Mas o nosso povo não está se queixando. Estão se mantendo firmes. Até agora não tivemos queda no dízimo pago nem no número de conversos batizados. Esperamos que o nosso povo continue sua boa obra até que os tempos melhorem e tudo volte a ficar bem. ¶
Alegramo-nos em testificar das condições de amizade, já mencionadas nesta Conferência, mudadas para com o nosso povo. Um exemplo desse interesse amigável, decorrente em grande parte, sem dúvida, da atenção dada aos turistas neste quarteirão, dos sermões radiofônicos dos irmãos dirigentes e das transmissões dos recitais do Órgão e do Coro do Tabernáculo, poderá interessar-lhes. Há pouco tempo, duas de nossas capazes e encantadoras missionárias foram recebidas na casa do governador de um de nossos estados, onde foram graciosa e cordialmente acolhidas pela esposa do governador, para quem cantaram alguns dos cânticos de Sião, e a cujo convite se uniram em oração antes de deixar a sua casa. Essa boa senhora estava cheia de elogios para com os irmãos e irmãs dirigentes com quem ela e o grupo de seu marido haviam se relacionado aqui. Quanto mais as pessoas sabem a respeito de vocês, melhor recebem os seus missionários no estrangeiro. Ser um missionário mórmon de Utah já não é motivo de censura, mas de distinção. ¶
Não se deve inferir, porém, que essa simpatia implique uma aceitação muito geral do Evangelho tal como o ensinamos. Não é assim. Os homens aplaudem a perfeição da organização de nossa Igreja, o fato de que ela "funciona" e de que põe dezenas de milhares de seu povo para trabalhar. O sistema financeiro da Igreja, o dízimo e as ofertas de jejum, são admirados por uns e invejados por outros. O nosso sistema missionário e a Palavra de Sabedoria, etc., recebem elogios de pessoas inteligentes em toda parte. Mas aí eles param. Que Deus, o Eterno Pai, e seu Filho, Jesus Cristo, são personagens reais, capazes de aparecer aos homens como afirmamos que apareceram a Joseph Smith no Bosque Sagrado, no oeste do estado de Nova York, em 1820, poucos homens do mundo acreditam. Se os Santos dos Últimos Dias estivessem dispostos a abandonar Joseph Smith e suas pretensões de vidente, a lançar fora a primeira grande visão com tudo o que ela implica quanto à realidade e à veracidade da personalidade de Deus, o restante do mormonismo poderia ser popularizado da noite para o dia. Permaneçam firmes nessas declarações de origem divina para a nossa religião, e na doutrina da Divindade nelas inerente, e vocês ficarão sozinhos — seu único consolo, se assim se pode chamar, é que estarão sozinhos com Deus. ¶
Os seus missionários em campo creem e amam testificar de "Deus, o Eterno Pai, e de seu Filho, Jesus Cristo, e do Espírito Santo"; e de que Joseph Smith foi um profeta do Deus verdadeiro e vivo. Eles também creem nos homens de bem em toda parte e são gratos por sua crescente amizade. A respeito de vocês, aqui em casa, gostam de pensar como "o sal da terra". "Pelos seus frutos os conhecereis" é um texto que eles amam. É a vocês que eles recorrem para justificar aquilo de que orgulhosamente se vangloriam como "os frutos do mormonismo". ¶
"Ó vós que embarcais no serviço de Deus", diria o seu missionário, se pudesse, "vede que o sirvais de todo o coração, poder, mente e força, para que vos apresenteis sem culpa perante Deus no último dia". ¶
Que Deus abençoe a juventude de Israel e os missionários de sua Igreja em toda parte no mundo, humildemente oramos, em nome de Jesus Cristo. Amém. ¶