Discurso
James H. Robinson
Sinto-me muito humilde, meus irmãos e irmãs, e muito dependente de nosso Pai Celestial. Esta é a primeira vez em minha vida que sou chamado a me dirigir ao povo de Deus em uma de nossas conferências gerais, e posso lhes assegurar que, embora me sinta muito grato por esta oportunidade, sinto-me muito humilde e muito dependente de nosso Pai Celestial. Percebo plenamente que estamos engajados na obra de nosso Pai, o Criador dos céus e da terra, e o Pai de nossos espíritos; e sei também que, para falar a seu povo, que tem escutado os servos do Senhor e obedecido aos impulsos do espírito, que abraçou a fé e está se empenhando em levar adiante a obra de nosso Pai sobre a terra -- para alimentar vocês, o povo -- um homem precisa ser inspirado por nosso Pai. Esta é a obra dele, e sabemos e compreendemos as coisas de Deus somente por meio do Espírito de nosso Pai. Não são as palavras elegantes proferidas por mestres da língua inglesa, nem a erudição dos homens, que podem enviar aquele impulso, aquela inspiração e convicção ao coração do povo de Deus. Isso só pode ser enviado por meio da inspiração de nosso Pai. E, embora saiba também que nós, como indivíduos, não temos permissão de receber inspiração ou revelação para a Igreja, sei por experiência que temos direito a essa revelação e a essa inspiração para nossa própria orientação, e para nos ajudar no cumprimento de todos os deveres e responsabilidades que recaem sobre nós. E, se não estivermos em comunhão com esse espírito, é porque nosso instrumento receptor está desafinado; pois nosso Pai nos céus jamais negligenciará seu povo, jamais deixará de cumprir sua parte; e, se eu não estou recebendo a inspiração do Pai, é por causa de algum ato em minha vida, ou algum descuido, ou algo assim, que fez com que o instrumento que Deus me deu, em seu Espírito, ficasse desafinado em relação ao instrumento transmissor de nosso Pai. Nosso Pai nos disse, por meio do Profeta Brigham Young, que todo espírito nasce puro na terra, e só se torna contaminado à medida que o espírito fica sujeito ao tabernáculo de carne no qual está encerrado; pois nossos tabernáculos são terrenos, feitos da terra, e sujeitos à morte. E, assim como nossos espíritos são dominados pelas fraquezas desse corpo, ficamos fora de harmonia com nosso Pai. ¶
Sei que esta obra é verdadeira; sei que o Profeta Joseph Smith foi, de fato, um profeta de Deus; e sei que o Salvador é o Filho de Deus; e que esta obra foi estabelecida na terra nestes últimos dias, para nunca mais ser derrubada ou entregue a outro povo. E percebo também que simplesmente ser membro desta Igreja não significa exaltação; pois, assim como certamente o Senhor nos deu nosso arbítrio, tão certamente devemos exercer esse arbítrio na direção correta. Filiar-se a esta Igreja e nada fazer nela não nos trará salvação nem exaltação; pois o Senhor nos deu o plano, e nos deu o conhecimento de que ele vive e de que esta é sua obra, e então nos deixou para trabalharmos nossa própria salvação. E temos uma poderosa responsabilidade sobre nós, como Santos dos Últimos Dias; pois não apenas temos de viver o evangelho em casa, mas é nossa missão levá-lo a toda nação da terra. E, quando consideramos quão poucos são os Santos dos Últimos Dias, comparados com as numerosas multidões de todo o mundo, podemos compreender, em pequeno grau, a responsabilidade que isso representa. Quando o amado João foi lançado na ilha de Patmos, e lhe foi permitido olhar através da correnteza do tempo; quando viu aquele anjo voando pelo meio do céu, tendo o evangelho eterno para pregar a todos os habitantes da terra, ele viu o nosso dia, e estamos vivendo o cumprimento daquela revelação que foi dada a João, o divino, pois aquele anjo voou do meio do céu, e entregou esta mensagem aos habitantes desta terra por meio do Profeta Joseph Smith. Estamos realizando aquela visão e aquela predição feita por nosso amado profeta quando ele viu essas coisas. ¶
Rogo, meus irmãos e irmãs, que possamos ser capazes de cumprir todos os deveres, obrigações e responsabilidades que recaem sobre nós. Às vezes falamos que é nosso dever fazer, nesta Igreja, as coisas que somos chamados a fazer, mas considero que é mais um privilégio. Devemos considerá-lo um dos mais altos privilégios de nossas vidas, o de podermos possuir o Sacerdócio do Filho de Deus, o de podermos agir em nome de nosso Pai nos céus e sermos seus embaixadores sobre a terra para realizar sua obra. Este é um privilégio do qual devemos nos orgulhar, e do qual devemos nos alegrar em receber e em cumprir em nossas vidas. Rogo que sejamos leais e devotados a esta causa, dedicando nossas energias, nossos esforços e tudo o que temos e somos para ajudar a estabelecer a obra de Deus na terra, rogo, em nome de Jesus. Amém. ¶