Discurso de Joseph C. Bentley
Joseph C. Bentley
Meus irmãos e irmãs, sou grato pela oportunidade, nesta tarde, de dar meu testemunho desta grande obra de nosso Pai em que estamos empenhados. Este parece ser um tempo de circundar a terra. Enquanto acabamos de ouvir o testemunho do élder Brown, de uma estaca de Sião ao Norte, que inclui o Polo Norte, e o testemunho de outros dos Estados Unidos, eu represento a estaca de Sião Juarez, que se estende das fronteiras meridionais dos Estados Unidos até o Polo Sul. ¶
Quero dar meu testemunho, especialmente a meus jovens irmãos e irmãs, desta Igreja e reino de nosso Pai, de que sei que Joseph Smith é um profeta de Deus, que ele foi o instrumento nas mãos de nosso Pai para restaurar o evangelho do Senhor Jesus Cristo, e que hoje, como sempre tem sido o caso desde o estabelecimento desta obra, nosso Pai mantém seu cuidado protetor sobre seu povo. Lembro-me claramente de que, durante a revolução no México, quando o General Villa fez seu ataque à cidade de Columbus e avançava em direção às colônias "mórmons", houve considerável agitação, pois ele matava todo americano que encontrava pelo caminho, e todo mexicano que houvesse mostrado favor ao povo americano. Pensava-se que, ao chegar às colônias "mórmons", ele as apagaria completamente da existência. O cônsul americano em El Paso havia nos dito várias vezes para deixarmos o México e voltarmos aos Estados Unidos. Enquanto o General Villa marchava em direção às colônias, o cônsul americano disse: "Já disse a essa gente várias vezes para sair de lá; agora veremos se um 'mórmon' é feito de matéria diferente de qualquer outro americano." Havia considerável agitação entre o povo mexicano, especialmente em Colônia Dublán, pois o General Villa estava a poucas horas de marcha daquele lugar. Não havia uma única família mexicana que se sentisse segura residindo naquela colônia. Fomos notificados pelos oficiais do exército mexicano de que não poderiam nos dar ajuda alguma. Era evidente que Villa marchava em direção à nossa colônia. Nosso povo, sob a instrução daqueles que presidiam sobre eles, foi orientado a ir para casa, deitar-se e confiar no Senhor. Naquela noite se recolheram, e fomos o único povo naquela região do país que efetivamente foi dormir, mas dormimos em paz. Durante a noite, o General Villa marchou até dentro dos limites de nossa colônia e imediatamente se voltou e ordenou a seu exército que seguisse em outra direção. Um ano ou dois depois, quando por acaso me encontrei em seu exército, tendo sido detido em uma de nossas viagens de visita aos élderes, quando fui levado à sua presença, ele me disse que houvera diversas ocasiões em que teria nosso povo completamente sob seu controle. Disse ele: "Poderia ter-vos varrido da face da terra, sem qualquer dificuldade, mas," disse ele, "não tinha desejo de fazê-lo. Gosto do povo 'mórmon', gosto das doutrinas 'mórmons'. Embora este não seja lugar para vosso povo fazer trabalho missionário no momento presente, espero viver para ver o dia em que haverá um missionário 'mórmon' em cada cidade do México, pois," disse ele, "gosto de vosso povo. Gosto de vosso modo de viver sob este governo." O General Angeles estava presente com ele quando demos nosso testemunho da divindade desta obra, e explicamos nossa missão, que ali estávamos trabalhando entre eles, pregando o evangelho do Senhor Jesus Cristo; e ele se voltou para o General Villa e disse: "Esta é uma obra maravilhosa. Estão fazendo exatamente o que deveríamos estar fazendo, mas parecem estar fazendo isso de um modo muito melhor e com mais sucesso." ¶
Meus irmãos e irmãs, regozijo-me nesta grande obra do Senhor. Sou grato a meu Pai celestial por ter sido permitido a mim deter uma porção de seu santo Sacerdócio e trabalhar nesta grande obra em que estamos empenhados. Que o Senhor nos abençoe e nos ajude a nos mantermos livres e imaculados dos pecados do mundo, para que possamos realizar sua obra, é minha oração, em nome de Jesus. Amém. ¶