Pulpit

Testemunho do Cristo Vivo

Charles W. Penrose

Conferência Geral de Abril de 1921·Sessão de Encerramento·1921-04-06

Creio que os comentários que o irmão Ivins nos fez foram compreendidos, apreciados e acreditados por esta congregação de Santos dos Últimos Dias reunidos em conferência geral. Ele enunciou a doutrina com grande clareza, doutrina que a maioria de nós já ouviu quase durante toda a vida. Ela tem sido ensinada deste púlpito, não apenas em épocas de conferência, mas em muitos discursos proferidos pelos servos do Senhor. Foi a doutrina do Profeta Joseph Smith, tornada clara por meio dele por revelação de Deus. Como citado ou lido pelo presidente Grant no domingo passado pela manhã, foi proclamada pelo profeta e presidente da Igreja, Brigham Young. Ele foi um grande líder. Era um homem de mente, vontade e expressão muito fortes, e sempre ensinou esta doutrina com clareza -- que, embora houvesse apenas um homem de cada vez na terra para receber revelação de Deus para a Igreja, para toda a Igreja, o espírito de revelação repousava sobre os membros da Igreja, assim

como sobre os homens que detinham o Sacerdócio de Deus. Assim também com os que o sucederam na presidência. Não creio que tenha havido um único deles que não tenha ensinado essa doutrina.

A VISÃO DOS SANTOS DOS ÚLTIMOS DIAS SOBRE A REVELAÇÃO.

Tem estado associada a essa revelação, lida pelo presidente no domingo, quanto ao direito do homem que está à cabeça de receber revelação para a Igreja, a doutrina, a teoria e a prática de que três homens que detêm a presidência da Igreja presidem sobre ela em todos os seus departamentos, e que, quando algo de caráter ou natureza nova devesse ser introduzido para o governo da Igreja, isso viria dessa presidência e seria submetido aos quóruns do sacerdócio e aos Santos em geral. Isso foi seguido pelo presidente Wilford Woodruff quando o que se chama de "Manifesto" veio dele para a Igreja. Foi apresentado à Igreja e votado pela Igreja, reunida em conferência, como doutrina para a Igreja. Uma resolução foi aprovada nesse sentido, proposta pelo presidente Lorenzo Snow. Devemos compreender isso. O irmão Ivins deixou muito claro que as revelações mencionadas pelo presidente na manhã de domingo, para o governo da Igreja, eram para esta Igreja, não para outras igrejas ou sociedades; e, ao mesmo tempo, aquilo que foi dito, aquilo em que temos crido, aquilo que temos praticado, não está inteiramente confinado, em todos os aspectos, a um único homem; que o espírito de revelação é para toda a Igreja, para cada um de seus membros, mas que, para o governo e a orientação da Igreja como corpo organizado, essa autoridade está investida no único homem que está à cabeça. E parece-me que um pouco de razão comum mostraria o valor disso. O Senhor disse que não devíamos receber como revelações para o nosso governo aquilo que viesse de qualquer outro que não fosse o homem que ele havia escolhido para estar à cabeça, e que, se este transgredisse, não teria poder senão para designar outro, nomear ou indicar outro, em seu lugar, para estar à cabeça da Igreja. Ora, podemos ver muito rapidamente, se usarmos o bom senso, que, se todo homem de destaque na Igreja pudesse introduzir uma revelação, estaríamos, como disse o irmão Ivins, imediatamente em confusão. Não há ninguém na Igreja que tenha o direito de introduzir, como revelação divina, algo novo e diferente daquilo que já foi revelado antes, senão o homem que é designado para isso, a fim de que todos possamos chegar à unidade da fé; e, quando isso é recebido pela Igreja e adotado como parte de nosso credo, pertence à Igreja, tanto quanto qualquer coisa que o tenha precedido.

QUANTO À DESINFORMAÇÃO.

Há algum tempo, fomos afligidos por falsos relatos, enviados desta cidade, geralmente por telégrafo, ao mundo, pretendendo dar a conhecer sentimentos expressos pelo líder da Igreja. Ultimamente, tem havido alguma reforma nesse sentido. Alegro-me em saber que os fios telegráficos não estão agora, como estavam naquela época, sob

o domínio de homens animados pelo espírito da falsidade. Quando eu era editor do Deseret News, grande parte do meu tempo era ocupada em fazer ou dar refutações de declarações desse tipo, enviadas pelos fios a partir de Salt Lake City pela Associated Press. Vim a conhecer, algum tempo depois, o presidente dessa associação, o senhor Stone, um homem excelente, esplêndido, capaz e justo, e tive o prazer de conversar pessoalmente com ele sobre esse assunto; e, desde que ele ficou plenamente ciente da maneira como os despachos eram enviados desta cidade, cuidou, na medida do possível, para que esses falsos relatos não fossem mais divulgados. Ora, alegro-me em dizer que há uma mudança de espírito nesse sentido; mas, ao mesmo tempo, por vezes coisas são publicadas, e muitas vezes até comentadas sem serem publicadas, que estão cheias de desinformação.

Tenho ouvido bastante, agora, a respeito dos comentários feitos pelo presidente Grant no domingo passado pela manhã. Representa-se que ele afirmou que não havia homem vivo, senão ele, que tivesse o direito de receber uma revelação de Deus. Ele não disse isso. Vós, que estivestes aqui, sabeis muito bem que ele não fez comentário algum desse tipo. O que ele procurou deixar claro, e o fez, a meu ver, e creio que a toda a congregação, foi aquela doutrina fundamental relativa às revelações de Deus para esta Igreja como corpo religioso organizado: que somente o homem que está à cabeça poderia ser o Revelador autorizado, o fim da controvérsia; se surgisse qualquer controvérsia, ele poderia buscar, por revelação de Deus, corrigir o erro, bem como proclamar a verdade.

HOMENS QUE PRETENDEM SER CHAMADOS DE DEUS PARA RECEBER REVELAÇÃO.

Ora, apenas menciono este fato, não porque talvez seja de muita importância, mas ele está associado, também, a algumas coisas que se têm feito em certos setores da Igreja. Homens têm surgido, pretendendo ser chamados de Deus para receber revelação de Deus para a Igreja. Conheci um homem desse tipo, há alguns anos, que veio ao presidente da Igreja e exigiu as chaves, pois era "o homem poderoso e forte, enviado para pôr em ordem todas as coisas em Sião." Bem, ele não causou grande impressão, mas veio duas ou três vezes, e, por fim, foi mandado sair do escritório, e saiu mancando numa perna só -- pois só tinha uma perna boa, a outra era de madeira -- e partiu como o "poderoso e forte", e não ouvimos mais nada a esse respeito. Talvez esse não seja um exemplo justo dos homens que se arrogaram essa posição. Ultimamente, tem havido alguns membros da Igreja que alegaram ter revelação de Deus para organizar uma Ordem Unida, sem no início chamá-la assim, mas depois passaram a chamá-la, e assim lançaram seus bens e os puseram nas mãos de um único indivíduo, que recebeu o que ele chamava de revelações de Deus, e as pessoas se uniram a ele e foram induzidas a orar para descobrir se aquilo era verdade, e foram desviadas por um espírito falso. Alguns deles se arrependeram, e outros que não

se arrependeram, mas continuaram em suas más obras de trevas, foram excomungados da Igreja. Ora, eis aqui simplesmente uma voz de advertência, vinda do homem que está à cabeça da Igreja, de que o povo não deve se deixar desviar nem por ideias desse tipo que acabo de mencionar, nem em relação a outros assuntos que afetam sua condição no tempo e na eternidade.

HOMENS QUE SE ARROGARAM O DIREITO DE CASAR.

Alguns homens se arrogaram o direito de casar, quando ficou muito claramente demonstrado, durante esta conferência, que não têm tal direito. O direito de casar para o tempo está investido em certos oficiais desta Igreja, e o direito de casar para o tempo e a eternidade só pode ser solenizado e celebrado sob a direção das autoridades da Igreja, e há apenas um homem de cada vez, diz a própria revelação, que detém as chaves dessa autoridade. E como, no mundo, homens de inteligência, homens de posição nesta Igreja, podem ser desviados, para a direita ou para a esquerda, a obras de erro e trevas, por pessoas que não têm tal autoridade e que não podem tê-la, segundo a própria revelação sobre este assunto -- como podem fazer isso tem sido muito intrigante para mim. Mas, quando leio nas revelações de Deus, como diz o apóstolo Tiago, que "Deus não pode ser tentado pelo mal, e a ninguém tenta; porém cada um é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência", isso explica a coisa claramente à minha mente.

Ora, fiz estes poucos comentários a respeito deste assunto porque desejo plenamente, com toda a minha alma, que o nosso povo compreenda, e que o mundo, se assim o quiser, também possa compreender, e que os nossos amigos que não são de nossa fé não interpretem mal a nossa posição; e, se optarem por interpretar mal, e distorcer e retorcer as palavras proferidas deste púlpito, e proclamá-las ao mundo como as palavras de nosso líder, hão de arcar com as consequências.

OS SANTOS DOS ÚLTIMOS DIAS CREEM NA REVELAÇÃO ANTIGA E MODERNA.

Tem sido doutrina, como disse o irmão Ivins, desde o princípio, que cremos na revelação, e o problema com os nossos pretensos amigos, que interpretam mal este assunto, é que eles não creem em absoluto na revelação moderna, e o nosso conflito com eles vem desde o princípio. Eles é que criaram o conflito. Joseph Smith recebeu uma revelação de Deus, e os grandes chefes das igrejas cristãs e os ministros das várias denominações conflitantes declararam que a doutrina da revelação nestes tempos é falsa, que Deus agora não revela nada aos filhos dos homens, que toda a revelação que temos hoje, de qualquer valor, se encontra entre as capas da Bíblia, e citam o último capítulo do Apocalipse, algumas palavras ali, de que, se "alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus fará vir sobre ele as pragas que estão escritas neste livro."

Deixam de fora a outra parte, geralmente, estranhamente, "e se alguém tirar das palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte do livro da vida, e da cidade santa, e das coisas que estão escritas neste livro." E não se detêm muito no que ali se diz, que "a todos os mentirosos" e "qualquer que ama e comete a mentira" terão a sua parte no lago que arde com fogo e enxofre.

O DIREITO DE RECEBER REVELAÇÃO É COMUM A TODOS.

O presidente Grant não alegou que ele fosse o único homem que podia receber revelação de Deus. Ele tem ensinado, desde o princípio, como todos os líderes desta Igreja, que receber revelação é o dom de todo aquele que o busca. "Achegai-vos a mim e achegar-me-ei a vós, diz o Senhor dos Exércitos." Essa era a doutrina dos videntes e profetas antigos. Essa é a doutrina dos profetas dos últimos dias e da Igreja dos Santos dos Últimos Dias. O direito de receber revelação de Deus é comum a todos. Cristo ensinou: "Pois se vós, sendo maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais dará o nosso Pai Celestial o Espírito Santo àqueles que lho pedirem?" Esse Espírito Santo é o espírito de revelação, aquele que esclarece, aquele que revela; seja algo novo ou algo antigo, não importa, se é verdadeiro. É o espírito da verdade, e esse é o espírito da vida e o espírito da luz que ele deu a todos os que nasceram no mundo. Toda pessoa sensata, toda pessoa sã, tem direito à orientação desse espírito, se o buscar da maneira correta e for obediente aos seus sussurros e ensinamentos. As invenções benéficas recebidas pelas mentes mais destacadas vêm dessa fonte. Ora, não é direito de toda pessoa ensinar aos outros aquilo que julga ter recebido por revelação. Tenho tido manifestações desde o tempo em que, ainda menino, saí ao mundo para pregar o evangelho sem bolsa nem alforje nem recursos, para o meu próprio benefício. Recebi-as do Senhor; foram as minhas estrelas-guia. Sou grato por saber que recebi essa inspiração em minhas labutas e deveres, e há muitas coisas das quais nunca falei a outros, e sei tão bem que são verdadeiras quanto sei que estou aqui de pé, mas não me foi dado ensiná-las ao mundo nem a ninguém mais. Eram para mim. Cada inspiração que recebi do Todo-Poderoso fortaleceu a minha fé nesta obra, nesta organização, nesta Igreja de Jesus Cristo, pois ela é a Igreja dele, e sei que é de Deus, e que há de prevalecer.

TODA REVELAÇÃO PARA A IGREJA VEM POR MEIO DA CABEÇA DA

IGREJA.

Tem havido algumas pessoas que se deixaram desviar por uma influência maligna, o que fez com que algumas delas perdessem sua posição na Igreja, e foi pertinente e oportuno que o nosso presidente fizesse alusão a essa doutrina, tal como exposta na quadragésima terceira seção de Doutrina e

Convênios, e o que ele disse é verdade, e é a palavra do Senhor para a Igreja; era assim então e é assim agora, e tudo o que o Senhor tenha a revelar para a Igreja, para sua orientação e governo em doutrina, princípio e disciplina, virá por meio da cabeça, e teremos a oportunidade, se for algo novo, de julgá-lo. No livro de Doutrina e Convênios temos várias revelações, todas as quais foram recebidas pelo corpo da Igreja como a palavra do Senhor. Eu estava presente quando isso foi feito, quando fomos todos organizados no Sacerdócio, em nossos vários quóruns. A Bíblia, o Livro de Mórmon, a Doutrina e Convênios e a Pérola de Grande Valor foram votados pelo sacerdócio do Senhor, e também pela congregação em conferência, durante o tempo do presidente Taylor. Se o Senhor tiver algo mais a revelar, virá por meio da cabeça, e, então, o corpo, respondendo, o tornará doutrina da Igreja. Essa é a ordem do céu. Deus revela, Deus ordena, Deus preside, e as hostes celestiais recebem sua orientação de bom grado e com alegria, e a palavra dele se torna a palavra deles, e eles são como Jesus, fazem a vontade dele, mas o fazem porque é a vontade do Pai, e sabem que o Pai é verdadeiro. E assim, quando recebemos o dom do Espírito Santo pela imposição das mãos, e caminhamos em sua luz, sabemos por nós mesmos a respeito da obra, a respeito de todos os nossos deveres, à medida que somos chamados a desempenhá-los.

AS MULHERES E O SACERDÓCIO.

Quero fazer mais um comentário, e é este: parece haver um ressurgimento, entre algumas de nossas irmãs, da ideia de que elas detêm o Sacerdócio. O presidente Clawson pôs fim a isso em seus comentários de domingo. Ele disse: "Não, as irmãs não detêm o Sacerdócio." Bem, isso está correto? Sim; mas há, então, uma pequena qualificação a isso, talvez muito pequena. Quando uma mulher é selada a um homem que detém o Sacerdócio, ela se torna uma só com ele. Às vezes o homem é a fonte, e às vezes não, mas ela recebe bênçãos em associação com ele. A glória, o poder e o domínio que ele exercerá quando tiver a plenitude do Sacerdócio e se tornar "rei e sacerdote para Deus", ela compartilhará com ele. Algumas irmãs já me disseram: "Mas eu detenho o Sacerdócio com o meu marido." "Bem," perguntei eu, "que ofício a senhora detém no Sacerdócio?" Então não sabiam dizer muito mais. As irmãs não são ordenadas a nenhum ofício no Sacerdócio, e há autoridade na Igreja que elas não podem exercer; não lhes pertence; não podem exercê-la devidamente, tanto quanto não podem transformar-se em homem. Ora, irmãs, não penseis que quero dar a entender que não tendes bênçãos, autoridade ou poder relacionados ao Sacerdócio. Quando fordes seladas a um homem de Deus que o detém e que, ao vencer, herda a plenitude da glória de Deus, vós o compartilhareis com ele, se estiverdes preparadas para isso, e suponho que estareis.

QUANTO AO DIREITO DA MULHER DE ADMINISTRAR AOS ENFERMOS.

Há outra coisa relacionada com isso. Algumas irmãs me visitaram e me perguntaram se não tinham o direito de administrar aos enfermos. "Bem," respondi, "sim, têm, de certa forma; Jesus Cristo disse: 'Estes sinais seguirão os que crerem: em meu nome expulsarão demônios; falarão novas línguas; e porão as mãos sobre os enfermos, e os sararão.'" Como disse, há ocasiões em que talvez seja sábio que uma mulher imponha as mãos sobre uma criança, ou umas sobre as outras, às vezes, e têm sido feitas nomeações para que algumas de nossas irmãs, boas mulheres, ungam e abençoem outras de seu sexo que esperam passar por tempos de grande prova pessoal, tribulação e "trabalho de parto"; portanto, isso está certo, até certo ponto. Mas, quando as mulheres vão por aí declarando que foram destinadas a administrar aos enfermos, e tomam o lugar que é dado aos élderes da Igreja por revelação, como declarado por meio de Tiago antigamente, e por meio do Profeta Joseph nos tempos modernos, isso é uma usurpação de autoridade e contrário à escritura, a qual determina que, quando as pessoas estiverem doentes, chamem os élderes da Igreja, e estes orem sobre elas e lhes imponham oficialmente as mãos.

É a oração da fé que salva o enfermo; fé em Deus, não em algum homem em particular, embora alguns homens pareçam ter mais o dom de curar do que outros -- isso é verdade -- mas a autoridade na Igreja está investida nos élderes. É verdade que um sacerdote pode fazê-lo, um mestre também pode, e um diácono também, embora nem o mestre nem o diácono possam exercer o poder, no Sacerdócio Menor, que é para a remissão dos pecados por meio do batismo; isso ele não pode fazer, não tem essa autoridade, mas pode impor as mãos sobre os enfermos e orar a Deus para curá-los; assim também pode um membro comum. Assim também podem pessoas de fora da Igreja, e assim o têm feito. Tendo fé em Deus, pediram a Deus, em nome de Jesus Cristo, que curasse os enfermos pela imposição de suas mãos, e alguns deles ficaram bons, e muitos outros morreram, como acontece conosco todos.

NENHUMA REUNIÃO DEVE SER REALIZADA SEM O CONSENTIMENTO DAS AUTORIDADES PRESIDENTES.

Essas irmãs também alegam o direito de organizar suas próprias reuniões, falar em línguas, interpretá-las e profetizar. Ora, elas podem ter o dom de línguas; isso é tanto para as irmãs quanto para os irmãos, e parece ser até um pouco mais. Certa boa irmã disse a outra: "Ah, você pode ter o dom da sabedoria, não digo que não tenha, mas eu tenho o dom de línguas." Ela achava que estava à frente de sua irmã, que tinha sabedoria. Irmãs, não é vosso direito organizar reuniões, seja para as irmãs, seja para os irmãos, em vossas respectivas alas, sem a regulamentação e a permissão das autoridades presidentes da ala. Algumas irmãs, não muito longe deste lugar, costumavam se reunir, relatar visões, falar em línguas, e tinham um tempo maravilhoso, e o presidente da estaca

foi consultado quanto ao direito de fazer isso. Ele disse: "Irmãs, não deveis realizar reuniões desse tipo, a menos que obtenhais permissão do bispo," e elas nunca mais pediram permissão ao bispo, nem realizaram tais reuniões desde então. O que isso mostra? Mostra que elas não estavam agindo sob a devida autoridade. O Senhor declarou: "minha casa é uma casa de ordem."

FAZEI O QUE É CORRETO E BUSCAI A PALAVRA DO SENHOR.

Façamos aquilo que é correto; evitemos aquilo que não temos o direito de fazer. Não presumamos realizar reuniões da Igreja por nossa própria autoridade. Isso está sob a direção das autoridades da ala, e elas dirão quando as reuniões devem ser realizadas; as reuniões de quórum, é claro, estão sob a direção das autoridades do quórum. Sejamos sábios em nossa geração, e busquemos a palavra do Senhor por meio do canal designado. E, quando cantarmos "Nós te agradecemos, ó Deus, por um profeta," façamo-lo com fé. Muitos Santos cantam essa canção, mas não querem fazer nem crer no que ele diz. É assim com algumas pessoas; não convosco, é claro; sabemos melhor, ou devíamos saber melhor. Sigamos os caminhos que o Senhor apontou, e não nos irritemos demasiado com o que fazem os ímpios. Os ímpios não deixarão de perturbar, os mentirosos não deixarão de mentir, a menos que Deus os converta ou os obrigue, e continuarão em seu mau caminho; alguns deles, até que se encontrem com os ímpios naquela punição que é figurativamente chamada de fogo e enxofre.

TESTEMUNHO FINAL.

Deus vos abençoe, meus irmãos e minhas irmãs. Sou grato ao Senhor, hoje, por suas misericórdias para comigo; sou grato por sua bondade para comigo durante toda a minha vida. Louvado seja Deus pelas revelações dos últimos dias, e pelas revelações dos dias antigos que nos foram transmitidas; apenas algumas chegaram até nós, mas vivemos agora no pleno esplendor do evangelho da última dispensação. O Espírito Santo, o Consolador, está com este povo; Jesus Cristo, o Filho, está à cabeça da Igreja, e Deus, o Pai, está acima de tudo, e havemos de descobrir, quando aprendermos a plenitude, que a Providência está de fato sobre todas as coisas, e que devemos reconhecer sua mão em todas as coisas, tanto na adversidade quanto nas riquezas. Em todas as condições em que nos encontrarmos, louvaremos o Senhor e lhe daremos graças, e o serviremos com todo o nosso coração, poder, mente e força, e procuraremos amar o próximo como a nós mesmos, na medida do possível, e, se pudermos dizer: "Ó Senhor, eles não sabem o que fazem," diremos também: "Pai, perdoa-lhes." Temo que alguns deles saibam, sim, o que estão fazendo; isto é, não estão dizendo a verdade, mas a estão pervertendo de propósito. Eles também estão sob a vista e nas mãos do Todo-Poderoso.

Que a paz de Deus esteja convosco, por meio de Jesus Cristo. Amém.

Como citar este discursoCharles W. Penrose, “Testemunho do Cristo Vivo”, Conferência Geral de Abril de 1921, Sessão de Encerramento (1921-04-06). Pulpit Vault, 1921-04-charles-w-penrose-testimony-of-the-living-christ. Tradução desta edição, por método de glossário, archive.org.Pulpit Vault, edição de 23 de setembro de 2026 (commit 4bdc6ac627).