Um Testemunho do Poder do Sacerdócio
David A. Smith
Pensei, enquanto o nosso Patriarca falava, que ele tinha uma vantagem sobre mim, pois não era a primeira vez que ele era chamado a enfrentar uma congregação assim. No domingo, o Presidente Penrose declarou que se aproximava da tarefa de falar com grande apreensão. Tentei imaginar quais seriam os meus sentimentos se eu fosse chamado a ocupar esta posição. Agora posso assegurar-vos que a minha imaginação pinta um quadro bem pobre. ¶
Regozijo-me, meus irmãos e irmãs, na oportunidade que tive de assistir a esta conferência e de ouvir os testemunhos que nos foram dados, e testifico a vós, neste dia, que aprovo tudo o que foi dito, que isso encontra pousada em meu coração. Não me é difícil saber em minha alma que Joseph Smith, em verdade, viu o Pai e o Filho. Não me é difícil compreender que ele, pelas mãos de Pedro, Tiago e João, recebeu o santo Sacerdócio. Podeis dizer: Como sabeis disso? Encontro resposta a isso quando sou chamado a agir sob a autoridade do Sacerdócio que me foi conferida, e ponho as minhas mãos sobre as cabeças dos enfermos e os abençoo por essa autoridade, ordenando que a doença se retire e a saúde se restaure, e vejo a bênção quase instantaneamente cumprida. Sei então de onde vem esse poder, pois não tenho, por mim mesmo, direito algum de expulsar a doença. Quando exerço o direito que me veio através do Sacerdócio de agir por Deus, que reconhece esse direito, não me é difícil compreender estas coisas. ¶
Há algum tempo, tivemos um irmão que veio das ilhas, lá longe, no Mar do Sul. Tive o prazer de levá-lo pelo hospital. Comecei pela sala das caldeiras. Ele estava muito interessado nos funcionamentos mecânicos da instituição. Mostrei-lhe a colocação do carvão na fornalha, a entrada da água na caldeira, a criação do vapor pelo contato com o calor e a água. Expliquei-lhe como o vapor, passando por um dínamo, produzia eletricidade, que era conduzida ao edifício por fios. Ele não conseguia compreender como isso podia ser, de modo que tentei explicar mais. Mostrei-lhe, ao aproximarmo-nos da sala de operações, a barra de contato, como ela se tornava incandescente quando a eletricidade era ligada. Mostrei-lhe a luz elétrica, o funcionamento do elevador, e muitas outras coisas para as quais a eletricidade está sendo usada. Terminamos, finalmente, com a máquina de gelo. Passei a mão por um dos tubos e raspei um pouco de neve. Ao colocá-la em sua mão, ele olhou para mim e disse: "Levai-me daqui depressa, estais me deixando louco." Ele desistiu; não quis investigar mais. Se ele tivesse estudado com diligência e fidelidade, poderia ter sabido, por si mesmo, como essas coisas eram feitas. ¶
Sei, meus irmãos e irmãs, que esta é a obra do Senhor. Sei que os homens que foram escolhidos como líderes em Israel são homens de Deus, que têm autoridade para agir por ele, aqui na terra, e que assim agem sob a sua orientação e a sua direção. Testifico a vós que tenho fé nesta obra. Tenho fé no evangelho, e sei que, na medida em que eu for fiel e diligente, esforçando-me para guardar os seus mandamentos, receberei força e capacidade para vencer o mal. ¶
Que Deus nos abençoe, meus irmãos e irmãs. Que sejamos fiéis nesta obra é a minha oração, e assim o peço em nome de Jesus Cristo. Amém. ¶