Quão formosos são sobre os montes
Joseph E. Robinson
«Quão formosos são sobre os montes os pés do que anuncia as boas novas, que faz ouvir a paz, que anuncia o bem, que faz ouvir a salvação, que diz a Sião: O teu Deus reina!» ¶
«Uma voz dos teus atalaias se ouve, alçam a voz, juntamente exultam; porque olho a olho verão, quando o Senhor tornar a trazer Sião.» ¶
Estas palavras do profeta-poeta, Isaías, vieram-me à mente frequentemente durante esta conferência, ao ouvir o testemunho de nossos irmãos a respeito do aumento em número de membros e em fé, e da integridade e lealdade de nosso povo, de seu crescimento nas coisas temporais, do destaque que temos entre nossos amigos por ¶
tudo o que contribui para a elevação da humanidade e para a conservação das virtudes sociais. E meu coração se alegrou, porque senti que Isaías, nestas palavras, profetizava a respeito precisamente desta época e deste dia, e em visão profética havia visto os Santos reunidos nos cumes dos montes, havia ouvido os relatos dos irmãos a respeito de Sião, que Deus trouxe novamente e estabeleceu pela última vez. ¶
Durante a estação passada tivemos, conforme foi relatado, um grande número de visitantes, e tive o privilégio, em comum com muitos de meus irmãos, de conhecer não somente os líderes de nosso próprio estado, mas os líderes entre os homens de negócios deste país e das nações estrangeiras. Foi para mim uma grande honra tornar-me recentemente membro de várias convenções, entre as quais o Congresso Internacional de Irrigação. Realizamos várias sessões nos vales de Sacramento e San Joaquin, e depois uma em São Francisco, na grande Exposição Internacional Panamá-Pacífico. Fortaleceu minha fé assistir, dia após dia, aos ensinamentos de homens de renome mundial, e aprender que, em seus ideais e em sua busca por aquilo que mais beneficiaria a humanidade, seguiam os passos dos líderes de Sião. Estiveram presentes a esse Congresso homens vindos da Austrália, da Nova Zelândia, até mesmo do Industão, da China e do Domínio do Canadá. Homens representativos de nosso próprio governo, que haviam sido enviados ao exterior para examinar as condições civis e sociológicas da Irlanda, da França, da Alemanha e da Itália, e para estudar seus métodos de cooperação e crescimento comunitário, trouxeram para os Estados Unidos o conhecimento assim obtido, a fim de habilitar nosso povo a fomentar seus melhores interesses, a conservar a força, a virilidade e a virtude de seu povo, e a administrar suas finanças mediante o cultivo do solo, etc. ¶
Descobrir que esses homens, em seus ideais, como já disse, seguiam os passos dos líderes de Israel, fez meu coração alegrar-se e cantar, pelo testemunho da verdade que isso me trouxe. Aprendi novamente que Deus está com Seu povo, que Ele o conduziu desde o princípio de nossa história, que não foi mero acaso que um Moisés moderno cravasse sua relha de arado neste solo árido do Oeste, e desposasse as águas com a terra, e fizesse deste ermo um jardim do Senhor, onde se encontram «alegria e paz, ação de graças e voz de melodia». Aprendi novamente que o espírito de cooperação e de edificação de comunidades para a conservação das virtudes sociais, para o fomento do teatro, da escola e da igreja, que eles recomendam como essencialmente necessário para o crescimento da América, e para a devida recuperação do solo, e para afastar das cidades os milhares de homens e mulheres que ali se tornam «escravos do relógio e do sino, e prisioneiros de ruas emparedadas», foram precisamente os métodos que estabeleceram nosso povo nesta terra e fizeram com que nossas pequenas cidades, vilas e povoados parecessem «maçãs de ouro em uma bandeja de prata» sustentadas nas mãos da abundância. Foi para mim uma inspiração ouvir esses homens dizerem como «precisam aproximar-se mais do colono», e que «precisam estudar os interesses dele», «precisam providenciar que a terra seja obtida a um preço mais razoável, que os juros não sejam tão pesados, que se conceda um prazo mais longo para o pagamento»; e que, nisso, buscam no exterior o melhor da terra, os melhores homens ¶
e mulheres, homens de coração e de sangue, tanto quanto de mente e de educação, homens que amam a terra-mãe e que, nutrindo-se profundamente de seu seio precioso e generoso, hão de receber plena e rica recompensa por sua confiança e seu labor. Darão as boas-vindas às classes trabalhadoras, da Europa para a América, e assumirão a necessidade de cuidar delas depois de estabelecidas na terra; pois sabemos que o primeiro comprador, na maioria dos casos, fracassou, e que é o segundo ou o terceiro colono quem tem obtido êxito na agricultura. ¶
Sabemos que, enquanto as cidades aumentaram de dezesseis para vinte e dois por cento em população durante a última década, no campo nosso crescimento foi de apenas quatro por cento; por isso nos dizem: «precisamos buscar o imigrante, sentir por ele, cuidar do colono e assisti-lo, e não deixar que o interesse diminua logo que ele tenha adquirido um pedaço de terra.» Quão familiar deve soar esta doutrina aos ouvidos de meus idosos irmãos e irmãs, que foram encontrados pelo evangelho no velho mundo, e trazidos a esta terra pelo «Fundo Perpétuo de Emigração», tiveram seus pés plantados aqui neste solo, e depois foram cuidados com ternura e esmero até que, por sua vez, pudessem ajudar a cuidar de si mesmos e auxiliar outros. Em todas essas coisas, em todos esses caminhos e ocupações mencionados por nossos líderes em nosso recente congresso, encontrei um testemunho adicional do valor, da integridade e da orientação divina dos profetas de Deus. ¶
Que o Senhor nos guie para Seu louvor, e nos livre do mal, e nos habilite a reconhecer Sua mão em todas as coisas, para que guardemos a fé, e quando tivermos terminado ¶
nossos labores na terra, que estes sejam reconhecidos por nosso Pai, e sejamos coroados com vidas eternas em Sua presença, é o que rogo em nome de Jesus. Amém. ¶