A Pregação ao Ar Livre Não É Meu Forte
Andrew Jenson
Meus irmãos e irmãs e amigos, a pregação ao ar livre não é meu forte, mas farei o melhor que puder. Tenho a reputação de ser um orador rápido, mas a rapidez é dificilmente o que se necessita nesta ocasião. O que desejo agora é o Espírito de Deus para me auxiliar, e um pleno volume de voz, a fim de que possa fazer-me ouvir por aqueles que estão bem atrás. Confio também que os elementos nos sejam favoráveis, e que a chuva não caia sobre nós das nuvens que pendem, neste momento, tão ameaçadoras sobre nossas cabeças. ¶
Fiquei profundamente impressionado quando cantamos nosso hino de abertura, "Come, Come, Ye Saints" [Vinde, Vinde, ó Santos], pois isso me trouxe à memória um acontecimento ocorrido há 48 anos. Atravessei as planícies e as montanhas em 1866 com uma caravana de bois, o que me reuniu a vários outros emigrantes, do rio Missouri até o Vale do Grande Lago Salgado. Sinto-me grato ao Senhor agora por ter vindo a Utah em 1866. Se minha vinda tivesse sido adiada até o ano seguinte, não teria tido a experiência de viajar todo o caminho através das planícies com juntas de bois, pois em 1867 a Estrada de Ferro Union Pacific já havia sido construída por uma distância de 300 milhas a oeste do rio Missouri. No ano seguinte (1868), essa estrada já fora construída por dois terços do caminho através das planícies e montanhas, e a viagem por terra com juntas de bois foi inteiramente abandonada em 1869. Desde então, os imigrantes têm chegado ao Vale do Grande Lago Salgado em trens de ferrovia. ¶
Mas este cântico, "Come, Come, Ye Saints", assim como o outro que cantamos hoje, "O, Ye Mountains High" [Ó, Vós, Altas Montanhas], nós os cantamos repetidas vezes nas planícies em 1866, à medida que caminhávamos penosamente em nossa fatigante jornada rumo a esta cidade, vivendo, parte do tempo, com meia ração. Ansiávamos por Sião, e cantávamos estes cânticos de Sião com grande fervor e sentimento. Não creio que o falecido William Clayton, que compôs o cântico "Come, Come, Ye Saints", pudesse ter tido mais do espírito dele do que nós ¶
tivemos, que o cantamos dezenove anos depois. ¶
Tenho frequentemente refletido sobre o que Deus tem feito por este povo — os Santos dos Últimos Dias — não apenas no crescimento da comunidade, como mencionou o Irmão Goddard em seu discurso de abertura, mas nas experiências que tiveram nos países ou lugares em que habitaram desde que a Igreja foi primeiramente organizada. Tenho frequentemente exclamado: "Quão maravilhosas são as obras do Todo-Poderoso!" ¶
O Senhor, no princípio, quis que Seu povo se associasse estreitamente como uma comunidade, ou corpo religioso. A Igreja tinha apenas poucos meses de existência quando um mandamento foi dado por meio do Profeta Joseph Smith para que os Santos se reunissem, e o Senhor deu uma promessa, por revelação, de que lhes daria uma terra que pudessem chamar sua, uma terra de herança. Isso não era nada novo. Os Filhos de Israel, muitos séculos antes, também receberam tal terra, uma terra de promessa. Somos até informados nas Sagradas Escrituras de que Abraão, vivendo sem filhos na Caldeia, recebeu o mandamento de deixar sua terra natal e seguir viagem para uma terra estranha, que o Senhor lhe daria, a ele e à sua posteridade. Abraão não tinha filho naquele tempo; seu filho, Isaque, o filho da promessa, nasceria depois. ¶
Refiro-me a isto com o propósito de mostrar-vos que o ajuntamento do povo de Deus é uma antiga doutrina. Temos também a Cidade de Enoque como exemplo. Mas, na dispensação em que vivemos, encontramos registrado que o Senhor, em 1831, indicou o Condado de Jackson, Missouri, como lugar de ajuntamento para Seus Santos. O oeste do Missouri estava, naquele tempo, quase desabitado, mas era uma terra bela, abundante em campinas e bosques, e tão fértil quanto quaisquer terras do grande Oeste, e quando Sidney Rigdon recebeu o mandamento, por revelação, de fazer uma descrição dela, fracassou por completo. A terra era tão bela que o quadro que tentou pintar dela nem de longe lhe fazia justiça. Os Santos dos Últimos Dias se estabeleceram naquela região, e tudo parecia promissor para eles por dois ou três anos. Cerca de 1500 membros da Igreja se reuniram no Condado de Jackson durante os anos de 1831, 1832 e 1833, e começaram a cultivar a terra; estabeleceram também uma tipografia, abriram uma loja, construíram moinhos, e fizeram outras melhorias, e as condições pareciam indicar que iriam florescer e prosperar. Mas, em meio à sua prosperidade, o Senhor predisse para eles, por meio do Profeta Joseph Smith, "muita tribulação", e, quando essa profecia começou a cumprir-se, os Santos começaram a mudar-se para condados menos desejáveis e mais pobres. ¶
Passo rapidamente pela breve estada de nosso povo no Condado de Clay, do outro lado do rio Missouri, para onde foram expulsos em 1833 pela turba do Condado de Jackson. Os Santos não haviam morado ali por muito tempo quando as perspectivas de novos problemas já se tornaram visíveis. Os habitantes do Missouri disseram aos Santos, em essência, isto: "Não podeis viver aqui. Não queremos que permaneçais no Condado de Clay." "Mas", disseram eles, apontando para uma região situada a cerca de 60 milhas na direção nordeste, "ali adiante há uma terra de pradarias. Se estais dispostos a ir para lá e vos estabelecerdes por conta própria, sois bem-vindos; ali não vos ¶
incomodaremos." Aceitar essa oferta era, aparentemente, o melhor que os Santos podiam fazer nas circunstâncias. A região sugerida era uma pradaria nua, e os habitantes do Missouri não pensavam, naquele tempo, que as pradarias do Missouri pudessem produzir muito. Não obstante, os Santos foram e se estabeleceram no que logo se tornou o Condado de Caldwell. E o que aconteceu? Naturalmente, estas coisas estão registradas na história da Igreja, e não vos são de todo novas; basta dizer que, em dois ou três anos, os Santos chegavam a somar tantos milhares no Condado de Caldwell, e no condado vizinho de Daviess, quantas centenas haviam somado no Condado de Jackson; e eis que as pradarias do Condado de Caldwell pareciam tornar-se ainda mais produtivas do que as terras ricas e férteis do Condado de Jackson, ou do Condado de Clay. Esta foi uma das primeiras experiências dos Santos, em confiar no Senhor. Aprenderam esta lição: que, quando Deus escolhe derramar as bênçãos do céu sobre Seu povo, Ele pode fazê-lo em qualquer lugar, não importa onde vivam — numa terra de bosques, numa terra de pradarias, ou num deserto. ¶
Sabeis o que aconteceu depois que os Santos começaram a prosperar no Condado de Caldwell. Quando os habitantes do Missouri viram como nosso povo progredia, como haviam edificado a bela pequena cidade de Far West, e até mesmo começado a erguer ali um Templo, o Governador Boggs tomou o partido da turba contra os "mórmons", o que resultou em sua expulsão do Missouri em 1838 e 1839. ¶
O que aconteceu a seguir? Os Santos dos Últimos Dias, contando agora quase 15.000 pessoas somente no Missouri, tiveram de buscar um novo lar. Mas para onde poderiam ir? Não tinham quase nada em que confiar, exceto suas próprias mãos vazias. Muitos deles, na verdade, ficaram felizes por escapar do Missouri apenas com as roupas que traziam sobre o corpo, e muitos deles tiveram de caminhar a pé por 200 milhas, alguns por quase 300 milhas, antes de poderem alcançar a fronteira do Estado e atravessar o rio Mississippi para Illinois. O povo da cidade de Quincy foi bondoso com nosso povo. Seus corações foram tocados pelos sofrimentos que os exilados haviam suportado. Convocaram reuniões e contribuíram com roupas e alimentos para os que sofriam. Mas os Santos não queriam viver de caridade, nem permanecer nessa condição de desamparo. As autoridades da Igreja, os líderes espirituais e temporais do povo, portanto, lançaram os olhos ao redor para encontrar uma terra onde pudessem estabelecer uma nova Estaca de Sião. Cerca de cinquenta milhas acima de Quincy havia uma pequena aldeia em dificuldades chamada Commerce. Várias tentativas haviam sido feitas de povoar o lugar, mas fracassaram, embora as pessoas que o tentaram tivessem vindo do Leste bem providas de tudo o que era necessário para estabelecer uma colônia; tinham juntas de animais em abundância, implementos agrícolas, e tudo o que era necessário para fundar um povoado. Mas, em vez de edificar a projetada cidade de Commerce às margens do rio, edificaram um cemitério, de fato, um extenso cemitério, na encosta da colina. O lugar era tão insalubre que doenças de malária irromperam, e prostraram o povo; assim, tornaram-se desanimados e desejaram partir. E, quando os Santos dos Últimos Dias enviaram uma comissão para examinar a região, esses colonos mais antigos estavam perfeitamente dispostos a vender por uma ninharia; seu grande desejo era afastar-se daquele lugar insalubre. ¶
O que os Santos poderiam naturalmente esperar em Commerce? Se pessoas saudáveis e prósperas não conseguiam ali obter êxito, o que seria dos pobres exilados que vieram do Missouri, feridos e empobrecidos? Mas os Santos confiavam em Deus Todo-Poderoso; o mesmo Deus que os havia sustentado em Caldwell, e transformado aquela terra de uma pradaria nua em campos bem cultivados, ainda governava e controlava os elementos; nossos irmãos tinham confiança nEle e sabiam que Ele podia remover a maldição de Commerce e torná-la habitável para Seus Santos, se assim o escolhesse. Não entrarei em detalhes, mas simplesmente vos lembro o fato de que, onde essas pessoas vindas do Leste, bem providas de tudo o que era necessário, não conseguiram construir uma aldeia, os Santos, em seis anos, edificaram uma bela cidade que, em certa época, teve quase 20.000 habitantes. No meio dessa cidade, construíram um belo Templo e ergueram muitos outros edifícios bons e sólidos. Aqueles que visitam Nauvoo hoje encontrarão que os melhores edifícios ali são hoje os que foram erguidos pelos Santos dos Últimos Dias há setenta anos. ¶
Refiro-me a estas coisas, meus irmãos e irmãs, para mostrar quais maravilhas Deus tem operado. Embora Ele permita que o sol brilhe sobre os maus e os bons igualmente, e permita que a chuva caia sobre toda a terra, há uma diferença, uma diferença notável, entre um povo que desobedece à vontade de Deus, e um povo que O serve e guarda Seus mandamentos. Ele pode conduzi-los a qualquer terra, pobre ou fértil, e abençoar essa terra por causa deles, e torná-la própria para sua habitação. Continuando minha narrativa, permiti-me dirigir vossa atenção a acontecimentos mais recentes. Os Santos viveram em Nauvoo seis ou sete anos. Enquanto ali estavam, a turba matou nosso Profeta e Patriarca; e, quando os ímpios viram que a morte desses homens não havia destruído a obra de Deus, tornaram-se mais furiosos do que nunca, e não descansaram até terem expulsado cerca de 20.000 Santos para o deserto, muito além das fronteiras da civilização. O povo de Illinois testemunhou os Santos exilados desaparecerem nas pradarias de Iowa, indo em direção à terra do sol poente. ¶
Aqueles foram tempos perigosos, meus irmãos e irmãs. O êxodo dos Santos dos Últimos Dias de Nauvoo, e suas experiências no deserto por vários anos antes de chegarem a este Vale, formam um dos capítulos mais interessantes da história do mundo. Com lágrimas nos olhos, os Santos, ao seguirem para o oeste, frequentemente olhavam para trás, em direção à sua bela Nauvoo. Alguns deles choravam como os Filhos de Israel, quando Nabucodonosor os levou cativos para a Babilônia. Os Santos dos Últimos Dias não eram cativos, mas haviam sido despojados de seus lares, como os israelitas foram nos dias de seu cativeiro. ¶
O que aconteceu a seguir? Os Santos dos Últimos Dias entraram no deserto, no Grande Deserto Americano. Já não eram sequer as pradarias de Caldwell. Já não era sequer a insalubre Commerce. O solo em seus lares do leste era comparativamente fértil, mas neste Grande Deserto Americano, ao qual agora tinham chegado, tudo era absolutamente estéril e inóspito. Antes que os pioneiros de 1847 aqui chegassem, alguns montanheses, conhecedores dos vales do Grande Lago Salgado, disseram ao Presidente Brigham Young que era loucura ele pensar, sequer por um momento, em estabelecer pessoas brancas neste vale, onde alguns poucos bandos dispersos de índios da mais baixa condição não conseguiam sustento algum do solo. Se não fosse pelos peixes encontrados no Lago Utah, no rio Timpanogos, e em outros riachos das montanhas, e pela caça que pudessem encontrar nas montanhas, esses nativos pereceriam de fome. E, é claro, pessoas brancas não poderiam subsistir com esse tipo de alimentação. Os montanheses estavam unânimes em dizer que nada capaz de sustentar a vida poderia crescer no Vale do Grande Lago Salgado. Um dos caçadores de peles que ouviu dizer que o Presidente Brigham Young estava vindo a esta terra desértica com uma colônia de brancos prontamente o informou de que não chovia nas regiões do Grande Lago Salgado entre abril e outubro, e que, por conseguinte, os cereais não poderiam ser cultivados. ¶
Mas os pioneiros de 1847, confiando no Senhor, cantaram com corações alegres: "Vinde, vinde, ó Santos, sem temer labor nem canseira, Mas com alegria segui vosso caminho." * * * "Encontraremos o lugar que Deus para nós preparou, longe, no Oeste." ¶
A primeira coisa que os pioneiros fizeram, após sua chegada a este solo sobre o qual agora estamos, foi erguer as mãos ao céu e dedicar a terra para o ajuntamento dos Santos. Sem dúvida, lembravam-se, ao orar, de como haviam sido expulsos de seus lares no Condado de Jackson; de como haviam sido roubados de seus bens nos condados de Clay, Caldwell e Daviess, no Missouri, e de como haviam sido expulsos de seus lares no Condado de Hancock, Illinois, para o deserto; e agora imploravam, junto ao trono da graça, bênçãos especiais sobre as terras desérticas. ¶
Desde o pequeno começo dos pioneiros "mórmons" em 1847, temos agora estes vales repletos de Santos dos Últimos Dias. Tenho viajado por muitas partes do mundo e visto muitos países, mas vos direi isto: este vale é um dos lugares mais belos da terra. Dificilmente se pode imaginar uma transfiguração maior do que a que ocorreu neste vale desde os dias dos pioneiros; de fato, penso que não tem igual em nenhuma parte do mundo. Não conheço outro lugar onde se possa subir a certa altura, como se pode aqui, por exemplo, ao topo do Pico Ensign, ou talvez ao topo do edifício do Capitólio agora em construção, e contemplar uma cidade tão bela, com arredores tão adoráveis como aqui. Contemplai o vale, estendido diante de vós, cercado por montanhas grandiosas e pitorescas, e com o Grande Lago Salgado a oeste; e desafio a quem quer que tenha viajado a mencionar uma paisagem mais bela e deliciosa, ou um vale mais fértil do que o que temos aqui, que, até há pouco, era parte do Grande Deserto Americano. ¶
O que o Senhor operou? Um milagre! Não é somente a água. É verdade que aprendemos aqui a arte da irrigação, algo de que nosso povo não necessitou nas pradarias de Caldwell nem em Illinois. Mas cremos que nosso Pai nos céus teve compaixão de Seu povo perseguido. Em conexão com a obra dos pioneiros em construir seus lares, irrigar, plantar e edificar, Deus foi bondoso com eles e ordenou à terra, por Seu poder, que produzisse ¶
em abundância, para sustentar a vida de Seu povo perseguido. Desde o punhado que aqui chegou em 1847, chegamos a quase meio milhão de pessoas, em Utah, Idaho e regiões vizinhas. As 724 alas ou povoados, agora habitados pelos Santos dos Últimos Dias, representam, em parte, o resultado do pequeno começo feito por aquele povo perseguido, ao qual não foi permitido possuir seus lares nos Estados de Illinois ou Missouri. ¶
Nós, que aqui chegamos mais tarde, e os que aqui nasceram, descobrimos, ao abrirmos os olhos para contemplar a situação, que estamos situados numa das terras mais desejáveis da face da terra, e nossos corações se enchem de gratidão a Deus e a nossos pais, que "edificaram melhor do que sabiam." Eu era um menino de cabelos claros quando cheguei pela primeira vez a este vale com meus pais, tendo eles abraçado o Evangelho numa terra estrangeira e trazido sua família para cá. E o que isto significa para mim? Felicidade, prosperidade e possibilidades. Também fui o meio de trazer ao mundo uma família de filhos, filhos e filhas, que, ao abrirem os olhos para o mundo, aqui, se encontraram, com seus pais, numa terra generosa, numa terra de Profetas e Apóstolos, no meio de um povo tementes a Deus, e numa terra que é abençoada acima de todas as demais terras sobre a face da terra. ¶
Agora, meus irmãos e irmãs, referir-me-ei apenas a mais um ponto em prova do que estou dizendo, e então terminarei. Visitei a Palestina há alguns anos, e sabeis que a Palestina é a terra outrora conhecida como uma terra que mana leite e mel, falando figuradamente. Viajei por aquela terra, desde as alturas da Galileia até as regiões mais baixas em torno do Mar Morto; visitei a maioria dos pequenos vales da Judeia e da Samaria, e conheço bastante bem a localização dos pontos mais interessantes daquele país. Mas a Palestina não é hoje uma terra da qual se possa dizer que mana leite e mel. O que aconteceu? O que causou a mudança, de modo que aquela terra já não é uma terra abençoada; ela não pode hoje sustentar sequer a metade dos habitantes que ali vivem. Não é apenas questão de uma fome de sete anos: seria fome contínua, se os habitantes não pudessem obter pão da Polônia, da Rússia, ou de algum outro país onde o trigo e o alimento sejam mais abundantes do que na Palestina. A terra está contaminada, por causa de seus habitantes, porque "trespassam as leis, mudam os estatutos, e quebram o convênio eterno." A Palestina, ao que parece, está sob uma maldição, mas essa maldição será retirada quando os filhos e filhas de Sião, ou os Filhos de Israel, ao retornarem de sua longa dispersão, cantarem louvores a seu Deus, e servirem ao Deus de Abraão, Isaque e Jacó, como nos dias de antigamente. ¶
E o mesmo se pode dizer dos lugares devastados de Sião em nossos próprios dias. A bela Nauvoo, que outrora foi a maior cidade do Estado de Illinois, maior do que Chicago ou Springfield, a capital do Estado, no tempo em que os Santos viviam em Illinois, é hoje uma pequena aldeia negligenciada. O que aconteceu? Icarianos, colonos alemães frugais e outros que tentaram edificar ali uma cidade fracassaram em suas tentativas. Nauvoo decaiu completamente e, como a maldição que tem repousado sobre a terra de Canaã por séculos, ¶
assim parece que uma maldição repousa sobre Nauvoo e seus arredores até hoje. O Senhor não Se esqueceu de que naquele lugar viveu outrora um povo tementes a Deus, que foi expulso por turbas. Homens que não temiam a Deus tomaram dos Santos do Altíssimo suas heranças, e a maldição está sobre a terra até este dia, do mesmo modo que sobre a terra da Palestina. Ao menos, essa foi a impressão que tive quando visitei Nauvoo há alguns anos, e algo semelhante se poderia dizer da mudança ocorrida naquelas partes do Missouri onde os Santos outrora habitaram. ¶
Em conclusão, agradeço a Deus por nosso lar entre as montanhas. Aprecio as bênçãos de Deus sobre nós aqui, não somente como se manifestam no crescimento numérico da Igreja, mas nas bênçãos que vieram sobre o solo em que habitamos, sobre a terra que foi dedicada como uma terra de Sião e um lar para os Santos. Que Deus conceda que estes belos vales continuem sempre a ser uma terra de Sião para os Santos dos Últimos Dias, peço em nome de Jesus Cristo. Amém. ¶