Posso dizer, com meus irmãos que me precederam
Walter P. Monson
Posso dizer, com meus irmãos que me precederam, que me regozijei extremamente no espírito desta excelente conferência, e na propriedade dos cânticos, que têm sido hinos inspiradores para a alma, com música de nossos próprios compositores, em quase todos os casos. Sinto que é bom estar aqui. Recebi alimento espiritual ao ouvir os comentários e testemunhos que foram proferidos em nossa presença esta tarde, assim como nas outras sessões desta conferência. ¶
Os Santos dos Últimos Dias não voltaram os olhos para um sol poente de glória espiritual; eles convocam o mundo a contemplar o amanhecer de uma nova era, e a luz espiritual tem novamente sido derramada sobre a alma dos homens. Convocam toda a humanidade a regozijar-se no advento da dispensação da plenitude dos tempos, quando Deus reunirá todas as dispensações que já existiram sobre a terra, com todas as suas bênçãos correspondentes; tudo será incluído nesta última dispensação. Temos ouvido, dos irmãos, sobre a restauração das chaves da coligação de Israel, chaves entregues pelo profeta Elias. Todas as chaves e bênçãos que foram desfrutadas pelos profetas e pelo povo dos tempos antigos vieram até nós, e somos feitos participantes dessas bênçãos. ¶
Os Santos dos Últimos Dias não precisam olhar para trás, para os dias de Adão e de Abraão, para encontrar exemplos de sacrifício. Enquanto ouvíamos os comentários do Élder Roberts, a bela homenagem por ele prestada, sugerida por monumentos que comemoram o sacrifício e as realizações do povo de Deus, pensei que não devemos esquecer que, neste grande deserto americano, nas terras e montanhas selvagens do oeste, Deus levantou um povo cuja robustez não tem igual no mundo; e eles se destacaram apesar de sua condição empobrecida. Produziram literalmente, a partir de elementos rudes e não lavrados, um império que representa a glória de Deus nestes últimos dias. ¶
Meus irmãos e irmãs, testifico-vos, antes de assumir meus trabalhos na Missão dos Estados do Leste, que sei que Deus vive; que sei que Jesus é o Cristo, e que as doutrinas que ouvistes expostas nesta conferência são doutrinas que recebem a aprovação divina de Jesus Cristo, nosso Senhor, e de Deus, nosso Pai Celestial. Também testifico da missão divina de Joseph Smith, o profeta, que foi instrumento, nestes últimos dias, para restaurar novamente a luz do Evangelho, que parece agitar todo o mundo espiritual de centro a circunferência. Meu coração está cheio de gratidão e louvor, e tem sido emocionado pelos testemunhos que foram proferidos. O Espírito do Senhor tem me feito ver as gloriosas verdades que foram retratadas. Apoio e sustento o profeta, vidente e revelador, que nos falou na sessão de abertura desta conferência. Ele manifestou o poder da inspiração e a influência do Espírito do Senhor; pois os temas abordados são os mais oportunos que poderiam ter sido apresentados aos Santos dos Últimos Dias. Enquanto estive na Inglaterra, ¶
há cerca de três anos, estive encarregado do que era conhecido como o Estande de Earl's Court. Menciono simplesmente um pequeno incidente ali ocorrido, para mostrar como as pessoas pensantes do mundo estão voltando sua atenção para os Santos dos Últimos Dias, e ocasionalmente demonstram aprovar sua vida e suas ações em alguns aspectos. Enquanto distribuía nossa literatura e vendia nossos livros no Estande de Earl's Court, conheci um homem culto da Universidade de Oxford, do qual fui informado que havia ordenado mais ministros da Igreja da Inglaterra do que qualquer outro homem que já ocupara aquele mesmo cargo na história da Universidade de Oxford. Tive a oportunidade de lhe entregar um livreto de seis pence, escrito pelo Doutor James E. Talmage, "The Story of Mormonism" [A História do Mormonismo]. Na capa havia um cabeçalho triangular, com "The Story of Mormonism" inscrito dentro do triângulo. Ele voltou, duas ou três semanas depois, e o reconheci quando chegou ao estande, e lhe perguntei se havia lido o pequeno livro que comprara em sua visita anterior. Ele disse: "Sim, li; mas por que chamais esta obra de 'mormonismo'?" Respondi que "somos chamados de 'mórmons' pela mesma razão que John às vezes é chamado de Jack. As pessoas nos deram um apelido, e quanto mais protestamos, mais gostam de nos chamar por esse nome; mas não temos objeção, visto que 'mormonismo' representa 'mais bem' em tudo o que é puro e santo na vida dos homens." Ele disse: "Não captastes minha ideia. Se removêsseis esse nome, 'mormonismo', o mundo inteiro estaria mais disposto a aceitar essas verdades gloriosas." Perguntou-me se eu conhecia o Doutor Talmage, o autor. Disse-lhe que não o conhecia intimamente, mas que o conhecia. Ele disse: "Quando fordes para casa, quero que leveis ao Doutor Talmage uma sugestão a respeito de sua obra." Disse-lhe que o faria, e assim o fiz. Ele disse: "Em vez de ter, na capa, esse arranjo triangular, com as palavras dentro do triângulo, 'The Story of Mormonism, by James E. Talmage,' deveria haver uma estrela ou um crescente, mais em forma de ferradura, colocado na capa, em duas linhas, e entre essas duas linhas deveria estar escrito: 'Estes são os que têm vindo através de grande tribulação.'" Pensei que, de todos os elogios belos e delicados já feitos ao povo dos Santos dos Últimos Dias, este, do Reverendo J. Barker Smith, da Universidade de Oxford, foi um dos mais belos. ¶
Meus irmãos e irmãs, presto-vos meu humilde testemunho de que sei que a obra em que estamos engajados é o plano estabelecido por nosso Pai Celestial para a redenção das almas humanas. Que Deus nos abençoe e nos ajude a apreciar essas bênçãos, para que não vivamos só de pão, mas de toda palavra que sai da boca de Deus; o que é minha oração, em nome de Jesus Cristo. Amém. ¶