Fé no Resultado Final
Seymour B. Young
Amo a obra em que estamos empenhados. Tenho fé nela e em seu resultado final. Creio em Deus, o Pai Eterno, e sei que somos capazes de nos aproximar dEle. Em Sua amorosa bondade, Ele é atento para conosco. Temos acesso a Ele, e Ele responde às nossas orações. Sei que Jesus é o Cristo, o Salvador do mundo, e que esta é a Sua obra, e que ela sairá triunfante. Agradeço a Deus por ter fé nos líderes deste povo. Tenho fé e confiança em Joseph F. Smith, o homem que está à cabeça desta Igreja; sei que ele é inspirado por Deus. O Senhor está com ele, e, com a ajuda de Deus, quero seguir sua liderança, observar seus conselhos, e fazer a vontade do Pai tal como for expressa por meio dele. Deus conceda que o espírito de paz que o Evangelho traz possa permear os lares de todos os Santos dos Últimos Dias, para que não sejamos tomados de temor em tempo algum, exceto quanto à nossa própria condição, e por receio de não estarmos guardando os mandamentos de Deus. A única razão que temos para temer é a de não estarmos vivendo suficientemente próximos do Senhor; mas, se estivermos fazendo a Sua vontade, não precisaremos temer, pois, ainda que toda a terra e o inferno assaltem a Sua obra, ela ainda assim prosperará, porque tem sobre si o selo da divindade. É a obra de Deus, não do homem. Este é meu humilde testemunho, meus irmãos e irmãs, e regozijo-me em prestá-lo, em nome de Jesus Cristo. Amém. ¶
Meus amados irmãos e irmãs, desejo muito que me auxilieis com vossa fé e orações, para que naquilo que eu disser eu possa ser conduzido e guiado pelo Espírito do Senhor. Quando contemplo esta congregação de amigos e irmãos, meu coração se regozija, e sou levado a uma renovação de minha fé, e a maior confiança nos princípios do Evangelho e no resultado da obra do Senhor. À medida que os dias e os anos avançam, as evidências de fé na religião de Jesus Cristo se manifestam por vosso ajuntamento nestas conferências gerais. Quando a primeira Conferência da Igreja foi realizada no Estado de Nova York, no dia nove de junho de 1830, creio que havia apenas vinte e seis membros na Igreja naquela ocasião. Quando a segunda Conferência foi realizada em setembro daquele mesmo ano, havia trinta e cinco ou trinta e seis. Comparando aquela Conferência com esta que estamos realizando no presente, há certamente evidência de que o Senhor está nesta obra, não apenas no aumento de número, mas na fé viva que existe hoje no coração dos Santos dos Últimos Dias, impelindo-os ao trabalho fiel e ao esforço unido em fazer avançar a obra do Senhor. ¶
Referência foi feita ontem à vida de nosso Salvador, e à ideia geralmente aceita de que ontem era o aniversário do dia em que Ele ressuscitou da tumba. Contudo, seja o Domingo de Páscoa o dia correto ou não, não temos objeção a isso. O grande fato subjacente é que Ele ressuscitou dos mortos, depois de haver sofrido a crucificação pelos pecados do mundo, e que Ele era o Filho de Deus. Depois que ressuscitou, Ele ministrou a Seus discípulos; mas nos é dito que havia um Tomé incrédulo, que não quis crer, ainda que seus companheiros discípulos lhe assegurassem que haviam visto o Redentor ressuscitado. Depois, quando os Apóstolos estavam todos juntos numa sala, com as portas fechadas, Jesus se apresentou no meio deles, e disse: "Paz seja convosco." Voltando-se para Tomé, disse-lhe: "Chega aqui o teu dedo, e vê as minhas mãos; e chega a tua mão, e põe-na no meu lado; e não sejas incrédulo, mas crente." ¶
Sabemos hoje que, no ministério de nosso Senhor e Salvador, foram poucos os que O seguiram, em comparação com a grande massa do povo. Sua doutrina não agradou à multidão. Bem poucos receberam Sua palavra e creram que Ele era o Salvador do mundo, o Messias prometido, o esperado Rei dos judeus. Notamos também que a perseguição que veio sobre Ele, Seus açoites, Seus maus-tratos, e Sua crucificação final, não foram administrados pelos pagãos, nem por aqueles que não tinham promessa alguma quanto à vinda do Messias. Foi Sua própria raça, a casa de Judá, da qual Ele descendia, que Lhe infligiu essas cruéis torturas, e finalmente O levou à morte na cruz. Assim parece ter sido ao longo de toda a linha do verdadeiro empenho e obra cristã. Onde quer que tenha havido o Espírito da verdade, onde quer que tenha havido um esforço para conduzir a humanidade a um caminho melhor, e para traçar uma justa novidade de vida, ali se manifestou intensa oposição por parte da maioria. A verdade tem tido poucos seguidores, mas tem tido muitos opositores. ¶
Quando o Profeta Joseph Smith foi inspirado pelo Senhor Todo-Poderoso a estabelecer esta obra na terra, ele lhe dedicou os melhores esforços de sua vida. Todo pensamento, toda reflexão de sua alma, e o amor de todo o seu coração, foram empenhados nesta grande obra. Quão grande ela era, ele possivelmente não percebeu quando o Senhor lhe comunicou pela primeira vez; e mesmo depois que a Igreja foi organizada e começou a assumir uma condição de certa importância no mundo, mesmo então, sem dúvida, ele não estava plenamente ciente da grandeza da estrutura que foi instrumental em fundar; mas, à medida que lhe era dada revelação, preceito sobre preceito, e regra sobre regra, ele se tornou cada vez mais cheio do Espírito do Senhor, e de entusiasmo a respeito da obra; e, à medida que seu entusiasmo crescia, e à medida que era cada vez mais dotado de poder do alto, os esforços daqueles que se opunham a ele eram renovados e redobrados. Vemos que a história se repetiu. A oposição não veio dos pagãos, não veio dos incrédulos em Cristo, nem dos incrédulos nos antigos profetas e apóstolos. Veio de homens que diziam crer na missão de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo, e na missão de Seus apóstolos, e que criam que Ele sofrera a morte pelos pecados do mundo, e ressuscitara ao terceiro dia, tornando-se assim as primícias dos que dormem, tendo Ele a chave da ressurreição, com poder para abrir a tumba. Assim, como digo, vemos a história se repetindo. A oposição a esta obra não tem vindo daqueles que não creem em Cristo, mas tem vindo quase invariavelmente daqueles que professam ser seguidores de Cristo, assim como a oposição ao Salvador veio daqueles que professavam crer em Seu Pai. Por singular que pareça, é uma verdade eterna que sempre há oposição aos princípios de vida e salvação, e parece que, quanto mais os homens professam ser esclarecidos, e maior sua professada fé, maior é sua oposição àqueles que introduzem verdades vivas e salvadoras. A mais feroz oposição ao Salvador veio daqueles que professavam ser os mais devotos na observância da lei de Moisés, e que aderiam mais estritamente às formas e rituais da lei. E assim a oposição ao Evangelho de Jesus Cristo, até hoje, tem vindo daqueles que pareciam ser os mais devotos. ¶
Apesar de tudo isso, estamos avançando no tenor uniforme do nosso caminho, e fazendo algum progresso. Os testemunhos estão aumentando no meio dos Santos, e, à medida que nossos jovens crescem até a idade adulta, vão recebendo o testemunho do Evangelho, e estão dispostos a sair e devotar suas vidas a proclamar este Evangelho. Nossos missionários já saíram para as principais nações da cristandade, e estão levantando suas vozes destemidamente na proclamação da verdade. Contudo, não somos muito populares, que eu saiba, em terra alguma. Não obstante, o Evangelho está se estendendo, Sião está crescendo, os Santos de Deus estão se espalhando pelo mundo, e hoje os nossos testemunhos estão mais brilhantes do que nunca. Temos, no fundo de nossos corações, uma convicção mais forte da verdade. Sabemos que Deus vive, e que Jesus Cristo é nosso Salvador, que morreu pelos pecados do mundo, para que pudéssemos viver. Quando chega o Domingo de Páscoa, ou quando chega qualquer outro domingo, é o dia do Senhor, e reverenciamos Seu alto e santo nome. Nós nos reunimos e O adoramos. Assim, para nós, todo domingo, em certo sentido, é Domingo de Páscoa, pois adoramos o Senhor naquele dia, e não somente aos domingos, mas todos os dias da semana. Não adiamos o sentimento de adoração para a segunda-feira, nem para qualquer outro dia. Se sentirmos como devemos, consideramos todo dia como o dia do Senhor, e sentimos que devemos servi-Lo e guardar Seus mandamentos continuamente, e não ter uma religião de domingo, como um casaco de domingo, para ser posto de lado assim que o dia de sábado passar. A religião dos Santos dos Últimos Dias é prática em grau maravilhoso. Por isso, vemos que, durante as últimas quatro semanas, mediante o conselho e a orientação dos líderes da Igreja, tivemos quatro novas Estacas de Sião organizadas. Toda organização assim aperfeiçoada acrescentará força à obra, e dará maior poder aos irmãos que presidem e ao povo sobre o qual presidem. Além disso, acrescentará à glória de Deus, porque os Santos viverão mais próximos dEle e guardarão melhor Seus mandamentos; pois, onde os Santos são bem admoestados, e estão em contato próximo com seus líderes, o espírito de união, e o poder de fazer o bem e praticar a justiça, é grandemente aumentado. Por isso nos regozijamos sempre que uma nova estaca ou uma nova ala é organizada. E tudo isso está de acordo com o progresso da obra. Reconhecemos, meus irmãos e irmãs, que não somos tidos em muito alta estima por nossos amigos das diferentes fés cristãs do mundo; mas isso não importa. Temos nossa obra a realizar, e se cumprirmos bem a nossa parte, o Senhor cuidará para que Sua obra se espalhe pela terra, e que todos os retos tenham a oportunidade de ouvir o evangelho. Regozijo-me hoje por termos, em nosso meio, líderes que conhecem e compreendem a mente e a vontade do Senhor, e que estão dispostos a devotar todas as suas energias e suas vidas para o bem de Israel. Sob a inspiração do Espírito do Senhor, eles se preparam para estas grandes Conferências, e nos dão a palavra do Senhor, para que sejamos encorajados de tempos em tempos, reunindo-nos e ouvindo suas vozes proclamar, em som nada incerto, a mente e a vontade do Senhor. Eles apontam o caminho pelo qual devemos andar, e nos admoestam a segui-los como eles seguem a Cristo. Temos confiança em nossos líderes hoje, e o Senhor nos deu inspiração para podermos dizer que sabemos que esta é a Sua obra, e nisso estamos decididos a devotar nossas vidas e o melhor talento que Ele nos deu. Que sejamos fiéis e verdadeiros em guardar os mandamentos do Senhor é minha oração, em nome de Jesus. ¶