Pulpit

Discurso

Wilford Woodruff

1896 April General Conference·Sessão Matutina de Domingo·1896-04-05

O mais elevado chamado a que o Senhor jamais chamou qualquer ser humano, em qualquer época do mundo, tem sido o de receber o Santo Sacerdócio, com suas chaves e poderes, e ser chamado a ir aos habitantes da terra e ensinar-lhes os princípios do Evangelho de Jesus Cristo, e qualificá-los e prepará-los para uma parte na primeira ressurreição, e voltar à presença de Deus, seu Criador, para habitar em glória pelos séculos dos séculos. O Senhor concedeu essa bênção, esse Sacerdócio e esse poder no início da criação. O Pai Adão foi chamado por Deus e ordenado à plenitude do Sacerdócio de Melquisedeque -- ordenado ao mais elevado ofício e dom de Deus para o homem na terra. Adão concedeu essa bênção a sete de seus filhos -- Sete, Enos, Jarede, Canaã, Maalaleel, Enoque e Matusalém. Todos eles foram ordenados Sumos Sacerdotes por seu pai Adão, e possuíam o privilégio e o direito de compreender o Evangelho de Jesus Cristo e transmiti-lo à família humana, a fim de que pudessem qualificar-se e preparar-se para a vida eterna. Ao traçar a história dos tratos de Deus com os homens desde aquele dia até este, verificamos que o Senhor, em várias dispensações e épocas, concedeu aos filhos dos homens essa bênção. Israel a teve no princípio, desde Abraão, Isaque e Jacó, até Moisés, que caminhou com os filhos de Israel quarenta anos no deserto. Tiveram os dons e as graças desse Sacerdócio concedidos a eles, e tiveram o privilégio de magnificar seus chamados e preparar-se para a vida eterna. Mas Israel não quis aceitar o Sacerdócio de Melquisedeque, e, por isso, este lhe foi retirado, e o Sacerdócio Menor lhes foi conferido enquanto viajavam no deserto. Não é necessário que eu gaste tempo traçando esse Sacerdócio através dos seis mil anos que se passaram; mas ele tem se manifestado em toda época e dispensação em que Deus teve profetas e apóstolos na terra. Jesus Cristo veio ao mundo no meridiano do tempo. Ele era o Grande Sumo Sacerdote de Israel. Ele era o Filho de Deus, o Salvador do mundo. Escolheu Seus Apóstolos, organizou Sua Igreja. Concedeu a esses Apóstolos todos os dons e graças pertencentes ao apostolado. Naquela dispensação, parece que foram chamados a dar suas vidas pela palavra de Deus e pelo testemunho de Jesus Cristo. O próprio Salvador foi morto. Os Apóstolos foram todos, com uma exceção, mortos em seu tempo e época, até que finalmente o Sacerdócio foi recolhido a Deus, e ali permaneceu por um período de tempo. Mas minha opinião é que, sempre que os habitantes da terra estiveram preparados para o Evangelho de Jesus Cristo e para o poder do Sacerdócio, ele lhes foi concedido.

Nos dias do Salvador e de Seus Apóstolos, João, o Revelador, estando na Ilha de Patmos, deu um esboço dos grandes acontecimentos que haveriam de transpirar na última dispensação da plenitude dos tempos. Outros Profetas e Apóstolos, que falaram conforme foram movidos pelo Espírito Santo, deixaram nas páginas da história um registro do que o Senhor faria na última dispensação. Entre os grandes acontecimentos que o Revelador viu está o descrito no capítulo 14 de sua Revelação, e que é frequentemente citado por nossos élderes, por ser muito aplicável.

E vi outro anjo voar pelo meio do céu, e tinha o evangelho eterno, para proclamá-lo aos que habitam sobre a terra, e a toda nação, e tribo, e língua, e povo,

Dizendo com grande voz: Temei a Deus, e dai-lhe glória, porque vinda é a hora do seu juízo.

Se essa revelação não tivesse sido cumprida, nem vós nem eu estaríamos aqui hoje, este Tabernáculo não teria sido erigido, esta cidade ainda seria parte do Grande Deserto Americano, tal como a encontramos; mas, no cumprimento das revelações de Deus, essas coisas se fizeram, e alguns de nós vivemos para vê-las. O anjo de Deus visitou de fato Joseph Smith, o Profeta de Deus, que foi levantado pelo poder de Deus como profeta, vidente e revelador, e que organizou a Igreja de Jesus Cristo na terra. Desde aquele dia até este, a obra tem progredido e o Evangelho tem sido pregado. O Espírito Santo tem estado com o povo. O Senhor Todo-Poderoso tem estendido a mão para levar a cabo o grande programa -- estabelecer o Sião de Deus na terra e preparar o povo para a vinda do Filho do Homem.

Estas são minhas opiniões a respeito do chamado dos homens nesta dispensação. Ouro e prata podem passar; casas e terras podem perecer; todas as coisas temporais passarão; mas o Sacerdócio jamais, a salvação jamais, o reino de Deus jamais, e a profecia jamais deixará de se cumprir. Temos tido Apóstolos há mais de sessenta anos. Muitos morreram e foram para o outro lado do véu; e aqueles sobre quem Deus concedeu a glória e o poder da organização da Igreja selaram seu testemunho com seu sangue, assim como fizeram os antigos Apóstolos. Foram para casa receber sua recompensa; mas essa organização permaneceu; o Santo Sacerdócio foi dado aos filhos dos homens e tem permanecido sobre suas cabeças, e permanecerá sobre as cabeças deste povo até a vinda do Filho do Homem. Portanto, digo aos Santos dos Últimos Dias: estamos hoje nesta organização. Não pretendo dizer exatamente o número que temos no Sacerdócio; mas temos de quinze a vinte mil Élderes nesta Igreja; temos muitas e várias organizações do Sacerdócio, e igrejas organizadas em todo o mundo, tanto quanto tivemos oportunidade. Eu tenho sido chamado, estes Apóstolos têm sido, muitos dos Élderes têm sido chamados a ir às nações da terra e às ilhas do mar para pregar o Evangelho a nossos semelhantes. Que chamado maior pode ter qualquer homem sobre a face da terra do que ter em suas mãos poder e autoridade para ir e administrar nas ordenanças da salvação? Prezamos essas coisas em toda a sua plenitude? Não creio que sim. Contudo, até aqui temos sido capacitados a manter nossa posição, e a ir e cumprir nossas missões tanto quanto tivemos tempo e oportunidade. Certamente não houve nada nesta obra em que eu tenha tido maior consolo do que em pregar o Evangelho a meus semelhantes e em administrar-lhes as ordenanças da casa de Deus, tanto pelos vivos quanto pelos mortos. Posso dizer o mesmo a respeito de meus irmãos que são chamados a realizar essas ordenanças.

Algo foi dito ontem pelos irmãos a respeito de nossos filhos e de nossos missionários no exterior. Direi por mim mesmo -- e, quando o digo por mim mesmo, creio falar por muitos outros -- que não há alegria que eu já tenha tido maior do que aquela que me tem vindo ao ver filhos receberem o Santo Sacerdócio e ir administrar entre as nações da terra as ordenanças da vida e da salvação. É um dom glorioso para os filhos dos homens. É algo que os homens não têm desfrutado, antes de nós, por quase mil e oitocentos anos. Não deveríamos, pois, prezar essas coisas? Sim, deveríamos. O Senhor, na dispensação de Sua providência, tem-nos dado um exército de filhos e filhas, e nossos filhos são chamados a ir às nações da terra. Queremos incutir em suas mentes a importância dessas bênçãos para os habitantes da terra e para a salvação das almas do pecado. Dai a qualquer alma os princípios da vida e da salvação, e administrai-lhe essas ordenanças, e vos tornareis um instrumento nas mãos de Deus para a salvação dessa alma. Nada há concedido aos filhos dos homens que se compare a isso.

Esta é nossa posição hoje, nestas montanhas. Fomos conduzidos até aqui pelo poder de Deus -- conduzidos por um profeta, vidente e revelador, o Presidente Brigham Young, que estava cheio do Espírito Santo e cheio de revelação, designado pelo Senhor, que magnificou seu chamado até a hora de sua morte. Chegamos aqui e encontramos um deserto árido. Desde aquele dia até este, tem havido um crescimento e aumento contínuos, até que chegamos a um ponto em que temos um tabernáculo que serve de "sombra contra o calor do dia [...] e esconderijo contra a tempestade e contra a chuva". Estas coisas foram todas profetizadas há milhares de anos pelos antigos Profetas e Patriarcas que previram a obra de Deus nos últimos dias.

Quero dizer algumas palavras aos nossos jovens que estão surgindo entre nós. Quero que compreendam e entendam as bênçãos que estão ao seu alcance. O Senhor nos deu um grande número de filhos e filhas. Eles hão de tomar o lugar de seus pais, assim como os filhos de Adão tomaram o dele em seu dia e geração. Grande responsabilidade recai sobre eles. O Senhor requer das mãos de nossos filhos que sustentem este reino de nosso Deus enquanto habitarem na carne, para que sejam justificados. O Senhor disse a Oliver Cowdery: "E, se trabalhardes todos os vossos dias clamando arrependimento a este povo e trouxerdes a mim mesmo que seja uma só alma, quão grande será vossa alegria com ela no reino de meu Pai!" Isso requer luz, conhecimento e entendimento; requer o espírito e o poder de Deus para compreendermos nossa posição, nossas bênçãos e os dons que Deus colocou sobre nós. Sinto-me a regozijar e a agradecer a Deus por ter vivido para ver o que vejo nestes vales das montanhas; por ter vivido para ver estas multidões que enchem estes tabernáculos e templos e trabalham aqui na edificação do reino de Deus. O Senhor tem sido muito misericordioso comigo, e minha vida foi preservada para passar por essas coisas, e ainda permaneço no meio deste povo. Tenho de reconhecer a mão de Deus em tudo isso. Suponho que também tendes de fazê-lo com relação às vossas vidas. O fato é que não há bênção que Deus nos tenha concedido desde o princípio que não tenha sido dom de Deus. Devemos compreender isso. Temos pregado o Evangelho a toda nação, tribo, língua e povo, tanto quanto o Senhor nos tem aberto portas e tivemos o privilégio de ir. Ainda assim, o mundo hoje está cheio de pessoas que não ouviram o Evangelho de Jesus Cristo; e, enquanto o Sacerdócio repousa sobre nossos ombros, ainda estamos sob obrigação e ainda somos responsáveis pela salvação dos filhos dos homens, na medida em que temos o privilégio de conceder esses dons aos filhos e filhas de Adão. Pensai apenas que, ao abraçarmos o Evangelho de Cristo, podemos tornar-nos herdeiros de Deus e co-herdeiros com Jesus Cristo, que podemos ter parte na primeira ressurreição, e sair de nossos túmulos e sermos revestidos de glória, imortalidade e vidas eternas, e entrar na presença de Deus e do Cordeiro e habitar com eles eternamente nos céus! Quem compreende isso? Compreendem os habitantes da terra? Não compreendem. Satanás tem guerreado contra nós desde a organização desta Igreja, para tentar destruir este povo; mas, até aqui, temos sido preservados. Devemos ser gratos por essas bênçãos. Eu mesmo reconheço que dependemos do Senhor em todas as coisas. O Senhor é nosso preservador. Ele é o autor de nossa salvação. Jesus Cristo deu Sua vida para nos redimir com Seu sangue, e por meio disso temos essas bênçãos concedidas a nós.

Entre outras coisas, vivemos em uma geração na qual o Senhor nos capacitou a erguer diversos templos -- alguns nestas montanhas e alguns antes de virmos para cá; e centenas e milhares de pessoas entram nesses templos para redimir seus mortos. Esta é uma bênção que os Santos dos Últimos Dias devem prezar. É um dever que se exige de nossas mãos fazer o que pudermos nesse sentido. É uma bênção que os habitantes da terra não têm tido, por séculos, até esta dispensação. Espero que nenhum homem que tenha um registro da casa de seu pai desça à sepultura sem ter cuidado dessa obra. Como me sentiria, depois de ter vivido tanto quanto vivi, com os privilégios que tive de entrar nesses templos, se fosse para o mundo espiritual sem ter feito essa obra? Encontro a casa de meu pai, encontro a casa de minha mãe, encontro meus progenitores, e eles estão encerrados na prisão; eu detinha as chaves de sua salvação, e ainda assim nada fiz por eles; quais seriam meus sentimentos, ou quais seriam os sentimentos deles para comigo? Não gostariam disso. Sinto que, enquanto o Senhor nos dá essa bênção, todo homem e mulher nesta Igreja que tenha qualquer fé em Deus e no Evangelho deve cuidar desse dever. Jesus Cristo, enquanto Seu corpo jazia no túmulo, foi e pregou aos espíritos em prisão, que foram afogados nos dias de Noé pelo dilúvio, por causa de sua iniquidade e de suas abominações. Estiveram na prisão por um longo tempo, e Ele foi e lhes pregou, "para que fossem julgados segundo os homens na carne, porém vivessem segundo Deus em espírito". Joseph Smith, Hyrum Smith, David Patten, e os Apóstolos e Élderes que foram fiéis e verdadeiros até a morte também foram aos espíritos em prisão em seu dia e época e pregaram o Evangelho de Cristo às casas de seus pais e àqueles que estão encerrados na prisão, e ali trabalham pela salvação dos filhos dos homens. Estes são princípios gloriosos -- princípios que os Santos dos Últimos Dias não devem negligenciar enquanto tiverem o privilégio e o poder de fazê-lo. Como disse no princípio, não há chamado a que um homem possa ser chamado maior do que este direito e privilégio de ir e salvar as almas dos homens -- salvá-las pregando-lhes o Evangelho, administrando-lhes as ordenanças da casa de Deus, para que possam preparar-se para entrar no reino dos céus, e em uma glória celestial. Há três glórias. Paulo, falando sobre esse assunto, disse: "Uma é a glória do sol, e outra a glória da lua, e outra a glória das estrelas; porque uma estrela difere em glória de outra estrela. Assim também a ressurreição dos mortos." Essas glórias abrangem toda a família humana. Ora, quanto melhor é para um homem receber essas ordenanças, para que possa ir aonde Deus e Cristo habitam, que é a glória mais elevada. Mas Jesus disse em Seu dia: "Estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que o encontrem;" enquanto "larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ele". Penso, muitas vezes, que nós mesmos não prezamos as bênçãos de que desfrutamos e que estão ao nosso alcance. Nossos corações devem estar postos na edificação do reino de Deus, do Sião de Deus e da obra de Deus, enquanto aqui estivermos e tivermos poder para realizar essas coisas. É nosso dever, como Presidência e como Apóstolos, não somente trabalhar nós mesmos, mas enviar os Élderes de Israel às nações da terra para proclamar o Evangelho. Portas estão abertas hoje entre muitas das nações para a difusão do Evangelho de Cristo, e para trazer o povo a Cristo, para que também recebam essas bênçãos.

Irmãos e irmãs, este é o modo como me sinto nesta manhã. De todo o povo sob os céus, deveríamos ser o melhor, o mais justo, e o mais verdadeiro e fiel a Deus e a nossos semelhantes. Deveríamos ser verdadeiros e fiéis ao Santo Sacerdócio enquanto o tivermos sobre nós, e fiéis aos nossos trabalhos. Regozijo-me com nossa condição hoje. Regozijo-me com a paz que nos veio pelo poder e pela bênção de Deus. Regozijo-me com a mudança que se opera no mundo. Somos hoje visitados por centenas de pessoas das nações da terra. Vêm contemplar a glória de Sião. Vêm indagar de nós a respeito de vários assuntos, e há um sentimento muito diferente daquele que havia em tempos passados para conosco. O Irmão John W. Taylor referiu-se à nossa ida a St. Louis e a Chicago. Sim, lembro-me muito bem de quando fomos ao Condado de Jackson, no Missouri. Meus trabalhos ali foram mencionados. Quando fui em minha primeira missão, em 1834, tive de passar pelo Condado de Jackson a caminho do Arkansas. Foi logo depois que nossos irmãos haviam sido expulsos. Tive de me esconder nos milharais e no mato durante o dia, e caminhar de noite, até atravessar aquele condado, pois a vida de mim mesmo e de meu companheiro estava em perigo ali. Na última vez em que fui, o Prefeito de Independence saiu ao nosso encontro com uma bela carruagem. Tinha apenas um braço, tendo perdido o outro no exército, mas nos ofereceu esse braço e nos deu as boas-vindas. Não pude deixar de sentir a diferença entre aquele tempo e quando passei ali como missionário. Uma mudança está se operando. Sião há de se erguer e brilhar, e a glória de Deus repousará sobre ela. Este povo, se cumprir seu dever, há de cumprir e levar a cabo estes grandes princípios, e os olhos do mundo se voltarão para Sião, e os homens virão indagar a respeito das coisas do reino de Deus. Estamos em boa condição. Somos abençoados pelo Senhor. Os Santos dos Últimos Dias nunca estiveram tão bem temporalmente. Ide às casas dos Santos dos Últimos Dias, e as encontrareis em melhor situação do que jamais estiveram antes. Estas são as bênçãos de Deus, e devemos prezar estas coisas e dar a Deus a glória por elas, ao mesmo tempo em que procuramos cumprir nosso dever e magnificar nosso chamado. Quero dizer que estou empenhado na salvação e na vida eterna. Tenho trabalhado por isso desde menino. Tenho desejado os dons, as graças e as bênçãos manifestados nos dias de Jesus e de Seus Apóstolos. Em minha infância, orei a Deus para que eu pudesse viver para ver um profeta, ou alguém que pudesse ensinar-me os princípios que eu lia no Novo Testamento. O clero daquela época não o fazia. Ninguém ali parecia acreditar em tais coisas. Pois bem, vivi para ver Profetas e Apóstolos; vivi para viajar com eles e me unir a eles no reino de Deus. Estou no apostolado há cinquenta e oito anos; estou na Igreja há sessenta e três anos. Quase toda a minha vida foi passada nesta Igreja; e, desde o tempo em que entrei na Igreja, saí em missões e nunca cessei inteiramente, desde aquele dia até este. Sempre me regozijei nisso, e ainda hoje me regozijo. Quando eu morrer e depuser meu corpo, não quero que ninguém se levante e diga que negligenciei meu dever ao tentar dar-lhes a salvação tanto quanto pude. Sempre me regozijei em pregar o Evangelho; regozijei-me em administrar as ordenanças da vida e da salvação, aqui e no exterior, porque sabia que esta era a obra de Deus, e sei que o é hoje.

Quero dizer agora à geração ascendente: cingi os lombos de vossas mentes, preparai-vos, e percebei que tendes uma missão diante de vós. Quem há de sustentar este reino quando formos para a sepultura? A quem olha o Deus de Israel para fazer isso? Ele olha para nossos filhos e filhas que aqui estão surgindo. Esta responsabilidade recai sobre eles, e espero que cumpram e magnifiquem seu chamado. Não há nada como isso na terra. Podeis obter as riquezas do mundo; elas passam; mas a vida eterna, a glória celestial, um lugar com os justos após a ressurreição, com corpos imortais, valem mais do que tudo o que este mundo pode dar. Tenho confiança de crer que os Santos dos Últimos Dias hão de levar a cabo estes princípios e magnificar seu chamado perante o Senhor. Tenho esperança de que nossos filhos e filhas façam o mesmo.

Irmãos e irmãs, digo-vos: Deus vos abençoe. Alegro-me em estar convosco. Regozijo-me no Evangelho, no reino de Deus e no Santo Sacerdócio. Rogo a Deus que vos abençoe, que abra vossos olhos para ver, vossos ouvidos para ouvir, e vossos corações para entender. Rogo a Deus que abra vosso entendimento, para que possais compreender o valor e a bênção do Evangelho que recebestes e das bênçãos destes templos e tabernáculos em cujo meio tendes o privilégio de habitar e receber as ordenanças de Deus. Rogo para que sigamos aquele caminho, de modo que, quando estivermos do outro lado do véu, estejamos satisfeitos com nosso registro. Encontraremos nossa história e nosso registro ali, na grande biblioteca do reino celestial de nosso Deus, e saberemos o que temos feito nesta vida. Se fizermos algo errado, nos arrependeremos disso. Devemos arrepender-nos do erro e procurar fazer melhor. Rogo para que o Espírito de Deus esteja conosco, para nos guiar e nos dirigir em nossos trabalhos até chegarmos ao fim aqui, para que então, quando partirmos, sejamos recebidos no reino de Deus. Havemos de nos regozijar se fizermos o bem; pois os olhos não viram, os ouvidos não ouviram, e nunca entrou no coração dos filhos dos homens a glória que está diante dos filhos e filhas de Adão. Está oculta de nossos olhos hoje, e nunca se abrirá para nós até entrarmos na presença de Deus e do Cordeiro. Amém.

Como citar este discursoWilford Woodruff, “Discurso”, 1896 April General Conference, Sessão Matutina de Domingo (1896-04-05). Pulpit Vault, 1896-04-woodruff-discourse. Tradução desta edição, por método de glossário, newspapers.lib.utah.edu.Pulpit Vault, edição de 23 de setembro de 2026 (commit 4bdc6ac627).