Pulpit

Discurso

George Q. Cannon

Conferência Geral de Abril de 1895·Sessão da Tarde de Domingo·1895-04-07

Vou ler uma parte do capítulo 17 de João. O Salvador orava ao Pai, e, falando de Seus discípulos, disse:

Porque lhes dei as palavras que tu me deste; e eles as receberam, e verdadeiramente reconheceram que saí de ti, e creram que me enviaste.

Eu rogo por eles; não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus.

E todas as minhas coisas são tuas, e as tuas coisas são minhas; e neles sou glorificado.

E eu já não estou mais no mundo; porém eles estão no mundo, e eu vou para ti. Pai santo, guarda em teu nome aqueles que me deste, para que sejam um, assim como

nós.

Estando eu com eles no mundo, guardava-os em teu nome. Guardei aqueles que tu me deste, e nenhum deles se perdeu, senão o filho da perdição, para que a escritura se cumprisse.

Mas agora vou para ti, e digo isso no mundo, para que tenham a minha alegria completa em si mesmos.

Dei-lhes a tua palavra, e o mundo os odiou, porque não são do mundo, assim como eu não sou do mundo.

Não rogo que os tires do mundo, mas que os livres do mal.

Não são do mundo, como eu do mundo não sou.

Santifica-os na tua verdade; a tua palavra é a verdade.

Assim como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo.

E por eles me santifico a mim mesmo, para que também eles sejam santificados na verdade.

E não rogo somente por estes, mas também por aqueles que pela sua palavra hão de crer em mim;

Para que todos sejam um como tu, ó Pai, és em mim, e eu, em ti; que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste.

E eu dei-lhes a glória que a mim me deste, para que sejam um, como nós somos um;

Eu neles, e tu em mim, para que sejam perfeitos em unidade, e para que o mundo reconheça que tu me enviaste a mim, e que os amaste a eles como tu me amaste a mim.

Pai, aqueles que me deste quero que, onde eu estiver, também eles estejam comigo, para que vejam a minha glória que me deste; porque tu me amaste antes da fundação do mundo.

Pai justo, o mundo não te conheceu; mas eu te conheci, e estes reconheceram que tu me enviaste a mim.

E eu lhes fiz conhecer o teu nome, e

lho farei conhecer mais,

para que o amor com que me amaste neles esteja, e eu, neles.

Sempre pensei que esta seja uma das mais grandiosas e mais notáveis orações já proferidas, das quais temos qualquer registro. Sem dúvida, o Filho de Deus ofereceu muitas orações que não estão ao alcance da pena mortal registrar. Mas esta oração foi registrada, e chegou até nós. É uma oração cheia de significado, e uma que deveria ser especialmente cara aos Santos dos Últimos Dias, porque as bênçãos pelas quais o Salvador orou nesta ocasião são as bênçãos de que necessitamos. Não seríamos dignos do nome de Santos se não recebêssemos, em nós mesmos, a resposta a esta oração. Os servos de Deus que receberam o Sacerdócio, a menos que recebam o cumprimento desta oração e o exemplifiquem em suas vidas, não seriam, em verdade, discípulos d'Ele—pelo menos na medida em que nosso Senhor desejava que fossem.

A grande característica desta Igreja, meus irmãos e irmãs, que a distingue de todas as outras organizações sobre a face da terra, é a união. É isto que nos tem marcado como povo peculiar desde o princípio. É isto que nos deu uma posição mais elevada e nos fez um povo mais notável do que qualquer outra característica que possuamos. É a característica que o Salvador desejava que Seus discípulos exibissem; não apenas Seus discípulos imediatos, mas aqueles que haveriam de crer em seu testemunho e receber a palavra que eles tinham a lhes dar. E a oração do Senhor a este respeito foi ouvida. Foi ouvida em favor daqueles que eram os sujeitos imediatos da oração—Seus seguidores; mas a oração vale para todas as gerações, e pode ser reivindicada por todo seguidor de Cristo em todos os tempos, porque esta união pela qual orou é indispensável para todo homem, mulher e criança que pertence à Igreja de Cristo. É também indispensável para a própria Igreja. E podemos agradecer a Deus, neste dia, por termos, indignos como temos sido em muitos aspectos, recebido este mesmo espírito de união, e em boa medida; não talvez tão plenamente quanto deveríamos tê-lo; ainda assim, nos foi concedido, e nos uniu, entrelaçou nossos corações em um só, mesclou nossos sentimentos, e nos fez—um povo de raças variadas, falando diferentes línguas, e vindo de diferentes organizações religiosas—um só corpo, e nos cimentou juntos com uma união das mais admiráveis. Assim, hoje exibimos esta evidência de que somos, de fato, seguidores de Jesus Cristo, e de que Jesus Cristo é, de fato, o Filho de Deus, porque Ele desejou que este fosse o grande sinal pelo qual o mundo pudesse saber que Deus O enviara e que Ele era Seu Filho.

O Salvador pediu que Seus discípulos fossem um, assim como Ele e o Pai são um. Ora, podeis conceber uma unidade mais estreita, mais completa, do que a unidade que existe entre o Pai e o Filho? É impossível à mente humana obter a mais tênue ideia de qualquer diferença de opinião, de expressão ou de ação entre o Pai e o Filho. Nós os adoramos como um Deus—não três Deuses, não dois Deuses, mas um Deus. O Pai e o Filho são as duas personagens da Divindade, com o Espírito Santo como seu Espírito ou agente ministrante. Nós os adoramos como um. Não os separamos em nossos pensamentos e em nossos sentimentos. Não apelamos a um porque pensamos que Ele nos seria mais propício do que o outro. Não procuramos separá-los em nossos sentimentos, em nossos pensamentos, ou em nossa adoração. Não pensamos que, se pudermos nos aproximar de um destes Seres, é mais provável que obtenhamos favor d'Ele do que do outro. Nenhum sentimento deste tipo jamais entra no coração de um filho de Deus. Eles são um. Jesus, em todas as Suas revelações, deixa claro que Ele e o Pai são um, tanto que, na mente de muitos, não conseguem distinguir como pode ser que sejam um Deus, e, contudo, compostos de duas personagens e do Espírito Santo, porque, segundo nossas concepções humanas, não conseguimos imaginar tal identidade de sentimento e atributos em duas personagens diferentes. Não estamos acostumados a isso aqui na terra. Quando pensamos em um pai e um filho, em um irmão e um irmão, pensamo-los como indivíduos separados. Sua individualidade é distinta em nossas mentes. É também o caso de nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo como personagens, mas não como a Trindade. Embora sejam duas personagens, são apenas um—um em sentimento, um em pensamento, um em mente, um em tudo, em toda direção em que seu poder é ou pode ser exercido. E em todos os registros que chegaram até nós, vindos do Filho de Deus, há uma coisa que sobressai clara e proeminentemente ao longo de todos os ensinamentos e atos de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, e é a Sua inteira devoção ao Pai, Sua submissão completa à vontade do Pai, e Seu desejo frequentemente expresso de conhecer e fazer aquela vontade. É admirável a submissão que o Salvador manifestou em Sua vida, quando pensamos em Sua grande dignidade e na posição que ocupava.

Somos informados de que houve, certa vez, uma rebelião no Céu. O Profeta Joseph e Sidney Rigdon viram, em visão, e registraram aquilo que viram nesta linguagem.

E isto também vimos e testificamos: Que um anjo de Deus, que possuía autoridade na presença de Deus, que se rebelou contra o Filho Unigênito, a quem o Pai amava e que estava no seio do Pai, foi expulso da presença de Deus e do Filho,

E foi chamado Perdição, porque os céus prantearam por ele—ele era Lúcifer, um filho da manhã.

Alguns o chamam de filho da manhã, mas aqui é um filho da manhã—um entre muitos, sem dúvida. Esse anjo era, sem dúvida, uma personagem poderosa. O registro que nos é dado a seu respeito mostra claramente que ocupava uma posição muito elevada; que era muito considerado; e que era poderoso em sua esfera, a ponto de, quando o assunto foi debatido a respeito da terra e do plano de salvação, ser de importância suficiente para ter um plano, que propôs como o plano pelo qual esta terra deveria ser povoada e seus habitantes redimidos. Seu plano, contudo, não foi aceito; mas era tão plausível e tão atraente que, de toda a hoste dos céus, um terço aceitou seu plano e esteve disposto a lançar sua sorte com ele. Ora, a diferença entre Jesus e Lúcifer era esta: Jesus estava disposto a submeter-se ao Pai. Tinha Seu plano, que foi aceito. Tudo o que chegou até nós, aliado à nossa própria experiência quanto ao efeito do Espírito de Deus sobre o coração, nos leva à conclusão de que, se Jesus tivesse proposto um plano que não fosse aceito pelo Pai, Ele não se teria rebelado contra o Pai, nem contra o Filho de Deus, que pudesse ter proposto o plano que foi aceito. Mas quão diferente foi com Lúcifer! Por não poder ter o seu modo, estava determinado a arruinar tudo. Derrubaria o trono do Pai Eterno e destruiria tudo. Ele não era um com o Pai. Se o fosse, aquela rebelião não teria ocorrido.

Ora, é um fato notável, que verifica e estabelece completamente a verdade do registro a respeito desta rebelião no céu, que, desde o tempo em que Adão apareceu sobre a terra, e os filhos começaram a se multiplicar e aumentar, o espírito que Lúcifer exibiu no céu tem se manifestado sobre a terra. Quando teve poder para influenciar homens e mulheres, encheu-os precisamente do mesmo espírito que manifestara no céu antes de o homem vir sobre a terra. Esse espírito se manifestou em Caim, e a Bíblia nos mostra que se perpetuou de geração em geração. O Livro de Mórmon está repleto do mesmo testemunho. Mas não precisamos depender dos registros que chegaram até nós para ilustrações e testemunhos a este respeito. Nós mesmos, em nossas próprias pessoas, em nossas próprias organizações como Igreja, temos visto o mesmo espírito, e os mesmos resultados que acompanharam sua manifestação nos tempos antigos, e mesmo tão longe quanto o tempo de que falo—antes de a terra ser povoada. Vimos o espírito de rebelião exemplificado em nossa Igreja, tal como era quando estávamos em nossa existência espiritual. O Presidente Woodruff tratou disto em suas observações desta manhã. Mostrou-nos os efeitos daquele espírito naqueles que o abrigavam. É apenas uma repetição da história. A história tem se repetido o tempo todo na Igreja de Deus. O Livro de Mórmon está cheio disso. Aquele registro mostra como os filhos de Leí se dividiram, alguns dando ouvidos a Lúcifer e abrigando o espírito de rebelião, e outros abrigando o Espírito de Deus e buscando por seu amor e união. Aqueles que cederam ao espírito de Lúcifer buscaram a destruição dos outros, e, não estando dispostos a submeter-se ao que era certo, rebelaram-se contra seu pai. Estavam determinados a fazer sua própria vontade, sem levar em conta os direitos alheios. E essa história, do princípio ao fim, mostra claramente a operação destas duas influências; o Espírito de Deus trazendo o povo à união e ao amor, e o espírito de Lúcifer—que Deus, em Sua própria sabedoria e para Seus próprios propósitos, permitiu que viesse sobre a terra para nos testar—trabalhando pela destruição onde quer que pudesse tomar posse do povo para manifestar-se por meio dele, até que produziu a destruição completa de duas raças de povos neste continente—a raça jareidita e a raça nefita.

É sábio, para nós, olharmos um pouco para nossa própria posição, e ver se podemos aproveitar as lições do passado. Nenhuma dificuldade jamais sobreveio ao povo nefita—e gosto de me referir a eles porque o registro é dos mais completos e interessantes—senão por se afastarem daquele espírito de união do qual li nesta oração do Salvador. Quando viviam de modo a receber o cumprimento desta oração e estavam unidos, prosperavam à direita e à esquerda. A terra era abençoada para eles. Rendia sua riqueza, e todo elemento de riqueza contido na terra (e não há parte de nossa terra tão rica em todos os elementos de riqueza quanto este continente abençoado) estava a seu comando. Mas, naqueles dias de prosperidade, quando tudo florescia, algum homem ou alguma facção surgia em seu meio, cheio de orgulho, e vaidade, e amor ao mundo, cedendo ao espírito de Lúcifer e propondo planos de vários tipos a fim de perturbar a paz do povo de Deus e criar dissensão entre eles. Foi a fonte fecunda de todas as suas desgraças. Nenhuma dificuldade jamais sobreveio àquele povo senão por cederem a este espírito de dissensão e de rebelião que descera do conselho realizado antes de a terra ser povoada. Todos os profetas que falaram a respeito da destruição da nação nefita foram levados a atribuir a queda daquele povo, que pelo espírito de profecia viram que certamente viria, ao fato de que cairiam na desunião. O Salvador e os profetas predisseram que quatro gerações depois da vinda do Filho de Deus viveriam em paz, e Jesus regozijou-se por eles. Disse quão grande era Sua alegria a respeito da geração que vivia quando os visitou, pois disse que nem uma só alma se perderia; e assim seria por quatro gerações. Mas, depois disso, viria uma apostasia. Dariam ouvidos ao espírito de Satanás; perderiam o amor e se dividiriam, e o resultado seria sua completa aniquilação como nação.

Nossa própria experiência, meus irmãos e irmãs, é muito semelhante a esta. Pode algum de vós apontar algum problema sério que tenhamos tido que não tenha tido sua origem em Santos dos Últimos Dias professos dissentindo de nós e se voltando contra nós? Digo-vos, como já foi dito nesta Conferência, não há poder na terra, não há poder nos domínios dos condenados, que possa abalar ou perturbar este povo, se apenas estiver unido. Não importa que rumo tomemos, contanto que seja em retidão; se estivermos unidos, podemos resistir ao mundo e a todos os seus ataques. Podemos resistir não apenas aos inimigos visíveis, mas podemos resistir às hostes invisíveis das trevas que Lúcifer tem a seu comando; e podemos permanecer inabalados e imóveis em meio às tempestades que possam desabar sobre nós, ou qualquer que seja o caráter do ataque que nos seja feito. Unidos, somos fortes; somos fortes como o Todo-Poderoso, nosso Pai nos Céus, e como Seu Filho Jesus, quando Lúcifer levou consigo um terço das hostes do céu, com a esperança de destruir o plano de salvação e frustrar os propósitos do Pai. Mas, quando a dissensão entra em nosso meio; quando a desunião se manifesta; quando vedes homens que se dizem Santos dos Últimos Dias cedendo ao espírito de Satanás e rebelando-se em seus sentimentos contra o espírito de Deus e a obra de Deus, então há motivo para apreensão e para que tremamos, se é que alguma vez tremermos, porque essa é, e sempre foi, a fonte fecunda de nossos problemas, e sempre o será. A união, portanto, deveria ser a nota-chave de todo o povo, assim como é a pedra angular do edifício da Igreja. Deveria ser mais desejável do que qualquer outra coisa entre nós. Como havemos de obtê-la? Havemos de obtê-la fazendo cada homem à sua própria maneira e levando adiante seus próprios desígnios? Foi assim que fez Jesus, nosso grande Exemplo? "Ah! mas," já ouvi dizer, "isso tira a independência do homem." Há algumas pessoas que parecem ter a ideia de que a rebelião e a desobediência são evidências de independência e de virilidade. Bem, fico contente em saber que, no que me concerne, nunca tive esse ponto de vista. Sempre senti que era tão independente sendo obediente, e sei que me sentia muito melhor do que poderia possivelmente sentir-me se fosse desobediente. Não é necessário ser desobediente para demonstrar independência.

Há, à frente desta Igreja, escolhidos pelo Senhor, três homens, que constituem o que se chama a Primeira Presidência da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Um é o Presidente. Os outros dois são seus conselheiros. Mas todos os três são Presidentes, segundo as revelações. Um, contudo, detém as chaves. O Presidente Woodruff se distingue de todos os demais pelo fato de possuir as chaves do reino sobre a terra. Ele representa a autoridade suprema. Sua voz a nós, em seu lugar, nos traz a voz de Deus. Não que ele seja Deus; não que seja infalível. É um homem falível. Seus conselheiros são homens falíveis. A Primeira Presidência não pode reivindicar, individual ou coletivamente, a infalibilidade. A infalibilidade não é dada aos homens. Eles são falíveis. Mas Deus é infalível. E, quando Deus fala à Igreja por meio daquele que detém as chaves, é a palavra do Senhor a este povo. Pode o Presidente Woodruff fazer isto sem seus conselheiros? Não sei o que pode fazer, ou o que poderia fazer; mas sei o que ele não faz. Sei que o Presidente Young não o fazia, nem o Presidente Taylor. Sei que o Presidente Joseph Smith não o fazia. Buscava o conselho de seus conselheiros. Agiam em concerto. E, quando a Primeira Presidência age em concerto, é um poder. Mas, como disse o Irmão John W. Taylor na sexta-feira, se a Primeira Presidência estivesse dividida, e os Doze estivessem divididos, então não teríamos as bênçãos que Deus prometeu, e não sei qual seria nosso destino. Sei, contudo, o que aconteceu no passado. Joseph, por causa de falsos irmãos, teve sua vida tirada dele; aqueles que lhe eram mais próximos o traíram nos dias de que o Presidente Woodruff falou, e, por fim, aqueles que lhe eram mais próximos estavam entre os homens que foram o meio de levá-lo à morte. Ora, como está a Primeira Presidência? Temos mente própria? Aqueles que nos conhecem podem julgar disso. É nosso dever tornar nossos pensamentos conhecidos sobre todo assunto. Mas não devemos ser duros de coração; devemos ser brandos e ternos, para que o Espírito de Deus nos influencie. Não convém que sejamos obstinados e fixos em nossos sentimentos, e pensemos que nossa opinião é a correta; mas manter nossos corações abertos para receber as manifestações do Espírito de Deus. Suponho que cada um de nós goste de fazer as coisas a seu modo. Sei que eu gosto. Estou disposto a confessar que gosto de ter meu próprio modo. Mas não gosto tanto do meu próprio modo a ponto de querê-lo em oposição ao modo de meus irmãos. Esse é o nosso dever, como Primeira Presidência da Igreja. É o dever de toda presidência ao longo de toda a Igreja. Os Presidentes de Estacas e seus Conselheiros, os Bispos e seus Conselheiros, e todos os que atuam em posições de presidência, deveriam estar unidos. É nosso dever, como Primeira Presidência da Igreja, buscar este espírito de união pelo qual o Salvador orou, e ser um; trazer nossos sentimentos à sujeição, e, quando dois concordam em algo, e o terceiro não consegue ver assim, que ele diga: "Vou convosco. Nenhum sentimento que entre em meu coração se interporá entre vós e mim." Suponhamos que um homem tenha mais sabedoria que outro; é melhor levar adiante um plano que não seja tão sábio, se estiverdes unidos nele. De modo geral, um plano ou uma política que possa ser inferior em alguns aspectos é mais eficaz, se os homens estiverem unidos nele, do que seria um plano melhor sobre o qual estivessem divididos; mas alguns poderão perguntar: onde entra a inspiração de Deus em casos como este? Deveríamos compreender que Deus usa os homens como instrumentos na realização de Seus propósitos. Usa-os de acordo com sua capacidade. Dá-lhes oportunidade de exercer sua livre-arbítrio e de trabalhar no próprio desenvolvimento. O Senhor deu aos filhos de Israel, depois de deixarem o Egito, o que se chama a lei dos mandamentos carnais. Era, reconhecidamente, uma lei inferior àquela que Ele desejava que tivessem; contudo, veio do Senhor. Inspirou Seu servo Moisés a fazer isso pelo povo, porque não estavam preparados para receber e pôr em prática verdades mais elevadas e viver de acordo com leis mais elevadas.

A Primeira Presidência deveria ter, em primeiro lugar, o coração voltado unicamente para a glória de Deus; não ter nenhum sentimento pessoal que os influencie em qualquer política, mas ter seus motivos puros, e, então, quando se unem em algo e dão algum conselho, digo-vos que Deus sustentará isso e o levará adiante; Ele o suplementará com Sua sabedoria e poder, e o tornará eficaz. Pois a Primeira Presidência são apenas homens mortais. Só podemos ver até certa distância. Deus vê até o limite máximo. Não há limites para Sua visão. Mas há limites para a nossa. Ele exige de nós sabedoria sobre-humana? Não, apenas na medida em que no-la dá. Aponta o caminho, e, se nossos motivos são puros e estivermos unidos em qualquer plano ou política, Ele o abençoará e santificará, e o fará bem-sucedido. Isso constitui a força da Primeira Presidência, sua unidade e a pureza de seus motivos. Podem errar—e quem não erra? Como disse, somos homens falíveis. Sejam quais forem minhas opiniões a respeito da Igreja e de sua infalibilidade, suponho que não haja nenhum dos oficiais da Igreja que reivindique infalibilidade. Certamente não a reivindico para mim mesmo. Mas, quando estamos unidos, nossos motivos puros, e nos despojamos de todo desejo e tendência pessoal, e pedimos a Deus que tire toda dureza de nossos corações e toda cegueira de nossas mentes, e então O suplicamos por Sua bênção, ela certamente virá. Então os Doze Apóstolos e os demais oficiais da Igreja, quando levarem adiante aquele conselho unidamente e no mesmo espírito, serão abençoados, e a Igreja será abençoada, e, como já disse, Deus suplementará nossa fraqueza com Sua força, e nossa falta de conhecimento com Seu conhecimento infinito e Seu grande poder.

Deste modo, a Igreja de Cristo sempre foi conduzida. Ocasionalmente, surgem homens que se sobressaem sobre a multidão pela extensão de seu conhecimento, como o Profeta Joseph, e outros cujos nomes não preciso mencionar; pois, como o Senhor revelou a Abraão, há diferenças entre os espíritos. Falou dos Kokaubeam, ou as estrelas, e da diferença manifesta entre elas; que uma estrela era maior e mais brilhante que outra, até se chegar a Kolob, que fica próximo ao trono do Eterno; e disse que assim era com os espíritos dos homens. Há diferenças entre os espíritos. Há diferentes graus de inteligência entre os espíritos dos homens. Não estamos todos em um mesmo nível. Mas Deus, ocasionalmente, envia um homem que se ergue como um gigante em meio a seus semelhantes. O Profeta Joseph era desse tipo. Houve inúmeros exemplos de homens, não de nossa Igreja, desse tipo, cujo conhecimento, previsão e inteligência estavam tão à frente de seus contemporâneos e daqueles que viveram junto com eles que não conseguiam alcançá-los. Esta Igreja não conseguiu alcançar Joseph. Ele se erguia acima de nós. Teria nos revelado coisas, se estivéssemos preparados, que teriam sido muito maiores do que as que recebemos. Mas o Senhor trata Seus filhos com misericórdia. Dá-lhes inteligência de acordo com sua capacidade de recebê-la. Por isso, homens sábios, como Joseph e outros, dão o conselho que se adapta às condições e circunstâncias do povo, embora possam ver que não é exatamente o que deveria ser. Melhor dar ao povo algo que obedecerá, ainda que não seja a plenitude da lei de Deus; melhor conduzi-lo até que sua capacidade seja ampliada e esteja preparado para receber princípios e verdades mais elevados. É assim que Deus tem feito com Seu povo. Há muitas coisas que os homens dirigentes desta Igreja podem ver e entender, mas que não podem transmitir ao povo, nem pedir ao povo que as faça. Por quê? Porque sabem que o povo não corresponderia à exigência, e que, portanto, seria desobediente. Melhor dar-lhes preceito sobre preceito, linha sobre linha, aqui um pouco e ali um pouco, do que dar-lhes algo que não pudessem receber e contra o qual se rebelariam. É desse modo que o Senhor trata Seus filhos, e é desse modo que homens sábios, inspirados pelo Senhor, tratam seus semelhantes. Falando como Primeira Presidência, se pudéssemos fazer a nosso modo, há muitas mudanças que faríamos; mas sabeis quão difícil é fazer com que as pessoas vejam de modo semelhante em muitos pontos.

Ora, se a Primeira Presidência está na condição a que anteriormente me referi, Deus está com eles, e Ele os sustentará. Não creio que possais encontrar três homens—pelo menos, não conheço três homens que sintam um senso maior de sua indignidade para a posição a que são chamados a preencher do que os três Presidentes da Igreja. O Primeiro Presidente conheceis, e conheceis o sentimento que tem. Quanto ao Presidente Smith e a mim, sei que ambos temos sido oprimidos pelo senso de nossa própria fraqueza. Deus sabe que eu jamais teria permanecido nesta posição se pudesse fazer a meu modo. Só agi porque era a vontade de Deus que eu agisse. Talvez não pareça assim aos olhos de meus irmãos, não creio que pareça. Possivelmente meus irmãos não pensem que sinto como sinto, porque é natural para mim, se há algo a fazer, ir a isso com energia; mas sinto como se fosse necessário todo o poder que Deus pode dar para me ajudar a ser o que sou. Não teria nenhuma ligação com este cargo, não o tocaria, se não soubesse que é a vontade de Deus que eu atue nesta posição. E sei que este é o sentimento do Presidente Woodruff. Sei que é o sentimento do Presidente Smith. Sei que é o sentimento dos Doze e dos Élderes em geral. Quando o Espírito de Deus vem sobre nós, sentimos nossa indignidade, e que nada, exceto o poder e a bênção de Deus, pode nos sustentar em suportar essa grande responsabilidade que Ele colocou sobre nós.

Meus irmãos e irmãs, falo de união. A Primeira Presidência deve estar unida. Os Doze devem estar unidos; não apenas entre si, mas com a Primeira Presidência. Devem ver olho a olho com a Primeira Presidência. Deveriam vir e buscar conselho da Primeira Presidência. E, como disse o Presidente Joseph F. Smith esta manhã, quando os homens fazem coisas em segredo e não estão dispostos a trazer aquilo que têm à luz do dia, há sempre motivo para temor. Deveríamos ter nossos corações abertos, e estar dispostos a que todos os nossos irmãos leiam nossos corações e nossos pensamentos. Não deveríamos entrar em nenhum acordo, nem ter nenhuma ligação com nada que tenhamos de ocultar. Não é o Espírito de Deus que incita à ocultação. Nem deveríamos entrar em coisas sem estar dispostos a pedir conselho a respeito delas, não importa quais sejam. É nosso dever pedir conselho—buscar a mente e a vontade de Deus; pois Deus fala por meio de Seus servos, e dá conselho por meio deles ao povo. Os Doze deveriam estar nesta condição. Não deveriam evitar a companhia e o conselho da Primeira Presidência. Queremos isto para nossa autoglorificação? O Senhor sabe que não. Mas é a ordem da Igreja que os Doze busquem conselho daqueles a quem Deus colocou para presidir. E deveriam estar livres para pedir conselho, e não fazer nada sem ele. Do mesmo modo, os Presidentes de Estacas e seus Conselheiros deveriam pedir conselho; os Bispos e seus Conselheiros deveriam pedir conselho; e os sete Presidentes dos Setentas, em seu lugar, também deveriam pedir conselho. Estão sob a direção dos Doze Apóstolos, que são seus líderes imediatos, sob a Primeira Presidência da Igreja. E nenhum homem deveria dar conselho sem consultar seus companheiros de serviço. Não tenho o direito, como um dos membros da Primeira Presidência da Igreja, de aconselhar em assuntos concernentes à Igreja sem conhecer a mente e a vontade de meus companheiros de serviço, especialmente do Presidente Woodruff. Não quero dar conselho a ninguém, em nenhum assunto importante, sem que os Presidentes Woodruff e Smith o ouçam e expressem sua opinião a respeito. Do contrário, eu poderia estar dando um tipo de conselho; o Irmão Joseph F. Smith poderia estar dando outro tipo de conselho; e quando o Presidente Woodruff ouvisse nosso conselho, poderia não concordar com nenhum de nós dois. Portanto, deveria haver união a este respeito por parte de todo oficial da Igreja. Um conselheiro de um Presidente de Estaca não tem o direito de dar conselho sem saber que está de acordo com a mente de seus companheiros de serviço. Os Doze não têm o direito de fazê-lo. Não têm o direito de ir aqui e ali enquanto têm acesso a seus companheiros de serviço, e estão operando em conjunto com eles, e aconselhar por sua própria responsabilidade na administração dos assuntos da Igreja. Podeis ver que, se não se tomasse cuidado nesse sentido, estaríamos divididos e a confusão se seguiria. É tão necessário que estejamos unidos ao dar conselho na regulação dos assuntos da Igreja e das Estacas de Sião quanto o é que sejamos sólidos ao ensinar doutrina. Não tenho o direito de entrar em uma Estaca de Sião e dar conselho e organizar assuntos, a menos que saiba que aquilo que estou fazendo está em estrito acordo com os sentimentos e o conselho de meus companheiros de serviço; nem o tem qualquer outro homem; e, mesmo assim, devo respeitar a autoridade que preside naquela Estaca. O negócio que requer conselho pode ser importante, mas não é tão importante que geralmente não possa ser adiado até que se possa obter o conselho unido. Assim é em todos os ramos da Igreja e em toda a obra do ministério; deve haver união. Lembrai-vos da história do rei cita. Antes de morrer, chamou seus filhos. Entregou-lhes um feixe de flechas, e pediu ao mais velho que quebrasse o feixe. Colocou-o sobre os joelhos e tentou e tentou, mas não conseguiu. Pediu a cada um de seus filhos que tentasse, e todos falharam em quebrar o feixe. Então, ordenou-lhes que quebrassem a corda que unia as flechas. Assim fizeram. "Agora tentai quebrá-las," disse ele. Ora, quebraram-nas com a maior facilidade, separadamente. Assim é conosco. Quando não estamos unidos, somos facilmente quebrados; mas, quando estamos unidos, não podemos ser quebrados. Quando dou um conselho que sei que sou sustentado em dar, sinto-me forte. Sentir-me-ia muito fraco se não estivesse nessa condição, porque talvez me sentisse envergonhado por ter aquele conselho alterado. Portanto, quando homens vêm buscar conselho, e têm a ideia de que podem ser mais bem servidos vindo a mim, ou ao Irmão Joseph F. Smith, não quero que pensem que, se vierem a mim, vou lhes dar algum conselho que possa não estar de acordo com o conselho dos outros irmãos. Nenhum de nós deveria fazer isso, e nenhum homem deveria buscar conselho nesse espírito. Deveríamos estar unidos ao dar conselho. Então, os assuntos da Igreja avançarão, e tudo se moverá harmoniosamente; haverá paz e união nos conselhos das autoridades, e a Igreja sentirá a influência disso. Aquele espírito de união correrá por toda a Igreja, e todos serão beneficiados pelo espírito que assim será recebido e desfrutado.

Meus irmãos e irmãs, acima de tudo, portanto, deveríamos buscar este espírito de união e amor. Deveria ser buscado em nossos conselhos, e não deveríamos contender. Ora, suponhamos que eu decidisse dizer que certa doutrina é verdadeira, e contendesse por ela, determinado a que assim fosse; minha contenda a torna verdadeira? Suponhamos que eu contendesse desde agora até que o Salvador viesse, dizendo que é verdade; minha contenda a tornaria verdadeira? Certamente não. Não posso mudar um princípio de verdade. Então, por que contender ou disputar ou discutir a respeito? Um homem contende sobre algo que aconteceu no passado, e está determinado a que assim seja. Outro contende que não é assim; pois bem, o que resulta dessa contenda? Muda ela a verdade? A coisa aconteceu; pode ser alterada pela contenda? De modo algum. E assim quanto a acontecimentos futuros. A contenda a respeito deles não os muda. Não pode haver mudança operada na doutrina e na verdade por nossa contenda. Mas vos direi onde há espaço para diferenças de opinião—quanto à política a ser seguida. Não deveria, contudo, haver contenda. Deus fala contra isso. Não temos direito de ser um povo disputador e contencioso. E sempre que discuto com meu irmão, é provável que magoe o Espírito do Senhor e escureça minha própria mente. Portanto, evitemos a contenda, em nossos conselhos e em todo o nosso convívio uns com os outros. Claro, como digo, há espaço para diferenças de pontos de vista quanto à política. Frequentemente me diverte ouvir alguns de nossos irmãos dizerem: "Bem, ele é um homem de política"—como se houvesse algo muito ruim em um homem ser um homem de política. Penso, contudo, que sei o que se quer dizer com esse termo. Ora, há política boa e há política má. Creio na boa política. Creio que deveríamos ser um povo político—e quando digo um povo político, quero dizer um povo sábio, tirando proveito de toda circunstância que possamos para obter nossos direitos e nossas liberdades, e para obter reconhecimento na terra, para que nosso verdadeiro valor seja conhecido. A dificuldade conosco é que não somos conhecidos. Se fôssemos mais bem conhecidos, seríamos mais bem pensados. É boa coisa seguir uma política sábia; não nos rebaixando, curvando-nos e cedendo, mas firmes como uma rocha onde os princípios da verdade estão envolvidos; prontos para aproveitar toda vantagem apropriada a ser obtida para Sião, e usá-la para a promoção da retidão e da liberdade e da verdadeira liberdade na terra.

Meus irmãos e irmãs, paremos com nossas contendas, e não sejamos rígidos e fixos ao impor nossos pontos de vista. Claro, onde há erro sendo cometido, deveríamos ser firmes como uma rocha. Onde homens ensinam falsa doutrina, não deveríamos ficar calados e permitir que fosse ensinada em nossa presença sem protestar contra ela. Mas não precisamos cair no espírito de contenda e de disputa a respeito. Podemos usar nossa influência, e dizer o que pensamos, e então, se não for aceito, deixá-lo ir; cumprimos nosso dever; e não ficar o tempo todo procurando onde encontrar defeitos. Alguns homens estão continuamente investigando doutrina e tentando revelar mistérios, como o Presidente Woodruff se referiu esta manhã, a respeito da Trindade e outras coisas. Querem saber muitos mistérios. Ora, se fizermos aquilo que está diante de nós, cresceremos em conhecimento, e Deus nos dará revelação sobre revelação, e nada nos será ocultado.

Senti fazer estas observações nesta tarde sobre este importante tópico. É da máxima importância que estejamos unidos. Sempre que virdes homens atacando a obra de Deus e os servos de Deus, podeis saber que o adversário está em ação. Ele tem razões para estar em ação. E suas armas sempre foram a mentira e a deturpação. É desse modo que tem realizado seus desígnios perversos, de tempos em tempos. Se pudesse fazer este povo crer que a Primeira Presidência era enganadora e estava pronta a tirar vantagem dele, isso lhe agradaria muito. Se pudesse fazer o povo crer que os Doze eram desonestos e não podiam ser confiáveis, e buscavam apenas o interesse próprio, isso lhe agradaria grandemente. É por isso que enche todo o mundo, por assim dizer, de mentiras a nosso respeito. Continuará fazendo isso até ser preso. Ele será preso, e então não terá mais poder para enganar as nações como tem tido até o presente.

Falando de homens como o Profeta, que tinham visões superiores às de outros homens, o mesmo pode ser dito a respeito deste povo. Nossos caminhos estão à frente dos do mundo. Não conseguem compreender nossos pontos de vista. Tomamos visões das coisas que lhes parecem totalmente estranhas. Somente na questão da virtude, a maioria das pessoas não consegue concordar conosco em insistir que os homens deveriam ser estritamente virtuosos, e não compreendem por que pensamos que penalidades tão severas deveriam ser atribuídas à punição do adultério, da fornicação e pecados semelhantes. Não conseguem entender isso. E assim é em muitas coisas. Estamos tentando viver segundo uma lei mais elevada, e elevar o mundo ao nosso nível, e estamos sendo, também, elevados cada vez mais, pelo Espírito de Deus e pelas revelações de Deus. É uma grande obra, contudo, elevar um povo como o nosso, de nossas velhas tradições e hábitos e de nossas velhas formas de pensar, especialmente quando estamos cercados por elementos como os que nos cercam. A influência de seu exemplo, combinada com nossas tradições herdadas, é poderosa para se combater. Muitos de nossos jovens falham por causa disso. É uma grande provação para este povo estar exposto a tais coisas. Estou grato de que estejam indo tão bem quanto vão. No entanto, lamento quando ouço falar de transgressão e pecado; especialmente entre a geração ascendente. Gostaria de ver nossos filhos e filhas crescerem muito puros, muito perfeitos, e serem um exemplo para o mundo. Alegra-me pensar que há muitos nessa condição—puros de coração, e esforçando-se, na medida de sua capacidade, para se elevarem e ajudarem a elevar seus irmãos e irmãs a um plano mais alto. Elevaremos o mundo gradualmente. A influência de nossos ensinamentos já tem feito isso em grande medida. Tenho estado bastante ausente ultimamente, convivendo com outras pessoas, e estou surpreso, embora estivesse esperando por isso, com o efeito que nossa influência está causando sobre as pessoas. Surpreende-me a maneira como nos olham, e nos citam. Estamos emergindo, gradualmente, de—devo dizer obscuridade? Sim, em certa medida, obscuridade, mas mais particularmente do meio das deturpações e falsidades que nos envolveram e nos ocultaram do mundo. Mas as pessoas estão começando a nos ver sob uma luz diferente. O Senhor está abençoando Sião a este respeito, e está cumprindo Sua palavra a respeito dela. Resta-nos preparar-nos para prosseguir e crescer na direção que Deus apontou. Aproveitemos os dilúvios de sabedoria que foram derramados sobre nós desde o princípio, e os conselhos que recebemos a respeito de nosso modo de viver. Oh! quisera pudéssemos lembrar destas coisas e pôr em prática os ensinamentos de Joseph, de Brigham, de Heber, de John e de todos os homens poderosos que viveram entre nós e gastaram suas vidas tentando nos ensinar. Seus ensinamentos são mais preciosos do que o ouro. Mas passaram despercebidos. Ora, comecemos a trazê-los de volta à nossa memória. Leiamos os registros que foram feitos de seus ensinamentos, e vejamos que sabedoria nos foi dada pelo Espírito e pelo poder e pela bênção de Deus. Deus vos abençoe a todos e nos salve a todos no reino celestial de nosso Deus. Peço isto em nome de Jesus. Amém.

Como citar este discursoGeorge Q. Cannon, “Discurso”, Conferência Geral de Abril de 1895, Sessão da Tarde de Domingo (1895-04-07). Pulpit Vault, 1895-04-cannon-discourse. Tradução desta edição, por método de glossário, newspapers.lib.utah.edu.Pulpit Vault, edição de 23 de setembro de 2026 (commit 4bdc6ac627).