Sacerdócio, Etc.
George Q. Cannon
Vou ler uma parte do 7º capítulo da Epístola de Paulo aos Hebreus. ¶
[O orador leu o capítulo 7 inteiro.] ¶
Prosseguindo, disse: Este capítulo que li em seus ouvidos é o 7º capítulo da Epístola de Paulo aos Hebreus. Em todo este livro de Hebreus, Paulo argumenta com os judeus, a quem a epístola foi endereçada, para lhes mostrar que Jesus, o Filho de Deus, a quem haviam crucificado, era um sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque, e que o sacerdócio que fora retirado nos dias de Moisés no deserto havia sido restaurado por meio Dele. Os judeus tinham a ideia de que o sacerdócio necessariamente vinha por meio da tribo de Levi, e que o poder e a autoridade dele -- isto é, de ministrar em tudo o que dissesse respeito ao sacerdócio -- estavam confinados a essa tribo, e que ninguém fora dela tinha o direito de oficiar nas ordenanças relativas a Deus e à mediação entre Deus e o povo, ou entre o povo e Deus. Mas Paulo provou com toda clareza, em seu argumento com eles, que havia um sacerdócio mais elevado do que aquele que fora exercido pelos descendentes de Arão. ¶
É bom para nós, que, como povo, cremos no sacerdócio, compreendermos a natureza, o caráter e o poder do sacerdócio que Deus confere ao homem quando o chama para agir em Seu lugar no meio do povo. Como povo, diferimos em nossos pontos de vista sobre esses pontos de quase toda outra igreja. Há uma ou duas seitas em existência que atribuem grande importância ao sacerdócio, mas a maioria daquelas que formam o assim chamado mundo cristão rejeita a ideia de sacerdócio, e nega que seja necessário que ele seja conferido ao homem. Esse sentimento sem dúvida surgiu como consequência dos abusos que se desenvolveram por meio da má administração daquilo que se chama sacerdócio. Ao se rebelarem contra a Igreja Católica e suas pretensões, os homens foram ao outro extremo, e descartaram inteiramente a ideia de sacerdócio, alegando que todos os homens são iguais perante Deus; que todos os homens são igualmente dotados de autoridade de Deus, e para exercer o poder e a autoridade que originalmente foram concedidos àqueles que possuíam a verdade. ¶
Nestes últimos dias, na organização desta Igreja, Deus, em Sua infinita sabedoria, impressionou em Seu servo Joseph Smith a necessidade de haver uma nova concessão do sacerdócio, a fim de lhe dar a autoridade para oficiar nas ordenanças do Reino de Deus. Isso deve ter sido impresso na mente do profeta desde muito cedo, pois, embora tivesse sido criado entre as seitas protestantes, e sem dúvida tivesse compartilhado das opiniões que elas sustentavam a respeito do direito de todos os homens que fossem impressionados pelo espírito, e que fossem impelidos por um chamado interior a agir como ministros de Deus, ele se absteve de tentar, em qualquer grau, fazer algo em nome de Deus ou de Jesus Cristo até haver recebido o poder e a autoridade do alto por meio da concessão do sacerdócio sobre si. As revelações que havia recebido do Senhor, com o ministério de santos anjos, não o autorizavam, como claramente percebeu, a agir como ministro do Senhor na administração de ordenanças. Ele jamais tentou fazer nada relacionado à administração de ordenanças, ou qualquer coisa que um sacerdote pudesse fazer, até ter sido ordenado por Deus por meio da administração de João Batista. Somente então, e não antes, oficiou na ordenança do batismo. Por mais que ele e seu companheiro desejassem aquela ordenança; por mais que desejassem se tornar participantes das bênçãos que fluem do recebimento de uma ordenança de tal caráter sagrado, ele jamais tentou administrá-la até haver sido assim investido de poder do alto. ¶
Ora, a ideia predominante no mundo tem sido a de que, se um homem fosse tão favorecido a ponto de receber os ministérios ou visitações de anjos, ou de receber quaisquer manifestações do que se poderia chamar de caráter sobrenatural, ele estaria completamente investido do poder necessário para pregar o Evangelho a seus semelhantes e para administrar todas as suas ordenanças. Mas o Profeta Joseph não apenas recebeu os ministérios de anjos, mas de fato recebeu revelações de Deus, que estão escritas no Livro de Doutrina e Convênios, e que são hoje a palavra de Deus para a Igreja. Ele recebeu essas revelações pela inspiração do Todo-Poderoso. Também, por meio do Urim e Tumim, traduziu o Livro de Mórmon; foi, de fato, um vidente tanto quanto um revelador; teve o espírito de profecia para predizer aquilo que haveria de acontecer no futuro, e muitos acontecimentos que desde então se realizaram foram por ele profetizados antes mesmo de ser realmente ordenado por Deus para administrar as ordenanças de vida e salvação. Sei que este é um caso excepcional. É possível que não haja outro igual na história de nossa raça, em que um homem tenha sido tão altamente favorecido por Deus, dotado de tal autoridade, de tal poder, e tenha tido tais manifestações da mente e da vontade de Deus, como ele recebeu, sem possuir o Santo Sacerdócio. Mas isso está de acordo com as ideias tantas vezes expressas pelos irmãos a respeito do Profeta Joseph e de muitos outros, de que foram ordenados antes de serem lançados os alicerces do mundo para virem e realizarem o trabalho e a obra que realizaram. Não há lugar para dúvida quanto à verdade dessa afirmação, tantas vezes feita. Na primeira infância do Profeta Joseph, ele foi movido de maneira misteriosa a buscar a Deus. Pelo exercício de uma fé fora do comum, e, de fato, pode-se dizer, desconhecida sobre a terra, ele foi capaz de receber os ministérios de Deus, o Pai, e de Seu Filho Jesus Cristo; mostrando assim, desde o início de sua carreira, que era um homem, ou um espírito, altamente favorecido por Deus -- um homem a quem Deus desejava dar manifestações particulares de Sua bondade, de Sua benignidade e de Seu poder, e isso continuou desde então até sua morte com contínuas manifestações do favor, da vontade e do poder de Deus para com ele. Mas há um fato notável -- e desejo destacá-lo, creio que é digno de ser lembrado por todos nós -- que, apesar de o Profeta Joseph ter todas essas manifestações, e ser, como disse, um profeta, vidente e revelador, ele jamais tentou -- apesar das ideias tão predominantes entre a humanidade, e especialmente na região onde vivia e onde recebeu sua educação -- oficiar em nenhuma das ordenanças da casa de Deus, ou do Evangelho da salvação, até receber o sacerdócio eterno. Quando isso lhe foi concedido; quando recebeu o sacerdócio segundo a ordem de Arão, e foi ordenado pelo anjo que sozinho detinha as chaves, que era um descendente literal de Arão, e, em virtude dessa descendência, detentor das chaves daquele sacerdócio, tendo exercido a autoridade dele enquanto na carne -- somente então, e não antes, administrou a ordenança do batismo para a remissão dos pecados. E então se absteve de agir nas ordenanças pertencentes ao Sacerdócio de Melquisedeque, aquele sacerdócio mais elevado, pela autoridade do qual o batismo de fogo e do Espírito Santo é administrado aos filhos dos homens. Tendo recebido autoridade para batizar em água, ele não foi além, até que o Senhor, em Sua bondade e misericórdia, lhe concedeu, por meio da administração daqueles apóstolos que detinham as chaves depois da morte de nosso Salvador, a autoridade para administrar aquelas ordenanças mais elevadas e para exercer o poder e a autoridade deste sacerdócio superior. Isso ilustra da maneira mais perfeita quão cuidadosos os homens devem ser ao agir em nome de Deus, para não ultrapassar os limites da autoridade que lhes foi conferida, mas para permanecer cuidadosamente dentro dos limites que lhes foram atribuídos para o exercício da autoridade. É uma lição para nós como povo. Devemos ser cuidadosos nós mesmos, e devemos impressionar em cada homem o grande cuidado que deve exercer para confinar seus atos à autoridade que recebeu do Todo-Poderoso. ¶
O próprio Jesus, sem dúvida, foi igualmente cuidadoso quanto à autoridade que possuía. Foi chamado para ser sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque -- isto é, este sacerdócio mais elevado. Ele exerceu a autoridade dele entre os filhos dos homens. Ainda é sacerdote segundo essa santa ordem. Foi em virtude desse sacerdócio que Ele oficiou nas ordenanças que administrou aos homens. Embora fosse o Filho de Deus, o próprio Salvador não tentou, por causa de Sua filiação, por causa de Sua alta descendência, oficiar entre os filhos dos homens à parte e independentemente da autoridade do Santo Sacerdócio, isto é, o sacerdócio segundo a ordem de Melquisedeque. Foi em virtude desse sacerdócio e autoridade que Ele oficiou, que administrou o batismo de fogo e do Espírito Santo, que João Batista anunciou ao povo que Ele haveria de fazer quando viesse. Jesus, ao administrar esse batismo e conferir essa bênção, fê-lo em virtude e na autoridade do Sacerdócio de Melquisedeque. Ele não teria, como disse, ousado fazer isso independentemente daquela autoridade; assim, ao impor as mãos sobre Seus apóstolos, conferiu-lhes este poder e esta autoridade. Ordenou-lhes que saíssem e administrassem aos filhos dos homens em virtude desse poder e autoridade, e a Igreja que Ele edificou, e esta Igreja Sua que agora está estabelecida nestes últimos dias, e seus oficiais, derivam sua autoridade dessa fonte. Ela desceu legitimamente desde os dias de Melquisedeque; de fato, desceu desde nosso grande pai Adão. Ele recebeu o Sacerdócio do Filho de Deus; foi ordenado a esse sacerdócio, e desceu por descendência linear dele até todos os seus filhos que hoje possuem essa autoridade e a exercem sobre a terra. Pode ser rastreado da mesma maneira como se pode rastrear a descendência do homem. Pode ser rastreado até o Pai Adão. Ele o recebeu por meio de ministério angélico. Foi conferido a ele, e a seu filho Abel, e a seu filho Sete, e a partir deles desceu pela linha do sacerdócio -- de Sete a Enos, de Enos a Cainã, de Cainã a Maalaleel, e assim por diante até os dias de Noé, que o recebeu de seu avô. Esses homens foram ordenados, em suas várias gerações, a este sacerdócio, o sacerdócio segundo a mais santa das ordens, o sacerdócio segundo a ordem do Filho de Deus. Em virtude deste sacerdócio, Noé e seus filhos ministraram e trabalharam, como nos é dito, entre os filhos dos homens para persuadi-los a abandonar seus pecados e voltar-se para a retidão, para que o Senhor não os destruísse com um dilúvio. Este dilúvio havia sido predito muito antes de vir. Enoque o havia contemplado em visão, e ele saiu, como nos é dito no registro que dele nos chegou, e trabalhou o melhor que pôde entre os filhos dos homens para evitar as terríveis consequências deste dilúvio ameaçado, a respeito do qual o Senhor lhe informara que destruiria os habitantes por causa de sua iniquidade. Ele trabalhou neste sacerdócio por 365 anos e mais -- isto é, andou com Deus por esse período -- e, pelo exercício desse sacerdócio, obteve tão grande poder de Deus que ele e seu povo foram trasladados. Sião não mais existia. Foi levada para o seio do Senhor. O sacerdócio, porém, ainda permaneceu. Seu filho Matusalém o recebeu, e o conferiu a Lameque, e Noé o recebeu de Matusalém, e os filhos de Noé o receberam e exerceram sua autoridade no meio dos filhos dos homens a fim de salvá-los, mas sem êxito. Melquisedeque o recebeu, e, por causa de sua grandeza e do poder que alcançou junto a Deus, tornou-se tão distinto que o sacerdócio segundo a ordem do Filho de Deus tem sido chamado por seu nome desde então até o presente, para evitar, como nos é dito nas revelações, a repetição demasiado frequente do nome de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Depois Abraão o recebeu, e o conferiu a seus filhos. Moisés, porém, o recebeu por uma linha diferente, como nos é dito. Recebeu-o de seu sogro, Jetro, e o exerceu entre o povo. Era o mesmo sacerdócio que seu antepassado Abraão possuía, e por ele realizou as poderosas obras que realizou. ¶
Voltando novamente a Melquisedeque. Encontramos aqui que Paulo, ao falar dele, diz que era "rei de paz". E continua dizendo, conforme temos traduzido, que era "sem pai, sem mãe, sem genealogia, não tendo princípio de dias nem fim de vida", e todo o mundo cristão se desviou por causa dessa expressão de Paulo, não sendo capaz de compreendê-la, pensando que aquilo que li em seus ouvidos se referia ao próprio Melquisedeque, quando na realidade se referia ao sacerdócio que ele possuía. Era segundo o poder de uma vida sem fim. Não tinha princípio; nem fim. É eterno como nosso Pai e Deus, e se estende às eternidades vindouras, e é tão sem fim quanto a eternidade é sem fim, e tão sem fim quanto nosso Deus é sem fim: pois é o poder e a autoridade pelos quais nosso Pai e Deus se assenta em Seu trono e exerce o poder que exerce através dos inumeráveis mundos sobre os quais exerce domínio. É o poder e a autoridade pelos quais o Filho de Deus, nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, alcançou aquilo que Lhe foi prometido, e pelos quais Se tornou o Salvador e Redentor do mundo. ¶
Este sacerdócio, como disse, desceu até Moisés, mas os filhos de Israel não o quiseram em seu meio. Somos informados com toda clareza, na revelação, de que Moisés procurou diligentemente santificar seu povo e conduzi-lo à presença de Deus por meio deste sacerdócio, mas eles não o quiseram. As ordenanças de piedade que eram por ele administradas não eram aceitáveis àquela geração; eles as rejeitaram, e suplicaram a Moisés que se colocasse entre eles e seu Pai e Deus, pois não podiam suportar Sua presença. Por isso o sacerdócio foi retirado, e não houve exercício de seu poder e autoridade entre os judeus, exceto ocasionalmente, quando profetas recebiam autoridade do Senhor, até os dias do Salvador, quando foi restaurado mais uma vez em sua plenitude e na plenitude de seu poder sobre a terra, e os homens começaram a exercer sua autoridade. ¶
Meus irmãos e irmãs, estamos construindo templos no tempo presente, nos quais nos são administradas ordenanças por aqueles que morreram. Por que isso é necessário? É porque o Sacerdócio do Filho de Deus foi retirado da terra por um longo período. Os filhos dos homens nasceram, viveram, morreram sem que lhes fosse administrada nenhuma das ordenanças por aqueles que possuíam o Sacerdócio do Filho de Deus. É verdade que muitos buscaram a Deus de certa maneira e segundo a luz que possuíam, e muitos obtiveram algum grau de conhecimento a respeito de Deus. Alguns deles tiveram um testemunho Dele por meio de sua fé e morreram em paz com Deus. Muitos de nossos antepassados viveram nessa condição, e Deus lhes deu testemunho, por meio de Seu Santo Espírito, de que estava satisfeito com eles. Mas o que isso significa? Será isso tudo o que é necessário para colocá-los numa condição de salvação? De maneira nenhuma. Algo mais além disso é necessário para lhes obter a plena remissão de seus pecados e colocá-los numa condição em que possam ser salvos e exaltados na presença de Deus. Como disse a vocês no início, algo mais além de Joseph ser um revelador, um vidente e um profeta era necessário para constituí-lo servo de Deus, investido de poder para administrar as ordenanças de vida e salvação. Um Wesley, um Lutero, um Calvino, um Wycliffe, e uma hoste de outros que surgiram no mundo, imbuídos dos mais elevados e puros motivos, e dos mais elevados e intensos desejos pela salvação de seus semelhantes, trabalharam zelosamente para voltar os homens a Deus, e trazê-los a um conhecimento do Salvador; mas não possuíam a autoridade do Santo Sacerdócio. Eles mesmos não podiam introduzir as pessoas na Igreja de Deus. Não podiam administrar legitimamente nenhuma ordenança relacionada à salvação da família humana. Contudo, Deus, em muitos casos, os aceitou, quando O buscaram segundo a melhor luz que possuíam; Ele os aceitou, e a seus trabalhos, e testificou-lhes, pelo derramamento de Seu Espírito sobre eles, que estava satisfeito com eles, e sussurrou paz às suas almas. Em toda terra, em toda nação, e entre o povo de todo credo, têm sido encontrados homens e mulheres desse tipo, e, segundo sua fé e diligência, suas obras têm sido aceitáveis a nosso Pai. Os homens têm pensado que as terras cristãs e o povo cristão, assim chamado, têm sido os mais favorecidos por Deus a esse respeito. Sem dúvida o têm sido, porque tiveram conhecimento a respeito do Salvador que outras terras e outros povos não tiveram; mas em terras pagãs, onde o nome de Jesus jamais foi ouvido, onde os homens buscaram a Deus e procuraram viver segundo a luz que Ele lhes concedeu e o Espírito que Ele lhes concedeu, e que concede a todo homem e mulher que nasce no mundo, Ele os aceitou, e, no dia do Senhor Jesus, os gentios terão parte na primeira ressurreição. Nossos antepassados têm, em comum com outros, estado destituídos do poder e da autoridade do Santo Sacerdócio. Por isso construímos templos; por isso entramos nestes templos e cuidamos das ordenanças de vida e salvação por nossos parentes que morreram na ignorância desse poder, ou que estavam numa posição em que não podiam tê-lo exercido em seu favor. Não podiam ser batizados para a remissão de seus pecados; não podiam ter as mãos impostas sobre eles para o recebimento do Espírito Santo; não podiam ter nenhuma outra ordenança administrada, porque a autoridade para administrar não estava sobre a terra, e o que quer que fosse feito em nome de Deus ou em nome de Jesus, por aqueles que pensavam ter a autoridade, ou que presumiam possuí-la, não tinha valor algum no que se refere à salvação; no que se refere à aceitação pelo Senhor nosso Deus, era como se nada tivesse sido feito. Por isso, nestes últimos dias, tendo Deus, em Sua grande bondade e misericórdia, aberto os céus mais uma vez e enviado do céu aquela autoridade que por tanto tempo esteve retirada -- tendo Deus feito isso, fomos postos na posse da autoridade para administrar uns aos outros as ordenanças de vida e salvação, e não apenas administrar uns aos outros, mas exercer essa autoridade em favor daqueles que viveram antes de nós, viveram em eras passadas, de modo que possamos ligar geração a geração até chegarmos ao tempo em que nossos antepassados possuíam o Santo Sacerdócio. Desta maneira a obra da salvação progredirá, até que, ao longo do milênio, sejam construídos templos, e os servos e servas de Deus entrem nestes templos e oficiem, até que todos os que nasceram sobre a face da terra, e que não se tornaram filhos da perdição, sejam redimidos, e toda a família seja reunida, com Adão à cabeça. ¶
Vocês podem ver, meus irmãos e irmãs, a importância que há em termos o Sacerdócio do Filho de Deus em nosso meio. Vocês veem quão necessário é que seja exercido, e exercido adequadamente. Vocês podem ver quão necessário é que as ordenanças de vida e salvação sejam administradas por aqueles que são legitimamente ordenados a essa autoridade. Quando um homem impõe as mãos sobre a cabeça de seu semelhante e afirma conferir autoridade, a mera afirmação dessa autoridade não terá valor algum, a menos que ele de fato tenha a autoridade e a possua legitimamente. Um homem que possa alegar ter a autoridade; um homem que possa dizer "ordenei esta pessoa ou aquela pessoa" -- a menos que tenha autoridade para fazê-lo, é um mero impostor, e seus atos não podem ser reconhecidos nem aceitos por Deus. Creio que virá o tempo em que será necessário que todo homem trace a linhagem pela qual recebeu o sacerdócio que exerce. Por isso é de grande importância, em nossa Igreja, que se mantenham registros, e que todo homem saiba de onde deriva sua autoridade -- de que fonte, por que canal recebeu o Santo Sacerdócio, e com que direito exerce essa autoridade e administra suas ordenanças. Creio que isso é de extrema importância, e que, onde houver dúvidas quanto ao exercício legítimo dessa autoridade por um homem, essa dúvida deve ser removida. Todo homem deve ser cuidadoso quanto a este ponto, deve saber de onde obtém seu sacerdócio; que este lhe chegou limpo e imaculado, legitimamente; e, quando homens são desligados desse sacerdócio pela voz dos servos de Deus, há uma autoridade sobre a terra que Deus reconhece nos céus, e esse homem é desligado do sacerdócio. Ele disse antigamente, falando a Seus apóstolos: ¶
"Àqueles a quem perdoardes os pecados, lhes são perdoados; e àqueles a quem os retiverdes, lhes são retidos." ¶
"Tudo o que ligares na terra será ligado nos céus; e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus." ¶
Nestes últimos dias, Deus, de maneira semelhante, restaurou esta mesma autoridade do Santo Sacerdócio. Restaurou ao homem o poder de ligar na terra, e isso será ligado nos céus. Restaurou a autoridade de perdoar pecados na terra, e Ele, o Grande Eterno, nosso Pai celestial, diz que, quando esses pecados são perdoados, permanecem perdoados, mas, quando não são perdoados, permanecem sobre aqueles que os cometem. ¶
Portanto, há esta autoridade na Igreja, e vocês podem testemunhar seu exercício, e seu poder, em sua própria experiência. Sempre que a voz do povo de Deus, e as autoridades que Deus colocou em Sua Igreja, a quem Ele ordenou -- sempre que levantam as mãos contra um homem para desligá-lo da Igreja, para lhe retirar a autoridade do sacerdócio que exercia, em todos os casos, sem uma única exceção, desde o princípio desta Igreja até hoje, Deus tem manifestado de maneira mais notável e maravilhosa Sua aprovação a esses atos, e tem retirado daquele homem (quem quer que seja, por maior e mais poderoso que tenha sido na Igreja) Seu poder e Sua bênção. Assim foi com Oliver Cowdery, o companheiro de Joseph, o homem que recebeu com ele o sacerdócio, sobre cuja cabeça João Batista impôs as mãos, e sobre cuja cabeça, também, os apóstolos Pedro, Tiago e João impuseram as mãos. Essas gloriosas bênçãos e favores que Deus lhe deu não impediram sua queda em pecado. Quando caiu em pecado, e a Igreja e o sacerdócio se uniram para levantar as mãos e desligá-lo da Igreja, e retirar-lhe o sacerdócio e a autoridade que ele havia exercido com tanto poder e que Deus lhe havia concedido com tanto favor, Deus reconheceu essa ação. Outros homens também caíram. Seis dos doze originais caíram em transgressão. Eram homens de capacidade, homens de talento. Alguns deles foram grandemente favorecidos. Lyman Johnson teve manifestações maravilhosas concedidas a ele; mas, quando caiu em transgressão e a Igreja com o sacerdócio se uniram para levantar as mãos contra ele, o poder e a autoridade que antes o distinguiam foram retirados, e ele se tornou como os outros homens. E assim foi com todos eles. Assim também com Sidney Rigdon, aquele homem poderoso, aquele homem eloquente, aquele porta-voz do Profeta Joseph, de quem o Livro de Mórmon havia falado centenas, sim, pode-se dizer milhares de anos antes de seu nascimento. Ele também, quando o sacerdócio e a Igreja em Nauvoo levantaram as mãos contra ele, caiu como Lúcifer, que outrora foi um anjo poderoso na presença de Deus, e exercia grande autoridade; como Lúcifer, ele caiu, e a autoridade e o poder que o acompanhavam foram retirados, e ele se tornou como os outros homens. Este tem sido o caso em cada instância. Vocês podem apontar uma exceção? Observem-nos onde quer que os vejam, os homens que possuíram o sacerdócio, que eram brilhantes, influentes e poderosos, a quem Deus abençoou, cujos ministérios Deus selou enquanto possuíam aquela autoridade, exercendo-a em pureza e em singeleza de propósito -- enquanto assim era, Ele estava com eles; mas, quando caíram em transgressão e o sacerdócio lhes foi retirado, tornaram-se fracos, e sua força se foi. Eles são marcados entre o povo onde quer que os vejam. Mostrando assim que Deus, nestes últimos dias, confirma a promessa que fez a Seus servos, de que tudo o que ligassem na terra seria ligado nos céus, e tudo o que desligassem na terra seria desligado nos céus. ¶
É pelo exercício deste poder em nosso meio que somos preservados. Deus no-lo deu. É verdade que Ele colocou esta autoridade e poder, pode-se dizer, em vasos de barro. Escolheu homens fracos, homens falíveis, homens sujeitos a todas as fraquezas e debilidades da natureza humana. Mas, mesmo assim, é a autoridade de Deus. É a autoridade pela qual Ele tem edificado Sua Igreja em todas as eras. É a autoridade, a única autoridade sobre a terra que pode agir em Seu nome. Quando um homem possui esta autoridade e sai e se limita a seu exercício legítimo, e permanece dentro dos limites de sua autoridade, Deus está com ele; Deus confirma aquilo que ele faz; Deus coloca Seu selo, Sua bênção e aprovação sobre seus atos; e, ainda que toda a terra procurasse desfazê-los e dizer que são de nenhum efeito, ainda assim permanecerão, e nas cortes celestiais serão registrados e confirmados. Não há poder entre os homens que possa anular esses atos, que possa revogá-los ou invalidá-los de nenhuma maneira. É isso que eleva esta Igreja acima do poder e alcance do homem. Nenhum tribunal pode afetar de maneira alguma as decisões, os atos ou as ordenanças que são administradas pelos servos de Deus. Aquilo que é feito em nome do Santo Sacerdócio permanecerá e se cumprirá tanto no mundo quanto fora dele, tanto no tempo quanto na eternidade. Por isso, quando um élder sai na autoridade do Santo Sacerdócio, e batiza um candidato que se arrependeu de seus pecados, Deus confirma essa ordenança; Deus remite os pecados desse indivíduo; Deus, ao conceder Seu Santo Espírito, testifica a essa alma que seus pecados foram remidos. De igual modo, quando um élder impõe as mãos sobre a cabeça de um homem ou uma mulher que assim foi batizado e diz a esse indivíduo: "recebei o Espírito Santo", Deus nos céus, obrigado pelo juramento e convênio que fez, obrigado por todas as condições pertencentes ao sacerdócio eterno, fará com que o Espírito Santo desça sobre aquela alma, e ele ou ela ficará cheio dele. Recebe o batismo de fogo e do Espírito Santo, e isso permanece registrado na terra e nos céus a favor daquela alma, se ele continuar a observar as condições sob as quais esse batismo e confirmação são administrados. Não há poder humano que possa privar esse indivíduo dos frutos daquela bênção que assim lhe foi selada pela autoridade do Santo Sacerdócio. ¶
O mesmo se dá com outras ordenanças. Quando os homens avançam e cuidam de outras ordenanças, como receber suas investiduras, suas lavagens, suas unções, recebendo as promessas a elas relacionadas, essas promessas se cumprirão à risca no tempo e na eternidade -- isto é, se eles próprios forem fiéis às condições sob as quais as bênçãos são prometidas. E assim é quando pessoas vão ao altar e se casam para o tempo e a eternidade. Quando o homem que oficia diz: "Eu vos selo o poder de vir à luz na manhã da primeira ressurreição, coroados de glória, imortalidade e vidas eternas", tão certo quanto essa promessa é feita, e as pessoas unidas (a quem a promessa é feita) cumprem suas condições, tão certo se cumprirá. Não há poder em lugar nenhum que possa invalidar a força, a eficácia, ou que possa impedir o cumprimento dessa promessa quando pronunciada sobre um homem e uma mulher pela autoridade do Santo Sacerdócio -- isto é, não há outro poder senão aquele que eles mesmos podem exercer. É um fato notável que não há bênção que Deus nos tenha prometido que qualquer ser humano, qualquer anjo ou qualquer demônio possa nos tirar. Não há poder desse tipo que possa nos tirá-la. Mas um homem, por si mesmo, ao pecar, pode se privar de sua bênção; pode impedir seu cumprimento; mas nenhum outro ser humano pode fazê-lo além dele mesmo. Lembrem-se disto, Santos dos Últimos Dias; lembrem-se, e guardem em seu coração, que vocês têm a salvação em suas próprias mãos. Se forem condenados, vocês se condenam a si mesmos; vocês serão o instrumento de sua própria condenação. Não será porque Deus os condenará; não será porque Satanás tem tal poder que pode tirar-lhes toda bênção; não será por causa de nada disso. Como isso acontecerá? Acontecerá a toda alma por causa da própria conduta errada dessa alma. Ele ou ela, sozinho, pode trazer condenação sobre si mesmo. Nenhum outro poder pode fazê-lo. Por isso, se formos condenados, não teremos ninguém a culpar senão a nós mesmos; não teremos ninguém a condenar senão a nós mesmos; será o resultado de nosso próprio arbítrio, do exercício daquele poder que Deus deu a Adão e Eva no Jardim do Éden quando disse: "De toda árvore do jardim podes comer livremente; mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás." Ele lhes deu seu arbítrio. Disse-lhes: "Vocês podem comer de toda árvore, menos uma, e até dessa vocês podem comer; mas Eu vos proíbo de comer dela, a árvore do conhecimento do bem e do mal; se comerem dessa árvore, terão de suportar a penalidade." ¶
No exercício de seu arbítrio, comeram daquela árvore, e o resultado foi a expulsão do jardim do Éden e a morte. E assim tem sido com todo o restante da família humana desde então até o presente. Cada um de nós trará sobre si mesmo, seja a salvação, seja a condenação, conforme o caso, de acordo com a maneira como exercermos nosso arbítrio perante Deus. É por este sacerdócio, e pelo exercício dele, que as bênçãos de Deus fluirão para nós. É por este sacerdócio que somos unidos uns aos outros. Deus nos cercou de laços que são indissolúveis. Não podem ser separados. O tempo não pode desgastá-los. Perdurarão através da eternidade. É um laço maravilhoso, o laço vinculante do Santo Sacerdócio. Nunca houve povo sobre a face da terra, desde que o sacerdócio esteve entre os homens, tão unido quanto estamos sendo unidos; e esta é a característica gloriosa do laço que nos une; ele só pode operar sobre os que são justos; só pode ter efeito quando a retidão prevalece e onde as pessoas vivem de tal maneira que recebem as promessas de Deus. Um homem que pratica o mal pode ter todas essas bênçãos pronunciadas sobre ele; pode ter sido batizado e ter tido as mãos impostas sobre si; pode passar pelo templo e ter esposas seladas a ele e ter toda bênção prometida a ele que é prometida ao mais fiel dos filhos de Deus, e, ainda assim, se não viver de modo a ser digno dessas bênçãos, não as receberá; será, mais cedo ou mais tarde, privado delas e deixado destituído. Esta é a característica gloriosa deste grande laço que Deus restaurou à terra. Ele só une os justos. Não une os ímpios aos justos. Não une os ímpios aos ímpios. Seu poder e força salvadora só podem ser exercidos ou desfrutados onde a retidão prevalece. Por isso, quando o povo de Deus vier à ressurreição, virá puro. Haverá então uma separação dos ímpios dos justos. Os justos desfrutarão de sua própria companhia. Nesta provação, parece ter sido designado, na providência de nosso Deus, que todos estejamos misturados -- sem uma separação completa. Quando chegamos a estes vales, pensamos que havíamos deixado o mundo para trás. Pensamos que, por essas poderosas montanhas se erguerem de todos os lados como uma barreira intransponível entre nós e o restante do mundo, Babilônia ficara para trás. Pensamos que poderíamos viver vidas comparativamente puras, e que estaríamos comparativamente livres das associações do mundo. Mas tais ideias foram dissipadas -- muito rudemente dissipadas -- pelo que ocorreu. Babilônia nos seguiu. Descobrimos que essas montanhas não bastam para nos separar do restante do mundo; que devemos compartilhar com o restante da humanidade os males e as bênçãos que pertencem a esta condição mortal de existência. Temos essas circunstâncias com que lidar. Estamos misturados com os ímpios. O joio e o trigo crescem juntos, e crescerão até a colheita. Isso parece ter sido designado na providência de nosso Pai. Mas virá o tempo em que haverá uma separação, uma separação final, dos justos dos ímpios, e essa separação será realizada pelo exercício do sacerdócio que Deus concedeu. Aquele sacerdócio elevará da terra os puros, os santos, os dignos. Os elevará à companhia de Deus. Tudo o que não for puro ficará para trás. Então sentiremos e conheceremos o valor daquele laço. Por ele, o homem atrairá suas esposas a si; por ele, o pai e a mãe atrairão seus filhos a si; por ele, geração se ligará a geração, até que todos estejam unidos, remontando até nosso pai Adão, o pai da raça humana sobre a terra. Tudo isso será realizado pelo poder e autoridade do sacerdócio. ¶
Vocês compreendem, então, por que o Sacerdócio do Filho de Deus é odiado; por que as vidas dos servos de Deus são buscadas; por que se procura aprisioná-los e enredá-los de várias formas? É porque o adversário das almas sabe muito bem que, se este sacerdócio permanecer sobre a terra, então adeus à sua autoridade, adeus ao seu reino, adeus ao domínio que exerceu sobre os filhos dos homens. Ele não pode continuar sua existência. Ele sabe disso tão bem quanto nós. Compreende isso perfeitamente. Por isso sempre procurou destruir da face da terra os homens que possuíram o Sacerdócio do Filho de Deus. Não se satisfez até que a terra bebesse o precioso sangue do Salvador do mundo, e a vida de todo homem que possuiu o sacerdócio, e o exerceu desde os dias do justo Abel até o presente, tem sido buscada, em maior ou menor grau, pelo adversário das almas. Ele tem usado os homens como seus agentes para realizar isso. Ele mesmo não pode vir aqui e exercer seu poder em sua própria pessoa, porque isso lhe foi proibido, a ele e a seus anjos que se rebelaram com ele, em consequência de sua grande transgressão, que não teriam tabernáculos de carne. Este foi seu castigo, que não tivessem tabernáculos de carne. Mas, desde o dia em que entrou na serpente no jardim do Éden até o presente, ele tem buscado, por meio da instrumentalidade do homem ou do animal, as vidas daqueles que possuíram o sacerdócio. Desta maneira ele tem procurado exercer seu poder e autoridade entre os homens. Assim fez com Caim. Leiam na Pérola de Grande Valor o que ele fez com ele; como o tentou, e como Caim sucumbiu à sua tentação. Ele disse a Caim: "não creias nisso", e tem usado as mesmas palavras com todos os filhos dos homens desde então até o presente. "Não creias nisso!" Quando os servos de Deus têm proclamado a verdade, Satanás sempre tem estado pronto a dizer: "não creias nisso!" Ele tem incutido na mente dos filhos dos homens o ódio pela verdade -- isto é, em todos os que se dispuseram a ouvi-lo. Ele entrou neles, tomou posse de suas almas, e os tem usado para realizar seus propósitos ímpios. Fez isso por meio do homem. Não poderia fazê-lo sem ter algum tabernáculo por meio do qual operar. Não poderia enganar Eva -- ou não a enganou -- exceto por meio da serpente. Ele entrou na serpente. A serpente estava disposta, sem dúvida, a deixá-lo entrar, e ele falou por meio da serpente. Era a boca da serpente, mas era a voz de Satanás que enganou a mulher. Estava determinado a que a obra de Deus não prosperasse na terra. Determinou que os filhos dos homens fariam como ele deseja. Tem estado irado desde o princípio porque seu plano não foi adotado; porque o Pai não julgou apropriado escolhê-lo para salvar o homem sem o exercício do arbítrio do homem; por causa disso, determinou que destruiria a obra. Encharcou a terra de sangue inocente para realizar seu propósito. Ainda está empenhado nessa obra. Ele nos destruiria se pudesse. Vejam o que está sendo feito em todo o Território. Vejam as instrumentalidades em ação. Vejam quantos homens estão sendo usados pelo adversário das almas para realizar seus propósitos a respeito deste povo -- um povo sem exemplo em sobriedade, em temperança, em diligência, em economia, em bondade, em boa ordem, em todas as virtudes que os homens reverenciam. Onde se pode encontrar um povo como este? Não há lugar sobre a face da terra onde essas virtudes sejam melhor exemplificadas na vida do povo do que no Território de Utah. Que mulher clama em voz alta em nossas ruas por ter sido corrompida? Que mulher clama em vão por proteção em toda a nossa terra, de leste a oeste, de norte a sul? Terá subido o clamor da aflição? Terá o clamor dos pobres e dos oprimidos ascendido destes vales a Deus, sem ser ouvido pelo povo? Choram e lamentam órfãos e viúvas por causa das circunstâncias que os cercam? Não, em nenhuma parte de nossa terra. Não se vê um único mendigo em todos os nossos povoados. Nenhum clamor de aflição, nem de homem, nem de animal. A virtude é sustentada. As mulheres são protegidas tão seguramente quanto o eram quando crianças no colo de suas mães -- protegidas do mal, protegidas do sedutor, daqueles que arruinariam sua felicidade. Isso é o que ocorre em toda a nossa sociedade. Prosperam bêbados entre nós? São encorajados? Sabemos que não. As pessoas são encorajadas a litigar e brigar? Não; em nenhum lugar da terra há nada disso. A paz prevalece; a boa ordem prevalece; raramente se ouvem brigas; a virtude é protegida e incentivada. O matrimônio é incentivado por toda parte. Contudo, nesta terra, somos ameaçados como povo por causa dessas coisas. Nossa liberdade está em jogo. Toda espécie de maquinação é posta em ação para nos destruir, ou para nos armadilhar e enredar, e nos privar da liberdade. ¶
Graças a Deus, meus irmãos e irmãs, pela restauração do sacerdócio. Graças a Deus pelas bênçãos que recebemos todos os dias. Graças a Deus pelas perseguições que somos chamados a suportar. Como disse o Salvador, regozijemo-nos e alegremo-nos sobremaneira porque os ímpios se organizam contra nós desta maneira. É um testemunho para nós de que não estamos em harmonia com os ímpios; de que não estamos seguindo o caminho que Belial gostaria que seguíssemos; de que estamos trilhando o caminho que Deus nos traçou. Podemos fazer isso com perfeita segurança, e com a plena certeza de que tudo sairá bem. Como já disse, não há poder que possa separar um homem e uma mulher virtuosos que foram unidos pelo poder do Santo Sacerdócio; nenhum poder pode fazê-lo; eles mesmos devem fazê-lo, se é que isso acontecer. Estes laços que nos unem perdurarão através do tempo e da eternidade. Vivamos de tal maneira que jamais percamos nosso direito às promessas de nosso Deus, e que sejamos sempre fiéis daqui em diante, até recebermos o cumprimento de todas essas promessas na presença de Deus e do Cordeiro, peço em nome de Jesus, Amém. ¶