Pulpit

Por Que Nos Coligamos—Diferença Entre os Santos dos Últimos Dias e o Mundo—Organização da Igreja em Épocas Passadas—Condição do Mundo Antes da Restauração do Evangelho—Os Reformadores e a Obra Que Realizaram—Todos os Homens Desfrutam de uma Porção do Espírito de Deus—Os Judeus—O Evangelho Deve Ser Pregado—Organização de Novas Estacas—Provisão para as Famílias dos Missionários—Construir Lares e Embelezá-los—O Destino de Sião

John Taylor

1884-08-17

Tenho o prazer de ter a oportunidade de estar convosco neste lugar, de visitar vossos lares nestes novos povoados, e de apertar as mãos e conversar com muitos de nossos velhos amigos, com os quais estivemos associados a uma distância considerável daqui, e alguns a uma distância muito longa mesmo.

Como Santos dos Últimos Dias, nos coligamos a estes vales das montanhas. Estamos reunidos por certos propósitos relacionados a nossos próprios interesses individuais; em outros aspectos, por propósitos relacionados ao bem-estar de nossas famílias, de nossas esposas, nossos filhos, nossos maridos, etc. E, além disso, coligamo-nos, como já o fizemos, nestas montanhas, para cumprir certas exigências feitas pelo Todo-Poderoso a Seu povo nestes últimos dias. Viemos para cá de acordo com uma mensagem que Ele comunicou dos céus aos habitantes da terra. Estas ideias e sentimentos estão na base de todos os nossos movimentos, de todos os nossos atos. Ocupamos uma posição muito peculiar no meio destes Estados Unidos, e também no mundo. Diferimos dos outros em muitos aspectos, em nossas ideias sobre Deus, em nossos sentimentos religiosos, em nossas visões sociais, e em nosso relacionamento uns com os outros, e em muitos aspectos, em todas as características principais da vida e existência humanas, pertencentes seja a este mundo, seja ao mundo por vir. Reunimo-nos aqui como Santos dos Últimos Dias — pois é a estes que me dirijo — e entendo que o termo Santo dos Últimos Dias é usado em contraste com Santo de dias anteriores. A Igreja de Cristo existiu há uns 1.800 anos, quando o próprio Cristo era seu instrutor. Ele desceu dos céus para ensinar e instruir o povo nos caminhos da vida. Aqueles que criam nEle eram batizados em Seu nome para a remissão de pecados, e tinham mãos impostas sobre si para a recepção do Espírito Santo. Nasciam da água e do Espírito, e se tornavam novas criaturas em Cristo Jesus. Eram instruídos nos princípios do Evangelho, e havia entre eles Profetas, Apóstolos, Pastores, Mestres, Evangelistas. Somos informados de que estes homens foram autorizados por Jesus a pregar o Evangelho a todas as nações da terra. Somos informados de que deveriam permanecer em Jerusalém até que recebessem poder do alto, não obstante todos os ensinamentos que haviam recebido do Salvador. Que poder era esse? Era o dom do Espírito Santo. Não o haviam recebido? Não no sentido aqui implicado. O quê, nem mesmo aqueles que estiveram com Jesus? Não, repito, não no sentido aqui implicado. Jesus lhes disse enfaticamente que era necessário que Ele partisse; pois, se não partisse, o Consolador não viria. Instruiu Seus Apóstolos a ensinar certos princípios que deveriam existir e que deveriam prevalecer entre toda a família humana. Mas o povo se desviou dessas coisas. O Evangelho os colocava na posse do Espírito Santo, o qual lhes trazia à memória as coisas passadas, os conduzia a toda a verdade, e lhes mostrava as coisas por vir. O Salvador explicou o ofício do Espírito Santo. Ele capacitaria aqueles que o recebessem a compreender o passado, o presente e o futuro. Correria a cortina do mundo invisível, e seriam capacitados a olhar através do escuro véu das eras futuras e a compreender os propósitos de Deus, à medida que se desenrolassem em toda sua majestade, glória e poder. E então, na igreja, como já disse, havia Profetas, Apóstolos, Pastores, Mestres, etc., colocados para o aperfeiçoamento dos Santos, e para a obra do ministério; para que homens devidamente qualificados e dotados por Deus, por Seu Santo Espírito, e ordenados e separados por Ele, pudessem sair como mensageiros de vida e salvação para as nações da terra. Assim, tinham seus Doze, seus Setentas, seus Bispos, e os vários funcionários da Igreja. Esta organização a que agora me refiro existiu há 1.800 anos no continente da Ásia, e, segundo relatos dados no Livro de Mórmon, existiu uma organização semelhante neste continente. Aqui tinham seus Doze, e estes Doze foram comissionados a pregar o Evangelho, tal como os outros no continente da Ásia. Jesus os visitou aqui, tal como visitou os outros na Ásia, e foram colocados sob Sua orientação e direção.

Ora, em que condição se encontrava o mundo antes que o Evangelho que agora pregamos fosse introduzido? Muitos de vós, homens mais velhos aqui presentes — não há tantos homens idosos aqui como encontramos em alguns lugares — viveram quando o Evangelho não estava sobre a terra. Eu vivi, e muitos outros também. Onde poderíamos encontrar algo que se assemelhasse àquilo que foi ensinado por Jesus? Em nenhum lugar sobre a vasta face da terra. Apóstolos, Profetas, Pastores, Mestres, etc., não se encontravam em lugar algum. Sei disto? Sei, pois vivi no mundo naquele tempo. Sabia o que estava acontecendo. Estava misturado com seus mestres, e bem familiarizado com as diferentes sociedades e organizações. Tinham eles o Evangelho tal como estabelecido nas Escrituras? Não. Recordo-me de ter lido, com muitíssimo interesse, os comentários de um dos Wesley — não me recordo agora se foi Charles ou John — em alguma poesia sua: "Da semente escolhida de Abraão os novos Apóstolos escolhe, Sobre ilhas e continentes a espalhar as notícias que ressuscitam a alma."

Ele sabia muito bem que não tinham Apóstolos, nem aqueles outros ofícios que costumavam existir na Igreja, e sentia isso profundamente, como muitos outros também. Eu mesmo, mesclado com uma sociedade de cavalheiros, antes de ouvir a plenitude do Evangelho, que estavam pesquisando as Escrituras para descobrir o verdadeiro caminho; pois não encontrávamos homem algum que professasse ser inspirado. Diziam-nos que toda inspiração havia cessado, e, contudo, havia homens que professavam ter sido chamados por Deus para pregar o Evangelho. Ora, isto é uma coisa muito singular. Como pode um homem ser chamado por Deus, se Deus deixou de falar? Se um homem é chamado por Deus, deve ser chamado pela voz ou pelo Espírito de Deus, ou por alguém que é autorizado por Deus, e que conhece algo de Seus caminhos. Se não recebe seu chamado desta maneira, como o obterá? Há outro modo — isto é, se Deus tivesse tido um Sacerdócio regular sobre a terra, ininterrupto, incorrupto e incontaminado, então poderia descer de um para outro, através das diferentes épocas. A Igreja de Roma professa traçar sua autoridade desde os dias dos Apóstolos até o presente. Mas, infelizmente, há uma Escritura que atrapalha um tanto a eles e a outros, a saber: "Todo aquele que transgride, e não persevera na doutrina de Cristo, não tem Deus; quem persevera na doutrina de Cristo, esse tem tanto o Pai como o Filho." Vou vos dizer o que Joseph Smith me disse pessoalmente. Disse ele: "Vais sair para pregar o Evangelho, e se puderes encontrar um povo, em qualquer lugar, ao percorreres o mundo" — o que fiz bastante, viajei milhares, e não sei se centenas de milhares de milhas, e me misturei com toda classe, credo e condição de homens, religiosos e irreligiosos, professos e não professos, cristãos e judeus, gentios e todas as classes de pessoas — "se puderes encontrar," disse ele, "um povo, em qualquer lugar, que tenha as doutrinas de Cristo, não precisas batizá-lo." Mas nunca encontrei, em lugar algum aonde fui, pessoa alguma que possuísse as doutrinas de Cristo tal como Ele as ensinou, com Apóstolos e Profetas e homens inspirados sob a influência do Espírito Santo, e com uma organização semelhante àquela que foi introduzida por nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Portanto, tive de chamar todos os homens, em toda parte, ao arrependimento, pois não pude encontrar o tipo de povo que Joseph disse que eu não precisaria batizar. Wesley e Whitfield, e retrocedendo ainda mais, Lutero, Melâncton, Knox, Zwínglio, e muitos outros reformadores, iniciaram o que se chamam reformas. Mas o que fizeram nessas reformas? Trouxeram de volta o puro Evangelho de Cristo? Não, não o fizeram, nem professaram fazê-lo. Cabe a alguns de seus admiradores fazer, por eles, aquilo que em seu tempo nunca professaram fazer. O que fizeram? Tentaram reformar abusos que havia na igreja. Bem, o que foi feito por essas pessoas? Sob que influência estavam? Estavam sob a influência, mais ou menos, do Espírito do Deus vivo. Mas não tinham o Evangelho, dizeis? Não; mas não foram, por isso, privados de uma porção do Espírito do Deus vivo. É um grande erro supormos que os homens, por todo o mundo, não têm estado, mais ou menos, sob esse tipo de influência. Somos informados nas Escrituras de que Deus deu a todos os homens uma porção de Seu Espírito para que dela se aproveitassem, e muitos homens que seguiram esse Espírito, segundo a luz que tinham, fizeram muito bem entre os homens, dentre os quais estavam Lutero, Calvino, Melâncton, Wesley, Fletcher, e outros nas várias igrejas. Fletcher, creio, era um ministro da Igreja da Inglaterra; assim como John Wesley, e muitos outros; havia também outros entre os presbiterianos, metodistas, católicos, etc. Eram homens bons. Buscaram fazer o bem, e o fizeram; pois aquele que pratica a retidão é justo. Seguiram as inclinações daquela porção do Espírito de Deus que é dado a todos os homens para que dela se aproveitem. Operaram no interesse da humanidade; introduziram muitas instituições de caridade; fizeram provisão para os pobres e desamparados, os coxos e os cegos; agiram de maneira muito liberal, bondosa e generosa. Conheci, em minhas viagens, muitas damas e cavalheiros que possuíam grandes fortunas, que dedicaram seu tempo e seus recursos para procurar promover o bem-estar da humanidade. Mas era isso a plenitude do Evangelho do Filho de Deus? Não, não era. Era certo que fizessem essas coisas? Sim; pois é sempre certo que todos os homens façam o bem a seus semelhantes; sejam morais, virtuosos, honrados e retos; e, apesar da maldade e do crime que existem nestes Estados Unidos, contudo há milhares e milhões de homens bons e honrados que desejam fazer o certo; mas não conhecem a verdade, e são desviados por homens que não sabem o que dizem nem o que afirmam. Se esses homens tivessem o Evangelho, ao qual está associado o dom do Espírito Santo, este os conduziria a toda a verdade, tal como fez nos tempos antigos. E que é dito das circunstâncias e acontecimentos que se darão nos últimos dias? Somos informados de que virá a acontecer que, quando o Senhor trouxer de volta Sião, seus vigias verão face a face. Isto acontecerá quando todo o povo de Sião viver sua religião, e cumprir as exigências do Senhor.

Falando de homens bons, tive vários cavalheiros que me visitaram pouco antes de eu deixar a cidade. Eram judeus. Vinham de Londres, ou de algum lugar naquela vizinhança. Um deles professava ser descendente direto da tribo de Levi, e da casa de Aarão, e me disseram, parte da comitiva, que ele possuía o direito legítimo ao Sacerdócio Aarônico, e seu nome concordava com os registros que temos sobre estas coisas. Bem, estes homens estavam empenhados numa empresa muito caridosa. Haviam ouvido que temos algumas simpatias pelos judeus, e desejavam ver-me e conversar comigo sobre o assunto. Contaram-me sobre as terríveis cenas que haviam ocorrido recentemente na Rússia, e as pesadas perseguições que seu povo havia suportado naquele país. Eles e seus amigos haviam subscrito cerca de 80.000 libras (cerca de $400.000) para socorrer seus irmãos perseguidos na Rússia, e haviam formado várias colônias nos Estados Unidos, livrando assim muitos de seus opressores. Compraram grandes extensões de terra, e ali estabeleceram seus irmãos. Disse-lhes que haviam errado um pouco o lugar — que deveriam ter escolhido a Palestina. Isso, disseram, ficaria tudo certo a seu tempo; poderiam facilmente ir deste país à Palestina quando chegasse o tempo. Conversei com eles sobre vários princípios. Falei sobre nossos templos, e disse que teriam de construir um em Jerusalém, e lhes contei que havia falado com o Barão Rothschild sobre este mesmo assunto, alguns anos atrás, e que ele ajudaria a coligar o povo. Disseram que ele já lhes havia dado alguma ajuda em conexão com a empresa que agora tinham em mãos, e supunham que ele os ajudaria no futuro.

Falo destas coisas para mostrar os bons sentimentos que existem entre os homens em muitas ocasiões. Foi, certamente, um ato muito caridoso da parte desses homens estarem empenhados nele. Eram judeus, e não cristãos, nem tampouco Santos dos Últimos Dias. Ora, seria uma boa obra até para um infiel estar empenhado nela — fazer o bem a seus semelhantes e aliviar os oprimidos. É isto em que cremos — fazer o bem a todos os homens, especialmente à casa da fé.

É bom que nos lembremos de que não somos o único povo que Deus tem sobre a terra. Somos informados de que Ele é o Deus e Pai dos espíritos de toda a carne. Ele está, portanto, interessado em toda a família humana. O Salvador ordenou a Seus Apóstolos que pregassem o Evangelho a toda criatura. Por quê? Porque toda a família humana são filhos e filhas de Deus, e era conveniente que os princípios de vida e salvação lhes fossem apresentados. Ele nos disse o mesmo — levar o Evangelho a toda nação, parentela, língua e povo — e nossos Élderes saem, como saíram em tempos passados, sem bolsa nem alforje, confiando em Deus. E alguns deles são mortos. Já ouvimos falar de dois assassinados bem recentemente, nestes Estados Unidos, onde tanto nos gabamos de liberdade, direitos humanos, liberdade de consciência, etc. Bem no Estado do Tennessee este ato atroz se deu, e não faz muito tempo que um de nossos irmãos foi assassinado na Geórgia. Lamentamos estas coisas; mas, então, não podemos evitá-lo. Não podemos abandonar nossos trabalhos em relação a estes assuntos. Está-nos determinado pregar o Evangelho a toda criatura, e nos propomos a cumprir estas coisas tal como o fizeram os Apóstolos em tempos passados. Vidas podem ser sacrificadas por amor à verdade; mas isso não faz diferença alguma, onde quer que estejamos, se estamos apenas empenhados na obra de Deus. Disse Jesus: "E não temais os que matam o corpo, e não podem matar a alma; temei antes aquele que pode fazer perecer a alma e o corpo no inferno." Temo a Deus, e não conheço outro temor, e não desejo conhecê-lo; e quando os homens às vezes falam sobre o que farão e o que pretendem fazer com os mórmons — "obras admiráveis na terra de Cão, e coisas terríveis junto ao Mar Vermelho" — isso não faz nossos joelhos tremerem, nem nosso coração se paralisar. Sentimos que estamos aqui para fazer a vontade de Deus, e, em nome do Deus de Israel, a faremos; nós a faremos, sendo Deus nosso ajudador. Estes são meus sentimentos, estes são os sentimentos de meus irmãos ao meu redor, e estes são os sentimentos de todos os bons Santos dos Últimos Dias que se compreendem a si mesmos e conhecem inteligentemente os princípios pelos quais são governados.

Abraçamos o Evangelho do Filho de Deus, e Deus nos ensinou como organizar Sua Igreja. Se Ele não nos tivesse ensinado, nada saberíamos sobre sua organização. Joseph Smith nada sabia a respeito; Brigham Young nada sabia a respeito; eu não poderia ter sabido coisa alguma a respeito, nem qualquer dos Doze, nem homem algum que vivesse sobre a terra, até que Deus a introduzisse e nos ensinasse tudo isso. Além de estabelecer Sua Igreja, Ele nos disse para edificar uma Sião a Seu nome, e estamos reunindo os materiais para esse propósito. Já organizamos nossas Estacas, e viemos aqui para ajudar a organizar a vossa Estaca. Ontem foi organizado o Sumo Conselho. Este é um corpo de homens que existe na Igreja e Reino de Deus. Todas as Estacas devem ter tal Conselho, para que tenham uma organização perfeita entre si. Depois tendes Bispos, Mestres, etc., cujos deveres já conheceis bem, os mesmos estabelecidos no Livro de Doutrina e Convênios. O Irmão Ricks aqui é vosso Presidente, e, com uma ou duas exceções, foram nomeados Bispos em todas as Alas, para que todos, nos vários povoados, sejam colocados sob o devido governo, e sob a orientação e direção do Todo-Poderoso, de acordo com as leis que Ele introduziu em Sua Igreja. Para este propósito fostes ensinados a coligar-vos em vossas cidades e povoados, e certas instruções foram dadas a respeito destes assuntos. Antes que essas instruções fossem dadas, o Irmão Preston e o Irmão Ricks foram enviados para examinar esta terra, e verificaram que era apropriada para os povoados dos Santos. Foram então solicitados por mim a fornecer um plano da região, e também a escolher lugares para cidades, e a tê-los levantados, para dispor lotes para casas de reunião, escolas, Sociedades de Socorro e Associações de Melhoramentos Mútuos. Tudo isso atenderam prontamente.

A Estaca de Bannock foi depois organizada, bem como uma Presidência para a Estaca. Foram escolhidos e levantados os sítios das cidades, e então foram dadas as instruções que ouvistes ler, pela Primeira Presidência. Vemos que tendes um país muito bom, e temos o prazer de ver-vos tão confortavelmente estabelecidos quanto estais. É sempre difícil lutar para iniciar novos povoados. Tenho, porém, o prazer de ver tantos de nossos jovens embarcarem nesta empresa; e, com o tempo, tereis várias cidades belíssimas nesta parte do país. A terra é bastante produtiva, como se comprovou pelas amostras de aveia, trigo, milho, nabos, etc., exibidas aqui ontem. Estas coisas mostram que chegastes a um país razoavelmente bom; e tendes quase mais água do que sabeis o que fazer com ela; mas quando chegar o tempo em que toda a terra estiver ocupada entre estas montanhas, estes riachos não serão mais tão grandes quanto são agora; sereis capazes de administrá-los um pouco melhor, pois a terra absorverá boa parte da água. Parece-me que caístes em lugares agradáveis. Não vos desanimeis com nada. Tudo está caminhando bem. A grande questão é conformar-vos às circunstâncias em que fostes colocados. Há uma coisa que tenho tido muito prazer em saber. Pedi ao Irmão Preston, ao falar sobre estas coisas, que providenciasse que, nas proximidades de cada cidade, houvesse um terreno reservado em benefício das famílias dos missionários; porque estaremos chamando aqui os Élderes a saírem e pregarem o Evangelho, do mesmo modo que fazemos em outras partes da terra de Sião. Pedi ao Irmão Preston que estabelecesse aqui um padrão a esse respeito para o resto da terra de Sião, e depois que me informasse, e eu chamaria todos os outros povos na terra de Sião a fazerem o mesmo, para que as famílias dos missionários tenham pão e outros suprimentos, e sejam assim sustentadas e cuidadas, e não se sintam sob nenhum tipo de sujeição. A maioria dos missionários, talvez, não estivesse em circunstâncias necessitadas, mas, se estivessem, haverá algo para suas famílias, e não terão desculpa para desistir sob tais circunstâncias. E então chamamos os homens mais velhos entre os Setentas e os Sumos Sacerdotes, e muitos dos jovens, a cuidar destes assuntos, e assim promover o bem-estar de todos.

E agora queremos ver-vos, como Santos dos Últimos Dias, tão rapidamente quanto as circunstâncias permitirem, instalados em vossos lotes urbanos, e não dispersos por aí como bezerros perdidos. Queremos que vos estabeleçais em vossos lotes urbanos, e, entrementes, vos prepareis para construir sobre eles; pois devemos ter cidades belas e habitações esplêndidas na terra de Sião. Muita gente começa a admirar Salt Lake City; mas nada temos feito ali em comparação com o que pretendemos fazer. Conversei com o Irmão Ricks sobre a construção de bons lares, e sugeri que arranjásseis algum arquiteto para fornecer plantas de algumas cabanas agradáveis, e algumas mais pretensiosas, de acordo com os meios e as circunstâncias do povo. Podeis conseguir comprar livros de arquitetura que sirvam para o propósito; mas construamos lares bonitos. É quase tão barato erguer uma casa de boa aparência, e devidamente construída, quanto uma daquelas edificações malfeitas. Construí vossos lares temporários bem ao fundo do lote, para que, quando construirdes novamente, estes sirvam de cozinhas, ou talvez para alguns de vossos filhos ou filhas, até que possam fazer melhor. Mas queremos ver cidades bonitas, casas bonitas e lares agradáveis, e tudo ao vosso redor calculado para promover vossa felicidade e bem-estar.

E então queremos ver-vos operar como um só em todas as coisas. Vós, pais de família, e vós, mães, cuidai para vos dedicardes, a vós e vossas habitações e tudo o que tendes, a Deus, e para viverdes uma vida pura, virtuosa, santa e reta. Cuidai para serdes homens e mulheres de Deus — filhos do Deus Altíssimo, e vossa prole convosco. E eu vos digo que o tempo se aproxima quando Sião se tornará o louvor e a glória de toda a terra. O tempo está chegando e se apressando quando, como predisse um dos profetas, o povo dirá que tal e tal homem nasceu em Sião — isto é, o povo de Sião será tão honrado, tão reto, tão virtuoso, e tão abençoado por Deus, sob os auspícios do Todo-Poderoso, e o governo que Ele introduzirá, que considerarão uma honra ter nascido em Sião. Temeremos a Deus, e praticaremos a retidão na terra, e, quando aqui terminarmos, seremos transplantados para os céus até que esta terra seja redimida; pois novamente possuiremos a terra quando ela for celestializada. Deus vos abençoe a todos, em nome de Jesus. Amém.

Como citar este discursoJohn Taylor, “Por Que Nos Coligamos—Diferença Entre os Santos dos Últimos Dias e o Mundo—Organização da Igreja em Épocas Passadas—Condição do Mundo Antes da Restauração do Evangelho—Os Reformadores e a Obra Que Realizaram—Todos os Homens Desfrutam de uma Porção do Espírito de Deus—Os Judeus—O Evangelho Deve Ser Pregado—Organização de Novas Estacas—Provisão para as Famílias dos Missionários—Construir Lares e Embelezá-los—O Destino de Sião”, (1884-08-17). Pulpit Vault, 1884-08-taylor-why-we-gather. Tradução desta edição, por método de glossário, contentdm.lib.byu.edu.Pulpit Vault, edição de 23 de setembro de 2026 (commit 4bdc6ac627).