Manifestações a Serem Esperadas—Algumas Já Recebidas—Muitas Coisas Conhecidas que Ainda Não Podem Ser Reveladas—A Obra Exigida dos Santos—Outros e Mais Esplêndidos Templos a Serem Construídos—Pessoas Necessárias para Trabalhar nos Templos—O Tipo de Homens Necessários para Missões—Abnegação Exigida—Bênçãos Reservadas para os Fiéis
John Taylor
Desde que nos reunimos neste lugar, tivemos um período muito interessante. Tem sido nosso desejo que todos os que pudessem ser devidamente recomendados por seus bispos tivessem oportunidade de visitar o Templo, sejam residentes desta estaca, e das estacas deste distrito do Templo, ou residentes de outras estacas, porque sentimos que é devido àqueles que contribuíram tão liberalmente para a construção do Templo neste lugar que tenham uma oportunidade plena e justa de vê-lo. Para tal propósito já tivemos dois cultos de dedicação, e pretendemos ter mais um no Templo, começando às dez e meia de amanhã de manhã, para o qual se podem obter ingressos com o Presidente Geo. Q. Cannon, ao fim desta reunião. ¶
Vivemos num dia e numa época muito importantes do mundo, num tempo grávido de acontecimentos maiores do que qualquer outro período de que tenhamos conhecimento, ou qualquer outra dispensação que tenha existido sobre a terra. Chama-se "a dispensação da plenitude dos tempos," quando Deus "tornará a congregar em Cristo todas as coisas, tanto as que estão nos céus como as que estão na terra;" pois os céus, os Deuses nos mundos eternos, o Santo Sacerdócio que existiu sobre a terra, os vivos que vivem sobre a face da terra, e os mortos que partiram desta vida, todos estão interessados na obra em que estamos empenhados. Consequentemente, é da maior importância que tudo o que façamos, que cada ordenança que administremos, que cada princípio em que cremos, esteja estritamente de acordo com a mente e a palavra, a vontade e a lei de Deus. ¶
Ouvi algumas observações no Templo relativas a estas questões, e também aqui, e se tem pensado, como alguns têm expressado, que devemos esperar algumas manifestações peculiares. A questão é: o que queremos ver? Algum poder peculiar, algumas manifestações notáveis? Todas estas coisas são muito próprias em seu lugar; todas estas coisas temos o direito de esperar; mas devemos esperar apenas as manifestações que sejam requeridas por nossas circunstâncias, e as que Deus julgar conveniente conceder. Certas manifestações já ocorreram. Quando nosso Pai Celestial apareceu a Joseph Smith, o Profeta, apontou para o Salvador que estava com Ele (e que, se diz, é o resplendor da glória do Pai e a expressa imagem de Sua pessoa) e disse: "Este é Meu Filho Amado. Ouve-O!" De modo que houve uma evidência manifestada, por meio de Seu servo, ao mundo, de que Deus vivia, de que o Redentor, que fora crucificado e morto para expiar os pecados do mundo, também vivia, e de que havia uma mensagem que devia ser comunicada à família humana, e de que o Filho era o personagem por meio de quem deveria ser comunicada. Sendo assim virada aquela chave, dada a autoridade pela mais alta fonte nos céus, em relação aos propósitos de Deus sobre a terra, o Santo Sacerdócio começou a ser desenvolvido. Por quê? Porque não havia Sacerdócio na terra; não havia ninguém autorizado a operar e oficiar em nome do Senhor; portanto, João Batista veio como o representante do Sacerdócio Aarônico, tendo detido as chaves dele em seus dias; e colocou suas mãos sobre as cabeças de Joseph Smith e Oliver Cowdery, e disse: "A vós, meus conservos, em nome do Messias, eu confiro o Sacerdócio de Aarão, que possui as chaves do ministério de anjos e do evangelho do arrependimento e do batismo por imersão para remissão de pecados; e ele nunca mais será tirado da Terra, até que os filhos de Levi tornem a fazer, em retidão, uma oferta ao Senhor." Tendo João Batista assim vindo e conferido o Sacerdócio Aarônico, que, como o Sacerdócio de Melquisedeque, é um sacerdócio eterno — já tendo sido conferido, não é agora necessário que João Batista retorne para a realização daquele propósito. Ele dera seu testemunho, virara a chave, introduzira o poder e a autoridade para administrar naquele sacerdócio, de modo que aqueles sobre quem foi conferido puderam desempenhar os vários deveres a ele associados. ¶
Então Pedro, Tiago e João apareceram e conferiram a Joseph Smith e a Oliver Cowdery o Sacerdócio de Melquisedeque, que, como todos sabeis, difere daquele de Aarão. O Sacerdócio de Melquisedeque, segundo as Escrituras, é segundo a ordem do Filho de Deus, e segundo o poder de uma vida infindável. Coloca os homens em comunicação com Deus, nosso Pai Celestial, por meio do qual, através de sua influência, ordenanças, poderes e bênçãos, podem aproximar-se da presença de Deus, o Pai Eterno, e chegar, como disse um antigo, "à assembleia geral e igreja dos primogênitos, que estão inscritos nos céus, e a Deus, o juiz de todos, e aos espíritos dos justos aperfeiçoados; e a Jesus, o Mediador do novo testamento, e ao sangue da aspersão, que fala melhores coisas do que o de Abel." É esse sacerdócio, por meio do Evangelho, que traz a vida e a imortalidade à luz, que coloca o homem numa posição em que pode obter, por meio da fidelidade e da adesão às leis de Deus, todas as ricas bênçãos associadas aos mundos eternos, das quais nos é permitido participar enquanto habitamos aqui na terra, ou, no futuro, nos céus. Não é necessário que Pedro, Tiago e João voltem a fazer aquilo que já está feito. O Sacerdócio foi restaurado, com o qual está ligada toda bênção que jamais se associou a qualquer povo sobre a face da terra; e se hoje sabemos tão pouco a respeito das coisas de Deus, e dos princípios associados à eternidade, aos céus e aos anjos, é porque não aproveitamos nossos privilégios como poderíamos, nem vivemos de acordo com aqueles princípios que Deus nos revelou, e porque ainda não estamos preparados para maior progresso. ¶
Jesus, em Seus dias, disse a Seus discípulos: "Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vô-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize. * * * * Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar. Virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também." Que quis Ele dizer? Exatamente o que disse, com precisão. Se Ele partisse, enviaria a eles outro Consolador, o Espírito da verdade, que haveria de permanecer com eles para sempre, e ensinar-lhes todas as coisas, e trazer-lhes à memória tudo o que dissesse respeito ao passado; o Consolador também os haveria de guiar a toda a verdade, e mostrar-lhes as coisas que hão de vir. ¶
Este mesmo Consolador foi dado, em ligação com o Evangelho nestes dias, para nosso esclarecimento, para nossa instrução, para nossa orientação, para que possamos ter conhecimento das coisas que já passaram, dos tratos de Deus com a família humana, dos princípios de verdade que se desenvolveram nas diferentes eras, da posição do mundo e sua relação com Deus naquelas diferentes eras, de sua posição em anos que já passaram, e de seu estado atual. É dado também para nosso esclarecimento, para que possamos ser capacitados a conduzir todas as coisas segundo a mente e a vontade de Deus, e de acordo com Suas leis eternas e aqueles princípios que existem nos céus, e que foram providos por Deus para a salvação e exaltação de um mundo caído; também para a manifestação de princípios que foram e hão de ser desenvolvidos no interesse do homem, não somente relativos a este mundo, mas também ao que há de vir; por meio do qual o Senhor há de dar a conhecer Seus planos e desígnios a Seu Sacerdócio e a Seu povo, no tempo devido por Ele determinado. ¶
Depois que estas coisas foram introduzidas, o povo em Kirtland, Ohio, por mandamento de Deus, por meio de Joseph Smith, o Profeta, há uns 49 anos (sem sermos precisos quanto às datas), começou a construir uma casa ao Senhor, na qual certas ordenanças preliminares foram introduzidas, e aquela casa foi construída sob circunstâncias muito difíceis para os Santos, mas a concluíram. A maioria dos Santos então dedicou todo o tempo que pôde a esse propósito; não foi com pequenas contribuições, mas tiveram de exercer suas energias e meios integrais para sua realização. Quando a concluíram, foi dedicada ao Senhor, Deus aceitou seu sacrifício, e Jesus apareceu naquele Templo, cuja aparição encontrareis descrita no Livro de Doutrina e Convênios (Seção 110). Antes disto, já lhes haviam sido apresentados o Sacerdócio Aarônico e o de Melquisedeque, e Morôni, e outros personagens haviam aparecido a Joseph Smith. Quando este Templo foi erguido para ordenanças preparatórias — pois não era como os templos que hoje temos, nem como o Templo que houve em Nauvoo — o Senhor apareceu, e então Moisés apareceu. Já tinham as chaves do Sacerdócio Aarônico, e do de Melquisedeque; e assim como Moisés detivera as chaves e a autoridade da reunião dos filhos de Israel, da terra do Egito, numa dispensação anterior, assim agora foi enviado para conferir estas mesmas chaves a Joseph Smith e Oliver Cowdery. Diz-se que, depois de encerrada esta visão — isto é, a visão do Salvador manifestada a Joseph e Oliver no Templo de Kirtland — que: ¶
"Depois de encerrar-se esta visão, os céus tornaram-se a abrir e Moisés apareceu diante de nós e conferiu-nos as chaves para coligar Israel das quatro partes da Terra e trazer as dez tribos da terra do norte." ¶
Aqui, pois, foram conferidas as chaves associadas à coligação. Por que estais aqui hoje? E o que vos trouxe aqui? Porque as chaves da coligação de Israel dos quatro cantos da terra foram conferidas a Joseph Smith, e ele conferiu essas chaves a outros para que a coligação de Israel seja realizada, e, no devido tempo, a mesma coisa será realizada com as tribos na terra do norte. É por esta razão, e por meio do desdobramento deste princípio, e por esses meios, que sois trazidos juntos como estais hoje. Já mencionei uma circunstância anteriormente, e a mencionarei de novo aqui, já que há tantos presentes, para mostrar-vos como estas coisas operam. Aquilo a que me refiro é isto: pouco depois de sermos expulsos do Missouri, os Doze foram enviados à Inglaterra. Não havia então lugar algum para onde os Santos pudessem se reunir; o Profeta, portanto, disse aos Doze: "Quando forem à Inglaterra, até que tenham mais informações, não digam nada a respeito da reunião." Consequentemente, não dissemos; mas não pudemos manter o espírito dela afastado do povo. Por quê? Porque tínhamos o Evangelho, e o Evangelho traz a vida e a imortalidade à luz, e aqueles que recebem o Evangelho recebem o Espírito Santo, e um conhecimento das coisas associadas ao Evangelho. E assim me recordo de uma irmã que veio a mim em Liverpool, Inglaterra, onde eu levantara uma igreja, e disse: "Irmão Taylor, tive um sonho ou visão muito notável, não sei qual dos dois, e foi algo assim: pensei que os Santos estavam reunidos no Pier Head [aquele é o lugar de onde então costumavam partir os navios], e havia um navio prestes a zarpar. O povo dizia que estava indo para Sião, e cantavam o que chamavam de cânticos de Sião, e se regozijavam grandemente; o senhor estava entre eles, e também estava indo. Ora, quero saber se o senhor pode me dizer o que isso significa." "Sim," disse eu, "sei o que significa, e lhe direi quando chegar o momento" — exatamente como tenho de dizer hoje que há muitas coisas que sei, das quais só posso falar quando chegar o momento. ¶
Pouco depois, Joseph Smith mandou dizer que os Santos deveriam se reunir em Nauvoo; que ali tinham um lugar de reunião, e que os Santos deveriam ser dirigidos àquela terra. Fui então dizer àquela irmã a interpretação de seu sonho ou visão. Menciono isto para mostrar que não podeis impedir estas manifestações: elas estão associadas ao Evangelho. Se homens e mulheres recebem o Espírito de Deus e o dom do Espírito Santo, ele lhes revela essas coisas. Disse um antigo que, por sua influência, "os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão, os vossos jovens verão visões, e os vossos velhos sonharão sonhos;" e embora Joseph nos tivesse dito para não dizer nada a respeito da reunião, ainda assim não pôde impedir que o Senhor a revelasse ao povo. Ele a revelou, sim, e muitos, tal como a irmã referida, dela tiveram conhecimento. ¶
Este é o princípio que vos trouxe aqui. Se aquela chave não tivesse sido virada; se Moisés não tivesse vindo introduzi-la, não estaríeis aqui, e Joseph Smith nada saberia a respeito disso, nem ninguém mais até que Deus o revelasse à Sua própria e determinada maneira. ¶
Mas, como disse antes, o Pai disse: "Este é Meu Filho Amado. Ouve-O!" Ele governa o Sacerdócio nos céus e na terra. Ele administra os assuntos associados à redenção da família humana. "Ouve-O!" E quando Se preparou para enviar estes mensageiros, assim como enviamos mensageiros para realizar certos propósitos — quando viu que o tempo havia chegado, disse: "Vai, Moisés, e cuida deste assunto. Construíram um Templo; daqui em diante começarão a reunir os Santos, e é necessário que tenham as instruções e informações apropriadas relacionadas a estes assuntos." E Moisés veio. ¶
Ora, isso foi uma coisa. Depois lemos que: ¶
"Depois disto, Elias apareceu e conferiu-nos a dispensação do evangelho de Abraão, dizendo que em nós e em nossa semente todas as gerações depois de nós seriam abençoadas." ¶
Essa foi a promessa feita a Abraão há uns 3.500 anos. Não foi uma promessa feita a Abraão sozinho, mas por meio dele a outros. Ele e sua semente haveriam de ser o instrumento, o meio pelo qual a humanidade seria abençoada; haveriam de ser os instrumentos especiais nas mãos de Deus para a realização destes propósitos. Assim, o Sacerdócio começou a se organizar — o Bispado e tudo o que pertence ao Sacerdócio Aarônico, incluindo sacerdotes, mestres e diáconos; e, associado ao Sacerdócio de Melquisedeque, a Primeira Presidência, os Doze, o Sumo Conselho, os Sumos Sacerdotes, os Setenta e os Élderes, e todos ocupando seu próprio lugar particular; e assim, naquele pequeno Templo, como agora o chamaríamos, que foi erguido em Kirtland, tinham a mesma organização do Sacerdócio, e os mesmos arranjos das plataformas para assentar o Sacerdócio, como temos aqui. Por quê? Porque o Sacerdócio fora introduzido segundo a ordem de Aarão, e segundo a ordem de Melquisedeque, que é segundo a ordem do Filho de Deus, e segundo o poder de uma vida infindável, e que oficia e opera no tempo e na eternidade, e pelo qual Sacerdócio, e por meio de cuja autoridade, os mundos foram formados pelo poder de Deus. As coisas tal como existiam nos céus começaram novamente a ser introduzidas sobre a terra. Portanto, para que Seus servos pudessem ser devidamente instruídos e compreender corretamente os grandes princípios que Ele desejava revelar à família humana, Ele enviou aqueles vários mensageiros portadores daquelas várias chaves, para que pudessem abrir as portas e colocar Seus servos em comunicação com o Sacerdócio celestial nos mundos eternos. ¶
Quereis algo mais do que isto, ó Santos dos Últimos Dias? Esta era a posição em que se encontravam, e a posição em que hoje nos encontramos. ¶
Então nos é dito que outro personagem apareceu, tal como declarado: ¶
"Depois de encerrar-se esta visão, outra grande e gloriosa visão irrompeu diante de nós; pois Elias, o profeta, que fora levado ao céu sem experimentar a morte, apareceu diante de nós e disse: ¶
"Eis que é chegado plenamente o tempo proferido pela boca de Malaquias — testificando que ele [Elias, o profeta] seria enviado antes que viesse o grande e terrível dia do Senhor — ¶
"Para voltar o coração dos pais para os filhos e os filhos para os pais, a fim de que a Terra toda não seja ferida com uma maldição — ¶
"Portanto, as chaves desta dispensação são confiadas às vossas mãos; e assim sabereis que o grande e terrível dia do Senhor está perto, sim, às portas." ¶
O que significa isto? O que significa este Templo que construístes aqui neste monte? Por que o construístes? Por que expressastes tal ansiedade na construção daquele Templo? Por que vieram tais multidões de nossos irmãos e irmãs, de lugares distantes, para a dedicação deste Templo? Por que é isso? É porque foram viradas aquelas chaves das quais acabo de ler em vossos ouvidos. ¶
"Eis que é chegado plenamente o tempo * * * para voltar o coração dos pais para os filhos, e o coração dos filhos para os pais, a fim de que a Terra toda não seja ferida com uma maldição — ¶
"Portanto, as chaves desta dispensação são confiadas às vossas mãos; e assim sabereis que o grande e terrível dia do Senhor está perto, sim, às portas." ¶
Que significa isto? Significa que houve um plano grandioso e abrangente, projetado pelo Todo-Poderoso, em Sua economia, relacionado com a salvação da família humana, que são Seus filhos; pois Ele é o Deus e o Pai dos espíritos de toda carne. Significa que Ele está interessado em seu bem-estar, em sua prosperidade, em sua felicidade, e em tudo o que diz respeito a sua exaltação no tempo e por todas as eternidades que hão de vir. Estando assim interessado, e sendo tão pouco do Evangelho revelado nas diferentes eras, e havendo prevalecido tanto o poder das trevas e da iniquidade entre os homens, era necessário que se fizesse algo pelos mortos assim como pelos vivos. Deus está interessado nos mortos assim como nos vivos. Adão, que é o Ancião de Dias e o pai da família humana; Sete, Enos, Enoque, Maalalel, Matusalém, Noé, e todos os principais homens de Deus, assim como Abraão, Isaque, Jacó, Moisés, os profetas, Jesus e Seus apóstolos, juntamente com os profetas e apóstolos que viveram neste continente, e que estiveram, em várias épocas ou ciclos, como representantes das nações, e como milhares desses povos que já partiram, tendo detido e agora detendo o Sacerdócio; todos estes antigos pais sentem-se interessados nesta grande obra, e seus corações estão voltados para os filhos, interessados em seu bem-estar, felicidade e exaltação; e seus filhos, que agora receberam o Evangelho, têm seus corações, por meio deste instrumento, e das chaves e princípios que foram introduzidos por Elias, voltados para os pais, por meio da inspiração desse mesmo Evangelho, que, como se fala nas Escrituras, é um Evangelho eterno, sendo associado ao convênio eterno, princípio que, onde quer que tenha existido, trouxe a vida e a imortalidade à luz. ¶
Quando Jesus veio, veio para fazer uma obra, em muitos particulares, semelhante àquela em que estamos empenhados, e quando terminou Sua obra aqui, se apresentou como o Salvador do mundo, e da família humana. Veio pregar o Evangelho aos pobres, abrir as portas da prisão àqueles que estavam presos, libertar, e proclamar o ano aceitável do Senhor, etc. Esta foi uma obra relacionada com o povo que viveu no tempo do dilúvio, e foi destruído e mantido em prisão até que o Senhor julgasse conveniente estender-lhes manifestações de Sua misericórdia. Portanto, como lemos: "Porque também Cristo padeceu uma vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus; mortificado na verdade, na carne, porém vivificado pelo Espírito: no qual também foi, e pregou aos espíritos em prisão; os quais antigamente foram rebeldes, quando a longanimidade de Deus esperava nos dias de Noé." Tendo Ele concluído Sua obra sobre a terra pelos vivos, foi realizar uma obra pelos mortos; como somos informados, "foi, e pregou aos espíritos em prisão; que outrora tinham sido desobedientes, nos dias de Noé." ¶
Cabe a nós realizar uma obra por aqueles que partiram, que não obedeceram ou não tiveram o Evangelho em sua vida terrena. Estamos aqui para realizar uma obra ligada à redenção dos mortos. Quando o Templo foi ordenado a ser construído em Nauvoo, depois de ter sido construído o Templo em Kirtland, e depois de tantas chaves terem sido viradas, e depois de tantas manifestações, visões e ministrações terem ocorrido, ainda assim se disse então que não havia lugar algum sobre a terra em que se pudesse realizar a ordenança do batismo pelos mortos, e Joseph foi mandado construir uma casa para tal propósito. Mas quem sabia algo sobre estas coisas até que Deus as revelasse? Ninguém. Os homens falam e se gabam de sua inteligência e de seu conhecimento — ora, não há homem algum vivendo sobre a terra, fora desta Igreja, que tenha algum conhecimento a respeito das coisas às quais me referi, e ninguém nesta Igreja tampouco, senão na medida em que Deus o revelou. Todos nós somos devedores às revelações de Deus, por meio do Santo Sacerdócio, por estas coisas. Joseph Smith, antes de sua morte, estava muito preocupado com a conclusão do Templo em Nauvoo, e com a administração das ordenanças ali. Em sua ansiedade, e por temor de que não vivesse para ver o Templo concluído, preparou um lugar sobre o que se conhecia como a loja de tijolos — que muitos de vós que viveram em Nauvoo se recordarão — onde, a um pequeno número de escolhidos, administrou aquelas ordenanças que hoje temos, associadas às investiduras, de modo que, se algo lhe acontecesse — o que evidentemente contemplava — sentiria que havia então cumprido sua missão, que havia conferido a outros todas as chaves que lhe foram dadas pelas manifestações do poder de Deus. ¶
No início, estas coisas lhe foram apenas parcialmente reveladas, e à medida que se desenvolviam parcialmente, chamou os Doze então vivos — muitos de vós, pessoas de cabelos brancos, se recordarão — para começar a ser batizados pelos mortos, e foram batizados no rio Mississippi. Imediatamente depois destes batismos, o Profeta teve uma revelação que desenvolveu mais claramente a ordem relativa a tais batismos. Segundo aquela revelação, parecia que, não obstante todas as visões, revelações, chaves, etc., que até então haviam sido dadas, não havia lugar algum, nem mesmo no Templo de Kirtland, em que aquelas coisas pudessem ser realizadas, e, portanto, uma pia, tal como a que temos neste Templo, foi construída no templo de Nauvoo, e foi ali, sob circunstâncias adequadas, e sob a devida administração, e segundo os princípios que ele estabelecera, que aquelas ordenanças foram então administradas, e são administradas hoje. ¶
Chego agora a outro assunto que abre um campo vasto e expansivo, tão amplo quanto o mundo em que vivemos, e tão expansivo quanto o universo, e que afeta todos os habitantes da terra, vivos ou mortos. Por que há tal sentimento, como já disse, a respeito de vosso Templo e de outros templos? É porque essas chaves foram viradas, e recebestes, como a mulher de quem falei, um conhecimento da dispensação da reunião. Despendestes grande quantidade de meios, realizastes grande quantidade de trabalho, e construístes uma casa que vos honra, e que Deus há de sancionar e aprovar, e que já sanciona e aprova. Fizestes-a muito bonita, agradável e bela. Devemos construir templos ao Senhor, pois somos Sua descendência, e Ele é nosso Pai, e Ele nos revelou estas coisas, e implantou esses princípios em nossos peitos. Estão desenvolvidos dentro de nós, e este Templo é prova disso, assim como somos prova viva da dispensação da reunião. Recebemos o dom do Espírito Santo, e um conhecimento, na medida em que progredimos, das coisas de Deus. Fostes batizados, tivestes mãos impostas sobre vós para o recebimento do Espírito Santo, e vós, que viveis vossa religião, recebestes este Espírito Santo, e quero, como evidência diante de Deus e deste povo — quero ver quantos de vós podem testificar disso. Todos os que podem, levantem a mão direita. [Uma verdadeira floresta de mãos se levantou.] Sabemos, pelo poder do Espírito Santo, e pela obediência à Sua lei, na medida em que a temos obedecido, que Deus vive. Mas, então, temos sido criaturas pobres, fracas e falíveis, cercadas de enfermidades. No entanto, Deus nos conferiu grandes, inestimáveis e eternos tesouros, até mesmo o dom das vidas eternas, e sobre muitos de nós são conferidas estas promessas de tronos, principados, poderes e domínio nos mundos eternos. Deus nos conferiu esses ricos e preciosos tesouros, mas os temos em vasos de barro. Temos de lutar contra a carne e o sangue, contra os poderes das trevas, o Adversário, que rege os corações dos filhos da desobediência, e os leva cativos à sua vontade, e contra o poder da maldade em lugares altos. Nem todos aprendemos a obedecer àqueles princípios que Deus revelou. Nem todos aprendemos a dizer em nossos corações: "Seja feita a Tua vontade, assim na terra como no céu." Nem todos aprendemos a submeter nossa vontade à lei e à palavra de Deus, mas Deus está introduzindo templos, ordenanças e bênçãos, e luz, revelações e inteligência, para nos elevar, para nos exaltar, para que sejamos uma cidade posta sobre um monte que não pode ser ocultada; para que progridamos de inteligência a inteligência, de conhecimento a conhecimento, até vermos como somos vistos, e conhecermos como somos conhecidos. ¶
Vivemos, como disse, num dia e numa época importantes do mundo. Fomos reunidos a esta terra porque Deus assim o decretou. Ele nos reservou para os últimos dias, para que possamos realizar aquela obra que Ele decretou desde antes da fundação do mundo. Se alguma bênção foi desfrutada pelos homens em dispensações anteriores do mundo, também vos será dada a vós, ó Santos dos Últimos Dias, se viverdes vossa religião e fordes obedientes às leis de Deus. Nada há oculto que não haja de ser revelado, diz o Senhor. Ele está preparado para desdobrar todas as coisas; tudo o que diz respeito aos céus e à terra, tudo o que diz respeito aos povos que existiram, que agora existem ou que hão de existir, para que sejamos instruídos e ensinados em todo princípio de inteligência associado ao mundo em que vivemos, ou aos Deuses nos mundos eternos. ¶
Tendo dito tanto sobre alguns destes assuntos, permiti-me agora falar um pouco sobre outras coisas. ¶
Concluímos nosso Templo. Para que serve? Não um edifício para olhar; não uma casa para nos gabarmos; pois, antes de terminarmos, teremos construído alguns templos tão superiores que não sentireis vontade de vos gabardes deste Templo. O Templo que o povo construiu em Kirtland era apenas um pequeno edifício comparado a este, e eram um povo muito pequeno e pobre que o construiu, mas foi construído de acordo com os mandamentos de Deus. Em Nauvoo, também, o povo era muito pobre. Acabara de ser expulso da terra do Missouri, e ainda assim lhes foi ordenado por Deus que o construíssem. O que se obteve nestes templos? No Templo de Kirtland, Jesus apareceu, e Moisés, Elias e Elias, o profeta, apareceram também, e todas essas coisas que vos li e das quais vos falei ocorreram naquela ocasião. Comunicação foi aberta entre os céus e a terra, entre o Sacerdócio nos céus e o Sacerdócio na terra, e as chaves daquele Sacerdócio foram conferidas a Joseph e a outros na terra. Coube àqueles neste mundo manter abertas essas comunicações, zelar para que o caminho estivesse livre, e para que não houvesse barreira interposta entre a terra e os céus, e conduzir e progredir em outros princípios ainda a serem desenvolvidos; operando nós, de nossa parte aqui, em favor deles, e em favor de seus filhos, que são nossos pais; enquanto eles, em sua posição exaltada, operam por eles e por nós nos céus; formando assim um elo de ligação entre o Sacerdócio na terra e o Sacerdócio nos céus. ¶
Concluímos agora este Templo, e algumas pessoas perguntam, para que serve? Para muitas coisas: para que nossos selamentos e ordenanças possam ser realizados de maneira aceitável diante de Deus e dos santos anjos; para que tudo o que for ligado na terra, segundo as leis do Sacerdócio eterno, seja ligado nos céus; para que haja um elo de ligação entre os vivos e os mortos, entre aqueles que viveram, todos aqueles antigos pais dos quais falei, que estão interessados no bem-estar de sua posteridade; para que haja um sacerdócio real, um povo santo, um povo puro sobre a terra, para oficiar e operar nos interesses dos vivos e dos mortos; não olhando tanto para si mesmos, mas para Deus, para a obra de Deus, e para a realização das coisas que Deus designou fossem levadas a cabo na "dispensação da plenitude dos tempos," quando todas as coisas hão de ser unidas em uma só, e que estejam preparados para operar com o Sacerdócio nos céus na redenção dos habitantes deste mundo, desde os dias de Adão até o tempo presente. Destina-se também a introduzir os ramos superiores da educação — literária, científica, linguística, filosófica e teológica; pois somos instruídos a obter conhecimento de leis, línguas, governos, justiça, equidade, regra, autoridade, domínio, e todos aqueles grandes princípios cosmopolitas exibidos nas leis da natureza e entre os povos, pela sabedoria, presciência, poder e inteligência do "Deus da natureza." Para que assim possamos estar familiarizados com as coisas terrenas e celestiais, de acordo com as leis eternas que existiram nos céus e na terra desde o princípio; e para que todos aqueles grandes e eternos princípios pelos quais os mundos são governados possam ser por nós compreendidos. ¶
Esta é uma grande obra. Bem se poderia ter dito a Joseph Smith: "Estás lançando o alicerce de uma grande obra" — tão vasta que muito poucos podem sequer começar a compreendê-la. Lemos às vezes sobre o milênio. Mas o que sabemos a respeito dele? É um tempo em que esta obra estará em andamento, e templos, aos milhares, serão erguidos para a realização dos objetivos designados, nos quais se receberão comunicações dos céus a respeito de nossos labores, como devemos realizá-los, e por quem. Esta é a obra que sobre nós recai. Temos de edificar aqui uma Sião a Deus. Quem é Sião? Os puros de coração, e os puros de vida. E que se lembre que não é todo aquele que diz: "Senhor, Senhor," que há de entrar no Reino dos céus, mas sim aquele que faz a vontade do Pai que está nos céus. Devemos ser fiéis a nosso chamado, pois há uma grande obra para todos nós realizarmos. Alguns homens que foram ordenados ao Sacerdócio têm observado que nada têm a fazer. Já ouvi algumas observações tolas dessa natureza. Encontrarão muito o que fazer antes de terminarem. Não precisam se preocupar quanto a isso. Haverá muito para eles fazerem, se apenas estiverem preparados para fazê-lo. Há uma grande obra a realizar em pregar o Evangelho às nações da terra. Então, à medida que construirmos nossos templos, precisaremos de um grande número de pessoas para neles administrar, e vi algumas pessoas bastante satisfeitas com essa ideia. Alguns élderes, setentas e sumos sacerdotes têm dito — "Que posso fazer? Estou envelhecendo e encanecendo. Ainda assim gostaria de fazer algo." Precisaremos de um número considerável para administrar nos templos, à medida que os formos construindo. Sou informado de que há mais de quarenta pessoas empregadas no Templo em St. George, aproximadamente o mesmo número, presumo, será necessário no Templo aqui, e depois quarenta no de Manti, quarenta ou mais no de Salt Lake, e depois quarenta em cada um dos outros que iremos construir. Assim, encontraremos lugares para alguns de vós depois de algum tempo. Não precisais estar preocupados com não ter nada a fazer. Encontraremos bastante para os setentas fazerem. Não penseis que há setentas demais. As nações da terra ainda precisam ser pregadas. A obra não está toda concluída. Mal começou. Estamos apenas nos preparando para o labor, e assim podeis vos preparar, vós, setentas, vós, sumos sacerdotes, e vós, élderes, para missões às nações da terra. [Aqui o Presidente Taylor perguntou ao Bispo Preston como estavam progredindo com as fazendas missionárias, e foi respondido que estavam progredindo satisfatoriamente.] Não queremos que os idosos e enfermos vão ao mundo. Para aquele labor exige-se homens fortes e capazes, homens capazes de enfrentar o mundo, a carne e o diabo, como se costuma dizer. Queremos homens cheios de vigor, vida e vitalidade. Queremos homens que se apeguem a Deus, e busquem mais de Seu Espírito, para que possam ir às nações da terra proclamar as boas novas de salvação a um mundo caído. É para isso que estamos reunidos, para que sejamos instruídos nas leis da vida, e então vamos ensinar essas leis a outros. Nossos élderes saem para pregar o Evangelho sem bolsa nem alforje, e quando retornam, ajudamo-los a voltar. Mas devemos zelar, enquanto estão ausentes, para que suas famílias sejam cuidadas, e tudo lhes seja feito agradável e confortável. Esta é uma pequena coisa a que alguns de vós podeis vos dedicar. Podeis ajudar nas fazendas missionárias, e desta maneira ajudar a cuidar das famílias daqueles que estão ausentes em missões. Este é um princípio que desejamos ver estendido por toda a terra de Sião. Como sereis pagos por isto? Recebereis exatamente o mesmo pagamento que eu costumava receber quando eu ia pregar; tereis exatamente a mesma fonte a que recorrer, só que tereis um pouco mais de tempo, penso eu, do que alguns de nós tivemos. Costumávamos ir sem bolsa nem alforje. Íamos confiando em Deus. Estamos agora numa posição diferente, talvez, e podemos colocar alguns dólares na sacola para nos ajudar; mas vos direi que, quando eu estava ausente, prefiro confiar no Deus vivo do que em qualquer outro poder na terra, pois aprendi que podia ir a Deus e Ele sempre me aliviava. Sempre supria minhas necessidades. Sempre tive bastante para comer, beber e vestir, e podia viajar de barco a vapor ou de trem, ou onde quer que julgasse conveniente: Deus sempre abriu meu caminho, e assim há de fazer com o de todo homem que Nele confiar. Preferiria ter Deus por amigo do que todas as outras influências e poderes de fora; pois em Deus vivemos, em Deus nos movemos, e de Deus provém nosso ser e nossa existência. ¶
Então, e quanto ao pagamento daqueles homens que serão empregados nos templos? Há três ou quatro homens que terão de ser sustentados, e outros terão de cuidar de si mesmos, encontrar seu próprio pão e jantar, e considerar um privilégio trabalhar para Deus, pelos interesses de Seu Reino, e agir como salvadores no Monte Sião. Suponhamos que quarenta sejam necessários para trabalhar neste Templo. Muitos de vós estais bastante bem de vida. Engordastes, e alguns de vós quase reclamastes (risos). Alguns de vós tendes mais meios do que sabeis o que fazer com eles, e é um incômodo para vós. Teremos de fixar o número de homens e mulheres — pois as irmãs também serão necessárias, assim como os irmãos — que serão necessários. Estes poderão ir, deixando suas fazendas e seus negócios, ou o que quer que tenham em mãos, e entrar no Templo do Senhor, numa missão de seis meses, ou doze meses, ou dois ou três anos, conforme o caso, o mesmo que outros que saem para o mundo. Se eu hoje não estivesse ocupado como estou, diria: "Não terias a bondade de me dar, a mim e a uma de minhas esposas, ou mais, conforme o caso, a oportunidade de oficiar no Templo?" e sentiria que seria uma honra ter o privilégio de trabalhar na casa de Deus. Quererieis pagamento por isso? Não, eu traria meu próprio pão e jantar, e não duvido que há muitos de vós que gostariam de fazer o mesmo. Creio que poderíamos escolher os quarenta necessários bem aqui nesta casa hoje, sem dificuldade alguma. Todos vós que sois a favor de levar adiante esta ideia, levantai a mão direita. (Todas as mãos se levantaram.) Eu sabia que havia mais de quarenta bem aqui (risos). Quanto aos três ou quatro cujo tempo integral será dedicado a este labor, estes terão de ser sustentados. Desta maneira nos tornaremos salvadores no Monte Sião. Está escrito nas Escrituras que "levantar-se-ão salvadores no monte Sião * * e o reino será do Senhor." Ora, um homem não é salvador, nem tampouco uma mulher, a menos que salvem alguém. Bem, queremos homens e mulheres que estejam prontos a oficiar neste lugar. E quando ali chegardes, cercados pela influência celestial da casa de Deus, o dom do Espírito Santo repousará sobre vós, o que trará alegria e consolo a vossos corações. Quando tiverdes ali trabalhado por algum tempo, desejareis trabalhar ali novamente. Levareis esta influência celestial entre vossos amigos e por toda a vossa vizinhança, e isto desejamos estender por toda a terra de Sião. Teremos, presumo, organizações regulares de Templo. Algo desta natureza poderá ser organizado entre os sumos sacerdotes que cuidarão dos distritos do Templo. Desta maneira encontraremos algo para os sumos sacerdotes fazerem. Alguns deles têm receado muito que não haveria nada para fazerem. ¶
E assim prosseguiremos, e Deus nos ajudará na obra em que estamos empenhados. Ele ainda nos fará os mais ricos de todos os povos. Derramará riqueza em nosso colo, na medida em que guardarmos Seus mandamentos. E que mais se diz? "Os filhos dos estrangeiros edificarão os teus muros, e os seus reis te servirão." Os homens vos chamarão os ministros de nosso Deus. E queremos ministrar por Deus no tempo e por todas as eternidades que hão de vir. Começamos, e tentaremos, com a ajuda de Deus e a luz de Seu Santo Espírito, e as revelações que Ele nos der de tempos em tempos — tentaremos operar e cooperar com o Sacerdócio nos mundos eternos, seja nesta terra ou nos céus. Operaremos até que a obra que Deus designou, relativa a esta terra, seja realizada, e os vivos e os mortos sejam salvos na medida em que forem capazes de sê-lo, segundo as leis eternas que existem nos céus, e segundo os decretos do Todo-Poderoso. Não pensais que temos algo a fazer? Recordo-me de quando fui chamado pela primeira vez ao apostolado, há uns 46 anos. Olhei o chamado diretamente, e disse: "Bem, esta é uma obra para a vida: esta é uma operação que há de durar uma vida inteira." Tenho tido outras ideias desde então, a saber, que, quando terminar neste mundo, espero oficiar no outro. Portanto, é uma operação eterna, e essa é a diferença entre o que eu então pensava e o que agora penso. Deus nos revelou grandes e gloriosas verdades, e Ele está preparado para revelar mais, se apenas nos colocarmos sob Sua orientação e Sua direção. Busquemos seguir o princípio que Jesus ensinou — fazer a vontade de nosso Pai que está nos céus, que disse: "Não busco a minha própria vontade, mas a vontade do Pai que me enviou." Estamos aqui tanto quanto Ele esteve aqui, e sob a mesma obrigação que Ele esteve de fazer a vontade de nosso Pai Celestial. Devemos submeter-nos à lei de Deus, à palavra de Deus, e à vontade de Deus. Digo continuamente: "Ó Deus, guia-me no caminho certo: ó Deus, preserva-me de todo erro; ó Deus, sou uma pobre, fraca, débil e falível criatura humana, cercada de enfermidades. Preciso de Tua ajuda o dia todo. Ó Deus, ajuda-me." Este é meu sentimento, e o sentimento de meus irmãos da Primeira Presidência, e dos Doze e outros. Sentimos que precisamos da ajuda do Todo-Poderoso. Tentaremos ser humildes, e ser fiéis e verdadeiros a nossos convênios. E se dermos ouvidos ao conselho, e obedecermos às leis de Deus, e fizermos as coisas que Ele exige de nossas mãos, Ele nos ajudará e nos abençoará, e abençoará Sião e preservará Israel, e ai daqueles que lutarem contra Sião, pois Deus lutará contra eles. Mas Ele nos preservará se formos fiéis e verdadeiros à nossa integridade. Seremos abençoados no tempo, seremos trazidos mais perto dos céus. A luz da revelação irromperá sobre nossas cabeças, e as glórias dos mundos eternos serão manifestadas. Regozijar-nos-emos juntos na plenitude das bênçãos do Evangelho de paz, e, com o tempo, seremos coroados de glória, honra, imortalidade e vida eterna no reino celestial de nosso Deus. ¶
Deus vos abençoe e vos conduza pelas veredas da vida, em nome de Jesus. Amém. ¶