Pulpit

Necessity of Faith—The Holy Ghost—Importance of the Sacrament—Warfare Between God and the Power of Evil—A True Latter-Day Saint Cannot Be Converted—Knowledge of the Truth Can Only Be Received From God—None Will Suffer As Christ Suffered—God Overrules All Things for the Good of His People—The Organization of the Church of God is Perfect—Proper Training of the Children of the Saints

Francis M. Lyman

1884-02-24

Enquanto tento falar-vos, meus irmãos e irmãs, nesta tarde, desejo ter parte em vossa fé e orações, para que eu possa dizer o que o Senhor quisesse que eu dissesse, a fim de que sejamos edificados, fortalecidos e encorajados a prosseguir no cumprimento de nossos deveres como Santos do Deus vivo. E, como falo durante a passagem do sacramento, não gostaria de desviar vossas mentes desta sagrada ordenança, pois percebo as bênçãos que havemos de receber ao dela participarmos. Devemos lembrar que não é agradável aos olhos do Senhor participarmos desta ordenança, ou sacramento, de maneira displicente, mas que devemos vir aqui com o propósito de renovar nossos convênios e de nos comprometermos, mais uma vez, a lembrar-nos do Salvador, a tomarmos sobre nós o Seu nome, e a guardarmos os Seus mandamentos -- isto é, a guardar todos os que nos foram revelados, a vivermos vidas de pureza, e a sermos devotados e obedientes aos princípios que Ele revelou para a salvação do homem.

Diz-se, e com razão, que sem fé é impossível agradar a Deus. Poder-se-ia dizer, com igual verdade, que sem obediência é impossível agradar a Deus; que sem virtude, sem veracidade, é impossível agradar a Deus. Não nos é possível realizar os trabalhos que se exigem de nós como Santos dos Últimos Dias -- pregar o Evangelho entre as nações, reunir o povo, construir templos, e realizar nesses templos os trabalhos necessários para a salvação dos vivos e dos mortos -- a menos que sejamos ajudados pelo Espírito Santo, o Consolador. Não é possível aos homens que estão à frente desta Igreja dirigir, ou dar conselhos a respeito da edificação do Reino de Deus, a respeito da localização de novos povoados, a respeito da organização de ramos, alas e estacas, e da abertura de missões, a menos que desfrutem do Espírito Santo. Não é possível a nós, como Apóstolos, como Presidentes de estaca, como Bispos de ala, como Presidentes de quórum, como Presidentes de associação, presidir com dignidade e de maneira agradável a Deus, a menos que desfrutemos do Espírito Santo. Não é possível a nós, como pais, presidir em nossas famílias, dar-lhes bons exemplos, pôr e manter nossas casas em ordem -- como é necessário que sejam mantidas, para que tenhamos a salvação -- a menos que desfrutemos do Espírito Santo. Não é possível a nós, como indivíduos, sermos Santos, a menos que desfrutemos do Espírito Santo. Ele foi conferido a cada um de nós quando fomos batizados, quando abraçamos pela primeira vez o Evangelho, e o Senhor nos deu amplas instruções sobre como devemos viver, sobre os trabalhos que devemos realizar, e sobre as vidas que devemos levar, a fim de que possamos desfrutar do Espírito Santo. Entre outras coisas, o sacramento foi instituído pelo Salvador, quando Ele esteve aqui em pessoa. Ele o instituiu novamente quando visitou este continente e estabeleceu Sua Igreja entre os nefitas. Ele o instituiu novamente na Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, e parece ser muito importante que a esta sagrada ordenança do Evangelho se atenda com frequência, para que, ao dela participarmos, testemunhemos ao Senhor que estamos dispostos a tomar sobre nós o Seu nome, que não O esquecemos, que guardamos os Seus mandamentos, e que ainda estamos dispostos a guardá-los, e a andar de acordo com o Seu conselho. Por isso, é importante que todos os Santos, não apenas os oficiais presidentes, mas todos os Santos que tomaram sobre si o nome de Jesus Cristo e entraram em convênio com Deus, se reúnam com frequência e participem do sacramento e renovem seus convênios, a fim de que possam ter o Espírito do Senhor. Não é agradável aos olhos do Senhor que participemos do sacramento se houver ressentimentos em nossos corações, se houver ciúme, se houver inimizade ou contenda, se não estivermos em comunhão uns com os outros, se não estivermos em comunhão com a Igreja, se não estivermos guardando os mandamentos do Senhor, se não estivermos vivendo em paz, se não estivermos obedientes aos conselhos do céu; digo que não é agradável aos olhos do Senhor participar do sacramento sob tais circunstâncias. Esta é uma ordenança da qual se deve participar corretamente, com compreensão, com reflexão, e com fé de que receberemos uma porção aumentada do Espírito Santo. Se não estivéssemos em um mundo de pecado; se não estivéssemos em um mundo de provação e tentação; se o mal não existisse no mundo tanto quanto o bem; se não houvesse influências más; se o espírito e o poder das trevas estivessem acorrentados, e não houvesse nesta vida senão o bem; se não houvesse inspiração má, nem insinuações más -- se nenhuma dessas coisas existisse, então talvez pudéssemos conseguir atravessar este mundo sem cometer pecado. Mas descobrimos que, assim como o bem está no mundo, também está o mal. Assim como há luz no mundo, também há trevas. Estamos sujeitos às influências do mal -- aos poderes das trevas. Estamos sujeitos à tentação. Deus nos deu nosso arbítrio; e verifica-se necessário que tenhamos instruções muito particulares, uma organização muito completa e cuidado perfeito lançado ao nosso redor, como Santos de Deus, sob tais circunstâncias, a fim de que possamos obter a salvação. Não basta que sejamos batizados para a remissão dos pecados. Precisamos de organização. Precisamos do Sacerdócio. Precisamos de autoridade. Precisamos de poder. Precisamos da bênção e ajuda de Deus desde o princípio. Quando os Élderes saem para o mundo, e batizam para a remissão dos pecados, não deixam o povo ali. Ensinam-lhes a necessidade de outras ordenanças, a necessidade de se reunirem, o princípio do dízimo, a palavra de sabedoria, a necessidade da oração; todas essas doutrinas lhes são apresentadas. Então lhes é dada uma organização, não em perfeição, mas em forma primitiva. Têm ramos, e autoridades presidentes, Élderes, Sacerdotes, Mestres, Diáconos, etc., para ensiná-los e cuidar deles enquanto estão no mundo, e, quando se reúnem a Sião, têm uma organização mais completa, de estacas, alas, quóruns, associações e semelhantes; de modo que cada homem e cada mulher tem um lugar e uma posição. Atuam como auxiliares, exortadores, incentivadores, e todos esses são necessários para a salvação do povo; pois descobrimos que, à medida que nos apegamos ao Evangelho de Cristo, os males do mundo vêm sobre nós, e vêm com maior força e poder para nos vencer e destruir.

Há uma guerra na terra entre Deus e o poder do mal. O Senhor estabeleceu esta Igreja. O próprio Pai, em pessoa, acompanhado de Seu Filho Jesus Cristo, veio e lançou o alicerce desta obra. Eles a iniciaram. Eles a estabeleceram. Eles a têm sustentado e apoiado. Ela não tem sido sustentada e apoiada pelo poder do homem. Aqueles que permaneceram fiéis até este dia -- sejam muitos ou poucos -- entre os Santos dos Últimos Dias, permaneceram pela bênção e pelo poder de Deus. Nenhum daqueles que viviam nos dias de Nauvoo, ou nos dias de Kirtland, ou que se filiaram à Igreja durante a vida do Presidente Young, e perseveraram fielmente até o presente, pode atribuir a si mesmo o mérito de ter assim perseverado por sua própria força. Deus o sustentou. O Senhor lhe deu um testemunho, e estabeleceu em seu coração um conhecimento da verdade. E a razão pela qual esta Igreja é muito mais estável e sólida -- não pode ser derrubada, não pode ser invadida por aqueles de fora -- é que em cada coração individual está estabelecido um conhecimento que vem pelo dom de Deus -- o Espírito Santo. O mundo religioso, na medida em que se empenhou em converter os Santos dos Últimos Dias -- em reformá-los e desviá-los de sua fé -- fracassou. Não sabem a razão de seu fracasso. Não conseguem compreender por que os Santos dos Últimos Dias não se convertem facilmente. Não se pode converter um Santo dos Últimos Dias. Não se pode transformar um Santo dos Últimos Dias em metodista, presbiteriano, ou católico romano, nem fazê-lo filiar-se a qualquer outra denominação sobre a face da terra. Não há sabedoria nem poder suficientes no mundo para desviar um único Santo dos Últimos Dias da verdade; pois todo homem, mulher e criança que é Santo dos Últimos Dias tem estabelecido em seu coração um conhecimento da verdade. Têm um testemunho da verdade vindo de Deus. O pai não tem esse testemunho pelo filho, nem a mãe pela filha, nem o sacerdote pelo povo; mas cada membro individual da Igreja tem, por si mesmo, um conhecimento da verdade. Um homem honesto não pode desviar-se daquilo que sabe ser verdadeiro. Um homem honesto, virtuoso, bom, está disposto a dar a vida pela verdade. De fato, há homens devotados ao erro que se dispõem a dar a vida (e assim o fizeram, em muitos casos) por ele. Quanto mais, então, estarão dispostos os homens a dar a vida por aquilo que sabem ser a verdade -- pelo Evangelho de Cristo. Temos nós um conhecimento dos princípios da verdade? Sim. Dependem os Apóstolos do Presidente Taylor, que esteve tão intimamente associado ao Profeta Joseph durante sua vida e no momento de sua morte, para um testemunho da verdade? Não. Há algum homem dependente do Presidente Taylor para um conhecimento da verdade? Não. Não há um só membro da Igreja dependente de qualquer homem para um conhecimento da verdade desta obra. Os primeiros membros da Igreja jamais dependeram de Joseph Smith para seu testemunho a respeito dessas coisas. Não estava no poder do Profeta dar esse conhecimento. O próprio Jesus -- se leio corretamente as Escrituras -- não tinha o poder de estabelecer, no coração de Seus próprios Apóstolos, um conhecimento da verdade, ou mesmo um conhecimento de Seu próprio caráter. Pois, quando Ele perguntou a Pedro e aos discípulos quem dizia o mundo que Ele era, responderam-Lhe que alguns diziam que Ele era Elias, outros que Ele era João Batista ressuscitado dos mortos, etc. "Disse-lhes ele: E vós, quem dizeis vós que eu sou?" Pedro respondeu e disse: "Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo." Ao que o Salvador lhe informou que carne e sangue não lho haviam revelado, mas Seu Pai, que está nos céus. Ora, se havia, naquele tempo, um homem que pudesse possivelmente obter, de qualquer outra forma, um conhecimento de quem era Jesus, e da verdade da obra que Ele estabelecera, esse homem era Pedro. Homens como o Presidente Taylor, e os primeiros Apóstolos da Igreja, teriam obtido, se fosse possível, esse conhecimento do Profeta Joseph. Mas nenhum desses homens obteve seu conhecimento a respeito dessas coisas dessa maneira. E podeis perguntar aos Santos, às dezenas de milhares, na terra de Sião hoje, como aprenderam que Joseph Smith era um Profeta de Deus -- embora muitos deles nunca o tenham visto, e, contudo, muitos outros o conheceram pessoalmente -- e eles vos dirão que seu conhecimento do caráter, da missão e do poder dele lhes foi dado pelo Senhor. Temos esse conhecimento estabelecido em nossos corações, e não podemos negá-lo. Não podemos fechar os olhos a ele. Quando sabemos o que é a verdade, não podemos deixar de dizê-la; e há pessoas no mundo hoje que nos olham, talvez, sem nenhuma indulgência, e nos consideram um povo muito perverso, que, se tivessem o mesmo testemunho que temos, seriam tão valentes na defesa da verdade quanto nós somos. Há muitas pessoas assim no mundo hoje -- boas, honestas. São metodistas? Presumo que sim. São presbiterianos e católicos, e pessoas pertencentes a muitas outras denominações? Sim; e há homens honestos, talvez, que não professam Cristo de forma alguma -- que se dizem incrédulos e fecham os olhos à missão de Cristo -- que, se tivessem o conhecimento que temos, seriam tão valentes quanto nós somos hoje. Não poderiam evitá-lo; pois esse testemunho os tornaria valentes, e seriam tão difíceis de desviar da verdade quanto os Santos dos Últimos Dias. O mundo descobriu que os Santos dos Últimos Dias não podem ser desviados de seu propósito, não podem ser convertidos, e, tendo fracassado em alcançar seu objetivo dessa forma, muitos defendem que sejam tomadas medidas severas contra nós. Alguns chegam ao ponto de pensar que devêssemos ser exterminados; outros, que devêssemos ser colocados sob incapacidades políticas, ou impedidos de alguma forma, a fim de que nossa fé religiosa possa ser tolhida. Alcançarão seu objetivo por esses meios? Não. Tal tratamento não conseguiu nada com o Filho de Deus, nem com Seus Apóstolos, e não conseguiu nada com Daniel, nem com seus irmãos, que foram lançados na fornalha ardente. Não mudou seus sentimentos e sua fé, e não mudará os nossos. Não podemos negar a verdade. Poderemos ter aflições nesta vida; muitos de nós poderão ver tristeza nesta vida; mas nenhum de nós verá o que o Salvador viu a esse respeito. Nenhum de nós sofrerá como Ele sofreu, embora Sua missão tenha sido breve. Nossa missão pode ser longa, e nosso sofrimento pode possivelmente, em alguns casos, ser contínuo; mas não seremos chamados a sofrer tanto quanto Ele sofreu. Contudo, podemos esperar perseguição. Mas o Senhor há de dominar todas as coisas para o nosso bem. Ele sustentará este Reino, e há de edificá-lo, apesar de todos os outros reinos da terra; pois é Seu direito fazê-lo. A terra é do Senhor, e a sua plenitude, e os povos, as nações e os reinos que estão sobre a terra pertencem todos ao Senhor. Somos Seus filhos, e Ele tem o direito de controlar e ditar em todos os assuntos dos homens. Ele tem o direito de dominar a conduta dos homens para servir a Seus propósitos; de dominar as guerras entre as nações da terra. Ele tem o direito de derrubar nações, de mudar a forma de governo, de causar revoluções, e, em todas as coisas, de fazer o que Lhe parecer bom. Ele tem o direito de fazer tudo isso -- assim como separou as colônias da nação-mãe, e estabeleceu a liberdade religiosa, tornando assim possível que Seu Reino fosse estabelecido nesta terra.

Ora, ao percebermos o mundo oposto a nós -- sentindo, sem dúvida, em muitos casos, que estão prestando serviço a Deus ao voltar tudo contra o que consideram um povo muito perverso -- qual é a coisa apropriada que os Santos devem fazer para sua proteção? Este é um assunto importante. Quando cercado de inimigos, um homem sábio tomaria a precaução de proteger-se da destruição. Que faremos, então, para não sermos pisados, despedaçados e dispersos ou destruídos; para que possamos permanecer nesta terra; para que não sejamos removidos, como fomos do Missouri, de Illinois, e de Ohio? Que faremos para não sermos levados ao cativeiro, mas possamos permanecer um povo livre? -- isto é, livre para fazer a vontade de Deus, e edificar Seu Reino sobre a terra, a missão que somos chamados a cumprir. O assunto mais importante que conheço não é preparar nossas armas, não é preparar-nos para a guerra, mas preparar-nos para a paz; guardar os mandamentos do Senhor; cumprir com fidelidade a Deus toda obrigação que Lhe devemos; guardar sagradamente Suas leis, e sermos encontrados no cumprimento de nosso dever; pregar o Evangelho; reunir os pobres; construir templos; estabelecer indústrias domésticas; tornar-nos um povo autossuficiente; prover nossas necessidades; proporcionar emprego para que ninguém passe necessidade; cuidar dos pobres; tratar dos enfermos; cuidar dos que precisam de conforto; buscar fazer a vontade de Deus em todas as coisas; abster-nos da intemperança, da profanidade, das corrupções de todo nome e natureza; procurar não ser como o mundo, mas ser de fato os Santos de Deus; esforçar-nos por sermos unidos; ouvir o conselho; procurar viver de tal modo que o Espírito do Senhor inspire nossos corações e nos prepare para as responsabilidades que estão sobre nós, sejam quais forem nossas posições -- missionários locais, missionários estrangeiros, homens que presidem na Igreja, nas Estacas, nos Quóruns, nas Associações, nas instituições de ensino, cada um e todos ocupando seu devido lugar, fazendo a vontade de Deus. Pois não temos batalhas a travar, se formos os Santos de nosso Deus. Ele travará nossas batalhas, se batalhas houver que travar. Os ímpios matarão os ímpios, e os justos ficarão livres. O Senhor tem sido muito bom conosco, dando-nos esta terra, e permitindo-nos manter a paz nela, até o presente. É uma terra admiravelmente adaptada às necessidades deste reino em crescimento. As reservas de água não são muito grandes, e, à medida que nos multiplicamos, as fontes de água quase todas foram utilizadas. Contudo, as fontes de água aumentaram em muitas partes do país, e onde poucas famílias, há alguns anos, podiam ser acomodadas em um curso d'água -- digamos meia dúzia de famílias, ou algo assim -- hoje temos cinquenta a cem famílias nesse mesmo curso d'água, com um suprimento constante e abundante de água. E o Senhor mudou as estações. As frutas são mais resistentes, e algumas que não são tão resistentes estão prosperando e crescendo bem em nossa terra. A bênção do Senhor tem estado sobre a terra, e a paz tem reinado nela, e continuará a reinar se apenas fizermos a vontade do Senhor. Ele há de dominar e controlar todas essas forças que possam ser trazidas contra nós de fora, se apenas ouvirmos a voz do conselho aqui em casa. Essa voz do conselho está ao alcance de toda família em toda vizinhança. Ele deu a este povo o Sacerdócio. Ele o colocou sobre quase todo homem em Sião. Quase todo homem traz uma porção do Sagrado Sacerdócio, Aarônico ou Melquisedeque. Somos quase uma nação de Sacerdotes -- de Sumo Sacerdotes, Setentas, Élderes -- homens que portam o Sacerdócio e a autoridade de Deus. Temos, cada um de nós, o direito de nos aproximarmos do trono da graça, de ouvir do Pai, de receber conselho, de receber inspiração a respeito dos deveres que nos cabem, para que não nos desviemos. Todo homem que é chamado a presidir como Bispo em uma ala tem direito ao Espírito Santo para guiá-lo em seus trabalhos; assim como todo homem que preside uma família, ou um quórum, ou que é colocado em posição de liderar e instruir o povo. Essa é a razão pela qual o Senhor nos deu tal exército de ministros; pois todo homem que detém o Sacerdócio é um ministro de justiça, e espera-se que administre em seu chamado no meio do povo no mundo, onde quer que esteja, dentro ou fora do país. Temos milhares de tais homens. Nossos povoados estão repletos deles. São os homens que constroem as casas e as decoram, e fazem os negócios que se fazem em Sião entre nosso povo. São ministros de justiça; e se o povo guardar os mandamentos de Deus, Sua mão se estenderá em seu favor, para salvá-los e protegê-los do mal.

Ora, quando afirmo que os Santos dos Últimos Dias não podem ser convertidos ou desviados da verdade, não quero dizer que não haja nenhum que se afaste do Evangelho. Há muitos que perdem sua fé, muitos que caem em pecado, muitos que apostatam. Mas são eles Santos de Deus? Não. Vivem os que apostatam a vida dos Santos? Não. Se fossem Santos, desfrutando do Espírito do Senhor, seria impossível apostatarem. Um homem não pode negar a verdade que o Espírito de Deus abrasa em seu peito; mas, ao transgredirem as leis de Deus, por negligência e pecado, os homens perdem seu testemunho e são acolhidos pelos "josefitas", ou por alguma outra classe de pessoas, e talvez sejam "melhorados". Confio que sim. Mas, quando se trata de converter um Santo dos Últimos Dias, um homem que guarda os mandamentos de Deus, e vive de acordo com os princípios do Evangelho, tal como estabelecidos pelo Profeta Joseph Smith, isso não pode ser feito. Poderão trabalhar aqui como missionários de agora até o juízo final, jamais conseguirão levar um único Santo dos Últimos Dias a se filiar a qualquer de suas denominações religiosas. Esforços estrênuos estão sendo feitos para capturar nossas crianças, como se não houvesse crianças suficientes no mundo a exigir sua atenção. Poderiam nos deixar cuidar de nossas próprias crianças. Mas pensam que têm melhor chance de converter crianças do que adultos. Se a verdade não estivesse arraigada em nossos corações, estaríamos sujeitos à conversão. Mas, na medida em que guardamos os mandamentos do Senhor, e desfrutamos do Espírito Santo, não podemos ser desviados.

Não temos temores a respeito da obra do Senhor; porque nos é tão claro quanto o sol ao meio-dia que o Reino de Deus há de perdurar e não será dado a outro povo. Se os Santos forem fiéis, a Igreja e o Reino de Deus estarão seguros; Deus será honrado, e Seus propósitos realizados na terra; e um povo puro há de crescer aqui, tal como o Senhor Se deleitará em vir habitar entre eles.

A organização da Igreja de Deus é perfeita. Encontramos, à frente de cada Quórum de Diáconos, três designados para presidir; o mesmo com os Mestres, Sacerdotes e Élderes; os Setentas têm sete homens para presidir cada Quórum; e todos esses vários Quóruns devem realizar reuniões e aulas, para que sejam instruídos em seus vários deveres, a fim de que os homens estejam preparados para pregar o Evangelho nas nações da terra. Temos, ainda, organizações dos jovens -- as Associações de Melhoramento Mútuo -- destinadas a abranger todos os jovens de Sião. Mas descobrimos, em nossas visitas pelo país, que há queixas de que nem todos os jovens estão inscritos. Muitos não foram levados a perceber a importância de se filiarem a essas associações. Pois bem, se ficasse inteiramente a cargo das crianças, quantas delas iriam à escola aos oito, dez ou doze anos de idade? Não muitas. Mas há uma influência apropriada exercida sobre as crianças por seus pais. Escolas e professores são providenciados, e então as crianças são enviadas à escola. Depois de algum tempo, à medida que as crianças crescem, começam a perceber a importância do conhecimento, e então não é preciso muito esforço por parte dos pais para levar as crianças a frequentar a escola. Da mesma forma, aqueles que se identificaram com essas associações começam a perceber a importância de sua vinculação a elas. Mas aqueles que estão de fora precisam ser instruídos a respeito da importância dessas coisas, e uma influência deve ser exercida sobre eles nessa direção. Devem ser tomados desde cedo na vida. Muitos deles foram deixados sozinhos até que fosse tarde demais, ou mais tarde do que deveria ter sido. Aos doze ou catorze anos de idade devem ser introduzidos no sacerdócio menor, e assim aprender algo sobre a autoridade do Senhor. Devem ser educados nos princípios do Evangelho, e ter a fé estabelecida em seus corações. Isso deve ser feito por pessoas experientes. Mas eles têm sido mais ou menos negligenciados, até que temos hoje centenas com vinte anos de idade que não portam sacerdócio algum. Quando chegam a essa idade, tornam-se mais ou menos fixos em seus hábitos; desejam ser livres; não se importam em ser tolhidos pela religião ou por qualquer coisa desse tipo. Ora, meus irmãos e irmãs, pais em Sião, Bispos, homens líderes nas Alas e Estacas, cuidai para que os jovens recebam instrução adequada; cuidai para que não sejam negligenciados como aqueles de quem tenho falado foram negligenciados no passado. Que pais e mães estejam zelosos a respeito de seus filhos e filhas. Que aqueles que ainda são jovens sejam trazidos às Associações de Melhoramento Mútuo e às aulas, para que tenham a vantagem de uma formação religiosa na Igreja. Não há nada na terra de maior valor para vossos filhos do que um conhecimento da verdade. Não conheço nenhum dom que pudesse ser dado a meus filhos, entre os homens, que compensasse por serem privados do conhecimento de que Deus estabeleceu Sua Igreja e Reino sobre a terra; de que Joseph Smith foi um Profeta de Deus; de que Jesus Cristo é o Filho de Deus; e de que Deus vive. Privá-los desse conhecimento -- nada poderia compensar essa perda. Então, se assim consideramos essas coisas; se estamos tão firmemente estabelecidos na verdade e a valorizamos tanto, cuidemos para que nossos filhos não sejam negligenciados. Aos oito anos de idade devem ser batizados para a remissão de seus pecados, e tornar-se membros da Igreja. E, à medida que crescem, cuidai para que sejam levados às escolas, associações e aulas. Cuidai, também, para que sejam ensinados em casa a respeito da oração, do culto familiar, etc. Que não sejam negligenciados; pois, se forem negligenciados e se desviarem, vossos corações ficarão estéreis e tristes. Podeis ser vós mesmos muito firmes e sólidos; mas, na perda de um filho ou filha, por negligência, vossos corações ficarão entristecidos. Os católicos são muito cuidadosos a respeito de seus filhos, e eu os respeito por isso. São muito cuidadosos em educar seus filhos na fé católica. Não que eu quisesse que meus filhos se tornassem católicos; mas gostaria que o mesmo cuidado que demonstram nesse assunto fosse demonstrado no cuidado dos filhos dos Santos dos Últimos Dias. A primeira infância é o tempo em que devem ser formados. Então impressões indeléveis podem ser gravadas em suas mentes. Quão difícil é, quando os homens crescem no mundo com ideias que prevalecem no mundo a respeito de Deus, do Salvador, da religião, etc. -- quão difícil é trazê-los à Igreja, e erradicar essas ideias de suas mentes. Já ouvi irmãos idosos, que foram criados como metodistas, dizerem que era quase impossível para eles livrarem-se do metodismo. Uma das primeiras revelações dadas à Igreja encarrega todos os pais que têm filhos em Sião de lhes ensinar fé em Deus, fé em Jesus Cristo, e que, ao chegarem à idade de oito anos, devem ser batizados para a remissão de seus pecados. Esta é uma lei que está diante de nós desde 1831, muitos anos antes de eu nascer. Ora, pergunto- me se esta lei não tem sido negligenciada pelos Santos dos Últimos Dias -- geralmente esquecida ou ignorada. Não temos sido negligentes a esse respeito? Que cada pai e cada mãe examinem seus próprios corações sobre este assunto, e, se têm sido negligentes, que se corrijam e cuidem para serem mais cuidadosos no futuro do que têm sido no passado. De fato, permiti-me exortar-vos, meus irmãos e irmãs, vós que estais à frente de famílias, Alas e quóruns, a serdes, na verdade, educadores do povo, ensinando-os não apenas em teoria, mas na prática, em vossas vidas; andando de tal forma que sejais a luz de um sol, e não de uma lua; e que grande melhoria se encontre em toda parte.

E que Deus nos sustente, inspire nossos corações e nos ajude a cumprir com fidelidade todo dever; que o testemunho que Deus nos deu cresça e aumente em nossos corações, é minha oração em nome de Jesus. Amém.

Como citar este discursoFrancis M. Lyman, “Necessity of Faith—The Holy Ghost—Importance of the Sacrament—Warfare Between God and the Power of Evil—A True Latter-Day Saint Cannot Be Converted—Knowledge of the Truth Can Only Be Received From God—None Will Suffer As Christ Suffered—God Overrules All Things for the Good of His People—The Organization of the Church of God is Perfect—Proper Training of the Children of the Saints”, (1884-02-24). Pulpit Vault, 1884-02-lyman-necessity-of-faith. Tradução desta edição, por método de glossário, contentdm.lib.byu.edu.Pulpit Vault, edição de 23 de setembro de 2026 (commit 4bdc6ac627).