Pulpit

A Verdade É Sempre a Mesma—Deveres dos Santos—Autoridades Presentes—Onde os Princípios do Evangelho Se Originaram—Caráter de Abraão—Como Ele Foi Provado—Sua Descendência—Deveres do Sacerdócio—Provações dos Santos—Caridade Exigida—Como os Transgressores Devem Ser Tratados—Exortação à Retidão

John Taylor

1883-06-24

O Élder George Reynolds, a pedido do Presidente Taylor, leu o "Sermão do Monte" de Cristo, após o que,

O Presidente Taylor falou como segue: Foi lido, à sua audiência, um longo discurso. Não sei se poderíamos ouvir algo melhor do que as instruções dadas pelo Salvador; e naquele discurso há uma grande quantidade de inteligência, sabedoria, pensamento, reflexão, princípio e doutrina apresentados às nossas mentes. Está cheio de pensamento, cheio de inteligência, e nos apresenta princípios que ligam a terra ao céu, o homem a Deus, e com os quais estão entrelaçados todos os nossos melhores interesses no tempo e por toda a eternidade. É bom, portanto, refletir sobre essas coisas — sobre as doutrinas, ensinamentos e instruções dados por nosso Salvador e pelos homens antigos de Deus, que estavam sob a inspiração do Todo-Poderoso, e que falaram conforme foram movidos pelo Espírito Santo. Pois, se os princípios que foram enunciados por nosso Salvador em Seus dias eram corretos, são tão verdadeiros e corretos hoje quanto eram então, e são tão aplicáveis a nós quanto eram ao povo a quem Ele Se dirigiu; pois são princípios gerais, e alguns deles se referem a coisas pessoais, associadas ao nosso dia a dia, e ao espírito e sentimento que deveríamos, como Santos do Deus Altíssimo, possuir. De fato, duvido muito que pudéssemos encontrar, no mesmo espaço, uma exposição tão abrangente de ideias ou princípios enunciados por qualquer pessoa que já tenha falado, quanto a que se encontra neste sermão proferido por Jesus no Monte. Teríamos considerado um grande privilégio ter ouvido o Filho de Deus, e, no entanto, podemos ler Suas palavras hoje, e os princípios que Ele ensinou, como já disse, são tão verdadeiros e importantes agora quanto eram então.

Desejo falar um pouco, nesta manhã, sobre alguns dos deveres e responsabilidades que recaem sobre nós como Santos dos Últimos Dias, e sinto que — como frequentemente ouço os Élderes dizerem — gostaria de ter parte em sua fé e orações. Gosto de ter as orações, a fé e a confiança de homens e mulheres bons, e sinto, nesta manhã, que estou entre homens e mulheres bons que desejam fazer a vontade e guardar os mandamentos de Deus, nosso Pai celestial — isto é, este é o sentimento geral.

Direi que tive prazer em me reunir aqui e cumprimentar alguns de nossos Presidentes de Estaca e outros irmãos de longe. Aqui está o Irmão McAllister, de St. George, e alguns outros que o acompanharam daquela região. Viajaram por um deserto quente e arenoso, uma distância bastante longa, para se encontrarem conosco e com vocês. E, novamente, aqui está outro Presidente de Estaca — o Irmão Crosby — que veio por estas grandes montanhas desde Panguitch, e penso que alguns de seus familiares vieram com ele daquela Estaca. E também aqui está o Irmão Murdock, que percorreu 35 milhas conosco, e então vocês poderiam dobrar essa distância duas ou três vezes, pois ele estava em Milford para nos encontrar, e alguns de seus familiares também estão conosco. E tivemos também o Presidente da Estaca de Millard — o Irmão Hinckley — que esteve conosco por vários dias. Dá-me grande prazer estar reunido com estes meus irmãos do Sacerdócio, especialmente com os Presidentes de Estaca e seus Conselheiros, porque ocupam posições importantes na Igreja e no reino de Deus, e eu os saúdo e os abençoo em nome do Senhor. Há um espírito manifestado que mostra que os irmãos se interessam pelas coisas pertencentes ao reino de Deus, e essa, acima de todas as outras, é a coisa em que todos nós deveríamos estar interessados. [Presidente Cannon: Temos conosco também o Irmão Erastus Snow e o Irmão Jacob Gates.] Presidente Taylor: Ah, sim. Esperamos que eles estejam em toda parte, assim como nós. Nos dedicamos especialmente a Deus, como servos ativos em Sua vinha; nos dedicamos a fazer a vontade de Deus, e a ajudar a realizar Seus propósitos, e nos sentimos bastante felizes no trabalho. E eu teria tido muito prazer, e o Irmão Cannon também — e não sei se ele não quer que eu diga algo sobre ele estar aqui — (risos). [Irmão Cannon: Oh, não.] — teríamos tido prazer em permanecer nesta região mais alguns dias, mas não podemos fazê-lo; isto é, temos outros deveres que recaem sobre nós, e devemos estar na Cidade do Lago Salgado na próxima terça-feira. Em outros tempos, não poderíamos ter feito isso tão facilmente, mas descobrimos o caminho — pelo menos, há um caminho providenciado. O Senhor nos abençoou com muitas bênçãos. Ele nos fez assentar juntos em lugares celestiais em Cristo Jesus. Ele nos concedeu Seu Santo Espírito para iluminar nossas mentes, e para nos ensinar os princípios da retidão. Ele nos chamou para realizar uma grande obra. Quão grande, poderia eu lhes dizer? Não. Vocês compreenderiam se eu o fizesse? Não, não compreenderiam. Mas Ele nos chamou para realizar uma grande obra — uma obra em que Deus, nosso Pai celestial, se interessa, uma obra em que Jesus, o Mediador do novo convênio, se interessa, uma obra em que Adão se interessa, uma obra em que Sete, Matusalém, Enoque, Noé, Abraão, Isaque, Jacó, Moisés e os Profetas se interessam, uma obra em que os Apóstolos que oficiaram no continente da Ásia se interessam, uma obra em que os Apóstolos que oficiaram neste continente se interessam, assim como Léhi, Néfi, Morôni, e outros, que atuaram aqui na causa de Deus, e que buscaram cumprir Seus propósitos nesta terra. É uma obra em que todos os homens que já viveram sobre a face da terra se interessam. É uma obra em que os Deuses nos mundos eternos se interessam. É uma obra de que falaram todos os santos Profetas desde que o mundo existe. Chama-se "a dispensação da plenitude dos tempos", na qual Deus reunirá todas as coisas em uma, sejam coisas nos céus ou coisas na terra. É uma dispensação em que se interessam todos os santos Profetas que já viveram sobre a face da terra. Profetizaram sobre ela como a grande e magnífica consumação na realização dos propósitos de Deus; propósitos que Ele planejou antes que as estrelas da manhã cantassem juntas, ou os filhos de Deus gritassem de alegria, ou este próprio mundo rolasse à existência. É uma obra em que nós, nossos antepassados e nossa posteridade estamos especialmente interessados. E somos reunidos dentre as nações da terra a fim de que possamos ser ensinados por Deus, a fim de que possamos compreender a lei de Deus, e os princípios da vida e salvação; uma salvação que se estende não apenas a nós, mas a toda a humanidade. Somos reunidos aqui para que possamos ser colocados especialmente sob a tutela e a orientação do Senhor, para que possamos sentir e perceber aquilo que os antigos israelitas expressaram quando disseram: "O Senhor é o nosso juiz, o Senhor é o nosso legislador, o Senhor é o nosso rei" — e Ele reinará sobre nós, e seremos Seu povo; e nós, Seu Israel dos últimos dias, O reconheceremos em todas as coisas; pois somos um povo escolhido, um sacerdócio real, selecionado pelo Deus de Israel para a realização de Seus propósitos, para a organização e purificação de Sua Igreja, para o estabelecimento de Seu Reino, e para a edificação de Seu Sião sobre a terra. Devemos a Deus a revelação de todos aqueles princípios que hoje possuímos, quer se relacionem com a Igreja de Deus, com o Sião de Deus, ou com o reino de Deus; até onde qualquer princípio deles nos foi manifestado e desenvolvido, são verdadeira, positiva e inequivocamente o dom de Deus, nosso Pai celestial. Não se originaram conosco. Não se originaram com nenhum homem que viveu sobre a terra, pois nenhum homem os conhecia. Não se originaram com Joseph Smith, nem com Brigham Young, nem comigo, nem com os Apóstolos, nem com qualquer classe de homens nesta Igreja. São o dom de Deus a Seu povo, a Seus filhos que habitam sobre a terra. Ele ofereceu estes princípios livremente às nações da terra. Milhares e milhões de pessoas que os ouviram não os receberam nem os obedeceram; mas vocês o fizeram — isto é, falo de modo geral, não individualmente, pois alguns não os obedeceram. Muitos Santos dos Últimos Dias não compreendem sua posição. Não compreendem a relação que existe entre Deus e eles mesmos. Não compreendem a responsabilidade da posição que ocupam; alguns deles detêm o Santo Sacerdócio, e outros não estão no Santo Sacerdócio. Depois de tantos anos de ensino e instrução, e das muitas oportunidades que tivemos, ficamos muito aquém de compreender os princípios de vida, verdade e inteligência que Deus achou por bem nos manifestar, e o mundo não os compreende de forma alguma. E por que não podem? Porque Jesus disse muito positivamente, em Seus dias, que, a menos que um homem nascesse de novo, não poderia ver o reino de Deus, e, a menos que nascesse da água e do Espírito, não poderia entrar no reino de Deus, e eles não o compreendem. Não podemos fazer nada quanto a isso. Mas, se pudéssemos compreender nossas próprias posições e perceber as bênçãos que temos desfrutado, e agora desfrutamos, e a perspectiva que se abre diante de nós em consequência de Deus ter inclinado nossos corações a render obediência ao Evangelho do Filho de Deus, deveríamos clamar com nossas almas e com tudo o que há em nós, para abençoar Seu santo nome. Deveríamos agradecer a Deus de manhã até a noite, por termos o privilégio de sermos Santos dos Últimos Dias. Deveríamos agradecer-Lhe pela luz e inteligência que já recebemos, e deveríamos buscar uma comunhão mais próxima com Ele, para que pudéssemos compreender mais plenamente os deveres que recaem sobre nós, e sentir em nossos corações fazer a vontade de Deus na terra, assim como os anjos a fazem no céu. Deveríamos fazer isso se pudéssemos compreender nossa verdadeira posição, e alguns de nós a compreendem em parte. Vemos em parte, compreendemos em parte, profetizamos em parte, etc., mas, quando vier o que é perfeito, o que é em parte será extinto. O Senhor nos reuniu, e busca introduzir entre este povo os princípios de Sião, para que sejamos puros de coração, puros de espírito, puros em nossas ações, e para que todos nós sintamos vontade de dizer: "Ó Deus, sonda o meu coração e prova os meus rins; examina-me e prova-me, e, se houver em mim algum caminho de maldade, manda-o partir; mostra-mo, para que eu o possa vencer, para que eu obtenha a vitória, para que eu seja digno de ser Teu filho, para que eu seja digno de ter Tua bênção e Teu Espírito, e a inteligência que habita contigo a mim comunicada; para que eu ande segundo Tuas leis e cumpra os diversos deveres e responsabilidades que recaem sobre mim." Esse é o tipo de sentimento que deveríamos ter, se pudéssemos perceber e compreender nossa posição. Buscaríamos ao Senhor.

No discurso lido pelo Irmão Reynolds, nesta manhã, diz-se, entre outras coisas: "Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos." Li também a respeito de Abraão: ele era um homem de Deus, e nos diz, em sua história, que era um seguidor da retidão; que desejava obter mais retidão, e que, ao examinar a história de seus pais, descobriu que tinha direito ao Sacerdócio e buscou a ordenação, e recebeu essa ordenação. Foi ordenado por Melquisedeque, que era príncipe de Salém, e servo do Deus Altíssimo, e detinha o Sacerdócio chamado por seu nome. É o Sacerdócio segundo a ordem do Filho de Deus, um Sacerdócio que possui o poder de uma vida sem fim. Abraão recebeu conhecimento dessas coisas; e, quando obteve o Sacerdócio, o que fez? Fez ele, à maneira de alguns religiosos, "cantar-se rumo à bem-aventurança eterna"? Não, não fez. Que fez, então? Continuou buscando mais retidão. Jesus reconheceu esse princípio em Seu sermão — "Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos." Abraão buscou o Senhor diligentemente, e, por fim, foi-lhe dado um Urim e Tumim, pelo qual foi capacitado a obter conhecimento de muitas coisas das quais outros eram ignorantes. Penso que o significado do nome deste instrumento é Luz e Perfeição, em outros termos, comunicar luz perfeitamente, e inteligência perfeitamente, por meio de um princípio que Deus ordenou para esse fim. Parou Abraão ali? Não; não descansou até que pudesse comunicar-se com o próprio Deus. Jesus diz: "Bem-aventurados os puros de coração, porque eles verão a Deus." O Senhor apareceu a Abraão, e lhe disse muitas coisas. E, em proporção às bênçãos que lhe concedia, o Senhor exigia de Abraão estrita obediência à Sua lei, à Sua palavra e à Sua vontade, e o provou ao máximo. Deu-lhe um filho. Sara riu-se da ideia quando o Senhor lhe disse que teria um filho. Na sua idade — tinha noventa anos — de fato parecia um pouco estranho. O Senhor perguntou-lhe do que ela ria. Ela negou que tivesse rido, mas Ele disse: "Não digas isso, porque te riste." Havia certas bênçãos associadas a este filho. O Senhor também disse a Abraão que o abençoaria grandemente, e faria dele um grande homem sobre a terra. Por fim, nasceu este filho. Mas veio, depois de algum tempo, um tempo de prova da fé de Abraão. Em essência, o Senhor lhe disse: "Ora, Abraão, toma teu filho Isaque. Tu o recebeste de mim," do mesmo modo que todos nós fazemos, se pudéssemos compreendê-lo, mas não compreendemos — ele era um filho da promessa — muitas pessoas não são filhos da promessa, mas nem por isso deixam de ser filhos de Deus, pois Deus é o Deus e Pai dos espíritos de toda carne — "toma teu filho e oferece-o em sacrifício." "O quê!" disse Abraão. Não; não creio que Ele tenha dito isso; mas suporei o que Ele poderia ter dito: "Ora, Senhor, não me disseste que estabelecerias teu convênio com Isaque, como convênio eterno, e com sua semente depois dele, e que eu me tornaria uma nação grande e poderosa, e que todas as nações da terra seriam abençoadas em mim?" "Sim." "E agora me dizes para oferecer meu filho da promessa em sacrifício? Que farás quanto a isso?" "Tens de me obedecer, é só isso." Abraão não começou a questionar o Senhor se Ele poderia encontrar um precedente para tal coisa nas Escrituras, ou se algo assim já havia acontecido em algum outro lugar. Não; procedeu a cumprir o mandamento do Senhor. Imagino que posso ver Abraão passando por esta prova. Pergunto-me quais teriam sido seus sentimentos. Quais seriam os sentimentos de vocês se lhes fosse ordenado sacrificar seu filho da promessa? Pois bem, Abraão levou seu filho ao monte. Construíram um altar. E, por fim, Isaque disse a seu pai: "Eis aqui o fogo e a lenha, mas onde está o cordeiro para o holocausto?" O que teriam pensado se estivessem no lugar de Abraão? Contudo, Abraão era um homem justo e buscava a retidão, buscava a Deus, e Deus havia falado com ele, e o abençoara de maneira muito notável, e lhe dera um filho onde não havia, naturalmente, perspectiva alguma de sua esposa Sara ter um. Como se sentiriam vocês, pais aqui presentes, se tivessem sido colocados na mesma posição? Mas Abraão se fortaleceu e disse: "Meu filho, Deus proverá para si um cordeiro para o holocausto — tu mesmo és esse cordeiro!" Em seguida, amarrou Isaque, e o colocou sobre o altar. Ergueu a faca, e estava prestes a desferir o golpe fatal, quando o anjo do Senhor o chamou desde o céu, e disse: "Não estendas a tua mão sobre o moço, e não lhe faças nada; porquanto agora sei que temes a Deus, e não me negaste o teu filho, o teu único filho. E Abraão levantou os seus olhos, e olhou, e eis um carneiro detrás dele, travado pelos seus chifres num mato; e foi Abraão, e tomou o carneiro, e ofereceu-o em holocausto em lugar de seu filho." E o Senhor disse: "Porquanto fizeste essa ação, e não negaste o teu filho, o teu único: que deveras te abençoarei, e grandissimamente multiplicarei a tua semente como as estrelas dos céus, e como a areia que está na praia do mar; e em tua semente serão benditas todas as nações da terra."

Falo destas coisas para mostrar como os homens devem ser provados. Ouvi Joseph Smith dizer — e presumo que o Irmão Snow também o tenha ouvido — pregando aos Doze em Nauvoo, que o Senhor tomaria as cordas de seu coração e as retorceria, e que teriam de ser provados como Abraão foi provado. Pois bem, alguns dos Doze não suportaram. Vacilaram e caíram pelo caminho. Nem todos conseguiam suportar o que Abraão suportou. E Joseph disse que, se Deus soubesse de alguma outra maneira pela qual pudesse tocar os sentimentos de Abraão de forma mais aguda e mais penetrante, Ele o teria feito. Não foram apenas seus sentimentos paternos que foram tocados. Havia mais alguma coisa além disso. Ele tinha a promessa de que nele e em sua semente todas as nações da terra seriam abençoadas; que sua semente seria multiplicada como as estrelas dos céus e como a areia na praia do mar. Ele havia olhado através do panorama das eras futuras, e visto, pelo espírito de revelação, miríades de seu povo levantar-se, por meio dos quais Deus transmitiria inteligência, luz e salvação a um mundo. Mas, ao ser chamado a sacrificar seu filho, pareceu que todas as suas perspectivas quanto à posteridade se reduziriam a nada. Mas ele teve fé em Deus, e cumpriu o que dele foi exigido. Contudo, não podemos conceber nada que pudesse ser mais provador e mais angustiante do que a posição em que foi colocado.

Ora, embora já tenha dito bastante a respeito de Abraão, direi ainda uma palavra ou duas mais. Deus disse que em sua semente seriam abençoadas todas as nações da terra. Quem foi Isaque, e quem foi Jacó? Herdeiros com ele da mesma promessa. Quem foi Moisés? Um homem que foi levantado para conduzir os filhos de Israel para fora do Egito. Quem foi ele? Um descendente de Abraão. Quem foram os Profetas de quem recebemos a Bíblia? A semente de Abraão. Quem foram os profetas de quem recebemos este Livro de Mórmon? Eram a semente de Abraão. Quem foi Jesus, o Mediador do novo convênio? Da semente de Abraão. Quem foram os Apóstolos? Da semente de Abraão. Quem foi o povo que veio a este continente? A semente de Abraão. Quem foram os Apóstolos que foram levantados aqui? Eram a semente de Abraão. Quem foi Joseph Smith, o Profeta de Deus, levantado nestes últimos dias? Foi um descendente de José, o filho de Jacó, e o nome de seu pai era Joseph, como fora antigamente profetizado que assim seria, quando se referia à obra que ele deveria realizar. Quem é este povo? Muitos são da semente de Abraão. E o que Deus está fazendo conosco? Levantou-nos Ele para prejudicar a humanidade? Não. Para que foram designados os Doze Apóstolos? Para pregar o Evangelho a toda a humanidade. Para que servem estes 76 Quóruns de Setentas? Aqui está um de seus Presidentes. Para que servem esses quóruns, Irmão Gates? [Irmão Jacob Gates: Para pregar o Evangelho a todo o mundo.] Sim; para pregar o Evangelho às nações da terra — mensageiros de Jeová, para comunicar as boas novas de salvação a um mundo decaído, para declarar que os céus foram abertos, que Deus falou, que os princípios eternos da vida foram revelados, e que fomos comissionados a dar a conhecer, às nações da terra, as boas novas de salvação que Deus ordenou. E ainda, para que servem os Élderes? A mesma coisa. Vêm então outros princípios. Somos reunidos aqui para que possamos ser ensinados por Deus, para que possamos ser colocados sob Sua tutela, sob Sua orientação e sob Sua direção. Como está escrito: "E não ensinará mais alguém a seu próximo, nem alguém a seu irmão, dizendo: Conhecei ao Senhor: porque todos me conhecerão, desde o menor deles até o maior deles." Estamos aqui para aprender Seus caminhos e para andar em Suas veredas.

Estamos vivendo, como já disse, em "a dispensação da plenitude dos tempos", quando Deus reunirá todas as coisas em uma, sejam coisas na terra ou coisas nos céus, sejam relacionadas a Adão, ou Sete, ou Enos, ou Maalalel, ou Matusalém, ou Noé, ou Abraão, ou Isaque, ou Jacó, ou os Profetas, ou Jesus, ou o povo que viveu nas diferentes eras que possuiu o Evangelho do Filho de Deus; povo neste continente ou em qualquer outro continente. Todos estão interessados nesta obra. Todo o céu está empenhado em realizar a obra em que estamos empenhados hoje. Estão nos observando e vigiando nossos atos, e estão interessados nesta grande obra. E Deus dirá, hoje, como disse em tempos antigos: "Não toqueis os meus ungidos, e não maltrateis os meus profetas." E eu digo: ai daqueles que levantam suas mãos contra os ungidos de Deus, pois Deus os perseguirá. Temos uma obra a realizar. Temos de edificar a Igreja e o reino de Deus, e de zelar para que os princípios da pureza e a lei de Deus sejam cumpridos. Permitam-me falar sobre isto. As Escrituras dizem: "E qualquer que nEle tem esta esperança purifica-se a si mesmo, como também Ele é puro." Ainda, as Escrituras dizem: "Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará. Porque o que semeia na sua carne, da carne ceifará a corrupção; mas o que semeia no Espírito, do Espírito ceifará a vida eterna." Estando reunidos como estamos, e tendo nossa organização da Primeira Presidência, dos Doze Apóstolos, dos Presidentes de Estaca e seus conselheiros, dos Bispos e seus conselheiros, dos Sumos Conselhos, dos Sacerdotes, Mestres e Diáconos, e de todas as associações e organizações do Santo Sacerdócio, segundo o padrão que existe nos céus — tendo Deus nos colocado nesta posição, Ele espera que cada um de nós cumpra os deveres que recaem sobre nós. Se os Presidentes de Estaca não cumprem seu dever corretamente, torna-se dever da Primeira Presidência chamá-los a prestar contas, e, se a Primeira Presidência não cumpre seu dever, torna-se dever de Deus, nosso Pai celestial, ou de Jesus, o Mediador do novo convênio, chamá-los a prestar contas, e ai daqueles homens se não cumprirem seus deveres corretamente. Então torna-se dever dos Doze cumprir os chamados e as responsabilidades que recaem sobre eles, e cumprir e realizar a palavra, a vontade e a lei de Deus. E quem tem o direito de se desviar disso? Deus introduziu leis em Sua Igreja para a purificação de Seu povo. Como era antigamente? Deus colocou em Sua Igreja Apóstolos, Profetas, Pastores, Mestres, Evangelistas etc. Para quê? Para serem tantos bonecos sem função? Não. Mas para o aperfeiçoamento dos Santos. Que mais? Para a obra do ministério. Que mais? Para a edificação do corpo de Cristo. Por quanto tempo? "Até que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a homem perfeito, à medida da estatura completa de Cristo: para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo vento de doutrina, pelo engodo dos homens que com astúcia enganam fraudulosamente; antes, seguindo a verdade em caridade, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça." Em outras palavras, para que sejamos um com Cristo assim como Ele é um com o Pai, e operemos juntos, cada homem em seu lugar, e então Deus por todos nós. Por isso, cabe a nós purificarmo-nos assim como Deus é puro.

Ouvi dizer, por vezes, que vocês têm dificuldades intensas em algumas destas regiões do sul, especialmente um pouco mais ao sul. Presumo que sim. Presumo que tenham dificuldade, às vezes, em fazer as contas fecharem. Mas não vamos ficar lamentando por isso, afinal de contas. Poderíamos estar em situação muito pior, e já vi época em que estávamos muito pior do que estamos hoje. Vocês não? [Diversas vozes: "Sim."]

Vocês estão todos bem vestidos. Não parecem que estão morrendo de fome, nem nada parecido. Queremos cultivar os princípios da vida, criar nossos filhos no caminho certo, e nos colocar numa posição adequada para temer a Deus e cumprir Suas leis. E, quanto às nossas riquezas ou à nossa pobreza, não fará muita diferença daqui a não muito tempo. Não fará muita diferença se somos pobres ou se somos ricos. Mas fará uma grande diferença se somos honrados ou não; se somos homens e mulheres de virtude ou não; se estamos livres de cobiça ou não; e se guardamos os mandamentos de Deus e vivemos nossa religião ou não; fará uma diferença muito grande se fizermos essas coisas ou não. E já pensaram que, em tempos passados, segundo lemos na Bíblia, foi necessário que o Senhor permitisse que os filisteus, os midianitas e outros se tornassem, por assim dizer, espinhos no lado dos filhos de Israel, a fim de trazê-los à retidão? Já leram sobre coisas assim? Eu li, na minha Bíblia. E, se o Senhor nos permitir ser provados, seremos provados; e diremos: "não nos induzas à tentação, mas livra-nos do mal." Oraremos como Jesus ensinou Seus discípulos a orar. Diremos: "Pai nosso que estás nos céus; ó Deus, meu Pai, ó Tu que és o Pai do meu espírito e da minha carne, e que velas por mim e te interessas pelo meu bem-estar, deixa-me reverenciar o Teu santo nome. Se Tu me conferires as boas coisas da vida, agradecer-Te-ei por elas. Dá-me o meu pão de cada dia. Perdoa-me as minhas dívidas, assim como eu perdoo aos que pecam contra mim." Vejo pessoas, às vezes, cheias de ira e indignação contra seus vizinhos, e às vezes dizem: "Nunca os perdoarei enquanto eu viver." Então nunca serão Santos enquanto viverem. Já ouvi nossas irmãs dizerem coisas assim. Não pensariam isso delas, mas é verdade. Deus nos ensina a orar pelo perdão de nossos pecados, assim como perdoamos aos que transgridem contra nós. Não é esse o princípio estabelecido? Sim. "Até quantas vezes pecará meu irmão contra mim, e eu lhe perdoarei? até sete?" perguntou Pedro ao Salvador. "Jesus lhe disse: Não te digo: até sete; mas, até setenta vezes sete" — isto é, se ele se arrepender. Pois bem, já vi gente assim. Estão sempre pecando e sempre se arrependendo. Olhamos para eles como "irmãs fracas". Mas podemos cumprir nossa parte com eles. Pois, se não perdoarmos aos homens suas transgressões, como Deus nos perdoará as nossas transgressões? "Não nos induzas à tentação, mas livra-nos do mal; porque teu é o reino." O quê? "Porque teu é o reino." O quê, de Deus? Sim. Que reino? A Ele pertencem todos os poderes, e reinos, e autoridade sobre toda a terra. Mas quem reconhece Sua autoridade? Vemos reino contra reino, nação contra nação, poder contra poder; confusão, desunião e anarquia prevalecendo em toda parte. Jesus ensinou Seus discípulos a orar: "Venha o Teu reino." O que está implícito nesta expressão? O que significa um reino? Significa poder, governo, autoridade, domínio. De quem seria esse reino? O reino de Deus. O quê! Deus governando e tendo domínio sobre a terra? Assim está dito:

"E foram-lhe dados o domínio e a honra, e o reino, e que todos os povos, nações e línguas o servissem; o seu domínio é um domínio eterno, que não passará, e o seu reino não será destruído."

E, em outro lugar, está dito:

"E o reino, e o domínio, e a majestade dos reinos debaixo de todo o céu serão dados ao povo dos santos do Altíssimo; o seu reino será um reino eterno, e todos os domínios o servirão, e lhe obedecerão."

E que mais? O ouro e a prata são de Deus, assim como o gado sobre mil colinas. Tudo o que possuímos é o dom de Deus. Deveríamos reconhecê-Lo em todas as coisas. Às vezes falamos sobre homens terem este direito ou aquele direito. Não temos direitos senão os que Deus nos dá. E lhes direi o que Ele mostrará aos Santos dos Últimos Dias. Ele ainda lhes provará que o ouro e a prata são Seus, e o gado sobre mil colinas, e que Ele dá a quem quer, e nega a quem lhe apraz. Ele ainda lhes mostrará que isto é um fato. Nossa segurança e felicidade, e nossa riqueza, dependem de nossa obediência a Deus e a Suas leis, e nossa exaltação no tempo e na eternidade depende da mesma coisa. Se tivermos meios colocados em nossas mãos, pediremos a nosso Pai que nos capacite a fazer o que é certo com eles, e, como já disse, pediremos-Lhe nosso pão de cada dia, e agradeceremos por ele; exatamente como fizeram os filhos de Israel. Eles tinham o maná trazido a eles de tempos em tempos pelos anjos. Não sei que tipo de moinhos eles tinham, ou quem eram seus padeiros; mas eles traziam o maná. "não sobejava ao que colhera muito, nem faltava ao que colhera pouco." Penso que isso é o caso, às vezes, conosco. Os anjos não nos alimentam exatamente com maná, mas Deus cuida de nós, e sinto, o dia todo, vontade de abençoar o nome do Deus de Israel; e, se tememos a Deus e praticamos a retidão, como lhes disse ontem, nós, o povo de Sião, seremos os mais ricos de todos os povos.

Que faremos, então? Temeremos a Deus, guardaremos Seus mandamentos, e observaremos Suas leis. Não buscaremos fazer nossa própria vontade, mas a vontade de Deus, nosso Pai Celestial, e, se fizermos a vontade de Deus, nosso Pai Celestial, temos de ser ensinados quanto ao que essa vontade é. E então temos de ser ensinados isso, também, pelos canais adequados. Cada um de vocês pode pedir a Deus que os guie e dirija, e Ele lhes mostrará o caminho certo. Mas temos de ser obedientes às autoridades de Sua Igreja. Vocês têm um Presidente de Estaca aqui, e deveriam ser obedientes a ele. Têm Bispos, e deveriam ouvir seu conselho. Têm mestres, e eles deveriam cumprir seus deveres fiel e diligentemente, e vocês deveriam estar sujeitos aos seus conselhos. E todos nós deveríamos buscar temer a Deus, guardar Seus mandamentos, e obedecer a Suas leis, e Deus nos abençoará.

Há outro princípio sobre o qual desejo falar. Não temos direito de tolerar os pecados dos homens e pervertermos a ordem de Deus em Sua Igreja. Ora, quero que vocês, Presidentes de Estaca, e vocês, Bispos, ouçam isto. Se os homens transgridem a lei de Deus, é dever de vocês cuidar disso, e chamá-los ao arrependimento, e, se não se arrependerem, deveriam ser removidos da Igreja. Pois é somente aquele que pratica a retidão que é justo, e Deus instituiu leis e espera que sejamos governados por elas. Não devemos ser senhores severos. Mandarei ler algo sobre este assunto do Livro de Doutrina e Convênios.

"Eis que muitos são chamados, mas poucos são escolhidos.

"E por que não são escolhidos?

"Porque seu coração está tão fixo nas coisas deste mundo e aspiram tanto às honras dos homens, que eles não aprendem esta lição —

"Que os direitos do sacerdócio são inseparavelmente ligados com os poderes do céu e que os poderes do céu não podem ser controlados nem exercidos a não ser de acordo com os princípios da retidão. * *

"Nenhum poder ou influência pode ou deve ser mantido em virtude do sacerdócio, a não ser com persuasão, com longanimidade, com brandura e mansidão e com amor não fingido," etc., etc.

Não há autoridade associada ao Santo Sacerdócio, exceto pelo princípio da persuasão, e nenhum homem tem o direito de se vangloriar de qualquer posição que ocupe nesta Igreja, pois ele é simplesmente um servo de Deus, e um servo do povo, e, se algum homem tentar usar qualquer tipo de autoridade arbitrária, e agir com algum grau de iniquidade, Deus responsabilizará esse homem por isso, e todos nós temos de ser julgados de acordo com os atos praticados no corpo. Estamos aqui como salvadores dos homens, e não como tiranos e opressores. Mas, ao mesmo tempo, se os homens não renderem, e não quiserem render obediência às leis de Deus, então torna-se dever daqueles que presidem sobre eles zelar para que a lei de Deus seja cumprida, e que esses homens injustos sejam separados da Igreja. Tivemos adúlteros entre nós, e, onde quer que tenha ouvido falar deles, ordenei que fossem separados da Igreja. Por quê? Porque não posso permitir isso, e Deus não permitirá. Quem estará do lado de fora da Cidade Eterna, com o tempo? O mentiroso, o hipócrita, o adúltero, o feiticeiro e o devasso — estarão com os cães do lado de fora da cidade. Ora, não quero tentar arrastar tais homens para dentro. Não temos o direito de brincar com essas coisas. Deus espera que comecemos a andar dentro dos limites, e a cumprir os diversos deveres que recaem sobre nós. Devemos honrar nosso Deus, e purgar a Igreja da iniquidade. Já tive casos apresentados diante de mim relativos a adultério. Há uma lei relativa a isso — isto é, quando não entraram no novo e eterno convênio, e assumiram obrigações associadas à lei celestial — que, se um homem comete adultério, deve fazer uma confissão disso diante da Igreja — isto é, se for sua primeira ofensa, e não tiver pecado dessa maneira antes. Se for sua primeira ofensa, e ele se arrepender, será perdoado, mas, se o fizer uma segunda vez, será expulso. Mas, quando chegamos a outras coisas — coisas mais graves — quando homens entraram em convênios associados à lei celestial e assumiram obrigações a eles pertencentes, é um assunto diferente. Lerei um pouco da revelação:

"E sendo que me indagaste a respeito do adultério, em verdade, em verdade eu te digo: Se um homem receber uma esposa pelo novo e eterno convênio, e ela estiver com outro homem, e eu não lhe houver designado pela santa unção, ela terá cometido adultério e será destruída.

"Se ela não tiver entrado no novo e eterno convênio, e estiver com outro homem, terá cometido adultério.

"E também, no tocante à lei do sacerdócio: se um homem desposar uma virgem, e desejar desposar outra, e a primeira der seu consentimento; e se ele desposar a segunda, e elas forem virgens, e não estiverem comprometidas com qualquer outro homem, então ele estará justificado; ele não pode cometer adultério, porque elas lhe foram dadas; pois ele não pode cometer adultério com o que lhe pertence e a ninguém mais.

"E se dez virgens lhe forem dadas por essa lei, ele não estará cometendo adultério, porque elas lhe pertencem, e lhe foram dadas; portanto, ele está justificado.

"Mas, se uma ou qualquer das dez virgens, depois de desposada, estiver com outro homem, terá cometido adultério, e será destruída."

Aqui está um princípio — e o mesmo princípio se aplica ao homem — de que, se um homem comete adultério, ele também será destruído. Posso mudar isso? Não fiz a lei. Tenho o direito de mudá-la? "Mas," diz alguém, "não diz que o que você ligar na terra será ligado no céu, e o que você desligar na terra será desligado no céu?" Sim; mas tenho de saber se é a mente e a vontade de Deus que assim seja. A lei diz: "serão destruídos." Que mais? "E serão entregues aos açoites de Satanás até o dia da redenção." Essa é a lei. Posso mudá-la? Podem vocês? Falo agora aos Presidentes de Estaca e Bispos. Somos informados de que não devemos ser participantes dos pecados de outros homens. Ora, vocês me enviam homens com recomendações, para que eu decida sobre eles. Confio em vocês. Suponho que estejam familiarizados com essas coisas. Suponho que ajam com inteligência e discernimento. Mas, se as pessoas não cumprem as exigências do Evangelho, vocês não têm o direito de recomendá-las à casa do Senhor. Não pertencem lá. Pessoas que não observam as leis do Evangelho e não vivem sua religião não deveriam receber recomendações, e, se vocês recomendarem tais pessoas, serão responsabilizados, pois eu não o serei. Eu as recebo com base na autoridade de vocês, e confio no julgamento de vocês. Já conheci casos em que homens perversos e corruptos entraram na casa de Deus. Os que administravam não sabiam disso, mas, ainda assim, era um fato. E o que aconteceu com eles? Vieram a mim sentindo-se como se estivessem no inferno. Queriam saber o que poderiam fazer. Digo-lhes que não sei; talvez o Senhor indicasse, com o tempo. Digo a todos: é melhor, a menos que decidam temer a Deus e guardar Suas leis, parar imediatamente, pois Deus espera que façamos o certo, e nos responsabilizará por nossos atos. E digo aos Bispos: purguem suas Alas de toda iniquidade, e não tenham comunhão com adúlteros e adúlteras. O adultério é a maldição das nações hoje, e está corrompendo, corroendo e devorando as próprias entranhas dos povos entre as nações. Estão dominados por ele. Deus nos separou para fazer Sua vontade e edificar Seu Reino e Seu Sião. Sião significa os puros de coração, e temos de ser puros de coração e puros de vida. Temos de ser honestos. Não devemos roubar. O quê, Santos roubam? Espero que vocês não tenham ladrões entre vocês aqui. E depois há homens cobiçosos, homens que concebem todo tipo de planos para se apoderar da propriedade alheia. Tais não entrarão no Reino de Deus, a menos que se arrependam e façam o certo. Quem herdará a terra? Os que despojam seus vizinhos? Não. Quem serão eles? Jesus disse, em Seu sermão: "Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra"; não os cobiçosos, feiticeiros, adúlteros, mentirosos, hipócritas, e os que levantam falso testemunho contra seus vizinhos; todos esses caracteres não terão lugar ali. Cabe a nós, que detemos o Santo Sacerdócio, sermos puros. "Purificai-vos, os que levais os vasos do Senhor." Cabe a cada um de nós ser puro, e depois dizer aos outros: "sigam-me, assim como eu sigo Jesus." Cabe a nós vivermos nossa religião e obedecermos às leis de Deus, e cumprirmos os deveres que recaem sobre nós, e digo a vocês, se fizermos isso, arriscarei tudo o que as nações da terra, ou o que esta nação, possam fazer. Se apenas temermos a Deus, edificarmos Sião, e praticarmos a retidão, Deus porá um gancho nas mandíbulas de nossos opressores. Poderemos ter de sofrer por um pouco de tempo, mas venceremos. Este reino não será entregue nas mãos de outro povo, pois Deus está com Israel, e Israel triunfará. E, se continuarmos a fazer o certo — e, quer alguns de nós façam o certo ou não, os que não fizerem o certo serão lançados fora de seu lugar; mas, se continuarmos a fazer o certo, Sião crescerá e se desenvolverá, até que os reinos deste mundo se tornem os reinos de nosso Deus e de Seu Cristo, e até que toda criatura no céu, na terra, e debaixo da terra se ouça dizer: bênção, e honra, e poder, e força, e majestade, e domínio sejam atribuídos Àquele que está assentado sobre o trono, e ao Cordeiro, para sempre.

Deus os abençoe, em nome de Jesus. Amém.

Como citar este discursoJohn Taylor, “A Verdade É Sempre a Mesma—Deveres dos Santos—Autoridades Presentes—Onde os Princípios do Evangelho Se Originaram—Caráter de Abraão—Como Ele Foi Provado—Sua Descendência—Deveres do Sacerdócio—Provações dos Santos—Caridade Exigida—Como os Transgressores Devem Ser Tratados—Exortação à Retidão”, (1883-06-24). Pulpit Vault, 1883-06-taylor-truth-always-the-same. Tradução desta edição, por método de glossário, contentdm.lib.byu.edu.Pulpit Vault, edição de 23 de setembro de 2026 (commit 4bdc6ac627).