O Evangelho como o Fermento — Trabalho Exigido dos Élderes — Promessas a Abraão — Homens Honrados na Nação Americana, Antes e Agora — Liberdade Religiosa e o Direito de Voto Reivindicados como Direitos — Os Santos Não Podem Dar-se ao Luxo de Fazer o Mal — Relacionamento com Deus — Exortação
John Taylor
Tivemos uma Conferência muito interessante, e muitos princípios excelentes foram apresentados ao povo. Como disse ao Sacerdócio ontem à noite, ocupamos uma posição muito peculiar na terra, uma posição que não foi buscada por nós mesmos. Deus estendeu Sua mão para realizar Seus propósitos na terra, e, para esse fim, Ele Se revelou desde os céus, como temos ouvido desde que esta Conferência começou. Em cumprimento disso, Ele Se manifestou, junto com Seu Filho Jesus Cristo, e restaurou o Santo Sacerdócio por meio de um Sacerdócio, ou de várias partes de um Sacerdócio que existiu em eras anteriores — aqueles que detêm esse Sacerdócio eterno, que administra no tempo e na eternidade, foram comissionados desde os céus para vir à terra e realizar as próprias coisas que eles mesmos haviam profetizado. Embora sejamos, comparativamente falando, um povo pequeno, pouco numeroso, é hoje como foi nos dias de Jesus. O Evangelho é como um pouco de fermento colocado numa certa porção de farinha, e está agindo e operando, e o resultado final será que toda a massa será levedada. Não que todos os que estão no mundo obedecerão ao Evangelho; mas o Senhor há de conduzir Seus próprios assuntos à Sua maneira, e grande tribulação hão de sofrer os habitantes da terra. Como já ouvistes, muitos dos iníquos matarão os iníquos; mas, depois que essas coisas tiverem acontecido, os bons, os honrados, os virtuosos, os puros, aqueles que desejam servir a Deus, todos terão sua posição, e se cumprirá aquilo que Jesus falou — "Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra." Ainda há de vir o tempo em que os Santos do Altíssimo tomarão o reino e exercerão domínio sob todos os céus. Estes são princípios que nos são familiares a todos. Entretanto, muitos acontecimentos importantes ainda hão de ocorrer, e uma grande obra há de ser realizada, e será realizada pelos agentes que foram introduzidos pelo Senhor, e que hão de ser introduzidos por Ele daqui em diante, para a realização de Seus propósitos, e para o cumprimento de Sua vontade justa. Para este propósito o Santo Sacerdócio foi restaurado; para este propósito a mensagem de vida e salvação foi proclamada às nações da terra; para este propósito, após a recepção do Evangelho, o povo foi reunido, para que o Senhor pudesse ter um povo que estivesse sob a influência de Seu Espírito Santo. Todos fomos batizados por um só batismo, e todos participamos do mesmo Espírito, e, onde quer que essas ordenanças tenham sido administradas segundo a ordem de Deus, e recebidas pelos fiéis entre as nações da terra, esses efeitos sempre se seguiram. Eu mesmo estive entre as nações, e batizei pessoas e as confirmei em pelo menos três idiomas diferentes, e o mesmo espírito repousou sobre todos esses diferentes povos, e assim é entre todas as nações. O Senhor disse que reuniria Seus eleitos dos quatro cantos da terra. E como Ele o faz? Operando sobre a mente daqueles que obedecem ao Evangelho. Jesus disse em Seus dias, e é verdade hoje — "As minhas ovelhas ouvem a minha voz e a conhecem, e me seguem, e não seguirão um estranho, porque não conhecem a voz do estranho." É sob a influência deste Espírito que fomos reunidos. Costumávamos cantar: ¶
"Aonde te seguiremos, seguiremos, seguiremos; Aonde te seguiremos, seguir-te-emos? Até Sião, todo o caminho, até Sião, todo o caminho, Até Sião, todo o caminho, Nós te seguiremos." ¶
Que vos fez reunir-vos aqui? O impulso do Espírito do Deus vivo, e não pudestes ficar afastados. Temos aqui hoje representantes de muitíssimas nações. Aqui estão Élderes que pregaram o Evangelho em muitas nações. Há alguns anos, tivemos cerca de vinte e cinco nacionalidades representadas em uma de nossas demonstrações públicas. E assim nossa obra deve prosseguir, espalhar-se e crescer. Os Apóstolos, os Setentas, os Élderes, e os homens que receberam a luz da verdade, espalharão essa luz a outros da família de Deus por todo o mundo. Este é um trabalho que recai sobre os Élderes de Israel, e, até que seja realizado, não teremos cumprido nossa missão aqui na terra. Além disso, temos outras obras a realizar, associadas à Igreja, ao Reino, e à Sião de Deus. Penso, às vezes, que nós, como povo, somos um tanto sectários em nossos sentimentos, e é necessário que, ocasionalmente, olhemos para a cova de onde fomos cavados, e para a rocha de onde fomos cortados. Estamos todos demasiado prontos a clamar, como fazem os sectários em suas diferentes ordens, ¶
"O templo do Senhor, o templo do Senhor, O templo do Senhor somos nós." ¶
E, às vezes, tendemos a esquecer a missão que Deus nos confiou, que é uma missão de misericórdia, uma missão de luz, uma missão de inteligência, uma missão destinada a elevar o mundo da humanidade, sim, todos os que a receberem e lhe obedecerem. Não se destina apenas a nós; destina-se a todos os homens. Quem é o mundo, e quem somos nós? Dizemos que somos os filhos de Deus, nosso Pai Celestial. Isso é verdade; somos os filhos de Deus, nosso Pai Celestial. E Deus é nosso Pai? As Escrituras assim o dizem. Mas, e o resto do mundo — digamos, esta nação, e todas as outras nações — e eles? De quem são filhos? Também são filhos de nosso Pai Celestial, e Ele está interessado no bem-estar deles tanto quanto no nosso; e, como um Pai bondoso e benevolente para com Seus filhos, Ele tem procurado, de geração em geração, promover o bem-estar, a felicidade e a exaltação da família humana. E permiti-me dizer aqui que Ele é a fonte da vida, a fonte da luz, e a fonte da inteligência, como costumávamos dizer na Igreja da Inglaterra quando eu era menino, e suponho que ainda o digam hoje: "foi Ele que nos fez, e não nós a nós mesmos; somos Seu povo e ovelhas de Seu pasto", Ele provê para nós. Falamos, às vezes, da mão de Deus estar sobre nós. Claro que está, e estará sobre nós para sempre, se apenas O servirmos, pois Ele é sempre fiel. Mas Sua mão está também sobre as nações da terra. Ele está interessado no bem-estar desta nação, e de todas as outras nações, e de todos os outros povos, tanto quanto no nosso bem-estar. Qual foi a maior bênção conferida a Abraão? Uma delas foi que sua semente seria numerosa como as estrelas do céu, e como a areia à beira-mar. Não sei se ele se sairia muito bem nesta terra, hoje em dia; iriam atrás dele por causa da poligamia. As pessoas não creem tanto nessas coisas hoje quanto criam antigamente. Não obstante, o Senhor lhe disse que tomasse outra esposa; mas, então, talvez o Senhor tenha cometido um engano, não tinha estudado o cristianismo moderno; estava, para usar a linguagem do cristão avançado, atrasado em relação ao seu tempo. Mas, seja o que for que se pense ou diga a respeito disso, segundo o registro que chegou até nós, Ele costumava falar com as pessoas naquele dia. ¶
Mas permiti-me referir-me a outra bênção relacionada a Abraão, a saber, que nele e em sua semente seriam abençoadas todas as nações da terra. Ou, em outras palavras, que Deus o honraria fazendo dele e de sua semente agentes por meio dos quais comunicaria verdade, inteligência e salvação ao mundo. Diz-se que "a glória de Deus é inteligência", e Ele deseja transmitir essa inteligência à família humana, para que, por meio dela, possa ser exaltada até a Divindade. A posteridade de Abraão haveria de se erguer como mensageiros de Deus, como legados dos céus, comissionados pelo grande Jeová para proclamar Sua palavra ao homem decaído, sim, a Seus filhos; pois Deus fez, diz-nos, de um só sangue todas as famílias da terra, e lhes deu uma porção de Seu Espírito, para que, porventura, O buscassem tateando, embora Ele não esteja longe de nenhum de nós. Pois nEle vivemos, e nos movemos, e existimos. E, sob a influência de Seu Espírito, o homem realizou muito bem; e hoje há multidões de homens honrados e retos que, em seu coração, temem a Deus, mas ainda não encontraram o caminho certo. Mas, nas providências de Sua misericórdia, Ele reuniu um povo das nações, para que sejam ensinados e instruídos a respeito das leis de vida e salvação. E isso se realizou em cumprimento de profecia antiga. Jeremias, por exemplo, ao se referir a isso, disse que Ele os tomaria, um de uma cidade e dois de uma família, e os levaria a Sião. E o que Ele faria com eles, uma vez que os tivesse ali? Dar-lhes-ia pastores segundo Seu próprio coração, que os apascentariam com conhecimento e entendimento. E ao mesmo grande acontecimento se referem outros profetas. ¶
Fiquei muito satisfeito com os comentários feitos pelo Irmão Erastus Snow, a respeito de nossa própria nação, nos quais disse que foi pelo e por meio do poder de Deus Todo-Poderoso, e de acordo com as palavras do Senhor contidas no Livro de Mórmon, que o povo foi, em primeiro lugar, impelido a vir para cá, e, depois de vir, a lutar pela liberdade humana nesta terra; e foi pelo e por meio do poder de Deus que os pais deste país redigiram a Declaração de Independência, e também aquele grande paládio dos direitos humanos, a Constituição dos Estados Unidos. Não há nada de intolerante, restrito ou limitado nesse instrumento; é amplo e abrangente. E havia um sino na Filadélfia, que eu, e talvez muitos de vós, já vimos, no qual estava escrito: "Proclamai liberdade por toda a terra, e a todos os seus habitantes"; mas lamentei ver que o sino estava rachado. Suponho que se rachou depois do grande esforço feito para proclamar liberdade por toda a terra; e penso, desde então, que ainda não foi consertado. Mas, com todas as fraquezas e imperfeições associadas aos homens, o governo desta nação tem sido um grande baluarte da liberdade humana, e senti orgulho, na época em que o Sr. Edmunds, com seus colegas, apresentou seu projeto, conhecido como o projeto Edmunds, de que havia tal número de cavalheiros que tiveram a virilidade e a coragem moral de se opor a ele da forma ousada e viril como o fizeram, mostrando claramente que guardavam em seu peito os princípios contidos na Constituição. Respeito tais homens, e eles merecem o respeito e a estima de todas as pessoas honradas e de bom senso. Podiam dar-se ao luxo de se tornarem impopulares aos olhos dos fanáticos religiosos e dos políticos sectários, mas não podiam dar-se ao luxo de estarem entre aqueles prontos a derrubar os baluartes da liberdade humana, e a arrastar pela lama a bandeira de nosso país. Eles não criam em nossa religião. É claro, isso é um assunto próprio deles, não é da nossa conta, assim como nossa religião não é da conta deles, o que eles compreendem e apreciam. Há duas coisas quanto às quais tenho me sentido muito decidido desde que consegui compreender qualquer coisa; uma foi que eu adoraria a Deus como me aprouvesse, sem a ditadura de ninguém; e que eu não ditaria a nenhum homem sua fé, nem homem algum me ditaria a minha; e a outra foi que eu votaria como me aprouvesse. E mantenho os mesmos sentimentos hoje. Quando os Comissários, operando sob a lei Edmunds, fizeram suas decisões extraordinárias e autorizaram a aplicação do juramento de exclusão, declarando quem poderia votar e quem não poderia, não pude deixar de observar que as pessoas estavam agindo muito tolamente, que não sabiam o que estavam fazendo; mas, quer soubessem, quer não, suas tentativas de arrebatar deste povo seus direitos e liberdades não passavam de tentativas indiretas de derrubar os baluartes da liberdade americana. Mas, neste ataque indesculpável aos direitos humanos e aos princípios da liberdade, não podemos tomar parte alguma. Que faremos, então? É verdade que eles não têm o direito de interferir conosco da maneira como o fizeram; é verdade que não têm o direito de nos proibir de votar sem audiência e sem julgamento; é verdade que não têm o direito de nos apresentar um juramento de exclusão, sendo este ilegal e contrário a nossos direitos como cidadãos americanos. Mas nos submeteremos graciosamente por ora, retirando-nos das urnas, em vez de agirmos na capacidade de obstrucionistas; e, quando chegar o tempo, testaremos esses procedimentos segundo as leis do país, e os princípios de liberdade garantidos pela Constituição dos Estados Unidos, que reconhecemos e respeitamos. Cedemos nossos direitos de voto? Não, não cedemos. Algum dia o faremos? Não, jamais; não, jamais. Recuamos, ainda que minimamente, dos princípios pelos quais fomos guiados desde o princípio? Não; ainda pretendemos viver por eles, e mantê-los, e lutar por nossos direitos, não com dinamite ou nitroglicerina, mas de maneira legal e constitucional, não somente em defesa de nossos próprios direitos, mas dos direitos e liberdades de nossos filhos, e dos de todo homem livre por toda a terra. Este é o curso que nos propomos seguir. ¶
Como já afirmei, fomos chamados dentre as nações da terra por Aquele que é nosso Pai, sendo nós Seus filhos. E Ele nos disse para pedirmos, e receberemos. Disse-nos para buscarmos, e encontraremos; para batermos, e nos será aberto. Muito bem. Que faremos? Usaremos os melhores meios que pudermos para defender nossos direitos; e, depois de o fazermos, iremos então a nosso Pai Celestial e Lhe pediremos que nos ajude. Ele o fará? Sim. Ele já o fez? Sim, e reconhecemos Sua mão nessas coisas. Ele ouviu nossas orações sem alarde, sem tumulto. Disse-nos até aqui que, se continuarmos a obedecê-lO e a observar Suas leis, Ele nos libertará e nos guiará até o fim. E não precisamos ter temor algum quanto ao resultado. Ele nos prometeu que, na medida em que fizermos Sua vontade e guardarmos Seus mandamentos, Ele lutará nossas batalhas. E sinto-me confiante e perfeitamente tranquilo, e me senti tão tranquilo durante o furor e a comoção que grassou pela terra há alguns meses quanto me sinto hoje; sabendo, como sei, que, se cumprirmos nossa parte, o Senhor não deixará de cumprir a Sua. Porque outros agem tolamente, não podemos nos dar ao luxo de imitá-los. Professamos ser a Sião de Deus, os puros de coração. Professamos ser homens e mulheres de integridade, de verdade e virtude, e ter fé em Deus. Isso deve ser não apenas nossa profissão, mas nossa prática; devemos cumprir e realizar a palavra, a vontade e a lei de Deus. Jesus ensinou a Seus discípulos como orar. Disse Ele: "Pai nosso, que estás nos céus." Isto é, teu Pai e meu Pai, o Deus e Pai dos espíritos de toda a carne. "Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome" — ó Deus, nós Te reverenciamos; observamos a Tua lei, e desejamos guardar os Teus mandamentos, e purificar-nos de todo mal, para que sejamos aceitáveis a Ti. "Santificado seja o teu nome. Venha o teu reino." Nós Te reverenciamos, ó Deus, e a Ti atribuímos tudo o que temos neste mundo, e tudo o que esperamos ter nas eternidades vindouras. "Santificado seja o teu nome. Venha o teu reino." Venha o quê? O Teu reino. Isto é, o governo de Deus, a administração de Deus, o domínio de Deus, o tempo em que os homens não terão vergonha de reconhecer Deus como seu Pai, seu amigo e benfeitor. "Venha o teu reino." Quando todos se submeterem ao Teu governo, à Tua lei, à Tua jurisdição, ao Teu domínio; para que a Tua vontade seja feita na terra, assim como é feita no céu. Como foi feita no céu? Deus falou, o caos ouviu, e este mundo passou a existir; e o mesmo se deu com outros mundos, sob o mesmo impulso e poder divinos. E todos aqueles sistemas que giram ao nosso redor foram feitos e são sustentados pelo poderoso poder de Deus, que governa nos céus em cima, e na terra embaixo, e entre os mundos. Quer os homens o reconheçam, quer não, virá o tempo, nesta terra, em que todo joelho se dobrará perante Ele, e toda língua confessará que Jesus é o Cristo, para a glória de Deus, o Pai. Esse tempo virá. Ainda não chegou; mas, como já disse, Ele introduziu este Evangelho como a cunha que abre caminho, como o pouco de fermento pelo qual pode operar, para que tenha um povo sob a influência do Espírito Santo, um povo que possa manter comunhão com Ele, como que por milhares de fios que penetram os mundos eternos e trazem para baixo bênçãos do Todo-Poderoso, extraindo dEle fogo, vida e inteligência; pois nós mesmos somos centelhas lançadas do fulgor de Seu fogo eterno, emanando de Deus, nosso Pai, e desejamos operar com Ele, e por Ele, e sob Sua orientação, para a realização de Seus propósitos aqui na terra. É para isso que estamos aqui. ¶
Chego agora a outro ponto. Oramos: "Seja feita a Tua vontade, assim na terra como no céu." Como é feita ali? Como disse, Deus falou, o caos ouviu, e o mundo passou a existir, e é sustentado pelo poderoso poder de Deus, e quem pode deter Sua mão? Pensais que, se todas as Legislaturas, todos os Congressos, todos os Parlamentos, e todos os Reichstags, todas as Câmaras de Deputados e Senados da terra se reunissem e promulgassem um decreto de que o sol deveria nascer cinco ou dez minutos, ou meia hora, mais tarde ou mais cedo do que costuma — pensais que isso teria algum efeito sobre ele? Não creio que teria — creio que ele continuaria seu curso habitual, e eles sentiriam que dependem de Deus. Sabe o mundo que nEle vivemos, e nos movemos, e existimos? Sabe esta congregação que não há um só dentre eles que pudesse sair desta casa, a menos que Deus o permitisse e o sustentasse ao fazê-lo? Compreendem as nações da terra que estão em Suas mãos, e que Ele derruba uma nação e levanta outra, segundo os conselhos de Sua vontade, e ninguém pode dizer: "Que fazes?" Que temos nós de fazer? Para começar, devemos tratar com justiça e honra a todos os homens, e devemos procurar proteger todos os homens em seus direitos, na medida em que tivermos poder para fazê-lo, e depois manter os nossos próprios segundo o mesmo princípio. E depois? Temer a Deus e observar Suas leis, e cada um de nós deveria colocar-se em comunicação com o Senhor, e Ele tem procurado nos fazer compreender isso, mas parece muito difícil para nós fazê-lo. Assim foi em tempos passados, e assim é agora. Ele diz: "Pedi, e recebereis." Não é uma coisa muito simples? "Buscai, e encontrareis." Não é muito fácil? "Batei, e vos será aberto." Mas, diz Ele, não o compreendeis corretamente. Ora, permiti-me mencionar-vos algo. Se um filho vos pedir pão, dar-lhe-íeis uma pedra — vós, pais e mães? Creio que não. Se o filho pedisse um peixe, dar-lhe-íeis um escorpião? Ora, não. A mãe diria: "Zezinho", ou "Maria", conforme o caso, "queres um pouco de pão — pois bem, dar-te-ei um pouco com manteiga e melado." A mãe procuraria atender aos desejos dos filhos, e às vezes lhes daria também um docinho. Ora, então, diz o Senhor: "Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos: quanto mais dará vosso Pai celestial o Seu Espírito Santo àqueles que lho pedirem?" É muito claro quando se chega a compreendê-lo, e é muito simples, e as pessoas às vezes se maravilham, acham surpreendente que Deus ouça as orações das pessoas. Ora, bendigam-se vossas almas, essa é a fortaleza mais forte que temos, e, quando entramos em qualquer dificuldade na nação, ou em qualquer outro lugar, nos humilhamos diante do Senhor — e todos nós precisamos fazer isso, pois todos temos nossas fraquezas e imperfeições; e é necessário que Ele seja muito misericordioso conosco. E Ele o é, e sabe como nos suportar. Também precisamos saber como nos suportarmos uns aos outros, e colocar-nos em comunhão com Deus, e, ao fazê-lo, purificar-nos de tudo o que é errado e mau. E digo-vos — a vós, Élderes de Israel, a vós, irmãos e irmãs — que, se começardes a fazer a vontade de Deus na terra, assim como é feita no céu, o poder e a bênção de Deus repousarão sobre vós e sobre este povo, e nenhum poder será capaz de vos prejudicar dora em diante. Deus espera que façamos Sua vontade, que realizemos Seus propósitos, e, se Sua vontade há de ser algum dia feita na terra assim como é feita no céu, onde, em toda a criação, há de começar, senão aqui? Que cada homem se ponha em ordem, e cada mulher e cada família façam o mesmo, e todo o Sacerdócio em todos os seus vários departamentos e ramificações, e que cada um cumpra sua linha e desempenhe seu dever, e, em nome do Deus de Israel, Sião se levantará e brilhará, e a glória de Deus repousará sobre ela. Nosso progresso é para adiante e para cima, até que os reinos deste mundo se tornem os reinos de nosso Deus e de Seu Cristo, e sonoros hinos ressoem entre as nações — glória, e honra, e poder, e força, e majestade, e domínio sejam atribuídos Àquele que está assentado sobre o trono, e ao Cordeiro, para todo o sempre. Amém. ¶