Prosperidade dos Santos — Perigo a Ser Evitado — Como as Bênçãos Devem Ser Obtidas — Livre Arbítrio — Triunfo da Obra de Deus Testificado — O Mormonismo Não é Facilmente Destruído — Profecias a Serem Cumpridas — Abnegação Exigida dos Santos
Joseph F. Smith
Talvez nunca tenha havido um tempo, desde que a Igreja foi organizada, em que o povo de Deus estivesse mais próspero, ou tão numeroso quanto está hoje, apesar de todos os esforços que nossos inimigos dirigiram contra nós. Mas, embora tenhamos triunfado sobre a oposição e sobre todas as forças dos iníquos exercidas contra nós pela imprensa, pelo púlpito e pelo poder do Congresso, é justo que reconheçamos a mão de Deus em todas as nossas vitórias. Certamente não foi pela sabedoria, pelo poder ou pela inteligência do homem que fomos libertados até agora, mas pelo favor e pela bênção de Deus em nosso favor. E somos hoje um monumento vivo da misericórdia especial, do favor e da proteção de Deus. Ele não apenas nos abençoou com o privilégio de nos familiarizarmos com Suas leis e com o plano de salvação, mas nos reuniu numa boa terra; e, apesar de sua antiga esterilidade, aridez e aspecto inóspito, Ele modificou os elementos, abençoou a terra, e tornou estes vales desejáveis como um lar para os Santos. E Ele nos abençoou com abundância de coisas terrenas, além de nos conceder a mais rica de todas as bênçãos que o homem pode desfrutar nesta vida — o Espírito Santo, e o conhecimento do novo e eterno convênio. ¶
Devemos ter a mais completa confiança no poder e na sabedoria do Todo-Poderoso para consumar a obra que Ele começou, a partir de nossa experiência e conhecimento do passado. Este não é dia para tremor ou temor; não é dia para dúvida ou receio; Deus demonstrou Seu poder e Sua sabedoria superior de tantas maneiras e em tantas ocasiões, ao longo da história deste povo, ao livrá-lo das garras de seus inimigos, que, para nós, duvidar dEle agora, seja qual for a posição em que nos encontremos, seria uma indignidade contra nosso Grande Preservador, um insulto a Deus. Parece-me impossível que qualquer Santo dos Últimos Dias, diante de tudo o que o Senhor fez por este povo, duvide por um momento de Sua capacidade ou intenção de frustrar os desígnios de homens iníquos e ambiciosos, e de continuar Sua obra no futuro até a vitória final e o triunfo sobre todo obstáculo ou inimigo opositor. ¶
O único perigo real que prevejo no caminho dos Santos dos Últimos Dias está nos resultados que naturalmente decorrem da posse de riquezas — orgulho e vaidade, autoindulgência e esquecimento de Deus, e negligência das obrigações sagradas e dos deveres que temos para com Ele e uns para com os outros; e isso por causa da abundância de bênçãos terrenas que Ele, em Sua bondade, nos concedeu. Diz-se que, na adversidade, tendemos a buscar o Senhor, mas que, na prosperidade, dEle não nos lembramos. Parece-me que aqui reside o maior perigo que hoje nos ameaça. Isso talvez não se aplique a todo o povo, pois nem todos somos ricos nos bens deste mundo, mas a indivíduos, e não são poucos, mas muitos, que estão sendo abençoados — se é que isso se revela uma bênção — com o acúmulo de riquezas; e lamento dizer que muitos parecem entregar-se à especulação a tal ponto que toda a sua alma parece envolta no amor ao mundo. É bem evidente que alguns de nós ainda são "do mundo", pois, como eles, "quanto mais dele obtemos, mais dele desejamos"; e parece impossível saciar os anseios de tais mentes pelas coisas perecíveis do tempo. À medida que os indivíduos acumulam riquezas ao seu redor e se absorvem no cuidado que a elas naturalmente se apega, tendem a esquecer a "cova de onde foram cavados", ou a "rocha de onde foram cortados" — esquecem-se de Deus, de quem são igualmente dependentes quando possuem riquezas como quando na mais abjeta pobreza. Pois a riqueza não torna os homens independentes de Deus, nem os isenta das obrigações que têm uns para com os outros. Os ricos são tão dependentes de Deus, para a luz de Seu Espírito que os guie, e para as bênçãos e ordenanças do santo Sacerdócio, quanto o são os mais pobres entre os pobres. O Senhor, a esse respeito, "não faz acepção de pessoas". A posição ou a condição mundana do homem não é levada em conta pelo Todo-Poderoso. É a retidão e a humildade do homem; é a mente disposta e o coração obediente que Lhe são aceitáveis, e, a menos que sejamos retos e humildes, dispostos e obedientes, Ele retirará Seu Espírito de nós, e seremos deixados a nós mesmos, como outros já o foram antes de nós, "a colher o que semeamos". Se algum dia chegar o tempo (o que não antecipo) em que a maioria deste povo será tragada pelos cuidados do mundo, não conheço remédio mais eficaz para conter o mal e assim impedir a destruição da Igreja do que sermos submetidos ao poder e às perseguições de nossos inimigos, sermos expulsos e feridos, talvez, até que sejamos humilhados e levados a um senso de nossas obrigações para com o Senhor Todo-Poderoso, e aprendamos sabedoria pelas coisas que temos de sofrer. ¶
Há bênçãos que pertencem ao Evangelho de Jesus Cristo e ao mundo vindouro, que não podem ser garantidas por influência pessoal, nem compradas com dinheiro, e que nenhum homem, por sua própria inteligência ou sabedoria, pode obter, senão por meio do cumprimento de certas ordenanças, leis e mandamentos que foram dados. E é bom, a meu ver, que os Santos dos Últimos Dias continuem a ter em mente que as inestimáveis bênçãos do Evangelho lhes foram concedidas por meio de sua fé, que a remissão dos pecados foi obtida pelo batismo e pelo arrependimento, e que somente permanecendo fiéis podem reter os dons e as bênçãos que pertencem à vida eterna. Há, contudo, muitas bênçãos comuns à família humana, das quais todos desfrutam, independentemente de seu estado moral ou de suas convicções religiosas. Deus deu a todos os homens um arbítrio, e nos concedeu o privilégio de servi-lO ou não servi-lO, de fazer aquilo que é certo ou aquilo que é errado, e esse privilégio é dado a todos os homens, independentemente de credo, cor ou condição. Os ricos têm esse arbítrio, os pobres têm esse arbítrio, e nenhum homem é privado, por poder algum de Deus, de exercê-lo da maneira mais plena e mais livre. Esse arbítrio foi dado a todos. Esta é uma bênção que Deus concedeu ao mundo da humanidade, a todos os Seus filhos igualmente. Mas Ele nos exigirá estrita conta pelo uso que fizermos desse arbítrio, e, como se disse a respeito de Caim, assim se dirá a nosso respeito: "Se procederes bem, não haverá aceitação para ti? Se não procederes bem, o pecado jaz à porta." Há, no entanto, certas bênçãos que Deus concede aos filhos dos homens somente sob a condição do exercício correto desse arbítrio. Por exemplo, nenhum homem pode obter a remissão de seus pecados senão pelo arrependimento e pelo batismo por alguém com autoridade. Se quisermos estar livres do pecado, de seus efeitos, de seu poder, devemos obedecer a essa lei que Deus revelou, ou jamais poderemos obter a remissão dos pecados. Portanto, embora Deus tenha concedido a todos os homens, independentemente da condição, esse arbítrio de escolher o bem ou o mal, Ele não concedeu, nem concederá, aos filhos dos homens a remissão dos pecados senão por sua obediência à lei. Portanto, o mundo inteiro jaz no pecado e está sob condenação, na medida em que a luz veio ao mundo e os homens não se valem dessa luz para se colocarem em posição adequada perante o Senhor. E essa condenação recai com dez vezes mais força sobre todos aqueles que renderam obediência a essa lei, e que já receberam uma vez a remissão de seus pecados, mas retornaram ao pecado, e esqueceram ou desconsideraram os convênios que fizeram nas águas do batismo. Todos os homens são abençoados com a força de seu corpo, com o uso de sua mente, e com o direito de exercer as faculdades de que estão dotados da maneira que lhes parecer boa, independentemente de religião. Mas Deus não permitiu, nem permitirá, que o dom do Espírito Santo seja concedido a homem ou mulher algum, senão por meio do cumprimento das leis de Deus. Portanto, nenhum homem pode obter a remissão dos pecados; nenhum homem pode obter o dom do Espírito Santo; nenhum homem pode obter as revelações de Deus; nenhum homem pode obter o Sacerdócio, e os direitos, poderes e privilégios dele; nenhum homem pode tornar-se herdeiro de Deus e co-herdeiro com Jesus Cristo, senão por meio do cumprimento das exigências do céu. Estas são bênçãos universais, são grandes e inestimáveis privilégios que pertencem ao Evangelho e ao plano de vida e salvação, que estão abertos e livres a todos sob certas condições, mas dos quais nenhuma criatura debaixo dos céus pode desfrutar senão andando pelo canal que Deus traçou, pelo qual podem obtê-los. E esses privilégios e bênçãos, uma vez obtidos, podem ser perdidos, e talvez perdidos por toda a eternidade, a menos que continuemos firmes no curso que nos foi traçado para seguir. É bom, a meu ver, que os Santos dos Últimos Dias não percam de vista o grande privilégio que lhes foi concedido. Nenhum homem pode tornar-se cidadão do Reino de Deus senão entrando pela porta: há milhares e dezenas de milhares, sim, milhões de pessoas que jamais se tornarão cidadãs do Reino de Deus neste mundo, porque deixam de exercer, na direção certa, o arbítrio e o poder que lhes foram dados. Não obstante, elas desfrutam de muitas das bênçãos que são concedidas ao mundo em comum. O sol brilha sobre o mau e sobre o bom; mas o Espírito Santo desce somente sobre os justos e sobre os que têm seus pecados perdoados. A chuva desce sobre o mau e sobre o bom; mas os direitos do Sacerdócio são conferidos, e a doutrina do Sacerdócio destila como o orvalho do céu, sobre a alma somente daqueles que a recebem da maneira designada pelo próprio Deus. O favor do céu, o reconhecimento, pelo Todo-Poderoso, de Seus filhos na terra como Seus filhos e Suas filhas, só pode ser assegurado por meio da obediência às leis que Ele revelou. Riquezas, ou a fortuna do mundo, não podem comprar essas coisas. Simão, o Mago, desejou comprar com dinheiro o poder de expulsar demônios, mas Pedro lhe disse: "O teu dinheiro seja contigo para perdição." Essas bênçãos, poderes e privilégios não podem ser comprados senão pela expiação de Cristo; não podem ser obtidos por influência pessoal, riqueza, posição ou poder, nem de qualquer outra maneira, senão pelo caminho direto que Deus decretou que fossem obtidos. Ora, enquanto os Santos dos Últimos Dias estiverem contentes em obedecer aos mandamentos de Deus, em apreciar os privilégios e as bênçãos de que desfrutam na Igreja, e usarem seu tempo, seus talentos, seus bens, em honra ao nome de Deus, para edificar Sião, e para estabelecer a verdade e a retidão na terra, enquanto assim for, nosso Pai Celestial estará vinculado, por Seu juramento e convênio, a protegê-los de todo inimigo opositor, e a ajudá-los a vencer todo obstáculo que possa ser levantado contra eles ou lançado em seu caminho; mas, no momento em que uma comunidade começa a se voltar sobre si mesma, a se tornar egoísta, a se absorver nas coisas temporais da vida, e a depositar sua fé nas riquezas, nesse momento o poder de Deus começa a se retirar dela, e, se não se arrependerem, o Espírito Santo se afastará totalmente deles, e serão deixados a si mesmos. O que lhes foi dado lhes será tirado; perderão o que tinham, pois não serão dignos disso. Deus é tão justo quanto misericordioso, e não devemos esperar favores da mão do Todo-Poderoso senão na medida em que os merecermos, ao menos nos desejos sinceros de nosso coração; e o desejo e a intenção nem sempre bastarão, a menos que nossos atos correspondam a eles. Pois estamos empenhados numa obra literal, numa realidade; e devemos praticar tanto quanto professar. Devemos ser aquilo que Deus exige que sejamos, ou então não somos Seu povo, nem a Sião que Ele Se propõe reunir e edificar nos últimos dias sobre a terra. ¶
Estou ciente de que este é o último dia da Conferência, que há muitos a falar e muito a ser feito, portanto a brevidade é desejável. Constato também que é difícil para mim falar suficientemente alto para ser ouvido por esta vasta assembleia. ¶
Regozijo-me na obra de Deus. Nunca houve um momento, desde que me familiarizei com os princípios do Evangelho, em que eu tivesse a menor dúvida em minha mente quanto à sua veracidade. Jamais temi, e não sei o que é o sentimento de temor quanto ao resultado desta obra. Sei que Deus é capaz de levá-la a cabo, e que Ele o fará. Muitas vezes temo pela humanidade e por mim mesmo, conhecendo minhas próprias fraquezas, talvez melhor do que qualquer ser vivo, exceto Deus. Muitas vezes tenho temores e tremores por mim mesmo, quando sou levado a sentir minha própria fraqueza e a me ver como sou visto pelo Senhor. Mas, quanto à obra de Deus, ela não pode falhar, pois Deus decretou sua consumação; e, embora o homem possa se opor a ela e seus esforços fracassem, a obra de Deus jamais falhará. Ora, notai bem! Como já disse muitas vezes, a oportunidade mais favorável que o adversário das almas dos homens jamais viu para destruir esta obra foi por volta do dia 6 de abril de 1830; mas, não conseguindo realizá-lo então, apesar dos esforços empreendidos nessa direção, o fracasso em fazê-lo no futuro deve apenas se tornar mais evidente. Há mais com que lidar agora do que então. "O reino" lançou raízes mais profundas e mais fortes na terra, e seus ramos se expandiram e se espalharam por muitas terras. Há mais gente a exterminar agora do que nunca antes, e estamos aumentando rapidamente. De nada adianta pensar que esta obra será destruída pelo martírio de umas poucas pessoas, ainda que sejam nossos líderes. O "mormonismo" é um princípio vivo no coração de todos os verdadeiros Santos, e cada alma dentre eles teria de ser destruída antes que pudesse ser apagado. Foi permitido, pelas providências soberanas do Todo-Poderoso, que crescesse até alcançar força e poder na terra: e graças sejam dadas a Deus, o Governante e Criador dos céus e da terra, sinto até os ossos que o Reino de Deus está além do alcance e do poder do diabo ou de seus agentes. E nessa condição permanecerá, sempre avançando, à medida que os Santos guardarem a lei de Deus. Se nos tornarmos corruptos e iníquos, Ele disse que seremos removidos de nosso lugar, e todo indivíduo que não guardar Seus mandamentos fracassará. Pois nenhum homem pode subsistir nesta Igreja senão sobre o fundamento da retidão e da verdade; e, sempre que empreendermos edificar sobre o fundamento do erro e da falsidade, do egoísmo e do pecado, nesse momento nosso fundamento se desmoronará sob nossos pés; a areia será levada pela água, e cairemos. Mas, enquanto este povo permanecer fiel, Deus será seu amigo, e Ele, lembremo-nos, é o Todo-Poderoso, e esta é Sua obra. A pedra que representa esta obra dos últimos dias foi cortada do monte sem mãos, e rolará adiante conforme o decreto, e nenhum poder será capaz de deter sua marcha adiante. Não sinto vontade de me gabar, senão na força de nosso Deus; e sinto, do mais íntimo do meu coração, louvar Seu santo nome, e agradecer-Lhe por ter tido permissão de ver o Reino onde ele está hoje. E aqueles que vierem depois viverão para ver a consumação das profecias proferidas a seu respeito pelos profetas antigos e modernos confirmadas, e nem uma palavra cairá por terra sem se cumprir. Nem um jota nem um só til passará da lei ou dos profetas; mas tudo se cumprirá, e disso estou tão certo quanto de que vivo. Que trocaríeis vós ou eu por este conhecimento, este testemunho do Espírito? Nada que se pudesse oferecer seria equivalente; vale mais do que tudo o mais no mundo. É um sustento, uma âncora para a alma, um consolo e uma alegria para o coração para sempre. É assim comigo, como é com todo homem e mulher que recebeu o conhecimento de Deus por meio das operações do Espírito Santo, e que é fiel a ele — o reino de Deus ou nada; não tenho maior interesse no reino de Deus do que qualquer membro individual da Igreja. Em outras palavras, não há homem algum no reino de Deus capaz de alcançar a glória do reino celestial que não tenha tão grande interesse no bem-estar desta obra, na consumação dos propósitos do Todo-Poderoso, quanto eu mesmo tenho, ou quanto o Irmão Taylor, o Irmão Cannon, o Irmão Woodruff, ou qualquer dos membros do Quórum dos Doze. Todos nós estamos interessados. Todo homem deveria sentir que esta é sua obra, seu reino, sua igreja, e que os princípios do Evangelho são seus princípios, pois ele os abraçou e os adotou; ou, ao menos, a menos que tenhamos abraçado o Evangelho e recebido seus princípios em nosso coração de tal forma que se tenham tornado parte de nós, para que possamos nos identificar com os desígnios e propósitos do Todo-Poderoso na terra, não estamos convertidos, nem somos dignos de ser salvos no reino de Deus. Está escrito — e é tão verdadeiro quanto o sol brilha — que, a menos que um homem esteja disposto a sacrificar todo laço ou consideração terrena pelo Evangelho, ele não é digno do reino, nem de Cristo. Isso está de acordo com a declaração de Jesus enquanto esteve na terra. É o testemunho de Joseph Smith, e de todos os santos profetas desde o princípio do mundo, que disseram algo sobre este assunto, que qualquer homem que não esteja disposto a sacrificar tudo o mais pelo Evangelho não é digno dele, e virá o dia em que ele será considerado deficiente; de modo que, quanto mais cedo formos convertidos à verdade, melhor será para nós e para nossa posteridade. Eles receberão heranças, e as bênçãos de Deus os seguirão por meio de nós, assim como seguem a semente de Abraão, por causa das bênçãos e promessas concedidas a seu pai Abraão. As promessas foram feitas a Abraão, e a bênção seguiu sobre a cabeça de seus filhos, e continuará até a última geração, porque a promessa foi feita a Abraão, que era digno dela, e ele reivindicará a promessa para sua posteridade. Assim será convosco e comigo. As bênçãos de Abraão, Isaque e Jacó nos foram conferidas, e serão herdadas por nossa posteridade, se provarmos dignos do privilégio, e vivermos para isso. ¶
Que Deus nos abençoe e nos ajude a aprender a verdade e nela permanecer para sempre, é minha oração, em nome de Jesus. Amém. ¶