Pulpit

Causas de Gratidão — A Igreja Ilustrada por uma Videira — O Sacerdócio Representado pelos Ramos — Independência — O Caso de Lyman Wight — O Sacerdócio na Terra e no Mundo Espiritual

Franklin D. Richards

Conferência Geral de Abril de 1883·Sessão de Sábado de Manhã·1883-04-07

É um privilégio muito agradável o que temos de nos reunirmos assim em Conferência. Tenho me sentido muito gratificado, interessado e instruído, como estou certo que todos os fiéis presentes, que compartilharam ou participaram do espírito desta Conferência, também se sentiram. Espero e oro para que, enquanto permanecermos juntos, possamos sentir repousar sobre nós o espírito de inspiração, para guiar nossa mente em nossas reflexões e nossa fala pelos canais de comunicação que forem mais proveitosos para o povo.

Temos hoje motivo extraordinário de gratidão e louvor a Deus, nosso Pai Celestial, pela peculiar manifestação de Sua bondade e misericórdia para conosco durante o ano passado; não somente por ter concedido que a terra fosse fértil, produzindo abundantemente para as necessidades recorrentes de Seu povo, tanto para o homem como para o animal, mas também pela proteção e libertação de Seu povo das maquinações, artimanhas e planos sutis de homens em altas posições de autoridade, que se dispuseram a nos enredar e, se possível, a impedir a obra de Deus — homens que pensaram destruir ou paralisar a grande causa que Deus estabeleceu na terra para a redenção e exaltação da família humana, da degradação e do pecado até os reinos de inteligência e glória em Seu reino. Certamente todos os Santos que têm feito de "primeiro o reino de Deus e a sua justiça" seu objetivo e estudo não podem deixar de ter visto e sentido isso. É apenas mais uma garantia do alto de Seu bom prazer, não somente em nos ter dado o reino, mas em preservar os direitos, os poderes e as bênçãos dele contra a usurpação ou invasão, e contra dano pelas mãos dos iníquos e ímpios.

Recordo-me de que o tempo à minha disposição esta manhã é curto, havendo ainda vários que se dirigirão à Conferência. Passarei, portanto, diretamente a chamar vossa atenção para uma passagem da Escritura encontrada no capítulo 15 de João:

"Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o lavrador.

"Todo ramo que está em mim, que não dá fruto, ele o tira; e limpa todo ramo que dá fruto, para que dê mais fruto.

"Vós já estais limpos pela palavra que vos tenho falado.

"Estai em mim, e eu em vós; como o ramo de si mesmo não pode dar fruto, se não estiver na videira, assim nem vós, se não estiverdes em mim.

"Eu sou a videira, vós, os ramos; quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer.

"Se alguém não estiver em mim, será lançado fora, como o ramo, e secará; e os colhem, e os lançam no fogo, e ardem.

"Se vós estiverdes em mim, e as minhas palavras estiverem em vós, pedireis tudo o que quiserdes, e vos será feito.

"Nisto é glorificado meu Pai, que deis muito fruto; e assim sereis meus discípulos."

Um dos profetas, creio que foi Jeremias, disse que a videira era a mais nobre, ou a mais escolhida, de todas as árvores da floresta. O Salvador, sem dúvida, tendo em vista esse entendimento geral, adotou a videira para representar figurativamente os preciosos princípios que Se propôs ilustrar nas passagens da Escritura acima citadas, e às quais desejo fazer alguma alusão, para ilustrar a importância de estarmos em posição adequada para atender fielmente aos nossos deveres, o que é necessário para o crescimento e progresso completos da videira, à qual estamos ligados em todos os seus ramos, folhas, flores e frutos.

A Igreja de Cristo é frequentemente chamada de videira plantada pelo Senhor na terra. Nosso Salvador e os antigos profetas Néfi, Jacó, Zenos e outros falaram do lavrador que saía pela manhã para empregar trabalhadores em sua vinha, durante o calor e o peso do dia; e também, por volta da undécima hora, de empregar trabalhadores para irem à vinha e podá-la pela última vez. Desejo lembrar-vos, meus irmãos do Sacerdócio, especialmente aqueles que são chamados a ocupar posições de liderança importantes nas Alas, nas Estacas e nos conselhos de Sião, que sois os homens de quem se falou e sobre quem se escreveu nessas parábolas.

Os profetas daqueles dias antigos estavam tão repletos do espírito e do poder do Evangelho e da revelação que olharam para o futuro e viram em visão o nascimento de Cristo e a obra que Ele havia de realizar. Também contemplaram nosso dia, e a obra em que estamos empenhados. Deve-se ter em mente que não trabalhamos apenas por nós mesmos, mas por aqueles que virão depois de nós; e que nossa obra tem estrita relação com os que estiveram aqui e partiram antes de nós para o mundo espiritual, aos quais estamos tão intimamente ligados; e sem os quais não podemos ser aperfeiçoados, assim como eles não podem sê-lo sem nós.

Portanto, todo Élder revestido do Sacerdócio tem o direito de oficiar em ordenanças que afetam a felicidade daqueles que já partiram, bem como de ser o meio de conferir bênçãos aos que o seguem; e pelo uso desse poder ele será responsabilizado.

Ora, compreenda-se bem: Jesus disse: "Eu sou a videira verdadeira." Todo aquele que conhece a arte da poda sabe que, para fazer uma árvore dar a maior quantidade de fruto, é preciso podá-la de modo que não surjam ramos pequenos ao redor das raízes, mas que haja uma só videira, com toda a seiva correndo através dela. Ele não disse apenas: "Eu sou a videira verdadeira"; disse também: "vós sois os ramos". Se a árvore for devidamente podada, a seiva, que é sua vida, irá das raízes, através da videira, a todos os seus ramos. Jesus disse, em conexão com isso: "todo ramo que está em mim, que não dá fruto, ele o tira; e limpa todo ramo que dá fruto, para que dê mais fruto."

Compreenda-se que o crescimento saudável e vigoroso dos galhos, das folhas, da florada e do fruto depende inteiramente da estreita aderência dos "ramos" à "videira" — o corpo de Cristo. E todo homem que porta o Santo Sacerdócio deve tornar-se consciente disso em sua experiência e observação, em algum momento, se há de ser de alguma utilidade como ramo vivo nesta Igreja.

A essa videira, em nossa dispensação, ligam-se três ramos — a Primeira Presidência — que estão intimamente aliados aos poderes por detrás do véu; e são eles os primeiros a receber a mente e a vontade de Deus, e a comunicá-las à Igreja. Este é aquele Espírito de revelação, a seiva que vem da videira, que vai a todos os ramos. E não vemos apenas esses três ramos principais junto ao tronco, mas, um pouco mais adiante, doze outros ramos, estendendo-se, e cada um deles lançando outros ramos, brotos, gavinhas, folhas e frutos, se permanecerem na videira.

Ora, se esses ramos, de alguma forma, se ferem, ou não se acham em condição saudável por qualquer motivo — não importa qual —, de modo que o livre fluxo da seiva do tronco e dos ramos principais seja interrompido ou retardado, a consequência é que os ramos menores, os brotos, as folhas e os frutos que dependem, para sua nutrição e vida, do galho ferido ou amortecido, são mais ou menos afetados, impedidos em seu crescimento, atrofiados em seu desenvolvimento, e devem sofrer a morte, a menos que sejam aliviados por uma poda saudável.

Desejo agora chamar a atenção dos Presidentes de Estaca para a consideração deste fato.

É dever de todo Presidente de Estaca comparecer às Conferências anuais e semestrais, realizadas neste lugar, tanto quanto possível; mas, se acontecer de o próprio Presidente não poder estar presente, então deve providenciar para que um ou ambos os seus Conselheiros venham, ou algum homem fiel e de excelente espírito de sua Estaca, capaz de receber as instruções dadas, e capaz de comunicá-las a seu Presidente e ao povo. E tal pessoa ou pessoas devem ser homens cujo dever seja permanecer até o fim da Conferência, comparecendo a todas as reuniões e prestando a mais estrita atenção a todas as instruções dadas e a todos os assuntos da Igreja tratados.

Não devem vir aqui com pressa para partir antes que os assuntos da Conferência sejam tratados; não devem sentir que podem partir antes de receber tudo o que a Presidência tem a lhes dizer; de modo que, ao retornarem para seus lares, voltem carregados de conselhos e repletos do espírito da Conferência, prontos para transmiti-lo ao povo de suas respectivas Estacas. O Presidente que assim faz mantém acesa a chama, o Espírito do Senhor, no coração de seu povo. Ao comparecer a essas conferências, ele volta para casa com instruções mais eficazes para transmitir ao povo local, e, na conferência semestral ou trimestral sobre a qual preside, ele é capaz de transmitir, a todos os que não puderam comparecer, o espírito desta conferência geral.

Sustento, então, ser de suma importância que os Presidentes de Estaca cuidem de que, como ramos, permaneçam mais cuidadosa e mais estritamente na videira, e que recebam a seiva e o alimento dessas conferências em toda a sua capacidade, e os levem para casa a fim de sustentar cada broto, cada folha, e cada partícula de fruto na videira, para seu devido e saudável crescimento e amadurecimento. Este princípio não se aplica apenas aos Presidentes de Estaca, mas se aplica igualmente, em vossas conferências trimestrais, a todo Bispo.

Nessas conferências, toda Ala deve ser representada pelo Bispo e seus Conselheiros, e o maior número possível de pessoas do povo deve estar presente para receber os conselhos ali dados. Qual é, às vezes, o resultado, quando instruções foram dadas pelo Presidente Taylor por meio dos Presidentes de Estaca, e apenas uma parte deles estava presente? Ora, verifica-se, quando surge algum assunto importante, que esse conselho foi negligenciado, e ouve-se dizer aos que deveriam estar bem informados: "Ora, nunca ouvimos falar disso antes." Por que não ouvistes falar? Por que não estáveis em vosso lugar para ouvi-lo, e assim estar preparados para cumprir a instrução dada?

De igual modo, toda ramificação em todas as missões no exterior deve observar e garantir uma representação correta e adequada em todas as conferências realizadas nas várias missões, onde quer que o Evangelho seja pregado e ramificações sejam levantadas. Esta é uma exigência absoluta. (Vede Doutrina e Convênios, seção 20, versículo 81 e seguintes: "Será dever das diversas igrejas que compõem a igreja de Cristo mandar um ou mais de seus mestres para assistirem às diversas conferências realizadas pelos élderes da igreja.") Somente por esse meio, e por nenhum outro, pode a lei do Senhor sair de Sião, e o espírito de Sião estender-se até a mais remota ramificação ou membro da Igreja sobre a face de toda a terra.

Este é o princípio. De vós, irmãos do Sacerdócio, como ramos desta videira, espera-se que nela permaneçais, que tenhais com ela a mais plena ligação, e que estejais prontos para transmitir a seiva, que vos foi transmitida através do tronco, aos ramos extremos, às gavinhas, às folhas e ao fruto que estão sob vosso cuidado. Mas, se não o fizerdes, vosso povo sofrerá por falta de inteligência; terá de passar sem o alimento espiritual do qual fostes feitos dispensadores, e que se espera que transmitais para nutrição e sustento, não apenas em assuntos espirituais, mas também nas coisas temporais.

Ora, há um sentimento entre a humanidade — é um sentimento comum no mundo, e não é de estranhar que alguns que foram criados no mundo o conservem — um sentimento de independência, um sentimento de autossuficiência, um sentimento de que somos capazes de prescindir de conselho, e de que podemos fazer isto ou aquilo como julgarmos melhor. Meus irmãos, quanto menos desse sentimento carregarmos conosco, mais seguro e melhor será para nós e para o povo que temos de instruir. Devemos compreender nossa dependência de Deus e de nossos irmãos, que estão colocados sobre nós no Sacerdócio, para o conselho necessário a nos sustentar, e que nos capacitará a levar adiante o Reino de Deus em retidão.

Permiti-me citar-vos um exemplo de um homem dos primeiros dias da Igreja — Lyman Wight demonstrou esse tipo de espírito enquanto Joseph vivia. Era tudo o que Joseph podia fazer para mantê-lo em sujeição aos conselhos do Sacerdócio, mas ele se conformava quando levado a considerar sua posição na Igreja, enquanto Joseph viveu. Mas, quando o Profeta Joseph morreu, ele não reconheceu o direito do Apóstolo Brigham nem de seus irmãos do Conselho de presidir sobre ele. E para onde foi? Iniciou, por conta própria, um desmembramento da Igreja, e tanto ele quanto os que o seguiram foram para o mundo, para a destruição e para o diabo, juntos. Este é o destino daqueles que pensam poder "conduzir-se" a si mesmos e "conduzir" os assuntos da Igreja e do Reino de Deus separadamente e independentemente de seus irmãos. Se ele tivesse continuado e permanecido na videira, e se tivesse feito um com Brigham Young e os Apóstolos, teria se reunido conosco nestes vales das montanhas, se alegrado conosco, e depositado seus ossos aqui, tendo sido um com o povo de Deus. Mas não; foi embora por conta própria, sentindo-se totalmente independente de seus irmãos. Não permaneceu na videira, e não deu fruto.

Se há alguém entre nós que diz em seu coração: recebi minhas bênçãos do Presidente Young, ele me conferiu todas as bênçãos, autoridade, Sacerdócio, e chaves de poder que qualquer outro recebeu, sem excetuar o Presidente Taylor, nem qualquer dos Apóstolos, e tenho tanto direito de aconselhar e edificar segundo minha própria direção quanto ele ou eles têm — que tal pessoa se acautele com o exemplo de Lyman Wight, Geo. Miller, e outros, que se afastaram independentemente, e veja o fim a que sua conduta os conduziu. Como disse o Salvador: "Se alguém não estiver em mim, será lançado fora, como o ramo, e secará; e os colhem, e os lançam no fogo, e ardem."

Não há outro caminho para os irmãos, os Apóstolos, os Presidentes de Estaca, os Bispos de Ala, e para todos os que ocupam posição de autoridade na Igreja — não há outro caminho para que os homens tenham em si o amor de Cristo, para que tenham o poder do Sacerdócio, para que cresçam com o Reino de Deus, senão que permaneçam na videira, sejam um com seus irmãos, mantenham-se firmes na verdade, e recebam sua plena porção da seiva que vem das raízes através do corpo da videira.

Este é o princípio que desejo que os irmãos considerem. É uma bela figura a que o Salvador traça, e representa lindamente a grande verdade que deveria ficar fixada em nossa mente, assim como Ele procurou fixá-la nos Apóstolos e no Sacerdócio de Seu tempo. "Todo ramo que está em mim, que não dá fruto, ele o tira; e limpa todo ramo que dá fruto, para que dê mais fruto."

Devemos, então, cuidar para que nada nos ofenda; para que vivamos em harmonia com todas as instruções e conselhos da Igreja; desejamos ver o espírito de amor e poder fluindo não somente através do corpo, mas através de todos os ramos, até alcançar a extremidade mais remota da videira. Não somente os Apóstolos, os Setentas e os Sumos Sacerdotes, mas os Diáconos e os membros, todos os que foram batizados em Cristo e que nEle permanecem.

Alguns de vós talvez tenham notado e visto que há videiras cujos ramos se estendem até o topo das árvores mais altas, e que era difícil derrubar tais árvores por causa do poder de sustentação da videira. A videira dá os mais escolhidos de todos os frutos. Esta videira que Deus plantou nestes últimos dias é a mais escolhida e a maior de todas, e assim se manifestará. E desejamos que todos os irmãos chamados a trabalhar na vinha estejam em posição de comparecer a estas conferências, especialmente à nossa conferência anual, para que possam ouvir — e, se não tiverem mente suficientemente forte para lembrar de tudo, que tragam lápis e papel e anotem todos os assuntos que precisam ser lembrados e levados para casa, e transmitidos ao povo que reside em suas várias Estacas e Alas, Conferências e Ramos.

Há outra bela ilustração que se poderia fazer a respeito da videira, mas não tenho tempo, esta manhã, senão para mencioná-la. É esta: se tomardes uma videira que já cresceu por algum tempo, e a desenterrardes cuidadosamente, encontrareis uma semelhança bem marcante entre as raízes e a aparência e o caráter dos ramos acima. Já notastes isso alguma vez? Já pensastes nisso? Pois bem, esta é uma bela ilustração da ordem do Sacerdócio no mundo eterno. O Apóstolo, ao falar sobre esses assuntos, refere-se a uma "esperança que temos como âncora da alma, segura e firme, e que entra até o interior do véu." O Sacerdócio por detrás do véu está todo interessado em nós, todo ansioso por nós, todo pronto a nos ministrar tanto quanto e tão rapidamente quanto a ocasião permitir ou exigir, assim como as raízes continuamente geram nutrição e ministram aos ramos ou ao topo da árvore; para que sejamos considerados eficientes em nossas esferas e em nossos campos de trabalho. Jamais devemos sentir que estamos sós. Não podemos estar sós. Devemos saber que não podemos viver sem eles, nem eles podem viver e ser glorificados sem nós. E, enquanto essa responsabilidade nos é estendida, devemos perceber que nós e eles somos partes do grande conjunto da família do pai Adão, e que sobre nós repousa uma responsabilidade que é grande e geral. Esta videira ainda há de produzir frutos grandes e gloriosos, enquanto seus ramos hão de encher a terra, e as aves do céu, os anjos, hão de pousar neles. Que estamos fazendo para produzir esses frutos? Que estamos fazendo para promover o crescimento desta videira na terra? Que estais fazendo vós, Presidentes de Estaca? Compreendeis que estais criando e, professamente, educando em nome do Senhor uma nação de reis e sacerdotes para Deus? Gravais isso no coração dos Santos, que esta é a nossa obra? Instruís os Instrutores, e os do Sacerdócio menor, sobre como tratar o povo, e sobre zelar para que não se permita iniquidade em seu meio? Este é o tipo de fruto que cresce nesta videira, irmãos, e este é o tipo de fruto que sois chamados a nutrir, fortalecer e proteger. E não sabeis que a uva não deve apenas crescer, mas também ganhar cor? O fruto deve amadurecer plenamente. É um fruto que precisa de muito clima quente e ensolarado, do sol do Espírito Santo. Só pode amadurecer nesse tipo certo de clima, e esse clima está bem aqui — o brilho do sol do Espírito Santo, e o entendimento dele. Esta nação de "reis e sacerdotes" deve ser criada de tal forma que, quando o Salvador vier, Ele encontre um povo pronto para recebê-lO; um povo repleto da fé e do poder do Evangelho; um povo cuja vida corresponda, em todos os aspectos, ao caráter dos Santos de Deus; de fato, que seja o povo de que fala o Apóstolo João, quando diz: "E cantavam um novo cântico, dizendo: Digno és de tomar o livro, e de abrir os seus selos, porque foste morto, e com o teu sangue para Deus nos compraste de toda tribo, e língua, e povo, e nação; e para o nosso Deus nos fizeste reis e sacerdotes; e reinaremos sobre a terra." Este era o seu cântico de alegria e regozijo, expressivo da glória e do poder, da exaltação e do júbilo que enchiam sua alma.

Há outras fases interessantes e importantes de nossa grande obra que guardam notável analogia com a videira e seus ramos, mas não posso deter-me nelas agora, para não prejudicar os que ainda hão de dirigir-se a vós. Penso que talvez já tenha dito o suficiente para chamar vossa atenção ao tema, e o Espírito vos ajudará a aprofundá-lo. Meu desejo sincero é que possamos dominar este e todos os princípios do Evangelho, e fazê-los nossas próprias riquezas eternas, por meio de nosso Senhor Jesus Cristo. Amém.

Como citar este discursoFranklin D. Richards, “Causas de Gratidão — A Igreja Ilustrada por uma Videira — O Sacerdócio Representado pelos Ramos — Independência — O Caso de Lyman Wight — O Sacerdócio na Terra e no Mundo Espiritual”, Conferência Geral de Abril de 1883, Sessão de Sábado de Manhã (1883-04-07). Pulpit Vault, 1883-04-richards-causes-of-gratitudethe-church-illustrated-by. Tradução desta edição, por método de glossário, archive.org.Pulpit Vault, edição de 23 de setembro de 2026 (commit 4bdc6ac627).