Pulpit

O Espírito Natural do Homem e o Espírito de Deus—Nosso Relacionamento Com Ele—Seus Tratos nos Últimos Dias—O que se Espera dos Santos—Sua Posição e Trabalhos Entre as Nações—Cristo o Exemplo Para Todos os Seus Seguidores—Palavras de Conselho ao Sacerdócio e ao Povo

John Taylor

1882-11-23

Estamos vivendo, como o Irmão Cannon observou, num dia e numa época do mundo dos mais importantes. Os tempos estão grávidos de acontecimentos maiores do que quaisquer outros de que tenhamos conhecimento na história dos tratos de Deus com o seu povo entre as nações da terra, nas diferentes eras. O próprio fato de nos reunirmos como o fazemos é uma coisa muito peculiar. Difere da maneira de qualquer outro povo. É parte do Evangelho, e inspirado pelo espírito de revelação, mesmo o dom do Espírito Santo, que vem pela obediência ao Evangelho. Há, e sempre houve, um espírito difundido no mundo que é realmente uma porção do Espírito de Deus, o qual leva a humanidade, em muitos casos, a discriminar entre o bem e o mal, e entre o certo e o errado. Têm uma consciência que os acusa ou os desculpa por seus atos; e, embora o mundo da humanidade seja muito perverso e muito corrupto, contudo se verá que quase todos os homens, ainda que eles próprios não pratiquem o bem, apreciam boas ações nos outros.

As escrituras dizem que Deus "de um só sangue fez toda a geração dos homens, para habitar sobre toda a face da terra, determinando os tempos já dantes ordenados, e os limites da sua habitação; para que buscassem ao Senhor, se porventura tateando o pudessem encontrar; ainda que não está longe de cada um de nós." A Escritura diz ainda que ele lhes deu uma porção do seu espírito para seu proveito. Mas há uma distinção considerável entre a posição que este povo ocupa e a que nós ocupamos. Temos algo mais do que aquela porção do Espírito de Deus que é dada a todo homem, e chama-se o dom do Espírito Santo, que se recebe pela obediência aos primeiros princípios do Evangelho de Cristo, pela imposição das mãos dos servos de Deus. Por isso, quando o Evangelho era pregado em tempos passados entre o povo, dizia-se-lhes que se arrependessem dos seus pecados; que fossem batizados em nome de Jesus para a remissão dos seus pecados, e depois que tivessem as mãos impostas sobre eles para o recebimento do Espírito Santo. Dizia-se-lhes, ademais, o que este Espírito Santo faria; que tomaria das coisas de Deus e lhas mostraria; que faria com que os seus homens velhos sonhassem sonhos e os seus jovens vissem visões; e que repousaria sobre os servos e servas de Deus, e eles profetizariam. Estas são as operações daquele Espírito que habita com Deus, o Pai, e Deus, o Filho, a saber, o Espírito Santo. É este Espírito que nos coloca em relacionamento com Deus, e difere muito substancialmente da porção de espírito que é dada a todos os homens para seu proveito. O dom especial do Espírito Santo obtém-se, como disse, pela obediência aos primeiros princípios do Evangelho. A sua função é guiar-nos a toda a verdade, e trazer à nossa memória coisas passadas, presentes e futuras. Contempla o futuro e desdobra coisas em que não havíamos pensado até então, e estas coisas estão muito claramente descritas na Bíblia, no Livro de Mórmon, e no Livro de Doutrina e Convênios. Aqui reside a diferença entre nós e os outros, e assim foi em tempos passados. Um dos antigos Apóstolos, falando do nosso relacionamento com Deus, diz: "Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifestado o que havemos de ser. Porém sabemos que, quando se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos." E de novo é dito: "E se nós somos filhos, somos, logo, herdeiros também, herdeiros de Deus", isto é, herdeiros legítimos das coisas de Deus, "e co-herdeiros com Cristo; se porventura com ele padecemos, para que também com ele sejamos glorificados." Foi o Evangelho do reino que nos trouxe a este relacionamento com Deus. Desfrutamos do mesmo espírito que os Santos desfrutaram nos tempos antigos, nos dias de Jesus, nos dias de Moisés, nos dias de Enoque, nos dias de Sete, até os dias de Adão. O Evangelho que recebemos é o Evangelho eterno, que, pela expiação de Jesus Cristo, traz os homens a um relacionamento estreito com Deus, seu Pai celestial, e os faz herdeiros de todas as promessas que Deus fez ao seu povo. Por isso ocupamos esta posição--Deus é real e verdadeiramente nosso Pai e somos seus filhos. Ele é "o Deus dos espíritos de toda a carne", e nos disse para nos aproximarmos dele. Ensinou-nos como orar, e de que maneira nos aproximarmos dele e pedir aquilo de que necessitamos. Esta é a posição que ocupamos, se pudermos compreendê-la, e somos chamados pelo Todo-Poderoso a realizar uma grande obra. Ele tomou muito grandes cuidados ao introduzir os princípios do Evangelho. Em primeiro lugar, ele próprio nos falou dos céus, assim como o fez também o seu Filho Jesus Cristo. Restaurou o Sacerdócio eterno. Todos aqueles homens que outrora o tiveram em sua posse--isto é, os que detiveram as suas chaves sobre a terra--apareceram e restauraram a autoridade do santo Sacerdócio que detinham. Assim apareceu João Batista, e, impondo as mãos sobre Joseph Smith e Oliver Cowdery, ordenou-os ao Sacerdócio Aarônico, usando as seguintes palavras: "A vós, meus conservos, em nome do Messias, eu confiro o Sacerdócio de Aarão, que possui as chaves do ministério de anjos e do evangelho do arrependimento e do batismo por imersão para remissão de pecados; e ele nunca mais será tirado da Terra, até que os filhos de Levi tornem a fazer, em retidão, uma oferta ao Senhor." Pedro, Tiago e João depois conferiram a Joseph Smith o Sacerdócio de Melquisedeque, que detém a chave dos mistérios do reino, mesmo a chave do conhecimento de Deus. Por este Sacerdócio, a mente e a vontade de Deus são dadas a conhecer ao homem; por ele o homem pode andar de acordo com a luz e a inteligência que Deus concede. Homens foram ordenados a este santo Sacerdócio, e saíram a pregar o Evangelho às nações da terra. Neste trabalho foram sustentados, abençoados e amparados pelo Senhor, pois, embora o mundo em geral tenha se oposto a eles em seus ministérios, ele lhes deu poder, sabedoria e inteligência, pelos quais foram capazes de sustentar e manter os princípios que Deus revelou. E, então, as ovelhas de Deus--isto é, os milhares que foram reunidos dentre as nações--foram levados a ver e a crer no Evangelho, e a obedecê-lo tal como lhes foi apresentado. Jesus disse que as suas ovelhas conheceriam a sua voz, e que a um estranho não seguiriam. Por meio do Evangelho fomos reunidos nestes vales das montanhas hoje. Por que o Senhor nos chamou? Para que pudesse ter um povo que obedecesse à sua lei; pois o mundo, em geral, não escutará a voz de Deus; as nações da terra, os reis da terra, os príncipes da terra, os presidentes da terra, os legisladores da terra, e os poderes da terra, não escutarão a voz de Deus, e ele nos reuniu, como disse que faria, "um de uma cidade e dois de uma família." Reuniu-nos para que fôssemos ensinados por ele. Está escrito nos Profetas que o povo "será todo ensinado por Deus"; e queremos progredir nesta inteligência e nos princípios que Deus revelou, até que os homens não digam mais uns aos outros: "Conhecei ao Senhor, pois todos o conhecerão, desde o menor até o maior." Esta é a posição que se espera que ocupemos. Tendo obtido este conhecimento de Deus, devemos ensiná-lo aos outros, para que os princípios eternos que ele revelou possam ser disseminados entre as nações da terra, até que os retos de coração sejam recolhidos, até que todos os que amam a verdade e desejam conhecer a vontade de Deus e fazê-la estejam sob a direção e orientação do Senhor. E então, quando a vontade de Deus for feita entre os santos de Deus na terra assim como é feita nos céus, uma parte daquilo por que Jesus orou se cumprirá. Jesus ensinou aos seus discípulos a orar para que a vontade de Deus fosse feita na terra assim como é feita nos céus. No momento presente, isso não se cumpre em toda a terra, mas pode cumprir-se entre nós se nos sujeitarmos à lei de Deus, à palavra de Deus, à vontade de Deus, e aos princípios da verdade eterna, e seguirmos os ensinamentos do Espírito de Deus; pois todos quantos são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus, e, se filhos, então são herdeiros de Deus, e co-herdeiros com Jesus Cristo. Ora, é o governo de Deus que se deseja introduzir na terra, e esta é a razão pela qual o Pai e o Filho apareceram a Joseph Smith, por que João Batista conferiu o Sacerdócio Aarônico, por que Pedro, Tiago e João conferiram o Sacerdócio de Melquisedeque, por que Moisés veio conferir a dispensação do ajuntamento, e por que outras manifestações nos foram dadas como povo, seu eleito, que ele escolheu dentre as nações. Esta é uma posição honrosa para nós ocuparmos. Somos chamados a cumprir vários deveres que Deus requer de nossas mãos. E a nossa posição não é coisa nominal; é uma realidade. É verdade que Deus apareceu a Joseph Smith, e que o seu Filho Jesus também apareceu; é verdade que João Batista apareceu; é verdade que Pedro, Tiago e João apareceram; e lhe conferiram o santo Sacerdócio; é verdade que Moisés e Elias lhe apareceram e que todos estes lhe conferiram as chaves das suas várias dispensações; é verdade que este Sacerdócio nos foi conferido; é verdade que o Evangelho foi pregado pelos Élderes de Israel às nações, até onde ainda chegaram; é verdade que os que obedeceram a este Evangelho receberam o Espírito Santo e foram colocados em comunicação com Deus, o nosso Pai Celestial. Estas coisas são todas verdadeiras. É também verdade que Elias apareceu para que os corações dos pais se voltassem para os seus filhos e os corações dos filhos para os seus pais--isto é, Adão, Sete, Matusalém, Noé, Abraão, e os homens de Deus nas diferentes eras--para que um interesse geral pudesse manifestar-se para com as obras de Deus e o povo de Deus tal como existiram sobre a terra, para que possamos estar como salvadores sobre o Monte Sião, e edificar templos ao Senhor, e depois ir e ministrar naqueles templos pelos vivos e pelos mortos, para que possa haver, como disse o Profeta Joseph, um elo de solda que cimente e una outros povos a nós e a nós a eles, e para que possa haver também um vínculo de união entre o povo na terra e os que estão nos céus, para que possamos operar juntos, eles nos céus e nós na terra, para a realização dos propósitos de Deus concernentes aos povos que viveram, que agora vivem, e que hão de viver.

Estes são alguns dos objetivos da nossa existência, e esta é a razão pela qual estamos reunidos nestes vales das montanhas. É uma coisa curiosa quando refletis que, quando fostes batizados nesta Igreja, ninguém poderia impedir-vos de virdes vos reunir aqui. Para isso, muitas esposas tiveram de deixar os seus maridos, muitos maridos tiveram de deixar as suas esposas, filhos tiveram de deixar os seus pais, e pais tiveram de deixar os seus filhos. Mas estamos reunidos para que possamos aprender as leis da vida e a palavra de Deus, e para que possamos compreender os deveres e as responsabilidades que recaem sobre nós--para que possamos aprender como salvar a nós mesmos e como salvar as nossas esposas e filhos, os nossos pais e mães, os nossos tios e tias, os nossos avós e bisavós, que não tiveram o privilégio de que desfrutamos. Esta é a posição que ocupamos, isto é, se estivermos vivendo a nossa religião, guardando os mandamentos de Deus e obedecendo àqueles princípios eternos que ele nos revelou. Não há povo vivendo sobre a face da terra hoje que desfrute dos privilégios que este povo desfruta, nem que tenha a luz, a verdade, ou a inteligência que temos. O mundo não nos compreende, nem aos princípios que recebemos, e, por consequência, somos perseguidos, hostilizados e maltratados de todos os lados. Não faz diferença, contudo. Estamos aqui para fazer a vontade de Deus, para edificar o reino de Deus, e para estabelecer o Sião de Deus. E temos estado, muitos de nós, até os confins da terra, ia dizer, mas não temos estado exatamente até os confins; de fato, não sei onde ficam os confins; mas temos andado muito, para cima e para baixo, pela terra, e depois há muitos lugares que ainda não visitamos. É verdade que o mundo não nos tem tratado muito bem, e às vezes penso que nutrimos demasiado do mesmo espírito que o mundo demonstra para conosco. Somos inclinados a retribuir o mal com o mal. Não devíamos fazer isso. Devíamos retribuir o mal com o bem. "Bendizei os que vos maldizem, e orai pelos que vos maltratam", disse o Salvador. Recebemos o Evangelho confiado a nós. Para quê? Para que pudéssemos ser os mensageiros da vida e da salvação para os outros, não da morte, da condenação e da destruição, mas os mensageiros da vida e da salvação. Como foi com Jesus quando esteve sobre a terra? "Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele." Ele veio para ser um Salvador do mundo. Ele não nos separou para condenar o mundo, mas para pregar ao mundo o Evangelho da vida e da salvação. Não nos cabe sentir em nossos corações um princípio de destruição, mas um princípio de salvação, e procurar beneficiar, abençoar e exaltar a família humana, tantos quantos vierem a estar sob a influência do Filho de Deus, e, quanto aos que não vierem, pois deixá-los-emos nas mãos de Deus; cabe a ele, à sua própria maneira e em seu próprio tempo, fazer deles o que julgar conveniente. Cabe-nos a nós levar a cabo os seus desígnios; cabe aos Doze, aos Setentas e a outros pregar o Evangelho ao mundo e recolher os retos de coração; cabe-nos dar aos habitantes da terra uma advertência justa, para que possam compreender o verdadeiro estado das coisas e ter os princípios da vida apresentados a eles. "Mas," diz alguém, "eles agem de maneira muito mesquinha para conosco." Pois bem, agem mesmo. Mas, então, eles não sabem melhor. Não sabem melhor? Não, não sabem. Não compreendem as coisas como nós as compreendemos. Professamos estar familiarizados com o Espírito de Deus, como já disse antes, e com a luz da revelação, eles não. E, além disso, "as coisas de Deus ninguém as sabe, senão o Espírito de Deus." Bem, mas Deus não diz que virá em juízo contra os ímpios? Sim; mas isso é da conta dele, e não da nossa, a menos que ele nos chame para ajudá-lo, e devemos continuar a bendizer os que nos maldizem, e a orar pelos que nos maltratam. É da nossa conta pregar o Evangelho, e recolher os eleitos de Deus dos quatro cantos da terra. É da nossa conta agir corretamente--isto é, a Primeira Presidência, eu e os meus Conselheiros. Somos criaturas pobres, frágeis e fracas, tal como vós, e sois tanto quanto nós; não há nada de que se gabar em nenhum de nós. Quaisquer bênçãos que tenhamos recebido são dons gratuitos de Deus para nós. E ele espera que magnifiquemos o nosso Sacerdócio e chamado e o honremos. Que mais faremos? Pregaremos o Evangelho; procuraremos reunir o povo depois de termos pregado; edificaremos Templos como estamos fazendo, e neles ministraremos quando estiverem concluídos, de acordo com o padrão que Deus nos mostrou, e não poderíamos fazê-lo se ele não no-lo tivesse mostrado. Aqueles homens que tanto tagarelam a respeito dos nossos assuntos e da nossa ignorância, poderíamos edificar Templos para eles, mas saberiam eles como ministrar neles? Não; não saberiam; e não há homem vivendo no mundo fora desta Igreja que pudesse realizar a primeira cerimônia num Templo do Senhor dos Exércitos, e nós próprios não teríamos esse conhecimento em nossa posse, se Deus no-lo não tivesse revelado. Mas, possuindo este conhecimento, podemos entrar nestes Templos e ministrar pelos vivos e pelos mortos. Mas devemos humilhar-nos perante o Senhor, devemos colocar-nos em ordem, devemos ensinar às nossas famílias os princípios da vida, devemos agir corretamente para com os nossos vizinhos e para com todos, devemos magnificar o Senhor e observar a sua lei, purificar-nos de tudo o que é errado, e dizer: "Ó Deus, prova-me e experimenta-me. Dá-me o teu Santo Espírito, que acenda a candeia da inteligência em minha alma, para que eu possa ver a mim mesmo como tu me vês, e, se houver algo errado em mim, mostra-mo, e dá-me poder para o afastar, para que eu tenha a verdade e esteja cheio do Espírito Santo, da luz da revelação, e do poder de Deus." Queremos colocar a nós mesmos e às nossas famílias em ordem. E depois, aprendamos a reconhecer a mão de Deus em todas as coisas e a obedecer à sua lei e a guardar os seus mandamentos em tudo; não numa única coisa apenas, mas em tudo, para que o Espírito e a bênção de Deus e o poder de Deus estejam conosco, para que sejamos os filhos de Deus, irrepreensíveis no meio de uma geração perversa e corrompida; para que estejamos cheios de alegria, paz e ação de graças a Deus, nosso Pai Celestial, para que sejamos fiéis às nossas devoções junto ao altar familiar, e todas as manhãs e todas as noites nos curvemos diante do Senhor com a nossa família e com tudo o que a nós pertence. E, então, que os quóruns busquem o espírito e o poder do Sacerdócio que lhes pertence, sejam Sumo Conselheiros, Presidentes de Estaca, Sumos Sacerdotes, Bispos, ou o que quer que sejam, para que todos magnifiquem o seu chamado e estejam cheios do Espírito Santo e do poder de Deus, deixando de lado as nossas tolices, a nossa cobiça e os nossos males, e, onde tivermos feito algum mal, façamos restituição por esse mal. Ora, esta é a palavra do Senhor para vós, se a puderdes receber. Procuremos obedecer à palavra e à vontade de Deus, e guardar os seus mandamentos, e depois invoquemos o Senhor, e ele ouvirá as nossas orações. Os seus olhos estão sobre o seu povo, e os seus ouvidos estão abertos aos seus clamores. Deus permanecerá ao lado do seu Israel e libertará o seu povo, se apenas o servirem. Nenhum homem, nenhum poder, nenhuma nação pode fazer-vos mal se fordes seguidores daquilo que é bom, pois Deus sustentará o seu povo. Sião avança, avança e avança. O reino de Deus será estabelecido. Nenhum poder sobre a terra pode deter a mão do Todo-Poderoso. Sejamos, pois, humildes e fiéis, e temamos a Deus e guardemos os seus mandamentos, para que o Espírito Santo possa habitar em nós, para que a paz de Deus possa permanecer em nossos lares. Dediquemos a nós mesmos e às nossas famílias e tudo o que a nós pertence ao Senhor, e sentiremos que somos abençoados por ele. A obra em que estamos empenhados não é um fantasma. Vamos edificar o Sião de Deus; e o reino de Deus continuará a crescer e a aumentar, até que "os reinos do mundo tornaram-se de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará para todo o sempre." Se formos fiéis, Deus nos abençoará e nos prosperará, e todas as coisas ditas pelos Profetas se cumprirão.

Deus vos abençoe e vos guie nos caminhos da vida em nome de Jesus, Amém.

Como citar este discursoJohn Taylor, “O Espírito Natural do Homem e o Espírito de Deus—Nosso Relacionamento Com Ele—Seus Tratos nos Últimos Dias—O que se Espera dos Santos—Sua Posição e Trabalhos Entre as Nações—Cristo o Exemplo Para Todos os Seus Seguidores—Palavras de Conselho ao Sacerdócio e ao Povo”, (1882-11-23). Pulpit Vault, 1882-11-taylor-mans-natural-spirit-and-the-spirit-of-god. Tradução desta edição, por método de glossário, contentdm.lib.byu.edu.Pulpit Vault, edição de 23 de setembro de 2026 (commit 4bdc6ac627).