Um Privilégio Reunir-se para Adorar a Deus—Esta Igreja Ordenada por Deus—Todas as Outras Igrejas e Sociedades, Obra do Homem—Toda Instituição Humana Passará—Somente o Que Deus Estabelece Perdurará—A Antiga Igreja Cristã—A Igreja Apóstata de Roma—Os Vários Credos Feitos pelo Homem—Falta de Autoridade Divina—A Igreja Verdadeira Restaurada—Religião na Política—O Direito de Deus de Governar em Todas as Coisas—O Arbítrio do Homem e a Autoridade de Deus—Permanecer no Convênio do Senhor Até a Morte—Nenhum Compromisso com os Ímpios—O Espírito de Abel e o de Caim—As Bênçãos que Vêm pela Obediência e Fidelidade
Charles W. Penrose
O testemunho que nos foi dado esta tarde pelo Irmão Abraham H. Cannon é verdadeiro e fiel. Presumo que não há um Élder em Israel, por mais experiência que tenha em falar em público, que não sinta em seu coração encolher-se quando é chamado a levantar-se diante do povo e falar-lhe das coisas do reino de Deus; pois, se ele puder compreender devidamente a sua posição, sentirá a sua incapacidade, a sua fraqueza; sentirá que, por si mesmo, é incapaz de instruir os Santos; sabe que eles estão familiarizados com os princípios gerais do Evangelho, e com quase toda verdade que foi manifestada pelo poder de Deus nestes últimos dias; muitos deles também estão familiarizados com os ensinamentos dos servos de Deus em tempos anteriores, os quais puderam colher das Escrituras da verdade divina. Levantar-se diante de uma congregação de pessoas familiarizadas com o Evangelho, os seus princípios, as suas ordenanças, e o seu espírito e poder, é de fato uma tarefa árdua, e é somente na força do Senhor, é somente por causa da fé em suas promessas e da experiência em receber o cumprimento delas, que os Élderes se sentem encorajados a levantar-se diante do povo para se dirigir a ele, confiando na inspiração do momento, confiando que Deus derramará o seu Espírito sobre eles e sobre a congregação a quem se dirigem. ¶
Sinto, esta tarde, que é um privilégio muito grande estar entre os Santos dos Últimos Dias, ter a permissão de reunir-me nesta casa e adorar a Deus, nosso Pai celestial, da maneira que ele determinou, participar dos emblemas do corpo e do sangue de Jesus Cristo, nosso Redentor, e passar um pouco de tempo juntos refletindo sobre as coisas que dizem respeito ao nosso bem-estar eterno. Nisto sinto que somos abençoados pelo Senhor, e o meu coração está cheio de gratidão por este grande privilégio. Pois, quando nos reunimos para adorar, não nos ajuntamos para oferecer as nossas orações e cumprir as ordenanças ou realizar qualquer cerimônia que tenhamos inventado, mas reunimo-nos para atender às coisas que nos foram indicadas pelo dedo da providência divina. Todo princípio que recebemos veio de Deus. Toda ordenança que administramos, ou da qual recebemos a administração, chegou até nós por revelação divina em nossos próprios dias. A maneira de administrar o sacramento da ceia do Senhor, do qual participamos todos os sábados, quando nos reunimos, foi-nos indicada pelo Senhor. Não aprendemos isto apenas lendo as Escrituras, escritas por homens santos de Deus em tempos antigos, mas o Senhor indicou de que maneira deve ser administrado, e nos deu as palavras a serem usadas na bênção do pão e da água, os emblemas do corpo e do sangue de Jesus Cristo. E assim é com tudo o que temos na Igreja; tudo nos é indicado pelo Senhor. A própria Igreja não foi organizada pelo homem, nem pela sabedoria do homem, mas segundo um padrão divino revelado diretamente dos céus; e, neste aspecto, a nossa Igreja, a nossa religião, as ordenanças que recebemos, e todas as coisas pertencentes à obra em que estamos empenhados, são diferentes de tudo o mais sobre a face da terra. Pois todas as igrejas, sociedades, instituições e governos que existem sobre a face da terra, fora d'A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, são obra do homem. É verdade que em cada uma delas alguns princípios divinos estão incorporados; há alguma verdade em toda religião, em toda seita, em todo credo, em toda sociedade, e em toda forma política de governo. Mas essas instituições, civis, políticas e eclesiásticas, foram estabelecidas pelo homem. Foram fundadas no conhecimento e na sabedoria do homem; não foram estabelecidas pela autoridade do nosso Pai celestial, mas os homens as estabeleceram de acordo com as circunstâncias, e de acordo com os seus desejos, os seus desígnios e as suas noções. Contudo, ao mesmo tempo, sobre tudo, acima de tudo, está o nosso Pai celestial, observando os assuntos dos homens e das nações, moldando, controlando e dirigindo todas as coisas para, no devido tempo, realizar os seus próprios propósitos divinos com relação à terra e aos seus habitantes. Mas, no que diz respeito a essas organizações, essas várias instituições que foram estabelecidas, são obras dos homens. Não foram autorizadas pelo nosso Pai celestial, embora contenham em si mesmas muitas coisas que são certas e verdadeiras. ¶
Ora, será que todas essas várias instituições vão perdurar? Podem elas resistir à prova do tempo? Passarão elas em algum momento? Instituições como estas foram estabelecidas em tempos passados, e depois de algum tempo pereceram e desapareceram, assim como todas as coisas terrenas, assim como todas as coisas com que os homens se ocupam; todas têm caráter temporário, e trazem em si mesmas os elementos da sua própria dissolução e destruição final. Ora, o Senhor nos disse um pouco a este respeito numa revelação que deu por meio do Profeta Joseph Smith, e lerei uma parte dela. Encontra-se na página 465 do Livro de Doutrina e Convênios: ¶
"Eis que minha casa é uma casa de ordem, diz o Senhor Deus, e não uma casa de confusão. ¶
"Aceitarei eu uma oferta, diz o Senhor, que não seja feita em meu nome? ¶
"Ou receberei de vossas mãos aquilo que não determinei? ¶
"E determinarei algo, diz o Senhor, a menos que seja por lei, como eu e meu Pai estabelecemos para vós antes da fundação do mundo? ¶
"Eu sou o Senhor vosso Deus; e dou-vos este mandamento: Ninguém virá ao Pai senão por mim ou pela minha palavra, a qual é a minha lei, diz o Senhor. ¶
"E tudo que existe no mundo, quer seja ordenado por homens, por tronos ou principados ou poderes ou coisas de renome, sejam quais forem, que não for por mim nem pela minha palavra, diz o Senhor, será derrubado e não permanecerá depois que os homens morrerem; nem na ressurreição nem depois da ressurreição, diz o Senhor vosso Deus. ¶
"Pois todas as coisas que permanecem são por mim; e todas as coisas que não são por mim serão abaladas e destruídas." ¶
Há muitíssimas religiões no mundo, e as pessoas que compõem essas várias sociedades religiosas reúnem-se em suas capelas, igrejas e salões de adoração para realizar cerimônias religiosas, para participar de ordenanças religiosas; mas verificamos, ao examiná-las, que cada uma delas foi estabelecida pelo homem, e não foram autorizadas pelo Senhor nosso Deus. ¶
Pouco mais de 1.800 anos atrás, uma Igreja foi estabelecida sobre a terra pelo nosso Pai celestial, por meio de Jesus Cristo, seu Filho. Jesus Cristo não veio apenas para estabelecer um padrão à humanidade em seus atos terrenos, e para morrer pelos pecados do mundo, mas também para estabelecer a sua Igreja sobre a face da terra, a Igreja de Deus, a quem ele representava; pois o Pai era representado nele, sendo ele a própria imagem da pessoa do Pai. Recebeu o espírito do Pai, não por medida, mas em sua plenitude. Veio aqui não somente para representar o Senhor sobre a terra a fim de que o homem pudesse compreender o Pai, e para mostrar-lhes um padrão para que seguissem os seus passos, e para dar a sua vida pelos pecados deles e por amor a todo o mundo, mas para que pudesse estabelecer a Igreja de Deus; e chamou certos discípulos e os ordenou ao mesmo chamado e autoridade que ele havia recebido do Pai. Chamou doze homens e os ordenou Apóstolos. Chamou setenta homens e os ordenou a uma posição que era um apêndice daquele apostolado, para que trabalhassem no mesmo ministério e fossem aonde os Doze não podiam ir; em outras palavras, para serem seus auxiliares. Revelou àqueles Doze Apóstolos o suficiente para começar o estabelecimento de sua Igreja, e também os ensinou linha sobre linha, preceito sobre preceito, e princípio sobre princípio, para capacitá-los, depois de sua partida, a continuar a obra que havia começado. E depois de os deixar, depois de ter sido tomado por mãos ímpias, crucificado e morto, e de ter ressuscitado dentre os mortos, e de se ter encontrado com eles e falado com eles e explicado-lhes mais ainda a respeito de seus deveres e a respeito da Igreja que havia de ser estabelecida sobre a terra, ele derramou sobre eles o seu Espírito Santo, o Consolador, para que estivesse em seu lugar; para que a sua palavra lhes fosse falada; e para que as coisas do Pai e do Filho lhes fossem reveladas; para que pudessem compreender tudo o que fosse necessário para estabelecer a Igreja; para que pudessem realizar a obra do ministério; para que pudessem edificar o corpo de Cristo; para que pudessem conduzir os santos e a Igreja à perfeição. E sabemos que a Igreja foi plenamente estabelecida sob esta direção divina, sob o dom e o poder do Espírito Santo e o ensino pessoal de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Foi estabelecida com Apóstolos e Profetas, evangelistas, pastores e mestres, com auxílios e governos, com dons, poderes, privilégios, bênçãos e ordenanças, para que o povo que cria em Jesus Cristo não ficasse numa condição de dispersão, mas que pudesse reunir-se e ser organizado segundo o padrão do céu, para que o princípio do reino celestial e do governo celestial estivesse em seu meio. Pois a obra que Jesus veio estabelecer era, de fato, o reino dos céus, na medida em que ele pôde estabelecê-lo naquele tempo. E a palavra do homem que veio preparar o caminho diante dele foi: "Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus." Os discípulos de Jesus Cristo, todos os que criam nele, foram organizados nos vários ramos daquela Igreja, e todos os ramos estavam unidos em um só, com Jesus por sua cabeça viva, com um representante sobre a terra na pessoa do Apóstolo Pedro, que, auxiliado por seus conselheiros, Tiago e João, presidia a Igreja, e "estes homens eram considerados como colunas" da Igreja. Verificamos, ao percorrer o Novo Testamento, a natureza da Igreja, o poder dentro dela, e as bênçãos desfrutadas; e a promessa que Cristo fez foi que, se os seus servos observassem fazer tudo quanto ele lhes ordenasse, as portas do inferno não prevaleceriam contra eles. ¶
Por algum tempo, a Igreja de Jesus Cristo, tal como fora organizada, permaneceu sobre a terra. O poder de Deus estava no meio dos Santos. Estavam unidos, judeus e gentios, alguns servos e alguns livres; alguns haviam pertencido a uma seita, outros a outra, e outros a nenhuma seita. Quando eram batizados na Igreja de Cristo, todos eram batizados por um espírito em um só corpo, tornavam-se unidos, eram organizados segundo o padrão do céu, e o Espírito Santo percorria todo o corpo. O mesmo espírito estava nos pés como na cabeça e nas mãos. Cada parte do corpo da Igreja era movida pelo mesmo espírito e pela mesma influência, e esse era o poder em seu meio que os tornava um só e diferentes de todos os outros povos sobre a face da terra. Mas, com o tempo, erros insinuaram-se entre eles. A maldade e a corrupção também foram introduzidas. Começaram a desviar-se dos caminhos do Senhor. A perseguição que se abateu sobre eles fez desfalecer o coração de alguns, e, com o tempo, a Igreja começou a entrar nas trevas e a perder as características que manifestara quando fora estabelecida pela primeira vez. Heresia após heresia se insinuou, e, depois de algum tempo, cumpriram-se as coisas que os Apóstolos haviam predito. Homens maus e corruptos surgiram no meio do povo, e "fizeram comércio das almas dos homens". Desviaram os ouvidos da verdade e deram atenção a fábulas. E, decorridos poucos anos, a Igreja entrou nas trevas, e Deus retirou o seu Espírito Santo e o poder e a autoridade do apostolado. Os Apóstolos foram mortos. As luzes que haviam sido colocadas na Igreja foram apagadas pela mão da maldade. As trevas cobriram toda a terra, e a escuridão profunda, a mente do povo. ¶
Surgiu uma igreja diferente da Igreja que Cristo estabeleceu; é hoje chamada Igreja de Roma, ou Igreja Católica Romana, que professa ser a antiga igreja cristã continuada sobre a terra até o tempo presente, e o Papa de Roma, que a preside, alega ser sucessor em autoridade de São Pedro. Mas, ao examinarmos as reivindicações dessa igreja quanto à sucessão, verificamos que não resistem ao teste da investigação. Quando comparamos a Igreja de Roma com a Igreja que Cristo estabeleceu, verificamos que é completamente diferente. A sua organização, as suas ordenanças, os seus ensinamentos, as suas doutrinas divergem da organização, dos ensinamentos e das doutrinas da Igreja de Cristo. Em vez de Apóstolos à frente da igreja, há Papa e Cardeais. Em vez do batismo por imersão para a remissão dos pecados, a aspersão de crianças que não conhecem pecado. Em vez do dom e do poder do Espírito Santo, trevas. Em vez da caridade que cobre a multidão de pecados, perseguição e um desejo de coagir o homem a certas formas de religião. Em vez das ordenanças instituídas na Igreja antiga em favor dos mortos, orações pelas almas no purgatório. Eu poderia prosseguir longamente e mostrar a diferença entre aquela igreja e a Igreja que Cristo estabeleceu. Mas não é esse o meu propósito esta tarde. Qualquer pessoa que tomar o Novo Testamento e ler ali o relato dos atos dos Apóstolos, das doutrinas ensinadas nas epístolas, das ordenanças, do espírito e do poder na Igreja de Cristo, e então comparar aquela Igreja com a igreja chamada Igreja de Roma, verá que são duas organizações inteiramente distintas e separadas, sem nada em comum entre si, exceto talvez que, em alguns pormenores, tenham alguma semelhança. ¶
Ora, todas as outras formas da religião cristã que existem sobre a face da terra brotaram daquela igreja, direta ou indiretamente, e, se a Igreja de Roma está errada, todas as organizações que dela brotaram devem estar erradas também, a menos que algumas dessas pessoas que se separaram daquela igreja tenham sido autorizadas por Deus Todo-Poderoso, tenham sido autorizadas pelo Senhor Jesus Cristo, a estabelecer uma nova igreja. Mas não há uma delas que reivindique tal coisa. Nenhuma das várias seitas a que me refiro alega ter sido autorizada por revelação divina a estabelecer uma nova igreja. Não; saíram de alguma outra igreja e, por sua própria autoridade, começaram a corrigir erros que julgavam existir no corpo do qual haviam se separado. Essa é a posição que ocupam. A Igreja da Inglaterra--ou a Igreja Episcopal, como é chamada--é um ramo da Igreja Católica Romana, e toda a autoridade que os seus Bispos, Sacerdotes e Diáconos possuem foi obtida da Igreja de Roma. Mas essa igreja os expulsou, e, quer a Igreja de Roma estivesse certa, quer errada, a Igreja Episcopal deve estar errada no que diz respeito a reivindicar autoridade: pois, se a Igreja de Roma não tinha autoridade alguma, então a Igreja Episcopal não pode ter nenhuma; e, se a Igreja de Roma tinha autoridade, então usou essa autoridade ao expulsar a outra igreja. As demais seitas que se dissentiram da Igreja da Inglaterra estão todas na mesma condição, no que diz respeito à sua autoridade, e, embora cada uma tenha alguma verdade, e cada uma tenha tentado corrigir algum erro, contudo, no que diz respeito à sua organização, estão inteiramente destituídas de autoridade divina. Deus nunca lhes disse para estabelecer as suas igrejas. Jesus Cristo nunca lhes falou. Nenhum anjo desceu das cortes da glória com uma mensagem do Pai e do Filho para lhes dizer que fizessem tal e tal coisa. Na verdade, todas alegam que o dia da revelação já passou, que "a temível voz da profecia está calada para sempre", que não haverá mais revelação de Deus aos filhos dos homens. Sendo assim, são e só podem ser instituições dos homens. ¶
Ora, não desejo falar contra nenhum dos indivíduos que compõem essas várias denominações. Não desejo dizer nada contra os seus pregadores. Não é essa a minha intenção nem o meu desejo. O que desejo apontar esta tarde é o fato de que não foram estabelecidas pelo Senhor. Sendo esse o caso--e presumo que não pode haver disputa quanto a isso, pois não pretendem ter recebido comunicação alguma do céu--são apenas as igrejas dos homens; são chamadas pelos nomes de homens, muitas delas, e nisso são coerentes. Uma igreja é chamada pelo nome de John Wesley. Nisso são coerentes. Não é a Igreja de Cristo, não é a Igreja de Deus, é a igreja de Wesley, e creio que ele foi um homem muito bom e realizou muito bem. Todo o bem que homens e mulheres fazem em toda seita, em toda nação e entre toda raça, será reconhecido como bem quando comparecerem diante do Grande Juiz para serem julgados pelos atos praticados no corpo. Mas essas igrejas são as igrejas dos homens. É essa a ideia. Cristo não as ordenou. Deus não autorizou o seu estabelecimento. Talvez tenham realizado algum propósito bom, mas, afinal, são as igrejas dos homens. Ora, o Senhor, por meio do Profeta Joseph Smith, declarou que tudo quanto não for por ele será, em algum momento, derrubado e destruído, e isto inclui não apenas as igrejas a que me referi esta tarde, que foram edificadas por homens, quer entre nações cristãs, quer entre nações pagãs, mas refere-se também a outras coisas que os homens estabeleceram. Refere-se aos governos do mundo. Se alguém quiser chamar isto de "traição", para mim não fará diferença alguma. Os homens podem tomar a Bíblia e acusá-la de traição, se assim o quiserem, pois ela diz que virá o tempo em que "os reinos do mundo tornaram-se de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará para todo o sempre." Lemos a respeito da imagem que Nabucodonosor viu, cujo significado Daniel interpretou. Aquela imagem foi despedaçada por uma pedra cortada do monte sem ser por mãos, e as partículas que outrora formaram a imagem--o ouro, a prata, o ferro, o bronze e o barro--foram levadas pelo vento, e não se achou lugar para elas. E a pedra que feriu a imagem--o Reino de Deus--tornou-se um grande monte e encheu toda a terra, depois de despedaçar e consumir todos os reinos da terra. Talvez digam que isto é "traição". Se assim for, é melhor que acusem a Bíblia por tais palavras, pois estou apenas repetindo o que a Bíblia diz, e o que está no Livro de Doutrina e Convênios, sendo as palavras deste último Livro, em alguns casos, uma repetição das coisas que Deus falou em tempos antigos. Mas essas palavras vêm de uma fonte divina, e hoje presto o meu testemunho de sua veracidade; pois sei que chegará o tempo em que "tudo que existe no mundo, quer seja ordenado por homens, por tronos ou principados ou poderes ou coisas de renome, sejam quais forem, que não for de Deus, será derrubado e não permanecerá." ¶
Ora, meus irmãos e irmãs, vós e eu pertencemos a uma Igreja que foi estabelecida e ordenada, e é conduzida e dirigida sob a direção imediata do Senhor Jesus Cristo, que representa o Pai. Assim, a Igreja de Jesus Cristo, a Igreja de Deus, foi estabelecida por sua autoridade e por seu poder. Não foi estabelecida pela sabedoria de Joseph Smith, que a princípio era apenas um rapaz pobre e ignorante. Ele não era capaz de inventar uma igreja tão bem organizada como aquela a que vós e eu pertencemos. Quando observamos a ordem desta Igreja, tal como está detalhada aqui no Livro de Doutrina e Convênios, a ordem do santo Sacerdócio conforme foi revelada pelo Todo-Poderoso a Joseph Smith--parece uma maravilha, e não há nada tão belo sobre a terra. Não há governo, não há sociedade, não há igreja cuja existência possa ser comparada a ela. É uma organização perfeita. Não poderia ter emanado da mente de um homem como Joseph Smith, nem poderia ter emanado da mente de nenhum grupo de homens, a menos que fossem divinamente inspirados. É perfeita quando cada oficial ocupa a sua posição correta; quando cada quórum ocupa o seu lugar próprio; quando cada homem está em sua própria ordem, sem que ninguém infrinja os direitos ou deveres de outro, mas cada homem em seu lugar; tudo se movendo conforme foi designado pelo Todo-Poderoso, há uma organização perfeita, estabelecida pelo poder divino. E ela realizará a obra para a qual foi destinada. E há neste fato um consolo para nós. Não somente esta organização foi estabelecida como o Todo-Poderoso ordenou, mas foi colocada aqui para permanecer. Nunca será destruída. O Reino não será deixado a outro povo. Nunca decairá. Permanecerá e estará firme para sempre. Regenerará a terra. Preparará o caminho para a vinda do Filho do Homem. Estabelecerá o poder de Deus no meio da terra. Vencerá completamente o poder de Satanás e das suas hostes, e as organizações a que pertencem. Prevalecerá entre todas as nações da terra. E, ao passo que em tempos passados os reinos deste mundo prevaleceram contra os Santos e contra as instituições às quais estavam ligados, a maré se voltará nos últimos dias, e o reino, ou instituição, ou igreja, como quiserdes chamar a organização a que pertencemos, prevalecerá sobre todos os seus inimigos e durará para sempre. Regenerará a terra, e estabelecerá o reino, o poder, a força e o Espírito de Deus sobre a terra, e expulsará as instituições do homem e o poder das trevas, e encherá a terra com a glória e o poder do nosso Redentor, que virá e reinará no meio do seu povo como Rei dos Reis e Senhor dos Senhores, e todas as nações, reinos e povos o servirão e dobrarão o joelho diante dele. ¶
Creio que, por essa época, haverá alguma conversa a respeito da união entre Igreja e Estado. É bem certo que, por essa época, haverá muita religião na política. Há hoje um grande clamor a esse respeito. Essa é uma das objeções feitas à Igreja a que vós e eu pertencemos, que o nosso Pai estabeleceu; pois é tão verdade que ela contém em si os germes do Reino de Deus quanto que foi estabelecida pelo poder de Deus. Esta Igreja a que vós e eu pertencemos não é o Reino em sua plenitude, mas contém em si o germe daquele reino que foi predito que seria estabelecido sobre a terra--o mais poderoso governo que o mundo já viu. O governo de Deus, tal como existe nos mundos eternos, será estabelecido entre os homens sobre a terra, e a vontade do Senhor será feita aqui como é feita no céu. Os nossos bondosos amigos "cristãos" têm orado por esse acontecimento. Dizem: "Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu." ¶
Esta Igreja que Deus estabeleceu toma-nos tal como somos, como homens e mulheres, como membros da sociedade, como membros de qualquer forma política de governo sob a qual vivamos, e ensina-nos os nossos deveres em toda fase da vida, em toda posição que ocupamos como membros da Igreja, como pais e mães, como vizinhos, como amigos, como membros do mesmo corpo político, como membros do mesmo condado, território, estado ou governo. Vem a nós em nome do Senhor e ensina-nos o nosso dever em toda capacidade. Há algo de errado nisso? A mim não me parece que sim. Parece-me que Deus, que é meu criador, que me possui, que possui o fôlego que entra pelas minhas narinas e que eu novamente exalo, que possui o sangue vital que corre em minhas veias, que possui todos os elementos que me sustentam e me mantêm na vida mortal, que possui a terra sobre a qual estou, e todas as partículas que a compõem, e todas as coisas que sobre ela se movem--parece-me, à vista de tudo isso, que Deus tem o direito de dizer-me o que devo fazer para agradar-lhe, servi-lo e obedecer-lhe, e tem o direito de dizer-me o que fazer em toda posição em que sou chamado a agir, tanto civil como religiosamente. Os antigos costumavam recorrer ao Senhor por instrução em tudo, mesmo quando saíam para a batalha contra os seus inimigos. Em todos os seus movimentos, recorriam ao Senhor por conselho, e, quando assim faziam, eram abençoados e prosperavam, e, quando se desviavam do Senhor, entravam nas trevas. ¶
Ora, o Senhor estabeleceu esta Igreja--A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias--segundo o padrão antigo, exatamente o mesmo padrão que Jesus Cristo revelou aos seus Apóstolos. As mesmas ordenanças existem, os mesmos dons e bênçãos são desfrutados de acordo com a fé do povo, e de acordo com a maneira pela qual são buscados. Se as pessoas são descuidadas e indiferentes, e não buscam essas bênçãos, o Senhor não as imporá a elas. Mas essas bênçãos existem na Igreja hoje como nos tempos antigos. A autoridade que Pedro, Tiago, João e os demais possuíam existe nesta Igreja hoje, revelada diretamente do alto--não transmitida por uma sucessão de papas duvidosos, mas revelada diretamente do céu em nossos próprios dias. E permiti-me dizer que esta comunicação divina não cessou. Não foi apenas renovada a Joseph Smith e depois retirada novamente. O espírito de revelação repousa agora sobre os líderes do povo. Aquele espírito pelo qual Moisés conduziu os filhos de Israel no deserto, pelo qual atravessaram o Mar Vermelho a pé enxuto, o mesmo espírito, a mesma autoridade, o mesmo poder, estão aqui no meio dos Santos dos Últimos Dias. Eu o sei, e todos os demais podem sabê-lo, se andarem na luz de Deus e buscarem o testemunho do seu Espírito. ¶
Esta Igreja que o Senhor estabeleceu sobre a terra foi estabelecida para crescer, aumentar e espalhar-se. Naturalmente, atrairá a atenção do mundo, e suscitará hostilidade. Isso é de se esperar, é razoável que assim seja, pois esta Igreja é diferente de tudo o mais no mundo. Tem um espírito diferente, um objetivo diferente, um desígnio diferente, um destino diferente de qualquer outra igreja sobre a terra. É o Reino de Deus em embrião. É o poder de Deus em vasos de barro. É a luz de Deus enviada para dissipar as trevas que estão sobre a terra. É a autoridade de Deus colocada sobre o homem mortal, e continuará até que a terra seja redimida, até que os reinos deste mundo se tornem os reinos do nosso Deus e do seu Cristo. Não é de admirar que suscite hostilidade e antagonismo. É natural que assim seja. ¶
Mas a questão é se vós e eu conseguiremos perseverar até o fim. O Reino permanecerá. Isso é tão certo quanto Deus vive, tão certo quanto o sol brilha, tão certo quanto vós estais nesta casa esta tarde. A Igreja permanecerá, pois foi estabelecida pelo Senhor, que disse: "Todas as coisas que permanecem são por mim; e todas as coisas que não são por mim serão abaladas e destruídas." Ora, seremos nós capazes de permanecer firmes individualmente? Essa é a questão que vós e eu devemos considerar. Como poderemos conservar a nossa posição e o espírito desta obra? Se formos ensinados pelo Senhor, e depositarmos nossa confiança nele, e guardarmos os seus mandamentos, ele prometeu que sairemos mais que vencedores; mas, se não permanecermos no Senhor, seremos abalados e destruídos. A nossa única segurança está dentro dos portais da Igreja de Cristo, em suas ordenanças, seu espírito, seu poder e seu Sacerdócio. O Senhor prometeu que, se formos fiéis, ele lutará as nossas batalhas. Na página 342 do Livro de Doutrina e Convênios, o Senhor diz: ¶
"E dou-vos o mandamento de renunciardes a todo mal e vos apegardes a todo o bem e viverdes por toda palavra que sai da boca de Deus. ¶
"Pois ele dará ao fiel linha sobre linha, preceito sobre preceito; e com isso vos testarei e provarei. ¶
"E quem perder a vida na minha causa, por amor a meu nome, tornará a encontrá-la, sim, a vida eterna. ¶
"Portanto, não temais os vossos inimigos, pois decretei em meu coração, diz o Senhor, que vos provarei em todas as coisas, para ver se permanecereis no meu convênio, mesmo até a morte, para que sejais considerados dignos; ¶
"Porque se não permanecerdes em meu convênio, não sereis dignos de mim." ¶
Ora, pois, o que devemos estudar é a palavra do Senhor. Não vos preocupeis com a palavra do homem. Não vos preocupeis com o abuso do homem. Não vos preocupeis com as ameaças do homem. Não vos preocupeis com os governos do homem, e com o que farão. É claro que são poderosos, e nós somos um pequeno punhado. Esta nação de cinquenta milhões é uma hoste tremenda quando comparada com o povo destas montanhas. Os reinos deste mundo são grandes e poderosos. Têm os seus exércitos e as suas armadas. Estão organizados à maneira do homem, para saquear e devastar. Mas todas as nações da terra estão nas mãos do Grande Deus Eterno. Ele estabelece e derruba à sua vontade. Vela pelos assuntos das nações assim como pelos dos indivíduos. E em sua mão são como a gota no balde. São como nada diante dos seus olhos. Ele pode falar, e serão destruídas. Num momento, ele poderia retirar-lhes o fôlego de vida, e pereceriam; e, quando as pessoas imaginam que, unindo as cabeças e tramando algum plano para a destruição do povo do Senhor, os ungidos do Senhor, poderão derrubá-los, "Aquele que habita nos céus se rirá; o Senhor zombará deles." ¶
Como o Irmão Abraham Cannon nos disse esta tarde, a mão de Deus está em todas essas coisas. Não se deve entender, contudo, que Deus esteja incitando os homens a agir contra este povo. Não; ele os deixa entregues ao seu próprio arbítrio. Prosseguirão e realizarão os seus desígnios até onde o Senhor permitir, e não mais além. "Até aqui virás, e não mais adiante, e aqui se quebrará o orgulho das tuas ondas?" Aquele que falou ao vento e às ondas pode falar à rajada da paixão humana e às ondas da ira humana, ordenar-lhes que não vão mais adiante, e dizer, quando lhe aprouver: "Cala-te, aquieta-te." Todas essas coisas concorrerão para o bem do povo de Deus, e nelas o Senhor tem o desígnio de provar os seus Santos. "Porque é necessário que venham escândalos, mas ai daquele homem por quem o escândalo vem!" É necessário que venham escândalos, para que sejamos provados e testados, e para que o Senhor veja se permaneceremos ou não no seu convênio. ¶
A revelação da qual acabei de ler foi dada já em 1833. É a palavra do Senhor, e é verdadeira e fiel. Ora, se permanecermos no convênio do Senhor, tudo estará bem conosco. Se não permanecermos--bem, nada tenho a dizer sobre isso; isso está nas mãos do Senhor. O Senhor diz que alguns podem ser chamados a entregar a vida pela causa da verdade. É muito fácil morrer quando chega a nossa hora, mas é muito difícil morrer quando ela ainda não chegou. Já ouvi falar de pessoas cansadas da vida e que tentaram morrer, mas não conseguiram. Viver e perseverar no convênio do Evangelho, aí está a prova. É isso que o Senhor nos pede que façamos, e, se necessário, que entreguemos a vida pela causa do Evangelho. Ora, manteremos sagrados os nossos convênios, e não os negaremos para agradar ao mundo? Creio que sim. Essa é a disposição dos Santos dos Últimos Dias. Há em alguns poucos a disposição de fazer um pequeno compromisso, de dar ao mundo um pouco de espaço, e de parecer ceder. Bem, essa não é a minha disposição. Pode ser adequado para alguns, mas não é assim que sinto. Sinto que Deus vive e que tem o direito de dirigir em todas as coisas. "Como? O Senhor dirige em assuntos seculares e políticos?" Ele o fez em tempos antigos, e tem o direito de fazê-lo em tempos modernos. O Senhor nos dirigirá em todas as coisas para seu louvor, e chegará o tempo em que seu poder e domínio serão plenamente estabelecidos na terra, e em que todas as nações o servirão e lhe obedecerão. ¶
Sinto em meu coração escutar a voz de Deus, fazer conforme nos é dito nesta revelação--viver de toda palavra que sai da boca de Deus. Não convém dizer, quando vem uma palavra do Senhor, "Sim, posso aceitar isso," e depois, quando vem outra palavra, dizer, "Não, não posso aceitar isso, pois os nossos inimigos são contrários a ela." Devemos viver de toda palavra que procede do Senhor. Sinto que Deus vive, que esta é a sua obra, e que todo princípio, ordenança e instituição dentro dos limites desta Igreja vem do alto. Esta Igreja foi estabelecida pelo poder de Deus, e Deus é capaz de sustentá-la; se não for capaz, é uma coisa bem pobre. Mas sei que o Senhor nos sustentará se fizermos a nossa parte, e vivermos e proclamarmos a nossa religião. Não penso que seja nosso dever discorrer sobre isso em toda ocasião, ou tentar impor à força o que cremos; mas quero dizer que, em nossos corações, em nossos lares, e em tudo o que fazemos, procuraremos viver de acordo com os convênios que fizemos, e não voltar atrás neles por nenhum poder que exista sobre a terra. ¶
Aquilo que é ordenado por Deus permanecerá, e aquilo que não é ordenado por ele será destruído. Ordenanças administradas por homens não autorizados por Deus--seja o sacramento, seja algo relativo ao matrimônio--terão fim quando os homens morrerem; não ultrapassarão a sepultura. Todo batismo da Igreja Católica, da Igreja Episcopal, da Igreja Batista, ou de qualquer outra igreja, se Deus Todo-Poderoso não ordenou e autorizou o homem que realizou a ordenança, ainda que a tenha realizado da maneira correta e usado as palavras corretas, é nulo e sem valor, como se nunca tivesse sido realizado, com a exceção de que Deus julgará aquele que, ao administrá-lo sem autoridade, tomou o seu santo nome em vão. E assim também com os casamentos que os homens administram. Podem ser muito bons para o tempo presente; mas, depois da morte, o contrato deixará de existir. "Aceitarei eu uma oferta," diz o Senhor, "que não seja feita em meu nome? Ou receberei de vossas mãos aquilo que não determinei?" Por que deveria fazê-lo? Algumas dessas igrejas sectárias pensam que Deus deve aceitar todas as suas ofertas, apenas porque escolhem fazê-las à sua própria maneira. Foi assim com o antigo Caim. Abel trouxe o que o Senhor ordenou--os primogênitos do seu rebanho, típicos do Salvador que havia de vir, e a sua oferta foi aceita. Caim trouxe do fruto da terra, e a sua oferta não foi aceita. Por quê? Porque fez a sua oferta como bem entendeu, o que não era aceitável ao Senhor, ao passo que Abel fez a sua oferta como fora ordenado, o que era aceitável ao Senhor. Por causa disso, Caim se irou e matou o seu irmão. Esse mesmo espírito se manifesta hoje no mundo contra os Santos dos Últimos Dias. A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias procura fazer uma oferta aceitável ao Senhor e adorá-lo da maneira que ele ordenou. As ordenanças desta Igreja são as que o próprio Deus estabeleceu; mas os homens estabeleceram as suas próprias instituições e o seu próprio modo de adoração, o que não é aceitável ao Senhor, e, por causa disso, o mundo está cheio de amargura e, com frequência, do mesmo espírito que Caim manifestou para com Abel, e do desejo de perseguir os Santos até o derramamento do seu sangue. ¶
Bem, o que faremos? Seguiremos o caminho que Deus nos traçou; não seguiremos o nosso próprio caminho, a menos que seja o caminho do Senhor. Se fizermos da vontade do Senhor a nossa vontade, então é certo que tenhamos a nossa vontade; mas é direito dele governar e reinar. Ele é o nosso Pai, e, portanto, tem o direito de nos ditar, a nós, seus filhos, e devemos obedecer aos seus ditames. Se o fizermos, encontraremos nisso prazer. Aquele que guarda os mandamentos de Deus leva consigo um tesouro imperecível, melhor do que o ouro ou do que os finos rubis--o testemunho do Espírito Santo, a paz de Deus, que excede todo entendimento, a luz e a vida de Deus--um espírito pelo qual pode penetrar os céus, contemplar as glórias de Deus, e compreender algo do seu Criador e dos seus desígnios, e vislumbrar o futuro e compreender algo do seu próprio destino eterno. Tem a amizade de Deus e dos santos. Não é apenas membro da Igreja visível nesta vida, mas está ligado por este espírito divino à Igreja do Primogênito por detrás do véu. O espírito que emana do trono de Deus, e arde nos corações dos Santos na Jerusalém celestial--esse espírito ilumina a sua mente, e ele se enche de paz continuamente. Este é o privilégio dos Santos de Deus. Procuremos andar neste caminho. Sejamos indiferentes ao que o mundo possa pensar, dizer ou ameaçar a nosso respeito. Depositemos a nossa confiança em Deus, o Santo de Israel. Escutemos a sua voz. Desejemos recebê-la, e, quando vier por meio do homem que Deus designou para falar a Israel, estejamos em condições de testificar que sabemos ser a palavra do Senhor. Vivamos de modo que a voz mansa e delicada sussurre paz em nossos corações continuamente; que a luz de Deus brilhe em nosso caminho; que sejamos, não filhos da noite, mas filhos do dia. E, embora o mundo procure destruir-nos, Deus nos fará sair mais que vencedores, pois nele está todo o poder, e os reinos deste mundo são como nada diante dos seus olhos. ¶
Que a bênção e a paz de Deus estejam sobre Israel. Que estejamos dispostos a escutar a voz de Deus, e que o seu Espírito continue a repousar sobre os nossos trabalhos, ao prepararmos o caminho para a vinda do Filho do Homem; para que, quando aquele a quem pertence o direito de reinar vier, e esta terra lhe for sujeita, e os reinos deste mundo se tornem os reinos do nosso Deus e do seu Cristo, e a maldade se afaste, e a paz prevaleça em toda a terra, e o leão e o cordeiro se deitem juntos, e a criança brinque com os animais que outrora estavam cheios de ferocidade e terror--naquele grande dia em que Deus governará e reinará, que estejamos preparados para entrar no seu descanso e na plenitude da sua glória, por amor de Cristo. Amém. ¶