Como Encontrar a Deus—Como o Homem Pode Conhecer a Si Mesmo—Necessidade da Revelação Divina—Como e Por Que Meios Recebida—O Testemunho dos Santos dos Últimos Dias—A Natureza e a Origem do Homem—Sua Experiência Mortal e Seu Propósito—O Destino dos Ímpios—A Sorte dos Justos—A Vida Eterna e Como Ela Pode Ser Alcançada
Charles W. Penrose
Está escrito nas Escrituras que "o homem, por mais que busque, não pode encontrar a Deus"; e a experiência de todas as épocas tem provado a verdade disto. Vivemos numa época de grande inteligência, num tempo em que as coisas sábias que foram ditas e escritas por sábios, filósofos e profetas séculos atrás podem ser lidas e ponderadas; e em que os homens podem trazer à baila suas próprias pesquisas, sua própria experiência e as facilidades que têm para obter informação, sobre a investigação do tema da Divindade; contudo, descobrimos que as pessoas que agora vivem estão tão perdidas a respeito deste assunto quanto qualquer povo que viveu em tempos anteriores. Se pegarmos as obras dos homens sábios que vivem sobre a terra em nossos tempos e lermos suas observações a respeito de Deus, somos forçados a concluir que eles, como o povo para quem escrevem, pouco ou nada sabem a respeito do assunto que tocam. ¶
Muitos anos atrás, certos religiosos da Igreja da Inglaterra, escolhidos para esse propósito, esforçaram-se por formular um credo em que tentavam explicar ao povo o que é Deus. E, depois de fazer uma série de afirmações muito contraditórias e tolas, chegaram à conclusão de que Deus é "incompreensível." O homem, por mais que busque, não pode encontrar a Deus; a única maneira pela qual o homem pode chegar ao conhecimento de Deus é por meio de comunicação vinda de Deus, e, se o povo recebe o que ele comunica, pode descobrir clara e verdadeiramente o que ele é, e quais são seus desígnios e propósitos em relação a eles. ¶
"Homem, conhece a ti mesmo," é outro ditado; não está nas Sagradas Escrituras, mas é tão bom quanto se estivesse. O homem não pode conhecer a si mesmo, não pode compreender-se mais do que pode compreender a Divindade por suas próprias reflexões. A menos que o Criador que o fez, e que compreende para que foi feito, lho revele, ele não pode compreender nem mesmo o seu próprio ser. Quem há que compreenda a natureza daquele espírito inteligente que habita o tabernáculo do homem? Um bom cirurgião pode tomar o corpo humano e dissecá-lo; apontar suas várias partes e sua relação umas com as outras, e nomear cada osso e cada músculo e cada nervo e cada tendão. Mas há algo, mesmo pertinente ao corpo (deixando de lado a parte espiritual do homem), que dá vida ao corpo, e que ele não pode captar nem compreender. A força vital que dá animação ao corpo está além de seu alcance. E todo homem que já estudou a si mesmo em algum grau sabe que há algo em si mesmo além da vida do corpo; que há algo superior ao corpo, e àquela força vital que anima o corpo humano. Como entrou aquele ser inteligente em sua natureza física, e de onde veio? Veio ele à existência com o corpo terreno, ou existiu antes? Quando chega a sorte comum da humanidade, e "despimo-nos deste manto mortal," e nossos corpos vão para a terra, cada parte se separando da outra, e os elementos retornam de onde vieram, continua a existir este ser espiritual, este ser inteligente que habitou o corpo, ou também ele se separa em partículas? Quem conhece isto por si mesmo, e quem pode compreendê-lo por suas próprias reflexões? Nenhum homem. A menos que obtenhamos alguma informação do Ser que fez o homem, não podemos compreender-nos a nós mesmos, muito menos podemos, por nós mesmos, compreender o Ser que nos fez. ¶
Os habitantes da terra, nas diferentes épocas, tiveram grande número de deveres; formaram em suas próprias mentes ideias a respeito de Deus, e adoraram aquilo que lhes parecia a mais clara representação da Divindade. Alguns dos ídolos que os homens adoraram nos parecem muito tolos; são, sem dúvida, indicações do baixo grau de desenvolvimento do povo que os erigiu como objetos de adoração. Mas aqui, no século 19, entre um povo chamado cristão, ouvimos falar muito de Deus, o Deus da Bíblia, o Deus que fez o homem, o Deus que governa o universo, e quando indagamos aos homens mais sábios que temos na cristandade a respeito deste Ser, dizem-nos que ele é incompreensível; dizem-nos que ele é um ser imaterial cujo centro está em toda parte e cuja circunferência não está em nenhuma; que não tem corpo, nem partes, nem paixões; que não há nada que possa representá-lo; que não há nada semelhante a ele nos céus em cima nem na terra embaixo, e que a mente do homem não pode captar nada a seu respeito. Dizem que ele é um, e, contudo, é três; que não é três, mas é um. Que há o Pai, o Filho e o Espírito Santo — três substâncias separadas, e, contudo, não três, mas apenas uma. Dizem que um destes três seres sem corpo tinha corpo; que uma das três partes deste ser sem partes tinha tanto corpo quanto partes, e que ele, o Filho, era em todas as coisas semelhante ao Pai, e também semelhante a nós, exceto que era sem pecado, mas tinha paixões como nós temos. Este é o resultado da tentativa, por parte dos homens sábios da cristandade, de encontrar a Deus por si mesmos. É impossível, e assim está estabelecido nas Sagradas Escrituras: "o homem, por mais que busque, não pode encontrar a Deus." A única maneira em que se pode confiar, pela qual o homem pode encontrar a Deus, é obtendo informação do próprio Todo-Poderoso. "Bem," diz o povo, "mas ele não comunica nada a nenhum dos habitantes da terra." Por que não? Não tem ele poder para se manifestar aos mortais? É ele tão grande e poderoso, e tão acima da família humana, que não pode revelar-se à humanidade? "Não. Ele costumava fazê-lo há centenas de anos." E por que não o faz agora? "Porque o dia da revelação passou," dizem eles. Quem lhes disse isso? O fato é que, por um longo período, o povo não tem esperado receber revelações de Deus. Não as têm buscado e, portanto, não as têm obtido. Mas encontramos, nas antigas Escrituras, uma promessa mais ou menos assim: "Desde os dias de vossos pais vos desviastes dos meus estatutos, e não os guardastes"; "trespassastes as leis, mudastes os estatutos, e quebrastes o convênio eterno"; agora "retornai a mim, e eu retornarei a vós, diz o Senhor dos Exércitos." ¶
Encontramos também nas escrituras a declaração de que Deus não muda, que é "o mesmo ontem, e hoje, e eternamente." E podemos razoavelmente inferir que, se Deus era um Deus de revelação centenas de anos atrás, é o mesmo Deus de revelação hoje, só que o povo não indaga a ele, não o busca da maneira certa, para que possa obter comunicações dele. O Apóstolo Tiago declara: "E se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente, sem repreensão, e ser-lhe-á dada. Porém peça-a com fé, não duvidando; porque o que duvida é semelhante à onda do mar, que é levada pelo vento, e lançada de uma para outra parte." ¶
Parece, então, que se pode chegar a Deus; que podemos pedir-lhe, mas, se pedirmos, devemos pedir com fé. Devemos crer. Se não crermos, não obteremos. Este princípio da fé parece ser o meio de chegar ao Todo-Poderoso. Se pegarmos a Bíblia e lermos como os antigos receberam revelação, encontramos que se aproximaram de Deus pela fé. E, além disso, aprendemos que, quando Deus lhes comunicava algo, procuravam pô-lo em prática; procuravam incorporar em suas vidas aquelas instruções e comunicações. Como já citou o Irmão Bywater, que me precedeu esta tarde: "Teme a Deus, e guarda os seus mandamentos; porque isso é o dever de todo homem." Aqueles santos homens de outrora, quando aprendiam algo de Deus, estavam dispostos a pô-lo em prática, custasse o que custasse. Deus mantinha comunhão com eles por meio do Espírito Santo, que parece ser o meio natural de comunicação entre Deus e o homem. ¶
A palavra e a vontade de Deus foram reveladas ao Profeta Joseph Smith. Por que não haveríamos de receber esta bênção da comunicação celestial em nosso dia? Como Santos dos Últimos Dias, nosso nome é lançado fora como mau, simplesmente porque cremos nesta doutrina de receber comunicação de Deus. Somos simples o bastante para crer que Deus falará às pessoas agora, se estas o abordarem da maneira certa. Homens têm testificado que receberam comunicação do alto, e a deram a conhecer a nós; e, tendo crido em sua palavra e feito exatamente como nos indicaram, Deus confirmou a verdade de suas palavras em nossos corações, com sinais que a acompanharam. E agora podemos dizer a nós mesmos que sabemos que Deus vive, que se comunica com os homens; sabemos que o canal de comunicação está aberto entre os céus e a terra, e que o povo do século 19, seguindo um curso adequado e exercendo fé da maneira certa, e sendo humilde o bastante para pôr em prática os mandamentos que o Senhor dá quando de fato se manifesta a eles, pode obter comunicação do alto pelo dom e poder do Espírito Santo, por sonhos e visões, e pela manifestação visível do poder de Deus no meio de seu povo. ¶
Este é o nosso testemunho ao mundo, e é por isso que somos combatidos; este é o fundamento da oposição que se nos aplica naquilo que se chama o mundo cristão. Pois, se se admitir o fato de que os Santos dos Últimos Dias são o povo de Deus, e que aqueles que os presidem são os servos de Deus, que recebem comunicações dele, e que esta é a sua Igreja, seria admitir também que todas as demais igrejas são igrejas de homens, e não de Cristo; que aqueles que nelas ministram não são delegados do céu, e que as doutrinas que ensinam são meramente as doutrinas e mandamentos de homens. Assim, nossa fé entra em contato com os sistemas estabelecidos da cristandade. ¶
Ora, o Senhor nos deu a conhecer algumas simples verdades a respeito de nosso ser — quem somos, de onde viemos, para que estamos aqui, para onde vamos, e qual há de ser nosso destino final. Estas coisas, em nossas mentes, não são meros artigos de fé, não são mitos, não são meras opiniões ou sentimentos, mas são para nós, para usar a linguagem do Irmão Bywater, "verdades absolutas"; foram reveladas pelo Todo-Poderoso, e são sua palavra a nós, e não a suposição dos homens. Deus testificou da verdade delas em nossos próprios corações; e para nós se tornaram verdades absolutas. Não somos deixados em dúvida a respeito delas; são para nós fatos tão palpáveis quanto o fato de nossa existência. ¶
Não tenho tempo para me deter neste assunto, mas mencionarei dois ou três fatos que Deus nos deu a conhecer, e os deixarei para a reflexão da congregação. Deus nos deu a conhecer, em primeiro lugar, que nós — os seres reais, os espíritos inteligentes que estão entabernaculados nestes corpos mortais — somos a prole da Divindade, os filhos de Deus, tanto quanto nossos corpos são a prole dos filhos dos homens; que, assim como homens e mulheres são filhos e filhas dos homens, no que diz respeito a seus corpos terrenos, também os espíritos que habitam estes corpos são seres nascidos do Deus Todo-Poderoso nos mundos eternos. Esta centelha de inteligência que existe na forma humana é fagulha destacada da chama eterna da Divindade; os filhos dos homens são a prole de Deus. E, quando Jesus disse a seus discípulos, ao se dirigirem ao trono da graça, para dizerem: "Pai nosso, que estás nos céus," disse aquilo que era absolutamente verdadeiro, não em sentido espiritual ou metodista, mas como fato absoluto. Deus é nosso Pai, e somos seus filhos e filhas. Nossos corpos terrenos são formados à imagem de Deus; são formados para se ajustarem a nossos espíritos, que são a prole de Deus, e que, portanto, estão à sua imagem, segundo a lei de que toda semente produz seu próprio tipo. Uma compreensão da prole de Deus há de, portanto, conduzir a uma compreensão do próprio Deus. ¶
Estes seres espirituais, agora peregrinando sobre a terra em tabernáculos mortais, habitavam no seio da eternidade e estavam com o Pai Eterno "quando as estrelas da alva juntas alegremente cantavam, e todos os filhos de Deus jubilavam" ao contemplarem a organização desta terra. Estávamos ali, e nos unimos ao coro celestial. Disse o Apóstolo João: "Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifestado o que havemos de ser. Porém sabemos que, quando se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos." Naquele tempo seremos capazes de compreender a Deus, a despeito da afirmação em contrário dos eruditos do mundo. Fomos enviados a esta terra para habitá-la por um tempo, a fim de aprendermos as leis que governam esta esfera inferior, para termos uma porção dela formada como um corpo em que habitaríamos, para que nele e por meio dele pudéssemos conhecer o pecado, que é a transgressão da lei, e aprender que somente pela obediência à lei é a felicidade possível para a prole de Deus; que somente pela obediência às leis eternas e a regulamentos salutares pode o homem ser feito feliz no tempo e na eternidade. E, ao nos familiarizarmos com as trevas, podemos apreciar a luz; ao nos familiarizarmos com a dor e a tristeza, podemos apreciar a perfeita bem-aventurança e felicidade; ao entrarmos em contato com a morte, e compreendê-la por experiência, podemos compreender as bênçãos da vida, preparatórias para uma existência sem fim na presença do Pai, para habitarmos em perfeita submissão às suas leis eternas. Estamos aqui para a experiência, e, enquanto habitamos na mortalidade, há lições a serem aprendidas, e que devem ser aprendidas, se necessário, por meio do sofrimento. É nosso privilégio, enquanto aqui na escola da experiência e da adversidade, longe de nosso antigo lar, lutarmos rumo à luz de onde viemos, e, pelo poder do Espírito Santo, obtermos conhecimento do passado, uma compreensão do presente, e um desdobramento do futuro; pois quando vier aquele Espírito de verdade, ele nos guiará a toda a verdade, e tomará das coisas do Pai e do Filho e no-las mostrará; mostrar-nos-á as coisas que hão de vir, e nos fará lembrar das coisas passadas, dar-nos-á conhecimento do presente e nos desdobrará o futuro. Este é o ofício do Espírito Santo, ao conceder seus dons e bênçãos aos homens. ¶
Ora, podemos aprender nosso dever, podemos aprender qual é a mente e a vontade de Deus a nosso respeito. O Senhor nos manifestou grande número de coisas enquanto na mortalidade, o que teve o efeito de suscitar a oposição do mundo e dos poderes das trevas contra nós. Esta é uma experiência necessária, pois tende a desenvolver nosso ser, e, enquanto tivermos esta guerra a travar, se cumprirmos estritamente os mandamentos de Deus, teremos mais alegria presente, mais satisfação presente e mais prazer presente do que se estivéssemos de acordo com o mundo, pois temos a consciência de que estamos fazendo o que é correto, e também temos a gratificação de saber que o Senhor plantará nossos pés sobre a rocha da verdade eterna, e, a seu próprio tempo, nos fará subir para nos misturarmos e habitarmos com aqueles que venceram, e que se movem numa esfera mais elevada de inteligência. Nossos deveres nos são apontados e dados a conhecer tão rapidamente quanto estamos preparados para eles. Temos os meios pelos quais podemos aprender a vontade de Deus, linha sobre linha, preceito sobre preceito, aqui um pouco e ali um pouco, tão rapidamente quanto nos desenvolvemos e crescemos até a compreensão de verdades mais elevadas; e em todo coração de homem que anda nos caminhos da vida está este espírito a estimular e a dirigir, e a encorajá-lo a abster-se do mal. ¶
Depois de termos cumprido nossa missão sobre a terra, o espírito será libertado do corpo e irá para um lugar preparado para ele, e aquele lugar será segundo os atos do indivíduo enquanto habitou a vida terrena. Os espíritos dos ímpios se ajuntarão uns com os outros, enquanto os justos irão para seu lugar no paraíso de Deus, onde descansam de seus labores. Os ímpios vão para um lugar preparado para eles, não, porém, um lugar de fogo e enxofre literais, como ensinam alguns mestres religiosos, mas um lugar onde terão conhecimento e lembrança de sua maldade, e, ao mesmo tempo, estarão sem conhecimento do futuro; sua condição será um estado de terrível suspense, não sabendo qual será seu destino; enquanto os justos habitarão juntos, e, tendo servido e se comunicado com Deus enquanto tabernaculavam na carne, terão comunhão mais estreita no espírito, e estarão preparados para o glorioso reinado por vir. Então, quando raiar o dia da ressurreição, os justos, os que foram fiéis, que foram plantados à semelhança da morte de Cristo e ressuscitados à semelhança de sua ressurreição; tendo andado em seus caminhos, e seguido seu exemplo, serão trazidos à luz na manhã daquele grande dia; pois a trombeta soará e a voz de Cristo se ouvirá, e sairão e ficarão de pé novamente sobre a terra em seus próprios corpos, toda parte e partícula restaurada ao seu devido lugar, formando um corpo inteiro e perfeito; não um corpo natural, mas um corpo espiritual; não um corpo corruptível, mas um corpo incorruptível, feito dos mesmos elementos, purificados e vivificados pelo poder de Deus. E ficarão de pé novamente e entrarão na presença do Pai, e se tornarão semelhantes a ele. Estarão em sua perfeita imagem e em sua perfeita semelhança. E, enquanto as eras eternas transcorrem, seguirão o padrão das obras de seu Pai Eterno; como ele faz, assim farão eles, e todos trabalharão juntos em perfeita harmonia com os seres celestiais, um só espírito permeando o todo. ¶
Delineei brevemente algumas ideias contidas em nossa fé religiosa, e não tenho tempo para prosseguir mais o assunto; baste dizer que o homem é a prole de Deus, e nasceu em outra esfera; que é apenas um peregrino sobre a terra por um curto tempo; que seu destino é ser feito, em todo aspecto, semelhante ao Pai, possuindo, como possui, um espírito imortal e eterno, o qual, com o tempo, por meio da obediência às leis da vida e da salvação, habitará num corpo imortal e eterno, por meio do qual estará em comunhão com tudo o que é bom e belo, grande e glorioso em todo o universo sem limites, e estará sob a inspiração e direção do Pai, e na presença do Filho e de todos os seres santos que são semelhantes a ele. Quanto ao restante dos filhos dos homens, cada um ocupará aquela posição para a qual foi capacitado por seus atos terrenos. Mas, para entrar na presença de Deus e desfrutar da plenitude de sua glória e ser associado a ele no governo do universo, há apenas um caminho, um portão pelo qual entrar, um único lugar de salvação, e este é o Evangelho de Jesus Cristo, tal como pregado por ele mesmo quando esteve sobre a terra, e revelado de novo em nosso dia; sendo os sistemas que os homens inventaram ineficazes e impotentes para salvar. Todas as seitas da cristandade, neste aspecto, são como as seitas do paganismo; devem passar. A verdade que possuem emanou de Deus, pois toda verdade vem dele; mas seus sistemas são organizações de homens, e, portanto, todos hão de perecer em seu tempo e estação, enquanto o reino de Deus, que está sendo estabelecido sobre a terra, permanecerá e continuará a se espalhar e a prevalecer, até que toda a terra esteja subjugada a nosso Pai e trazida à completa sujeição a ele; para que possa ser purificada do mal e do domínio do pecado que a invadiu por séculos, e para que Satanás e suas hostes possam ser banidos para sempre de seus limites, e este mundo se torne radiante e glorioso, transfigurado, como o Salvador foi sobre o monte, e venha a ocupar seu lugar entre os mundos redimidos, resplandecente em seu próprio esplendor, brilhando como o sol no firmamento. E os remidos do Senhor caminharão sobre ela, vestidos de branco, regozijando-se na presença do Eterno, a quem reconhecerão novamente como seu Pai; pois o passado, agora encoberto pelo véu da carne, retornará a eles, e toda a sua história anterior voltará às suas mentes; aquelas memórias que foram encobertas ao tabernacular na carne voltarão novamente, e toda sua experiência passada sobre a terra e no mundo espiritual estará viva em suas mentes, para nunca mais se apagar. Então compreenderão a Deus, sendo vivificados nele e por ele, habitando em sua presença e cheios da plenitude de sua glória, para todo o sempre. Amém. ¶