Pulpit

O Estabelecimento do Caráter—Traços Que São Admiráveis—Como Ter Influência com o Céu—Por Que os Homens Devem Fazer o Bem—O Cultivo dos Dons Espirituais—As Coisas de Deus Devem Ser Buscadas—Jejum, Oração, Devoção e Sacrifício

Lorenzo Snow

1882-05-06

O orador começou lendo os primeiros dez versículos e o versículo 18 do capítulo 35 de Jeremias, e também parte do Salmo 139, e então disse:

Leio estes versículos com o propósito de gravar mais fortemente em nosso entendimento um princípio que desejo apresentar para consideração, a saber, o estabelecimento de um caráter próprio, como Santos dos Últimos Dias, diante de Deus, nosso Pai.

Estou sob a mais forte impressão de que a consideração mais valiosa, e aquela que será de maior serventia quando voltarmos ao mundo espiritual, será a de termos estabelecido um caráter próprio e bem definido como Santos dos Últimos Dias fiéis e coerentes neste estado de provação. Nos casos em que um estranho solicita emprego, ou um cargo de confiança, é frequentemente exigido que apresente documentos que atestem sua idoneidade, de partes idôneas, cartas de recomendação e de apresentação, que são extremamente úteis à sua maneira, ajudando a obter favores e privilégios que de outro modo seriam difíceis de conseguir. É, porém, relativamente fácil obter aquilo a que se chama um caráter escrito, um caráter que se pode levar no bolso; e, de fato, segundo minha observação, não é raro que pessoas sejam portadoras de caracteres escritos que seu verdadeiro e real caráter não confirma. Há entre nós aqueles que são reconhecidos como membros desta Igreja, que dispendem grande esforço para serem favoravelmente conhecidos por aqueles que os cercam, mas cujo caráter real, ou o íntimo, por assim dizer, de tais pessoas, está velado ou disfarçado, sendo, à aparência exterior, Santos dos Últimos Dias respeitáveis, mas cujo caráter interior, o caráter que está escrito indelevelmente em seus próprios corações, se conhecido, os tornaria impróprios para a associação e comunhão com o povo de Deus. Ora, esta oração a que me referi — "Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; põe-me à prova, e conhece os meus pensamentos, e vê se há em mim algum caminho mau, e guia-me pelo caminho eterno" — é muito significativa; foi uma oração que Davi, no curso principal de sua vida, podia, conscienciosamente e com certo grau de confiança, oferecer ao Senhor. Mas houve épocas em que sentiria a sensação vacilante e trêmula da fraqueza ao oferecer uma oração deste tipo.

Tenho razão para crer que muitos dos Santos dos Últimos Dias, durante grande parte de suas vidas, poderiam aproximar-se do Senhor com toda a confiança e fazer esta mesma oração — "Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração, e vê se há em mim algum caminho mau" — mas se nós, como povo, pudéssemos viver de modo a sermos capazes, em todo tempo, de nos inclinarmos diante do Senhor e oferecer uma oração como esta, que coisa deliciosa seria, que grau de retidão e boas obras teríamos alcançado! A toda pessoa que tem no coração preparar-se para a grande mudança, que é a obra da regeneração, eu recomendaria que adotasse esta oração de Davi, e visse quão perto pode viver de acordo com a luz que possui, de modo a torná-la, com toda sinceridade, parte de sua devoção a Deus. Muitos não alcançam este padrão de excelência porque fazem, em segredo, onde olho mortal não pode penetrar, coisas que têm tendência direta a alheá-los do Todo-Poderoso e a afastar o Espírito de Deus. Tais pessoas não podem, em seu recinto particular, usar esta oração; não poderiam, a menos que se tivessem arrependido de seus pecados e reparado o mal que possam ter cometido, e determinado fazer melhor no futuro do que fizeram no passado, e estabelecer diante de Deus um caráter em que se pudesse confiar na hora da provação, e que os capacitasse a associar-se com seres santos e com o próprio Pai quando tiverem passado para o mundo espiritual. Para chegarmos ao estado de perfeição a que Davi chegou quando derramou sua alma perante o Senhor na oração a que me referi, devemos ser homens e mulheres verdadeiros; devemos ter fé amplamente desenvolvida, e devemos ser dignos da companhia do Espírito Santo para nos auxiliar na obra da retidão durante todo o dia, capacitando-nos a sacrificar nossa própria vontade à vontade do Pai, a lutar contra nossa natureza decaída, e a fazer o bem pelo amor de fazer o bem, mantendo nosso olho único para a honra e glória de Deus. Para fazer isso, deve haver um sentimento interior da mente que esteja consciente da responsabilidade sob a qual estamos, que reconheça o fato de que o olho de Deus está sobre nós e que cada um de nossos atos e os motivos que o impulsionam devem ser prestados contas; e devemos estar constantemente em harmonia com o Espírito do Senhor. Devemos esforçar-nos seriamente por estabelecer em nós os princípios do céu, em vez de nos preocuparmos em alimentar ansiedades como o povo tolo da Torre de Babel, de alcançar sua localização antes de estarmos devida e legalmente preparados para nos tornarmos seus habitantes. Suas vantagens e bênçãos, em certa medida, podem ser obtidas neste estado probatório ao aprendermos a viver em conformidade com suas leis e a prática de seus princípios. Para isso, deve haver um sentimento e uma determinação de fazer a vontade de Deus.

Há muitas coisas que admiro no caráter dos profetas, e especialmente no de Moisés. Admiro sua determinação em cumprir a palavra e a vontade de Deus a respeito de Israel, e sua prontidão em fazer tudo o que estava ao alcance do homem, auxiliado pelo Todo-Poderoso; e, acima de tudo, admiro sua integridade e fidelidade ao Senhor. Há algo muito belo e amável a contemplar no caráter dos filhos de Recabe, sobre quem li: há algo que deveria merecer a admiração de todos os homens, e, de fato, o próprio Deus o admirou e o reconheceu na grande promessa que fez a seu pai, em reconhecimento a esta notável virtude exibida em seu caráter, a saber: "Nunca faltará homem a Jonadabe, filho de Recabe, que esteja perante a minha face todos os dias." Quão confortante e consolador, que sentimento de gratificação e alegria ao coração de um pai receber tal promessa do Senhor, por causa da obediência de seus filhos em aderir estritamente a este conselho; que sua posteridade, para sempre, estaria representada entre os que haveriam de estar perante o Senhor. E Deus admira, hoje, os homens e mulheres que seguem um curso de retidão e que, apesar dos poderes de Satanás dispostos contra eles, podem dizer, Arreda-te de mim, Satanás, e que vivem uma vida reta e piedosa; e tais pessoas têm influência junto a Deus, e suas orações têm grande valor. Moisés, por exemplo, teve tal poder junto ao Todo-Poderoso a ponto de mudar seus propósitos em certa ocasião. Recorda-se que o Senhor se irou contra os israelitas, e declarou a Moisés que os destruiria, e que tomaria Moisés e faria dele um grande povo, e concederia a ele e à sua posteridade o que havia prometido a Israel. Mas este grande líder e legislador, fiel à sua confiança, colocou-se na brecha e ali intercedeu junto ao Senhor em favor de seu povo; pelo poder que podia exercer, e exerceu, foi o meio de salvar o povo da destruição ameaçada. Quão nobre e glorioso deve ter parecido Moisés aos olhos do Senhor, e que fonte de satisfação deve ter sido para ele saber que seu povo escolhido, em sua condição obstinada e ignorante, tinha à sua frente tal homem.

Em Jonas encontramos novamente um traço interessante de caráter. Quando sobre as águas revoltas, e os marinheiros expressavam temores quanto à sua capacidade de salvar o navio, Jonas, sentindo-se atormentado pela consciência quanto ao curso que havia tomado ao não prosseguir a Nínive como o Senhor lhe ordenara, adiantou-se e confessou-se como a causa do desastre que estava prestes a atingi-los, e estava disposto a ser sacrificado no interesse dos que estavam a bordo. Também em outros profetas e homens de Deus, embora possam ter demonstrado fraquezas em certas ocasiões, como Jonas, há algo verdadeiramente grandioso e admirável revelado em seu caráter. Mas tais traços de caráter, como os que encontramos evidenciados nos dignitários antigos, não são produtos do acaso ou da sorte, nem são adquiridos em um dia, uma semana, um mês ou um ano, mas são desenvolvimentos graduais, resultados de fidelidade contínua a Deus e à verdade, independentes tanto dos aplausos quanto das críticas dos homens.

Caracteres escritos nem sempre valem muito; são, contudo, bons o suficiente em seu lugar. É importante que nós, como Santos dos Últimos Dias, compreendamos e tenhamos em mente que a salvação vem pela graça de Deus, e pelo desenvolvimento em nós daqueles princípios que governaram aquelas pessoas justas antes mencionadas. A ideia não é fazer o bem por causa do louvor dos homens; mas fazer o bem porque, ao fazê-lo, desenvolvemos a piedade dentro de nós, e, sendo este o caso, nos tornaremos aliados à piedade, a qual, com o tempo, se tornará parte e porção de nosso ser. Referir-me-ei novamente aos recabitas, e à forte tentação a que foram submetidos quando convidados ao Templo de Deus, e ali, num dos aposentos, foram convidados por Jeremias, um dos maiores Profetas, a beber vinho; ou, em outras palavras, a fazer algo que seu pai lhes havia instruído a não fazer. Mas não puderam ser movidos; o ensino de seu pai havia encontrado morada permanente em seus corações, e a consequência foi que se recusaram completamente a fazer o que o Profeta de Deus lhes disse para fazer. O próprio Senhor admirou o curso que tomaram neste assunto, e foi levado, como já disse, a fazer tão gloriosa promessa à casa de Recabe; e não me surpreenderia saber que entre este povo se possam agora encontrar alguns de seus descendentes.

Não fazemos, às vezes, coisas de que depois nos arrependemos de ter feito? Pode ser perfeitamente aceitável, desde que deixemos de fazer tais coisas quando as reconhecemos como erradas; quando vemos o mal e então nos corrigimos, isto é tudo o que podemos fazer, e tudo o que se pode pedir a qualquer homem. Mas, sem dúvida, é demasiado o caso de que alguns considerem e temam a publicidade do erro que cometem mais do que o próprio erro cometido; perguntam-se o que dirão as pessoas quando o souberem, etc. E, por outro lado, alguns são levados a fazer certas coisas para receber a aprovação de seus amigos, e, se seus atos deixam de suscitar comentários favoráveis ou de serem reconhecidos, sentem como se seu trabalho tivesse sido perdido, e o bem que possam ter feito tivesse sido um total fracasso. Ora, se realmente desejamos aproximar-nos de Deus; se desejamos colocar-nos em harmonia com os bons espíritos dos mundos eternos; se desejamos estabelecer dentro de nós aquela fé sobre a qual lemos, e pela qual os antigos Santos realizaram obras tão maravilhosas, devemos, depois de obtermos o Espírito Santo, dar ouvidos aos seus sussurros e conformar-nos às suas sugestões, e por nenhum ato de nossa vida expulsá-lo de nós. É verdade que somos criaturas fracas e falíveis, sujeitas a qualquer momento a entristecer o Espírito de Deus; mas, tão logo nos descubramos em falta, devemos arrepender-nos daquele erro e, na medida do possível, reparar ou corrigir o mal que possamos ter cometido. Ao seguirmos este curso, fortalecemos nosso caráter, avançamos nossa própria causa, e nos fortificamos contra a tentação; e, com o tempo, teremos avançado tanto a ponto de realmente nos surpreendermos com o progresso que fizemos no autogoverno e na melhoria.

Recebemos um Evangelho que é maravilhoso em suas operações: por meio da obediência a seus requisitos, podemos receber as mais escolhidas bênçãos que já foram prometidas ou concedidas à humanidade em qualquer época do mundo. Mas, como a criança com o brinquedo ou o objeto de diversão, satisfazemo-nos demasiadas vezes com as coisas perecíveis do tempo, esquecendo as oportunidades que temos de desenvolver dentro de nós os grandes e eternos princípios da vida e da verdade. O Senhor deseja estabelecer uma relação mais próxima e íntima entre ele e nós; deseja elevar-nos na escala do ser e da inteligência, e isto só pode ser feito por meio do Evangelho eterno, que é especialmente preparado para este propósito. Diz o Apóstolo João: "E qualquer que nele tem essa esperança, purifica-se a si mesmo, como também ele é puro." Estarão os Santos dos Últimos Dias aplicando os princípios do Evangelho às suas vidas, e assim realizando o desígnio de Deus?

Às vezes, embora talvez não em grande medida, preocupamo-nos com alguma provável ou possível perseguição que nossos inimigos possam trazer sobre nós. Olhamos para a história passada da Igreja e vemos que o Senhor permitiu que nossos inimigos, em certas ocasiões, destruíssem nossas casas, nos despojassem de nossa propriedade e nos expulsassem de um lugar para outro. Dizemos que tais coisas foram permitidas; e perguntamo-nos, em nossas mentes, se ainda será permitido que tragam sobre nós tribulação, e, se assim for, em que medida. Reconhecemos que Deus nos abençoou — que nos deu casas e terras, rebanhos e manadas, e nos colocou no caminho de obter as conveniências e confortos da vida. Sem dúvida, apreciamos nossa condição temporal, e não gostaríamos de ser privados dessas bênçãos de que desfrutamos. E alguns se perguntam até que ponto a mão da opressão será permitida perturbar a tranquilidade de nossos lares nas montanhas, e se nós, individualmente, passaremos algum dia pelo que este povo sofreu nos primeiros dias. Este é um assunto que não deveria preocupar particularmente os Santos de Deus; mas o que, a meu ver, é muito mais importante é o que podemos fazer, sob as circunstâncias, para nos elevarmos ainda mais na retidão de nosso Deus. Que vantagens, bênçãos e privilégios este sistema de salvação, que obedecemos, proporciona, e que meios devem ser empregados para realizá-los? Se houver um sacrifício exigido, será muito oportuno para todos aqueles que desejam fazer de sua religião um estudo, e que se esforçam por conformar-se aos seus requisitos, vivendo-a em sua vida cotidiana, para mostrar sua disposição de curvar-se à vontade de Jeová, reconhecendo sua mão tanto na adversidade quanto na prosperidade.

Lembro-me muito bem dos dias nublados e tempestuosos de Kirtland, e de como algumas pessoas agiram tolamente. Havia homens que ocupavam alta posição na Igreja, que se desonraram, tendo se comportado de maneira que depois trouxe o rubor da vergonha às suas faces. Havia uma razão para isso. Se tivessem vivido de modo a poder oferecer, em seus corações, a oração de Davi, não teriam sido contados entre os que apostataram e caíram na hora da provação. Seria bom examinarmo-nos, ter comunhão conosco mesmos no recinto secreto, para averiguar como estamos, como Élderes em Israel, perante o Senhor, de modo que, se necessário, possamos renovar nossa diligência e fidelidade, e aumentar nossas boas obras.

Não há dúvida, falando do povo como um todo, de que estamos melhorando muito aos olhos de Deus. Mas, embora isto seja indubitavelmente o caso, estou convencido de que há pessoas entre nós dotadas de dons espirituais e suscetíveis de cultivo, que poderiam ser exercidos, se assim o escolhessem, muito mais extensamente do que o são, e que poderiam avançar muito mais rapidamente nos caminhos da santidade e chegar muito mais perto do Senhor. Mas o espírito que acompanha as coisas deste mundo opera sobre eles a tal ponto que não aumentam esses poderes e bênçãos espirituais; não se colocam naquela relação estreita com o Senhor que é seu privilégio, como homens que detêm o santo Sacerdócio, chamados e escolhidos para realizar uma obra especial no meio da humanidade. Como foi com Pedro e os demais Apóstolos nos dias de sua tristeza, quando o Mestre, o Salvador do mundo, pendia da cruz, sua esperança e perspectivas afundaram nas trevas, tendo perdido o verdadeiro espírito da missão para a qual haviam sido chamados; em seu desespero, disseram: Vamos pescar; voltemos às nossas redes, ao nosso antigo ofício. Assim é com alguns em nossos dias. Há homens entre nós sobre quem o Espírito do Todo-Poderoso outrora repousou poderosamente, cujas intenções eram tão boas e puras quanto as dos anjos, e que fizeram convênios com Deus de que o serviriam e guardariam seus mandamentos em toda e qualquer circunstância; e muitos deles estavam prontos e dispostos a deixar suas esposas e filhos para ir ou vir, conforme o caso, no interesse da causa que haviam abraçado. Mas como é agora com alguns desses Élderes? Não sentem assim hoje. Suas afeições estão postas nas coisas deste mundo que o Senhor lhes permitiu adquirir, de modo que agora esperam até serem chamados, e, em muitos casos, quando chamados, obedecem mais por desejo de conservar sua posição e categoria do que por um verdadeiro e sincero amor ao trabalho para o qual foram chamados.

Esta é a condição de todos os homens, por mais bem que comecem, que permitem que seus pensamentos e afeições corram atrás do mundo e de seus caminhos, e é uma prova clara e indiscutível de que, quando isto ocorre com os homens, amam o mundo mais do que amam o Senhor e sua obra sobre a terra. Tendo recebido a luz do Evangelho eterno, e participado das boas coisas do reino, e sendo da semente de Israel e herdeiros de grandes e gloriosas promessas, devemos labutar com fidelidade e diligência para realizar o que Deus se propôs fazer por meio de nós; devemos ser homens e mulheres de fé e poder, bem como de boas obras, e quando nos descobrirmos descuidados ou indiferentes na menor coisa que seja, deve bastar-nos sabê-lo para corrigirmos nossos caminhos e voltarmos ao caminho do dever.

Quando nossos amigos são acometidos por doença e enfermidade, ou quando nossos pequeninos estão nas agonias da dor e da morte, deveria haver entre nós Élderes que se tivessem educado tão completamente a desenvolver os dons do Espírito dentro de si, e nos quais os Santos tivessem tão perfeita confiança, que fossem sempre procurados em vez dos médicos. Há homens entre nós que possuem o dom de curar, e que poderiam ter grande fé; mas não exercitam o dom, não vivem para ele, e, portanto, não têm o poder de usá-lo tão eficazmente quanto poderiam. Há homens nesta Igreja que são tão bons de coração e sentimento quanto qualquer homem já o foi, mas que carecem de fé e energia, e não obtêm realmente o que é seu privilégio receber. Se sua fé, sua energia e determinação fossem iguais aos seus bons sentimentos e desejos, à sua honestidade e bondade, seriam de fato homens poderosos em Israel; e a doença, a enfermidade e o poder do maligno fugiriam diante deles como a palha diante do vento. Contudo, dizemos que somos um bom povo, e que não apenas mantemos nosso lugar, mas fazemos grandes progressos na retidão perante Deus; e, sem dúvida, o fazemos. Mas desejo impressionar em vós, meus irmãos e irmãs, que há Élderes entre nós dotados de dons espirituais que podem ser postos em exercício com o auxílio do Espírito Santo. Os dons do Evangelho devem ser cultivados com diligência e perseverança. Os antigos Profetas, ao desejarem alguma bênção peculiar, ou conhecimento, revelação ou visão importante, por vezes jejuavam e oravam por dias, e até semanas, com esse propósito.

Como Santos de Deus, Élderes de Israel, devemos estar dispostos a dedicar tempo e trabalho, fazendo todo sacrifício necessário, a fim de obter as qualificações espirituais próprias para sermos altamente úteis em nossos diversos chamados. E que o Senhor inspire cada coração com a importância destas coisas, para que busquemos diligente e energicamente os dons e poderes prometidos no Evangelho que obedecemos.

Como citar este discursoLorenzo Snow, “O Estabelecimento do Caráter—Traços Que São Admiráveis—Como Ter Influência com o Céu—Por Que os Homens Devem Fazer o Bem—O Cultivo dos Dons Espirituais—As Coisas de Deus Devem Ser Buscadas—Jejum, Oração, Devoção e Sacrifício”, (1882-05-06). Pulpit Vault, 1882-05-snow-the-establishment-of-character. Tradução desta edição, por método de glossário, contentdm.lib.byu.edu.Pulpit Vault, edição de 23 de setembro de 2026 (commit 4bdc6ac627).