Viagens da Primeira Presidência e dos Doze—Condição Temporal e Espiritual dos Santos—Seu Progresso Educacional—A Construção de Templos, Seu Objetivo—Organização do Sacerdócio, Seus Deveres—A Reunião e os Deveres Gerais dos Santos de Deus, Seu Destino Final
John Taylor
Alegra-me ter a oportunidade de estar com os Santos e dirigir-me a eles neste lugar. Desde a nossa última Conferência, tenho viajado bastante entre os Santos em diferentes partes do Território, em parte acompanhado por alguns de meus conselheiros e dos Doze. Pessoalmente, dentro de pouco tempo, visitei todos os povoados principais dos Santos, tanto ao norte como ao sul, ao leste como ao oeste, e talvez não vos seja desinteressante ouvir uma breve declaração sobre a posição que os Santos ocupam em suas várias localidades e povoados; porque todos nós nos sentimos mais ou menos interessados no bem-estar de todos. Foi tendo isto em vista que senti o desejo de visitar os Santos em seus próprios lares, de conviver com eles junto às suas próprias lareiras, ou pelo menos encontrá-los em suas assembleias públicas. Tem sido muito interessante para mim e para os irmãos que me acompanharam descobrir a verdadeira posição que os Santos ocupam, saber qual é a sua condição em relação às suas opiniões e sentimentos religiosos, e também averiguar o seu estatuto moral e como se conduzem não apenas religiosa, mas socialmente. E então outra coisa que desejávamos compreender era a verdadeira condição educacional dos Santos; e o que estavam fazendo para iluminar as mentes da juventude e treiná-la nos caminhos corretos, e até que ponto a literatura, a ciência e aqueles princípios de inteligência que são calculados para exaltar e enobrecer os homens, quando sob influências apropriadas, prevaleciam entre o nosso povo, e de que maneira se comportavam a respeito de todas estas coisas. Sentimo-nos ainda mais desejosos de fazer isto porque muitos dos Santos vivem longe da sede da Presidência da Igreja. Suponho que, no que temos viajado neste Território, no vizinho Território de Idaho, em algumas partes de Wyoming, e em outras partes ao sul, não temos viajado menos de 500 a 600 milhas em linha reta, de norte a sul, além de termos visitado quase todos os povoados proeminentes a leste e a oeste, e os nossos sentimentos e impressões após visitar todos os Santos em todas as suas localidades são para nós muito interessantes e encorajadores. No que diz respeito à posição temporal do povo, parecem estar de posse de uma parcela razoável das boas coisas da vida; os seus hábitos de indústria e perseverança, a sua abnegação própria, o desejo de compreender e sustentar princípios corretos, junto com a bênção do Todo-Poderoso, têm tendido a promover o seu bem-estar sob o ponto de vista temporal. ¶
Não encontramos tantas pessoas muito ricas quanto há em algumas comunidades, mas o nosso povo, tanto quanto a nossa observação alcança (e temos tido uma oportunidade bastante justa de investigar todos estes assuntos), não é inferior a nenhum outro no que diz respeito às comodidades, conveniências e necessidades da vida; e talvez não haja lugar nem povo (ao menos, nenhum de que eu tenha conhecimento, e eu mesmo tenho viajado bastante extensamente pelo mundo) que esteja melhor situado como um todo do que estão os Santos dos Últimos Dias neste e nos territórios vizinhos, nem onde mais do povo habite em seus próprios lares. Encontramos milhares e milhares de lares felizes, e o povo que os habita é sóbrio, industrioso, frugal e temente a Deus, sentindo forte desejo de observar as leis e guardar os mandamentos do Senhor; e, apesar das muitas calúnias lançadas sobre eles por homens maus e mal-intencionados, contudo evidenciam um forte desejo de observar as leis e instituições da terra. Encontramo-los, em geral, de posse de boas casas, fazendas, pomares, jardins, e, em muitos casos, de gado, ovelhas, cavalos, e todas as facilidades da vida que tendem a promover o conforto numa capacidade social e familiar. Encontramos, também, que esta estação tem sido muito próspera, com poucas exceções, por todo o comprimento e largura do Território. O Senhor tem abençoado grandemente os nossos trabalhos, e presumo que as colheitas, de modo geral, tenham aumentado ao menos de 20 a 25 por cento; penso que estaríamos bastante seguros ao dizer 20 por cento; e isto, é claro, tende a tornar a existência mais agradável e prazerosa, e a permitir que o povo lute mais facilmente na batalha da vida em suas várias formas e fases. Além disso, constatamos que, em geral, procuram viver a sua religião e guardar os mandamentos de Deus. E as várias organizações que tendes entre vós aqui, nesta cidade, prevalecem em todos os povoados dos Santos, com pouquíssimas exceções, muito poucas mesmo. Constatamos que as Sociedades de Socorro, que são tão ativas e enérgicas entre vós aqui, e que operam tão dignamente cuidando do interesse e do bem-estar da porção feminina de nossa sociedade, também existem por todo o Território, e que há um zelo e uma inteligência dignos, sem aquela intromissão que vemos em muitos — um desejo de promover o bem-estar daqueles com quem se associam, e de se tornarem úteis em todos os assuntos da vida: e sentimos que, sempre que encontramos uma disposição deste tipo, devemos apreciá-la. Constatamos, também, que as nossas Associações de Melhoramentos Mútuos dos Rapazes e das Moças prevalecem quase em toda parte, e que há um desejo de elevar a juventude e tirá-la dos pântanos da ignorância e das trevas, e de implantar em suas mentes princípios verdadeiros e corretos, dando-lhe conhecimento de ciência, literatura e artes, e cultivando aqueles princípios calculados para elevar e enobrecer a humanidade, bem como para corrigir a sua moral e governá-la em suas atividades religiosas. Constatamos, também, que as suas Associações Primárias são atendidas com a mesma vigilância que se observa aqui entre nós, e que as senhoras mais sábias, prudentes e inteligentes são escolhidas com o propósito de supervisionar os seus movimentos e "ensinar a jovem ideia a disparar". Constatamos, também, que em todo o Território as nossas Escolas Dominicais recebem a atenção que consideramos que todas as instituições assim devem merecer e merecem, e que os melhores homens e mulheres são escolhidos como seus professores, os quais, como vemos, demonstram interesse pelo bem-estar de nossa geração ascendente. ¶
Não cabe a mim entrar em todos os pormenores; desejo apenas dar um breve esboço destes assuntos. Todas estas instituições a que me referi estão numa posição muito digna de crédito; são administradas com grande cuidado, e muitos de vossos antigos vizinhos que costumavam viver aqui na cidade, tanto homens quanto mulheres, e que eram conhecidos como pessoas de mente elevada e honradas — nós as encontramos mescladas nas várias sociedades por todos os povoados e organizações, exercendo uma influência que é verdadeiramente interessante para todos os que desejam promover o bem-estar de Sião e a edificação do reino de Deus sobre a terra. Então, novamente, no que diz respeito aos nossos assuntos escolásticos, constatamos que há um progresso muito grande sendo feito em nossas escolas comuns, ou antes naquilo que se denomina as nossas escolas distritais. Constatamos que uma classe mais inteligente de professores está sendo empregada, e que, com as operações do departamento normal da Universidade, com a Academia Brigham Young em Provo, e outras instituições de ensino, estão influindo muito favoravelmente sobre a nossa juventude, e, à medida que se obtêm melhores professores, parece manifestar-se um maior desejo por parte do povo de adquirir inteligência de todo tipo. Pela melhor informação que consigo obter, suponho que ao menos trinta estudantes normalistas se formam a cada ano. Preparam-se em nossa Universidade e nas outras instituições escolásticas referidas, e, à medida que estes professores, vindos de seus próprios condados e povos, retornam aos seus vários lares, devidamente qualificados como instrutores, fazem muito bem à comunidade. ¶
Quanto a outros assuntos, tais como a construção de Templos, também estão progredindo muito favoravelmente. Não preciso dizer nada a respeito daquele que estamos construindo aqui; todos estais familiarizados com ele. Aquele que está sendo construído em Logan está agora coberto. Uma grande equipe de carpinteiros está empenhada em concluir o seu interior, e mais um ano contará muito favoravelmente para o trabalho naquela estrutura. É um belo edifício, e está situado numa posição muito imponente, num planalto elevado no Condado de Cache, perto de Logan. A umas 200 milhas dali, ao sul, no Condado de Sanpete, há outro Templo sendo construído. Também ocupa uma posição muito adequada. Uma quantidade muito grande de trabalho foi realizada na preparação do local. A ponta de uma montanha foi removida, e uma grande quantidade de trabalho foi despendida nas muralhas que circundam o Templo, formando quase um semicírculo. Há três terraços elevados um sobre o outro, do mesmo modo que a galeria pode se elevar acima da parte inferior desta casa; circundam o Templo, sendo, é claro, mais largos na parte inferior e mais estreitos à medida que se aproximam do Templo. Uma quantidade muito grande de meios e de trabalho foi despendida na preparação destes terraços e também na preparação do Templo. O Templo em si é uma estrutura magnífica. Esperam ter as muralhas erguidas até o esquadro na próxima estação. Penso que já construíram a muralha este ano em uns 28 pés. É construído de bela rocha branca — ou pelo menos de rocha muito clara e límpida, e lavrado externamente onde se encontram as junturas, apresentando uma aparência muito bela e digna de crédito. É interessante, também, encontrar quão fortemente estão voltados os sentimentos do povo em relação a estes edifícios. Parecem pensar que nenhum sacrifício é grande demais para alcançar o objetivo que têm em vista; de fato, em ambos estes distritos de Templo parecem ter grande orgulho em realizar este trabalho. Fui informado de que o superintendente estava um pouco escasso de meios há pouco tempo, no Templo de Manti, e perguntou se deveria diminuir o trabalho. Disseram-lhe que não, que devia prosseguir com ele, e penso que em muito pouco tempo várias pessoas de diferentes partes subscreveram 7.000 alqueires de trigo para auxiliar na construção do Templo, e parece haver, de modo geral, um forte desejo pela realização desta obra. ¶
A religião que abraçamos liga o tempo à eternidade, o céu à terra, este mundo ao próximo, e, embora o Senhor tenha revelado o que se chama um novo Evangelho, e por isso se chama o novo e eterno Evangelho — novo, na verdade, para o povo do mundo, mas eterno no que diz respeito a Deus e aos interesses da humanidade, tanto vivos como mortos; pois Deus está interessado no bem-estar de toda a humanidade que já viveu, que agora vive, ou que jamais viverá. Ele é, dizem-nos, o Deus dos espíritos de toda a carne, e introduziu princípios que nos foram dados a conhecer para o benefício de todos. Os princípios com os quais estamos associados remontam à eternidade e avançam até a eternidade. Não são as ideias, as teorias ou as noções dos homens, emanam do Todo-Poderoso. E, no que diz respeito às ideias que se desenvolveram pertencentes ao passado, ao presente e ao futuro, nenhum de nós pode reivindicar ser o fundador ou o originador de uma única ideia associada à Igreja e ao reino de Deus, tampouco o foi Joseph Smith, tampouco o foi Brigham Young, tampouco o é nenhum dos Doze, nem o é ninguém que agora exista ou tenha existido; todas estas coisas vêm do Senhor. E, tendo procedido dele, ele mesmo tem ditado todo o assunto do princípio ao fim. Não recebemos as nossas ideias de teólogo algum, de cientista algum, de homem algum de renome, ou de posição no mundo, ou de corpo ou conclave algum de religionistas, mas do Todo-Poderoso, e a ele somos devedores por toda vida, toda verdade e toda inteligência pertencente ao passado, pertencente ao presente, ou pertencente ao futuro. Portanto, sentimos a nossa dependência dele. Tampouco somos devedores a homem algum por qualquer doutrina que tenhamos recebido, nem pela organização de nossa Igreja, nem pelo Santo Sacerdócio, seja o Melquisedeque ou o Aarônico; tudo isto procede do Todo-Poderoso, e, se ele não os tivesse dado, seríamos tão ignorantes deles quanto o são os outros, pois em geral não compreendem a lei, a palavra, a vontade ou o desígnio do Todo-Poderoso; pois homem algum conhece as coisas de Deus senão pelo Espírito de Deus; e se o Pai não os revelasse, seríamos muito ignorantes, na verdade, como o é o resto da humanidade a respeito destes assuntos. Mas, havendo chegado o tempo de introduzir o que se denomina a "dispensação da plenitude dos tempos", quando Deus reuniria todas as coisas em uma, sejam elas coisas no céu ou coisas na terra, tornou-se necessário, por causa da ignorância dos homens, porque não compreendiam a Deus, nem as suas leis, nem os princípios da verdade eterna, que os homens fossem ensinados pelo Todo-Poderoso, que Deus fosse o seu instrutor, e por isso introduziu, através do meio do Santo Sacerdócio que já havia existido anteriormente sobre a terra, aqueles princípios calculados para abençoar e exaltar a família humana, prepará-la para cumprir a palavra e a vontade de Deus, e realizar estes propósitos que ele havia planejado desde antes da fundação do mundo. Por isso organizou a Primeira Presidência e os Doze, organizou os Setentas, organizou Élderes, Sacerdotes, Mestres e Diáconos, organizou Bispos e Sumos Conselhos e todos os vários acessórios associados à organização da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. E por que, poder-se-á perguntar, deveriam estas instituições ser introduzidas em nosso meio? Por certas razões óbvias quando refletimos sobre este assunto de tanta importância. Tendo revelado a sua vontade ao homem, a Joseph Smith, como havia feito a outros homens em épocas anteriores, era necessário que essa vontade fosse dada a conhecer a todas as nações, tribos, línguas e povos, para que os homens fossem informados das coisas que ele revelou para a salvação e exaltação da humanidade. Por isso os Doze foram separados. Com que propósito? Para que introduzissem o Evangelho às nações da terra, e pregassem os princípios da vida como emanam de Deus. Então os Setentas também foram ordenados até termos agora mais de setenta vezes setenta. Qual é o seu negócio? Sob a direção dos Doze, pregar o Evangelho às nações da terra. Estão fazendo isto? Sim. Têm feito isto? Sim. E os Doze? Sim, por estes muitos, muitos anos, e ainda o estão fazendo. Ainda sentimos a mesma responsabilidade recaindo sobre nós de espalhar aquela luz, aquela verdade e aquela inteligência que emanou de Deus, nosso Pai celestial, por meio de nosso Senhor Jesus Cristo. E estes homens estão indo adiante, portando preciosas sementes, mesmo as sementes da vida eterna, e quando o povo crê no Evangelho, o que fazem? O seu testemunho ao povo é que Deus falou, que o Evangelho foi restaurado; explicam o que é o Evangelho; chamam o povo ao arrependimento e a ser batizado em nome de Jesus para a remissão dos pecados, prometendo que os obedientes receberão o Espírito Santo. Batizam-nos? Sim. Impõem as mãos para a recepção do Espírito Santo? Sim. O povo recebe o Espírito Santo? Sim, e vós aqui hoje sois as minhas testemunhas em relação a estas coisas, e sabeis que o que digo é verdade. E o que fará o Espírito Santo? Toma das coisas de Deus e no-las mostra; traz coisas passadas à nossa lembrança; conduz-nos a toda verdade e mostra-nos coisas por vir. Faz isto? Sim, e é por causa deste princípio que os Santos dos Últimos Dias sentem como sentem; tendo participado do Espírito Santo e provado os poderes do mundo vindouro, e havendo recebido uma esperança que entra dentro do véu, aonde Cristo, o precursor, foi, e sabendo hoje que são filhos de Deus, e que têm direitos e privilégios pertencentes não apenas ao tempo, mas à eternidade, sentem-se levados a agir e a operar sob a direção daquele espírito. E, sendo participantes daquele espírito, há uma comunicação aberta entre eles e o seu Pai celestial, por meio de nosso Senhor Jesus Cristo, e, sendo inspirados por aquele espírito, as suas orações ascendem ao Deus de toda a terra; aprendem a depositar a sua confiança nele e a obedecer as suas leis; e, então, tendo sido batizados num só batismo, todos participam do mesmo espírito — isto é, aqueles que vivem a sua religião, observam as leis de Deus e guardam os seus mandamentos, e que não entristeceram o Espírito de Deus, pelo qual são selados até o dia da redenção. Então, aquele mesmo espírito que os trouxe à Igreja e os levou a obedecer as leis de Deus, levou-os a reunir-se, como aqui estamos reunidos hoje. É uma ideia falsa, sustentada por muitos homens muito ignorantes, de que reunimos os homens sobre algum tipo de princípio de emigração. O povo recebe o princípio da reunião em seus próprios corações pelo Espírito de Deus, e isso os atrai para cá. Não é preciso argumento algum, influência alguma, poder algum de persuasão, ou coisa alguma deste tipo para trazê-los para cá. O seu desejo, ao receberem o Evangelho, é vir a Sião. E por quê? Para que aprendam mais plenamente as leis da vida. Como dizem as escrituras: "Um de uma cidade e dois de uma família vos tomarei, e vos trarei a Sião. E que fareis com eles quando os trouxerdes a Sião?" "Dar-vos-ei pastores segundo o meu coração, os quais vos apascentarão com conhecimento e com inteligência." Por isso nos reunimos como estamos aqui nesta cidade e neste Território. O nosso objetivo é temer a Deus, observar as suas leis, magnificar o nosso chamado, cumprir o nosso destino sobre a terra, e operar com aqueles que estão por detrás do véu nos interesses da humanidade, deixar de lado o nosso egoísmo, a nossa cobiça, os nossos males de toda espécie, sejam quais forem, e purificar-nos da iniquidade, para que possamos ser receptáculos aptos para o Espírito Santo e estar preparados para fazer a vontade de Deus na terra como se faz no céu. Sei que muitos homens se opõem a que façamos isto. Não importa; com a ajuda de Deus, procuraremos fazê-lo; não importa quais sejam as opiniões e ideias, os sentimentos e teorias dos homens. Deus nos incumbiu de uma missão, e em nome do Deus de Israel a cumpriremos, e digamos todo Israel, Amém. [A congregação respondeu em voz alta, Amém]. Procuraremos realizar o que Deus nos deu para fazer, não importa quais sejam as teorias, opiniões ou ideias dos homens. Estamos aqui, então, com este propósito. E sentimos que Deus é o nosso Pai celestial; sentimos que somos seus filhos; sentimos que estamos fazendo a sua obra com o seu auxílio; sentimos, também, que ele está empenhado tanto quanto nós, e mil vezes mais, em levar adiante esta obra, e por isso nos sentimos tranquilos e satisfeitos em nossas mentes e sabemos que tudo está bem. Deus nosso Pai celestial, Jesus, o Mediador do novo convênio, os antigos patriarcas e profetas e homens de Deus que viveram sobre a terra anos e anos atrás, Adão, o Pai da humanidade, e Noé, outro grande pai, e Abraão, o pai dos fiéis, e todos os Profetas, Apóstolos e homens de Deus que viveram sobre a terra estão interessados, tal como nós, no bem-estar da humanidade e em buscar introduzir e realizar a palavra e a vontade de Deus, a qual ele planejou antes que o mundo rolasse para a existência ou as estrelas da manhã cantassem juntas de alegria. Deus realizará a sua obra e nós procuraremos ajudá-lo a fazê-lo. Precisa da cooperação de todos estes homens que detiveram este Sacerdócio, que administram no tempo e na eternidade — precisa da cooperação de todos aqueles e dos Deuses nos mundos eternos para nos auxiliar nos trabalhos em que estamos empenhados. Portanto, Deus introduziu o sistema de coisas de que temos falado com o propósito de reunir um povo que ouça a sua voz, e são o único povo sobre a terra hoje que a ela dará ouvidos, e então já é praticamente tudo o que muitos de nós conseguimos fazer. Deus espera ter um povo de mãos limpas e corações puros, que retenham as suas mãos de receber subornos, que jurem em seu próprio prejuízo e não mudem, que sejam homens de verdade e integridade, de honra e virtude, e que sigam um curso que será aprovado pelos Deuses nos mundos eternos, e por todos os homens honrados e retos que jamais viveram, ou que agora vivem, e, havendo assumido a profissão da santidade, ele espera que sejamos Santos, não de nome, não em teoria, mas em realidade. E então espera que façamos exatamente o que estamos fazendo, isto é, edificar Templos e pregar o Evangelho a um mundo ingrato. Temo-lo feito? Sim, temos. Eu o tenho feito. Tenho viajado milhares de milhas para pregar este Evangelho sem bolsa nem alforje, confiando em Deus. Alguma vez me faltou algo? Não. Aqui está o Irmão Woodruff, e muitos outros homens que fizeram exatamente a mesma coisa. Sumos Sacerdotes, Setentas, Élderes e outros saíram ao mundo, portando os preciosos princípios da vida eterna, e regressaram novamente, como diz a Escritura, trazendo os seus feixes consigo. Que mais estamos fazendo? Edificando os nossos Templos. Para quê? Para que tenhamos lugares onde entrar dedicados ao Deus de toda a terra. ¶
O mundo esqueceu que Deus é a fonte de toda verdade, a origem de toda inteligência, de tudo o que é calculado para elevar e exaltar a humanidade; mas nós daremos a Deus toda a glória. Estamos buscando edificar o Sião de nosso Deus. E o conseguiremos? Com a ajuda do Senhor, o faremos. Faremos todos o que é certo? Não, muitos cairão pelo caminho, como o têm feito; mas a obra de Deus avançará e prosperará e crescerá, e o Senhor estará com Israel se apenas se apegarem à verdade, obedecerem às suas leis e guardarem os seus mandamentos. Somos todos bons? Não, sabeis que muitos de nós fazemos muitas coisas que estão longe de ser retas. Deixai-me dizer-vos que a nossa única segurança está na obediência às leis de Deus. Não precisais temer o clamor que agora se levanta contra nós, nem nenhum deste absurdo, este despeito do mundo; não precisais temer a intolerância dos religionistas que clamam para vos privar de vossas liberdades, não precisais preocupar-vos com isso. ¶
Sabeis todos que estão proclamando falsidades contra nós, e que somos deturpados por eles. Não importa, estão nas mãos de Deus, e nós estamos nas mãos de Deus; e, enquanto buscamos manter princípios retos, virtude, pureza e as leis da terra, podemos permitir-nos deixá-los nas mãos de Deus, e deixá-lo ser o seu juiz. Sejamos por Deus, pela retidão, pela virtude, pela pureza, pela verdade e pela integridade, e se os nossos inimigos preferem revolver-se em suas iniquidades, e entregar-se ao vício e à falsidade, podemos suportar estas coisas se eles podem, é melhor sofrer do que fazer o mal. O Senhor julgará tanto a eles quanto a nós, e tudo estará bem com aqueles que se apegam à verdade. Não precisamos ficar perturbados com as suas intrigas e mentiras. Deus protegerá o direito e salvará, abençoará e nos livrará, apesar de suas afirmações mentirosas, se o tememos, observamos as suas leis e guardamos os seus mandamentos. Nem eles, nem nenhum outro homem, nem poder algum, podem ir além do que Deus permite, e quando ele disser parai, terão de parar. Ele controlará todas as coisas segundo os conselhos de sua própria vontade. Cabe a nós estarmos dispostos a obedecer as suas leis, a preservar os nossos corpos e espíritos puros, a nos apegarmos à retidão, a honrar o Senhor nosso Deus, para que possamos sempre ter o seu espírito conosco. E se formos fiéis, com o tempo se dirá de nós: Bem está, servo bom e fiel: sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu Senhor. ¶
Que Deus vos abençoe e vos conduza pelos caminhos da vida, em nome de Jesus, Amém. ¶