O Dízimo e Outros Assuntos—É Necessário Ter Pontos de Vista Corretos
John Taylor
Fiz algumas observações ontem à tarde, em resposta a certas perguntas que me foram feitas em relação ao princípio do Dízimo, e pensei esta manhã em fazer mais algumas observações adicionais sobre o mesmo assunto, e talvez tocar em outros assuntos. ¶
Li ontem certas perguntas que me foram feitas a respeito deste assunto; e pensei em tomar a liberdade de responder a estas perguntas perante esta Conferência. Talvez haja aqui hoje alguns que não estiveram aqui ontem, e talvez haja aqui hoje alguns que não leem a Doutrina e Convênios, e que não estão familiarizados com alguns dos princípios relacionados a este assunto. Por isso lerei de novo aquilo que foi lido ontem à tarde, que se encontra na página 418 da Doutrina e Convênios, nova edição. Pode haver alguns que não têm esta edição, e direi, por isso, que a mesma revelação se encontra na seção 107 da edição antiga. ¶
"Revelação dada em Far West, Missouri, 8 de julho de 1838, em resposta à pergunta: Ó Senhor, mostra a teus servos quanto exiges das propriedades do povo para o Dízimo? ¶
"Em verdade assim diz o Senhor: Exijo que todos os seus bens excedentes sejam entregues nas mãos do bispo da minha igreja em Sião, para a construção de minha casa e para a colocação do alicerce de Sião e para o sacerdócio; e para as dívidas da Presidência de minha Igreja. E esse será o início do dízimo de meu povo. E depois disso, os que assim tiverem pagado o dízimo pagarão a décima parte de toda a sua renda anual; e isto será uma lei permanente para eles, para meu santo sacerdócio, diz o Senhor. ¶
"Em verdade vos digo: Acontecerá que todos os que se reunirem na terra de Sião darão seus bens excedentes como dízimo e observarão esta lei; caso contrário, não serão considerados dignos de habitar entre vós. ¶
"E digo-vos: Se meu povo não observar esta lei para santificá-la e, por esta lei, não santificar a terra de Sião para mim, a fim de que nela sejam guardados os meus estatutos e os meus juízos, para que seja santíssima, eis que em verdade vos digo: Ela não será para vós uma terra de Sião. E isto será um modelo para todas as estacas de Sião. Assim seja. Amém." ¶
As escrituras dizem que receberemos linha sobre linha e preceito sobre preceito; e, por isso, é necessário, às vezes, levar a cabo estas ideias, a fim de que, onde um povo tenha sido mal informado ou não tenha julgado ou ouvido corretamente, seja corrigido em relação a todos os princípios gerais e norteadores. Tem prevalecido, mais ou menos, entre o povo, o sentimento de que o Dízimo é um assunto a ser decidido exclusivamente pelo indivíduo que o paga, e que, se ele o paga, tudo bem; se não paga o seu Dízimo, não é bem assim, mas não faz tanta diferença. Um bom Santo, talvez, possa ser honrado e correto e honesto em seus negócios; pode ser um vizinho razoavelmente bom; pode ser zeloso até certo ponto, de acordo com as suas ideias e noções a respeito da propagação da palavra da verdade; pode ser ativo e enérgico em muitas coisas, mas, se age corretamente no essencial, o Dízimo é um assunto de muito pouca importância; é apenas uma ideia temporária, não nos diz muito respeito, destina-se apenas a atender aos assuntos financeiros associados à Igreja — e isso é um assunto de muito pouca importância. ¶
Ora, é correto que sejamos corretamente informados a respeito destes assuntos, e, como afirmei ontem, há uma grande diversidade de opinião existente entre os homens, e mesmo entre homens em autoridade na Igreja, digamos, Bispos e provavelmente Presidentes de Estacas e outros, em relação ao princípio do Dízimo. Ora, é correto que tenhamos um ponto de vista correto e um entendimento adequado deste princípio. Estamos aqui para levar a cabo os propósitos e desígnios de Deus, e, tal como o compreendo, fomos reunidos de acordo com certas revelações que foram dadas para o estabelecimento da sua Igreja sobre a terra, e que nós, como povo, professamos ser o povo do Senhor, e estar sob a sua orientação e direção. Cada um, se está vivendo a sua religião, supõe-se que tenha em si mesmo o espírito de luz, de verdade e inteligência, o espírito de revelação, o Espírito Santo dado a ele pela imposição das mãos, o qual, se seguir todas as suas orientações e ditames, o há de guiar em toda a verdade. Cada homem e cada mulher está colocado na posição de poder aproximar-se de Deus por meio de Jesus Cristo: de ter a luz e a inteligência do Espírito de Deus a lhes ser impartida; mas, por causa da fraqueza do homem, por causa de nossas muitas enfermidades, e por causa dos poderes das trevas e das muitas influências que têm atuado desde o começo do mundo até o tempo presente, procurando destruir, desarraigar e derrubar os princípios da verdade eterna, e levar os homens ao erro, às trevas, à confusão e à morte, e por ser esta a maneira e a ordem de Deus, ele ordenou um santo Sacerdócio para a orientação, para a direção, e para a instrução do seu povo. ¶
Somos ensinados que, nos dias antigos, Deus colocou "na igreja primeiramente apóstolos; em segundo lugar, profetas; em terceiro, mestres;" e ainda: "ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e mestres." Para quê? "Para o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para a edificação do corpo de Cristo: até que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a homem perfeito, à medida da estatura completa de Cristo: para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo vento de doutrina, pelo engodo dos homens que com astúcia enganam fraudulosamente; antes, seguindo a verdade em caridade, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo." Este foi o ensinamento de um dos antigos Apóstolos. Além disso, o Senhor instituiu na Igreja, nestes últimos dias, o mesmo Sacerdócio que existira anteriormente, e para o mesmo propósito. Temos, digamos, uma Primeira Presidência; depois temos os Doze; depois temos os Sumos Sacerdotes; depois temos os Setentas; depois temos os Sumos Conselhos, e os Bispos e seus Conselheiros; depois temos os Presidentes de Estacas, cada Estaca em sua forma um corpo compacto, com um Presidente e seus dois Conselheiros, e Bispos operando em seu lugar e presidindo às suas várias Alas, e os Sumos Conselhos operando em seu lugar, com os Sacerdotes, Mestres e Diáconos operando no seu, todos trabalhando e operando em conjunto. Depois temos as Sociedades de Socorro, e as Sociedades de Melhoramento Mútuo, e as nossas Escolas Dominicais, e as Associações Primárias, e todas as várias organizações e instituições que são organizadas para a instrução da nova geração, masculina e feminina. Assim temos os vários oficiais na Igreja desempenhando os seus diversos deveres com honra, integridade e veracidade perante Deus, cuidando do interesse, do bem-estar e da felicidade daqueles que estão associados a eles e que estão sob a sua jurisdição. Então estas várias Estacas, em suas organizações, com seus Presidentes, estão sujeitas às autoridades presidentes, e os Presidentes destas têm de prestar contas à Presidência da Igreja; e a Presidência da Igreja deve poder, em todo tempo, prestar contas ao seu Pai Celestial. ¶
Esta é uma ordem, tal como a compreendo, introduzida pelo Todo-Poderoso, e somente por ele. Não é do homem, nem procedeu do homem, nem pode progredir ou ser aperfeiçoada pelo homem sem a direção do Todo-Poderoso. De fato, com todas estas ajudas, com todas estas organizações, com todos estes princípios, devido à fraqueza e às enfermidades do homem, achamos difícil preservar em pureza estas sagradas instituições que Deus nos deu, e continuamente precisamos do maior cuidado, humildade, abnegação, perseverança, vigilância e confiança em Deus. Falamos às vezes sobre o livre arbítrio; é isso um princípio correto? Sim; e é um princípio que sempre existiu, e procedeu de Deus, o nosso Pai Celestial. Quando Deus se revelou a Joseph Smith, era opcional se ele obedeceria ou não ao seu conselho; suponho, contudo, olhando as coisas tal como existem, e tal como são em verdade, que Deus sabia que ele o faria, tendo sido selecionado para esse propósito há muito, muito tempo; e que o Senhor sabia que ele se manteria fiel a estes princípios e levaria a cabo os desígnios do Céu conforme lhe fossem comunicados e exigidos. Recebemos o Evangelho; alguém foi forçado a obedecê-lo? Houve alguma coerção, de qualquer forma possível, manifestada para conosco? Que eu saiba, não. Foi Oliver Cowdery, que foi o segundo Élder da Igreja, obrigado a receber este Evangelho? Não, não foi. Foi Hyrum Smith obrigado a recebê-lo? Não, não foi. Foi alguma das testemunhas do Livro de Mórmon — os Whitmer e outros — obrigada? Não. E, depois de se identificarem com esta Igreja, foram compelidos a permanecer nela? Não. Algum dos membros do Quórum dos Doze, dos Setentas, dos Sumos Sacerdotes, ou dos membros dos Sumos Conselhos, ou dos Presidentes dos Setentas, ou qualquer classe de homens nesta Igreja, foi compelido a ocupar a posição para a qual foi chamado? Não conheço nenhum; conheceis vós? Sei que não houve coerção comigo, a não ser a força da verdade recomendando-se à minha mente; nem houve convosco, a não ser o poder da verdade operando em vossas mentes. E, depois de terdes recebido o Evangelho, fostes compelidos a deixar os vossos lares para virdes aqui? Não, não fostes. De fato, era o vosso desejo virdes aqui, e não podíeis ser impedidos de vir, porque fostes impelidos pelo espírito que o Evangelho dos Últimos Dias inspira, a virdes para a terra de Sião. Se isto se chama compulsão, não é a compulsão do homem, mas a operação do Espírito de Deus, que recebestes por meio da obediência ao Evangelho. ¶
Podemos aqui perguntar: ao agirmos sob o domínio ou controle do Sacerdócio, algum de vós é forçado a fazer algo que não deseja? Se pensais que sois de alguma forma possível, absolvo-vos disso hoje, cada um de vós. Estas são as minhas ideias a respeito dos direitos dos homens. É "tudo graça livre e tudo livre arbítrio," como o diz o poeta. Não fomos coagidos a entrar na Igreja; não somos coagidos a permanecer nela. Mas assumimos uma profissão de fé em Deus, e, como Santos dos Últimos Dias, cremos que Deus falou, que os céus foram abertos, que o Evangelho eterno foi restaurado ao homem, e cremos que Deus organizou a sua Igreja por revelação, por meio do seu servo Joseph Smith, na forma em que agora a temos. Esta é a nossa fé. Não podemos evitar essa fé. Não posso evitar a minha fé, nem vós podeis evitar a vossa. Houve, desde o início, evidência bíblica apresentada e certo tipo de raciocínio usado para iluminar as nossas mentes. Cremos, depois de ouvir a pregação do Evangelho, que era nosso dever ser batizados em nome de Jesus para a remissão dos nossos pecados, e ter as mãos impostas sobre as nossas cabeças para o recebimento do Espírito Santo. E, quando recebemos aquele Espírito Santo, que toma as coisas de Deus, ele as mostrou a nós; e então fomos colocados sobre outra base, diferente da que estávamos antes; e aquele Espírito iluminou as nossas mentes em relação àquelas coisas de que falei, assim como em relação a muitas outras. Se Deus nos revelou certas coisas, podemos evitar a nossa fé nelas, e podemos deixar de saber que esta é a Igreja e o Reino de Deus? Não. Posso eu? Não. Podeis vós? Não. O que teriam os homens de fazer para me privar desta fé? Teriam de cortar a minha cabeça, ou de alguma outra forma matar-me; e mesmo assim não poderiam mudar a minha fé, seria impossível. Se um homem sabe uma coisa, ele a sabe, e não pode deixar de sabê-la. Há uma forma pela qual podemos deixar de saber estas coisas, e é cedendo a influências más, aos poderes das trevas, e afastando-nos da luz de Deus; e então a luz dentro de nós se torna trevas, e então "quão grandes são essas trevas." Mas, quando falais sobre controlar a fé de um homem, isso não pode ser feito; e diria àqueles que estão empenhados em fazer-me mudar de fé que tudo que têm a fazer é cortar-me a cabeça, e nem mesmo isso resolveria, porque eu continuaria sendo eu mesmo, sustentando a mesma fé no mundo vindouro. E, portanto, tudo o que os homens poderiam fazer para realizar este objetivo seria destruir o corpo, mas aquele princípio que Deus implantou em nossos corações seria impossível destruir; por isso disse Jesus: "E não temais os que matam o corpo, e não podem matar a alma; temei antes aquele que pode fazer perecer a alma e o corpo no inferno." ¶
Ora, falando de novo da organização a que me referi, ligadas a ela estão leis destinadas a levar-nos de força em força, de conhecimento em conhecimento, e de inteligência em inteligência, até que todos vejamos como somos vistos e conheçamos como somos conhecidos. E, por isso, Deus deu, para este propósito, os vários ofícios que existem na Igreja e no Reino de Deus. Perguntaria ainda: Para que nos é dado este Sacerdócio? Para que possamos edificar o Sião do nosso Deus. Para quê? Para pôr fim à maldade e à corrupção, à lascívia, à mentira, ao furto, à desonestidade e à cobiça, com toda espécie de mal, e também para incentivar a fé, a mansidão, a caridade, a pureza, a bondade fraternal, a veracidade, a integridade, a honestidade, e tudo que se destine a exaltar e enobrecer a humanidade, para que sejamos os verdadeiros e próprios representantes de Deus nosso Pai aqui na terra, para que aprendamos a conhecer a sua vontade e a fazê-la; para que a sua vontade seja feita na terra como no céu. E, por isso, Sião é referido como sendo os puros de coração. ¶
Quando os discípulos do nosso Senhor lhe pediram que os ensinasse a orar, o que disse ele? "Quando orardes, dizei: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia dá-nos hoje; e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores; e não nos induzas à tentação; mas livra-nos do mal: porque teu é o reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém." Entre outras coisas, foram ensinados a orar para que o reino de Deus viesse. Por quê? Para que a terra pudesse ser libertada da opressão, da crueldade, da tirania, das corrupções, da infâmia, da licenciosidade, da devassidão, e de todos os males que afligem a humanidade, e que têm sido introduzidos pelos poderes das trevas para a derrubada e destruição da família humana. Jesus se apresenta como o grande propiciador entre Deus e o homem. Ele veio aqui como representante de seu Pai Celestial; ele é o nosso grande Sumo Sacerdote, e vive para interceder por nós perante o trono de Deus, que é também o nosso Pai, sendo Jesus o nosso irmão mais velho. ¶
Ora, então, Deus nos reuniu com um propósito, e esse propósito é edificar Sião e estabelecer o seu reino na terra, e ele não poderia fazê-lo de nenhuma outra forma que eu conheça, senão da forma em que o está fazendo; ele pode, contudo, ter alguma outra forma, mas, se a tem, não a conheço. Basta-nos saber que ele escolheu este caminho. Muito bem. Estamos assumindo e fazendo muitas coisas boas. Sinto-me muito interessado nos trabalhos que estão sendo realizados. Meu coração se enche, em muitas ocasiões, ao ver muitos povos e organizações empenhados em tentar ensinar ao povo os caminhos da vida. Quando vejo os Doze assim empenhados, viajando de lugar em lugar, ensinando os puros princípios do Evangelho de paz, sinto vontade de dizer em meu coração: Deus vos abençoe, e Deus vos sustente; e todo Israel deveria ter o mesmo sentimento. Depois, quando vejo os nossos missionários fazendo o mesmo, não apenas no nosso meio mas em outros lugares, procurando promover o benefício dos homens, introduzir princípios corretos e expor o erro, e levar os homens à verdade e reuni-los a Sião, sinto vontade de dizer: Deus vos abençoe em todas as vossas operações, e que o Espírito, a bênção e o poder de Deus estejam convosco; e todo Israel deveria sustentar tais homens que se empenham em trabalhos tão benéficos. Depois, quando vejo as nossas Escolas Dominicais em funcionamento, com os nossos rapazes e moças, e, em muitos casos, os homens e mulheres mais velhos, interessando-se pela nossa juventude e procurando treinar as gerações crescentes nos caminhos da vida, digo a todos eles: Deus vos abençoe, e que a sua paz e bênção estejam sobre todos os interessados no bem-estar de Israel. E, de novo, quando vejo os nossos rapazes e moças se associando para instrução e edificação mútuas, aprendendo a compreender princípios corretos e se educando para se tornarem trabalhadores eficientes na obra, a grande, a importante, a eterna obra de Deus que ele nos confiou — quando vejo os nossos rapazes e moças assim empenhados, digo a eles: Deus vos abençoe, e que a paz e a bênção de Deus estejam convosco. E, quando vejo as nossas crianças, organizadas como Associações Primárias, reunidas e ensinadas a cantar os louvores de Deus, e a compreender os princípios do Evangelho — e, em muitos casos, os seus pais mal percebem a responsabilidade que Deus lhes atribuiu ao colocar estas preciosas joias sob seus cuidados, tornando-os pais e mães de vidas — quando vejo os nossos irmãos e irmãs empenhados em ensinar estas crianças a balbuciar os louvores de Deus, e a honrar e obedecer aos seus pais e a fazer o que é reto, digo: Deus os abençoe. E, quando vejo os nossos Bispos empenhados em fazer a vontade de Deus, e se esforçando por promover o bem-estar do seu povo sobre o qual presidem, e buscando conselho de Deus e de outras fontes, e fazendo tudo o que podem para edificar Sião desinteressadamente, com corações puros e mãos limpas, digo: Deus vos abençoe, e que o espírito e o poder do vosso ofício repousem sobre vós, para que o magnifiqueis e honreis o vosso Deus. E, quando vejo os Setentas e os Élderes irem entre as nações da terra, como muitos já fizeram antes, procurando beneficiar a humanidade, procurando arrancá-la da terrível calamidade que se aproxima, mas que o povo não conhece, quando vejo homens saírem para realizar os propósitos de Deus e reunir os seus eleitos, digo a eles: Deus vos abençoe; e sinto o desejo e a esperança de que estes homens sejam capazes de apresentar as verdades eternas do céu de tal forma que os honestos de coração as possam ver e admirar, e participar das bênçãos resultantes da obediência a elas. ¶
Estamos aqui, então, para edificar Sião. Temos um templo se erguendo aqui, e temos outros em construção em outros lugares. Ora, embora não tenhamos desrespeito pelo mundo, nenhum desrespeito pelas nações em que vivemos, ou pelas autoridades destas, se agirem sabiamente, muito bem; se não agirem sabiamente, não é tão bem. Não importa; podemos confiá-las nas mãos de Deus. Somos amigos de todos os homens, e somos amigos desta nação; somos amigos e defensores da Constituição desta nação, somos amigos do direito, da liberdade e da boa administração e dos bons homens em toda parte, e isto segundo o princípio de que falei há pouco — o princípio da liberdade, do livre-arbítrio, do crer e deixar crer, do adorar e deixar que outros adorem, adorar como quiserdes segundo os ditames da consciência, e deixar que outros façam o mesmo. Cabe-nos ser governados por princípios corretos, e, na medida em que estiver ao nosso alcance, estender a todos os homens este direito, e depois manter, segundo princípios corretos, os nossos próprios direitos, os direitos dos outros e os direitos de Deus. Estes são os meus sentimentos em relação a este assunto. Mas o mundo não compreende os nossos princípios; não pode compreender. Mas podemos permitir-nos ensinar-lhes o Evangelho, mesmo que sejamos maltratados por fazê-lo; podemos tratá-los com justiça, e depois suportar o seu abuso. Não importa. Podemos fazer tudo isto e muito mais, e também defender os direitos dos homens, cuidar dos nossos próprios interesses e bem-estar, e do interesse da comunidade a que estamos associados, e sustentar todas as leis justas e princípios corretos. E então podemos deixar aqueles homens que violam princípios corretos nas mãos de Deus. Mas eles não podem compreender estas coisas, não possuem aquele espírito que sozinho habilita os homens a cumprir aqueles princípios, dados pelo Todo-Poderoso para o benefício da família humana. Nós os compreendemos, quero dizer, aqueles que são fiéis à sua profissão como Santos dos Últimos Dias; mas alguns de nós possuem o espírito pelo qual eles são movidos, e lamento quando vejo isso. Mas, como povo, não somos do espírito do mundo; não estamos aqui para nos padronizar segundo as loucuras do mundo, mas para edificar Sião, a Igreja e o Reino de Deus sobre a terra; e Deus nos deu uma porção do seu Espírito, para que o busquemos, e para que procuremos cumprir a sua vontade, e ele continuará a iluminar as nossas mentes, e cresceremos e aumentaremos, e o nosso caminho será como o dos justos, que brilha cada vez mais até o dia perfeito. Compreende o mundo alguma coisa da religião que recebemos? Não. Não é novidade dizer isto; isto já era compreendido há muito, muito tempo. ¶
"O homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porquanto se discernem espiritualmente;" e, quando não possuem o espírito da verdade, o Consolador, o Espírito Santo, pelo qual somente elas são compreendidas, como podem compreendê-las? Bem, tendo dito tanto, deixai-me voltar à questão do Dízimo. ¶
O povo estava ansioso, na época em que a revelação foi dada em Far West, por saber o que o Senhor exigia como Dízimo dos seus Santos. Eu estava lá naquela época; foi em 1838 — bastante tempo para olhar para trás. Algum tempo antes disto, porém, Deus tinha revelado o princípio da Ordem Unida, que, como sabeis, o povo não pôde suportar; e, quando pensamos nisto, dificilmente se poderia esperar que pudessem fazê-lo, tendo estado na Igreja apenas um curto tempo, tirados do mundo, com todos os preconceitos e fraquezas que vós e eu temos. Mas virá o tempo em que obedeceremos a estas coisas tal como são dadas pelas revelações de Deus, e não será um fardo tampouco; será um prazer para os que estiverem sob a influência do Senhor. Mas, como todas as outras coisas, será "livre arbítrio e graça livre." ¶
Ora, então, chegamos a isto. Aqui está um mandamento dado; a quem? Não aos de fora, não aos homens do mundo, não às pessoas que não creem em Deus nem nas suas leis; mas é dado diretamente a nós que professamos ter fé nele, nas suas leis, e no seu Sacerdócio. A questão então é: qual é o nosso dever, visto que não obedecemos à outra lei? Observarei aqui, de passagem, que, quando esta lei do Dízimo foi dada, muitas pessoas estavam se reunindo em Far West e naquele distrito do país, tal como nós nos reunimos neste país; mas isto se aplicaria mais aos nossos primeiros assentamentos do que ao tempo presente. A este povo, assim reunido em Far West, foi dito que se lhes exigia dar as suas propriedades excedentes — vou lê-lo. ¶
"Exijo que todos os seus bens excedentes sejam entregues nas mãos do bispo da minha igreja em Sião, para a construção de minha casa, e para a colocação do alicerce de Sião, e para o sacerdócio, e para as dívidas da Presidência de minha Igreja. E esse será o início do dízimo de meu povo." O que então? "E os que assim tiverem pagado o dízimo pagarão a décima parte de toda a sua renda anual; e isto será uma lei permanente para eles, para meu santo sacerdócio, diz o Senhor." ¶
Ora, aqui está um povo, do qual fazemos parte, que se reuniu para pedir ao Profeta do Senhor que inquirisse por eles a vontade do Senhor a respeito deste assunto do Dízimo; e ele a dá nestas palavras: ¶
"E isto será uma lei permanente para eles para sempre." ¶
Perguntarei: já anulou o Senhor isto alguma vez? Não. Então está em pleno vigor hoje para este povo. Depois, de novo: ¶
"Em verdade vos digo: Acontecerá que todos os que se reunirem na terra de Sião darão seus bens excedentes como dízimo e observarão esta lei; caso contrário, não serão considerados dignos de habitar entre vós." ¶
Isto é uma fala muito clara. Há alguma compulsão nisto? Não; mas, se não o fizerem, não serão considerados dignos de habitar entre vós. Que devemos fazer disto? Como disse ontem, não fui eu quem o fez; o Presidente Young não o fez, tampouco Joseph Smith o fez; mas, a pedido do povo, ele perguntou ao Senhor qual era a sua vontade, e esta foi a resposta; e isto foi dado em 1838. E não parece estranho que não o compreendamos? Penso que às vezes parece. Aqui tivemos a Doutrina e Convênios em nossas mãos, que contém esta revelação, desde o ano de 1838; isto é, há quase quarenta e dois anos. Tivemos quarenta e dois anos para estudar esta doutrina, e é tão clara quanto se pode fazer, e, contudo, parece que não conseguimos compreendê-la. Queremos compreender as leis de Deus? Se queremos, e as lermos sob a influência daquele espírito a que me referi, penso que compreenderemos os nossos deveres sem muita dificuldade. ¶
Ora, então, se Sião — estávamos falando de edificar Sião — não vou entrar nos porquês e nos comos destas coisas, mas direi que é uma prova para o povo de Deus, ou para nós que professamos sê-lo, para que possamos saber se o povo observará ou não uma certa lei específica dada pelo Todo-Poderoso, e assim ter uma prova de sua fidelidade e obediência. Ora, se cumprirmos isto, tudo bem e bom; se não, está escrito: "Não serão considerados dignos de habitar entre vós." O que fareis com eles? Penso muitas vezes que há muitas pessoas que não são dignas de habitar entre nós; não pensais assim? E, se Deus fosse pôr o juízo pela linha, e a justiça pelo prumo, a maioria de nós estaria numa situação muito ruim. Direi o que penso que deveria ser feito, e é por isso que estou tratando deste assunto hoje. Penso que o povo deveria ser instruído nestas coisas, e então, se não vivem de acordo com elas, não sereis responsabilizados perante as autoridades que presidem sobre vós. O Senhor nos diz que não serão dignos de um lugar entre nós. Queremos mudar isso? Nem um pouco. Desejaria eu ser rude com homens que são ignorantes? Não, não desejaria; eu os suportaria, e os ensinaria e instruiria. E, se eu fosse um Bispo, instruiria os meus Mestres a fazê-lo; e depois, com o tempo, depois de estarem plenamente informados, e de terem tido toda oportunidade de se familiarizar com as coisas, poderíamos tomar uma ação final em relação à sua situação. Não desejaria fazer cumprir esta lei no presente, até que os homens estivessem plenamente informados. Por exemplo, o caso a que me referi ontem. Havia dois homens; um pagou 100 dólares em dízimo, o outro pagou 25 dólares em dízimo. Ambos possuíam mais ou menos a mesma quantidade de propriedade; mas o primeiro pagou o seu dízimo, o outro não. O segundo, contudo, pagou uns 75 dólares em ofertas; mas não pagou o seu dízimo, pagou apenas um quarto dele. Isto pode ter surgido de ignorância a respeito da lei. O último pagou tanto dinheiro quanto o primeiro; e pode ter sido mal ensinado. Alguns dos Bispos não compreendem estas coisas, e, contudo, esta doutrina nos tem sido dada há quarenta e dois anos. Tem um homem o direito de se voltar e mudar as coisas como bem lhe apraz? Eu não o tenho, e não creio que nenhum outro homem o tenha. E, se algum Bispo ou algum Presidente de Estaca ou qualquer outra pessoa vos disser que podeis fazer o que quiserdes sobre a disposição que dais aos meios que pagais, contanto que pagueis certa quantia, ou que podeis pagá-la no Dízimo ou não, como quiserdes, digo-vos que ele ensina falsa doutrina. Mas deveríamos ser duros com tais pessoas? Não. Se estiveram sob influências desta natureza, e foram mal ensinadas, direi, como certa pessoa me disse, que havia estado fazendo estas coisas: "Vou mudar de rumo e pagar o meu Dízimo de acordo com a lei." Vós, Bispos e Presidentes de Estacas, mudai de rumo e fazei com que o povo faça as coisas corretamente. Não há mandamento algum sobre ofertas, mas há sobre o Dízimo; e não estou livre para mudar isto, nem nenhum outro homem. ¶
Prosseguirei um pouco mais neste assunto. Estamos falando de edificar Sião. Aqui é onde esta questão se aplica com grande força a mim tanto quanto a vós, quando a compreendeis tal como existe, e a vedes à luz do Espírito da Verdade. Pois está escrito: "E digo-vos: Se meu povo não observar esta lei para santificá-la e, por esta lei, não santificar a terra de Sião para mim, a fim de que nela sejam guardados os meus estatutos e os meus juízos, para que seja santíssima, eis que em verdade vos digo: Ela não será para vós uma terra de Sião." Bem, estamos falando de edificar a terra de Sião, que é uma das coisas para que aqui estamos. E Deus disse que, se não obedecermos a esta lei, não será para nós uma terra de Sião. Aplica-se isto a nós? Lerei um pouco mais adiante: "E isto será um modelo para todas as estacas de Sião." Ora, digo estas coisas para vosso conhecimento. Irei um pouco mais além neste assunto. Uma pessoa me escreveu uma carta, afirmando que um jovem havia solicitado a um certo Bispo uma recomendação para se casar. Perguntou-lhe se havia pagado o seu Dízimo. Respondeu que não. "Bem," disse o Bispo, "somos instruídos a não dar recomendações a quem não paga o seu Dízimo." "Mas," disse o jovem, "suponho que o meu pai pagou o meu Dízimo por mim." Se assim fosse, seria muito correto, especialmente em distritos agrícolas, onde os filhos crescidos ajudam a cultivar a fazenda, e as filhas, talvez, ajudam a fazer manteiga e queijo, etc. Quando o Dízimo do todo é pago, está tudo certo, porque o que é produzido é o resultado do trabalho conjunto da família, e a família toda, é claro, está representada até chegarem à maioridade. E então o quê? Bem, então vem outro estado de coisas. "Pagaste o teu Dízimo desde que deixaste o teu pai?" perguntaram ao jovem. Não. Por quê? Fui descuidado e indiferente, e não fiz o que era certo. Bem, se não pagaste o teu Dízimo, e pareces ter esquecido Deus, por que queres casar-te segundo as leis de Deus? Por que não te casas de outra forma, visto que não observas as leis de Deus? Bem, em primeiro lugar, meu pai e minha mãe desejam que eu me case segundo as leis de Deus; e depois, o pai e a mãe da minha noiva querem que nos casemos dessa forma; e ainda, a moça me disse que não me terá a menos que nos casemos dessa forma. Aqui observarei que penso ser isto muito sensato e louvável da parte da jovem; penso que ela agiu muito sabiamente, e desejaria que todas as nossas jovens irmãs sentissem o mesmo, e elas deveriam sentir, dado o quanto isto lhes importa. Diz ainda o jovem: "Tenho o desejo de guardar as leis de Deus, pois nasci na Igreja, e cresci com tais sentimentos, mas não fui homem o suficiente para praticá-las. Mas, se me deres a recomendação, tentarei fazê-lo no futuro." Mas a questão é: sob estas circunstâncias, deveria a recomendação ser dada? Eu não poderia fazê-lo, a menos que houvesse alguma manifestação visível da sua parte para corrigir o seu caminho e suprir aquilo em que foi deficiente. "Por quê," pode-se perguntar, "não é melhor ter os nossos filhos casados da forma correta e ser bondoso com eles, do que vê-los ir para outro lugar para se casarem?" Como disse ontem, digo hoje, se fosse um filho meu, eu não poderia dar-lhe a recomendação; e os filhos de outros homens, sob as mesmas circunstâncias, não são melhores do que os meus. É por princípio que devemos ser governados. Não estou aqui, não estais aqui para levar a cabo os nossos próprios desígnios, e sentimentos, e propósitos. Ora, o próprio Jesus não veio para fazer isso. Segundo as suas próprias palavras, ele não veio para fazer a sua própria vontade, mas a vontade daquele que o enviou. E não estamos aqui para fazer a nossa própria vontade, mas a vontade do Pai que também nos enviou, e que nos chamou para o nosso santo e exaltado chamado. E o que se há de fazer? A menos que este jovem pudesse convencer-me, se eu fosse um Bispo, de que era sincero em seu coração, e de que fez alguma tentativa satisfatória de cumprir esta lei, eu não lhe daria uma recomendação. O quê? Levariam os Élderes de Israel homens para dentro da Casa de Deus, levaríeis vós, porque Deus revelou algumas das maiores bênçãos que podem ser conferidas à humanidade, bênçãos pelas quais milhares e dezenas de milhares de bons homens cantaram e oraram e ansiaram por receber, mas que morreram sem desfrutá-las, deveríamos tomar um homem, um homem a quem este Livro diz não ser digno de habitar entre vós, deveríamos, digo eu, levá-lo através da Casa do Senhor e conferir e selar sobre ele bênçãos e vidas eternas, e tronos e principados e poderes e domínios, e introduzi-lo na sociedade das mais altas inteligências que existem nos mundos eternos? Proíbo-vos de o fazer em nome do Senhor. Não podemos fazê-lo, não estamos livres para fazê-lo, nem tampouco estamos livres para usar o nosso julgamento a esse respeito. Se suportarmos os homens em sua fraqueza e enfermidade, e sermos obrigados a carregar um bando de homens como se fossem autômatos, o tempo virá, e há de vir, em que serão excluídos, não serão considerados dignos de habitar entre vós; não são dignos agora. Mas temos de os suportar até que estejam melhor informados; mas, até então, devem fazer o melhor que puderem, pois não podem entrar na Casa do Senhor, não podem ser selados à vida eterna, não podem ter parte nas bênçãos que Deus nos conferiu, até que produzam frutos dignos de arrependimento. ¶
Tomarei isto de outro ponto de vista. Pagamos o nosso Dízimo, e pagamos as ofertas do Templo, cumprimos os deveres da Casa do Senhor; saímos e proclamamos o Evangelho de paz às nações da terra; convertemos pessoas, sob a bênção de Deus, e elas chegam ao conhecimento dos princípios do Evangelho, e continuamos os nossos trabalhos para edificar Sião; vendo isto sob esta luz, seria justo, depois de termos gasto os nossos meios, seria de acordo com os princípios da equidade conceder este privilégio a tais homens, um privilégio que ganhámos e, num certo sentido, pagamos? É geralmente o caso que eles são os primeiros a se precipitar e a querer certas bênçãos sem as ganharem. Jesus disse em seu dia que "o reino dos céus sofre violência, e os violentos se apoderam dele." Estes são alguns dessa classe que se aglomeram onde não são dignos de pisar. Estes assuntos temporais que eles supõem ser de muito pouca importância são, na verdade, de muito pouca importância, a julgar pela forma como muitos de nós trabalhamos; mas são de grande importância quando pesados na balança da verdade; os princípios da vida eterna que Deus revelou são da máxima importância para os Santos, tanto para os vivos como para os mortos, para as miríades de homens que viveram e que possam vir a viver; estas coisas são de vasta importância. ¶
Pensei em falar um pouco sobre este assunto esta manhã. Farei agora algumas observações sobre outro assunto. Falamos às vezes sobre justiça; e tenho notado o espírito manifestado entre nós às vezes: "Olho por olho, e dente por dente." Isto é algo que, na verdade, não nos pertence. Estamos cheios de enfermidades. Oramos ao Pai para que perdoe as nossas ofensas, assim como perdoamos aos que nos ofendem. Quantas vezes pecamos contra Deus? Muitas vezes, e pedimos o seu perdão. Quantas vezes devo perdoar o meu irmão? Ouço as pessoas dizerem: "eis aqui um certo homem, ele me fez mal, e não posso perdoá-lo." Então não tendes o verdadeiro espírito do Evangelho. "Mas ele agiu de forma tão vil para comigo, ele prejudicou a minha reputação, e procurou fazê-lo." Bendita seja a vossa alma, ele não pode prejudicar a vossa reputação se ela é boa; pelo contrário, ao tomardes um curso correto, de acordo com o espírito do Evangelho, aquele que vos caluniou vos respeitará e será ele o prejudicado, não vós. É nosso dever perdoar o nosso irmão sete vezes, sim, setenta vezes sete, quando ele se voltar a vós e buscar o vosso perdão; e devemos perdoar os homens em nossos corações, quer peçam o nosso perdão quer não. E quanto aos nossos inimigos? O que faremos com eles? Oferecer-lhes paz e perdoá-los da primeira vez. E depois? Ir novamente uma segunda vez e perdoá-los? Sim, se pedirem perdão. E uma terceira vez? Sim; mas, da quarta vez, o Senhor diz que o teu inimigo está em tua mão, faze com ele como bem te parecer. Terás então cumprido a lei; e mesmo então, se fordes misericordiosos, diz-se que isso vos será atribuído como retidão. Esta é a lei do Evangelho. ¶
Desejo ver o povo observar esta lei do Dízimo, porque é um mandamento claro e direto para nós. Não que me importe pessoalmente se as pessoas pagam o seu Dízimo ou não, e não creio que o Senhor se importe muito com isso ele mesmo. O ouro e a prata são dele, assim como o gado sobre mil colinas; e a ele pertence o poder de comandar todas as coisas. E aquilo que possuímos dos bens deste mundo nos é dado para fazer bom uso, porque não podemos levá-los conosco quando formos chamados dali. Cabe-nos, como Santos do Altíssimo, sermos honestos e corretos e tomarmos um curso reto, sermos cheios de integridade e mantermos princípios corretos em toda parte e em todo tempo. Se os nossos inimigos não puderem se dar ao luxo de nos tratar corretamente, nós podemos nos dar ao luxo de os tratar corretamente. Mas não negociaremos os nossos direitos, mas nos deixaremos nas mãos de Deus, e buscaremos a ele por sua orientação; e, se guardarmos os seus mandamentos, a bênção de Deus repousará sobre nós. Portanto, em relação a isto, não é uma questão de interesse pecuniário que me leva a falar-vos; é uma prova de fé que Deus nos deu, e que a todos nós afeta, e isto por alguma razão conhecida de Deus. Mas, falando por nós mesmos, está positivamente afirmado, como já mencionado, que os que não observam esta lei não serão considerados dignos de habitar entre nós; e ainda, que isto será uma lei permanente para todas as Estacas de Sião. De novo, diz o Senhor: "Se meu povo não observar esta lei, etc., ela não será para eles uma terra de Sião." ¶
Temos de edificar Sião, e torná-la o louvor de toda a terra; mas, para fazer isto de forma aceitável a Deus, devemos ser governados pelos princípios da pureza e honestidade; veracidade e integridade, e todas as virtudes sólidas que Deus indicou para o homem ser governado. E, quando os Santos alcançarem este estado de perfeição, cumprindo assim esta escritura no que diz respeito à grandeza e ao esplendor de Sião, Deus fará do seu povo não apenas o mais rico de todos os povos nas coisas espirituais, mas também nas coisas temporais. ¶
Deus vos abençoe, em nome de Jesus, Amém. ¶