Sustentando as Autoridades — Poder do Sacerdócio — Fidelidade Exigida, Etc
John Taylor
Temos estado a votar em nossos oficiais e naqueles que ocupam cargos na Igreja e reino de Deus, nesta estaca de Sião. E é bom para nós, algumas vezes, compreender o que fazemos em relação a estes assuntos. Erguemos a mão direita ao votar, em sinal diante de Deus, de que sustentaremos aqueles em quem votamos; e, se não pudermos sentir que os sustentamos, não deveríamos erguer as mãos, porque fazê-lo seria agir como hipócritas. E surge naturalmente a questão: até que ponto devemos sustentá-los? Ou, em outras palavras, até que ponto temos liberdade de nos afastarmos deste convênio que fazemos uns diante dos outros e diante de nosso Deus? Pois, quando erguemos as mãos deste modo, é em sinal a Deus de que somos sinceros no que fazemos, e de que sustentaremos as partes em quem votamos. É assim que vejo estas coisas. Até que ponto, então, devemos sustentá-los, e até que ponto não devemos? Isto é assunto de séria importância para nós; se concordamos em fazer algo e não o fazemos, tornamo-nos violadores de convênio e infratores de nossas obrigações, que são, talvez, tão solenes e vinculantes quanto qualquer coisa em que possamos entrar. ¶
Frequentemente deixamos passar muitas dessas coisas importantes a que nos comprometemos a obedecer, e às vezes começamos a sussurrar, a título de queixa ou de crítica um ao outro, depois de termos entrado em obrigações solenes de que não o faríamos. O que se entende por sustentar uma pessoa? Compreendemo-lo? É coisa muito simples para mim; não sei como é convosco. Por exemplo, se um homem for mestre, e eu votar que o sustentarei em sua posição, quando ele me visitar em capacidade oficial eu o receberei e o tratarei com consideração, bondade e respeito, e, se precisar de conselho, o pedirei de sua mão, e farei tudo o que puder para sustentá-lo. Isto seria correto e um princípio de retidão, e eu não diria nada depreciativo de seu caráter. Se isto não estiver correto, ainda tenho de aprendê-lo. E, então, se alguém em minha presença sussurrasse algo depreciativo à sua reputação, eu diria: Olha aqui! És um Santo? Sim. Não ergueste a mão para sustentá-lo? Sim. Então por que não o fazes? Ora, eu chamaria uma ação desse tipo de sustentá-lo. Se algum homem atacar sua reputação — pois a reputação de todos os homens tem importância para eles — eu o defenderia de algum modo semelhante. Quando votamos em homens da maneira solene em que o fazemos, havemos de cumprir nossos convênios? Ou havemos de violá-los? Se os violarmos, tornamo-nos violadores de convênio. Quebramos nossa fé diante de Deus e de nossos irmãos, no que se refere aos atos de homens que convencionamos sustentar. Mas, supondo que ele fizesse algo errado, supondo que se achasse que mentia, ou enganava, ou defraudava alguém, ou roubava, ou qualquer outra coisa, ou mesmo se tornasse impuro em seus hábitos, ainda assim o sustentaríeis? Seria então meu dever falar com ele como falaria com qualquer outro, e dizer-lhe que soubera que as coisas eram assim e assado, e que, sob tais circunstâncias, eu não poderia sustentá-lo; e, se descobrisse que fora mal informado, eu retiraria a acusação; mas, se não, seria então meu dever zelar para que a justiça lhe fosse aplicada, para que fosse levado diante do tribunal próprio a responder pelas coisas que fizera; e, na ausência disso, eu não teria nada a ver em falar dele. ¶
É bom para nós atentarmos para algumas destas pequenas coisas; são, porém, assuntos de bastante importância. O que disse a respeito de um mestre aplicar-se-ia ao sacerdote e ao diácono. ¶
Depois, novamente, temos bispos. Votamos neles; e eles detêm uma porção do sacerdócio que torna seus deveres, muitas vezes, muito desagradáveis; isto é, naturalmente seriam desagradáveis; mas nenhum dever deveria ser desagradável aos servos de Deus. Ora, supondo que o bispo fizesse algo errado, qual seria nosso dever? Seria ir a ele e dizer: "Bispo, tenho razões para crer que as coisas são assim e assado, tendo-me sido apresentadas evidências, e são de tal caráter que me inclino a pensar que tomastes um rumo errado, e por isso vim conversar convosco, pessoalmente, a respeito do assunto." Quem deveria fazer isto? Qualquer um. O quê, não nos privaria sua posição desse direito de nos aproximarmos dele? Não. Supondo que fôsseis prejudicados por ele, ou que outra pessoa fosse prejudicada por ele, ou que algo tivesse ocorrido que vos fizesse nutrir sentimentos contra ele, seria muito melhor sondar a coisa até o fundo e resolvê-la do que alimentá-la e deixá-la corroer e interferir com vossa paz e felicidade, porque convencionastes sustentá-lo; por outro lado, não podemos sustentar nada que seja injusto, impuro ou profano. Vamos até ele e dizemos: "Bispo Fulano, vim ver-vos sobre assunto desagradável — podeis ser educados a respeito, ou não — mas as pessoas sempre podem dar-se ao luxo de ser educadas; soube disto e daquilo; espero estar mal informado, podeis explicar-me isto?" Se o assunto pudesse ser explicado a vossa satisfação, ficaríeis contentes; mas, quer pudesse ser ou não, teríeis a satisfação de saber que cumpristes vosso dever. Se não, porém, e o assunto for de caráter tal que exija uma investigação, seria próprio que fosse averiguado pelas autoridades competentes. Então estais livres, e não violastes convênio algum. Se algum convênio foi violado, é ele o culpado, e cabe a ele prestar contas de seus atos ao Senhor e a seus irmãos; e, se nenhum erro nele se encontrar, não há homem bom que não se agrade de ver tal homem absolvido. Mas, enquanto buscamos equidade e justiça por um lado, por outro não devemos interferir com os direitos de ninguém; não importa quem seja o que se entrega à iniquidade, sua iniquidade há de descobri-lo mais cedo ou mais tarde. E é melhor para nós, em vez de falarmos a este e àquele, se existe algum erro, irmos diretamente às próprias pessoas e resolvê-lo, e então trazê-lo, segundo as regras estabelecidas que governam tais assuntos. Então o autor do erro é responsável pelo erro, não outra pessoa. Então, quando ele é tratado pela Igreja, seja mestre, sacerdote, diácono, bispo ou qualquer outro, ficais livres de toda responsabilidade, dali por diante, de sustentar aquele homem. E até que se tenha tomado o devido curso com tal pessoa, devemos ser muito cuidadosos quanto ao rumo que seguimos em relação a este tipo de coisa, para que não violemos nossos convênios. ¶
Há um sentimento de inquietação existente entre algumas pessoas: podem ver bastante erro por toda parte, se quiserem; e alguns hão de apostatar porque outra pessoa cometeu algum erro. Que rumo tolo é este de seguir! Se seguirmos o plano de Deus, podemos trazer o pecado diretamente para casa do homem que cometeu o erro; e, se ele não se arrependesse disso, teria de ser desligado. Mas o diabo diria: "Eu não pararia numa igreja onde houvesse gente assim." Primeiro influenciaria certo número de pessoas a fazer o mal, e depois tentaria convencer as outras a deixar a Igreja porque alguns dos membros faziam o mal. Isto, porém, seria tolice, e contrário à ordem de Deus. ¶
O Senhor colocou em sua Igreja Apóstolos e Profetas, Sumos Sacerdotes, Setentas, Élderes, etc. Para quê? Para o aperfeiçoamento dos Santos. Somos todos perfeitos, para começar? Não. Estes vários ofícios existem para o aperfeiçoamento dos Santos. Para que mais? Para a obra do ministério; para que os homens fossem qualificados e instruídos, e estivessem cheios de inteligência, sabedoria e luz, e aprendessem a proclamar os princípios da verdade eterna e a tirar do tesouro de Deus coisas novas e velhas, coisas calculadas para promover o bem-estar do povo. Ora, então, tendo estes ofícios sido colocados na Igreja, todo homem deveria ser respeitado em seu ofício. Sei que alguns de vós pensam que podemos respeitar a alguns, e a alguns não podemos respeitar; podemos respeitar algumas das proeminentes autoridades — não sei quem são elas, sabeis vós? Lembrai-vos de quando Jesus estava na terra, alguns de seus seguidores discutiam sobre quem era o maior; e ele tomou uma criancinha e a pôs no meio deles, e disse: "aquele que puder ser mais semelhante a esta criancinha é o maior no reino dos céus." E vos direi mais que isso: que o mestre ou o diácono que cumpre seus deveres é muito mais honrado do que um presidente ou qualquer um dos doze que não os cumpre. E há deveres e responsabilidades que recaem sobre todos nós, pertencentes a estes assuntos; e devemos ser muito cuidadosos, em todos os nossos atos, de não transgredirmos as leis de Deus. ¶
Em algumas observações que fiz ontem, referi-me aos vários oficiais da Igreja, e a alguns dos principais deveres que lhes incumbe cumprir. Há deveres que recaem sobre todos nós, que não podemos ignorar. Deveres como Apóstolos, deveres como presidentes de estaca, deveres como bispos, deveres como sumos conselheiros, deveres pertencentes a todos os vários oficiais na Igreja. Bem, pode algum homem que recebeu o santo sacerdócio, e que compreende a posição que ocupa diante de Deus — o que muito poucos de nós podemos fazer — pode ele dar-se ao luxo de negligenciar algum desses deveres? Penso que não. Chamamos esta organização à qual estamos associados de igreja e reino de Deus. É ela a Igreja de Deus? Sim. Então é igreja de Deus, não é? Sim. Quem está à sua cabeça? O Senhor deveria estar, e nós deveríamos estar sujeitos a ele. Quem? Ora, cada um de nós; eu mesmo, digamos, e todos os Doze, os presidentes de estaca, os bispos, os sumos sacerdotes, os élderes, os setentas, os sumos conselheiros, e todos os homens na Igreja deveriam sentir que somos a igreja de Deus, na Igreja de Deus, e sujeitos à lei de Deus. Falamos de um sacerdócio; quem é o Sacerdócio, e o que é ele? Segundo entendo, é a regra e o governo de Deus, seja ele existente nos céus ou na terra; sejam as coisas do tempo ou as coisas da eternidade; sejam as coisas espirituais ou as coisas temporais, elas estão, ou deveriam estar, sob a orientação e o domínio de Deus. Como e de quem recebemos nossa autoridade? Voltemos um pouco, e quem poderíamos encontrar em qualquer lugar da terra que tivesse autoridade sequer para proclamar o Evangelho, ou para administrar nas ordenanças do Evangelho? Poderíamos encontrar alguém? Não, não poderíamos. Eu não podia, em meus dias de juventude — e busquei diligentemente por isso, mas não pude encontrar ninguém que o possuísse. O quê, nem entre os professores religiosos do mundo? Em lugar algum entre os letrados, os inteligentes, os científicos? Não, em lugar algum. Muito bem, como chegamos ao conhecimento disto? Deus o revelou a seu servo Joseph Smith. E, ao fazê-lo, ele mesmo não disse muito a respeito. A primeira coisa que fez, ao aparecer a Joseph, foi apresentar seu Filho; apontando para ele, disse: "Este é Meu Filho Amado. Ouve-O!" E que disse o Filho? Temos seus ensinamentos no Evangelho, em suas comunicações com os nefitas e outros. Depois havia outros que detinham o sacerdócio com ele; que o detinham na terra e agora o detêm na eternidade, e que detinham as chaves deste sacerdócio; e essas várias partes vieram e conferiram as chaves que detinham sobre ele, mas não até que o Senhor tivesse vindo e lhes dado permissão para fazê-lo. Daí recebemos nosso sacerdócio aarônico por esse meio, e recebemos nosso sacerdócio de Melquisedeque por esse meio, e qualquer ofício ou ordenança que qualquer de vós tenha recebido, recebestes por aquele meio, ou não recebestes nenhum. Muito bem, aonde isto nos conduz? A sermos chamados filhos de Deus. Assim como foi dito em ocasiões anteriores: "Agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifestado o que havemos de ser; porém sabemos que, quando se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque assim como é o veremos." Muito bem, somos então os filhos de Deus, os escolhidos de Deus, os eleitos de Deus, chamados por ele, separados por ele, por meio deste santo sacerdócio de que falei. E, se recebemos algum ofício, ou chamado, ou autoridade, ou algum poder de administrar em quaisquer das ordenanças, recebemo-lo da mão de Deus, e só podemos realizar estas ordenanças segundo o sacerdócio que temos permissão de possuir. Por exemplo, um élder não pode realizar o trabalho de um apóstolo; um bispo não pode realizar o trabalho de um apóstolo; e um bispo, como bispo, à parte de outras coisas, não tem autoridade para impor as mãos para conferir o dom do Espírito Santo; o que quer que ele faça nessa capacidade é por meio do sacerdócio de Melquisedeque que detém, e não poderia fazê-lo sem ele. Pode um sacerdote impor as mãos sobre as pessoas e dizer "Recebei o Espírito Santo"? Não, não lhe pertence fazê-lo. Bem, então, os homens estão necessariamente confinados a operar dentro dos limites e da autoridade dos vários ofícios do sacerdócio a que são chamados e ordenados — um élder para desempenhar o ofício de élder, um sacerdote para desempenhar o ofício de sacerdote. Nos primeiros dias, era bastante comum que um sacerdote saísse a pregar o Evangelho e batizasse pessoas para a remissão de pecados, e então chamasse um élder para impor as mãos sobre elas, a fim de confirmá-las membros da Igreja, pois o sacerdote não tinha poder para fazê-lo. E, embora o sacerdote pudesse batizar, um mestre ou um diácono não podia, não tendo autoridade para fazê-lo; se o fizessem, não teria valor algum. Há ordem estrita nestas coisas associadas à Igreja e reino de Deus. Bem, então, por outro lado, se cumprirmos nossos deveres, cada um de nós em sua posição própria, Deus nos dá poder para realizar o objetivo que temos em vista, não importa qual seja, ou qual sacerdócio possuamos; não importa se seja o presidente da Igreja, o presidente da estaca, um bispo, um sumo conselheiro, um sumo sacerdote, um setenta, ou um élder, sacerdote, mestre ou diácono; não importa o que seja, se cumprirem deveres com o olho voltado unicamente para a glória de Deus, ele os sustentará em suas operações e administrações. ¶
Ora, vou referir-me a um princípio que talvez seja uma das maiores manifestações do poder e da bondade de Deus que existe nesta Igreja, e ao mesmo tempo um dos menos notados; mas um em que Deus se manifesta de modo mais notável, à vista de todos os homens inteligentes e reflexivos. Por exemplo, os élderes saem a pregar o Evangelho; chamam o povo ao arrependimento, e a ser batizado em nome de Jesus para a remissão de seus pecados. Já pensastes no que significa o nome? Se um homem vai em nome de outra pessoa, vai pela autoridade daquela pessoa. Se um agente, digamos da Z. C. M. I., ou de qualquer outra firma, vai em nome desta firma, espera-se que tenha credenciais da firma que representa. Ou, se um governador vem aqui, primeiro é nomeado pelas autoridades competentes — indicado pelo Presidente e confirmado pelo Senado dos Estados Unidos — e vem com as devidas credenciais para atuar como governador deste Território; vem em nome ou pela autoridade dos Estados Unidos; e o governo dos Estados Unidos sente-se obrigado a respaldar seus atos, do mesmo modo que uma firma mercantil se sentiria obrigada a reconhecer os atos de seus agentes. ¶
Ora, então, o Senhor começou sua Igreja aqui na terra. Conferiu aos homens seu santo sacerdócio de Melquisedeque; disse-lhes que saíssem e pregassem e chamassem o povo ao arrependimento e ao batismo em nome de Jesus, para a remissão de pecados, e deveriam receber o Espírito Santo. Todos conheceis estas coisas, não é necessário falar muito a respeito. ¶
Muito bem; ora, então, este élder sai em nome de Deus, não é assim? É como o entendo — pela autoridade do Senhor, e em nome do Senhor Jesus Cristo, prega esta doutrina ao povo. "Ora", diz ele, "arrependei-vos, e sede batizados, cada um de vós, em nome de Jesus, para a remissão de vossos pecados, e recebereis o Espírito Santo." Um sacerdote não poderia dizer: recebereis o Espírito Santo; um mestre ou um diácono não poderia dizê-lo, nem um bispo poderia dizê-lo em virtude de seu bispado, mas poderia em virtude do alto sacerdócio que detém. Ora, então, que qualquer destes homens vá impor as mãos sobre alguém para o dom do Espírito Santo; poderiam fazer qualquer outra coisa, não teria valor algum. Mas um élder, ou qualquer um que possua a devida autoridade, aproxima-se, e toma o candidato ao batismo e, depois de batizá-lo, impõe as mãos sobre sua cabeça e diz: "Em nome do Senhor Jesus Cristo, e em virtude do santo sacerdócio que me foi conferido, imponho minhas mãos sobre tua cabeça e te confirmo membro da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias; e te digo: recebe o Espírito Santo." Já pensastes nisso? É coisa bastante significativa, não é? E o fazeis em nome de Jesus Cristo e pela autoridade que Deus vos deu. Impondes as mãos sobre o indivíduo que foi batizado para a remissão dos pecados, e dizeis: "Recebe o Espírito Santo," e ele o recebe. Se isto não é assim, dizei-me, vós que tendes tido as mãos impostas sobre vossa cabeça pelos élderes desta Igreja. Sabeis que o que digo é verdade. Ora, proponho-me a mostrar certo princípio, a saber, que Deus é fiel aos convênios que faz conosco, e que não há violação da lei ou das promessas de sua parte. Deus há de abençoar um mestre desta Igreja quando este sair no cumprimento de seus deveres entre o povo; há de abençoar um bispo em sua administração, e outros no desempenho de seus vários deveres, não importa qual seja seu sacerdócio. Mas eis aqui um item importante: há algumas destas coisas a que me referi que alguns não podem fazer — não podem impor as mãos sobre eles para lhes conferir o Espírito Santo. Se um élder pode, faz isto pela e através da autoridade de Jesus Cristo, por meio do santo sacerdócio conferido a ele por aqueles que detêm autoridade. E, quando realiza este ato, tendo os recipientes cumprido os requisitos — fé, arrependimento e batismo — quando impõe as mãos sobre suas cabeças, Deus sanciona sua ação, conferindo o Espírito Santo. Provando assim que Deus é fiel a seu acordo; e, por esse meio, tornamo-nos filhos de Deus e pertencemos à família da fé, e a nós pertencem propriamente os convênios e bênçãos associados a isso. Estes são os passos iniciais. E temos uma testemunha dentro de nós mesmos, cada um de nós, a respeito daqueles grandes princípios que Deus revelou à família humana. Ora, então, somos nós os filhos de Deus? É ele nosso Pai? Sim. Recebemos seu Espírito, pelo qual somos capacitados a clamar: "Aba, Pai," ou "meu Pai"? Sim. Que temos feito desde que o recebemos? Não gostamos de olhar para alguns de nossos atos quando pensamos nestas coisas; preferiríamos que pudéssemos apagá-los de nossa memória, mas não podemos; ali estão. E, quando refletimos sobre nossas loucuras, nossas imperfeições e nossas iniquidades de vários tipos, como nos sentimos? Não nos sentimos bem quanto a isso. Deus nos conferiu o maior tesouro e a maior dádiva que podia conceder à família humana, mas recebemos o tesouro em vasos de barro. Frequentemente fazemos coisas que não deveríamos fazer, e deixamos de fazer coisas que deveríamos fazer; e quantas vezes já entristecemos o Espírito de Deus dentro de nós! Ele fez mais por nós do que isto. Colocou-nos aqui em sua Igreja e reino; reuniu-nos; organizou-nos segundo as leis e a ordem do santo sacerdócio. Uniu-nos a nossas esposas, e nossas esposas a seus maridos, com um convênio eterno que não pode ser quebrado. Mas às vezes o quebramos, não é assim? Mostrou-nos como e de que modo nossas esposas podem ser unidas a nós nas eternidades vindouras, e como podemos ter nossos filhos selados a nós e sermos um conosco no tempo e na eternidade, e derramou bênçãos sobre muitas de nossas cabeças que hão de existir enquanto durar o tempo e a eternidade perdurar. Disse-se de Jesus que a seu governo e domínio não haveria fim. E o mesmo se disse de muitos outros; e ainda assim permitimos que coisas pequenas nos separem de nosso Deus, e de nossos irmãos, e de nossas esposas, e depois nossas esposas de seus maridos, e rompamos, e nos enfureçamos, e destruamos, até mal sabermos se somos nós ou outra pessoa. Às vezes mal sabemos se estamos na Igreja e reino de Deus ou não, até que, em muitos casos, a luz dentro de nós se torna trevas, e então, oh, quão grandes são essas trevas! É necessário que estudemos bem e vigiemos bem a senda de nossos pés. Estamos aqui lançando o alicerce para a eternidade, e para nenhum outro propósito. Estamos aqui para que possamos receber corpos, para que, em nosso corpo e espírito, e por meio deles, e por meio dos poderes do sacerdócio e do Evangelho eterno, possamos aos poucos alcançar uma posição entre os Deuses nos mundos eternos, e com eles possuir uma glória, domínio, autoridade, poder e exaltação que dificilmente entrou em nosso coração conceber. E, contudo, desperdiçaremos nossos privilégios, trataremos levianamente as coisas de Deus, desprezaremos os conselhos de Deus e o sacerdócio de Deus, e vagaremos por sendas proibidas, e perderemos de vista estes grandes e gloriosos princípios que Deus revelou para a salvação da família humana. ¶
Referindo-me ao princípio da união, deveríamos ser um. Temos coisas que surgem com bastante frequência, digamos, em capacidade legislativa e de outra forma, e nossos legisladores e outros entram em certas medidas, mas o povo não está suficientemente unido para levá-las a cabo. E parece haver um espírito, mais ou menos, entre o povo, deste tipo: alguns dirão bruscamente e sem reflexão: "Serei condenado se não fizer as coisas a meu modo." Muito bem. Vou dizer-vos outra coisa: sereis condenados se o fizerdes, a menos que vosso modo seja o modo que Deus sancionará. ¶
Permiti-me falar de outras coisas associadas a isto. Se tivéssemos perfeita união, o que haveria que não pudéssemos realizar? E, contudo, Deus tem feito muito por nós. Temos, por exemplo, um homem no Congresso a representar nossos interesses; apenas um homem, e ele nem sequer tem voto. E, em muitos casos, os poderes combinados dos Estados Unidos têm conspirado contra nós, e hoje mesmo buscam nossa ruína. E por quê? Porque ousamos crer em Deus, e porque ousamos guardar seus mandamentos, por miseravelmente que o façamos, e pelo pouco que o fazemos disso. Não fazemos muito, mas o pouco que fazemos produz este tipo de sentimento; porque este mundo se opõe a Deus, e a suas leis, e a sua igreja e reino. E o que fizeram até agora? Não poderíeis encontrar um homem em lugar algum dos Estados Unidos que soubesse algo do funcionamento do governo ou dos assuntos postos em operação contra nós, que não cresse que já teríamos sido destruídos e varridos da terra há muito tempo. Mas ainda estamos aqui. Por quê? Não porque vós e eu tenhamos cumprido todos os nossos convênios e observado as leis de Deus; mas porque Deus sabe e se lembra de que somos apenas carne, apenas fraca humanidade caída; lembra-se de que somos apenas pó; é porque ele sente bondade e graça para conosco, e disse que é assunto seu cuidar de seus Santos, e travar nossas batalhas por nós. Não é por causa do que fizemos, pois não fizemos muito. E, se Deus não nos tivesse sustentado, e desviado, e contido a ira do homem, não estaríamos aqui hoje. Ora, isto é um fato. Bem, Deus é bondoso conosco; não o tratemos tão levianamente; não tratemos suas ordenanças com leviandade; mas reverenciemos e estimemos aqueles homens sobre quem Deus colocou seu santo sacerdócio, e procuremos, por nossa fé e orações e por nossos atos, sustentá-los em todos os particulares, como convencionamos fazer quando erguemos as mãos. E então não peço favor algum aos poderes combinados de todo o mundo, pois Deus está a nosso lado, e, enquanto mantivermos nossa posição diante dele, arriscarei o resto. Ele tem as nações em suas mãos, e há de dizer-lhes, como disse às ondas do poderoso oceano — "Até aqui virás, e não mais adiante, e aqui se quebrará o orgulho das tuas ondas." E elas não podem fazer nada a respeito. Estamos nas mãos de Deus, e elas também. E às vezes temo, quando vejo as loucuras de meus irmãos; tremo pelo resultado; mas Deus é gracioso e bondoso. Não sejamos ingratos, mas procuremos lembrar-nos das bênçãos com que somos cercados, dos benefícios que ele nos confere — a luz do santo Evangelho, nossas associações presentes e eternas; e lembremo-nos de que fomos colocados aqui como representantes de Deus sobre a terra, para operar com profetas e apóstolos e homens de Deus que viveram e morreram e agora estão por trás do véu, para operar com eles na consecução dos propósitos de Deus, pertencentes à terra sobre a qual estamos. Vivemos num tempo de grandes acontecimentos, na dispensação da plenitude dos tempos, o período em que Deus disse que reuniria todas as coisas em um, sejam elas coisas nos céus ou coisas na terra; e, portanto, ele nos organizou como somos. ¶
Quando Jesus esteve aqui, sentiu a importância das coisas de que agora falo; e, quando estava prestes a deixar seus discípulos, sabia quais eram os poderes das trevas, pois lutou com eles; e, de fato, ele foi capaz de fazê-lo, tendo sido ungido com o óleo de alegria acima de seus companheiros. Mas, não obstante isto, e o fato de ser o Unigênito do Pai, contudo, quando chegou a lutar com as dificuldades que tinha de enfrentar, suou grandes gotas de sangue, e disse: "Pai, se é possível, passe de mim este cálice; recuo diante das coisas que tenho de enfrentar, mas, contudo, não seja feita a minha vontade, mas a tua." Ora, temos de passar por uma variedade de coisas; muitos de nós somos provados e tentados, e ficamos com sentimentos ásperos e duros uns contra os outros. E isto me lembra vossas parelhas quando descem um morro com carga pesada. Quando a carga começa a pressionar os cavalos, frequentemente vereis um deles morder seu companheiro, e o outro erguerá as orelhas e morderá de volta. E por quê? Um pouco antes, talvez, estivessem brincando um com o outro. Porque a carga os pressiona. Bem, quando a carga começar a pressionar, não mordais vossos irmãos, mas deixai-os sentir que sois seus amigos, e puxai juntos. Diz Jesus, referindo-se a seus discípulos: "Pai, oro para que estes sejam um, eu neles e tu em mim; que aquele espírito, ó Deus, que habita em ti e que tu me deste, habite também neles, e que seu coração seja unido pelos laços da vida eterna, da comunhão e do sacerdócio; que sintam pelo bem-estar uns dos outros e busquem promover a felicidade uns dos outros, tendo bebido daquele rio, cujas correntes hão de alegrar a cidade de nosso Deus" — que ele suba e flua e borbulhe em nosso coração, e que suas correntes vivificantes se façam sentir onde quer que vamos, e que a influência e a luz e o poder e o espírito e a inteligência de Deus estejam conosco, para que sejamos um, segundo a oração de nosso Senhor, "assim como eu, Pai, estou em ti, e tu em mim, para que o mundo saiba que tu me enviaste." Estes princípios são tão eternos quanto os céus. Existem eles no céu? Sim. Lede o primeiro capítulo de Gênesis a respeito destes assuntos; e como é? ¶
"No princípio, Deus criou os céus e a terra. E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo. E o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas. ¶
E disse Deus: Haja luz; e houve luz." ¶
Ele não tinha ninguém ao redor para se erguer e dizer: não seria melhor adiar um pouco, ou de outro modo mudar as coisas, ou insinuar que não estavam preparados para o que se fazia. Não, sabiam melhor. Suponho que seria mais correto verter: "E disseram os Deuses: Haja luz, etc." Mas, para nós, sabeis, há apenas um Deus; e ele disse: haja luz, e houve luz. E Deus viu que a luz era boa. Foi feita segundo princípios eternos, segundo os mais estritos princípios de inteligência e filosofia; e, quando foi feita, foi declarada boa. ¶
Nos concílios dos Deuses nos mundos eternos não houve confusão — creio antes que ali não havia políticos, ninguém para suscitar sentimentos de animosidade. As coisas eram acordadas, e, quando o eram, se levavam a cabo. Uma vez acordado, Deus dizia: seja feito assim e assado, e era feito. Ora, vemos que houve perfeita unanimidade; mas nem sempre houve unanimidade no céu, mesmo assim. O quê, nem no céu? Não, não até que uma terça parte fosse expulsa; e não penso que isso tenha sido por fazer algo bom. Às vezes penso que teremos de expulsar bastante gente também, para pôr as coisas em ordem. Satanás foi expulso, e aqueles que a ele aderiram, que se rebelaram contra Deus nos mundos eternos. Bem, nem tudo tem sido inteiramente puro no céu; mas eles os endireitaram tanto quanto puderam, como fazemos aqui às vezes, e como não fazemos aqui com muita frequência. ¶
E, quando falamos dos céus, haverá um novo céu, assim como uma nova terra. Sabeis, lemos que haverá um novo céu e uma nova terra, em que habitará a retidão. ¶
Bem, estamos aqui lutando e procurando introduzir princípios corretos, e promover não apenas os interesses da Igreja de Deus, mas o reino de Deus, pois Deus há de ter um reino. Espero que não o conteis a ninguém, se vos disser algo — Deus há de ter um reino, e há de ter regra e domínio, pois esta terra lhe pertence, e ele há de possuí-la, e seus Santos hão de herdá-la por fim. Não costumávamos temer falar destas coisas. Antigamente disseram-nos que os Santos do Altíssimo por fim tomariam o reino e a grandeza do reino, que seria dada aos Santos do Deus Altíssimo. Credes nisso? Aconteço ser um dos que creem. E profetizo que se cumprirá. Mas somos um povo lastimável para fazer coisa dessa natureza, não é assim? Ainda não avançamos muito na corrida; estamos apenas nos preparando para ela; muitos de nós não podemos fazer o que o Irmão Joseph F. Smith estava dizendo ontem, isto é, fazer um sacrifício e sentir que somos por Deus e seu reino. Mas dificilmente podemos escapar disso. Vou dizer-vos como alguns de nós se sentem — "Deus me abençoe a mim e a minha esposa, meu filho João e sua esposa, nós quatro e mais ninguém, Amém." Esse sentimento está muito longe do outro. Deus sente-se interessado no bem-estar de toda a família humana. O quê, dos Santos? Sim, e dos outros também. Mas os outros não têm o sacerdócio. Os outros, se algum dia obtiverem uma glória celestial, terão de obtê-la por meio dos Santos dos Últimos Dias. Que tipo de povo deveríamos ser? Um pouco diferente do que somos. Achamos às vezes incômodo pagar nosso dízimo; achamos às vezes incômodo orar em nossas famílias; achamos às vezes incômodo alimentar os pobres e cuidar dos necessitados. Bem, suponhamos que trocássemos de lugar com eles por um instante, como vos sentiríeis então? Sentiríeis que era muito melhor dar do que receber. Queremos que nossos sentimentos e simpatias sejam despertados. E Deus nos colocou onde estamos, para que possamos ser preservados a fim de receber instruções de suas mãos. Temos, em nossas operações escolares, o que chamamos de nossas escolas normais, para preparar mestres a ensinar outros. Ora, o Senhor tem uma escola normal em Utah. Ele nos está preparando de várias maneiras — às vezes não temos neve suficiente no inverno, e, consequentemente, escassez de água no verão; às vezes chuva demais, e outras vezes não o bastante; temos alguns sábios e alguns tolos, e temos alguns ricos e alguns pobres. Sim, temos alguns que são pobres entre nós, e por quê? Não saberíamos o que é ver pessoas nessas circunstâncias se não tivéssemos alguns entre nós, e então nos é dada a oportunidade de mostrar nossa bondade, e de desenvolver dentro de nós aquele sentimento de companheirismo de que às vezes falamos. Mas não queremos chamá-los de pobres, pois alguns deles são tão bons quanto nós, e alguns talvez um pouco melhores que muitos de nós. Se pessoas boas estão sofrendo pelas necessidades comuns da vida, dizem as escrituras: "Quem, pois, tiver bens do mundo, e vir o seu irmão necessitado e lhe fechar o seu coração, como estará nele o amor de Deus?" E, a respeito destes assuntos, deveríamos atender às necessidades de todos; isto, porém, incumbe mais particularmente aos bispos e aos irmãos do sacerdócio aarônico. Não os façamos indigentes; mas tratemo-los como irmãos e irmãs, como homens e mulheres bons e honrados; vejamos que sejam providos. Já vi algumas pessoas que se ajoelhavam e oravam com muito fervor para que Deus alimentasse os pobres e vestisse os nus. Ora, eu nunca pediria ao Senhor que fizesse algo que eu mesmo não faria. Se os temos entre nós, suponhamos que nos disponhamos a aliviá-los. Não creio que tenhamos muito disso a fazer aqui; mas, o bastante, talvez, para despertar vossos bons sentimentos e simpatias. E, se as pessoas sofrem infortúnio de qualquer tipo, cuidai delas e concedei-lhes as coisas necessárias a seu bem-estar e felicidade. E Deus nos abençoará por fazê-lo. Eu preferiria muito mais que levásseis, digamos, um saco de farinha, um pouco de carne, cem libras de açúcar, manteiga e queijo, roupas e combustível, e tais conforto e comodidades da vida, e assim procurásseis fazer as pessoas se sentirem felizes, do que todas as orações que pudésseis oferecer ao Senhor a respeito disso; e ele preferiria vê-lo assim também; essa é a maneira correta de fazer as coisas. Ao recebermos bênçãos nós mesmos, procuremos distribuí-las, e Deus nos abençoará e nos guiará nos caminhos da paz. ¶
Talvez esteja tomando tempo demais. Não me importo muito em fazer um grande discurso; estou falando de modo simples e fácil, e penso que compreendeis. E, se há uma viúva, ou um órfão, ou quaisquer pessoas necessitadas, ou alguém que tem de lutar duramente, cuidai delas, e não procureis fazer delas indigentes; mas, o que fizerdes por elas, fazei-o com um sentimento bom e amável, fazendo-as sentir e perceber que sois seus amigos. E então, procuremos acabar com todas as nossas pequenas dificuldades — maridos com suas esposas. Por que reclamareis de vossas esposas? Porque ficam rabugentas. Não sois vós rabugentos? "Sim; mas minha esposa não é tão bondosa como costumava ser." Bem, procurai entender-vos com ela, e tratá-la com bondade; e sede bondosos uns com os outros. Se viverdes assim enquanto estais aqui na carne, ficareis felizes de vos encontrardes uns aos outros nos mundos eternos. Cultivai todo bom princípio, e vivei em seu temor, dia após dia, e ele cuidará de nós, e há de abençoar e multiplicar nossos rebanhos e manadas, nossas terras e tudo o que temos. ¶
Vou vos contar um segredo. Se pudéssemos apenas preparar-nos para fazer a vontade de Deus e guardar seus mandamentos e viver nossa religião de modo que Deus pudesse confiar-nos mais meios do que temos, ele arranjaria as coisas assim, e isto por meios naturais, de tal modo que nossos desejos naquela direção fossem plenamente satisfeitos. Mas não estamos preparados para isso; só nos destruiria, e nos levaria ao diabo; e o Senhor o sabe. Ao mesmo tempo, não podemos nos queixar a este respeito; o Senhor nos tem tratado muito bem. Não conheço povo algum, em lugar nenhum, que esteja melhor, como um todo, do que estamos. É verdade que não temos, entre nós, a quantidade de riqueza que se pode achar em países mais antigos; mas também não temos a pobreza, o sofrimento e a angústia que se podem achar em outros lugares. Cabe a nós introduzir princípios que hão de obviar todas essas dificuldades, e que hão de nos preparar para receber bênçãos de Deus, e para administrá-las sabiamente. ¶
Outra coisa. Estamos edificando templos. Estamos indo bem? Sim. Encontrais alguma falha? Não. Nada tenho a dizer a respeito; penso que o povo está indo muito bem, especialmente em alguns distritos do norte e do sul, aliás, penso que mais do que estão em condições de fazer. Mas não poderiam ter feito o que já fizeram, e o que estão fazendo, sem a assistência e a bênção do Todo-Poderoso. Estão edificando dois belos edifícios. Para quê? É questão de especulação? Sim, uma das maiores especulações já concebidas. É para a salvação da família humana; é para a redenção dos vivos e a salvação dos mortos. É para a consecução dos propósitos de Deus pertencentes aos habitantes da terra, nossos antepassados, e, então, tudo o que pudermos alcançar depois disso. Nestas coisas estamos indo muito, muito bem; e sinto-me levado a abençoar o povo por sua liberalidade em relação a estes assuntos, especialmente os dos distritos a que me referi. ¶
Bem, ora, não sei se devo deter-vos muito mais. Que faremos? Guardar nossos convênios, sustentar o Irmão Smith; e deixar que o Irmão Smith aja de modo digno de ser sustentado. E então sustentar vossos bispos, e deixá-los também agir de modo a serem dignos de vossa estima. E sustentar seus conselheiros, e dar ouvidos a seus conselhos e orientação. Estão procurando fazer-vos bem; e edificar vossos interesses. E então sustentar vossos mestres, e vossos diáconos e vossos sacerdotes, e fazer tudo o que puderdes para os erguer, para que possam ser capazes de realizar uma boa obra em seu dia e geração, e beneficiar-vos a vós e a vossas gerações depois de vós. E depois há outros. Tendes vossas Sociedades de Socorro, e sempre me alegro de dizer uma palavra em favor delas. Nossas irmãs são um conosco; e estamos operando juntos, procurando edificar o reino de Deus. Diria às irmãs que vigiassem pela juventude e pelos interesses das irmãs, e procurassem introduzir tudo o que é bom e louvável, e procurassem fazer tudo o que pudessem para promover o bem-estar de vossos filhos e filhas; e Deus vos abençoará, como já o fez, e mais abundantemente ainda. Fiquei satisfeito de ouvir um elogio feito às nossas Associações de Melhoramentos Mútuos dos Jovens. É gratificante para os pais, e para todos os que têm os interesses de Sião no coração, ouvir, e ver, nossos jovens homens e mulheres crescerem no temor de Deus. Alguns, como acontece em toda parte, tendem a ser um pouco rudes e desatentos. É nosso privilégio, e o privilégio da juventude, melhorar, e cultivar nossos costumes e maneiras, de modo que, se algum dia for de nosso agrado conviver com os anjos, achemos a sociedade mais feliz e agradável. Aprendamos a tratar-nos uns aos outros com bondade e cortesia, e que os jovens cultivem o temor de Deus. Vou dizer-vos o que eu costumava fazer quando era ainda bastante jovem. Fazia questão de ir invocar o Senhor; isto era antes de existir qualquer "mormonismo". E muitas dezenas de vezes fui a campos por trás dos arbustos, e também a celeiros de feno, para invocar a Deus que me guiasse e me guardasse do mal, e me conduzisse pelas sendas da retidão. Senti-me feliz? Sim, pois tinha comigo uma porção do Espírito de Deus. Quão melhor é, a este respeito, para nossa juventude. Eu tinha pais que temiam a Deus, mas eles, tanto quanto qualquer outra pessoa, nada sabiam a respeito do verdadeiro plano de salvação, pois este ainda não fora revelado. Eu costumava frequentar a Igreja da Inglaterra; e muitos de vós aqui presentes costumáveis frequentá-la também; e costumávamos dizer que éramos todos "pecadores miseráveis". Também confessávamos, todo domingo, que tínhamos "feito as coisas que não devíamos ter feito, e deixado de fazer as coisas que deveríamos ter feito". Isto era tudo bem verdadeiro. Os próprios mestres não sabiam melhor, nem nós tampouco. Mas eu costumava sentir prazer em invocar o Senhor para que me guiasse pelo caminho certo. Não tinha as ajudas que tendes. Tendes o benefício de vossas Sociedades de Melhoramentos Mútuos. Frequentai-as, e procurai cultivar a inteligência de toda espécie; e, acima de tudo, reverenciai e respeitai vossos pais, aqueles que velaram por vós e cuidaram de vós, aqueles que vos educaram e vos alimentaram e vestiram, e sentiram interesse em vosso bem-estar. ¶
E, em relação a todas as nossas operações, irmãos e irmãs, procuremos sempre fazer o que é correto, e procuremos inventar algo pelo qual possamos ser autossuficientes; comprai de nosso próprio povo, e, acima de tudo, procuremos fazer nossos próprios bens e suprir nossas próprias necessidades. Procuremos levar avante estes princípios, pois são verdadeiros e corretos. E, se há algo bom e louvável, procuremo-lo; e evitemos tudo o que tende à miséria, à degradação e à morte. ¶
Deus vos abençoe, e vos conduza pelas sendas da vida. Amém. ¶