Exortação de Isaías—Os Santos a Obedecendo—Vislumbre do Povoamento de Utah—Cumprindo Antigas Profecias—O Condado de Jackson, Missouri, o Destino dos Santos—O Templo a Ser Ali Edificado—Nova Jerusalém—Como Será Preservada da Decadência—Sua Descrição—Os Iníquos Impotentes para Impedir os Santos de Cumprirem Seu Destino
Orson Pratt
Lerei algumas passagens da Escritura que se encontram no capítulo 54 de Isaías. (O orador então leu a maior parte do capítulo referido.) Continuando, disse: ¶
Espero que a congregação me perdoe por empreender três sábados seguidos instruí-los, quando há tantos de nossos irmãos--aqueles que são ordenados e cheios do espírito da verdade--que sem dúvida se alegrariam em falar ao povo; mas muitos de meus irmãos mais jovens, mais jovens do que eu, talvez tenham muitas oportunidades depois que eu tiver partido, caso o Senhor veja próprio, em sua sabedoria, chamar-me daqui. ¶
Sinto grande prazer em apresentar-me diante de uma congregação de Santos dos Últimos Dias, ou de uma assembleia mista daqueles que pertencem à Igreja e daqueles que ainda não receberam a grande mensagem que a Igreja recebeu. Dá-me grande alegria e grande satisfação falar-lhes em nome do Senhor, e desdobrar, na medida em que o Espírito me der voz, aquilo que o Senhor disse a respeito de seu povo nos últimos dias. Nada tinha em mente ao levantar-me e caminhar até o púlpito, mas, ao abrir a Bíblia, meus olhos caíram sobre este capítulo, e pensei em lê-lo--e talvez algo pudesse surgir em relação a este capítulo que fosse interessante quanto aos últimos dias, pois certamente o que li se refere a tempos futuros--tempos que ainda não chegaram. ¶
"Alarga o lugar da tua tenda, e as cortinas das tuas habitações se estendam; não o impeças; alonga as tuas cordas, e afixa bem as tuas estacas;" é a exortação do profeta a certa classe de pessoas que haveriam de habitar a terra. Se quisermos saber a que classe de pessoas o profeta se referia, leiamos o último versículo deste capítulo: "essa é a herança dos servos do Senhor, e a sua justiça vem de mim, diz o Senhor." Parece, então, pela declaração dada naquela cláusula do décimo sétimo versículo deste capítulo, que o profeta falava de seus servos e de sua herança--isto é, a herança que seus servos deveriam ocupar--que não deveriam ser estreitos e limitados em seus sentimentos quanto à sua herança, como se fosse ocupar apenas um pequeno trecho ou região de terra. O Senhor havia determinado de outro modo, segundo as palavras deste capítulo. Ele pretende que herdem uma grande terra, que estendessem as cortinas de suas habitações, e, por temor de que se limitassem em suas visões e se restringissem a uma pequena região de terra, o Senhor diz expressamente: "não o impeças; alonga as tuas cordas, e afixa bem as tuas estacas." Pois bem, estamos tentando fazer isto como Santos dos Últimos Dias. Quando aqui chegamos pela primeira vez, localizamos esta cidade no mês de julho de 1847, uns 32 anos atrás, neste último verão. Então, muitos que não tinham conhecimento de profecia pensavam que éramos demasiado ambiciosos em nossas visões ao demarcar uma cidade--sendo apenas um punhado de pioneiros--para demarcar uma cidade cobrindo várias milhas de terreno, quando ainda não havia sequer uma casa construída; quando, comparativamente, tínhamos diante de nós um grande deserto seco e árido. Parecia quase loucura, mesmo a alguns dos Santos dos Últimos Dias, ver o agrimensor com sua linha de medida, outros com seus instrumentos de observação, tomando a altura desta terra acima do nível do mar--fazendo grandes preparativos, enquanto ainda acampávamos, um pequeno punhado de nós, em carroças e algumas tendas. Parecia loucura demarcar uma cidade cobrindo uma área de várias milhas quadradas; mas aqueles que fizeram esta obra estavam sob a direção e inspiração do Todo-Poderoso. Sabíamos que este povo se tornaria um povo muito grande. Sabíamos que se cumpririam as palavras de Isaías, registradas no capítulo 60, "O menor virá a ser mil, e o mínimo um povo grandíssimo." Ora, cremos nisto. Não era mera opinião como a que poderia ser formada pelo juízo esclarecido da família humana, mas pela inspiração daquele Espírito que tudo sabe, demarcamos uma cidade suficientemente extensa para acomodar e reunir uma população extensa para este país interior e desértico. Fomos decepcionados? Decepcionou-nos o Senhor em nossa expectativa? Percorrei toda a área desta cidade, estes bairros do norte e do oeste, e viajai e percorrei todos os diferentes lotes e ruas, e vede se encontrais muitos lugares vazios. Não está a terra geralmente ocupada? Não está geralmente aproveitada? Há muitos lotes vazios, onde não há casas nem habitações? Há muitos lugares onde não há árvores frutíferas, nem hortas? Há muitas ruas onde não há árvores ornamentais, nem valas d'água? Descobrimos, depois de termos viajado vários dias e percorrido quase todas as ruas desta cidade, indo por milhas em cada direção, que todos os lotes, com pouquíssimas exceções, parecem estar ocupados, e não somente isso, mas alguns dos lotes originalmente destinados a apenas uma família estão agora fracionados, divididos e subdivididos, e contêm várias habitações no mesmo lote, e mal há espaço suficiente para isso. Descobrimos que a população que vem a esta cidade é tão grande que parece haver quase nenhum espaço, e até mesmo nossa água, nas estações secas, parece muito escassa, insuficiente até para regar as árvores tão necessárias de se manter vivas, sem falar em hortas, flores e arbustos. "Alarga o lugar da tua tenda, e as cortinas das tuas habitações se estendam; não o impeças;" isto é, não sejais avarentos, não vos restrinjais, não vos limiteis a uma pequena área de terra, mas irrompei à direita e à esquerda. Já dentro dos últimos 32 anos temos cumprido este mandamento. Estendemos os jardins de nossa habitação várias centenas de milhas ao sul, especialmente, e uma ou duas centenas de milhas ao norte, dentro do Território de Idaho. Utah não parece bastar-nos, por isso construímos muitas grandes cidades e vilas em Idaho. Espalhamos nossas cidades, nossas vilas e nossos povoados para o sul por uns 300 ou 400 milhas, e mesmo depois de fazer isso, descobrimos que o lugar é estreito demais, e o dito é: "dá-me lugar para que eu habite." Dificilmente supuséssemos que uma obra desta grande e importante magnitude fosse realizada em tão curto tempo, mal um terço de século, quando toda esta grande bacia--quase toda, com exceção de uma ou duas pequenas porções da terra percorridas por Frémont e alguns de seus seguidores--fora explorada e considerada um deserto improdutivo, considerada imprópria para a habitação do homem, em consequência da secura e da ressecada condição de seu solo. Mas o Senhor, quando começa a cumprir e realizar uma obra entre seu povo, o faz por graus. Ele não converteu este grande deserto americano, com várias centenas de milhas de extensão, em um jardim fértil num só dia, nem num só ano; mas em poucos anos, comparativamente falando, ele realizou esta obra, e o fez com um olhar voltado às predições proferidas por seu servo Isaías, o profeta, e por seu servo Davi, o salmista. ¶
No sábado antepassado, dirigi-me à congregação e falei do povo que habita este grande território montanhoso, mudando-se. Vós vos lembrareis disto. Sabeis que nossos inimigos têm feito muitas especulações sobre nossa mudança. Muitos supuseram que nos mudaríamos para uma ilha do mar; outros apontaram a Ilha de Vancouver, outros a América Russa, como costumava ser chamada; outros apontaram o México; outros as ilhas do Oceano Índico; e outros a América do Sul, como o futuro destino dos Santos dos Últimos Dias. Mas domingo passado procurei apontar-vos nossas esperanças, nossas visões, em contraste com as visões de nossos inimigos, em relação ao nosso futuro destino. Repetirei novamente, para trazer à lembrança dos Santos dos Últimos Dias, e daqueles que porventura estiveram presentes naquela ocasião, o que então foi dito. Esperamos que estas montanhas não sejam a residência de todos os Santos dos Últimos Dias; esperamos que a grande maioria do povo emigre. Queremos dizer-vos onde estão fixos nossos olhos. Como afirmado em nosso discurso anterior, estão fixos numa terra--não nas distantes ilhas do Oceano Índico, nem no Oceano Pacífico, nem na América do Sul, mas nossos olhos estão fixos numa terra nos limites ocidentais do Estado do Missouri e nos limites do Estado do Kansas. Esperamos ir para lá tanto quanto esperamos que o sol nasça e se ponha. Não temos outra expectativa. Esperamos voltar para lá tanto quanto os judeus esperam voltar à antiga Jerusalém nos últimos dias. Talvez pergunteis se esperamos voltar como maioria. Sim. Esperamos voltar como um grande povo? Sim. Esperamos voltar com nossas esposas e nossos filhos? Sim. Esperamos voltar de modo pacífico? Certamente. Já vistes algum outro sentimento da parte dos Santos dos Últimos Dias, senão promover a paz onde quer que se estabeleçam? Qual tem sido nosso objetivo desde o começo? Paz e boa vontade para com todos os homens. Mas talvez pergunteis ainda mais a respeito de nossa emigração para os limites orientais do Estado do Kansas, e para os limites ocidentais do Estado do Missouri, o que pretendemos fazer naquela parte do país? Esperamos ser agricultores, muitos de nós. Esperamos introduzir toda espécie de maquinaria e manufaturas. Esperamos construir moinhos. Esperamos tornar-nos um povo muito industrioso, frugal e econômico. Esperamos ter nossas mercadorias e nossas lojas e armazéns naquela terra. Esperamos construir muitas centenas de escolas naquele país, tal como já fizemos neste país e nos dois territórios adjacentes, Idaho ao norte e Arizona ao sul. Não pretendemos negligenciar nossos filhos quanto à sua educação. Esperamos construir grande número de academias, ou as escolas mais elevadas, além de muitas escolas comuns. Esperamos erigir universidades onde se ensinem os ramos ainda mais elevados. Esperamos construir muitas centenas de casas de reunião, e esperamos ser um povo muito densamente localizado ali--não um homem ocupando seis ou oito milhas de terra e chamando-a de sua fazenda; não pretendemos viver desse modo, mas esperamos estabelecer um povoamento muito denso naquela região do país. Esperamos possuir a terra também. Como? Por compra. Esperamos comprar a terra que ainda não compramos. Já compramos grande quantidade de terra no Condado de Jackson e no Condado de Clay, Missouri, e nossas compras estão registradas, se não destruíram o registro; mas fomos expulsos daquela terra, de nossas fazendas e lares; nossas casas foram incendiadas, nossas mercadorias que tínhamos em nossa loja foram tomadas e espalhadas pela rua; nossa tipografia--um dos escritórios mais distantes a oeste da União--também foi destruída; os tipos foram tirados e espalhados pelas ruas; nossos montes de feno foram queimados, nosso gado foi abatido a tiros, e fomos expulsos, no frio mês de novembro, de nossas casas e terras compradas do Governo geral, e fugimos diante de nossos inimigos. "Bem," diz um, "não tendes medo de voltar a comprar terra naquele país, quando fostes assim tratados no primeiro povoamento em 1833, quando fostes expulsos de vossos lares, alguns de vós massacrados, vossa propriedade destruída--não tendes medo de voltar?" Ó, suponho que agora sejam mais civilizados. Pensais que gente civilizada assassinaria agora? Pensais que expulsariam pessoas de seus lares agora? Podemos dar-lhes a chance de ver. De qualquer modo, cumpriremos nossa parte, compraremos a terra, reuniremo-nos sobre nossa própria terra comprada, e pretendemos obedecer a todas as leis do Estado do Missouri, e a todas as leis do Estado do Kansas que forem constitucionais em sua natureza. Mas, diz um, suponde que o povo se levante e diga que não deveis possuir a terra, que fareis? Deixaríamos o assunto nas mãos do Senhor, tal como fizemos no início, quando ele nos guiou por revelação até onde deveria ser edificada a grande estaca central de Sião. Fomos para lá porque o Senhor nos disse para irmos. Estabelecemo-nos exatamente no local onde o Senhor nos ordenou. Começamos a lançar o alicerce de um templo a umas três quartas partes de milha de Independence, Condado de Jackson, Missouri. Era então um deserto, com grandes árvores no terreno do templo. Visitei aquele local 47 anos depois, a saber, há um ano, no último setembro, e não se encontrava uma árvore naquele terreno do templo--nem sequer um toco--tudo parecia ter sido desmatado, e mal se saberia, a menos que muito familiarizado com o terreno, onde ficava o local do templo. Ali, contudo, esperamos edificar um templo diferente de todos os outros templos, em alguns aspectos. Será construído muito maior, cobrindo uma área de terreno maior, muito maior do que este Tabernáculo cobre, e este Tabernáculo acomoda de 12.000 a 15.000 pessoas. Esperamos construir um templo muito maior, muitíssimo maior, segundo a revelação que Deus nos deu há quarenta anos a respeito daquele templo. Mas podeis perguntar em que forma será construído? Será construído em uma grande sala única, como este Tabernáculo? Não; haverá 24 compartimentos diferentes no Templo que será construído no Condado de Jackson. Os nomes destes compartimentos nos foram dados há uns 45 ou 46 anos; ainda temos os nomes, e quando construirmos estas 24 salas, em forma circular e arqueadas sobre o centro, daremos os nomes a todos estes diferentes compartimentos tal como o Senhor especificou por meio de Joseph Smith. Ora, nossos inimigos não creem uma só palavra disto. Pensam que somos entusiastas, pensam que tudo isto é tolice, e não sei se não há alguns dos Santos dos Últimos Dias que começam a participar do mesmo espírito, por assimilarem-se tanto à moda do mundo, que perderam sua forte e poderosa fé naquilo que Deus predisse pela boca de seus servos. Talvez pergunteis para que fim estes 24 compartimentos hão de ser construídos. Respondo que não é para reunir o mundo exterior neles, nem para reunir todos os Santos num só lugar, mas estes edifícios serão construídos com vista especial às diferentes ordens, ou, em outras palavras, aos diferentes quóruns ou conselhos dos dois Sacerdócios que Deus ordenou sobre a terra. Esse é o objetivo de ter 24 salas, para que cada um destes diferentes quóruns, sejam Sumos Sacerdotes ou Setentas, ou Élderes, ou Bispos, ou o sacerdócio menor, ou Mestres, ou Diáconos, ou Patriarcas, ou Apóstolos, ou Sumos Conselhos, ou quaisquer que sejam os deveres a eles atribuídos, tenham salas no Templo do Deus Altíssimo, adaptadas, separadas, construídas e dedicadas para este fim especial. Ora, não apenas vos disse que teremos estas salas, mas vos disse o objetivo delas em resumo, não por completo. Mas haverá outros edifícios além destas 24 salas, todas unidas em forma circular e arqueadas sobre o centro--haverá outras salas que serão construídas, separadas do Templo? Sim. Haverá tabernáculos, haverá casas de reunião para o povo se reunir no dia de sábado. Haverá vários lugares de reunião, para que o povo possa congregar-se; mas o Templo será dedicado ao Sacerdócio do Deus Altíssimo, e para os fins mais sagrados e santos. Vedes então que, não obstante todos estes Templos que agora se constroem neste Território, e os que foram construídos antes de aqui chegarmos, em Kirtland e Nauvoo, o Senhor não está confinado a um padrão exato em relação a estes Templos que se constroem nas diferentes estacas, tanto quanto não está confinado, na criação dos mundos, a fazê-los todos do mesmo tamanho. Ele não os faz todos do mesmo tamanho, nem os faz girar em seus eixos no mesmo plano, nem constrói nenhum, em muitos aspectos, igual a outro; há tanta variação quanto na forma humana. Tomai homens e mulheres. Há contornos gerais comuns a todos, mas já vistes dois rostos iguais entre todos os milhões da família humana? Que grande variedade, e ainda assim todos construídos, em contorno geral, do mesmo modo--à imagem de Deus. Assim é quanto à construção de Templos. O Senhor não se confinará a um método especial, de tantos pés de comprimento, tantos pés de largura, e tantos lugares para o Sacerdócio permanecer, mas construirá seus Templos de uma grande variedade de modos, e, pouco a pouco, quando existir a ordem mais perfeita, os construiremos, com o auxílio da revelação, de acordo com os Templos que existem naquele céu. E quando falo daquele céu, não me refiro àquele tipo de céu sobre o qual canta o mundo sectário, além dos limites do tempo e do espaço. Não me refiro a nenhum céu além do espaço, mas me refiro ao céu que o Senhor santificou e fez céu em outros mundos que criou, compostos de todo tipo de materiais, tal como o nosso mundo é, e quando este mundo passar por suas várias provações, ele também, pouco a pouco, passará e morrerá como o corpo do homem, e será ressuscitado novamente, um novo céu e uma nova terra, eterno em sua natureza. Os novos mundos assim construídos e vivificados pela plenitude da glória celestial serão os céus onde os Deuses habitarão, ou, em outras palavras, aqueles que se tornaram semelhantes a Deus, quando seus corpos forem mudados em todos os aspectos como seu glorioso corpo, mudados da materialidade e purificados do pecado e redimidos, serão então imortais e habitarão num mundo celestial. Ora, neste mundo haverá Templos, e estes Templos serão construídos de acordo com a lei mais perfeita do reino celestial, pois o mundo em que forem construídos, ou no qual estiverem, será um corpo celestial. Este último Templo de que falo, ou este último a ser construído no Condado de Jackson, Missouri, será construído segundo aquele padrão celestial, em todos os particulares. Por quê? Porque jamais perecerá, existirá para sempre. "Quê! Quereis dizer," diz um, "que os materiais daquele templo não se desgastarão?" "Quereis dizer," alguns de vós talvez perguntem em vossos corações, "que a idade não terá efeito algum sobre as paredes e os materiais daquele templo?" É isto que quero dizer--quero dizer que não apenas o Templo, mas todos os edifícios que serão construídos ao redor daquele Templo, e a cidade que se construirá ao seu redor, que será chamada a Nova Jerusalém, serão construídos de materiais que jamais decairão. "Mas," diz um, "isso seria contrário às leis da natureza." Podeis citar-me alguns dos edifícios que existiram antes de Cristo, construídos dos materiais mais duráveis que se pudessem encontrar, e ainda assim, quando vieram as tempestades de granizo, chuva e neve, estes edifícios começaram a desgastar-se até que mal podiam ser reconhecidos. Pois bem, não vos peço que penseis que este templo e a cidade ao seu redor desafiarão a mão rude do tempo e a obra dos elementos de nosso globo, e existirão para sempre, no que diz respeito às leis naturais; mas há um princípio superior a estas leis naturais. Já pensastes nisso--um princípio superior, um reino superior que governa todas estas leis da natureza, tais como vós e eu estamos acostumados a entender desde nossa juventude? Digo que há uma lei superior, um poder controlador sobre todas as leis da natureza, que impedirá estes edifícios de decair; e desejo, ao tratar deste assunto, dizer um pouco sobre outro assunto; a saber, a edificação da Palestina com a nova Jerusalém. Será a antiga Jerusalém reedificada sobre seu antigo local. Ora, será aquela cidade alguma vez destruída, decairá algum dia? Será o Templo a ser construído na Palestina alguma vez derrubado, ou sulcado pelo granizo, chuva, neve e geada--terão estes algum efeito sobre ele? Não, nem o mínimo. ¶
Por quê? Porque Deus estará ali. Assim estará também no templo de Sião, neste continente, e por seu poder, por suas leis--que são superiores a todas aquelas leis mais grosseiras da natureza--ele preservará ambas estas cidades, uma no hemisfério ocidental e outra no hemisfério oriental, de qualquer decadência. Ora, temos registrado aqui, neste livro, no capítulo 31 de Jeremias, que esta cidade no continente oriental não será mais derrubada, para sempre. Parece, portanto, ser uma cidade eterna, jamais destinada à destruição. "Mas," diz um, "não posso crer nisso; não posso crer senão que estas cidades estarão sujeitas, tanto quanto qualquer outra coisa, à decadência." Credes neste bom livro--a Bíblia? Se credes, sois obrigados a crer que tais coisas são possíveis. Quereis conhecer algumas delas? Mencionarei um caso. Vos lembrareis de que Moisés ordenou a Arão que tomasse um vaso de maná e o pusesse diante do Senhor, para ser guardado por suas gerações. Ora, era fato notório que, se os filhos de Israel recolhiam mais maná do que lhes bastasse até a manhã seguinte, ele apodrecia, mas no último dia antes do sábado, recolhiam maná para dois dias, e descobriam que, no dia de sábado, estava preservado. Quem o preservou? Por que durava dois dias em vez de um? Porque Deus contrariou aquelas leis menores, ou leis da natureza, por seu poder divino, que é maior do que todas elas, e assim preservou por dois dias aquilo que não duraria mais do que vinte e quatro horas nos outros dias da semana. Pois bem, descobrimos que o Senhor ordenou que o maná fosse colocado no tabernáculo, para ser guardado por suas gerações, para que vissem o pão com que ele os alimentara no deserto, quando os tirou da terra do Egito. Apodreceu aquele maná? Não, permaneceu fresco e puro no tabernáculo. Por quê? Porque Deus estava ali; seu poder divino estava ali; um milagre foi realizado para contrariar as leis gerais da natureza tais como geralmente as entendemos, e este maná foi preservado de geração em geração. Ora, o Ser que pôde produzir este efeito sobre uma pequena quantidade de substância, num vaso de maná, não poderia fazer o mesmo em relação a edifícios inteiros, ou está seu braço tão limitado que tem de operar num pequeno e estreito canto e preservar um pequeno punhado de maná de estragar-se pela decadência? Diria eu que o mesmo Ser que pôde realizar isto, que poderíamos chamar de um milagre menor, poderia estender o mesmo poder a pedra, madeira, e a todo tipo de metal e material que pudesse entrar na construção de um Templo. Limitarei eu este poder à preservação de um Templo? Não. O mesmo Ser poderia preservar a cidade ao redor do Templo, por isso é uma cidade que jamais será destruída nem derrubada, desde então e para sempre. Deus estará na cidade. Ele cuidará para que os materiais de construção nada sofram das leis da natureza. Ele cuidará para que a cidade seja iluminada por seu poder divino, e especialmente o Templo, o mais sagrado de todos os Templos, onde ele terá seu trono, onde os Doze Apóstolos terão seus tronos, como juízes das doze tribos de Israel; ele cuidará para que nada naquele Templo decaia em grau algum. Assim será na Nova Jerusalém. Sião, neste grande hemisfério ocidental, terá uma cidade chamada a Nova Jerusalém (porque nunca foi construída antes), e Deus a preservará por seu poder divino. Lede o que o salmista, Davi, disse no Salmo 50: "Desde Sião, a perfeição da formosura, resplandeceu Deus. Virá o nosso Deus, e não se calará; um fogo se irá consumindo diante dele, e haverá grande tormenta ao redor dele. Chamará os céus lá do alto, e a terra, para julgar o seu povo. Ajuntai-me os meus santos, aqueles que fizeram comigo um convênio com sacrifício." Talvez pergunteis por que é chamada "a perfeição da formosura." Lerei do capítulo com que comecei? No versículo 11 daquele capítulo lemos: "Tu, oprimida, arrojada com a tormenta e desconsolada, eis que eu assentarei as tuas pedras com todo ornamento, e te fundarei sobre as safiras. E as tuas janelas farei cristalinas, e as tuas portas, de rubis, e todos os teus termos, de pedras aprazíveis." Ora, qualquer pessoa familiarizada com a mineralogia ou com a geologia, e qualquer pessoa que tenha estudado estas coisas em algum grau, sabe a respeito destas pedras preciosas quão preciosas são estimadas, e como uma pequena porção destas pedras é frequentemente avaliada em mais do que seu peso em ouro, algumas delas cem vezes seu peso em ouro, e ainda assim o Senhor trará, ou criará, ou formará, conforme o caso, ou dirá a seus filhos como formar aquelas pedras preciosas em grande abundância, suficientemente puras e cristalizadas para completar os alicerces, e também os templos e os edifícios públicos daquela grande cidade chamada a Nova Jerusalém. Mas, antes que isto comece, o Senhor se dirigiu a eles como um povo aflito: "Tu, oprimida, arrojada com a tormenta e desconsolada." Tal como os Santos dos Últimos Dias têm sido, por mais de quarenta anos, expulsos de lugar em lugar antes de emigrarmos para este grande deserto montanhoso, perseguidos por nossos inimigos, nossas cidades tomadas de nós, nossas vilas tomadas de nós, nossas fazendas tomadas de nós, nossos rebanhos e manadas abatidos a tiros; fomos roubados de todas estas coisas, e ainda assim sem reparação alguma do Governo sob o qual vivemos. Viemos então para além destas grandes cadeias de montanhas rochosas, esperando que, no distante deserto, onde nenhum outro povo pensaria em estabelecer-se, pudéssemos viver sem perturbação. Temos sido grandemente prosperados neste deserto. Vivemos aqui tempo suficiente para cumprir muitas das profecias contidas nesta boa Bíblia judaica. Mas ainda não terminamos de cumprir profecias. Estamos destinados, como povo, a cumprir muitas profecias. Mudar-nos-emos, contudo, como já afirmei, para aquela região do país. Mas podeis dizer--isto é, alguns dos Santos dos Últimos Dias mais fracos podem dizer--que isso custará tanto; teremos de comprar todo aquele país suficientemente extenso para dar lugar a todo este povo. Como obtereis meios suficientes para comprar um país grande o bastante para todo este povo habitar? Ora, o Senhor tem isso em suas próprias mãos, não o sabeis? É coisa difícil para o Senhor tornar seu povo rico, quando estiver preparado para isso, depois de dias de tribulação, depois de passar por muitas aflições e dificuldades, jogado de um lado para outro; seria coisa difícil para o Senhor abrir, quando lhe aprouver, meios de riquezas imensuráveis, mais do que todos os Santos dos Últimos Dias saberiam usar? Ouvi o que diz o Senhor: "Por cobre trarei ouro, e por ferro trarei prata, e por madeira, bronze, e por pedras, ferro... Nunca mais se ouvirá violência na tua terra, desolação nem destruição, nos teus termos." Quem era o povo aqui referido? Eram um povo que haveria de ser vestido com esta luz de que tenho falado, esta luz gloriosa; a presença do Senhor estará no meio deles, e irradiará sobre seus templos, iluminará sua cidade de dia e de noite. "Mas tendes certeza," diz um, "de que tal coisa acontecerá?" Não tenho tempo de ler tudo o que o Senhor diz sobre o assunto, mas se ledes o capítulo 60 de Isaías, achareis que o sol já não será necessário de dia, nem a lua de noite, para dar luz a certo povo. Por quê? Porque "o Senhor será a tua luz perpétua, e o teu Deus, a tua glória. Nunca mais se porá o teu sol." Não como nosso sol, que nasce pela manhã e existe acima do horizonte por poucas horas, depois se põe, e a escuridão cobre a terra. Não assim com esta luz, a gloriosa luz divina que iluminará as alturas de Sião. Jamais se porá, será um milagre permanente de dia e de noite, de semana em semana, de mês em mês, de ano em ano, até que se hajam passado mil anos sobre as cabeças do povo que habita a terra. Mas vejamos o que mais é dito. Aquele mesmo Deus que falou destas grandes riquezas, cobre por ouro, ferro em vez de prata, para madeira bronze, e por pedras ferro--digo que aquele mesmo Deus exortou o povo dos últimos dias, chamado Sião, a: "Levanta-te, resplandece, porque já vem a tua luz, e a glória do Senhor já vai nascendo sobre ti." Não me refiro a algo que jamais se possa discernir. Refiro-me àquela luz verdadeira que emana da grande fonte de luz, o Messias, o Redentor; aquela luz verdadeira que ilumina a todo homem que vem ao mundo; aquela luz verdadeira que está em todas as coisas e dá luz a todas as coisas; aquela luz verdadeira que ilumina o entendimento dos filhos dos homens e vivifica sua memória; aquela luz verdadeira que vivifica os olhos deste tabernáculo mortal, para que sejamos capazes de discernir os objetos ao nosso redor; aquela luz verdadeira, que é de Deus, será tornada visível aos olhos de todos os habitantes daquela cidade. E limitá-la-ei ali? Não. A luz brilhará tão conspicuamente daquela cidade, estendendo-se até os próprios céus, que será, na realidade, como uma cidade posta sobre um monte, que não se pode esconder, e terá bastante tendência a infundir terror a todas as nações da terra. Todos a verão? Não, alguns talvez estejam longe demais, além do oceano, para contemplar aquela luz milagrosa que brilhará nesta cidade, mas dir-vos-ei o efeito que terá sobre os reis, rainhas, governantes, congressistas e juízes da terra--ouvirão falar disso por telégrafo; a notícia se espalhará pelas nações civilizadas da terra, mas não acreditarão. Dirão: "Atravessemos o oceano, e vejamos esta coisa que nos é relatada por telégrafo; vejamos se é assim ou não." Pois bem, quando estiverem a um ou dois dias de viagem da cidade, ficarão alarmados. Alguns destes reis e nobres, ao verem a luz brilhando como as luzes do norte nas regiões árticas, iluminando toda a face dos céus--quando virem esta luz brilhando muito antes de chegarem à cidade, o temor os tomará ali, diz o salmista, no Salmo 48, tornar-se-ão fracos, e seus joelhos baterão um contra o outro como os joelhos de Belsazar. Tentarão fugir apressadamente da glória de Deus e do poder de Deus, e sair do país o quanto antes. Temor e terror estarão sobre eles. Terá efeito sobre muitos outros reis e nobres, mais puros de coração, mais honestos, dispostos a receber a verdade; terá efeito diferente sobre eles, tanto que dirão com Isaías: "Levanta-te, resplandece; porque já vem a tua luz, e a glória do Senhor já vai nascendo sobre ti. Porque eis que as trevas cobrirão a terra, e a escuridão, os povos: porém sobre ti o Senhor virá nascendo, e a sua glória se verá sobre ti. E as nações caminharão à tua luz, e os reis, ao resplendor da tua aurora." Estes são os diferentes efeitos que terá sobre os governantes das várias nações, alguns crendo, alguns tremendo, alguns humilhando-se e dispostos a abandonar seus tronos, seus reinos e seus impérios para virem habitar com o povo de Deus, enquanto outros, mais ímpios, mais corruptos, não conseguirão suportá-lo. Esta luz resplandecente será vista a muitas milhas de distância, e os ímpios fugirão; temerão ser feridos por aquele poder que ilumina o povo de Deus, por isso o terror do Senhor estará ali. O terror tomará conta dos ímpios quando Sião se tornar tão formosa como o sol e tão clara como a lua, e seus estandartes serão terríveis a todas as nações. Naturalmente se poderia supor, ao vermos a dureza de coração hoje existente entre nossos inimigos, ao vermos nossos élderes emboscados, jovens pacíficos rapazes que fazem sua primeira missão ao estrangeiro para proclamar o evangelho do Filho de Deus--ao vermos que são mortos a tiros e seus assassinos julgados por um júri e absolvidos, e depois julgados por motim e absolvidos disso também--naturalmente se poderia supor que um povo tão duro de coração não se converteria a crer, ainda que visse manifestado o poder de Deus. Mas supondes que, entre este povo onde tais coisas se realizam à luz do dia, onde assassinos ficam livres e onde juízes dizem: "cometei assassinato, cometei motins, tirai a vida do inocente; nós vos livraremos"--supondes que não há corações honestos entre o povo a quem se permite fazer isto? Se assim pensais, estais enganados. Há muitos de coração honesto enganados pela astúcia e artimanha dos filhos dos homens, pela artimanha sacerdotal que está no alicerce de todas as perseguições sofridas pelos Santos dos Últimos Dias. Sacerdotes, temerosos por seu ofício, temerosos deste pequeno, temerosos de que o pequeno se torne mil, e o mínimo, uma nação forte, dizem: "caiamos sobre eles, expulsemo-los de seus lares, queimemos suas casas, persigamo-los de cidade em cidade, caiamos sobre seus missionários e matemo-los." Dificilmente supuséssemos que se pudesse encontrar uma pessoa honesta entre tal povo, mas há. Há gente de bom coração por todos os Estados. No Missouri, onde primeiro nos expulsaram? Sim, muitos. Em Ohio, de onde também fomos expulsos? Sim, muitos que são honestos diante de Deus, e receberão o testemunho do evangelho, e a esta Sião de que tenho falado tais se reunirão, para aumentar o número dos Santos dos Últimos Dias, e nos tornaremos uma nação forte, e eles nada poderão fazer, e é isto que os faz sentir-se tão mal. Mas, diz um, podemos fazer algo. Temos o Secretário de Estado, o Sr. Evarts, que, junto com outros do Gabinete, publicou uma circular às nações da Alemanha, Grã-Bretanha, Noruega, Suécia e Dinamarca, pedindo sua ajuda; "Não vos adiantareis," dizem eles, "para pôr fim à emigração dos Santos dos Últimos Dias? Tememos que estejam ficando fortes demais. Tememos que haja demasiados deles naquelas colinas. Ó Grã-Bretanha, ajudai-nos! Ó Alemanha, ajudai-nos! Estendei vosso braço, e não permitais que mais destes Santos dos Últimos Dias se reúnam às montanhas de Utah! Ó detende-os. Fechai os portos de Liverpool, da Europa, e não deixeis que mais emigrem para aquela terra!" Pensais que podem fechar os portos do céu? Pensais que aqueles espíritos que habitam na presença de Deus o Pai serão detidos, e não virão aqui, tomar tabernáculos infantis, para aumentar as fronteiras de Sião? Pensais que podeis fechar os portões do céu e controlar este assunto? Estendei vosso braço, e tentai deter o braço do Todo-Poderoso, para que não envie mais espíritos aqui, a fim de aumentar as fronteiras de Sião! Não seria bom aprovar leis para impedir que estes espíritos venham, para impedir esta emigração celestial? Pensais que podeis deter os propósitos do Grande Jeová? Não; estes espíritos virão, e nossas ruas se encherão de crianças, filhos e filhas, e dirão, à medida que se apinham: "O lugar é estreito demais, dá-me lugar para que eu habite," e estenderão as cortinas de suas habitações, alongarão suas cordas e reforçarão suas estacas, a despeito de todos os poderes da terra e do inferno combinados. "O menor," diz o profeta Isaías, "virá a ser mil, e o mínimo, um povo grandíssimo." Daniel captou o mesmo espírito. Ele viu um pequeno plantado nas montanhas. Viu um reino organizado, um governo eclesiástico chamado o Reino do Deus do Céu. Viu-o organizado--não nos países baixos da terra, mas o viu organizado numa região alta e elevada; em outras palavras, como está registrado no capítulo 18 de suas profecias, viu um estandarte erguido sobre as montanhas. Que é um estandarte? "Ora," diz um, "segundo nosso dicionário, e segundo nossa opinião sobre este assunto, suporia eu que um estandarte, ou insígnia, seja algo em torno do qual o povo se reunirá." Pensastes corretamente. Este estandarte, diz o Senhor, será erguido sobre o monte. Que é um estandarte? Não é apenas algo em torno do qual o povo se reunirá, mas é algo de nomeação divina, algo que o Senhor organiza, algo que será um padrão para todos os povos, nações e governos erguidos nas montanhas, e ele convoca todos os habitantes da terra para vê-lo. Em outro lugar, o profeta Isaías diz: "E levantará um estandarte entre as nações, e ajuntará os desterrados de Israel, e os dispersos de Judá congregará desde os quatro confins da terra." Podeis impedi-lo? Podeis opor-vos à mão todo-poderosa de Jeová, para que ele não realize seus propósitos? Não pode ser feito. Podeis afligir, podeis aprovar leis, podeis convocar nações distantes para vos ajudarem, podeis fechar a emigração contra os Santos dos Últimos Dias, podeis expulsá-los, podeis queimar suas casas--podeis fazer tudo isto, mas eles continuarão a viver e a estender-se, a despeito de todos os poderes abaixo dos céus, e tornar-se um grande povo sob a Constituição desta grande terra. Jamais desejamos ser livres da Constituição de nosso país. Ela é edificada sobre princípios celestiais. Está estabelecida tão firme quanto a rocha dos séculos, e quando aqueles que dela abusam apodrecerem em corrupção sob a superfície da terra, a Constituição americana permanecerá, e nenhum povo poderá destruí-la, porque Deus a levantou por meio de nossos antigos pais, e os inspirou a redigir aquele instrumento sagrado. A Constituição é uma coisa; políticos corruptos são outra coisa. Uma pode ser brilhante como o sol ao meio-dia, a outra corrupta como o próprio inferno; essa é a diferença. Por termos uma boa Constituição, isso não é sinal de que o braço forte da lei, fundado naquela Constituição, protegerá tanto a minoria quanto a maioria. O político pode permitir que a maioria pisoteie os direitos garantidos pela Constituição à minoria. Já o fizeram antes, e talvez continuem a fazê-lo até que se consumam. Então se cumprirá outro dito neste mesmo capítulo que li--"Porque brotarás à mão direita e à esquerda; e a tua semente possuirá as nações e fará habitar as cidades assoladas." Ora, há muitas cidades nos Estados Unidos que não serão totalmente destruídas quando seus habitantes forem varridos da superfície da terra. Suas casas, suas cidades desoladas permanecerão desocupadas até que Sião, em sua glória e força, alargue o lugar de suas tendas, e estenda as cortinas de suas habitações. Esse é o destino desta nação, e o destino dos Santos dos Últimos Dias. Amém. ¶