A Obra de Restituição de Todas as Coisas — Futilidade dos Esforços de seus Opositores — Não Devemos Cultivar Animosidade contra os Inimigos
Charles W. Penrose
Restam alguns minutos, que me foi pedido que ocupasse; e, ao fazê-lo, desejo sinceramente ser inspirado pelo espírito que dá luz e inteligência à mente humana e torna claras as coisas de Deus, para que o que eu disser vos seja proveitoso e edificante. ¶
Regozijo-me muito por ter o privilégio de viver na terra neste tempo em que Deus começou a grande obra de que falaram todos os santos profetas desde que o mundo começou; quando começaram os tempos da restituição; quando Deus começou a restaurar aos habitantes da terra a doutrina e os princípios que foram revelados ao povo em tempos antigos, pelos quais foram trazidos à comunhão com o Pai; quando o santo sacerdócio, ou a autoridade dada por Deus ao homem para agir em seu lugar, foi restaurado à terra; quando os dons e as bênçãos de que gozavam os antigos santos também foram restaurados; quando o conhecimento que os antigos possuíam do modo pelo qual se podia chegar a Deus, para aprender dele, também foi manifestado aos Santos dos Últimos Dias; no dia em que a grande obra que há de preparar a terra e seus habitantes para seu Príncipe, seu legítimo legislador e Rei, começou na terra. Regozijo-me e agradeço a Deus, de todo o coração, por estar identificado com este povo, por ter recebido o espírito desta obra, por ter podido compreender estes princípios e doutrinas, e por ter lançado minha sorte com o povo que se empenha na obra de se preparar para a vinda do Senhor. ¶
Os tempos de restituição a que aludiu esta tarde o Irmão Morgan, e dos quais fala o apóstolo Paulo nas palavras que vos foram lidas, são da maior importância para que todo povo que vive na terra os compreenda. Todo profeta por quem Deus falou, desde que o mundo começou, teve alguma previsão a respeito desta obra. Quando tomamos a Bíblia, encontramos todos os profetas cujas palavras ali estão registradas falando da grande obra de Deus nos últimos dias; do grande dia do Senhor; do tempo em que a justiça haveria de prevalecer, e a iniquidade cessaria; do tempo em que o mau governo seria derrubado, quando os reinos deste mundo, que reinaram na injustiça, perderiam seu domínio sobre os filhos dos homens, e, em seu lugar, seria estabelecido o reino de Deus; do tempo em que a maldição posta sobre a terra no princípio seria removida, e, em lugar do espinho e do abrolho, brotariam a figueira e a murta; do dia em que a animosidade entre os homens, e entre a humanidade e a criação bruta, seria tirada; quando o leão e o cordeiro habitariam juntos; quando o espírito de destruição cessaria, e o Espírito do Deus vivo prevaleceria sobre toda a face da terra, e o caminho seria preparado para a vinda de seu legítimo governante, "Aquele a quem pertence o direito de reinar", e que reinará "dos rios até os confins da terra"; do tempo em que aquele ímpio que tentou nossos primeiros pais no princípio, que introduziu o mal e a morte no mundo, e que desde então tem feito de seu objetivo e propósito usurpar o controle da terra, seria amarrado, e, com todas as suas hostes, banido da terra, e toda esta criação libertada de sua influência, e quando o Espírito de Deus seria derramado sobre toda a carne. Este período foi previsto, e a ele se aludiu com muita clareza por muitos dos profetas, tanto no hemisfério oriental quanto no continente ocidental; suas palavras foram registradas e chegaram até nós por meio da Bíblia e do Livro de Mórmon. ¶
O espírito que Deus se agradou em derramar sobre nós, em certo grau, abre nossa mente à compreensão dessas mesmas coisas. Quando tomamos a Bíblia ou o Livro de Mórmon, e lemos a respeito da restituição por vir, podemos vê-la como a viram os profetas; pois o mesmo espírito que repousou sobre Isaías e Jeremias, e sobre Néfi e Morôni e outros dos profetas que viveram neste continente, repousa sobre o povo de Deus nestes últimos dias. As mesmas evidências se abrem à nossa vista, e sabemos, tão certamente quanto sabemos que Deus vive, que está próximo o dia em que aqueles acontecimentos previstos hão de transpirar na terra. ¶
Vivemos num tempo de grande maldade, de grande corrupção e males de numerosas espécies; espalham-se por toda a face da terra, e os seus habitantes se afastaram grandemente do Senhor, segundo a Escritura que foi citada: "Porque a terra está contaminada por causa dos seus moradores, porquanto trespassam as leis, mudam os estatutos, e quebram o convênio eterno." Deus se retirou dos filhos dos homens. As trevas cobriram a terra, e a escuridão espessa, o povo. Embora se gabem de viver numa era de luz evangélica, estão, na verdade, excluídos da comunhão com o Senhor. Voz alguma de profeta se ouve em seu meio; vidente algum discerne as coisas de Deus; anjo algum, vindo das cortes da glória, traz mensagem de boas novas ao homem. Os céus lhes são como bronze sobre a cabeça. Não têm resposta quando oram, ou antes, quando dizem suas orações, pois com verdade se pode dizer deles, nas palavras do Senhor por meio de Isaías, que "se aproximam de mim com a sua boca, e com os seus lábios me honram, porém o seu coração se afasta para longe de mim, e o seu temor para comigo consiste só em mandamentos de homens, em que foi instruído." "Portanto", diz o Senhor, "eis que continuarei a fazer uma obra maravilhosa no meio deste povo, uma obra maravilhosa e um assombro, porque a sabedoria dos seus sábios perecerá, e o entendimento dos seus prudentes se esconderá", enquanto aos fracos, desprezados e pobres da terra, que Deus reuniu dentre as nações, revelou sua vontade e as preciosas coisas de seu reino; e eles se preparam para os grandes acontecimentos que hão de transpirar num futuro próximo. ¶
Deus começou a grande obra de restituição de todas as coisas, restaurando o Evangelho em sua simplicidade primitiva, e todo princípio e ordenança a ele pertencentes, com a autoridade e o poder de administrá-los. Todo homem que viveu na terra em eras passadas, que deteve as chaves em qualquer dispensação da misericórdia de Deus para com o homem, desceu do lugar de onde partiu, e restaurou essas chaves; todos trouxeram seu sacerdócio, sua autoridade, e o espírito e o poder a eles pertencentes, e ordenaram homens vivos à autoridade que eles mesmos detinham. E a razão pela qual sabemos que isto é verdade é que o Deus Todo-Poderoso o manifestou a toda alma humilde que se curvou em obediência a este Evangelho. Nosso testemunho não depende de Joseph Smith; não depende de Brigham Young; não depende de John Taylor, nem do conselho dos Doze Apóstolos, que é agora o quórum presidente na Igreja. Não prendo minha fé à manga de homem algum; sou crente na Escritura que diz: "Maldito o homem que confia no homem, e põe a carne por seu braço, e cujo coração se aparta do Senhor!" Obedeci a este Evangelho porque cri que era verdadeiro, pela leitura das Escrituras, nas quais fui ensinado, desde a mais tenra infância, a crer. Quando o som do Evangelho chegou a meus ouvidos, cri; e, tendo-me curvado em obediência às suas ordenanças, recebi, para mim mesmo, um testemunho de sua veracidade, e esse testemunho jamais se apartou de mim. Sei, pelo poder e dom do Espírito Santo, que Deus vive. Sei que Jesus é o Cristo, o Filho do Deus vivo. Sei, pelo mesmo Espírito, que o Deus Todo-Poderoso enviou seus anjos, nestes últimos dias, a Joseph Smith e a outros, com o propósito de dar início a esta obra de restituição de todas as coisas. Sei que essa obra começou a ser inaugurada. Sei que o poder de Deus está sendo manifestado na terra, que o mesmo poder que repousava sobre os santos dos primeiros dias repousa sobre os Santos dos Últimos Dias. Sei que as ordenanças dos primeiros dias foram restauradas, e o espírito e o poder delas. Sei-o por mim mesmo, porque o experimentei e o vivi. Sei que há um modo de nos aproximarmos do Pai Eterno e de aprendermos dele. Sei que os que buscam corretamente, do modo estabelecido, encontram resposta a suas orações, e que a promessa feita pelo Salvador é verdadeira: "Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á." E, ao testificar a verdade destas coisas, digo o que a maior parte desta congregação sabe, e o que a grande maioria do povo por todo este Território poderia testificar, assim como milhares mais que se espalham pela face da terra, e que anseiam por reunir-se a estes vales das montanhas: não viemos para cá com o mero propósito de nos enriquecermos em ouro e prata, em rebanhos e gado, ou em casas e terras, coisas que perecem em nossas mãos, mas para nos tornarmos ricos nas coisas imperecíveis da eternidade, que podemos obter aqui, do modo estabelecido por Deus, e a respeito das quais o mundo nada sabe. ¶
As pessoas se perguntam por que os líderes deste povo ainda são sustentados pelo voto unânime dos Santos dos Últimos Dias, e por que temos fé neles e a eles nos apegamos, apesar de tudo o que se diz contra eles. Não compreendem a mola secreta que move esta obra. O poder que nos une e nos guia não repousa em homem algum, nem em conjunto algum de homens, nem tampouco nesta maravilhosa organização, mas neste eterno e infalível Espírito que Deus derramou em nosso coração, por meio da obediência ao Evangelho, pelo qual podemos aproximar-nos dele e aprender dele por nós mesmos. ¶
Reunimo-nos a estas montanhas para que possamos auxiliar nesta grande obra de restituição. Estamos edificando estes Templos para que o Senhor venha e restaure mais poderes, chaves e conhecimento relativos ao santo sacerdócio, que têm sido guardados em reserva, pois até agora recebemos apenas as gotas do aguaceiro que há de vir; recebemos apenas algumas coisas, comparadas ao que ainda resta a ser revelado. Não há princípio, nem bênção referida nestas Escrituras, de que os santos de qualquer tempo passado tenham gozado, que o Senhor nosso Deus não restaure e conceda a seu povo dos últimos tempos, os tempos da restituição de todas as coisas. Esta doutrina do casamento celestial, que causa tal alvoroço no mundo, é apenas uma das doutrinas cridas e praticadas pelos antigos, também sob a sanção e a direção imediatas do Todo-Poderoso, que Deus começou a restaurar nos últimos dias. O Senhor restaurou isso, junto com outros princípios, e é uma verdade que este povo pode testificar, quer os outros a creiam, quer não. Deus é o autor dela, e, se os homens escolherem lutar contra o Senhor, que lutem; é Deus e eles que decidirão. Testifico que o Deus Todo-Poderoso revelou esta doutrina do casamento celestial, ou casamento para a eternidade, incluindo a doutrina da pluralidade de esposas. Ele o manifestou ao Profeta Joseph Smith, e o revelou a milhares pelo dom e poder do Espírito Santo. Mas isso é apenas o começo das coisas. Viemos para cá para aprender os caminhos de Deus e andar em suas veredas. "Nossos pais herdaram só mentiras, e vaidade, em que não havia proveito." Foram alimentados de cascas, enquanto o miolo não estava com eles. Foram ensinados pelas tradições dos homens; foram guiados por teólogos que não conheciam a Deus, que não podiam descrevê-lo nem explicar suas leis ao povo, pois eles mesmos não o conheciam, e como poderiam, se, segundo suas próprias admissões, a voz da profecia cessara, e Deus não falaria mais aos filhos dos homens? ¶
Saímos das tradições e das falsas teorias de nossos pais, e nos reunimos aqui para aprender de Deus. E Deus organizou sua Igreja, e recebemos preceito sobre preceito, regra sobre regra, aqui um pouco, ali um pouco, para nosso proveito, a fim de nos prepararmos para as coisas que hão de ser manifestadas no futuro. E, se apenas vivêssemos à altura das coisas que ele nos revelou; se fôssemos tão puros e virtuosos, honestos e retos, conscienciosos, pacientes e caridosos como se nos ordena, nas revelações que o Senhor nos deu nestes últimos tempos, estaríamos mais bem preparados para as grandes coisas ainda por desvendar. Se o povo chamado Santos dos Últimos Dias deseja receber mais destas grandes coisas, que foram ocultadas do mundo por gerações, que vivam à altura dos princípios já revelados — que sejam santos de fato. Como saíram do mundo corporalmente, que se separem do mundo em espírito. Que sejam temperantes, castos e verdadeiros; que sejam honestos e honrados para com todos os homens; que vivam à altura de seus acordos, e não deixem de cumprir suas promessas uns para com os outros, lembrando-se sempre, com a devida consideração, de seus sagrados convênios e solenes obrigações para com o Senhor. E, assim, hão de aproximar-se dele, e, como consequência natural, o Senhor se aproximará deles; seu Espírito repousará sobre eles, e Deus lutará suas batalhas, vencerá seus inimigos, e quebrará todo jugo. Pois o Senhor está perto, e não longe. Ele começou a grande obra de restituição, e há de levá-la a sua consumação. Restaurará todo poder e todo dom e graça, toda chave, revelação e inspiração que os antigos santos já gozaram. É isso tudo? Não, meus irmãos e irmãs, não é tudo; pois, depois que Deus restaurar tudo o que se perdeu, ele há de, nesta dispensação, revelar coisas ocultadas desde a fundação do mundo. Ele as revelará "às crianças e aos que mamam", aos filhos nascidos em Sião, que são herdeiros do santo sacerdócio, criados no caminho em que devem andar, não criados como são alguns de nossos filhos, mas do modo que Deus estabeleceu. Vivendo, como vivemos, nestes tempos momentosos, cabe-nos ser aquilo que professamos ser — santos. Somos chamados a ser santos; se somos santos ou não, é outra questão. Muitos são chamados, mas poucos são escolhidos. E por que não são escolhidos? Lede o Livro de Doutrina e Convênios; descobri vossas próprias fraquezas, vossas próprias falhas, vossas próprias omissões, bem como vossas comissões. Descobri em que deixastes de fazer aquilo que devíeis fazer, e fizestes o que não devíeis fazer, e arrependei-vos. É preciso ensinar o arrependimento aos Santos dos Últimos Dias, tanto quanto ao mundo, pois somos chamados com um santo chamado, e, se não vivermos à altura de nossas professões de fé, melhor seria não as termos feito. Voltemo-nos ao Senhor, e o Senhor se voltará para nós; seu Espírito se manifestará em nosso meio, em grau ainda maior, e seus dons e bênçãos hão de abundar. Nossos doentes serão curados, como em tempos passados. Já vimos doentes curados instantaneamente. Os coxos foram feitos andar, os mudos falar, os cegos ver e os surdos ouvir, pelo poder de Deus, por meio das administrações dos servos de Deus. Os dons de línguas, de profecia, de sonhos, de fé, de discernimento, e todo dom e bênção mencionados na Bíblia como tendo enfeitado a Igreja primitiva, foram gozados pelos Santos dos Últimos Dias, nesta Igreja dos últimos dias, e somos testemunhas disso. Deus tem estado próximo de nós, e temos sentido sua presença em nossas assembleias públicas e em nossos lares particulares. A paz tem reinado em nosso coração, e temos sentido vontade de louvá-lo com toda a nossa alma, por sua bondade. ¶
Ora, o Senhor estará ainda mais próximo de nós, se praticarmos nossa religião e formos santos de fato; e nossos próprios olhos se abrirão para discernir a obra de Deus entre as nações. Já começamos a compreender os propósitos do Todo-Poderoso. A mão de Deus está sobre tudo, e ele há de ferir o opressor e quebrar todo jugo. Destruirá a tirania que ainda existe no mundo, e o caminho se abrirá para que os servos do Deus vivo vão a toda nação, tribo, língua e povo, como mensageiros da verdade, e para reunir a semente de Israel, e a obra de Deus há de avançar, e todo esforço de nossos inimigos apenas tenderá a acelerar seu progresso. Há sociedades formadas aqui para se opor a esta obra e nos trazer aflição. A que chegaram até agora os seus esforços? Aqueles que tramaram seus planos para deturpar-nos, para levantar falso testemunho contra nós e para nos caluniar, quanto conseguiram? Foram o meio de ajudar a matar um jovem fiel, que, junto com muitos de seus irmãos, estava empenhado em publicar ao mundo os princípios de nossa religião. E, além disso, foram o meio de incitar amotinadores a arrastar de suas casas alguns idosos inofensivos, e espancá-los quase até a morte, por causa de sua crença. Que esses conspiradores olhem para sua obra e vejam o que realizaram! Quanta satisfação devem ter essas senhoras, esses cavalheiros e senhoras "cristãos", em seus trabalhos! Quanto isso fará para deter o progresso da obra do Todo-Poderoso? Absolutamente nada; apenas tenderá a levá-la à sua consumação e ao seu triunfo final. O Senhor há de assim intervir em favor de seu povo, para transformar o mal pretendido em bem. Seus esforços para derrubar o "mormonismo", como o chamam, simplesmente farão propaganda de nossa causa por todo o mundo; a atenção se voltará para nossos élderes que viajam por todo o mundo pregando o Evangelho, e eles poderão dar melhor seu testemunho e reunir os íntegros. Podem combater esta obra à vontade; podem caluniar e estigmatizar este povo, e amontoar toda espécie de opróbrio sobre ele; podem aprisionar, e até matar os corpos de alguns de seus mais fiéis defensores, mas o fato permanece de que estamos empenhados na obra de restituição; de que Deus a começou; de que Deus está conosco, e permanecerá conosco enquanto lhe formos fiéis como seus servos; e nenhum poder na terra, nem no inferno, deterá seus propósitos. As nações da terra estão em suas mãos; os governos desta terra ele considera coisa muito pequena, e, com o tempo, há de rir de sua calamidade e zombar quando vier seu temor. Os reinos deste mundo, com toda a sua pompa e glória, hão de, no devido tempo do Senhor, ser humilhados no pó e despedaçados; e então virá o reino de nosso Deus, e aquele a quem pertence o direito de reinar reinará de polo a polo, de costa a costa. ¶
Mas não cultivemos animosidade em nosso coração contra aqueles que tramam contra nós. Enquanto defendemos nossos direitos civis, e a liberdade a que temos direito pela Constituição dos Estados Unidos, e permanecemos firmes, ombro a ombro, na defesa de nossos direitos religiosos, e ajudamos a manter, para outros, os direitos que reclamamos para nós mesmos, não cultivemos ira, nem animosidade, nem vingança, em nosso coração. Mas tomemos as palavras do Senhor Jesus Cristo por nosso guia, e procuremos ser pacientes e longânimos, assim como Deus é. E o Senhor há de lutar nossas batalhas, e os que lutam contra nós hão de, com o tempo, ser envergonhados e confundidos, como sempre têm sido. E que aqueles que amam mentir a respeito dos Santos dos Últimos Dias continuem a mentir; há um lugar preparado para eles, e os deixaremos em suas mãos. Vós que quereis mentir, continuai a mentir! Fazei vossa obra, cumpri a missão em que estais empenhados, como fez Judas de outrora; mas, quanto a nós, serviremos ao Senhor; guardaremos seus mandamentos; combateremos os males de nossa natureza, herdados dos erros de nossos antepassados; aprenderemos a governar-nos a nós mesmos e a nossos lares no temor de Deus, e, enquanto estivermos empenhados em combater o mal e a corrupção, Deus estará do nosso lado, e quem poderá prevalecer contra ele? "O menor virá a ser mil, e o mínimo um povo grandíssimo; eu, o Senhor, ao seu tempo o farei prontamente." ¶
Ora, estamos aqui nos vales destas montanhas para auxiliar nesta grande obra de trazer à realidade a restituição de todas as coisas; tomemos posse das verdades que nos foram reveladas, e as pratiquemos em nossa vida, para que nos tornemos um povo santo para o Senhor, fiel, verdadeiro, honrado, reto, casto e puro, apto para a companhia dos anjos. E o Espírito do Deus vivo terá livre curso entre nós, e os dons do Evangelho hão de abundar; a verdade há de prevalecer, e nossos inimigos serão confundidos. Não está distante o tempo em que Deus há de varrer a terra, como com uma vassoura de destruição, de todos os que se rebelam voluntária e intencionalmente contra ele e sua obra; ele há de purificar a terra da poluição e estabelecer nela a justiça. Os homens então serão vistos transformando suas espadas em relhas de arado, e suas lanças em foices; nação não levantará espada contra nação, nem aprenderão mais a guerra, mas todo homem, em todo lugar, encontrará um irmão e um amigo. E este mesmo espírito de paz há de também produzir uma mudança sobre a criação bruta, segundo as palavras dos profetas que viveram séculos atrás, e a própria terra será abençoada, a maldição será dela removida, e aquele a quem pertence o direito de reinar virá reinar no meio de seu povo. ¶
Já ocupei tempo suficiente. Agradeço a Deus, como disse no princípio, pelo privilégio de ser um Santo dos Últimos Dias; agradeço a Deus pelo privilégio de estar aqui, nos vales destas montanhas, ajudando a realizar esta grande obra de restituição. E, com a ajuda de Deus, permaneceremos unidos como um grupo de irmãos e irmãs, para servir ao Senhor nosso Deus, aconteça o que acontecer. Amém. ¶