O Evangelho Revelado para o Benefício do Mundo—Testemunho do Espírito—Sacerdócio—Sumos Sacerdotes e Setentas—Missionários Enérgicos—Deveres dos Presidentes, Bispos, Élderes, Sacerdotes, Professores e Diáconos—Sociedades de Socorro—Dízimo—Fundo P. E.—Escolas Comuns
John Taylor
Estou feliz de me encontrar com os irmãos e irmãs nesta Conferência. Desde que estive aqui pela última vez, tivemos de sofrer a perda de nosso venerado e amado Presidente Brigham Young, o que lançou uma sombra sobre os sentimentos dos Santos por todo o Território, e nos fez a todos sentir pesar. Seu falecimento, contudo, junto com o de outros, está entre as evidências necessariamente associadas aos assuntos humanos, e é algo sobre o qual não temos controle, pois o Senhor administra tais coisas segundo o conselho de sua própria vontade. ¶
Lembro-me muito bem do tempo em que José Smith nos foi tirado, não, contudo, da maneira como o Presidente Young o foi, mas por uma turba impiedosa, encontrando sua morte às mãos de assassinos. Mas estas coisas são assuntos que, embora de grande importância para nós, relativamente não têm muito a ver com a edificação da Igreja e do reino de Deus sobre a terra, e com sua obra em que todos estamos empenhados. ¶
Quando o Senhor revelou o Evangelho eterno a José Smith, desdobrou-lhe seus propósitos e desígnios em relação à terra em que vivemos, e deu-lhe conhecimento de sua lei, das ordenanças do Evangelho e da doutrina delas. Não foi com o simples objetivo de elevá-lo como homem, mas foi feito no interesse da sociedade, no interesse do mundo, e no interesse dos vivos e dos mortos, segundo os decretos e desígnios de Jeová, que ele formou antes de o mundo ser lançado à existência, ou de as estrelas da manhã cantarem juntas de alegria. O Senhor tinha seus desígnios em relação à terra e a seus habitantes, e nestes últimos dias achou próprio revelar e restaurar, por meio de seu servo José Smith, o que chamamos de Evangelho novo e eterno; novo para o mundo no presente, por causa de suas tradições, tolices e fraquezas, e seus credos, opiniões e noções, mas eterno porque existiu com Deus, e porque existiu com ele antes de o mundo ser, e continuará quando mudança tiver sucedido a mudança sobre esta terra, e quando a terra tiver sido redimida e todas as coisas feitas novas, e enquanto durarem a vida, o pensamento e o ser, e a imortalidade perdurar. Portanto, embora o Evangelho seja novo para o mundo, é eterno. E foi introduzido, como já disse, no interesse da humanidade — nossos pais, os antigos Profetas e Apóstolos, e homens de Deus que viveram nas várias eras do mundo, que administraram no santo Sacerdócio enquanto viveram sobre a terra, e que agora administram nos céus, e que tiveram participação na introdução desta obra, juntamente com Deus nosso Pai Celestial, e Jesus, o Mediador do Novo Convênio; e hoje sentem interesse em fazer avançar esta obra, e na realização destes propósitos que Deus designou antes da fundação do mundo. E é a Deus e a seu Filho, e a estes homens, que devemos a luz e a inteligência que nos foram comunicadas, e a eles seremos devedores por todo o tempo pelo mesmo tipo de conhecimento e inteligência para nos sustentar e dirigir. ¶
Falamos às vezes sobre a organização de nossa Igreja, e sobre uma Primeira Presidência, e sobre Apóstolos, e Patriarcas, e Sumos Sacerdotes, e Setentas, e Élderes, etc.; mas quem sabia algo sobre qualquer um destes ofícios, seus direitos e privilégios, etc., até Deus revelá-lo? Ninguém. E isto não é assim apenas quanto aos vários ofícios do Sacerdócio de Melquisedeque, ou Sacerdócio superior, mas é também o caso com os do Sacerdócio Aarônico, ou menor. Estas são coisas que não se originaram do homem, vieram a nós por revelação de Deus, e por isso devemos ao Senhor por elas, e também por todo o conhecimento que possuímos a respeito delas. Quem nos ensinou algo sobre o Ajuntamento, e por que estamos aqui hoje? O que nos trouxe aqui, e sob que influência viemos, e por que princípio fomos unidos, tal como nos encontramos no presente momento? Vós que estais familiarizados com a história da Igreja sabeis que foi construído um Templo em Kirtland, Ohio, e que, enquanto o Profeta José Smith e Oliver Cowdery estavam sentados em seus devidos lugares naquele Templo, várias personagens importantes lhes apareceram, e lhes deram várias chaves, poderes e privilégios, e que, entre estes seres celestiais, estava Moisés, que representava o que se chama a dispensação do Ajuntamento. Sua missão à terra era restaurar as chaves da dispensação do Ajuntamento, que haveria de ajuntar Israel dos quatro cantos da terra, e também restaurar as dez tribos. Vós que não lestes isto por vós mesmos, encontrá-lo-eis na nova edição da Doutrina e Convênios; a ela vos remeto e recomendo que a leiais. Moisés conferiu estas chaves de autoridade ao Profeta José Smith, e ele depois as conferiu aos Doze Apóstolos e a outros, que, quando foram ordenados, as receberam como parte de seu ministério e sacerdócio, para prepará-los para a obra que havia de ser feita. E quando estes élderes saíram no cumprimento de seus deveres, chamando o povo entre quem viajavam a arrepender-se e ser batizado em nome de Jesus Cristo para a remissão de seus pecados, prometendo aos que criam que receberiam o Espírito Santo, em obediência aos requisitos do evangelho, impunham suas mãos sobre suas cabeças, confirmando-os membros da igreja, e também conferindo o Espírito Santo, e o recebiam; e, entre outras coisas que recebiam, estavam os princípios do Ajuntamento. E era universalmente o caso, e mal sabiam por quê, que, entre seus primeiros desejos depois de sua confirmação, estava o desejo de se ajuntar a Sião; e ninguém que permanecesse fiel à causa jamais permaneceu satisfeito até ajuntar-se com os santos. Desafiaria o mundo e todos os Élderes de Israel a terem ajuntado este povo, tal como agora estamos, se estas chaves do Ajuntamento não tivessem sido restauradas à terra, e o povo não tivesse recebido o espírito disso pelo canal apropriado. Mas, como estava, não houve dificuldade alguma, no que dizia respeito à sua disposição. Vi muitos deles, depois do batismo, quase prontos a se venderem para ter a chance de vir a Sião. E vós, élderes, que sois meus ouvintes hoje, testemunhastes o mesmo, e muitos de vós fostes sem dúvida contados entre aqueles de quem falo, que estavam tão extremamente ansiosos para se ajuntar. ¶
Vivemos naquilo que os antigos homens de Deus se agradaram de chamar a dispensação da plenitude dos tempos, que abrange todas as dispensações anteriores e todo o sacerdócio que já existiu antes na terra. E, entre outros meios de que Deus se utilizará para realizar seus propósitos, está o dos Templos; e o espírito de construção de Templos vem exatamente da mesma maneira que o do ajuntamento, e isto explica nosso desejo de ajudar a erguer Templos. O Senhor, por meio do profeta Malaquias, ao se referir a esta característica da grande obra dos últimos dias, diz: "Eis que eu vos envio o profeta Elias, antes que venha o grande e terrível dia do Senhor; e ele converterá o coração dos pais aos filhos, e o coração dos filhos a seus pais; para que eu não venha, e fira a terra com maldição." Detinha Elias estas chaves particulares do sacerdócio? Detinha. E as conferiu ele a José Smith? Sim, conferiu. Um relato disto também se encontrará na referência que já vos dei. Manifestaram os Santos dos Últimos Dias, em geral, algum desejo particular de construir Templos antes de vir o profeta Elias? Não; mas desde então este desejo e sentimento tem existido na mente dos Santos dos Últimos Dias. Poderia parecer coisa muito tola a outras pessoas, mas para nós é tanto coerente quanto necessário. O primeiro Templo que construímos foi em Kirtland, Ohio; o seguinte foi em Nauvoo, Illinois, e o alicerce de um terceiro foi lançado em Far West, Missouri. Desde nossa vinda a Utah, construímos um Templo em St. George, e é um belo edifício; e naquele Templo agora se realizam ordenanças pelos vivos e pelos mortos. E deixai-me perguntar: se algum presente nesta grande assembleia hoje se arrepende, ainda que minimamente, de ter contribuído para ele. Não penso, por um momento sequer, que haja homem ou mulher que se arrependa. Já gastamos grande soma de meios no Templo agora sendo construído em Salt Lake City; e ainda assim já começamos dois outros edifícios semelhantes, um em Manti e outro em Logan, todos os quais serão edifícios magníficos quando concluídos; suponho que não haja menos de quinhentos homens empregados nestes edifícios, neste Território. Parece estranho e simples, o mundo não sabe o que isso significa; mas nós sabemos, pois Deus no-lo revelou; e não apenas no-lo revelou, mas o colocou aqui (apontando para o coração), e não podemos nos livrar disso. ¶
No ano de 1876, o Presidente Young foi fortemente impressionado com este sentimento, e pediu aos Doze que convocassem os Sumos Sacerdotes e Setentas, e os Élderes, a subscreverem para levar adiante o Templo nesta cidade. Foi o chamado atendido? Sim; os vários quóruns por toda a extensão do Território contribuíram de boa vontade, e avanço muito considerável foi feito na construção daquele edifício. Por que o Presidente Young se sentiu assim? Porque o espírito de Deus repousava sobre ele, impelindo-o a se mover nesta direção. Por que os irmãos destes vários quóruns responderam tão prontamente ao chamado? Porque o mesmo espírito repousava sobre eles; e assim descobrimos que a Primeira Presidência, os Doze, e os Santos em geral, todos estão interessados neste movimento, evidenciando o mesmo desejo de realizar esta obra de construção de Templos, tal como os Santos de terras estrangeiras têm de se ajuntar a Sião. Que objetivo temos em vista ao fazer isto? Que possamos administrar as ordenanças que o Senhor nos revelou, e que, segundo seu mandamento, devem ser realizadas em Templos construídos a seu nome. Se hoje entregássemos estes edifícios ao mundo religioso, não saberiam mais como usá-los legitimamente, do que um bebê saberia o que fazer com álgebra; nem nós saberíamos, se o Senhor não nos tivesse ensinado por revelação do céu. O Evangelho traz à luz a vida e a imortalidade; coloca-nos em comunhão com os céus, o Sacerdócio ali e o Sacerdócio aqui trabalhando harmoniosamente juntos, sendo ensinados por eles, somos capacitados a realizar o que o Senhor exige de nós. ¶
Nós, como seres inteligentes, feitos à imagem de nosso Criador, somos colocados aqui na terra para realizar certa obra, para que possamos operar com os Deuses nos mundos eternos, por meio da luz da revelação que Deus nos deu, e que continuará a nos dar, até que todas as coisas por ele designadas pertinentes a esta terra e seus habitantes sejam realizadas. Em outras palavras, eles estão nos ajudando a fazer nossa obra, comunicando-nos os princípios que precisamos saber, e também operando em nosso favor, enquanto nós estamos operando por eles, e por seus filhos, que são nossos pais. Como dizem as Escrituras, "que eles sem nós não fossem aperfeiçoados," isto exige uma união dos céus e da terra, formando uma grande sociedade cooperativa, se preferirdes, unidos por laços indissolúveis, pelo dom do Espírito Santo, a luz da revelação e o poder de Deus. Assim, estamos unidos uns aos outros e a eles, e somos capazes de agir inteligentemente, realizando obras que serão aprovadas no céu, e que estão ligadas aos interesses de Deus e aos interesses da humanidade. ¶
Não é nossa obra, não é nada que tenhamos feito, mas é Deus quem fez tudo, tendo nos chamado a ajudá-lo um pouco, à nossa fraca maneira; e, na medida em que buscarmos continuamente fazer sua vontade, ele nos ajudará, pois por nós mesmos nada podemos fazer, nenhum de nós, pois todos somos pobres, fracos, errantes seres humanos, precisando constantemente de seu sustento, ajuda e orientação. ¶
Os vários quóruns do Sacerdócio, que vos foram apresentados esta tarde, dão uma representação mais perfeita de vossa Estaca do que já se deu antes. E tenho o prazer de dizer que esta organização estendida do Sacerdócio existe entre todas as Estacas — cerca de vinte no total — por todo o Território. Pode ser apropriado, na presente ocasião, referir-me a algumas coisas ligadas à organização de nossa Igreja, para nossa informação; embora presuma que boa parte de instrução semelhante já vos tenha sido dada pelo irmão Richards, que é muito versado em tais assuntos. Contudo, é muito desejável que os Santos em geral, assim como os Doze e os Élderes proeminentes, se familiarizem com estas coisas e tenham um entendimento correto delas; e não fará mal falar novamente sobre algumas delas. ¶
Em Kirtland, Ohio, muitas coisas foram reveladas por meio do Profeta. Havia então uma Primeira Presidência que presidia sobre o Sumo Conselho, em Kirtland; e aquele Sumo Conselho e outro que havia no Missouri eram os únicos Sumos Conselhos em existência. Como já disse, o Sumo Conselho em Kirtland era presidido por José Smith e seus Conselheiros; e por isso havia algumas coisas associadas a isto que eram bastante peculiares em si mesmas. Diz-se que, quando estavam perplexos para descobrir algo pertinente a quaisquer princípios que pudessem surgir diante deles em seus conselhos, a presidência deveria inquirir do Senhor e obter revelação sobre aqueles assuntos que lhes eram difíceis de compreender. E faria aqui uma observação em relação a estas coisas, de que todos os Sumos Conselhos, e todos os Presidentes de Estacas e Bispos, e, de fato, todos os homens que detêm o Sacerdócio, que sejam humildes, fiéis, diligentes, honestos e verdadeiros aos princípios de nossa religião, se buscarem a Deus com aquela fé que ele requer de nós, ele lhes dará sabedoria em todas as circunstâncias e em todas as ocasiões, e o Espírito Santo jamais deixará de indicar o caminho que devem seguir. Esta é a ordem de Deus em relação a estes assuntos, que todo homem que detém qualquer posição na Igreja, por sua fidelidade, terá seu Espírito na medida dos deveres que sobre ele recaem, para capacitá-lo a magnificar seu chamado à aceitação de Deus e de seus irmãos. E, se tais homens não desfrutam desta bênção, desta assistência divina, é porque não "vivem piamente em Cristo," porque não o buscam em humildade e mansidão de coração, fazendo de seu estudo diário observar as leis de Deus e os direitos de seu próximo. É verdade que todos nós temos certas enfermidades e fraquezas, e, como ouvistes esta manhã, Deus as colocou sobre nós para que o homem não se glorie em si mesmo, mas dependa e se glorie no Deus de Israel; mas é nosso dever vencê-las, e aprender a sujeitar nossa vontade à de nosso Pai Celestial, e continuar no caminho para a perfeição. ¶
Há um assunto que ultimamente se tornou tema de boa parte de conversação, e ocorre-me referir-me a ele, a saber, o do Sumo Sacerdócio, ou o lugar e o chamado de um Sumo Sacerdote. Na revelação sobre este assunto, encontro estas palavras: "E também vos dou Don C. Smith como presidente de um quórum de sumos sacerdotes; ordenança essa instituída com o propósito de qualificar os que serão designados presidentes, ou seja, servos locais de diferentes estacas espalhadas fora daqui." Para que estão organizados? É instituído com o propósito de qualificar aqueles que serão designados presidentes permanentes sobre as diferentes Estacas espalhadas pelo mundo. Uma espécie de escola normal, se preferirdes, para preparar homens a presidir, a serem pais do povo. Cumpriram eles isto? Dificilmente; talvez muitos deles nem tenham pensado nisso; mas, se tivessem refletido mais sobre estas coisas, e se humilhado diante de Deus, e se reunido frequentemente para conversar sobre os princípios do Evangelho, manifestando um ávido desejo de se familiarizar com a doutrina, e usando a devida diligência na busca de sabedoria dos melhores livros e de toda fonte disponível, não penso que teríamos tirado tantos homens de entre os Setentas e Élderes para fazer deles Presidentes, Bispos e Conselheiros, como fomos obrigados a fazer. Mas, em vez de os Sumos Sacerdotes seguirem este curso, muitos deles se entregaram a muita conversa desnecessária sobre quem era mais importante, um Sumo Sacerdote ou um Setenta. Posso responder esta pergunta para vós, meus irmãos: se tomardes uma criancinha entre vós, e, ao vos compararem com ela, puderdes encontrar aquele mais parecido com ela — o mais honesto, veraz e infantil — tal homem deveria ser classificado entre os maiores no reino de Deus. Não é falar sobre estas coisas que qualifica os homens para posições, mas fazê-las. ¶
Estamos apenas começando a grande obra diante de nós. Sião está fadada a se espalhar e crescer; seus laços serão alargados e suas estacas fortalecidas; mas devemos ser enérgicos e atentos aos deveres que recaem sobre nós, mantendo sempre em mente o objetivo a ser alcançado, e a fim de facilitar as coisas e satisfazer a mente e a vontade de Deus, e que sua obra possa ser abreviada em retidão, devemos operar juntos. E se não, o quê? "Ninar, ninar, no galho da árvore, quando o vento soprar, o berço balançará." Já tivemos o suficiente disso; comecemos agora, mais sinceramente, a buscar a sabedoria e o poder de Deus e a luz da revelação, de modo que o amor de Deus possa arder nos corações do povo, e despertá-lo a um entendimento dos princípios da verdade eterna. Isto é o que queremos. E, se o fizerem, magnificando seu chamado, então, quando outras Estacas forem organizadas e outras mudanças feitas, tudo o que teremos de fazer será recorrer aos Sumos Sacerdotes para essas pessoas preencherem tais ofícios que legitimamente pertencem ao Sumo Sacerdócio. E a questão que tem agitado a mente dos Setentas e Sumos Sacerdotes não mais os incomodará, pois todos então perceberão mais claramente que a Igreja, ou corpo de Cristo, é como o corpo do homem, composto não de um só membro, mas de muitos. Por exemplo, há a cabeça, há os olhos, há o nariz, a boca, há os ouvidos, os braços e as mãos, as pernas e os pés, todos os quais são membros do corpo humano; qual destes gostaríeis de ficar sem? Supondo que tivésseis de vos separar de uma de vossas pernas, ou um de vossos braços, é claro que quereríeis reter o mais útil dos dois; mas, se me disserdes qual dos dois é mais útil ao corpo humano, então vos direi qual é mais útil ao corpo de Cristo, os Sumos Sacerdotes ou os Setentas. Não penso, contudo, que precisemos discutir esta questão; mas, antes, magnifiquemos o Sacerdócio que possuímos, procurando adquirir aptidão apropriada para as posições que ocupamos. ¶
Ora, direi algo que notei ultimamente. Chamamos Setentas, e às vezes Sumos Sacerdotes, para cumprir missões no exterior, mas como é com eles? Geralmente vão, mas é frequentemente um aperto difícil. Um homem tem um telhado para colocar sobre uma casa, outro talvez esteja construindo uma casa nova, ou seu negócio está em condição tão florescente que precisa de sua supervisão pessoal; outro talvez tenha "comprado cinco juntas de bois," e precisa "ir experimentá-las"; e outro talvez tenha "casado com uma esposa, e por isso" gostaria de ser dispensado. E ainda assim tais homens geralmente têm bastante boa opinião de si mesmos, e frequentemente estão ansiosos para saber quem é mais importante, eles ou outro alguém. E, quando tais homens vão em missões, valem muito pouco, estão prontos a encontrar desculpas para não ir, e igualmente prontos a encontrar desculpas para voltar, e logo se convencem de que "não há lugar como o lar," e que "o Jordão é uma estrada difícil de percorrer"; têm todo tipo de dificuldades a enfrentar, encontrando leões pelo caminho, etc. Já vos lembrastes do tempo em que os Élderes sentiam desejo de pregar o Evangelho, e os homens estavam prontos, de braços abertos, para receber os que o proclamavam? Creio que a Escritura é verdadeira hoje quando diz: "Tomar-vos-ei um de uma cidade, e dois de uma família, e vos levarei a Sião." Professamos ser Apóstolos do Senhor, levando sua mensagem do Evangelho às nações da terra; então, exibamos um pouco mais do poder e zelo apostólicos quando saímos entre nossos semelhantes, percebendo que temos conosco a luz, a vida e o poder de Deus; e que fomos enviados para ensinar, e não para sermos ensinados pelos homens, para controlar as circunstâncias, em grande medida, pelo poder do Sacerdócio, em vez de nos permitirmos ser tão controlados por elas. Não terminamos a obra, apenas a começamos. Aqui estão nossos irmãos caídos, os lamanitas. Que extensa obra se abre entre eles, que ainda deve ser feita, mas que não começará plenamente até nos aproximarmos da consumação de nossa missão ao mundo gentio. E quando tivermos introduzido mais plenamente o Evangelho, e desenvolvido os propósitos do Todo-Poderoso a este Ramo de Israel, os judeus estarão prontos para receber os servos de Deus e o Evangelho, que então lhes será proclamado. E, quando terminarmos com Israel, restará que as dez tribos sejam restauradas, a terra seja redimida, e o reino de Deus seja estabelecido nela; tudo o que deve ser feito para que as Escrituras se cumpram, e os desígnios de Deus se consumem. Nossa obra está traçada diante de nós, é toda designada e planejada por aquele que governa acima, e é tempo de todo Élder em Israel compreender plenamente este fato, de que os Santos dos Últimos Dias têm de tomar parte em toda esta obra, e de que não estamos aqui apenas para cuidar de nossos próprios assuntos pessoais, mas somos chamados a cuidar dos interesses de Deus, a edificar sua Sião e a estabelecer seu reino nesta sua terra. ¶
Há outra classe de homens — os Élderes de Israel — que desempenham um papel muito importante. São muito numerosos, e é tempo de começarem a buscar a Deus, e a pensar e raciocinar e refletir: "O que posso fazer para ajudar a edificar o reino de Deus temporal e espiritualmente. Ó Deus, inspira meu coração com luz e revelação, para que eu possa magnificar meu chamado, honrar minha posição, ensinar os princípios da retidão, e ajudar a edificar teu reino sobre a terra." É assim que deveriam sentir. ¶
E poderia me referir aos Presidentes de Estacas e a nossos Sumos Conselhos; como deveriam sentir? Que somos servos do Deus vivo; que o olho do grande Jeová está sobre nós, e que estamos operando nos interesses de Sião e por seu bem-estar em todas as coisas pertinentes ao tempo e à eternidade. Se não fizerem isto, Deus os buscará, e sentirão sua mão sobre eles. Pois, como já disse, não estamos aqui para nos edificarmos a nós mesmos, mas para edificar Sião e estabelecer os princípios da retidão sobre a terra. Este é nosso chamado, é para isso que o Sacerdócio nos foi conferido, e cabe-nos magnificá-lo e honrar nosso Deus. Sede governados pela integridade e pela veracidade, e nunca vos permitais ser barganhados ou vendidos nos interesses de ninguém, mas operai por Israel, fazendo justiça diante de Deus e dos anjos e de todos os homens bons. ¶
E então temos nossos Bispos; têm seu lugar em nosso meio, para atender aos interesses de suas várias Alas, para cuidar mais particularmente dos assuntos temporais do povo, e agir e aconselhá-los como pais para seu bem; e não em seus próprios interesses, mas para o bem e benefício do todo. E então, na capacidade de Sumos Sacerdotes, para tomar conta das reuniões, e instruir e aconselhar os de suas alas, sempre estabelecendo um padrão em tudo o que é reto, bom e nobre, dizendo ao povo: Segui-me, como eu sigo a Cristo. E, como juízes comuns em Israel, deveriam zelar pelos direitos do povo, julgando todos os assuntos que possam surgir diante deles com toda a retidão. ¶
Então chegamos aos nossos Sacerdotes, e o que devem fazer? Não penso que precise dizer-vos, pois ouvi o irmão Richards dizer-vos. Deveriam visitar de casa em casa, e verificar que não haja ressentimentos existentes naqueles lares, ou entre os habitantes de diferentes lares; e tais homens deveriam estar cheios do Espírito Santo, permanecendo como vigias sobre o rebanho confiado a seus cuidados, procurando corrigir as coisas, e mantê-las corretas. Os Professores deveriam ser seus auxiliares, cujo dever é verificar que não haja iniquidade de nenhuma espécie, e que a retidão e a verdade prevaleçam entre o povo. E então os Diáconos deveriam ser ativos em seu lugar e chamado, permanecendo lado a lado com os Bispos, auxiliando-os em todos os seus deveres temporais, operando juntos como uma só família. E então tudo avançará harmoniosa e agradavelmente, pois é por meio destas ordenanças que vêm as bênçãos, somos informados na revelação; e sem elas o poder da divindade não se manifesta aos homens na carne. Deus colocou na Igreja Apóstolos, Profetas, etc., para o aperfeiçoamento dos Santos, para a obra do ministério, para a edificação do corpo de Cristo; para que todos possamos crescer juntos até um homem perfeito, até a plena medida da estatura de Cristo. Este Sacerdócio e nossa organização eclesiástica foram introduzidos com este propósito, não para fazer de alguns homens grandes, e de outros pequenos; pois vos digo, preferiria ver um Diácono magnificar seu chamado, a ver um Apóstolo que trata o seu com indiferença. Devemos buscar magnificar nossos ofícios, e não esperar que nossos ofícios nos magnifiquem. ¶
Referir-me-ei aqui aos jovens. Encontro um espírito muito bom crescendo por todo o Território, associado às Sociedades de Melhoramento dos Rapazes e das Moças. É muito gratificante, e confiamos em que a juventude de Sião continuará a buscar a Deus e o conhecimento de seus caminhos, pois quero dizer-vos, jovens, que, com o tempo, o fardo desta obra recairá sobre vossos ombros, e é agradável a Deus e a todos os homens bons que vos prepareis para o trabalho e a responsabilidade a que rapidamente vos aproximais. E desejo dizer-vos ainda que, se fordes diante do Senhor em toda humildade, e lhe pedirdes sabedoria e inteligência, vossas orações serão ouvidas. Sois mandados buscar sabedoria dos melhores livros, e também por meio da fé; e vos prometo que o estudo diligente de nossas próprias obras vos porá de posse de um fundo de conhecimento que nunca sonhastes. E então dedicai vosso tempo livre à aquisição do conhecimento útil que se pode obter por meio das escolas, e de obras sobre as ciências; mas não vos deixeis levar por seu absurdo, seu ceticismo, e suas falsas teorias. E, ao fazê-lo, buscai sinceramente o Espírito de Deus para vos ajudar, para iluminar vossa mente, para que possais compreender melhor a verdade, e sejais capazes de descartar o erro. E, quando vos reunirdes, que vossos corações estejam voltados para a adoração de Deus, e crescereis em seu temor, e vosso prazer estará em fazer o bem e labutar no interesse de sua causa na terra. ¶
Ora, algumas palavras às irmãs. Elas têm suas Sociedades de Socorro e Sociedades de Retrenchment, e suas Sociedades de Melhoramento Mútuo, todas muito louváveis e dignas de elogio. Ouvistes citado esta manhã que o homem não era sem a mulher, nem a mulher sem o homem, no Senhor. Ou, em outras palavras, é preciso uma mulher e um homem para fazer um homem. Já pensastes nisso, que, sem a união dos sexos, não somos perfeitos? Deus assim o ordenou. E, portanto, esperamos ter nossas esposas no estado futuro? Sim. E esperam as esposas ter seus maridos? Sim. Estamos empenhados em edificar o reino de Deus? Sim. O que temos que fazer? Ora, nossas irmãs têm que aprender a administrar os assuntos domésticos de maneira apropriada, e a treinar suas filhas de tal maneira que as prepare para se tornarem mães em Israel, competentes para atender aos vários deveres e responsabilidades que mais cedo ou mais tarde recairão sobre elas no lar, e também cultivar suas qualidades mais nobres, calculadas para elevar e exaltar a mulher na estimativa de Deus e do homem; e não apenas vossas filhas, mas também os filhos; começai cedo a ensinar-lhes mansidão, bondade e gentileza, e não lhes negueis o treinamento que lhes dará familiaridade com os ramos comuns da educação, e, se possível, proporcionai-lhes conhecimento de ciência, e de música, e tudo o que tenda a levar suas mentes a encontrar prazer no desenvolvimento da mente, mas certificai-vos de ter como base, ou fundamento, o cultivo precoce das virtudes, e a devida consideração por seus superiores, assim como a reverência por Deus e pelas coisas sagradas. E o que mais? Ensinai a outros que carecem da oportunidade que vossos filhos possam possuir. Irmãs, sois eminentemente constituídas para esta obra. Deus vos deu tanto o desejo quanto a capacidade de fazê-la; podeis entrar nas simpatias de outros, e podeis apreciar melhor seus sentimentos do que nós, homens, e sois totalmente mais competentes para ministrar em tais assuntos. Assim, o Profeta José Smith, em seus dias, organizou uma Sociedade de Socorro Feminina; algumas de vós, irmãs, agora diante de mim, lembro-me de ter visto presentes naquela ocasião. A irmã Emma Smith era Presidente daquela Sociedade, a irmã Whitney, agora de Salt Lake City, era uma de suas Conselheiras, a irmã Cleveland era a outra Conselheira, e a irmã Eliza Snow era Secretária. Este movimento, sob os auspícios das Sociedades de Socorro, foi deixado adormecer por algum tempo, mas voltou a despertar, e grande bem está sendo realizado. E o que queremos ensinar às nossas boas irmãs? Não me proponho a entrar em detalhes, mas direi apenas que deveriam ser coisas das mais elevadas e úteis. Ensinai-as a cozinhar corretamente, a se vestir corretamente, e a falar corretamente; também a governar seus sentimentos e línguas, e desdobrai-lhes os princípios do Evangelho. Que as senhoras mais velhas ensinem as mais jovens, conduzindo-as pelos caminhos da vida, para que possamos ter irmãs crescendo, cuja bondade e princípios louváveis as tornem aptas a se associar com os anjos de Deus. E, se perseverardes nesta boa obra, Deus vos abençoará, a vós e a vossos esforços. Que homens e mulheres operem juntos na uma grande causa comum. Irmãs, que seja vosso estudo diário fazer de vossos lares lugares confortáveis, cada vez mais agradáveis e aprazíveis, de fato, um pequeno céu na terra. E irmãos, tratemos nossas esposas apropriadamente, e preparemos lugares apropriados para elas; sede bondosos para com elas, e sentide-vos a abençoá-las o dia todo. Abandonai palavras desagradáveis ou ásperas, e não permitais que ressentimentos existam em vossos corações, ou encontrem lugar em vossos lares. Amai-vos uns aos outros, e, ao cada um procurar aumentar o bem-estar do outro, esse elemento caracterizará o círculo familiar, e vossos filhos participarão do mesmo sentimento, e eles, por sua vez, imitarão vosso bom exemplo, e perpetuarão as coisas que aprenderem em casa. ¶
Há outro assunto a que desejo me referir, que foi introduzido esta manhã pelo irmão Joseph F. Smith. Ele disse, ao falar sobre o Dízimo, que, se todos os irmãos pagassem seu Dízimo, não haveria necessidade de solicitar doações. Sou precisamente da mesma opinião. Mas nem todos vós fizestes isto, nem o fazeis. "Mas tendes esperança de que algo assim seja realizado?" Sim, é claro que temos. Bem, como está agora com os assuntos de nosso Templo, houve alguma mudança feita a este respeito? Os Sumos Sacerdotes e Setentas foram chamados a contribuir nesta direção, e o fizeram, e o fizeram bem, o que é louvável. Se bem me lembro, o montante total subscrito durante o ano foi de cerca de sessenta e três mil dólares, e este ato não apenas facilitou a construção do Templo, mas também proporcionou emprego a muitos de nossos irmãos. Ora, o Presidente Young, antes de nos deixar, disse que, depois de as Estacas de Sião serem organizadas, estas subscrições deveriam ser feitas por meio dos Bispos, em vez de por meio dos Presidentes destes vários Quóruns. Alguns estariam prontos a sugerir que abandonássemos isso, e usássemos o Dízimo em vez disso. Estou, como já disse, com esperança de que possamos fazer isso com o tempo, mas não penso que possais fazê-lo hoje. Desejamos manter um curso constante e uniforme, e avançar em melhorias gradualmente, à medida que nosso caminho se abrir. Vou vos mostrar que efeito têm estas mudanças súbitas. Falamos sobre os Setentas, e os Sumos Sacerdotes e Élderes, e o que fizeram. Mas não é geralmente sabido que o resultado daquela mudança súbita foi que o Bispo Hunter teve de fornecer suprimentos para 50 ou 60 homens do Escritório de Dízimos. E nossa experiência nos convence de que quaisquer mudanças súbitas em relação a estes assuntos poderiam se provar desastrosas, causando talvez a paralisação de algumas de nossas obras. ¶
Descubro que há meios consideráveis devidos pela Igreja, e falarei um pouco sobre isso, crendo, como creio, que, tornando tais coisas públicas, todos possam ter entendimento de nossa posição. Foram feitas algumas propostas aos Doze, quando estavam no Vale de Cache, recentemente, cuja substância era, na forma de um pedido, que o Dízimo daquele Distrito do Templo, compreendendo três Estacas, fosse usado no Templo agora sendo construído. Isto, sem dúvida, pareceu-lhes muito desejável, mas alguns de nós pensamos, e assim nos expressamos, que, se este pedido fosse concedido, então o povo dos outros dois distritos do templo, é claro, desejaria o mesmo favor estendido a eles, o que não poderia ser bem negado. E, se isto fosse feito, como poderíamos atender a todas as outras despesas? Talvez alguns de vós, homens sábios, possam me dizer; os irmãos do Vale de Cache não puderam. Há milhares de dólares devidos em diferentes direções, que sou constantemente chamado a atender, e, se nossos recursos fossem interrompidos, não poderíamos realizar certos trabalhos públicos exigidos de nós, e não poderíamos pagar nossas dívidas. Mas, com a cordial e contínua cooperação de meus irmãos, tenho esperança de que arranjemos as coisas, dentro de pouco tempo, de modo que sejamos capazes de aliviar alguns destes assuntos, e fazer com que as coisas transcorram de maneira um pouco mais agradável. Não desejamos que ninguém se sinta oprimido ou pressionado, mas, por outro lado, queremos sentir como às vezes cantamos — "Somos os filhos livremente nascidos de Sião," etc.; e que é "toda graça livre e vontade livre." Menciono estas coisas para vos mostrar que há responsabilidades com as quais muitas pessoas mal sonham. ¶
O irmão José mencionou uma coisa esta manhã à qual penso que deveria ter feito uma pequena objeção, e penso que a fareis também quando vo-la disser. Ao falar sobre as pessoas pobres, que pareciam se sair muito bem, etc., e que era necessário às vezes que o Senhor humilhasse os ricos, etc., coisas que são mencionadas na "Doutrina e Convênios". Mas que dizer de alguns dos outros — aqueles que não podem ser chamados nem ricos nem pobres? Desejo me referir a um item. Há mais de um milhão de dólares devidos à Companhia do Fundo Perpétuo de Emigração; a natureza desta dívida vós conheceis. Certos irmãos foram assistidos aqui, e vós vos juntastes na prestação daquela assistência. Desde então, entraram na posse de meios e propriedades de vários tipos, mas não liquidaram sua dívida de emigração. E esta dívida cresceu até esta enorme soma, e permanece nesta posição hoje. Isto é certo? É justo? Estou inclinado a pensar, com o presidente da companhia, que, se apenas tivermos paciência, a coisa se resolverá completamente com o tempo, é apenas uma questão de tempo. Mas então este estado de coisas eu considero como um ultraje à comunidade, e um ultraje ainda maior aos bons e dignos pobres que não foram ajuntados, que clamam por assistência. E a Igreja tem ouvido estes clamores, e adiantou grande quantidade de meios, uma vez e outra, para fazer o que estas pessoas outrora pobres deveriam ter feito, mas não fizeram. Ora, perguntaria: continuarão estas coisas? Espero que não; confio que aqueles que devem a este Fundo tenham mais "entranhas de compaixão". Quão ansiosos estáveis, quando em terras estrangeiras, para chegar a Sião; e sentíeis, quando a assistência vos alcançava, que uma das primeiras coisas que fareis seria estender a mesma a outros. Sejamos lembrados destas obrigações, e verifiquemos que sejam pagas. ¶
Há outro assunto sobre o qual quero falar, que são nossas operações escolares. Elegestes-me Superintendente das Escolas Comuns, e sinto grande interesse pelo bem-estar das Escolas Comuns, e também por todas as nossas instituições de ensino, onde se possa obter boa educação, pois me interesso por nossa juventude, e aproveito esta oportunidade para falar a todo o condado a respeito deste assunto. Posso perceber bastante interesse em assuntos educacionais, manifestando-se em nossos irmãos que aqui presidem; e estou muito satisfeito com isso. Espero que todo este condado se dedique a este assunto com toda boa-fé, e onde faltarem boas casas de escola, que as ergam; e quando já tiverem a casa de escola, mas faltar mobília, que a obtenham e procurem tornar a casa de escola confortável para as crianças; e então bons professores que sejam bons Santos dos Últimos Dias. Devemos tê-los, ou devemos empregar professores que afastem as mentes infantis de nossos filhos dos princípios do Evangelho, e talvez os conduzam às trevas e à morte? Alguns dizem: "Deveríeis ser muito generosos, tão liberais e generosos quanto outros." Penso que sim. Mas se algumas destas pessoas liberais, que falam tanto sobre liberalidade, mostrassem um pouco mais dela, apreciaríamos um pouco melhor. Gostaria de saber se um metodista enviaria seus filhos a uma Escola Católica Romana, ou vice-versa? Penso que não. Enviam quaisquer deles seus filhos a escolas "mórmons", ou empregam professores "mórmons"? Penso que não. Objetamos a isso? Não, não objetamos; concedemos a todas as classes seus direitos, e reivindicamos direitos iguais aos deles. Ora, devemos, depois de ir até os confins da terra para ajuntar o povo a Sião, para que possa aprender mais perfeitamente seus caminhos e andar em suas veredas, devemos então permitir que nossos filhos fiquem à mercê daqueles que os conduziriam novamente à morte? Deus não o permita! Que nossos professores sejam homens de Deus, homens de honra e integridade, e proporcionemos a nossos filhos tal ensino que coloque nossa comunidade na vanguarda tanto em assuntos educacionais quanto religiosos. Mas interferiríamos com outras denominações religiosas? Não. Impedi-las-íamos de enviar seus filhos onde e a quem quisessem? Não. Ou de embarcar para onde quisessem? Não. Não colocaria um só fio de cabelo em seu caminho, nem interferiria com elas de forma alguma; podem seguir seu curso, e queremos o mesmo privilégio. ¶
Quanto a algumas destas outras coisas a que me referi, diria: desejamos continuar como temos feito, e, assim que pudermos ver nosso caminho adiante, tornaremos as coisas mais agradáveis. Estes são meus sentimentos; mas, entretanto, não haverá mudanças radicais. Começamos com a intenção de realizar as opiniões do Presidente Young, e nos propomos a fazê-lo; mas, se com o tempo virmos um caminho melhor, um que nos convenha mais, que seja mais agradável para todos, então o adotaremos. Entretanto, nos apegaremos à vara de ferro, e nos humilharemos diante de Deus, buscando fazer sua vontade em todas as coisas; e, com o tempo, quando tivermos concluído nossa obra na terra, obteremos uma herança no reino celestial de nosso Pai. Amém. ¶