Deus Está ao Leme—A Organização Segundo as Revelações—Declarações Históricas—Sociedades Ligadas à Igreja—A Construção de Templos
John Taylor
É a primeira vez que me é permitido reunir-me convosco desde a morte de nosso amado Presidente e Profeta. Todos sentimos tristeza e pesar por causa de nossa perda. Ele foi nosso guia, diretor, Profeta, Vidente e Revelador pelos últimos trinta e três anos, e sua partida causou sentimentos de tristeza e pesar por todo o Território. Todos sentimos apreço por nosso Presidente e lamentamos sua perda, e ainda temos alguns sentimentos de tristeza que persistem em nós; contudo, ao mesmo tempo, não podemos ignorar o fato de que há certos deveres e responsabilidades que recaem sobre nós e que exigem nossas melhores energias, pensamentos, reflexões e ações. E, ao mesmo tempo em que lamentamos sua perda, sentimo-nos impressionados com as responsabilidades que recaem sobre nós como indivíduos, em conexão com a obra de Deus, e somos levados a refletir sobre as mutáveis vicissitudes da vida humana e sobre os vários acontecimentos que se passaram entre nós. ¶
Há uma satisfação em refletir que Deus está ao leme e guia, controla e determina segundo seus próprios planos e desígnios, e que o Sacerdócio não se limita apenas a esta terra, mas que, depois de termos cumprido nossos vários deveres aqui e partido, seremos chamados a operar para o mesmo grande propósito em outra esfera. O Sacerdócio que recebemos na terra é eterno; ele administra no tempo e na eternidade, e a esse Sacerdócio devemos as revelações da vontade de Deus ao homem; pois, com a introdução do Sacerdócio aos homens na terra, veio o desenvolvimento dos princípios da verdade, e, por esse meio, luz, conhecimento e inteligência foram comunicados a este povo. Nada podemos fazer por nós mesmos, a menos que auxiliados pelo espírito do Senhor. Estamos em comunhão não apenas com os Profetas e Apóstolos que viveram nos tempos antigos, mas com o irmão José, o irmão Brigham, o irmão Heber C. Kimball, o irmão Geo. A. Smith e outros que detiveram o santo Sacerdócio e já partiram, e estamos operando com eles em favor da humanidade caída, em favor do povo que agora vive na terra e das miríades de mortos que nos deixaram. Estamos empenhados numa obra que nada, senão a ação combinada do Sacerdócio na terra e nos céus, pode realizar. Não está no poder de um único homem, seja o irmão Brigham, o irmão José, ou qualquer outro que exista, realizar a redenção da família humana, a menos que auxiliado pelo Todo-Poderoso. Não estamos trabalhando apenas em nosso próprio interesse, mas no interesse da humanidade, e devemos buscar a luz, a inteligência e o conhecimento necessários para levar a cabo os desígnios de Jeová, e nos associar àquela grande combinação e união entre o céu e a terra para a realização de seus propósitos. ¶
Ultimamente, temos nos organizado de acordo com as revelações do Todo-Poderoso. Nossa organização não é inteiramente perfeita, mas continuaremos a nos aproximar cada vez mais daquela condição, até que cada homem seja colocado em sua posição correta e estejamos devidamente organizados, de modo que todos os assuntos relacionados com a obra de Deus possam ser colocados em sua devida ordem de funcionamento, tudo o que será realizado se seguirmos as orientações de nosso falecido e venerado Presidente. Continuando nesta boa obra, avançaremos de inteligência em inteligência, e de conhecimento em conhecimento, até vermos como somos vistos e conhecermos como somos conhecidos. Estas organizações de Estacas e Alas não são feitas com o propósito de colocar homens em posições, nem tampouco posições no Sacerdócio são dadas aos homens para que possam pavonear-se e dominar seus semelhantes, mas em todas as suas administrações os homens devem ter o temor de Deus, compreender sua mente e perceber sua responsabilidade perante ele por seus atos e feitos. Homens que detêm o Sacerdócio não devem ser governados pela ambição pessoal, mas devem sentir-se cheios do amor de Deus, do Espírito Santo, da luz, da revelação, da misericórdia, da bondade e da longanimidade para com todos com quem se associam. Estes são os tipos de sentimentos que deveriam ser expressos e manifestados por todos aqueles que detêm o Sacerdócio. Não devemos agir como senhores sobre a herança de Deus, mas devemos agir no temor do Todo-Poderoso, auxiliados pelo Espírito Santo, procurando cumprir os vários deveres que nos incumbem, pois, por pequenas ou insignificantes que essas coisas nos pareçam, são da maior importância. Deus compreende melhor as necessidades do povo do que nós, pois ele teve experiência que ainda não adquirimos. Em todas as suas operações, ele é governado pelo amor, e deseja ver que aqueles que detêm sua autoridade aqui na terra a exerçam pelo bem-estar da família humana, e ajam como ele agiria, com a mesma solicitude paternal. Para este propósito, ele delegou sua autoridade ao homem, como descrito nas Escrituras, "primeiramente, apóstolos; em segundo lugar, profetas," etc., para que os Santos pudessem ser aperfeiçoados, "até que todos cheguemos à unidade da fé." Isto foi dito em tempos antigos para a organização dos Santos dos primeiros dias, e é aplicável ao caso dos Santos dos Últimos Dias. Por meio dessas ordenanças vêm as bênçãos do Evangelho, e sem elas o poder de Deus não pode ser manifestado ao homem na carne. Ora, há mais nisto do que é aparente ao observador superficial. ¶
Temos tido, e tivemos, várias organizações do santo Sacerdócio. Tivemos uma Primeira Presidência, e às vezes não a tivemos. Passou-se algum tempo antes de uma Primeira Presidência ser organizada nos primeiros dias da Igreja, e então se passaram bastantes anos antes de os Doze Apóstolos e os vários quóruns hoje existentes serem organizados. O Senhor tem nos desenvolvido nestes assuntos, e há uma beleza e uma harmonia na organização da Igreja que não se encontra em nenhuma outra comunidade no mundo. Antes de o Profeta José partir, ele disse, em certa ocasião, virando-se para os Doze: "Rolo sobre vós o fardo deste reino," e, em outra ocasião, disse que o lugar deles era ao lado da Primeira Presidência, e que desejava que assumissem seu lugar, para que ele pudesse atender a outros deveres, tais como a tradução, etc. No momento em que foi levado, estava na flor da vida e no vigor da saúde, e, embora sua partida tenha sido súbita e inesperada, nossa organização não tornou difícil decidir quem deveria assumir a liderança da Igreja. Não houve dificuldade no assunto; entendia-se que o dever recaía sobre os Doze. Por quê? A revelação declarava que os Doze deteriam as chaves do reino em conexão com a Primeira Presidência, as quais foram transmitidas sob várias circunstâncias. Encontrareis na história do Profeta José Smith que este assunto é deixado perfeitamente claro. Ele disse que não havia autoridade ou poder de presidência sobre os Doze, exceto a Primeira Presidência, e onde ele não estivesse, não havia presidência sobre os Doze. Por isso, o Presidente Brigham Young disse, quando o Profeta José foi levado: "Graças a Deus, as chaves do reino não nos foram tiradas," e, sendo chefe dos Doze, assumiu sua posição e agiu assim segundo a autoridade que detinha e de acordo com as regras estabelecidas. Assim, não houve dispersão, confusão ou dificuldade que de outro modo poderia ter existido se a organização da Igreja não tivesse sido perfeita. Quando o Presidente Young foi levado, a mesma condição de coisas se apresentou de novo, sendo as circunstâncias semelhantes. Não há contenda, disputa ou dificuldade, porque todos compreendemos os princípios que Deus ordenou para o governo de seu povo. Os Doze não assumiram a Presidência da Igreja para satisfazer a si mesmos, mas como um dever que não podiam ignorar. Homens do mundo clamaram: "Os mórmons estão todos dispersos agora," mas nada sabem sobre o caráter e a missão desta Igreja. Não penso que estejamos muito dispersos. Nossa última Conferência Geral em Salt Lake City provou quão dispersos estávamos. Nossa votação naquela ocasião mostrou uma solidificação — uma união do povo, que não poderia ser igualada por nenhum outro povo na terra. Poder-se-ia perguntar por que votamos na Conferência da maneira que o fizemos. Porque foi a maneira que Deus ordenou. Sob a inspiração do Todo-Poderoso, José Smith organizou este estado de coisas numa Assembleia Geral realizada em Kirtland, quando o povo foi chamado a votar, e o fez da mesma maneira que nós na nossa última Conferência Geral. Recordareis que, por volta do dia 19 de janeiro de 1841, foi dada uma revelação definindo as várias posições dos homens chamados a atuar no Sacerdócio. Primeiro, o Senhor deu à Igreja Hyrum Smith para ser Patriarca, depois José Smith Jr. para ser Profeta, Vidente e Revelador para o povo, e Sidney Rigdon e William Law para serem seus Conselheiros, Brigham Young como Presidente dos Doze, os quais Doze ele chamou pelo nome — depois os Sumos Sacerdotes, Setentas e Élderes — depois novamente os Bispos e o Sacerdócio menor. Ora, disse ele, na próxima Conferência Geral apresentai esta organização à Conferência para sua aceitação ou rejeição. Na Conferência seguinte, os vários quóruns foram apresentados nessa forma, e o povo votou por quóruns e com as mãos levantadas. Alguns desses homens que o Senhor havia nomeado, contudo, foram rejeitados: um homem chamado Hicks, e outro, o Bispo Ripley. John E. Page, um dos membros do quórum dos Doze, também foi rejeitado, mas depois de uma audiência foi restaurado. O Profeta José disse ao povo para votar dessa maneira, pois a maioria dos vários quóruns formaria um quórum ou autoridade que seria decisivo. Esta maneira de votar foi observada também em Far West; e mesmo depois da morte de José, esta mesma regra foi observada, embora não com a mesma unanimidade que em nossa Conferência Geral. Não há barganhas — não há busca de cargos, mas nossa ideia é que a voz de Deus deve ditar, e depois a voz do povo. Ele respeita nossos direitos, como respeitou os direitos do povo milhares de anos atrás, quando as congregações do antigo Israel se levantaram e disseram Amém à voz de Deus por meio de seus Profetas. Não há compulsão — nenhuma força sobre a mente humana — nenhuma imposição; mas cada um deve ter uma oportunidade plena, franca, livre e desimpedida de expressar seu desejo a favor ou contra, mas sempre devemos consentir naquilo que é certo. Nunca vi mais unanimidade da parte do povo do que a demonstrada na Conferência Geral de duas semanas atrás; não poderia possivelmente haver mais. Os Doze permanecem como estavam depois que o Profeta José foi levado. Eu e outros dos Doze, agora vivos, estávamos com eles. Ora, pela segunda vez recai sobre os Doze a presidência da Igreja. Haverá algo mais? Não posso dizer; poderá haver, quando o Senhor julgar necessário. Devemos sentir como Jesus sentiu, quando exclamou: "Senhor, não se faça a minha vontade, senão a tua." Recai sobre os Doze atender aos deveres que o Senhor lhes impôs, mas precisam da fé e confiança dos Santos e do sustento do Todo-Poderoso, pois não serão capazes de fazer nada por si mesmos. ¶
Gostaria de ter estado na reunião dos Sumos Sacerdotes realizada aqui ontem à noite, mas não pude comparecer por motivo de saúde debilitada. Há um quórum de Sumos Sacerdotes nesta Estaca, e é apropriado que compreendam plenamente os deveres de seu ofício e chamado, que o livro de Doutrina e Convênios claramente declara. É uma ordenança, como ali mostrado, que foi instituída com o propósito de qualificar homens para Presidentes das diferentes Estacas espalhadas pelo mundo. Muitas circunstâncias ocorreram desde o início de nossas recentes organizações que mostram quão pouco preparados estavam os Sumos Sacerdotes para assumir os deveres de seu ofício, presidindo Estacas, Alas, etc. Tivemos de tomar centenas dos Quóruns de Setentas e Élderes e ordená-los Sumos Sacerdotes, e fazer deles Bispos, Conselheiros de Bispos, Presidentes de Estacas e Sumos Conselheiros. Ora, parece-me que, se os Sumos Sacerdotes tivessem compreendido e cumprido seus deveres, não estaríamos na posição em que estivemos, obrigados a procurar fora desses quóruns homens adequados para presidir. Chamo a atenção deles para este assunto; e vós, Presidentes de Sumos Sacerdotes, deveis instruir vossos quóruns nos princípios da Presidência, para que, quando chamados, possam ser usados em posições dessa natureza. Não sejamos negligentes no tempo vindouro. Digo: reuni vosso povo, instruí-o nos deveres de seu chamado, fazei com que busquem luz, conhecimento e inteligência quanto às exigências de suas posições exaltadas, para que, quando precisarmos de homens qualificados e capazes, saibamos onde encontrá-los. Ora, então, será errado tomar outros? Se alguém que, pelo Sacerdócio que detém, tem prioridade de reivindicação num caso desta natureza, é de outro modo desqualificado, devemos selecionar o mais sábio e o melhor, seja ele um Setenta ou um Élder, para preencher tal posição e administrar corretamente as coisas de Deus. ¶
Ora, passemos aos Setentas. Há grande número deles, e tem havido grande desejo de empurrar homens para os quóruns, às vezes sem consideração pelo seu mérito e aptidão. Ora, qual é o dever deles? Ora, ir ao exterior e pregar o Evangelho a todas as nações. Quantos fazem isto? Muito poucos. Bem, dizem alguns, vamos quando somos chamados. Isso é bem verdade; os Setentas, em regra, têm estado prontos para sair e pregar; mas estou falando mais particularmente da natureza do Sacerdócio que detêm e dos deveres que lhes incumbem. Deveriam estar sempre prontos, uma espécie de homens de prontidão imediata, sob a direção imediata dos Doze, para saírem como mensageiros de vida e salvação a todas as nações da terra. Estais vós, Setentas, vos preparando para isto? Estais preparados para vos apresentardes como homens de Deus, revestidos do poder do Espírito Santo, para ir ao mundo advertir o povo, chamando-o ao arrependimento? Muito se tem realizado pela salvação da família humana, mas estamos apenas começando. Enviamos alguns aqui e ali, e, embora pensemos ter realizado uma grande obra, há apenas um pequeno punhado de pessoas para mostrar por isso. Haverá grandes e maravilhosas mudanças na terra; guerra, derramamento de sangue e desolação percorrerão a terra, e temos de prosseguir em nossa obra e buscar a luz da revelação para nos guiar. Falamos e nos perguntamos quem é o homem mais importante — o Setenta ou o Sumo Sacerdote? Busquemos saber qual de nós vive mais perto de Deus e age de maneira a atrair sobre si o poder de Deus, e anjos nos ministrarão. Não podemos dizer qual membro do corpo nos é mais útil, qual poderíamos melhor dispensar — a perna ou o braço, o olho ou o nariz. Todos são necessários para tornar o corpo perfeito. ¶
Moisés apareceu ao Profeta José para lhe conferir as chaves para o ajuntamento das dispensações e da casa de Israel de todas as partes da terra. Temos de pregar aos lamanitas, à casa de Judá, e, com o tempo, às dez tribos. Devemos nos preparar para estas coisas e perceber a importância deste dever e as responsabilidades que recaem sobre nós como o santo Sacerdócio de Deus. Ora, Élderes, deveis ser diligentes em observar as leis e guardar os mandamentos de Deus. Estas são as características principais do Sacerdócio de Melquisedeque, incluindo os Patriarcas. Na Inglaterra, ordenamos alguns Patriarcas, e lembro-me de que o povo, em certas ocasiões, costumava se reunir e fazer uma festa, e então o Patriarca os abençoava. É assim que alguns dos antigos Patriarcas faziam. O povo deveria ser generoso com eles, mas os homens que detêm o Sacerdócio devem ser governados por sentimentos mais elevados e exaltados do que o de usar seus chamados com o propósito de mercadejar. Os Élderes deveriam manter-se em suas posições como homens de Deus. Somos realmente hoje um reino de Sacerdotes, e deveríamos exercer uma poderosa influência para o bem na terra. Devemos endireitar nossos espíritos e agir com retidão. ¶
Os Presidentes de Estacas têm posições importantes; presidem sobre todos os interesses da Igreja onde são colocados, e deveriam sentir que estão agindo por Deus, e eles e seu conselho deveriam ter continuamente consigo a luz da revelação, estar cheios do Espírito Santo, e serem rápidos em discernir. Não há oficial na Igreja que aja com o olho voltado unicamente para a glória de Deus que não receba sabedoria segundo sua capacidade. O Presidente da Estaca preside sobre o Sumo Conselho, um conjunto de homens designados e ordenados para julgar todos os assuntos em disputa que a eles sejam apresentados, e deveriam agir em toda mansidão, humildade e sabedoria, buscando inteligência da Fonte da Luz, de modo que possam agir com retidão e proferir juízo justo. Então o Bispo é um juiz comum em Israel, agindo nos interesses do povo; seu dever é reprimir o mal e erradicar a iniquidade. Qual é o dever dos Sacerdotes? Apenas deter um cargo? Não; é visitar os membros das várias Alas, e verificar que não haja ressentimentos, problemas ou dificuldades entre o povo, antecipar a ocorrência de algo desse tipo, endireitar as coisas e verificar que as ordenanças da Igreja sejam cumpridas. Depois os Professores, que são auxiliares dos Sacerdotes, cujo dever é ir entre o povo e falar-lhe sobre seus deveres — não como tantos papagaios, mas cheios do espírito de Deus. E onde houver dificuldades a resolver, e não estiver ao alcance dos Professores ajustá-las satisfatoriamente, relatá-las ao Bispo, que se assenta como juiz comum em Israel, para julgar todos esses assuntos. Se teu irmão te ofender, vai e dize-lhe: "Irmão, fizeste tal e tal coisa," e, se ele não te ouvir nem pedir perdão pela ofensa que te causou, leva contigo outro homem — um em quem penses que ele tem influência, e um a quem penses que ele ouvirá — e deixa que ele fale, e, se a pessoa ofensora não o ouvir, relata-o, para ser tratado segundo a ordem da Igreja, e, se ele continuar obstinado e teimoso, então ele não pertence a nós. Sintamos sempre como que operando juntos para o bem uns dos outros e para o reino com o qual estamos identificados. ¶
Temos outras sociedades — as Associações de Melhoramento Mútuo dos Rapazes e das Moças e as Sociedades de Socorro Femininas. Muito crédito é devido a nossas irmãs. Deus as proveu como auxiliadoras de seus maridos, e é dever destes últimos estimar e proteger aquelas que Deus lhes deu, e mostrar-lhes como se fazerem felizes — ensinar-lhes — a nossas esposas e filhas — os puros princípios do Evangelho, para que as filhas de Sião possam ser adoráveis e brilhar como a luz e a glória da era em que vivemos. Irmãs, afastai de vós as vaidades e frivolidades do mundo, ministrai aos pobres e aos aflitos. As irmãs sabem como simpatizar e ministrar àqueles que são pobres, aflitos e abatidos; e que os irmãos as ajudem em seus bondosos ministérios. Os jovens deveriam ser encorajados na obra em que estão empenhados, e suas Associações de Melhoramento Mútuo deveriam ser nutridas e seus interesses promovidos. O Senhor tem encorajado estas coisas desde o início. A primeira sociedade de socorro das irmãs instituída na Igreja foi presidida pela irmã Emma Smith; a irmã Whitney era sua Conselheira, e a irmã Eliza Snow era a Secretária. ¶
O espírito de construção de Templos parece ter tomado posse do povo. Um Templo já foi construído, e pretende-se construir mais três. Somos impelidos por santas influências a nos lançarmos neste labor. O Senhor disse que enviaria seu servo Elias para converter o coração dos pais aos filhos, e o coração dos filhos a seus pais, e este assunto da construção de Templos é o cumprimento de sua palavra. Buscamos não apenas administrar pelos vivos, mas pelos mortos. Muitas perguntas surgem em relação à maneira como as várias obras em que estamos agora empenhados hão de ser realizadas. Pagaremos nosso Dízimo? Sim. Sustentaremos a construção de Templos? Sim. E algo além disso? Sim, deveríamos fazer o melhor que pudermos para edificar o reino de nosso Deus. Um caso surgiu recentemente no Vale de Cache, onde um homem de destaque quis saber se não poderia usar o Dízimo para erguer o Templo naquela Estaca. Ora, se este privilégio lhes for concedido no Condado de Cache, o quererão também em Sanpete, e, se o tiverem lá, o quererão em outros lugares onde Templos estão sendo erguidos, e depois o quê? O que faremos para atender a todas as despesas, que são várias, decorrentes da continuação da obra? Com o tempo, o Dízimo poderá ser suficiente para atender a todas as exigências. Não desejamos oprimir e esmagar os pobres e fiéis do povo de Deus — antes diríamos: "Despedaçai todo jugo, e deixai livres os oprimidos!" Não há nada contribuído para a obra de Deus que não deva ser prestado contas. Pretendemos dizer-vos a todos o que se torna de vossos Dízimos e ofertas. Por meio dessas ordenanças vêm as bênçãos de Deus. O amor fraternal deveria prevalecer entre todo o povo de Deus, e deveríamos estar mais unidos em nossos assuntos temporais e espirituais, e assim reivindicar as bênçãos prometidas. ¶
Que Deus vos abençoe e vos conduza pelos caminhos do que é certo. Amém. ¶