Crença e Conhecimento—O Conhecimento Pessoal É Indispensável—A Posse do Espírito Santo É Necessária ao Conhecimento da Verdade—Como Obter o Espírito Santo—Seu Ofício—A Inimizade do Mundo para com o Sacerdócio É uma Evidência de sua Autoridade Divina—Sempre Foi Assim e Sempre Será—Condições sob as Quais as Bênçãos São Obtidas, ou Perdidas
Joseph F. Smith
Durante o tempo que possa ocupar, desejo expressar meus sentimentos a respeito de minha fé no Evangelho, e na grande obra dos últimos dias em que todos nós estamos mais ou menos empenhados, para que vós, assim como meus irmãos, possais saber como estou perante Deus e os homens. ¶
Nasci na Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, mas não sob o convênio de selamento; esse princípio foi revelado a esta Igreja posteriormente ao meu nascimento. Fui criado no meio do povo chamado Santos dos Últimos Dias, recebendo a maior parte de minha limitada educação em sua sociedade, e isso durante minha infância, sob a orientação de minha mãe. Desde os 15 anos de idade, tenho estado mais ou menos empenhado no ministério, e recebi instrução mediante os conselhos e ensinamentos dos servos de Deus, como todos vós; mas alguns, talvez, não desfrutaram deste privilégio em tão grande medida quanto outros que estiveram menos fora. Em minha infância aprendi a crer no Evangelho, e na missão e no chamado divinos do Profeta José Smith, na visitação do anjo Morôni, no estabelecimento do reino de Deus na terra, e também no ajuntamento do povo do Senhor, e muitas coisas importantes relacionadas a esta grande obra dos últimos dias. ¶
Em minha primeira missão comecei a aprender algo por mim mesmo; até então eu tinha crido nos testemunhos dos servos de Deus que eu ouvira conversar e pregar, assim como nas instruções que recebi de uma mãe muito bondosa e afetuosa, e também no que eu podia compreender pela leitura do Livro de Mórmon, da Doutrina e Convênios, e da Bíblia. Mas no ministério, onde labutei com afinco, comecei a compreender mais plenamente, pela inspiração do Espírito Santo, o que tinha lido e sido ensinado, e assim eles se tornaram, em minha mente, fatos estabelecidos, dos quais eu tinha tanta certeza absoluta quanto de minha própria existência; e desde o início de minha experiência como Élder na Igreja até o presente, se houve um momento em minha vida em que duvidei da divindade e veracidade destas coisas, isso me escapou à memória, e hoje é para mim tão fato quanto o de que vivo. ¶
Há muito tempo aprendi a valorizar os princípios do Evangelho, como de importância muito maior do que todas as coisas terrenas; são de maior valor que esta vida presente, pois sem o Evangelho ela não tem valor, sendo o grande objeto e propósito da vida alcançável apenas mediante a obediência ao Evangelho. ¶
Um dito do Salvador me vem forçosamente à mente: "Pois que aproveitaria ao homem, se ganhasse todo o mundo e perdesse a sua alma? Ou que dará o homem pelo resgate da sua alma?" E ainda: "Eu sou a porta; se alguém entrar por mim, salvar-se-á", mas somente segundo este plano ele pode ser salvo. ¶
Pelos princípios do Evangelho, conforme revelados pelo Profeta José Smith, temos o privilégio de assegurar para nós mesmos o dom da vida eterna, que é o maior dom de Deus. Sem esses princípios somos como o animal mudo, no que diz respeito ao conhecimento de Deus, pois nossos pais não puderam nos ensinar, não conheciam mais dos caminhos de Deus, ou dos planos de salvação, do que as crianças, apesar de seu tão alardeado esclarecimento e de sua posse das santas Escrituras. Não estavam familiarizados com os princípios da vida, não conheciam a lei do Senhor, e nem nós a conhecíamos, até que recebemos e obedecemos ao Evangelho, obtendo assim a luz celestial pelo canal do Sacerdócio. Antes disso, éramos como eles eram, apegados a formas mortas, perplexos para adivinhar o significado de muitas coisas que, sob a luz da inspiração, se tornaram claras e fáceis de entender. "E a vida eterna é esta: que te conheçam, a ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste." ¶
Cabe aos Santos dos Últimos Dias, e a todos os homens, familiarizar-se com "o único Deus verdadeiro, e a Jesus a quem ele enviou." Mas podemos, por nossa própria sabedoria, descobrir a Deus? Podemos, por nossa engenhosidade e erudição não auxiliadas, sondar seus propósitos e compreender sua vontade? Já testemunhamos, penso, exemplos suficientes de tais esforços da parte do mundo culto para nos convencer de que isso é impossível. Os caminhos e a sabedoria de Deus não são como os caminhos e a sabedoria do homem. Como então podemos conhecer "o único Deus verdadeiro e vivo, e a Jesus Cristo a quem ele enviou"? pois obter este conhecimento seria obter o segredo ou a chave da vida eterna. Isso deve ser mediante o Espírito Santo, cujo ofício é revelar as coisas do Pai ao homem, e testificar em nossos corações de Cristo, e dele crucificado e ressuscitado dentre os mortos. Não há outro caminho ou meio de alcançar este conhecimento. Como havemos de obter o Espírito Santo? O método ou maneira está claramente traçado. Somos instruídos a ter fé em Deus, a crer que ele existe, e que é galardoador de todos os que diligentemente o buscam; a nos arrependermos de nossos pecados, a subjugar nossas paixões, tolices e improprieades; a sermos virtuosos, honestos e retos em todos os nossos tratos uns com os outros, e a entrarmos em convênio com Deus de que, dali em diante, permaneceremos nos princípios da verdade, e observaremos os mandamentos que ele nos deu, e então sermos batizados para a remissão de nossos pecados, por alguém que detenha autoridade; e, quando esta ordenança do Evangelho for cumprida, poderemos receber o dom do Espírito Santo pela imposição das mãos daqueles revestidos com a autoridade do Sacerdócio. Assim, o Espírito e o poder de Deus — o Consolador — poderão estar em nós como um poço de água que jorra para a vida eterna. Ele testificará do Pai, testemunhará de Jesus, e "tomará das coisas do Pai e no-las revelará", confirmando nossa fé, estabelecendo-nos na verdade, de modo que não sejamos mais levados de um lado para outro por todo vento de doutrina; mas "conheceremos a respeito da doutrina", se é de Deus ou dos homens. Este é o caminho — é simples, razoável e coerente. Quem, com capacidades comuns, deixaria de ver ou compreender isto? De fato, na linguagem das Escrituras, é tão claro que "os caminhantes, até mesmo os tolos, não errarão." ¶
Tendo entrado neste convênio, sendo purificados do pecado, e dotados do dom do Espírito Santo, por que não permaneceríamos na verdade, continuando firmes diante de Deus e constantes na grande obra que ele estabeleceu na terra? Nunca deveríamos deixar de servi-lo, nem frustrar sua misericórdia e bondade para conosco; mas devemos sempre viver de modo que o Espírito Santo possa estar em nós como uma fonte viva, capaz de nos conduzir à perfeição em retidão, virtude e integridade diante de Deus, até que cumpramos nossa missão terrena, realizando todo dever que possa ser exigido de nossas mãos. ¶
Desta maneira aprendi o Evangelho que primeiro me foi ensinado a crer, crença essa agora substituída pelo conhecimento. Pois agora sei que Deus vive, e que Jesus Cristo foi enviado ao mundo para expiar o pecado original, e também as transgressões efetivas da humanidade, na medida em que os próprios homens se arrependam de seus pecados e se humilhem diante dele, na busca do dom e da bênção da vida eterna. Não deveríamos nos satisfazer apenas com o testemunho de nossos irmãos. É bom e correto, é de fato encorajador e reconfortante para o coração ouvir os testemunhos dos servos de Deus — crer que Deus levantou homens nesta dispensação e os fez testemunhas dele e de seu Filho Jesus, e a quem foram mostrados os mistérios das coisas celestiais, e ordenado testificar do que viram e ouviram; sim, é uma alegria para a alma ter entre nós homens que são inspirados pelo Espírito Santo e cheios da luz da verdade e do poder de Deus, dando-nos seu testemunho de que esta é a obra de Deus, de que Deus vive, de que Jesus é o Cristo — o Salvador do mundo, e de que ele falou aos habitantes da terra no dia em que vivemos, mas isso é suficiente para me satisfazer? Não. Não me bastará crer que vós conheceis o Deus verdadeiro e vivo, etc. Devo receber este conhecimento por mim mesmo, como vós o recebestes. Não está o caminho aberto para mim, para compreender os propósitos e a vontade de Deus quanto à minha salvação, tal como para vós? Certamente está. É para todos, sim, para cada filho e filha de Adão, aprender a vontade de Deus, receber o testemunho do Espírito por si mesmo, e não depender apenas dos testemunhos destes bons homens que Deus levantou para preencher as posições que ocupam. E, se apegássemos nossa fé a eles, embora pudéssemos sentir consolo e até alegria e satisfação em ouvir seus testemunhos, ainda assim, a menos que recebamos a inspiração do Espírito Santo, virá indubitavelmente o tempo em que os ventos soprarão e as tempestades baterão sobre a casa que assim construirmos, e ela cairá. Que condição deplorável então nos encontraríamos! ¶
Não é necessário que todos sejam capazes de julgar se os testemunhos destes homens são de Deus ou dos homens? Como podemos saber que o que testificam é verdadeiro? Como podemos saber que dão testemunho do Todo-Poderoso, ou que possuem o santo Sacerdócio que os autoriza a ministrar nas ordenanças do Evangelho? Respondo: somente pela e mediante a inspiração daquele Espírito Santo que é dado a todos os que diligentemente o buscam e o obtêm segundo a promessa. ¶
Então, se quisermos conhecer o Senhor Jesus Cristo, e seus servos, que estão em nosso meio, e que seus testemunhos são verdadeiros, devemos desfrutar da luz do Espírito do Deus vivo individualmente. A posse deste conhecimento celestial é absolutamente necessária para nos manter nos caminhos da vida e da verdade, pois sem ele não podemos distinguir a voz do verdadeiro pastor, que é espiritualmente discernida; e ainda que estejamos em comunhão com a Igreja, crendo plenamente que os conselhos de nossos irmãos são ditados pela sabedoria, ainda assim, sem algo mais do que mera crença ou suposição, não podemos permanecer firmes; e, além disso, sob tais circunstâncias, não podemos alegar coerentemente que temos parte ou porção no reino de Deus. Pois, como está escrito: "Um conhecimento efetivo, para qualquer pessoa, de que o curso de vida que ela segue está de acordo com a vontade de Deus, é essencialmente necessário para capacitá-la a ter aquela confiança em Deus sem a qual nenhuma pessoa pode obter a vida eterna." Pois, a menos que uma pessoa saiba que está andando de acordo com a vontade de Deus, seria um insulto à dignidade do Criador se ela dissesse que seria participante de sua glória quando terminasse com as coisas desta vida. Mas, quando ela tem este conhecimento, e sabe com toda certeza que está fazendo a vontade de Deus, sua confiança pode ser igualmente forte de que será participante da glória de Deus. Então, busquemos a verdade — a luz do Espírito que conduz a toda verdade, para que possamos compreender o Evangelho, sermos capazes de sustentar as mãos dos servos de Deus em seus esforços para edificar Sião, e realizar nossa própria salvação. Ainda que todo o mundo fosse salvo, menos nós mesmos, sendo nós excluídos do reino, de que nos aproveitaria isso? Ver nossos semelhantes entrarem na salvação e serem exaltados à presença de Deus, e a porta fechada contra nós, seria de fato um pobre consolo ou conforto. Mas, se quisermos entrar, devemos fazer a vontade do Pai, guardar seus mandamentos, possuir o dom do Espírito Santo, desfrutar do testemunho de Jesus, e nos tornarmos testemunhas da verdade por nós mesmos; então poderemos edificar sobre um fundamento mais duradouro do que a rocha sólida. Para que, quando vierem as provações e as tentações se levantarem contra nós, como virão, possamos ficar firmes e perseverar até o fim. Pois nem todo aquele que disser: Senhor, Senhor, entrará no reino, mas aquele que fizer a vontade do Pai, etc.; ou, como disse certa vez o sábio: "não é dos ligeiros a carreira, nem dos valentes a peleja, nem tampouco dos sábios o pão, nem tampouco dos prudentes as riquezas, nem tampouco dos que têm discernimento o favor." Contudo, "aquele que perseverar até o fim será salvo." Não posso crer, por um momento sequer, que qualquer de nós alcançará o dom da vida eterna, a menos que nos qualifiquemos pela verdade, na maneira que Deus prescreveu, e assim nos tornemos dignos disso. Devemos obter esta luz por revelação, não podemos obtê-la por nossa própria sabedoria. Deus nos dará conhecimento e entendimento, ele nos conduzirá no caminho da verdade, se depositarmos toda a nossa confiança nele, e não no homem. Ele então pode e nos preservará, e todos os poderes da terra combinados não poderão nos destruir, pois estamos em suas mãos. Aqui estão nossos pais e líderes que passaram pela escola da experiência; viram o que os inimigos deste reino tentaram fazer, e sabem muito bem o que fariam se tivessem poder para tal. Sempre foi o desejo dos ímpios destruir o povo de Deus. Nunca abrandaram seus esforços, nem deixaram de usar todos os meios ao seu alcance, nem hesitaram em recorrer aos atos mais cruéis, vis e diabólicos para realizar seu nefando propósito. Esta mesma cruel inimizade, embora por ora, em certa medida, subjugada ou contida pelo Todo-Poderoso, ainda arde e queima em seus corações, aguardando uma oportunidade favorável para irromper com tanta fúria quanto em qualquer época da vida do Profeta José. Esta é uma das mais fortes evidências que podemos ter da missão divina do Presidente Brigham Young. Por causa da inspiração do Todo-Poderoso e do poder de Deus que repousou sobre ele e acompanhou suas administrações, ele tem sido o próprio centro do alvo contra o qual todas as armas mortais do inimigo têm sido apontadas desde a morte do Profeta José. Digo que esta é uma das mais fortes evidências que podemos ter deste fato, além do testemunho do Espírito Santo, que traz conhecimento. É inconfundível. O ódio dos ímpios sempre acompanhou, e sempre acompanhará, o Sacerdócio e os Santos. O diabo não perderá de vista o poder de Deus investido no homem — o santo Sacerdócio. Ele o teme, ele o odeia, e nunca deixará de instigar os corações dos degradados e corruptos à ira e à malícia contra aqueles que detêm este poder, e a perseguir os Santos, até que ele seja atado. Ele se compraz na apostasia e nos apóstatas, e os usa para seu propósito, mas o que lhe importam a ele, ou a seus emissários, as organizações deles? Odeiam-nas? O mundo se move de ira ou malícia contra elas? Não. Tornam-se parte do mundo, confraternizam-se com o povo do mundo e perdem sua distinção ou identidade como povo de Deus, apesar de suas alegações e pretensões de serem crentes no Profeta José Smith e no Evangelho que ele foi instrumento em restaurar à terra. ¶
Que multidão de apostasias tem havido desde a organização desta Igreja! Tem havido rigdonitas, strangitas, benemitas, wightitas, gladdenitas, cutleritas, morrisitas, josephitas, e sabe-se lá quantos outros "itas" mais! Mas o que importa isso ao mundo? Nada. Por quê? Porque perderam o Sacerdócio, não têm o poder, nem os princípios da salvação senão em parte; abandonaram a causa, deram as mãos igualmente ao incrédulo e ao fanático, e formaram aliança com os caluniadores e perseguidores dos Santos, e por isso são inofensivos aos olhos do mundo e de seu senhor a quem cegamente se puseram a servir. Enquanto isso, estes homens que detêm as chaves do Sacerdócio do Filho de Deus, que conduziram os Santos para fora da servidão e opressão, tais como não podiam ser suportadas nos Estados, que reuniram o povo de longe, e o estabeleceram em lares felizes e moradas pacíficas, que ergueram cidades, vilas e povoados bem organizados, bem governados e prósperos, e, em suma, operaram milagres nos desertos, e que ainda aconselham e dirigem os Santos nos caminhos da vida, são expostos ao escárnio e ao desprezo do mundo. Sua paz, seu bom nome, sua honra, seus bens e suas vidas são avidamente e persistentemente perseguidos, mas com menos efeito, pelos corações sanguinários e mãos ensanguentadas de perseguidores implacáveis, tal como durante a vida de José Smith, o mártir, quando os Santos foram expulsos de Ohio, expulsos do Missouri, ou banidos de seus lares em Illinois. Assim sempre foi, e assim é hoje, o espírito do mundo para conosco. Isto por si só é evidência suficiente para demonstrar a lealdade deste povo ao reino de Deus, e sua posse do Evangelho, que é o poder de Deus para a salvação. Quereis prova mais forte disto, ao contemplardes os ditos das Escrituras: "Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu; mas, porque não sois do mundo, antes eu vos escolhi do mundo, por isso o mundo vos odeia." (João 15:19.) "E odiados de todos sereis por causa do meu nome." (Mateus 10:22.) "Se a mim me perseguiram, também vos perseguirão a vós." (João 15:20.) "No mundo tereis aflição." (João 16:33.) "Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem, e mentindo, falarem todo mal contra vós por minha causa." (Mateus 5:11.) "E também todos os que piamente querem viver em Cristo Jesus padecerão perseguições." (2 Timóteo 3:12.) Portanto, "meus irmãos, não vos maravilheis se o mundo vos odeia." (1 João 3:13.) "Sim, vem mesmo a hora em que qualquer que vos matar suporá fazer um serviço a Deus." (João 16:2.) Esta foi a natureza do legado que o Salvador deixou a seus discípulos e seguidores. Será estranho que herdemos o mesmo? Certamente não, se somos discípulos e seguidores de Cristo, pois a mesma guerra continua entre ele e Belial, e continuará até que Satanás seja atado e a retidão triunfe na terra. ¶
É, portanto, um consolo saber que, apesar de nossas muitas deficiências, fraquezas e imperfeições, o Maligno, com o mundo ao seu lado, nos considera de suficiente importância para nos opor e perseguir com tão amargo ódio quanto o faz. Sim, digo que é encorajador saber que, como povo, somos suficientemente fiéis e dignos diante do Senhor, apesar de nossas oportunidades de melhoria, para despertar a indignação e o ódio dos ímpios, e para nos fazer merecedores da correção de Deus, por meio de seus servos, por nossas impropriedades, pois "o Senhor corrige ao que ama." Mas não devemos provocar o desagrado ou incorrer na correção do Todo-Poderoso — presumindo de sua paciência e misericórdia por negligenciarmos cumprir aqueles deveres e responsabilidades tão justamente exigidos de nós — mas devemos ser mui diligentes, empregando toda energia ao nosso alcance para corrigir nossos caminhos, e assim aumentar nossa fé, para nos tornarmos mais dignos das bênçãos e proteção de Deus do que até agora. Ele está mais disposto a nos conceder bênçãos do que nós estamos a usá-las adequadamente quando as obtemos, de modo que, por nossa indignidade, muitas vezes podemos nos impedir de receber as próprias bênçãos que desejamos, e que ele não apenas é abundantemente capaz, mas também disposto e pronto a derramar sobre nós, se fôssemos dignos, pois ele não pode, com coerência, lançar "pérolas aos porcos." Nenhuma bênção ou bem será retido daqueles que estão preparados e dignos de recebê-lo e fazer dele uso sábio. O reino de Deus há de ser desfrutado pelos Santos — os que são retos, não os que são ímpios. Se provarmos indignos, Sião terá de ser redimida por nossos filhos, que talvez sejam mais dignos, enquanto nós podemos ser mantidos, como os antigos filhos de Israel, vagando pelo deserto, suportando dificuldades, perseguições e provações, até termos sofrido a penalidade de convênios negligenciados, para não dizer quebrados e não cumpridos. ¶
Que o Senhor nos abençoe a todos, para que nos provemos servos fiéis e eficientes para com ele, é minha oração em nome de Jesus. Amém. ¶