Pulpit

A Filosofia do Homem Sobre a Terra O Grande e Sublime Segredo da Salvação Somos Nós Um Natureza da Mordomia Aumento de Templos Ouvi, Mães

Brigham Young

Conferência Geral de Outubro de 1876·Sessão da Tarde de Domingo·1876-10-08

Espero poder fazer-me ouvir por esta grande congregação. Este movimento de pés, este sussurrar uns aos outros, o choro de crianças e o ruído feito por aqueles que andam, são como o murmúrio de muitas águas. Quando há perfeito silêncio, estou certo de que minha voz pode ser ouvida por toda esta casa, e ninguém que seja abençoado com bom ouvido precisa perder uma só palavra. Sentir-me-ia mais satisfeito se pudesse convencer nossos irmãos, ao falarem desta tribuna, a falar diretamente para a frente, de modo que pudessem ser ouvidos tão longe quanto possível. Muitos de nossos Élderes experientes, em suas palavras ao povo, voltam-se primeiro para a direita e depois para a esquerda, e cada vez que se voltam para um lado ou outro, uma parte da congregação fica incapaz de entender distintamente o que é dito; ao passo que, se falassem diretamente para a frente, a voz se dividiria e chegaria igualmente a cada parte da casa, e todos ouviriam. Se poderei prosseguir minhas observações por muito tempo, não sei; procurarei, porém, usar de bom senso ao falar, para não me prejudicar.

Darei um breve texto, tanto ao Santo quanto ao pecador, e penso que, se nos incluíssemos entre estes últimos, e disséssemos que somos todos pecadores, chegaríamos mais perto do fato do que se nos classificássemos entre os primeiros, embora esperemos ser Santos, procuremos ser Santos, e provavelmente muitos daqueles que são chamados Santos dos Últimos Dias venham ainda a tornar-se Santos de fato.

Primeiramente, a filosofia do homem sobre esta terra. Isto não pode ser aprendido estudando as ciências da humanidade; só é compreendido pelas revelações de Deus a nós mesmos. Dar-vos-ei uma parte de minhas próprias visões sobre este assunto. A humanidade é composta de dois elementos distintos; o primeiro é uma organização espiritual na eternidade, o segundo é uma organização natural nesta terra, formada do material de que esta terra é composta. O homem é primeiro espiritual, depois temporal. Como está escrito nas revelações de Deus ao homem, todas as coisas foram primeiro criadas espirituais, e depois temporais. Isto é, os espíritos foram gerados, nascidos e educados no mundo celestial, e trazidos à luz por corpos celestiais. Traçando um pouco este assunto, podemos compreender como isto se dá. Os espíritos, antes de habitar corpos, são tão puros e santos quanto os anjos ou os deuses; não conhecem o mal. Este, seu primeiro estado, é o começo de sua experiência.

Deixarei estes espíritos por ora, e referir-me-ei a nossos primeiros pais, Adão e Eva, que se acharam no Jardim do Éden, tentados e vencidos pelo poder do mal, e, por conseguinte, sujeitos ao mal e ao pecado, o que foi a pena de sua transgressão. Estavam eles então preparados, como nós estamos, para formar corpos ou tabernáculos para a recepção de espíritos puros e santos. Quando o corpo está preparado, no tempo próprio, o espírito entra no tabernáculo, e todo o mundo da humanidade, em suas reflexões e pesquisas, deve chegar a esta conclusão, pois o fato é que não pode chegar a nenhuma outra — que, quando a mãe sente vida, há uma evidência de que o espírito do céu entrou no tabernáculo. Até aqui, esta é a filosofia de nosso ser. Como já se disse, em consequência do pecado, o corpo está sujeito ao pecado, e requer todo o esforço e poder que o homem possa exercer, a fim de resistir à tentação, para que este espírito puro e santo possa trazer o corpo à sujeição, de modo que seja santificado pelo Evangelho ou pela lei de Cristo. A mente inquiridora perguntará: Por que é assim? Simplesmente para que possamos conhecer o bem do mal; todos os fatos que tu e eu entendemos são conhecidos pelo contraste, e toda glória, todo gozo, toda felicidade e toda bem-aventurança são conhecidos por seu oposto. Este é o decreto, é assim que os céus são, é assim que foram, e é assim que continuarão a ser, para sempre e eternamente. Nunca houve tempo em que o mal não existisse, mas virá o tempo em que este mal passará e deixará de existir, no que se refere a este mundo, e nada poderá subsistir, senão o que é puro e santo, e Cristo destruirá a morte e aquele que tem o poder da morte. Isto se aplica a esta terra, e às provações pelas quais ela passa, com os que nela habitam, até a cena final.

Mas voltemos a esta organização. Encontramos um espírito puro habitando o tabernáculo da criatura, incitando sempre o indivíduo ao bem, à virtude, à verdade e à santidade; tudo isto emanando daquela fonte de pureza de onde este espírito veio. E aqui o mal que entrou pela transgressão, e que está neste tabernáculo, guerreia com este espírito puro; procura vencê-lo, e esforça-se com todo o seu poder por trazer este espírito à sujeição, à escravidão da lei do pecado. Esta é a guerra a que Paulo se refere ao falar do "espinho na carne", que não é mais nem menos do que o espírito lutando contra a carne, e a carne contra o espírito. Este espírito puro permanecerá em condição de receber as operações do espírito de Deus, que saiu ao mundo, e que ilumina todo homem que vem ao mundo, independentemente de sua condição, nascimento ou educação; o espírito de Cristo os ilumina a todos, e instrui seus espíritos puros, que são organizações no germe e em seu crescimento, para que se tornem seres independentes, sim, filhos e filhas do Todo-Poderoso; e continuará assim a operar até que este corpo, este tabernáculo pecaminoso, tenha guerreado contra o espírito e o vencido a tal ponto que o sujeite inteiramente ao homem de pecado. E quando a carne alcança esta vitória sobre o espírito, chega então o tempo de que fala o Apóstolo, quando o homem pecou a tal ponto que "não oreis por eles, pois pecaram um pecado para morte." Então o espírito do Senhor cessa de contender com eles, não recebem mais luz, tendo passado o dia da graça. Até então, todo homem e toda mulher está em terreno de salvação, e pode ser redimido do pecado.

Como é que os Santos dos Últimos Dias sentem e entendem de modo igual, são de um coração e uma mente, não importa onde estejam quando recebem o Evangelho, seja ao norte ou ao sul, ao leste ou ao oeste, até as partes mais remotas da terra? Recebem aquilo que foi prometido pelo Salvador quando estava para deixar a terra, a saber, o Consolador, aquela santa unção do alto que reconhece um Deus, uma fé e um batismo, cuja mente é a vontade de Deus, o Pai, em quem habita a unidade da fé e da ação, e em quem não pode haver divisão nem confusão; quando assim recebem esta luz adicional, pouco importa se já se viram ou não, tornam-se de imediato irmãos e irmãs, tendo sido adotados na família de Cristo por meio dos laços do convênio eterno, e todos podem então exclamar, na bela linguagem de Rute: "O teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus!" E o fato de recebermos este Consolador, o Espírito Santo, é prova de que o espírito, guerreando com a carne, venceu, e, continuando neste estado de vitória sobre nossos corpos pecaminosos, tornamo-nos filhos e filhas de Deus, tendo Cristo nos libertado, e a quem o Filho liberta é verdadeiramente livre. Tendo combatido o bom combate, estaremos então preparados para deitar nossos corpos a descansar, à espera da manhã da ressurreição, quando ressurgirão e serão reunidos aos espíritos, recebendo os fiéis, como se diz, coroas, glória, imortalidade e vidas eternas, sim, uma plenitude com o Pai, quando Jesus apresentar sua obra ao Pai, dizendo: "Pai, eis a obra que me deste para fazer." Então se tornarão deuses, sim, filhos de Deus; então se tornarão pais eternos, mães eternas, filhos eternos e filhas eternas; sendo eternos em sua organização, irão de glória em glória, de poder em poder; nunca cessarão de crescer e multiplicar mundos sem fim. Quando receberem suas coroas, seus domínios, estarão então preparados para formar terras semelhantes à nossa, e povoá-las do mesmo modo que fomos trazidos à luz por nossos pais, por nosso Pai e Deus.

Tenho frequentemente observado que, se os Santos dos Últimos Dias, e todo o mundo, entendessem a filosofia de seu próprio ser, curvar-se-iam em humilde reverência àquele que é o Autor de nosso ser e o autor de toda a sabedoria e todo o conhecimento conhecidos entre os filhos dos homens. É muito pouco, comparativamente, o que sabemos, e muito pouco podemos realmente compreender. Crê-se que nossos cientistas e filósofos estão muito avançados, e que progresso maravilhoso se fez no século dezenove; mas, apesar de todo o conhecimento e poder de filosofia que tanto distinguem nossa época, quem, entre os mais eruditos, pode criar coisa tão simples quanto uma folha de relva ou a folha de uma árvore? Ninguém; isto só pode ser feito pelo processo natural; ninguém pode organizar a mais simples partícula de elemento independentemente das leis da natureza. Quando o filósofo desta época alcançar aquela perfeição em que possa transportar-se à lua, ou à estrela do norte, ou a qualquer outro dos planetas fixos, e estar ali num instante, do mesmo modo que Jesus fez quando ascendeu ao Pai no céu e retornou novamente à terra, então poderemos começar a pensar que sabemos um pouco. Quando possuirmos o poder e o conhecimento de fazer os planetas celestiais tomarem sua posição, dando-lhes suas leis e limites, que devem obedecer e que não podem ultrapassar, então poderemos começar a sentir que possuímos um pouco de sabedoria e poder.

O grande e sublime segredo da salvação, que devemos continuamente buscar entender por nossa fidelidade, é a continuação das vidas. Aqueles dos Santos dos Últimos Dias que continuarem a seguir as revelações e mandamentos de Deus, para os cumprirem, que se mostrarem obedientes em todas as coisas, avançando continuamente, pouco a pouco, rumo à perfeição e ao conhecimento de Deus, esses, quando entrarem no mundo espiritual e receberem seus corpos, poderão avançar mais depressa nas coisas relativas ao conhecimento dos Deuses, e continuarão avante e para cima até se tornarem Deuses, sim, filhos de Deus. Isto, digo eu, é o grande segredo do porvir, continuar nas vidas para todo o sempre, o que é o maior de todos os dons que Deus já concedeu a seus filhos. Todos nós o temos ao nosso alcance; todos podemos alcançar este estado aperfeiçoado e exaltado, se abraçarmos seus princípios e os praticarmos em nossa vida diária. Quão condescendentes, quão gloriosos e divinos são os tratos de Deus com seus filhos caídos! Fomos chamados das trevas para a luz, do poder de Satanás para o Deus vivo. Obedecendo ao sussurro deste Santo Espírito, que recebemos em virtude da obediência ao Evangelho, que nos impele a purgar de dentro de nós todos os desejos pecaminosos, podemos dizer que já não estamos no mundo, mas estamos em Cristo, nossa cabeça viva. A filosofia de sairmos do mundo é despir-nos do homem velho, o pecado, e vestir-nos do homem novo, Jesus Cristo. Como se há de fazer isto? Depois de crermos no Evangelho, fomos batizados para a remissão de nossos pecados — e, pela imposição das mãos, recebemos o Santo Espírito da Promessa, e sentimos que "seríamos um". Senti que não teria mais necessidade de manter um livro-diário e um livro-razão em que registrar minhas contas, pois estávamos prestes a consolidar-nos e a nos tornar um; que todo homem e toda mulher ajudariam, trabalhando efetivamente com as próprias mãos em plantar, edificar e embelezar esta terra, para torná-la como o Jardim do Éden. Não teria eu, portanto, mais ocasião de manter contas; certamente acumularia e ganharia mais do que necessitasse, e não tinha a menor dúvida de que minhas necessidades seriam supridas. Esta foi minha experiência, e este é o sentimento de todo aquele que recebe o Evangelho de coração honesto e espírito contrito.

Mas como estamos agora? Qual é nossa condição presente?

Somos um temporalmente? Quase tanto quanto Babilônia o é. Diz um: "Estou para as minas, estou ocupado em minha fazenda ou minha fábrica, estou tão absorvido em meu negócio mercantil que ele toma todo o meu tempo; portanto, não me perturbeis, não vos intrometais em mim." E quem são eles? Geralmente são homens que, como eu, aqui chegaram não só pobres, mas endividados. Fui expulso de meus lares e posses, cinco vezes despojado de meus bens terrenos. Quando chegamos a este vale, estávamos em condição de destituição. Outros aqui chegaram tão destituídos quanto nós, mas hoje são comparativamente ricos — como se sentem eles? Desejam fazer exatamente o que lhes apraz. Perguntai-lhes se creem que a lei de Deus exige que entremos numa sociedade geral em todas as nossas relações comerciais, vivendo e trabalhando juntos como uma só família? Dir-vos-ão: "Não, não creio em tal coisa." Aqueles desta classe que são comerciantes dirão: "Quero enriquecer, comprarei onde me aprouver, e venderei com cem por cento, quinhentos por cento, ou mil por cento, se puder." Podeis fazê-lo, se quiserdes, mas vosso fim será lamentável. Contai os homens que romperam seus lares e foram em busca de ouro, e depois contai os que seguiram meu conselho, e prontamente reconhecereis que esta última classe está muito melhor, não somente financeira, mas moral e espiritualmente. Vós, meus irmãos e irmãs, que éreis pobres quando aqui chegastes, mas que agora, pela bênção de Deus, andais em vossas carruagens e viveis em belas casas, desfrutando de todas as comodidades da vida, assim como boa saúde e a companhia de amigos, como vos sentis? Quanto a mim, não tenho o menor sentimento em meu coração de que possuo uma única coisa. Aquilo de que estou de posse, o Senhor apenas me fez mordomo, para ver o que farei com isso. Ora, meus irmãos e irmãs, sentis o mesmo? Se sentis, cada um perguntará: qual é o meu dever? Um dever é ir trabalhar e edificar este e outros Templos, e os demais podem ser construídos muito antes de terminarmos este. Faremos isto? Digo que sim. Se tivéssemos alcançado aquele estado perfeito de unidade que deveríamos ter alcançado muito antes disto, e ainda esperamos que alcancemos, supondes que pediríamos a um homem que pagasse dízimo de dez alqueires de trigo, ou de cem, ou de mil? Não; tudo o que seria necessário, em tais circunstâncias, seria dizer: irmão fulano, de ti queremos tanto, e de outro, tanto. "Sim", diriam eles, "tomai-o. Nada tenho. É tudo do Senhor; que seja usado para lhe prestar serviço na edificação de seu reino." "Que farias tu, irmão Brigham, se te fosse exigido abrir mão de todos os teus bens?" Exatamente o que sempre estive disposto a fazer. Continuaria a cumprir meu dever e a confiar em Deus quanto aos resultados; é o que fiz durante toda a minha vida. Isto, sem dúvida, parece loucura aos olhos do mundo; não podem entendê-lo, nem têm meio de entendê-lo, pois "as coisas de Deus, ninguém as sabe, senão o Espírito de Deus." Antes de abraçar este Evangelho, eu havia estudado os credos do mundo cristão. Quando os interroguei acerca das coisas celestiais, do porquê viemos aqui, e da natureza da relação que sustentamos com Deus e com os seres celestiais, pude obter alguma informação? Não, nem a menor ideia. Certa vez ouvi um dos principais Élderes da Igreja Metodista Episcopal empreender explicar à sua congregação uma das coisas mais simples, a saber: "Que é a alma do homem?" Depois de haver labutado por duas longas horas, tendo esgotado sua linguagem, pois conhecimento não tinha nenhum, endireitou-se no púlpito e disse: "Meus irmãos e irmãs, devo chegar à conclusão de que a alma do homem é uma substância imaterial." Que bonito de se ver! Perdoai-me. Quanto ao espírito e sentimento de muitas destas pessoas, no tocante à moralidade, e a seus esforços para levar o Evangelho às nações pagãs, é excelente. E há, sem dúvida, milhões de pessoas tão honestas entre as várias denominações religiosas quanto entre os que professamente são Santos dos Últimos Dias. Mas não têm o Evangelho, estão em trevas quanto ao plano de salvação, e seus mestres são guias cegos, totalmente incapazes de dar ao povo a palavra viva, o caminho da vida. Se vivem de acordo com a melhor luz e conhecimento que têm e podem obter, estão seguros, e em condição de salvação. Qual é o pecado do ministério e do povo das atuais denominações cristãs? É que a luz veio a eles e a rejeitam. A condenação da nação judaica foi que a luz viera ao mundo, mas escolheram as trevas em vez da luz, porque suas obras eram más; assim diz o Salvador. O mesmo Evangelho que Jesus ensinou àqueles que o rejeitaram nos é confiado para pregar a todo o mundo, com as mesmas consequências que os alcançarão em algum tempo, em alguma condição.

Fomos caçados e expulsos de lugar em lugar, e os ímpios buscaram nossa destruição, simplesmente porque lhes oferecemos a luz, a verdade, o evangelho eterno. Embora tenhamos sido roubados de nossos lares e posses, ainda não conseguiram destruir-nos. Conseguirão? Penso que não. O Senhor disse que reuniria seu povo pela última vez, o que está fazendo; não permitirá que sejam vencidos, e o reino lhes seja arrebatado como antigamente. Nem tampouco será escarnecido e zombado quando vier desta vez — não porque os ímpios não repetiriam o mesmo tratamento, se lhes fosse permitido — mas porque virá em julgamento, tomando vingança sobre os ímpios e sobre os iníquos, e com a vassoura da destruição o refúgio das mentiras, e todos os que amam e fazem mentiras, serão varridos da terra, e poucos homens restarão. Se os Santos dos Últimos Dias não desistirem de correr atrás das coisas deste mundo, e começarem a reformar-se e a fazer a obra que o Pai lhes deu para fazer, serão achados em falta, e eles também serão varridos e contados como servos inúteis.

Santos dos Últimos Dias, ide e empreendei uma labuta convosco mesmos, exortai-vos a crer que o Senhor é Deus, que seus olhos estão sobre as obras de suas mãos, que nem mesmo o pardal deixa de ser alimentado, nem um cabelo de nossa cabeça cai ao chão sem que ele o note. Labutai convosco mesmos até que tenhais confiança em Deus e em suas revelações a nós; tornai-vos um nas coisas temporais assim como nas espirituais, tão depressa quanto puderdes. Entrai no pacto, na associação que chamamos a Ordem Unida, para que possamos começar a fazer a obra que empreendemos fazer.

Agora, farei uma proposta, e tereis cinco anos para realizar a obra que vou designar-vos. Ao povo do Vale de Sevier, do Condado de Millard, do Condado de Iron, do Condado de Piute, do Condado de Beaver, com Juab, Kane, Washington e o Condado de Sanpete, digo: ide e edificai um Templo em Sanpete. Assim que estiverdes prontos para começar, fornecerei a planta. O terreno já está escolhido. Não perguntamos se sois capazes de fazer isto; mas perguntai a vós mesmos se tendes fé suficiente para fazê-lo, pois sabemos que sois perfeitamente capazes de fazê-lo, se estiverdes dispostos, e fazê-lo dentro de três anos a partir do próximo abril. Depois, ao povo do Condado de Box Elder, do Vale de Malad, do Vale de Cache, de Soda Springs, e do Vale de Bear Lake, do Condado de Rich, e ao povo do Rio Bear, digo: uni vosso trabalho e começai, assim que puderdes, a edificar um Templo no Vale de Cache. Novamente, ao povo do Condado de Weber, do Condado de Davis, de Morgan e do Condado de Summit, do Condado de Salt Lake, de Tooele e do Condado de Utah, com o povo do leste e do oeste, direi: ide e terminai o Templo desta cidade sem demora. Podeis realizar a obra, vós, Santos dos Últimos Dias destes vários condados? Sim, é uma pergunta que posso responder prontamente; sois perfeitamente capazes de fazê-lo, a questão é: tendes a fé necessária? Tendes suficiente do Espírito de Deus em vossos corações para vos habilitar a dizer: Sim, com a ajuda de Deus nosso Pai, erigiremos estes edifícios a seu nome. Haverá comparativamente pouco dinheiro necessário; é quase tudo trabalho, tal como podeis realizar. Se o povo tivesse pago seu dízimo, e pago os trabalhadores empregados no Templo na proporção em que eu o fiz, aquele edifício já estaria terminado. Mas não sou obrigado a edificar Templos para o povo; este é nosso dever comum, para que todos tenham o privilégio de oficiar por si mesmos e por seus mortos. Quanto tempo, Santos dos Últimos Dias, até que creiais no Evangelho tal como ele é? O Senhor declarou ser sua vontade que seu povo entre em convênio, tal como Enoque e seu povo o fizeram, o que necessariamente deve preceder o privilégio de edificarmos a Estaca Central de Sião, pois ali estará o poder e a glória de Deus, e somente os puros de coração poderão viver e desfrutá-la. Ide agora, com todo o vosso vigor e com vossos meios, e terminai este Templo. Por quê, por qual razão? As razões são bem óbvias, e vós as compreendeis.

Algumas palavras às irmãs — vós, mães, que estais brincando com as ordenanças da casa de Deus, e com as bênçãos que vos são oferecidas, direi que virá o tempo, se persistirdes em assim fazer, em que lamentareis, e estareis dispostas a dar mundos, se os possuísseis, pelo privilégio de viver vossas vidas de novo. Algumas de vós tratais com desprezo os oráculos do reino de Deus sobre a terra, e, ao cometerdes este pecado, brincais com vossa própria salvação, assim como com a salvação de vossos filhos. Arrependei-vos, e voltai-vos para Deus, e ensinai a vossos filhos a importância de fazerem o mesmo, e da sacralidade das ordenanças e das leis de Deus. É a influência da mãe que mais eficazmente molda a mente do filho, para o bem ou para o mal. Se ela tratar levianamente as coisas de Deus, é bem provável que seus filhos se inclinem a fazer o mesmo, e o Senhor não a terá por inocente quando vier ajuntar suas joias; ele desconhecerá a todos assim, quando vier reclamar o que é seu, e dirá: Ide, nunca vos conheci.

Pode-se perguntar: Ides descontinuar a dar investiduras aqui? Penso ser muito provável que tenhais de ir aonde houver um Templo, ou passar sem ela. Em consequência de termos sido expulsos de nossos lares, e por causa de nossas circunstâncias destituídas, o Senhor nos permitiu fazer o que temos feito, a saber, usar esta Casa da Investidura para propósitos de Templo. Mas, agora que, pelas misericórdias e bênçãos de Deus, somos capazes de edificar Templos, é a vontade e o mandamento de Deus que o façamos.

Agradeço-vos a atenção. Encerraremos esta Conferência até o dia 6 de abril próximo, para nos reunirmos às dez horas da manhã, no Templo em St. George. Pretendemos dedicá-lo então. Dedicaremos algumas partes neste outono, e começaremos a trabalhar nele.

Sinto-me levado a abençoar o povo, e a dizer: que o Céu vos seja propício. Amém.

Como citar este discursoBrigham Young, “A Filosofia do Homem Sobre a Terra O Grande e Sublime Segredo da Salvação Somos Nós Um Natureza da Mordomia Aumento de Templos Ouvi, Mães”, Conferência Geral de Outubro de 1876, Sessão da Tarde de Domingo (1876-10-08). Pulpit Vault, 1876-10-young-philosophy-of-man-upon-the-earththe. Tradução desta edição, por método de glossário, contentdm.lib.byu.edu.Pulpit Vault, edição de 23 de setembro de 2026 (commit 4bdc6ac627).