A Trombeta do Evangelho A Salvação É Mais do que Batismo e Imposição de Mãos Responsabilidades dos Crentes Labores e Oportunidades do Mundo Espiritual O Ofício do Espírito Santo O Conhecimento do Evangelho, Certo e Seguro Seus Frutos São Bons, e Manifestos na Vida dos Que o Recebem
Joseph F. Smith
É com humildade, desejando que o Espírito do Senhor repouse sobre vós, meus ouvintes, bem como sobre mim, que me levanto para dirigir-me a vós. Fui solicitado a "tocar a trombeta do evangelho." Não sei se conseguirei fazer-me ouvir por esta grande congregação, a menos que todos permaneçam quietos e exerçam aquela fé que é nosso privilégio exercer quando reunidos na condição de adoração. ¶
Se estamos na linha de nosso dever, estamos empenhados numa causa grande e gloriosa. É muito essencial para nosso bem-estar individual que todo homem e toda mulher que entrou no convênio do evangelho, por meio do arrependimento e do batismo, sinta que, como indivíduos, é seu dever obrigatório usar sua inteligência, e o livre-arbítrio que o Senhor lhes deu, para a promoção dos interesses de Sião e o estabelecimento de sua causa na terra. Aqueles que não são fiéis no cumprimento desses deveres não podem ser inteiramente aceitáveis a Deus; pois estão, mais ou menos, na condição da Igreja de que se queixou o anjo ao Apóstolo João, por não serem nem frios nem quentes, mas mornos, e, por isso, apenas dignos de serem "vomitados", ou repudiados por Deus. Muito mais merecedores dessa repreensão e castigo são aqueles que não apenas são indiferentes aos interesses da causa de Deus e a seu crescimento na terra, mas que murmuram e criticam, e que, em vez de porem o ombro à roda, na verdade tentam retardar seu progresso, usando a pouca influência e os meios que possuem para obstruir a marcha avante do reino. ¶
Foi dito pelo Filho de Deus: "Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo não pode ver o reino de Deus." Isto foi dito a Nicodemos, um dirigente dos judeus, que evidentemente cria que Jesus fora enviado por Deus, mas que foi a Ele de noite, envergonhado de ser visto procurando uma pessoa tão humilde durante o dia, tendo, sem dúvida, aquele sentimento de orgulho mundano que anima o coração de muitos na presente geração, não ousou identificar-se com o Salvador do mundo, porque sua reputação e posição na sociedade seriam sacrificadas. Mas ele se maravilhou com o dito de Cristo, e, ao perguntar mais, o Salvador explicou, declarando: "Aquele que não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus." E direi ainda mais, que nascer da água e do Espírito somente não capacitará um homem a entrar no reino dos céus. Há algo ainda além disso, tão necessário quanto esta, a primeira ordenança do evangelho, que deve ser observado e honrado por aqueles desse novo nascimento, a fim de que possam obter a salvação plena que se busca. ¶
Nesta ocasião particular, o Salvador estava falando do Batismo, e, a fim de gravá-lo na mente de Nicodemos, para que fosse compreendido então, bem como para estar em vigor em todo o tempo futuro, de modo que o povo não precisasse ser enganado, Ele falou tão enfaticamente sobre este ponto de doutrina. Portanto, não importa quão devotos, honestos ou sinceros sejamos na profissão de nossa fé em Deus, ou no sistema de religião que possamos ter adotado, e que cremos ser o evangelho eterno, sem esta ordenança do batismo não podemos ser salvos--mas, primeiro tendo nos arrependido de nossos pecados com aquele arrependimento que não necessita ser arrependido, em outras palavras, afastando de nós todo mal, e evitando até mesmo a aparência do pecado, então sermos batizados por alguém autorizado por Deus, para a remissão desses pecados, e para o recebimento do Espírito Santo, tornando-nos assim herdeiros de Deus, e co-herdeiros com Jesus Cristo; ramos verdadeiros, enxertados na videira verdadeira, dando fruto da boa semente, produzindo o cêntuplo para a honra e glória de Deus. Repito, não importa quão honestos sejamos, ou professemos ser, em nossas convicções, sem este arrependimento, batismo e recebimento do Espírito Santo, que constituem o novo nascimento, não somos da família de Cristo, mas somos estranhos, alienados de Deus e de Suas leis, e nesta condição decaída permaneceremos, seja no corpo, seja no espírito, pelo tempo e pela eternidade, a menos que prestemos obediência ao plano concebido nos céus para a redenção e salvação da família humana, ¶
Os Santos dos Últimos Dias podem dizer: fomos ensinados nesta doutrina pelos Élderes em nossa terra natal, e a cremos, e nos arrependemos de nossos pecados, e fomos batizados, e recebemos o dom do Espírito Santo, o que foi um testemunho para nós de que havíamos feito a vontade do Pai, e, desde então, nosso testemunho tem sido frequentemente confirmado por meio das manifestações do poder de Deus, e a renovação de Seu Espírito em nosso coração. Por que, então, dizem eles, é necessário referir-se a estas coisas agora? Talvez se possa encontrar razão para isso no fato de que, a julgar pelas ações de muitos que professam ser Santos dos Últimos Dias, pareceria que chegaram à conclusão de que já concluíram sua obra, de que todas as exigências do evangelho já foram cumpridas, e que nada mais lhes resta senão entrar nas heranças prometidas aos fiéis. Talvez nos esqueçamos, por causa das coisas do tempo, que tanto tentam nossa natureza decaída, de que, tendo nascido de novo, o que é o despojar-se do homem velho, o pecado, e o revestir-se do homem novo, Cristo Jesus, nos tornamos soldados da cruz, tendo-nos alistado sob o estandarte de Jeová pelo tempo e pela eternidade, e de que fizemos os mais solenes convênios de servir a Deus e de contender seriamente pelo estabelecimento dos princípios da verdade e da retidão sobre esta terra continuamente enquanto vivermos. E, tendo sido "comprados por um preço," isto é, tendo sido redimidos do poder do pecado por meio do sangue expiatório do Salvador, como diz o Apóstolo, "não somos de nós mesmos;" somos dEle, e dependemos dEle, não apenas pela luz e pelo conhecimento que recebemos em virtude do evangelho restaurado nesta dispensação por meio do Profeta Joseph Smith, mas por todas as bênçãos temporais, e até mesmo por nosso próprio ser terreno. Portanto, não é condizente com nosso alto e santo chamado permitirmo-nos tornar descuidados e indiferentes aos interesses da causa que abraçamos, para que não falhemos por nossa inconsistência, e voltemos "como a porca lavada ao espojadouro de lama," e porventura sejamos considerados traidores à causa sagrada em que nos alistamos, e percamos o dom da vida eterna do qual fomos feitos herdeiros. Há um rumo traçado para nós seguirmos--é aquele caminho estreito e apertado que leva de volta à presença de Deus; a lâmpada para iluminar nossa marcha avante é o Espírito Santo, que recebemos ao, ou após, nosso novo nascimento. Se hesitarmos e nos desviarmos, nossa lâmpada arderá fracamente e por fim se apagará, e então, eis que o Consolador, a fonte da revelação, nos deixará, e as trevas tomarão seu lugar; então quão grandes serão essas trevas! Na proporção da luz que possuíamos, as trevas nos dominarão, e, a menos que um arrependimento pronto seja feito, as trevas aumentarão dentro de nós, até que percamos de vista nosso chamado, e nos esqueçamos dAquele que nos redimiu e nos reivindicou como Seus. O Apóstolo Paulo, em sua Primeira Epístola aos Coríntios, diz: "Não sabeis vós que sois o templo de Deus, e que o Espírito de Deus habita em vós? Se alguém destruir o templo de Deus, Deus o destruirá; porque o templo de Deus, que sois vós, é santo." Sua linguagem se aplica a nós como Santos dos Últimos Dias, e a destruição há de nos alcançar, tão certamente quanto é certo que Deus é um ser justo, se nos tornarmos indignos do chamado e do nome que portamos, por deixarmos de cumprir os deveres que nos recaem. ¶
Ao referir-me ao assunto do batismo como essencial à salvação, alguns poderiam perguntar: que seria daqueles que não ouviram o evangelho, e que, por isso, não tiveram a oportunidade de ser batizados, alegando nós, como alegamos, que o evangelho foi retirado da terra em consequência de sua rejeição quando proclamado por Jesus e Seus Apóstolos. A esses eu diria que Deus fez ampla provisão para todos os Seus filhos, tanto os ignorantes quanto os instruídos; aqueles a quem não foi pregado o evangelho na carne, o ouvirão no espírito, pois todos têm de ter o plano de salvação apresentado a eles, para sua aceitação ou rejeição, antes de poderem ser responsabilizados pela lei. "Porque," diz Paulo, "onde não há lei, também não há transgressão." Àqueles que não ouviram o evangelho na carne, se ainda não o ouviram pregado no espírito, certamente o ouvirão, e isso, também, por homens que anteriormente o pregaram na terra, que morreram como servos fiéis; eles continuarão seus labores no mundo espiritual, e aqueles que deles receberem o evangelho "viverão segundo Deus em espírito," e todos os que o ouvirem "serão julgados segundo os homens na carne," "pois," diz o Apóstolo Pedro, "para isso foi o evangelho pregado também aos mortos." (1 Pedro 4:6.) Quando, portanto, a lei lhes for revelada, e forem instruídos nela, então serão responsabilizados. Se a receberem, seus parentes ou amigos que permanecerem na terra, talvez durante o Milênio, agirão por eles, isto é, serão batizados por eles e em seu favor, para a remissão dos pecados, e serão confirmados membros da Igreja de Jesus Cristo, da mesma maneira como essa obra está sendo feita agora; havendo apenas uma fé, um Senhor, e um batismo, cuja lei é eterna e imutável, e, por isso, é aplicável tanto aos mortos quanto aos vivos, em todas as eras e climas; e, além disso, nenhuma criatura viva que se tenha tornado sujeita ao pecado e ao poder da morte em consequência da mortalidade pode evadir-se desta lei e ser redimida, pois é a porta para o aprisco de Cristo, aprisco que não pode ser adentrado senão pela porta. Tão grande e importante é este labor, e tão necessário para a salvação da família humana, tanto dos vivos quanto dos mortos, que, como disse o Profeta Joseph, ocupará todo o período do Milênio para se consumar. ¶
Em ligação com esta obra está o que foi dito a respeito do Profeta Elias, a saber, "a conversão do coração dos filhos aos pais, e do coração dos pais aos filhos," o que, se não for feito, ferirá toda a terra com uma maldição. ¶
O reino de Deus deve ser erguido sobre os princípios que Cristo revelou, sobre o fundamento da verdade eterna, sendo o próprio Jesus a principal pedra angular. Estes santos e sublimes princípios devem ser observados e honrados em nossa vida, a fim de que possamos obter uma exaltação com os santificados no reino de Deus. ¶
A beleza destes princípios é que são verdadeiros, e a satisfação derivada de sua adoção é o conhecimento que recebemos, o qual nos convence deste fato. Não cremos numa fábula, nem estamos alimentando um esquema engenhosamente arquitetado, mas fomos introduzidos na verdade, tendo Cristo por nossa cabeça, que é nosso precursor, nosso grande Sumo Sacerdote e Rei. É verdade que são poucos, comparativamente, os que reconhecem lealdade a Ele, e muitos destes, aparentemente, não compreendem a importância e o caráter obrigatório de seus convênios, ou de sua lealdade. Isto é muito lamentável, não porque o súdito leal e fiel perderá algo em consequência disso; mas porque aqueles que se abstêm de se exercitar em Sua causa sofrerão a perda, uma perda, também, que ainda não podem estimar. É de fato triste que alguém seja indiferente a este assunto de máxima importância. Quem há, entre aqueles que estiveram, ou agora estão, associados a esta Igreja, que não tenha sentido o poder do Espírito Santo, e percebido, em alguma medida, os benefícios desse Espírito por meio do conhecimento que imparte? Esta pergunta nos alcançará a todos, tanto os que se afastam da verdade, quanto os que são e permanecerão indiferentes à causa de Sião, bem como aos fiéis, quando comparecermos perante o tribunal de Deus, para prestar contas de nossos atos praticados na carne. ¶
O Espírito Santo é um personagem que age no lugar de Cristo. Pouco antes de o Redentor ressuscitado deixar a terra, Ele ordenou a Seus discípulos que permanecessem na cidade de Jerusalém até serem revestidos de poder do alto. Assim fizeram, e, de acordo com a promessa, o Consolador veio enquanto estavam reunidos, enchendo seu coração de alegria indizível, a tal ponto que falaram em línguas e profetizaram; e a influência inspiradora deste santo ser os acompanhou em todos os seus deveres ministeriais, capacitando-os a cumprir a grande missão para a qual haviam sido chamados pelo Salvador. Somos informados de que, em certa ocasião, enquanto pregavam o evangelho, muitos que os ouviam se convenceram da divindade de sua missão, e clamaram, dizendo: "Que faremos, homens irmãos?" Não lhes foi dito que viessem ao banco dos aflitos para serem orados, ou que cressem em Jesus, pois já criam e estavam convencidos; mas "disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo." O ofício do Espírito Santo é iluminar a mente do povo a respeito das coisas de Deus, convencê-lo, no momento de sua conversão, de que fez a vontade do Pai, e ser nele um testemunho permanente, como companheiro pela vida, agindo como o guia certo e seguro a toda a verdade, e enchendo-o, dia após dia, de alegria e contentamento, com uma disposição para fazer o bem a todos os homens, para sofrer o mal antes de fazê-lo, para ser bondoso e misericordioso, longânimo e caridoso. Todos os que possuem este dom inestimável, esta pérola de grande valor, têm sede contínua de retidão. Sem o auxílio do Espírito Santo, nenhum mortal pode andar no caminho estreito e apertado, sendo incapaz de discernir o certo do errado, o genuíno do falsificado, tão semelhantes podem eles ser feitos parecer. Portanto, cabe aos Santos dos Últimos Dias viver de maneira pura e reta, a fim de que este Espírito permaneça neles; pois só é possuído com base no princípio da retidão. Não posso recebê-lo por vós, nem vós por mim; cada um tem de responder por si mesmo, seja de nascimento elevado ou humilde, instruído ou não, e é privilégio de todos, igualmente, tornarem-se partícipes dele. ¶
Sei que Deus vive, e que Se revelou. Sei que o Espírito Santo foi conferido aos filhos dos homens, e que o evangelho foi restaurado aos habitantes da terra em sua plenitude. Sei que o Santo Sacerdócio, que é o poder de Deus delegado ao homem, foi restaurado à terra. Sei que Deus tem libertado Seu povo, e que continuará a libertar-nos, e a conduzir-nos, à Sua própria e peculiar maneira, de vitória em vitória, de conquista em conquista, até que a verdade e a retidão predominem nesta Sua terra, na medida em que permanecermos fiéis a Ele e uns aos outros. ¶
Pode surgir a pergunta na mente de alguns: como sabeis dessas coisas? ¶
Talvez eu possa, ao menos em parte, responder à pergunta fazendo outra: como sabe a criança, ou o jovem, imediatamente, quando comete o primeiro ato mau de sua vida? Não há dentro dele uma consciência do certo e do errado? Isto é uma porção da divindade que ilumina a todo aquele que vem ao mundo, que age como um monitor para o coração e a alma, e nunca deixa de imprimir na mente um senso inconfundível do certo e do errado. ¶
Esta mesma centelha de divindade, este monitor que fala de maneira inconfundível ao entendimento da criança, desaprovando seu erro, falará, em linguagem igualmente inconfundível, aprovando os atos bons e justos. Portanto, sei que o que declaro é verdadeiro, porque minha consciência aprova minha obediência às exigências do evangelho; este monitor interior testifica a meu espírito que, ao prestar esta obediência, faço o certo, e me dá a mesmíssima segurança quando estou no desempenho de quaisquer outros deveres, seja oficiando na condição de Élder, seja no cumprimento daqueles deveres que, como indivíduo, devo à sociedade. ¶
É este o único modo? Não; sei-o pela vista do olho, pelo ouvir do ouvido, e pelo sentir do coração. Sei que o "mormonismo" é verdadeiro, porque seus frutos são puros e bons. Os frutos de nossa religião podem ser vistos e ouvidos, e sua influência pode ser sentida. Por exemplo, aqui está um irmão que não toma o nome do Senhor em vão; não furta, nem mente, nem comete adultério, nem daria falso testemunho contra seu próximo; honra seus pais e procura fazer aos outros o que gostaria que lhe fizessem; ele traz o fruto pleno do Espírito que recebeu em virtude de sua obediência ao evangelho, que é "caridade, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança;" sua influência é boa, e sabeis que ele bebeu da fonte pura, que colheu seus figos da figueira, pois, se fosse de outro modo, seus atos, os frutos de sua vida, seriam de natureza oposta. Além disso, esta certeza inconfundível, derivada de prestar obediência a, e praticar, os princípios da vida eterna, está sendo continuamente confirmada, por assim dizer, por "preceito sobre preceito, linha sobre linha," por meio das revelações do Espírito Santo, que é uma fonte contínua e infalível de inteligência, de alegria e felicidade, aproximando de Deus aquele que a possui, e fazendo-o, por fim, assemelhar-se ao seu Criador. ¶
É o néscio que disse em seu coração: "Não há Deus," e seria de fato uma mente fraca e tola a que se contentasse sem saber, além de toda dúvida, o Autor e a Fonte de sua religião, quando a oportunidade de averiguar o fato lhe é oferecida. ¶
Sei que os frutos de minha religião são bons, são temperados com as doçuras do céu, e imparte saúde e vida à alma, e sei que Deus, o Criador do céu e da terra, é seu autor. Nenhum homem precisa perguntar-se se isso é realmente verdade ou não, pois todos podem saber por si mesmos, todos podem participar do fruto da videira, e comer e viver, todos podem beber da fonte eterna, e beber e ter sede de mais. Estas coisas eu vos declaro serem verdadeiras e fiéis. Estou familiarizado com elas desde a minha juventude, e tenho sentido sua influência desde minha infância. Vi o efeito do seu oposto, e sei do que falo. Não posso negar estas coisas, nem pode fazê-lo qualquer homem que já as conheceu, ainda que apostate delas, a menos que negue a si mesmo e a seu Deus. ¶
O homem que abraça o que se chama "mormonismo," mas que na verdade é o evangelho do Filho de Deus, e vive de acordo com seus preceitos, jamais mentirá nem furtará; não desonrará seus pais nem desprezará seus irmãos mais pobres; jamais, nunca, falará contra os ungidos do Senhor, nem terá vergonha de reconhecer seu Deus, a quem deve homenagem e gratidão agora e para sempre; jamais praticará um ato desonroso, nem deixará de reconhecer a Deus em todas as coisas, nem se recusará a prestar obediência implícita às revelações de Deus que lhe forem aplicáveis. É verdade, o homem pode errar de julgamento, pode ser deficiente em muitas coisas por causa de sua natureza decaída, mas o sistema de salvação é perfeito. Jesus, o Unigênito do Pai, em quem não havia mácula, é seu autor; Ele é o Padrão para todo o mundo, e o será para sempre. Ele teve poder para dar a Sua vida e para retomá-la, e, se guardarmos invioláveis os convênios do evangelho, permanecendo fiéis e verdadeiros até o fim, nós também, em Seu nome e por meio de Seu sangue redentor, teremos poder, no devido tempo, para ressuscitar estes nossos corpos, depois de terem sido entregues à terra. ¶
Sejamos, então, meus irmãos e irmãs, valentes pela verdade, mantendo nossa integridade para com Deus e nossos irmãos em toda mansidão, para que finalmente cheguemos ao conhecimento de Deus e de Jesus Cristo, a quem Ele enviou, conhecer a quem é a vida eterna; esta é minha oração em nome de Jesus. Amém. ¶