Os Santos São Escolhidos A Vida Eterna Vale Mais que Todas as Coisas As Obras Devem Corresponder à Fé A Oração a Deus é um Dever
Wilford Woodruff
Nós, como povo, temos tido muito ensino e conselho em nossos dias e geração. Alguns de nós temos sido ensinados nas coisas deste reino por mais de quarenta anos, e, a esta altura, deveríamos exercer fé nas promessas de Deus. Temos aguardado o cumprimento das revelações que foram dadas em todas as eras e dispensações já passadas; e não só temos esperado seu cumprimento, mas ajudamos a cumprir muitas delas no curso de nossas vidas. Esta obra é a obra de Deus, não é a obra do homem. O Senhor pôs sua mão, nestes últimos dias, em cumprimento da revelação e profecia, e das promessas que têm sido feitas há milhares de anos, a respeito da terra e suas dispensações. ¶
Direi aqui que todos os homens inspirados, desde os dias do pai Adão até os dias de Jesus, tiveram uma visão, mais ou menos, da grande e última dispensação da plenitude dos tempos, quando o Senhor porá sua mão para preparar a terra e um povo para a vinda do Filho do Homem, e um reinado de retidão. Um dos irmãos falava aqui sobre as opiniões sustentadas por alguns no mundo, que consideram o cristianismo e a obra de Deus um fracasso. Direi que a obra do Senhor jamais foi um fracasso, e jamais o será. Seus propósitos têm de se realizar na terra. Há uma coisa verdadeira, a respeito da história e das jornadas dos Santos de Deus em toda era do mundo -- têm tido de passar por provações, tribulações e perseguições, e tiveram de lutar contra a oposição, e este será sempre seu destino, até que o poder do mal seja vencido. Este é um dos legados que Deus destina aos Santos, enquanto habitam na carne, no meio de um mundo de demônios, pois o mundo está cheio deles, há milhões e milhões -- todos os que foram expulsos do céu; nunca morrem, e nunca deixam a terra, mas habitam aqui, e continuarão a fazê-lo até que Satanás seja preso. Como povo, temos de enfrentar esta guerra, e os Santos de Deus tiveram de lutar contra ela em toda era do mundo. Todo homem que se propõe a servir a Deus tem de erguer os ombros e enfrentá-la, e todo homem que não confiar em Deus e permanecer em sua causa, até a morte, não é digno de um lugar no reino celestial. Disse Jesus -- "Eu vos escolhi do mundo, por isso o mundo vos odeia; se fôsseis do mundo, o mundo amaria o que é seu. Odiaram-me, e vos odiarão; e, se me perseguiram, vos perseguirão." Este é o legado com o qual todos os Santos podem contar receber. É verdade que houve uma diferença nas várias dispensações. Esta é a única dispensação que Deus jamais estabeleceu que foi pré-ordenada, antes de o mundo ser feito, para não ser vencida por homens ímpios e demônios. Todas as outras dispensações sofreram guerra dos habitantes da terra, e os servos e Santos de Deus foram martirizados. Foi esse o caso com Jesus e os Apóstolos em seus dias. O Senhor deu àquele bom e velho Profeta Enoque, Presidente da Sião de Deus, que permaneceu no meio de seu povo por trezentos e sessenta e cinco anos, uma visão da terra em suas várias dispensações, mostrando-lhe que viria o tempo em que ela gemeria sob a iniquidade, blasfêmia, assassinatos, fornicações e abominações de seus habitantes. O Profeta perguntou ao Senhor se haveria alguma vez um tempo em que a terra descansaria; e o Senhor respondeu que, na dispensação da plenitude dos tempos, a terra encheria a medida de seus dias, e então descansaria da iniquidade e das abominações, pois naquele dia ele estabeleceria seu reino sobre ela, para nunca mais ser derrubado. Então um reinado de retidão começaria, e os honestos e mansos da terra seriam ajuntados para servir ao Senhor, e sobre eles repousaria o poder de edificar a grande Sião de Deus nos últimos dias. Estas coisas também foram mostradas a Abraão, e muitos outros dos antigos servos de Deus tiveram vislumbres delas por visão, revelação e a inspiração do Espírito de Deus, e o que viram, ou um relato do que viram, foi deixado em registro. ¶
Esta é uma dispensação sobre a qual todos os Patriarcas e Profetas tinham os olhos postos, e o Senhor a começou, e a tem conduzido agora por mais de quarenta anos, desde que esta Igreja foi organizada com seis membros. Não temos, de todo, viajado em leitos de facilidade, temos tido guerra e oposição desde o início até este dia; mas nós, e o mundo, podemos deixar nossos corações em repouso a respeito do "mormonismo," pois jamais cessará, até que o Senhor Jesus Cristo venha nas nuvens do céu. Esta nação, e outras nações, guerrearão contra os Santos de Deus até que seu cálice esteja cheio; e, quando amadurecerem na iniquidade, o Senhor Todo-Poderoso os cortará fora, e os juízos do Deus Altíssimo se seguirão ao testemunho dos Élderes de Israel. ¶
É assim que vejo isto. Somos chamados a cumprir nosso dever a respeito do assunto de que falaram os irmãos Van Cott e Cannon. Que é este mundo, gostaria de saber? Que são as coisas deste mundo? Que são casas e terras, bens e enseres, e os tesouros da terra, em geral, para nós? Que são eles para qualquer Santo de Deus, comparados com a vida eterna? Certamente estaríamos tão bem, ou melhor, unindo-nos a nós mesmos e nossos interesses nas coisas de Deus, do que estando separados. Tem havido demasiado egoísmo e divisão, e cada homem por si, entre nós, e o diabo por todos nós. A vida eterna vale mais para um Santo de Deus do que todas as outras coisas juntas, de fato é o maior dom que Deus já deu ao homem, ou que pode lhe dar, e o que quer que o Senhor exija de nossas mãos, deveríamos estar prontos a fazê-lo, individual e coletivamente. ¶
Como já frequentemente observei em meu testemunho, desde minha juventude tive o desejo de viver para ver um povo se levantar na terra, e lutar pela fé uma vez entregue aos Santos, que receberia e ensinaria o Evangelho de Jesus Cristo tal como foi ensinado em seus dias e geração. Quando ouvi este Evangelho, o abracei. No primeiro sermão que já ouvi, o Espírito de Deus me deu testemunho de que era verdadeiro, e fui e fui batizado para a remissão de meus pecados. Recebi a imposição das mãos, e o Senhor me deu o Espírito Santo, e um testemunho, exatamente como o deu a vós, e a centenas de milhares dos que obedeceram ao Evangelho. ¶
Foi pouco tempo depois de abraçar a obra que fui chamado a ir com meus irmãos mil milhas, para a redenção de Sião. Fui de bom grado, pois sabia que era a obra de Deus, era o que eu havia buscado desde os oito anos de idade, o que fora ensinado na Escola Dominical Presbiteriana, e o que havia lido no Novo Testamento na casa de meu pai. Desde aquele tempo, aguardara estas coisas, e tinha o testemunho de que viveria para vê-las, e vivi, e, quando abracei este Evangelho, meu coração se encheu de alegria e consolo; e, quanto a este mundo, se eu o tivesse por inteiro, sentia, naqueles dias, como sinto agora, que não se colocaria em meu caminho na busca da vida eterna. ¶
Fui chamado a tomar minha vida em minhas mãos, e subir a Missouri, e um pequeno punhado de nós subiu para redimir nossos irmãos. Certamente tivemos de ir pela fé. Meus vizinhos me chamaram e imploraram que não fosse; disseram -- "Não vás, se fores, perderás a vida." Eu lhes disse -- "Se eu soubesse que teria uma bala atravessando meu coração no primeiro passo que desse no Estado de Missouri, iria." Fui, e não fui baleado, nem tampouco nenhum dos outros, mas cumprimos o mandamento de Deus. Era assim que me sentia naqueles dias a respeito da obra de Deus, e é assim que me sinto hoje. Ando atrás da salvação e da vida eterna, e não quero que nada se interponha entre mim e aquilo que persigo. Não faz diferença alguma pelo que possamos, como povo, ser chamados a passar. Os homens não podem ir além do que lhes é permitido pelo Senhor. Já observei frequentemente, e repito, que vosso destino, o destino desta nação, e o destino de todo rei, príncipe, presidente, estadista e governante debaixo do céu, estão nas mãos do Deus de Israel. Ele fez o mundo e todos os seus habitantes, e não podem ir além do que lhes é permitido. Se nos unirmos segundo a lei de Deus, teremos muito mais segurança do que se nos afastarmos dos mandamentos do Senhor, e colocarmos nossos corações nas coisas deste mundo. Se esquecermos a Deus, estamos sujeitos a sermos açoitados; é esse meu sentimento nesta manhã. ¶
Esta é a obra de Deus. O Senhor pôs sua mão para edificar seu reino, e o fará, quaisquer que sejam as consequências. Quaisquer que sejam as perseguições ou dificuldades por que seus Santos sejam chamados a passar, o Senhor jamais retirará sua mão, pois decretou, antes da fundação do mundo, que, na dispensação da plenitude dos tempos, seu reino seria estabelecido na terra, para nunca mais ser derrubado. ¶
O mundo tem tido suas dispensações: estamos ao fim dos seis mil anos, e nos aproximamos da vinda do Filho do Homem nas nuvens do céu, com poder e grande glória, para recompensar cada homem segundo as obras feitas no corpo; e, quaisquer que sejam os sentimentos do mundo, o Senhor decretou uma desgraça àquele homem, àquela casa, àquela nação, ou àquele povo, que rejeitar o testemunho de seus servos. Diz o Senhor que terá uma controvérsia com as nações, e julgará o mundo com fogo e espada, e suplicará com toda a carne, e os mortos do Senhor serão muitos. E se alguns de nós tivermos de sacrificar nossas vidas pela palavra de Deus e o testemunho de Jesus Cristo? E daí? Que é a vida de um homem? O mundo inteiro morrerá. Exércitos, contendo milhares de homens, avançam pela honra de serem mortos, a fim de defender um rei ou um governo. É pior morrer pela palavra de Deus e o testemunho de Jesus Cristo do que morrer servindo ao diabo? Nem um pouco. Glorio-me, em meus sentimentos, com o espírito valoroso que é, e tem sido, manifestado pelos servos do Deus vivo na causa da verdade, e na defesa da grande obra dos últimos dias. O Senhor jamais levantou um conjunto melhor de homens e mulheres, desde que o mundo existe, do que aqueles que abraçaram o Evangelho de Jesus Cristo nestes últimos dias. Têm o testemunho de Jesus Cristo consigo, e foram chamados a passar por muitas provações, até aqui, na história e progresso da obra de Deus. É verdade que muitos têm quebrado seus convênios, e se afastado do Senhor, e a razão é que deixaram de servir a Deus, e empreenderam servir a si mesmos, e isso os conduziu às trevas. Rejeitaram as coisas do reino do céu, e o espírito de Deus lhes foi tirado, e essa classe de pessoas, em toda era do mundo, é a mais escura de todas as que já respiraram o fôlego de vida. Perdem toda confiança em todo princípio de salvação e vida eterna revelado ao homem. ¶
A respeito de nossa posição presente, quero dizer que é dever de todo Santo de Deus nestes vales das montanhas deixar suas orações subirem aos ouvidos do Senhor dos Exércitos, dia e noite, na devida ocasião, no círculo familiar e em lugares privados, para que o Senhor sustente seu povo, edifique Sião, e cumpra suas promessas. Estamos obrigados por dever a cumprir as nossas, e o Senhor não falhará agora, mais do que em qualquer outra ocasião. Não falhou nos dias de Jesus Cristo, nem um pouco. Jesus era pobre, e, da manjedoura à cruz, passou toda a sua vida na mais profunda pobreza, sofrimento e aflição; desceu abaixo de todas as coisas, para poder se elevar acima de todas, e nos é dito que não tinha dinheiro suficiente para pagar seus impostos a César, e teve de enviar Pedro para pescar um peixe, a fim de obter dinheiro para esse propósito. Foi pobre por toda a sua vida. É pior para vós, ou para mim, ou para qualquer outro Santo de Deus, sofrer perseguição, aflição, pobreza ou provações, do que para nosso grande Líder, Presidente, Redentor, Rei e Salvador, que há de vir nas nuvens do céu? Não, nem um pouco. Como alguns de nossos irmãos disseram, há necessidade de nos arrependermos e nos humilharmos diante do Senhor nosso Deus, para que possamos ter e desfrutar mais do Santo Espírito, para nos preparar para o que está diante de nós. É nosso dever nos unirmos como povo; nossa salvação temporal está nisso, e não deveríamos ser reticentes a este respeito. Não deveríamos apenas pregá-lo, mas também estar prontos a o praticar; como líderes e como povo, todos deveriam se unir em cumprir o que é exigido de nós. Como indivíduo, não temo morrer de fome, nunca tive medo disso em minha vida, e já viajei muitos milhares de milhas para pregar o Evangelho sem dinheiro e sem preço, e assim têm feito muitos de meus irmãos que estão ao meu redor, e nunca morremos de fome, e não esperamos morrer. O fato é que tudo o que temos aqui, nestes vales das montanhas -- este Tabernáculo, este Templo, estes terrenos públicos, e todas as cidades e vilas que foram construídas por mais de seiscentas milhas de Território -- são um dom de Deus para nós. O Senhor sabe que este país era bastante estéril quando aqui chegamos, e um povo fiel foi provado aqui com guerras de grilos e gafanhotos, até a fome os encarar de frente; mas confiaram em Deus, e não ficaram decepcionados. ¶
Nossas orações deveriam subir, dia e noite, em favor de nosso Presidente, e da Presidência, que Deus tem sustentado desde o princípio, e também pelos líderes do povo, e uns pelos outros. Deveríamos trabalhar e orar por isto. Estamos fazendo história. As jornadas e a experiência dos Santos dos Últimos Dias têm sido tão interessantes quanto a história de qualquer povo, em qualquer dispensação, desde que o mundo começou. Joseph Smith foi um Profeta de Deus, e foi chamado a lançar o fundamento deste reino; foi levantado desde antes da fundação do mundo para este propósito, e veio, pelos lombos do antigo José, que foi vendido ao Egito, e habitou na carne, e nada falhou em seu cumprimento, no que a ele dizia respeito. Viveu até plantar o Evangelho, até receber o apostolado, e todo ramo do Sacerdócio de Arão e de Melquisedeque, todas as chaves do reino de Deus, tudo o que era necessário para lançar o fundamento desta Igreja e Reino, que Deus, pela boca de santos Profetas, declarou que seria estabelecido nos últimos dias, para nunca mais ser derrubado. ¶
Sob estas circunstâncias, é claro, exige-se fé da parte dos Santos, para viverem sua religião, cumprirem seu dever, andarem retamente diante do Senhor, e edificarem sua Sião na terra. Depois, exige-se obras que correspondam à nossa fé. Sei que o testemunho de Jesus Cristo não é palatável; não agrada, e nunca agradou, aos ouvidos do mundo em geral. A Cristandade hoje não gosta do "mormonismo," porque entra em contato com as tradições transmitidas pelos pais; o mundo nunca gostou da verdade. Não podemos evitar isso, é nosso dever prestar um testemunho verdadeiro e fiel da obra de Deus, e pregar o Evangelho que nos foi revelado, em nossos dias, pelo ministério de anjos do céu. Aquele Evangelho é o mesmo que foi ensinado por Adão, e os antigos patriarcas, Abraão, Isaque e Jacó, Noé, Enoque, Matusalém, e todos os antigos Profetas, também por Jesus e os Apóstolos. Nunca houve senão um Evangelho, e nunca haverá senão um entregue aos filhos dos homens, e este nunca mudou, e nunca mudará, no tempo nem na eternidade. É o mesmo em toda era do mundo; suas ordenanças são as mesmas. Os crentes no Evangelho tinham fé em Jesus antes de ele vir na carne, e o arrependimento do pecado foi pregado antes de seus dias, tanto quanto depois; também praticavam o batismo para a remissão dos pecados, e a imposição das mãos para o dom do Espírito Santo; e tinham a organização da Igreja, com homens inspirados nela. Diz o Senhor Jesus, "Coloquei na Igreja, primeiro, Apóstolos, segundo, Profetas, terceiro, Mestres, pastores, dons, auxílios e governos." Para quê? Para a obra do ministério, para o aperfeiçoamento dos Santos, etc. Estas coisas são necessárias em toda era do mundo, e foram restauradas nestes últimos dias, e são verdadeiras, e terão seu efeito sobre os filhos dos homens. Quando este Evangelho é pregado aos gentios, e eles se consideram indignos da vida eterna, irá à casa de Israel, e os primeiros serão então últimos, como os últimos têm sido primeiros. ¶
É nosso dever, como povo, unirmo-nos, e não sermos negligentes em fazer o bem. Como já disse, deveríamos deixar nossas orações subirem diante do Senhor. Tenho mais fé na oração diante do Senhor do que em quase qualquer outro princípio na terra. Se não temos fé na oração a Deus, não temos muita nem nele nem no Evangelho. Deveríamos orar ao Senhor, pedindo-lhe o que precisamos. Que as orações deste povo subam diante do Senhor continuamente, na devida ocasião, e o Senhor não as rejeitará, mas serão ouvidas e respondidas, e o reino e a Sião de Deus se levantarão e brilharão, ela vestirá suas belas vestes, e se revestirá da glória de seu Deus, e cumprirá o objetivo de sua organização aqui na terra. Portanto, digo, irmãos e irmãs, cumpramos nosso dever. Oremos pela Presidência desta Igreja; sustentemo-los e apoiemo-los por nossa fé e por nossas obras. Foram chamados por Deus, têm sido nossos líderes por anos. O Presidente Young tem liderado esta Igreja por muito mais tempo do que qualquer outro homem. Suas obras e sua vida têm estado diante de vós, e o conheceis, e o rumo que ele tem seguido. Deus o tem abençoado, e ele tem sido proveitoso para nós. As revelações de Deus, e os princípios que ele trouxe, têm sido um consolo para Israel. Nossas orações deveriam subir por ele, para que seja restaurado à saúde, e preservado pela mão de Deus. Deveríamos orar ao Senhor por tudo o mais de que precisamos. Depois, deveríamos ir e cumprir nosso dever, construindo os Templos de nosso Deus, para que possamos magnificar nosso chamado, e sermos salvadores no Monte Sião, pelos vivos e pelos mortos. Nos mil e setecentos anos já passados, mais de cinquenta bilhões de pessoas foram para o mundo espiritual, sem jamais terem visto o rosto de um Profeta ou de um Apóstolo, e sem jamais terem ouvido as palavras de um homem inspirado, pois, durante todo aquele tempo, nenhum homem foi chamado por Deus para edificar seu reino na terra. Quaisquer que sejam as opiniões do mundo cristão, estas coisas são verdadeiras. Quando os Apóstolos foram mortos, o Sacerdócio partiu da terra, e a Igreja foi para o deserto, ou, em outras palavras, houve uma apostasia entre os gentios, como havia havido antes entre os judeus. Aquelas gerações estão no mundo espiritual, fechadas em prisão; têm de ser visitadas por homens que detiveram o Sacerdócio na carne, para que lhes preguem o Evangelho, exatamente como fez Jesus, quando foi pregar aos espíritos em prisão, durante os três dias e noites em que seu corpo jazeu na tumba. Este é nosso dever. E direi aqui que todo Élder de Israel que dá sua vida, seja morrendo em sua cama, seja morto pelos inimigos da verdade, ao ir para o mundo espiritual, suas obras o seguem, e ele descansa em paz. O Sacerdócio não lhe é tirado, e tem milhares a mais para pregar ali do que jamais teve aqui na carne. Mas depende dos vivos, aqui, erguer Templos, para que as ordenanças pelos mortos possam ser atendidas, pois, com o tempo, encontrareis vossos antepassados no mundo espiritual, que nunca ouviram o som do Evangelho. Vós que estais aqui em Sião tendes poder para serdes batizados por, e redimir, vossos mortos. A ressurreição e a vinda do Messias estão à porta. Os sinais do céu e da terra indicam a vinda do Senhor Jesus Cristo. As figueiras estão brotando suas folhas aos olhos de todo homem que tem a fé do Evangelho. Procuremos, portanto, cumprir nosso dever. Atendamos às ordenanças da casa de Deus, e unamo-nos segundo sua lei, pois Jesus jamais receberá a Sião de Deus, a menos que seu povo esteja unido segundo a lei celestial, pois todos os que vão à presença de Deus têm de ir ali por esta lei. Enoque teve de praticar esta lei, e teremos de fazer o mesmo, se algum dia formos aceitos por Deus como ele foi. Foi prometido que a Nova Jerusalém será edificada em nossos dias e geração, e terá de ser feito pela Ordem Unida de Sião, e segundo a lei celestial. E não somente isso, mas nós mesmos temos de guardar essa lei, se algum dia herdarmos aquele reino, pois nenhum homem receberá uma glória celestial, a menos que se sujeite a uma lei celestial; nenhum homem receberá uma glória terrestre, a menos que se sujeite a uma lei terrestre, e nenhum homem receberá uma glória telestial, a menos que se sujeite a uma lei telestial. Há uma grande diferença entre a luz do sol ao meio-dia, e o brilho fraco das estrelas à noite, mas essa diferença não é maior do que a diferença da glória nas várias porções do reino de Deus. ¶
Sempre disse e cri, e ainda hoje creio, que valerá a pena, para vós e para mim, e para todos os filhos e todas as filhas de Adão, sujeitarmo-nos à lei celestial, pois a glória celestial vale tudo o que possuímos; ainda que exija cada dólar que temos, e nossas vidas de quebra, se obtivermos entrada no reino celestial de Deus, nos recompensará amplamente. Os Santos dos Últimos Dias partiram em busca da glória celestial, e, se apenas conseguirmos ser suficientemente fiéis para obter uma herança no reino, onde Deus e Cristo habitam, nos regozijaremos por todas as intermináveis eras da eternidade. ¶
Agradeço a Deus por meus ouvidos terem escutado o som do Evangelho. Agradeço a Deus por ter sido preservado na terra, para viver e ver o rosto de um Élder de Israel, para ser chamado por Deus, e administrar as ordenanças de sua casa. Viajei bastantes milhas com o Presidente Joseph Smith, como alguns de vós também fizestes; também viajei bastantes milhas com o Presidente Young, e com os Apóstolos e Élderes de Israel, e nunca ainda vi a hora, no meio de nossas mais profundas aflições e perseguições, em que lamentasse ter abraçado o Evangelho, e espero jamais lamentar. ¶
Oro a Deus, meu Pai celestial, para que inspire nossos corações, como Santos dos Últimos Dias, para que possamos nos tornar um, e, não tendo o temor do homem diante de nossos olhos, mas o temor de Deus, para que possamos estar prontos a fazer o que quer que seja exigido de nós, e cumprir os conselhos dos servos de Deus. Quando fizermos isto, seremos felizes, e seremos salvos, seja na vida, seja na morte. Oro para que sigamos este rumo, e para que vençamos o mundo, a carne e o diabo, e herdemos a vida eterna, por amor de Jesus. Amém. ¶