Templos a Serem Construídos ao Nome do Senhor; A Localização de Sua Edificação, e os Propósitos para os Quais Serão Construídos
Orson Pratt
Vou chamar a atenção da congregação para uma parte da palavra de Deus contida no terceiro capítulo de Malaquias — "Eis que eu envio o meu mensageiro, que preparará o caminho diante de mim; e de repente virá ao seu templo o Senhor, a quem vós buscais, e o mensageiro do convênio, em quem vos deleitais; eis que ele vem, diz o Senhor dos Exércitos. Mas quem suportará o dia da sua vinda? e quem subsistirá, quando ele aparecer? Porque ele será como o fogo do ourives e como o sabão dos lavandeiros. E assentar-se-á, refinando e purificando a prata; e purificará os filhos de Levi, e os refinará como ouro e como prata; então ao Senhor trarão oferta em justiça." ¶
Li estas palavras por causa da peculiar profecia nelas contida, a respeito do que o Senhor há de realizar por ocasião de sua vinda. Uma profecia de que o Senhor viria, e que a natureza dessa vinda seria tal que apenas alguns, comparativamente, estarão preparados para suportar aquele dia; que, quando ele vier, terá um Templo sobre a terra, ao qual virá. Parte do programa que foi lido ontem de manhã, se bem me recordo, para que os Élderes discursassem durante a Conferência, dizia respeito à construção de Templos. A construção de Templos do Senhor é prometida em sua palavra, pois ali lemos que, nos últimos dias, ele teria uma casa construída sobre a terra. Sei que, aos ouvidos desta geração, soará muito estranho falar de que o Senhor terá uma casa construída neste nosso globo; contudo, temos tal promessa, por mais estranho que pareça, e de que, quando o Senhor Jesus se revelar do céu em fogo flamejante, e se assentar como o fogo do ourives e como o sabão dos lavandeiros sobre os filhos de Levi, para purificá-los como ouro e como prata, ele, naquele dia, virá ao seu Templo, e virá muito repentinamente. Isto mostra, de imediato, que ele deve ter um Templo sobre a terra nos últimos tempos. ¶
Há outros dois Profetas, além de Malaquias, que falaram da casa do Senhor. Isaías, em seu segundo capítulo, refere-se à construção da casa do Senhor nos últimos dias. Repetirei a passagem — "E acontecerá nos últimos dias que o monte da casa do Senhor se firmará no cume dos montes, e se exalçará por cima dos outeiros; e concorrerão a ele todas as nações. E irão muitos povos, e dirão: Vinde, subamos ao monte do Senhor, à casa do Deus de Jacó, para que nos ensine acerca dos seus caminhos, e andemos nas suas veredas;" e "o Senhor repreenderá nações fortes ao longe" — referindo-se a nações a grande distância de Jerusalém, onde o Profeta proferiu a profecia. "Repreenderá nações fortes ao longe, e elas converterão suas espadas em enxadões e suas lanças em foices. Nação não levantará espada contra nação, nem aprenderão mais a guerrear." O quarto capítulo de Miqueias contém uma predição semelhante, que não é necessário repetir, pois ele reproduz, quase palavra por palavra, o que está no segundo capítulo de Isaías, mostrando de forma clara e evidente que, nos últimos dias, Deus teria uma casa construída sobre a terra. ¶
Talvez nossos amigos cristãos objetem que os Santos dos Últimos Dias proclamem, em meio à Cristandade, que o Senhor pretende ter uma casa construída sobre a terra. Provavelmente dirão: "Ele tem centenas delas, e as tem tido por muitas gerações. Deus tem casas espalhadas aqui e ali por todas as nações cristãs, e nunca houve um tempo, desde os dias dos Apóstolos, em que o Senhor não tivesse uma casa, seja em Corinto, Atenas, ou algum outro lugar; e podeis ler as inscrições sobre elas ao passardes pelas vilas e cidades da Cristandade." Estas casas são chamadas casas de Deus, ou de Jesus, a igreja de São João, São Pedro, São Paulo, São Marcos e outros, e todas elas são consideradas casas de Deus. Prouvera a Deus que isto fosse verdade! Prouvera a Deus que ele tivesse dado alguma direção quanto à construção de algumas destas casas! Mas, ai, quando passamos a indagar sobre sua origem, descobrimos que foram construídas por homens não inspirados, que a arquitetura e tudo o que a elas pertence foi concebido pela astúcia e sabedoria dos homens. Perguntai-lhes se Deus lhes ordenou escolher o local particular sobre o qual uma dessas casas está construída. Dirão: "Não, Deus não dirige mais nos dias de hoje. Houve um tempo em que o Senhor dirigia em tais assuntos, mas agora temos homens sábios, temos corpos de homens instruídos que estudaram teologia. Não precisamos que o Senhor interfira em nossos dias; ele nada diz ao povo na era em que vivemos; estas casas foram construídas de acordo com os melhores planos e a melhor arquitetura de que dispúnhamos, por nossa sabedoria, sem mandamento ou revelação algum vindo dos céus." Muito bem, então o Senhor não tem nada a ver com elas. O que entendo pela construção de uma casa de Deus é construir uma segundo o modelo que ele der. Não me refiro a um modelo dado em tempos antigos, mas a um dado ao próprio povo a quem chega a revelação de construir uma casa a seu nome. Tem sido assim com as casas de adoração por todas as nações cristãs? Não em um único caso. Podeis viajar por toda esta grande República, de uma extremidade à outra, e, entre todas as denominações cristãs que negam a nova revelação, há uma única casa que Deus tenha ordenado que fosse construída? Na verdade, estas mesmas profecias parecem indicar que, no dia em que começassem a se cumprir, não haveria casa do Senhor sobre a terra. Não é um ditado peculiar que, nos últimos dias, o monte da casa do Senhor será estabelecido nos cumes dos montes, e será exaltado acima das colinas? Isto mostra que, por um longo período antes da ereção da casa de Deus nas montanhas, nenhuma coisa semelhante poderia ser encontrada sobre a face de toda a terra, e era necessário que o Senhor, nos últimos dias, iniciasse uma obra desta espécie. Nenhum lugar para Jesus vir. Ele há de vir nas nuvens do céu, em fogo flamejante, em poder e grande glória, revestido de todo o esplendor dos céus celestiais; seu rosto ofuscará o sol, e o fará conter sua luz de vergonha. Nenhum lugar para esta gloriosa pessoa vir — nenhum Templo preparado para ele entrar. Quando, porém, ele vier, esta obra já terá sido realizada — ele virá ao seu Templo repentinamente. Não será como sua primeira vinda. Naquela ocasião, em vez de vir repentinamente ao seu Templo, nós o encontramos nascido em condição muito humilde, nem mesmo nas mansões ou moradas comuns dos habitantes da Palestina, mas num estábulo ou manjedoura. Quando visitou o grande Templo em Jerusalém, com cerca de doze anos, e também depois de iniciar seu ministério, com cerca de trinta anos, em vez de se assentar sobre os filhos de Levi e purificá-los como ouro e prata numa fornalha de fogo, para que oferecessem ao Senhor uma oferta em justiça, quem foi que rejeitou o Filho de Deus naquele dia? Os filhos de Levi. Clamaram contra ele e o perseguiram; foram seus maiores inimigos; crucificaram-no. Não estavam purificados e preparados para oferecer, no Templo do Senhor, uma oferta em justiça. A glória de Deus não apareceu em seu meio, e suas ofertas não eram aceitáveis naquele Templo diante do Senhor, mas ele encontrou sua casa, naquele dia, um covil de ladrões, ocupado por cambistas e corretores, com especulação a ocorrer no meio da casa de Deus, e ele se viu na necessidade de fazer um pequeno açoite e expulsá-los, chicoteando-os. Não assim nos últimos tempos, quando ele vier ao seu Templo. Naquele dia, quando o monte da casa do Senhor for estabelecido nos cumes dos montes, será indicação de um grande período de paz, um período de que tantas vezes falaram as bocas dos antigos Profetas, em que nação não mais levantará espada contra nação, quando não terão mais uso para armas de fogo ou instrumentos de guerra, ou coisa alguma destinada a destruir a vida; mas estes instrumentos mortíferos serão convertidos em úteis artigos de lavoura. Nação não levantará espada contra nação, nem aprenderão mais a guerrear. Esse tempo ainda não chegou, e tal período nunca foi conhecido sobre a terra. ¶
Há outra coisa ligada à construção do Templo nos últimos dias. Quando for construído, no lugar, e segundo o modelo que o Senhor designar, será tão estranho às nações que elas efetivamente virão de todas as partes de nosso globo. Muitas delas dirão umas às outras: "Vinde, subamos ao monte da casa do Senhor, à casa do Deus de Jacó." "Para que quereis subir até lá? Por que quereis viajar milhares de milhas por terra e mar para ir ao monte da casa do Senhor?" "Para que ele nos ensine acerca de seus caminhos, para que andemos em suas veredas?" "Não podeis ser ensinados em seus caminhos em vossas próprias capelas, que construístes na Inglaterra, na Escandinávia, na Suíça, na Áustria, ou onde quer que tenhais residido? Não podeis adorar em vossas próprias capelas?" "Ah, não, não há casa do Senhor, não temos mestres autorizados por Deus, nem Profetas e Apóstolos inspirados e chamados por Deus para oficiar como os antigos Apóstolos; ninguém que nos diga 'Assim diz o Senhor Deus', por nova revelação; nenhuma visão se manifesta entre nós; nenhum anjo honrou nossas casas de adoração com sua presença; nenhuma glória, nenhum fogo desce do céu para iluminar estas capelas e santuários que construímos, e perdemos toda confiança em nossos mestres; por consequência, subamos àquele monte sobre o qual a casa de Deus foi construída, e, quando ali chegarmos, ele nos ensinará em seus caminhos, e andaremos em suas veredas." "É o único objetivo que tendes ao subir ao monte da casa do Senhor receber ensinamentos?" Não, há outras coisas a serem cuidadas na casa de Deus, ou nos Templos que possam ser construídos nos cumes das montanhas, além do ensino. Temos muitos deveres importantes a cumprir referentes à casa de Deus, deveres que não podem ser cumpridos aceitavelmente à sua vista em nenhum outro lugar. ¶
Gostaríeis de conhecer alguns dos usos destes Templos, ou casas de Deus? Vou ler um pouco de uma de nossas revelações modernas, dada por meio de Joseph Smith, em Nauvoo, no dia 19 de janeiro de 1841. Não tenho tempo de ler toda a revelação, mas selecionarei algumas seções. Falando sobre a construção de uma casa a seu nome, o Senhor diz — "Em verdade vos digo, que todos os meus santos venham de longe" — isto já cumprimos, no que diz respeito à reunião. ¶
"E também, em verdade vos digo: Que todos os meus santos venham de longe. E enviai mensageiros rápidos, sim, mensageiros escolhidos, e dizei-lhes: Vinde com todo o vosso ouro e vossa prata e vossas pedras preciosas e com todas as vossas antiguidades; e todos os que tiverem conhecimento de antiguidades e estiverem dispostos a vir, que venham e tragam o álamo e a faia e o pinheiro, junto com todas as árvores preciosas da Terra; E com ferro, com cobre e com latão; e com zinco e com todas as vossas coisas preciosas da Terra; e construí uma casa ao meu nome, para que nela habite o Altíssimo. Porque não há na Terra um lugar a que ele possa vir e restaurar aquilo que perdestes, ou seja, aquilo que ele tirou, sim, a plenitude do sacerdócio. Porque não existe na Terra uma fonte batismal onde eles, os meus santos, possam ser batizados pelos que estão mortos — Pois essa ordenança pertence à minha casa, e não me pode ser aceitável, a não ser em dias de penúria, quando não puderdes construir-me uma casa. Ordeno-vos, porém, a todos vós, meus santos, construirdes-me uma casa; e concedo-vos um tempo suficiente para me construirdes uma casa; e, durante esse tempo, vossos batismos ser-me-ão aceitáveis." ¶
Quero que esta Conferência compreenda que não são apenas os Santos aqui reunidos, mas todos neste Território, e onde quer que se estendam nossos povoados, todos os que entraram em convênio com o Senhor estão sob este mandamento. Continuarei a ler. ¶
"Mas eis que, findo esse prazo, os vossos batismos pelos vossos mortos não me serão aceitáveis; e se não fizerdes essas coisas, até o final do prazo, sereis rejeitados como igreja com vossos mortos, diz o Senhor vosso Deus. Pois em verdade vos digo que, depois de terdes tido tempo suficiente para construir-me uma casa, onde deverá ser feita a ordenança do batismo pelos mortos e para os quais a mesma foi instituída desde antes da fundação do mundo, os vossos batismos pelos vossos mortos não poderão ser aceitos por mim; Pois nela são conferidas as chaves do santo sacerdócio, para que recebais honra e glória. E desse tempo em diante, vossos batismos pelos mortos realizados pelos que se encontram espalhados em outras partes não me serão aceitáveis, diz o Senhor. Porque se decretou que em Sião e em suas estacas e em Jerusalém, lugares esses que designei como refúgio, estarão os lugares para os vossos batismos pelos vossos mortos." ¶
"E também, em verdade vos digo: Como me serão aceitáveis vossas abluções, se não as fizerdes em uma casa construída ao meu nome? Pois, por essa razão, mandei Moisés construir um tabernáculo que deveriam carregar consigo pelo deserto; e construir uma casa na terra da promissão para que se revelassem as ordenanças que estiveram ocultas desde antes da fundação do mundo. Portanto, em verdade vos digo, que vossas unções e vossas abluções; e vossos batismos pelos mortos; e vossas assembleias solenes e memoriais dos vossos sacrifícios feitos pelos filhos de Levi por vós; e os vossos oráculos nos lugares santíssimos, onde recebeis conhecimento; e os vossos estatutos e juízos, para o início das revelações e do alicerce de Sião, e para a glória, honra, e investidura de todos os seus munícipes são prescritos pela ordenança de minha casa santa, a qual meu povo sempre recebe ordem de construir a meu santo nome." ¶
Parece ser um mandamento permanente aos Santos, onde quer que estejam localizados, construir uma casa ao Senhor, onde quer que seja apontado um baluarte para a reunião dos Santos, como Kirtland, Nauvoo, o Condado de Jackson, Missouri, e outros lugares mencionados em revelação. O Senhor ordenou a seus Santos, em todos estes lugares, uma obra, que será efetivamente cumprida em seu devido tempo. Sempre lhes é ordenado construir uma casa ao Senhor. ¶
Estamos aqui há vinte e seis anos, e temos apenas um alicerce e algumas fiadas de pedra assentadas em direção a uma casa do Senhor. É verdade que temos um grande tabernáculo que comportará cerca de quinze mil pessoas quando bem acomodadas, e o espaço para ficar em pé também ocupado. Mas isto não é um Templo do Senhor. Reunimo-nos aqui para cantar louvores, e para sermos instruídos em nossos deveres como Santos, mas isto não é uma casa de ordenanças; não é uma casa para o batismo pelos mortos, nem onde os Santos recebem suas abluções e unções; não é uma casa em que recebereis estatutos, e juízos, e leis pertencentes ao reino de Deus. Deus ordenou a construção de um edifício de padrão diferente, onde leis, estatutos, juízos e ordenanças hão de ser revelados para o benefício de seu povo. "E em verdade vos digo: Que essa casa seja construída ao meu nome, a fim de que nela eu revele minhas ordenanças a meu povo; pois digno-me revelar à minha igreja coisas que têm sido mantidas ocultas desde antes da fundação do mundo, coisas pertinentes à dispensação da plenitude dos tempos." ¶
Penso que esta parte da revelação que li vos dará uma ideia geral da santidade da casa do Senhor, que há de ser construída nos últimos tempos, um lugar em que os anjos possam vir e visitar, como o fizeram no antigo Templo; um lugar em que podereis receber todas aquelas ordenanças que o Senhor revelou, e que ele, doravante, revelará, de tempos em tempos, em preparação para o grande dia da vinda do Senhor. ¶
Ora, permiti-me mencionar algumas coisas que deveriam ser administradas no Templo do Altíssimo. O casamento, por exemplo, é uma ordenança de Deus. Sabemos que não é apenas uma ordenança administrada entre as várias nações de acordo com suas leis civis, mas sabemos também que é uma ordenança religiosa, administrada por autoridade de Deus. Se alguém quiser alguma prova a este respeito, leia o versículo 6 do capítulo 19 de Mateus. "Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem." Parece, então, que no casamento existe tal princípio, como o do Senhor oficiando por meio de seus servos, em unir pessoas nesta sagrada e santa ordenança. Há muitos casamentos que podem satisfazer as exigências da lei civil de diferentes países e nações, e há alguns casamentos realizados até mesmo em nosso Território, mas o Senhor não os dirigiu, nem dirigiu seus servos em sua administração. Ele não os proibiu particularmente; permite-os e os tolera, mas não tem parte particular em sua realização. Desejais que eu explique este assunto? Vou fazê-lo. Por exemplo, nos povoados distantes do Território, muitas vezes um jovem e uma jovem desejam se casar. Vão e encontram um juiz de paz, ou um Élder da Igreja, conforme o caso, e ele oficia a cerimônia e os casa, de modo semelhante ao que se casa o povo entre as várias nações. Será que Deus de fato aceita este casamento, ou apenas o tolera por enquanto? Uniu-os ele, ou foi o juiz de paz, em virtude de seu ofício civil? "Como é isto?", pergunta alguém — "Suponho que deva ser um casamento legal." É legal, no que diz respeito às leis do Território. Se um jovem e uma jovem, em qualquer parte deste Território, desejam se casar, não há nada ilegal em um juiz de paz realizar a cerimônia; ele tem o direito de fazê-lo, segundo as leis do Território. Mas é legal aos olhos do céu? Não, não é. Por que não? Porque Deus designou um lugar em que esta sagrada ordenança deve ser administrada, e designou certa autoridade para oficiar em sua solenização, e certa forma, quando é feita no lugar e pela autoridade que ele ordenou. É então legal aos olhos do céu; então estão casados, ou unidos, não somente por tempo, mas a união há de existir por todas as eras da eternidade. Esta é a verdadeira ordem do casamento. Este é um dos propósitos pelos quais Deus nos ordenou construir uma casa, para que nossos jovens possam ter o privilégio de entrar nessa sagrada união não somente para o tempo, ou até serem separados pela morte, mas para que possam ter um direito legal, em virtude do convênio do casamento, um sobre o outro depois da ressurreição. ¶
Alguns poderão dizer: "Creio que esperarei até depois da ressurreição, e então garantirei para mim uma esposa para a eternidade; ou talvez apenas me case com uma mulher aqui por tempo, e adie a parte eterna para depois da ressurreição." Que diz Jesus sobre este assunto? "Na ressurreição nem casam nem se dão em casamento." Por que não? Porque isso é uma ordenança, como o batismo, que deve ser administrada por aqueles que estão na carne. Se, enquanto na carne, não conseguirmos garantir para nós mesmos a remissão de nossos pecados, e o batismo de fogo e do Espírito Santo, entrando na água e sendo batizados para a remissão de nossos pecados, por alguém que tenha autoridade para administrar esta ordenança, não poderemos cuidar disso em nossas próprias pessoas depois da ressurreição. Essa é uma ordenança que não pode ser administrada depois da ressurreição; se não for feita até então, terá de ser feita por alguma pessoa ainda vivendo na carne, por e em favor daquele que foi para o mundo espiritual. Aqueles no mundo espiritual não têm direito algum às bênçãos da eternidade, a menos que sejam asseguradas enquanto na carne. Assim é com todas as ordenanças pertencentes à eternidade; devem ser realizadas na carne, e não na vida futura. Por isso, se um indivíduo é tão infeliz a ponto de lutar contra um princípio, ou se torna descuidado e indiferente; ou se vai a um juiz de paz, pensando que garantirá para si uma esposa para a eternidade, está grandemente enganado; e, se morrer, tendo sido casado segundo esta forma, não tem promessa alguma de que, depois da ressurreição, terá uma esposa; pois, naquele mundo, esta sagrada ordenança não pode ser cuidada. ¶
Outra coisa que desejo explicar é que, aos olhos do céu, seus filhos são ilegítimos. É claro que são legítimos segundo as leis do país. Tais filhos podem reclamar a propriedade de seus pais; são os herdeiros legais da propriedade que passa dos pais aos filhos, em virtude das leis do país. Mas, quando digo ilegítimos, refiro-me aos olhos do céu. Ora, todos vós, jovens que fostes casados neste Território ou no exterior, por juízes de paz, ou mesmo por Élderes da Igreja, apenas por tempo, quando tiverdes a oportunidade de vir até aqui, à casa de Deus, e de receber estas ordenanças, e não o fizerdes, vossos filhos são ilegítimos aos olhos do céu. ¶
Talvez pergunteis: "Que há para se herdar na eternidade que torna realmente necessário que nossos filhos sejam legítimos, no que diz respeito à autoridade divina?" O Senhor nosso Deus é um Deus de lei; sua casa é uma casa de ordem; e todas as bênçãos, honra, glória e herança que hão de ser recebidas nos mundos eternos devem ser segundo a lei divina e as ordenanças divinas, e todo aquele que cumprir a lei do céu tem um direito legal na eternidade. Aquilo que é realizado pelo homem, sem lei divina, por mais perfeita que a lei humana possa ser, não tem influência alguma sobre a eternidade. As obras do homem são uma coisa, e as obras de Deus são outra. Uma bênção concedida aos homens, tal como a herança legítima da propriedade de seus pais, é uma coisa, e uma bênção concedida pelo Pai Eterno nos céus é outra. Ele realiza todas as suas obras por lei, e concede bênçãos a seus filhos por ordenanças e por lei. Deve ser assegurada aqui, nesta vida, se é que a asseguramos, em nossas próprias pessoas. ¶
Poder-se-ia dizer: "Não entendo este princípio. Que será de nossos bons pais e mães que se reuniram das nações, e que se casaram antes de ouvirem este Evangelho?" "De fato, foram casados?" "Sim." "Como?" "Segundo as leis de suas respectivas nações. Sua prole é legítima, no que diz respeito às leis civis de seus países de origem, mas eles não são marido e mulher para a eternidade aos olhos do céu." "Como remediareis isso?", pergunta o indagador. "Na casa de Deus. Templos ou casas de Deus devem ser construídos para remediar isto." "Como pode ser remediado ali?" "Terão de ser casados novamente, não segundo as leis dos homens ou das nações, mas segundo as leis e instituições do céu." "Isso tornará seu casamento legítimo?" "Certamente." "Mas eles têm muitos filhos antes de se reunirem aqui; dizeis-nos que são ilegítimos: como remediareis isto?" Deus proveu um remédio para todos os filhos nascidos fora do convênio." "Que quereis dizer com isso?", pergunta alguém. "Refiro-me ao novo e eterno convênio do casamento, que tem influência sobre a eternidade tanto quanto sobre o tempo. Todos os que nascem antes de seus pais entrarem naquele novo e eterno convênio precisam ser feitos herdeiros legítimos." "De que modo?" "Segundo a ordenança e a lei da adoção." Talvez me perguntem: "Isto é importante?" "Sim, importa muito. Se há regulamentos familiares para preservar a boa ordem neste mundo, vereis que Deus é mais rigoroso em tais regulamentos no que diz respeito ao mundo vindouro. Se os pais detêm certa autoridade sobre seus filhos nesta vida, vereis que tal autoridade, embora em perfeição mais elevada, é transferida para os mundos eternos, e naquele mundo há certa jurisdição que os pais detêm sobre seus filhos por todas as eras futuras da eternidade. Mas, para que os pais tenham seus filhos legitimamente sob seu controle, é necessário que a ordenança da adoção, na casa de Deus, seja realizada em relação aos filhos nascidos antes de seus pais entrarem no convênio eterno do casamento. Isto mostra o uso, ou a necessidade, de um Templo." ¶
Além disso, ouvimos no domingo à tarde bastante sobre o assunto do batismo pelos mortos; não é necessário, portanto, que eu me detenha neste assunto. É algo bem compreendido pelos Santos dos Últimos Dias, e há muito lhes tem sido pregado, e sabem que isto, assim como a ordenança do casamento, pertence à casa de Deus. Para que seja aceitável a ele, deve haver uma fonte, tal como havia no Templo de Salomão. Recordai-vos de que havia um mar de bronze, um grande espaço no porão do Templo de Salomão, sob o qual havia doze bois, com as cabeças apontando para os quatro pontos cardeais — três para cada ponto. Este grande mar de bronze, assentado sobre estes bois, era um lugar destinado aos batismos pelos mortos. Como se disse no último sábado, ficava por baixo daqueles átrios onde os vivos, de tempos em tempos, se reuniam para prestar seu culto; representando, assim, os que estavam em suas sepulturas, por baixo dos vivos. Foi essa a razão pela qual foi colocado naquela posição; e, como aquilo era destinado a propósitos sagrados e santos, à administração de santas ordenanças, assim Deus ordenou, nestes últimos dias, que houvesse uma fonte batismal, e a ordenança do batismo pelos mortos deve ser realizada no lugar que Deus designar, a fim de ser legal e aceitável à sua vista. ¶
Somos informados, nas revelações que Deus deu por meio de seu servo Joseph Smith, de algo a respeito do padrão desta sagrada e santa ordenança. Somos informados de que os vivos não devem apenas ser batizados por e em favor dos mortos, sendo imersos na água em seus respectivos nomes, mas também devem receber a ordenança da confirmação pela imposição de mãos, não por si mesmos, mas pelos mortos, tão longe quanto puderem rastreá-los. Centenas de milhões de pessoas morreram antes de Deus dar esta revelação, nestes últimos tempos, e não tiveram a oportunidade de se casar por tempo e por toda a eternidade, pois nenhum homem sobre a terra, em seus dias, tinha a autoridade de os unir. Iríeis privá-los das bênçãos desta união eterna, porque não tiveram a felicidade de viver num dia em que Deus revelou e restaurou de novo, dos céus, estas ordenanças? Não. Deus é um ser consistente, e dizer que pessoas que morrem na ignorância, sem terem tido a oportunidade de cuidar das ordenanças da casa de Deus, não devem ser feitas participantes de suas bênçãos, seria imputar injustiça ao grande Jeová. Dizer que nossos pais e mães, que foram casados apenas por tempo, devem ser privados de uma união nos mundos eternos, por causa de sua ignorância destas coisas, porque não havia pessoa alguma com autoridade para lhes administrar, seria aparentemente injusto, e quase pareceria impugnar os atributos de Jeová, se pudéssemos supor que tal parcialidade fosse seu desígnio. Mas não podemos supor que Deus seja um Ser inconsistente. E, se temos a oportunidade de cuidar da ordenança do casamento na casa do Senhor, e de assegurar certas bênçãos eternas para nós mesmos, para nossos antepassados, que estão mortos, deve haver um plano concebido, adaptado à sua condição, pelo qual eles também possam ser exaltados às mesmas bênçãos. Mas isto deve ser feito por lei. Nenhuma obra ao acaso, nenhuma obra de sorte ou confusão, mas tudo deve ser realizado pelas leis, ordenanças e mandamentos do grande Jeová; então, o que é feito por seus servos aqui na terra, sendo selado aqui, é selado nos céus, e, por isso, não apenas mantemos um registro de todos os nomes dos mortos, mas também de todas as ordenanças cuidadas por e em favor deles; e, no grande dia do juízo, quando os livros forem abertos, será constatado que tais e tais pessoas foram batizadas por, confirmadas por, e administradas por, na ordenança do casamento, e que estas várias ordenanças foram registradas na presença de testemunhas. ¶
Os registros mantidos por autoridade aqui hão de concordar com os registros mantidos no céu, pois ali também se mantêm registros, assim como nós os mantemos; e os livros na terra, quando mantidos por autoridade divina, hão de concordar com os registros no céu. Quando há autoridade divina na administração de uma ordenança aqui na terra, essa ordenança é sagrada e santa, e é registrada aqui e nos céus, e os registros dos céus concordarão com os registros da terra; e por estes registros e livros a humanidade será julgada. Os mortos serão julgados segundo os homens na carne, ou, em outras palavras, assim como nós seremos julgados segundo nossas obras na carne. Quando fomos batizados, e isto foi registrado na terra, é por nós mesmos, e seremos julgados por isso, e, se formos fiéis, receberemos as bênçãos e glórias que o Senhor reservou para aqueles que são batizados aqui e são fiéis até o fim. Assim os mortos serão julgados segundo as obras realizadas por eles; e, quando os livros forem abertos, e for constatado que foram oficiados por, por essas obras serão julgados. Por quê? Porque têm seu arbítrio no mundo espiritual, de rejeitar o que foi feito por eles, ou de recebê-lo, do mesmo modo que temos o arbítrio, enquanto vivemos aqui, de rejeitar ou receber o que Jesus fez por meio da expiação de seu sangue. Temos este arbítrio aqui; ele existe também entre os que estão no mundo espiritual. Não deveis supor que seu arbítrio seja destruído porque são batizados por, e porque ordenanças são administradas por e em seu favor; não deveis supor que isso lhes será uma garantia à qual não podem resistir. Terão ali a mesma liberdade de resistir que temos aqui. ¶
Se os Santos dos Últimos Dias quiserem alguma evidência ou prova a respeito do arbítrio dos espíritos que estão em prisão, ou no mundo espiritual, permiti-me remetê-los à profecia de Enoque, com a qual estão familiarizados, embora estranhos possam não conhecê-la. Enoque viu o povo que haveria de perecer no dilúvio; viu que havia uma casa de prisão preparada para eles, e que ali habitaram por um longo período, até que o Filho de Deus se manifestasse, fosse crucificado e ressuscitasse dos mortos; e viu que, quando este evento ocorresse, tantos quantos, dentre os espíritos em prisão do mundo antediluviano que pereceram no dilúvio, se arrependessem, sairiam e ficariam à direita de Deus. Todos os que se arrependessem tiveram este privilégio. Não mostra isto que havia alguns que provavelmente não se arrependeriam? De fato, a frase seguinte diz que aqueles que não se arrependeram "foram reservados em correntes de trevas até o juízo do grande dia". Por isso, o arbítrio dos espíritos, assim como o arbítrio dos homens aqui na carne. ¶
É necessário um Templo para os Santos que vêm do exterior, para que seus casamentos possam ser registrados na terra e nos céus, para que não sejam apenas por tempo, mas por toda a eternidade; para que, quando saírem, homens e mulheres, na manhã da primeira ressurreição, possam abraçar-se como marido e mulher, em virtude do convênio em que entraram no Templo do Senhor, enquanto estavam na carne. ¶
Estranhos talvez pensem que esta é uma doutrina bastante parcial, por uma razão. Poderão dizer: "Vossos pais, de quem falais, não são conhecidos; seus nomes, em geral, não podem ser obtidos além de duas ou três gerações atrás; em pouquíssimos casos, talvez, possam ser encontrados oito ou dez gerações atrás; mas que será feito com todas as gerações, nações e eras que viveram desde que o Sacerdócio de Deus esteve sobre a terra, e desde que aquelas santas ordenanças foram administradas em tempos antigos? Como hão de receber algum dos benefícios deste batismo pelos mortos, visto que os próprios nomes das nações, para não falar dos indivíduos, se perderam?" Aqui entra, novamente, o uso de um Templo do Senhor. O Altíssimo diz: "Digno-me revelar-vos coisas ocultas, coisas que têm sido mantidas ocultas desde a fundação do mundo." Entre estas coisas ocultas que hão de ser reveladas estão os livros de genealogia, rastreando indivíduos e nações entre todos os povos, até os tempos antigos. ¶
Poder-se-ia perguntar: "Como pode tudo isto ser feito?" Respondemos: pelo Urim e Tumim, que o Senhor Deus ordenou que fosse usado no meio de sua casa santa, em seu Templo. Podeis perguntar: "Que é o Urim e Tumim?" Respondemos: é um instrumento divino, preparado em tempos antigos, pelo qual aquele que o possuísse poderia invocar o nome do Senhor, e receber dele respostas a todos os assuntos que fosse necessário conhecer. Arão, o principal Sacerdote no meio de Israel, tinha este instrumento em seu peitoral, no meio de fileiras de pedras representando as doze tribos de Israel; e, quando proferia certos juízos, não o fazia por sua própria sabedoria, mas indagava do Senhor e a recebia, por meio deste sagrado instrumento. Quando aquele instrumento for restaurado à casa de Deus, ao Templo do Altíssimo, nossa ascendência, isto é, a ascendência de todos os fiéis na Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, será manifestada. Não tudo de uma só vez, mas gradualmente. Tão depressa quanto formos capazes de oficiar por eles, assim o Senhor Deus manifestará, pela manifestação de santos anjos em sua casa, e pelo Urim e Tumim, aqueles nomes que forem necessários, de nossos antigos parentes e amigos, para que possam ser rastreados até o tempo em que o Sacerdócio esteve sobre a terra nos dias antigos. ¶
Se não pudessem ser rastreados, haveria um grande abismo, uma cadeia quebrada nas genealogias, e não seria perfeita, mas, quando o Senhor Deus vier repentinamente ao seu Templo, virá a um povo que se fez perfeito pela obediência a seus mandamentos. Eles buscaram a redenção de seus mortos, de geração em geração, até poderem ligar todos aqueles por quem não se oficiou em tempos antigos, e assim retroceder de uma dispensação a outra, até chegar a nosso pai Adão no Jardim do Éden, e então se cumprirá o dito da Escritura — "O coração dos filhos se voltará para seus pais", e o coração de todos aqueles antigos pais, que viveram milhares de anos atrás, se "voltará para seus filhos, para que o Senhor não venha", como diz o Profeta Malaquias, "e fira a terra com uma maldição." ¶
Por que feri-la com uma maldição? Porque o povo é descuidado e não cuida da salvação de seus mortos, não deixa seu coração ser atraído para sua ascendência, não procura realizar aquelas ordenanças necessárias para sua redenção, para que sejam redimidos por lei. Se não quisermos ser feridos com uma maldição, busquemos a redenção de nossos pais, assim como a nossa própria, pois diz o Apóstolo Paulo: "eles sem nós não podem ser aperfeiçoados, nem nós sem eles podemos ser aperfeiçoados." Podemos fazer tudo o que quisermos por nós mesmos, e, contudo, se, por nosso descuido e indiferença, negligenciarmos buscar a salvação dos mortos, a responsabilidade recairá sobre nossas próprias cabeças; e os pecados dos mortos serão respondidos sobre nós, porque tínhamos o poder de agir por eles, e fomos descuidados e indiferentes em usá-lo. ¶
Muito mais se poderia dizer a respeito dos mortos, e do que é necessário fazer nos Templos. Perguntou-se, por um dos oradores, a respeito de heranças: "Que homem ou mulher entre os Santos dos Últimos Dias tem uma herança selada a si?" Que homem, entre todo este povo, pode determinar o exato pedaço de terra que o Senhor pretende que ele herde como posse eterna? Nenhum de nós. O Senhor nos disse que pretende dar certa terra a seu povo, como posse eterna. Disse a mesma coisa aos antigos, Abraão, Isaque e Jacó; mas eles vagaram como estrangeiros e peregrinos em seus dias; e o mártir Estêvão disse que não tinham sequer onde pôr o pé. Contudo, tinham uma promessa que lha assegurava depois da ressurreição, e também à sua semente, e isto pessoalmente, como posse eterna. Tendes vós tal promessa? Tendes, no que se refere à grande massa, a promessa de uma vasta região de terra. Sabemos onde ela está; Deus a indicou. Mas há entre nós algum indivíduo que saiba que porção daquela vasta terra receberá como sua futura herança, para possuir seja antes seja depois da ressurreição, e depois que esta terra tiver passado e todas as coisas se tiverem tornado novas? Não. Por que não a temos? Porque não temos uma casa do Senhor construída. Quando tivermos uma casa construída, seja propriedade, seja herança, seja união para a eternidade, sejam bênçãos para nós mesmos, sejam abluções ou unções, ou qualquer coisa que pertença à eternidade, isso nos será dado pelas ordenanças da casa santa de Deus, segundo a lei. Não admira, pois, que as nações ao longe digam: "Subamos ao monte do Senhor, à casa do Deus de Jacó, para que nos ensine acerca de seus caminhos, para que andemos em suas veredas." Ele tem muitos modos de ensinar o povo, referentes à salvação dos mortos, muitas ordenanças, muitos princípios e leis, estatutos e juízos, e a lei sairá de Sião, e ele repreenderá nações fortes ao longe, e cumprirá e realizará o que falou; e sabedoria, e conhecimento, e glória e inteligência, as leis do Altíssimo, e os ministérios de anjos serão revelados aos Santos dos Últimos Dias, tão depressa quanto estiverem preparados para os receber. ¶
Despertai, pois, Santos dos Últimos Dias, e preparai para vós Templos nos lugares que forem designados, pelos oráculos do Deus Altíssimo, para que vossos pais idosos, que estão na parte sul do Território, não estejam sob a necessidade de viajar umas seiscentas milhas, de ida e volta, para cuidar da ordenança do batismo pelos mortos. Precisam ter um Templo ali, onde estas ordenanças possam ser administradas; outro aqui, outro na parte norte do Território, e multiplicai-os conforme as necessidades do povo; pois a obra se torna continuamente maior e maior, e os Santos dos Últimos Dias devem despertar para estes princípios, e não ter suas mentes absortas nas coisas deste mundo, esquecendo o grande plano de salvação revelado do céu. ¶
Que Deus abençoe os Santos, e desperte suas mentes para estes importantes deveres. Amém. ¶