Pulpit

Sacramento — Autoexame — Recordações da Primeira Infância — Reflexões sobre Cenas da Infância, Após uma Ausência de Quarenta Anos

George A. Smith

1872-07-07

A administração do Sacramento é uma ocasião que a todos nós chama à reflexão, a indagarmos de nós mesmos a respeito de nosso proceder na vida — se a jornada que temos seguido, os caminhos que estamos trilhando, estão de acordo com os santos princípios daquela religião que foi revelada para nossa salvação, e que recebemos. Enquanto visitei as cidades do Leste, observei que uma grande quantidade de recursos tem sido despendida na construção e ornamentação de igrejas e edifícios para o culto público. Toda cidade, toda vila é embelezada com edifícios magníficos, cúpulas majestosas, elegantes campanários, erigidos em honra e para o propósito da religião, e refleti sobre a influência desta religião na mente de uma comunidade. Ao visitar amigos, encontrei muitos que são professos da religião, mas que parecem ter um total descaso por qualquer forma de culto, e que negligenciam totalmente a oração em família e as graças à mesa. Não sei, é claro, se isto é geral entre os cristãos; mas noto entre os Santos dos Últimos Dias que parece ser muito natural sermos indolentes, negligentes e descuidados em relação a nossos deveres simples e cotidianos. Podemos construir templos, erigir cúpulas majestosas, campanários magníficos, grandes torres, em honra de nossa religião, mas se deixarmos de viver os princípios dessa religião em casa, e de reconhecer a Deus em todos os nossos pensamentos, ficaremos aquém das bênçãos que seu exercício prático nos asseguraria.

Enquanto o Sacramento é distribuído, e tomamos os emblemas da morte e do sofrimento de nosso Salvador, e nos damos conta do sacrifício que ele fez por nossa salvação, devemos perguntar-nos: Lembramo-nos dele em todas as coisas? Reconhecemos sua mão nas providências que nos cercam? Invocamo-lo em nossas famílias e em segredo? Ou negligenciamos nossos deveres, deixamos de orar com nossas famílias pela manhã, e não temos tempo de fazê-lo à noite, e estamos com tanta pressa que nem sequer podemos pedir sua bênção sobre nosso alimento, e não podemos tomar tempo para comparecer à reunião no dia de Sabá, nem podemos dedicar o dia ao descanso, à meditação e ao estudo? Perguntemo-nos também isto: Somos honrados em nossas relações uns com os outros? Fazemos a nosso próximo o que quereríamos que ele nos fizesse? Somos justos em nossos tratos? Estamos honrando aqueles princípios de moralidade que só eles podem nos preparar para herdar a glória celestial? Irmãos e irmãs, se nos fizermos estas perguntas, e, após examinar nossa conduta e trajetória, pudermos respondê-las honesta e verdadeiramente de modo afirmativo, então poderemos participar do pão e da água dignamente na presença de nosso Pai celestial. Se, por outro lado, temos sido negligentes e descuidados, devemos arrepender-nos, pois o arrependimento é nosso primeiro dever.

Desde que vos vi pela última vez, visitei as cenas de minha infância, e o lugar de meu nascimento, após uma ausência de cerca de quarenta anos. Minhas ideias do certo e do errado se formaram ali; meus convívios com o povo, até os quinze anos de idade, foram tais que me deram impressões profundas e fortes de seu caráter, e dos princípios pelos quais eram governados. Não posso dizer que minha visita foi isenta de seu caráter penoso. Quarenta anos varrem da face da terra mais do que uma geração. Entendo que os estatísticos calculam que trinta e três anos levam da terra tantas almas quanto nela habitam de uma vez. Fui à minha cidade natal depois de quarenta anos de ausência, e indaguei pelos que eram os homens de negócios em minha meninice, pelos magistrados, ministros, comerciantes, agricultores e artesãos com quem eu era conhecido então. Onde estavam eles? Quase todos mortos; uns poucos rostos antigos, como carvalhos ancestrais, permaneciam. Na fazenda de meu pai havia um belo bosque de bordos — uns duzentos, de pé quando lá estive antes, sem outra madeira entre eles, o solo semeado de trevo branco — era um dos mais belos gramados que já vi quando o deixei. Guiei até a casa em que nasci, e disse ao homem que ali residia: "Aquele bosque ainda está de pé?" "Não há um só bordo na fazenda," foi a resposta. "Nem um só?" disse eu. "Não," disse ele, "não há um bordo sequer na fazenda." Não tive sequer a curiosidade de atravessar a fazenda de carro, pois em minha mente aquele bosque era a característica mais marcante de todas, era o lugar de meus sonhos.

Muitos de vós sabeis que em 1853 tivemos dificuldades com os índios no sul de Utah. Naquela época eu era o comandante militar do Departamento Sul. Antes de todo ataque ao assentamento, meus sonhos me levavam de volta àquele bosque, e ali via, ou recebia algum indício do problema que se aproximava com os índios. Agora não resta uma árvore sequer. Teria acontecido quase o mesmo com o povo, se eu tivesse ficado ausente mais uns anos.

Fui ao distrito escolar onde havia residido uns seis anos, e visitei o Sr. Porter Patterson, com quem eu era bem conhecido em minha meninice, e comecei a indagar pelos vizinhos. "Ora," disse ele, "todos se foram, menos quatro: eu e minha esposa, e o Sr. John Stafford e a Sra. Garfield são todas as pessoas casadas que restam das que aqui viviam quando partiste, há trinta e nove anos e dois meses." "Então," disse eu, "devo ir ao cemitério."

Estas reflexões traziam-me à mente os sermões que eu ouvira em minha juventude. Fui ao cemitério, e vi os túmulos de muitos de meus antigos companheiros. Havia lápides com inscrições a muitos que eu conhecera, e a alguns cujos funerais eu presenciara, e eu podia recitar textos, e uma parte dos sermões pregados nesses funerais. Eram geralmente passagens como esta — "Estai vós também apercebidos; porque o Filho do homem há de vir à hora em que não penseis." Passagens deste tipo eram geralmente escolhidas como advertências a todos para que estivessem prontos para a morte.

Pelos monumentos no cemitério descobri que muitos haviam sido chamados em sua juventude, pois ali estavam os túmulos de meninos e meninas com quem eu convivera, alguns deles meus parentes. Visitei três cemitérios com resultado semelhante — o de nossa própria vizinhança, um em Colton e outro na vila de Potsdam, em todos os quais eu tivera mais ou menos conhecidos.

Os Santos dos Últimos Dias, em sua pregação, exortam homens e mulheres a se prepararem para viver, e lhes ensinam como viver, crendo que, se alguém está preparado para viver como deve, certamente estará preparado para morrer sempre que a chamada vier. Nunca foi parte ou porção de nosso ensino tentar assustar os homens para o céu. Fui à casa de reuniões, ou antes, ao local da casa de reuniões, pois o velho edifício de madeira fora substituído por outro de tijolos, e convertido em sala de aula para a escola normal. Naquele velho edifício de madeira, eu havia sido, mui solenemente, sentenciado à danação eterna, nove vezes, por um ministro congregacionalista, há quarenta anos. Ele havia ido a seu túmulo, e quase todas as pessoas presentes na congregação naquele tempo o haviam seguido, ou precedido. O objetivo desta sentença, na linguagem eloquente e solene em que era pronunciada, e tantas vezes repetida, era, sem dúvida, despertar nas mentes dos pecadores impenitentes, e em mim particularmente, uma convicção que asseguraria a conversão ao cristianismo, pois eu era considerado impenitente; e não sei se a frase apropriada não seria assustar-me para o céu. Mas isso não teve esse efeito sobre mim, nunca pude entender nem perceber certas partes dos ensinamentos que ali ouvi. Que eu devesse me apaixonar tão totalmente pela justiça de Deus a ponto de estar perfeitamente disposto a ser condenado por toda a eternidade para sua glória, e sofrer todas as misérias que eles tão eloquentemente descreviam, era para mim uma impossibilidade, eu não conseguia ver justiça alguma em tais doutrinas. Mas aqueles eram tempos de grande efervescência religiosa, quando reavivamentos e reuniões prolongadas eram comuns por todo o país, e as almas de muitos eram agitadas até o âmago, por assim dizer, pela ideia, então tão fortemente defendida, do castigo e da miséria que seriam eternamente infligidos a todos os que fossem finalmente impenitentes. Aqueles sermões dividiam o mundo cristão em duas classes: uma se tornava celestial, herdando todas as bênçãos e glória que um Deus pudesse conferir; a outra era banida para a miséria eterna.

Quando as doutrinas dos Santos dos Últimos Dias me foram pregadas, eu pude entendê-las. Pude crer na fé e no arrependimento, no princípio da obediência, e nas doutrinas do batismo para a remissão dos pecados, e da imposição de mãos para o dom do Espírito Santo, e que Deus havia provido para todos os seres que jamais criou, uma glória, honra e imortalidade de acordo com suas obras, sejam boas ou más, dando, é claro, aos fiéis Santos dos Últimos Dias, os lugares reservados; ou, para usar a linguagem do Apóstolo Paulo, eu pude crer que havia uma glória do sol, uma glória da lua, e uma glória das estrelas, e que a glória das estrelas diferia tanto quanto as estrelas diferem em brilho; e que todas as seitas, denominações e classes de pessoas receberiam punições e recompensas de acordo com sua divina justiça. Todo Santo dos Últimos Dias que permanece na verdade, fiel, até o fim, pode esperar a glória do sol; e todo homem que age de acordo com a luz que possui lança um alicerce para maior glória e honra do que olho já viu, ou coração de mortal já concebeu.

Não visitei aqueles túmulos com o sentimento que alguns ministros de igrejas ortodoxas procuraram imprimir em minha mente na juventude — não cri que estivessem consignados ao castigo eterno por crerem de modo diferente do que eu cria. Fui ali sentindo a confiança de que homens e mulheres honrados receberiam tratamento honrado de um Deus justo. Ao falar sobre este assunto, tencionei simplesmente despertar os corações de meus irmãos e irmãs para a necessidade de manter esta honra, e para o fato de que, à medida que avançamos nas coisas do reino, maiores sacrifícios e mais fé e diligência são exigidos de nossa parte.

Visitei, no curso de minha viagem, o lugar onde nasceu o pai de Joseph Smith — Topsfield, Massachusetts. Estive na casa em que ele nasceu, e na fazenda onde a família havia residido por três gerações anteriores, tendo residido naquele condado — Essex — já desde 1666. Um dos objetivos de minha visita era obter alguma informação histórica a respeito da família de Joseph Smith. Fazia cerca de oitenta e um anos que meu avô se mudara daquele lugar, época em que meu pai tinha onze anos, e o pai de Joseph, vinte e um, sendo eles irmãos. Pareceria estranho que, decorridos oitenta e um anos, eu encontrasse alguém que conhecesse meu avô, e no entanto vi várias pessoas que afirmaram tê-lo conhecido pessoalmente, embora não pudessem recordar quando ele se mudou; mas, depois de o fazer, ele retornou àquela vizinhança, e visitou seus parentes e conhecidos, e estes tinham recordações nítidas dele, e me deram reminiscências de sua história.

O cemitério de Topsfield não continha monumentos com mais de cerca de oitenta anos. Não me recordo da data exata. Entre os mais antigos estavam os nomes de minhas tias-avós e outros parentes. Sendo firme crente na doutrina do batismo pelos mortos, eu estava ansioso por obter os nomes daquelas pessoas falecidas onde nossos registros fossem deficientes, e tenho, creio, a perspectiva de obter os nomes de cerca de novecentos parentes de minha bisavó — Priscilla Gould.

A parte antiga do cemitério de Topsfield, usada pelos primeiros habitantes, está totalmente sem monumentos — nenhuma lápide sequer, de modo que presumo que simplesmente usavam marcos ou monumentos de madeira; e o lugar agora é reservado como um recinto sagrado no qual, disseram-nos, qualquer um dos parentes daqueles antigos e dignos habitantes da vila poderia plantar lápides se quisesse, mas ninguém tem permissão de ser ali sepultado. O cemitério fora ampliado, e desde oitenta anos atrás até o presente muitas lápides e belos obeliscos ali foram colocados, alguns manifestando o orgulho e a aristocracia daqueles que os ali colocaram. Notei um em particular, no qual estava inscrito um aviso ao efeito de que a pessoa ali sepultada era milionária. Não dizia se ele obtivera o dinheiro honestamente ou por algum outro meio.

Ao visitar o cartório do escrivão da vila, examinei o registro mantido por meu bisavô em 1776-8, época em que ele era o escrivão daquela vila. Descobri também, ao examinar os registros de dez anos antes, que ele representara a vila na Legislatura da Colônia de Massachusetts, e fora um firme apoiador da Revolução. Justo quando eu estava para deixar o cartório para ir à estação ferroviária, o escrivão me disse que tinha uma lista dos nomes dos filhos de Robert Smith no registro da vila. Robert Smith era, supúnhamos, o primeiro de nossa família a se estabelecer em Massachusetts, algum tempo antes do ano de 1665. Descobri ali o que nossos registros familiares não mostravam. Nossos registros mostram que ele teve um filho Samuel, e que Samuel teve um filho Samuel, e que Samuel teve um filho Samuel e um filho Asael, e Asael era nosso avô; mas descobri que este Robert Smith tivera uma grande família, e seus nomes constam naquele velho registro da vila.

A Sociedade Genealógica de Massachusetts publicou livros contendo os registros de algumas centenas das famílias dos primeiros colonos da colônia. Se nossos amigos aqui, cujos antepassados foram sepultados na Nova Inglaterra, se unissem para comprar um conjunto completo destas obras, poderiam encontrar ramos colaterais, senão diretos, de seus parentes; e assim obter uma chave que os ajudasse a fazer os registros necessários para atender às ordenanças por seus mortos. Mas nossa fé é, irmãos e irmãs, que, quando tivermos esgotado todos os poderes ao alcance de nossa razão natural para obter conhecimento de nossos mortos, e o Senhor estiver satisfeito conosco, revelações se abrirão a nosso entendimento pelas quais poderemos traçar nossa genealogia até o tempo em que os homens estavam dentro do âmbito dos princípios e leis do Sacerdócio, antes que estas ordenanças fossem alteradas e o convênio eterno rompido.

Ao conversar com o Sr. Zaccheus Gould e sua esposa, de Topsfield, ambos com mais de oitenta anos, e com o Dr. Humphrey Gould, de Rowe, que eram primos de meu pai, pude colher muitos itens de informação bastante satisfatórios. Estou também em dívida com o Sr. John H. Gould, de Topsfield, e com o escrivão daquela vila, o Sr. Towne, por cartas e documentos valiosos relativos à história de nossa família, os quais, por se relacionarem com os antepassados de Joseph Smith, formarão uma página interessante em conexão com sua história quando esta for publicada.

Não pretendo, ao conversar convosco neste momento, enumerar as visitas que fiz, embora me lembrem de uma observação feita a meu respeito por meu avô no último dia de sua vida. Ele morreu em seu octogésimo oitavo ano, sendo eu então em meu décimo quarto ano. Disse ele: "George A. é um rapaz um tanto singular. Quando vem aqui, em vez de ir brincar como os demais netos, ele vem a meu quarto e me faz perguntas sobre o que aconteceu há setenta ou oitenta anos." Parecia-me que, durante minha ausência, eu ainda seguia o mesmo curso, pois, embora já estivesse bem avançado em anos, ainda queria conversar com os velhos.

Em Woonsocket, R.I., visitei a Sra. Tryphena Lyman, prima de minha mãe, em seu 94º ano, que vivia com sua filha solteira, uma jovem agradável em seu 70º ano. Tive uma visita muito agradável com elas, e delas soube de incidentes interessantes dos antepassados de minha mãe. De meus primos, o Sr. e a Sra. Simon D. Butler, de South Colton, N.Y., obtive uma cópia do registro familiar de meu bisavô, o Diácono John Lyman, escrito por sua própria mão em sua Bíblia de família — agora com 200 anos. A Sra. Butler tem sido minha mais fiel correspondente entre todos os meus parentes, e meu encontro com ela e seu marido foi mais como encontrar um irmão e uma irmã do que primos.

É bem sabido que, pela eleição de uma convenção de delegados de todos os condados deste Território, realizada nesta cidade, o Ex-Governador Fuller e eu fomos assistir à Convenção Republicana na Filadélfia. Apareceram pessoas ali e se opuseram a mim porque eu era "mórmon," e o comitê de credenciais não julgou apropriado permitir aos representantes do povo de Utah um assento naquela convenção, e por isso nos retiramos, crendo plenamente que chegará o tempo em nosso país em que os homens não serão questionados a respeito de sua fé ou prática religiosa, quando chamados a desempenhar os deveres de cidadãos, mas que, se forem firmes e íntegros defensores da Constituição e das leis de seu país, isso será tudo o que se exigirá deles. Aproveitei então a oportunidade para fazer estas visitas, que havia planejado fazer anos antes, e que creio resultarão em bem. Não procurei tornar-me publicamente conhecido; não fiz tentativa alguma de pregar, embora convidado em diferentes ocasiões a fazê-lo, e devo dizer, para crédito da Nova Inglaterra, que recebi a oferta de uma igreja cristã para pregar. Digo isto para mostrar que a Nova Inglaterra está melhorando em sua fé religiosa, isto é, há menos bigotismo ali agora do que houve em certos períodos. Poderia ter tido numerosas oportunidades de pregar, mas desejava fazer de minha jornada uma de descanso, e me dirigi a apenas uma congregação pública, e isso foi no último Sabá, no Salão dos Santos dos Últimos Dias, em Brooklyn.

Enquanto estava na Filadélfia, encontrei o Sr. E. W. Foster, Supervisor de Potsdam, minha cidade natal, sendo ele membro da convenção, e um dos membros do comitê de credenciais perante o qual nosso direito a um assento foi contestado. Depois de deixar a Filadélfia, visitei Potsdam, e ali ocorreu um incidente que mencionarei. Ao desembarcar na estação ferroviária, o Sr. Foster por acaso ali estava, e, reconhecendo-me, chamou-me pelo nome, e me deu as boas-vindas à cidade. Uma senhora idosa de aparência muito respeitável, ouvindo o nome, aproximou-se dele e perguntou se eu era George A. Smith, e, sendo respondida afirmativamente, tomou-me a mão e disse: "Quero agradecer-te, teu pai salvou minha vida." "Ora, quando?" "Muitos anos atrás." "Como?" "Rompemos o gelo e caímos no lago, e, com risco da própria vida, ele salvou a minha." Os vagões estavam prestes a partir, e ela se afastou de mim apressadamente e disse: "Meu nome era Eliza Courier." Achei realmente que o incidente valia a pena ser mencionado, por ocorrer no lugar de meu nascimento, e do qual eu havia partido quase quarenta anos antes.

Pela cortesia do General N. S. Elderkin, tive o privilégio de visitar a Escola Normal Estadual em Potsdam, e fiquei muito satisfeito com a instituição. As vastas melhorias que foram feitas em edifícios, maquinário, estradas, transporte e telégrafos certamente não deixaram de contribuir para o progresso da educação. Quando recebi minha educação, um professor de escola comum recebia nove dólares por mês, e doze se fosse um professor de primeira classe; e ele podia cortar galhos de faia-azul suficientes num dia, e talvez em menos, para açoitar os alunos o inverno inteiro, e eram aplicados com muita liberalidade. Eu costumava pensar que recebia mais do que a minha parte. Pensava que não conseguia vigiar o mestre tão bem quanto alguns outros, meus olhos não eram tão bons. Mas notei, em minha visita, uma mudança muito desejável em seu governo escolar; o cultivo da mente é o objetivo buscado agora, e o professor se tornou tanto amigo quanto preceptor do aluno. Os galhos de faia-azul parecem estar bem banidos, e há uma melhora acentuada em todo o sistema de educação, assim como no telégrafo, nas ferrovias, no maquinário e nas obras arquitetônicas em geral.

Encontrei vários de meus antigos colegas de escola, que ficaram felizes em me ver, e me trataram com cortesia. Entre eles devo mencionar o General Elderkin, um homem de influência que, na hora mais sombria de nossas perseguições, jamais deixou de me reconhecer como um velho colega de escola e amigo, apesar de suas elevadas noções religiosas. Encontrei outros cavalheiros deste tipo.

Todos estamos passando para a sepultura, e queremos deixar um bom registro, isto é, um que seja agradável ao Senhor. Não é uma ambição muito elevada que um homem passe sua vida de modo a ter registrado em sua lápide que morreu valendo um milhão de dólares; mas se passar a vida fazendo o bem, isso será um registro que será para sua honra eterna, e lhe provará tesouro no céu. Dizem as pessoas: "Vós, mórmons, credes que todos serão condenados, exceto vós mesmos." Sabemos, por nós mesmos, que esta é a obra de Deus, e sabemos que todo Santo dos Últimos Dias que for fiel à sua profissão e chamado alcançará a glória celestial. Sabemos também que Deus estendeu, em sua ordem, a toda a raça humana, glória, honra, imortalidade e bênçãos de acordo com suas obras, sejam boas ou más. Lede a visão no Livro de Convênios, e o 13º capítulo da epístola de Paulo aos Coríntios, e julgai por vós mesmos; e ainda que devamos nos esforçar para obter as maiores bênçãos, nunca devemos desprezar aqueles que fiquem aquém de alcançar a mais alta glória. Há uma glória do sol, informa-nos o Apóstolo, também uma glória da lua, e uma glória das estrelas, e como uma estrela difere de outra, assim diferem estes vários graus de glória. Mas nestas várias glórias se encontrarão todas as denominações e todos os homens honrados — cada um de acordo com aquilo que fez nesta vida; e diz o Salvador: "Deixai os pequeninos vir a mim, porque dos tais é o reino dos céus."

Ao passar pelo local da antiga academia, disse ao General Elderkin: "Ali recebi meu batismo presbiteriano." "O mesmo eu," disse ele. Não desejei absolutamente levantar a questão com ele a este respeito. Ele agora é, creio, membro da Igreja Episcopal, e eu, é claro, sou Santo dos Últimos Dias; mas o homem que aspergiu a água em nossas testas ensinava que o inferno estava cheio de crianças menores que um palmo. A ideia me foi horrível desde a primeira vez que a ouvi. "Deixai os pequeninos vir a mim, porque dos tais é o reino dos céus," diz o Salvador; e se vivermos aos olhos de Deus tão inocentes, puros e santos quanto crianças, alcançaremos a glória do sol. Que Deus nos habilite a fazê-lo por meio de Jesus, nosso Redentor. Amém.

Como citar este discursoGeorge A. Smith, “Sacramento — Autoexame — Recordações da Primeira Infância — Reflexões sobre Cenas da Infância, Após uma Ausência de Quarenta Anos”, (1872-07-07). Pulpit Vault, 1872-07-smith-sacrament-self-examination-recollections-of-early-life-reflections-on-scenes-of-childhood-after-an-absence-of-forty-years. Tradução desta edição, por método de glossário, contentdm.lib.byu.edu.Pulpit Vault, edição de 23 de setembro de 2026 (commit 4bdc6ac627).