Pulpit

A Restauração dos Judeus e a Reconstrução de Jerusalém — O Reino de Deus dos Últimos Dias — O Ajuntamento de Israel

Orson Pratt

1871-03-26

Chamarei a atenção desta congregação para uma porção da palavra do Senhor contida nos primeiros cinco versículos do capítulo quarenta das profecias de Isaías —

"Consolai, consolai o meu povo, diz o vosso Deus.

"Falai benignamente a Jerusalém, e bradai-lhe que já a sua luta está acabada, que já a sua iniquidade está expiada e que já recebeu em dobro da mão do Senhor, por todos os seus pecados.

"Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor; endireitai no ermo vereda a nosso Deus.

"Todo vale será exaltado, e todo monte e todo outeiro serão abatidos, e o tortuoso se endireitará, e o áspero se aplainará:

"E a glória do Senhor se manifestará, e toda a carne juntamente verá que a boca do Senhor o disse."

Estas são as palavras do inspirado profeta Isaías, a maioria das quais ainda está por se cumprir. Os dois primeiros versículos contêm uma predição ainda não cumprida: "Consolai o meu povo, diz o vosso Deus; falai benignamente a Jerusalém, bradai-lhe que já a sua luta está acabada, que já a sua iniquidade está expiada, pois já recebeu em dobro da mão do Senhor por todos os seus pecados."

Toda pessoa que conhece a história dos habitantes de Jerusalém sabe muito bem que esta predição nunca se cumpriu. Em consequência da maldade daquele povo, e das grandes transgressões que cometeram à vista dos céus ao rejeitarem o Senhor, seu verdadeiro Messias, grandes e severas calamidades e juízos vieram sobre eles, e continuaram sobre eles e sua posteridade até esta época do mundo. Em outras palavras, todas aquelas maldições que são pronunciadas no livro de Deuteronômio sobre a cabeça de Israel têm sido literalmente cumpridas durante os últimos dezoito séculos. Não preciso entrar em pormenores a respeito daquela raça devotada; mas declararei, muito brevemente, alguns dos juízos que suportaram.

Depois que o profeta Isaías proferiu esta profecia, sofreram severamente às mãos dos babilônios, que, cerca de seis séculos antes de Cristo, vieram contra os judeus e Jerusalém e destruíram muitos de sua nação, e levaram o restante deles cativos à Babilônia, onde permaneceram uns setenta anos. Então retornaram e reconstruíram sua cidade e templo, e foram castigados em várias ocasiões desde aquele período até que seu Messias veio, em cumprimento das profecias e predições de Isaías a respeito da primeira vinda do Redentor. Ele veio, como ele mesmo o expressou, aos seus, mas os seus não o receberam. Consideravam-no um impostor vil, um profanador do sábado, um homem glutão e beberrão de vinho. Em vez de ser um caráter moral, na estimativa deles, ele era amigo dos publicanos e pecadores, e se associava com eles em vez de com aqueles que professavam ser religiosos. Perseguiram-no, odiaram-no e injuriaram-no; e, por fim, conseguiram, em cumprimento da profecia, crucificá-lo.

Jesus, antes de ser crucificado, disse aos judeus: "Portanto, eu vos digo que o reino de Deus vos será tirado, e será dado a uma nação que dê os seus frutos." Como se dissesse: "Antes desfrutastes dos frutos do reino; antes tivestes em vosso meio homens inspirados, profetas, homens grandes e santos que falavam conforme eram movidos pelo Espírito Santo; antes desfrutastes de todas as bênçãos e dons do reino de Deus; nos dias de vossa justiça, desfrutastes destes frutos em abundância. Mas, ai! vos afastastes das leis daquele reino; abandonastes a religião de vossos pais; desviastes vossos corações, apostatastes da verdade, e os frutos que vossos pais desfrutaram já não existem entre vós. Vossos pais possuíam todos os frutos milagrosos e as bênçãos e dons do reino. Podiam profetizar e ver visões; podiam ouvir a voz do Senhor falando-lhes; podiam desfrutar do poder e do dom do Espírito Santo; realizar milagres em nome do Senhor; curar os enfermos; expulsar demônios e realizar todos aqueles milagres que estão registrados no Antigo Testamento; e estes eram os frutos daquele reino que vós, a nação judaica, antes desfrutastes; mas, porque rejeitastes o vosso Messias, rejeitastes o testemunho dos profetas a respeito dele; rejeitastes o testemunho dado na lei de Moisés, e aqueles grandes tipos que apontavam para o Messias, vós, por vossa vez, sereis rejeitados, o reino vos será tirado, e será dado a uma nação que dê os seus frutos."

De novo, Jesus disse, antes de ser crucificado, olhando para Jerusalém, a capital dos judeus: "Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas, e apedrejas os que te são enviados! quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintos debaixo das asas, e vós não quisestes!"

De novo, depois de enumerar suas maldades, apontando sua apostasia, e pronunciando uma grande variedade de ais sobre eles, ele finalmente proferiu uma predição desta natureza sobre as cabeças deste povo devotado: "Haverá grande aflição na terra, e ira sobre este povo; serão destruídos ao fio da espada; serão levados cativos a todas as nações, e Jerusalém será pisada pelos gentios até que os tempos dos gentios se completem."

Isto se cumpriu literalmente sobre suas cabeças. Tito, o general romano, sitiou aquela cidade e venceu os judeus, dos quais um milhão e cem mil foram mortos, e noventa e sete mil levados cativos, muitos destes últimos depois perseguidos e mortos por seus inimigos; assim um pobre e miserável remanescente foi espalhado entre todas as várias nações e reinos da terra. Jerusalém, sua amada cidade, onde seu templo fora construído, onde o nome do Senhor fora colocado, e da qual haviam sido advertidos pela boca dos profetas, onde a voz da inspiração fora ouvida; onde o próprio Jesus, que falou como nenhum homem jamais falou, ministrou por muitos meses. Aquela cidade foi entregue aos gentios, e vencida por eles; as pedras de seu belo templo foram derrubadas até os próprios alicerces, e a cidade passou às mãos dos gentios, e ali permaneceu, desde aquele dia até o dia de hoje, o que, penso eu, são agora precisamente dezoito séculos desde que aquele povo foi espalhado e se tornou um escárnio e um provérbio entre todas as nações. Foi dito esta manhã que invocaram a maldição do Todo-Poderoso sobre suas próprias cabeças quando disseram, na crucificação do Salvador: "Caia o seu sangue sobre nós e sobre nossos filhos." O Senhor os tomou pela palavra, e seu sangue foi respondido sobre suas cabeças, e sobre as cabeças de seus filhos, e dos filhos de seus filhos, até que dezoito longos séculos se passaram.

Quando chegará o tempo em que esta grande maldição será removida da nação judaica? Quando se dirá que "sua iniquidade está perdoada, ela recebeu da mão do Senhor em dobro por todos os seus pecados"? Quando irá adiante a mensagem, nas palavras do nosso texto, "Consolai, consolai o meu povo, diz o vosso Deus? Falai benignamente a Jerusalém, bradai-lhe que já a sua luta está acabada, que já a sua iniquidade está expiada, pois já recebeu da mão do Senhor em dobro por seus pecados"? Eu faço a pergunta; onde obteremos a resposta? De que modo esta mensagem consoladora será entregue aos habitantes da terra? Quando irá este clamor glorioso a respeito deste povo perseguido e pisado? Quando será Jerusalém reconstruída em toda a sua beleza e glória pela mão do povo que por tanto tempo foi espalhado entre as nações? Quando será aquele belo e santo templo novamente erguido sobre seus antigos alicerces, e a glória do Senhor se manifestará nele? Há uma proclamação assim a ser feita manifesta, uma mensagem assim a ir adiante pela autoridade e poder Divino, e a ser entregue aos filhos dos homens, consolando os habitantes de Jerusalém e declarando que sua luta está acabada.

Antes que esta grande mensagem para a redenção e salvação da nação judaica possa ir adiante, há uma certa obra a ser realizada na terra, certos propósitos a serem cumpridos, e até que isso se cumpra e se realize, Jerusalém nunca poderá ser reconstruída, e os judeus nunca poderão retornar como nação. Foi proferido um decreto pela boca do próprio Filho de Deus, de que aquela cidade estaria em posse dos gentios, e que seria pisada por eles, e que os judeus seriam espalhados entre as nações até que os tempos dos gentios se completassem. Quem, entre todos os habitantes da terra, pode nos dizer como o Senhor trará o cumprimento desta predição em relação aos gentios? Quem é capaz de declarar quando os tempos dos gentios se completarão? Quem sabe algo sobre isso, a menos que seja revelado dos céus? Poderíamos vasculhar as páginas da Bíblia, compreender muitas das profecias que já se cumpriram, e ser capazes de guardar em nossos corações e memorizar todas as predições dos profetas, e, no entanto, sem nova revelação, ninguém seria capaz de decidir quando os tempos dos gentios se completam. Poderíamos, é claro, ao pesquisar cuidadosamente as profecias, julgar o período particular da idade do mundo em que isso aconteceria; mas chegar ao ano exato está fora do alcance da sabedoria humana, ela não pode compreendê-lo; nada, senão nova revelação, pode nos colocar de posse deste conhecimento importante. Em vão se farão tentativas, pela organização de sociedades, para a melhoria da condição dos judeus; em vão serão organizadas sociedades para sua restauração à sua própria terra e a reconstrução de Jerusalém, até que chegue o tempo do Senhor.

Talvez não seja demais declarar, em muito poucas palavras, a crença dos Santos dos Últimos Dias a respeito do cumprimento dos tempos dos gentios; isto é, o que entendemos pelo cumprimento de seus tempos. Cremos, como foi dito esta manhã, que, antes que os tempos dos gentios possam se cumprir, uma proclamação deve vir dos céus e soar em seus ouvidos — a saber, que um anjo deve vir dos céus e trazer o evangelho eterno, não apenas para os judeus, os descendentes de Israel, mas para toda nação, tribo, língua e povo. Gentios e judeus, todos devem ouvi-lo, pois a predição é que, quando o anjo vier com esta mensagem dos céus, ela será pregada a todas as nações, tribos, línguas e povos. Isto, é claro, inclui tanto gentios quanto judeus. Não podemos, portanto, supor que os tempos dos gentios se completarão antes que esse acontecimento se dê. Quando o anjo vier, quando os servos de Deus forem enviados pela autoridade Divina com uma proclamação, e tiverem cumprido aquela predição ao declarar o evangelho eterno a todas as nações e reinos dos gentios, então seus tempos se completarão, e não antes.

De que serviria enviar o evangelho aos gentios se seus tempos estivessem completos e não houvesse esperança ou chance de receberem a salvação? A própria declaração — de que um anjo virá com o evangelho nos últimos dias antes da destruição dos ímpios, e que esse evangelho será pregado tanto aos gentios quanto aos judeus, é prova e evidência, para toda mente refletida que crê na Bíblia, de que os gentios terão oportunidade, até que aquela mensagem seja entregue e a predição a respeito dela se cumpra. Quando isso for feito, a lei estará selada, o testemunho estará selado, no que lhes diz respeito.

Quando o Todo-Poderoso, no presente século, enviou um anjo dos céus, como ouvimos hoje pela manhã, e restaurou o evangelho e a autoridade e poder de pregá-lo e administrar suas ordenanças, e organizou esta Igreja na terra, e enviou seus servos a todas as nações, na medida em que abrissem suas portas para recebê-los, eles estavam cumprindo os mandamentos do Altíssimo dados pelo anjo. Já se passaram quarenta anos, desde que o anjo veio, cumprindo aquela predição; quantos mais anos o Senhor há de suportar as nações e reinos dos gentios antes que sejam cortados, eu não sei. Quantos mais anos passarão sobre nossas cabeças em que teremos o privilégio de declarar a plenitude do evangelho eterno entre as nações dos gentios não foi revelado. Tudo o que sabemos sobre o assunto é o que o Senhor nos disse há uns quarenta anos, que os tempos dos gentios se completariam na geração em que ele estabeleceu sua Igreja, isto é, que, antes que a geração que vivia há quarenta anos tivesse toda passado, os tempos dos gentios se completariam. E então? A predição de Isaías, em outro lugar, se cumprirá literalmente — "a lei será selada e o testemunho estará selado" no que diz respeito ao envio do evangelho às nações gentias.

Qual será a próxima obra a ser realizada? Os judeus então virão em lembrança diante do Senhor. Isto é, o tempo determinado para sua libertação e restauração terá chegado, o período predito pela boca do antigo profeta em que o evangelho lhes será proclamado. Em testemunho disso, permiti-me referir-vos ao capítulo onze de Romanos, no qual o apóstolo Paulo tocou muito claramente neste assunto. Leremos algumas passagens, começando no versículo 13:

"Porque convosco falo, gentios, que, enquanto for apóstolo dos gentios, glorificarei o meu ministério;

"Para ver se de alguma maneira posso incitar à emulação os da minha carne, e salvar alguns deles."

De novo, ele diz, falando de Israel —

"E se alguns dos ramos foram quebrados, e tu, sendo oliveira brava, foste enxertado em lugar deles, e feito participante da raiz e da seiva da oliveira,

"Não te glories contra os ramos. Mas se te gloriares, não és tu que sustentas a raiz, mas a raiz, a ti.

"Dirás, pois: Os ramos foram quebrados, para que eu fosse enxertado."

Assim o reino foi tirado de Israel e dado a eles (os gentios), e eles produziram os seus frutos. Diz Paulo novamente —

"Bem! Por incredulidade foram quebrados, e tu estás em pé pela fé: não te ensoberbeças, mas teme.

"Porque, se Deus não poupou os ramos naturais, teme que não te poupe a ti também."

Uma grande advertência aos gentios — a casa de Israel — os ramos da oliveira mansa foram quebrados porque deixaram de produzir os frutos do reino de Deus. Como se dissesse: Porque deixaram de produzir o fruto que pertence à oliveira mansa, foram quebrados pela incredulidade; portanto vós, gentios, que agora estais enxertados, sendo ramos da oliveira brava, tomai cuidado e cuidai para que não caiais no mesmo exemplo de incredulidade. Se estás em pé pela fé, não te glories contra os ramos, etc.

Diz Paulo —

"Considera, pois, a bondade e a severidade de Deus: para com os que caíram, severidade; porém para contigo, a benignidade de Deus, se permaneceres na sua benignidade; de outra maneira, também tu serás cortado."

Ora, aqui está uma predição definitiva: se permanecerdes em sua bondade, a bondade de Deus se estenderá a vós, ainda que sejais gentios, ainda que estejais enxertados, contrariamente à natureza, na oliveira mansa; mas se não permanecerdes em sua bondade, se perderdes a vossa fé, como a casa de Israel a perdeu; se deixardes de produzir os frutos do reino, como eles fizeram, vós também sereis cortados. E eles também; isto é, os judeus, se não permanecerem na incredulidade, serão enxertados, pois Deus é poderoso para os enxertar novamente; mas se foram cortados de uma oliveira brava por natureza, e contra a natureza foram enxertados numa boa oliveira, quanto mais aqueles, que são os ramos naturais (referindo-se aos judeus espalhados), serão enxertados em sua própria oliveira? Pois não quereria, irmãos, que ignorásseis este mistério, para que não sejais sábios em vossa própria opinião; que o endurecimento em parte aconteceu a Israel, até que a plenitude dos gentios haja entrado —

"E assim todo o Israel será salvo: como está escrito: Virá de Sião o Libertador, e desviará de Jacó as impiedades."

Vedes, o Senhor tem uma bênção reservada para Jacó — a descendência literal de Israel; mas não podemos ir a eles até que a plenitude dos gentios tenha entrado, até que seus tempos se completem; então todo o Israel será salvo, por um Libertador enviado de Sião; em outras palavras, haverá novamente um Sião na terra. A terra tem estado destituída de um Sião por cerca de dezesseis séculos. Nenhuma Igreja de Deus, nenhum profeta, nenhum Apóstolo inspirado, nenhuma voz de Deus vinda dos céus, nenhum ministério de anjos; nenhum dos antigos poderes e dons, todos os frutos do reino de Deus que existiram no primeiro século da era cristã, banidos das nações gentias, e o clamor entre todas elas é: "Que o poder da piedade, tal como manifestado no primeiro século da era cristã, já não é necessário." Têm uma forma de piedade sem o poder dela. O poder então manifestado, dizem eles, não deve ser desfrutado pelo povo de nossos dias e época.

Tendo, então, perdido sua fé e cessado de produzir os frutos do reino, a predição foi proferida de que eles também serão cortados. Mas quando? Não até que o Senhor envie aquele anjo dos céus com o evangelho eterno, e envie seus servos pela autoridade Divina para pregar o evangelho a todas as nações e reinos dos gentios. Quando isso tiver sido feito, trará condenação a todo lugar aonde chegar o seu som e o povo o rejeitar. Mas poucos o receberão; poucos se ajuntarão e edificarão Sião, e daquele Sião virá um Libertador que desviará de Jacó a impiedade.

Quem será aquele Libertador? Certamente Jesus, quando veio há dezoito séculos, não desviou de Jacó a impiedade, pois eles então estavam enchendo sua taça de iniquidade. Permaneceram na incredulidade desde aquele dia até hoje; por isso, não veio um Libertador de Sião há dezoito séculos. Mas o Sião dos últimos dias, aquele Sião de que tão frequente e tão plenamente falam os antigos profetas, especialmente Isaías, é a Igreja e o reino de Deus; e daquela Igreja, ou reino, ou Sião, virá um Libertador, que desviará de Jacó a impiedade depois que os tempos dos gentios se completarem.

Paulo diz ainda —

"Assim que, quanto ao evangelho, são inimigos por causa de vós; mas, quanto à eleição, amados por causa dos pais."

De novo, ele diz, no versículo 30 —

"Porque assim como vós também antigamente fostes desobedientes a Deus, porém agora alcançastes misericórdia" pela desobediência deles; "assim também estes agora foram desobedientes," referindo-se a Israel, "para também alcançarem misericórdia pela vossa misericórdia."

Isto mostra que a proclamação que vai a Israel deve vir por meio das nações gentias; isto é, por meio daqueles que Deus escolher entre os gentios, para que, pela misericórdia e bondade dos gentios, ou daqueles que receberem a mensagem nos últimos dias, a casa de Israel possa ser salva.

Isto é o que o Senhor tem reservado para seus servos. Vós, rapazes que estais aqui sentados nestes bancos, vivereis para ver os tempos dos gentios se completarem; vivereis para ver o tempo em que o Senhor vos dará um mandamento direto do alto para que não mais entreis nas cidades dos gentios para pregar-lhes, tendo a lei sido selada, o testemunho selado; e a missão que recebereis, rapazes, será ir aos remanescentes espalhados da casa de Israel entre todas as nações e reinos dos gentios. Buscá-los e proclamar-lhes a mensagem restaurada pelo anjo, para que seja pregada a Israel, assim como aos gentios. Este é o vosso destino; isto, rapazes, é o que o Senhor exigirá de vós. Temos labutado, em meio à perseguição, por quarenta anos passados, tentando estabelecer Sião entre os gentios.

Serão os gentios inteiramente cortados? Ah, não, haverá muitos, mesmo quando Israel estiver se ajuntando, que virão e dirão: "Deixai-nos ser contados com Israel, e feitos participantes das mesmas bênçãos com eles; deixai-nos entrar no mesmo convênio e ser ajuntados com eles e com o povo de Deus." Embora o testemunho esteja selado, e embora a lei esteja selada, ainda haverá uma abertura para que entreis. Mas tereis de vir por vontade própria; não haverá mensagem enviada a vós, nenhum ministério dos servos de Deus expressamente dirigido a vós. Quando os tempos dos gentios se completarem, por meio da misericórdia dos gentios crentes, a casa de Israel deverá obter misericórdia; isto é, por meio dos mensageiros que então irão adiante e cumprirão os primeiros versículos do meu texto — "Consolai, consolai o meu povo, diz o vosso Deus."

Indivíduos estão agora sentados neste Tabernáculo que levarão esta mensagem. Os jovens entre nós irão até os confins da terra e declararão aos remanescentes espalhados de Israel, onde quer que se encontrem, as palavras consoladoras de que "Os tempos dos gentios estão completos, que chegou o dia para o convênio que Deus fez com os antigos pais de Israel se cumprir;" e tereis o prazer de ajuntá-los aos milhares, dezenas de milhares, e centenas de milhares, das ilhas do mar e de todos os quadrantes da terra; pois aquele será um dia de poder muito maior do que é enquanto o evangelho permanece entre os gentios.

"Mas," pergunta alguém, "tendes algum testemunho das Escrituras para provar que aquele dia será um dia de poder?" Ouvi o que o Senhor diz pela boca do Salmista Davi: "O teu povo se oferecerá voluntariamente no dia do teu poder." Eles não estão dispostos agora, e não têm estado dispostos por dezoito séculos passados. Mas quando chegar o dia de seu poder, estarão dispostos a ouvir, ajuntar-se-ão à sua terra prometida, pois será o dia do poder do Senhor. Em que aspecto será o poder manifestado então? Assim como o poder foi manifestado quando o Senhor trouxe Israel da nação egípcia para o deserto do Sinai e lhes falou por sua própria voz, assim será manifestado o poder do Deus Todo-Poderoso entre todas as nações da terra quando ele trouxer a redenção e a restauração de seu povo Israel; ou, em outras palavras, a antiga manifestação de poder será eclipsada, pois aquilo que foi feito numa terra, entre os israelitas e os egípcios no deserto, será realizado entre todas as nações. Assim diz o profeta. Citemos a profecia para mostrar o que significa o dia do poder do Senhor, quando o povo de Israel estará disposto. A primeira à qual chamarei vossa atenção se encontra registrada no capítulo vinte de Ezequiel, começando no versículo trinta e três —

"Vivo eu, diz o Senhor Deus, que com mão forte, e com braço estendido, e com indignação derramada, hei de reinar sobre vós:

"E vos tirarei dentre os povos, e vos congregarei das terras nas quais andais espalhados, com mão forte, e com braço estendido, e com indignação derramada.

"E vos levarei ao deserto dos povos; e ali entrarei em juízo convosco face a face.

"Como pleiteei com vossos pais no deserto da terra do Egito, assim pleitearei convosco, diz o Senhor Deus."

Isto será quando os tempos dos gentios se completarem, e vós, Élderes de Sião, fordes enviados à casa de Israel. Ireis no poder do Senhor, e tão grande será aquele poder que tereis influência sobre eles. Direis-lhes que sua luta está acabada, que sua iniquidade está perdoada, e que receberam da mão do Senhor em dobro por todos os seus pecados; e o Senhor dará testemunho disso por seu poderoso poder, com mão forte e braço estendido o Senhor fará isto, e com indignação derramada. Derramada sobre quem? Sobre todas as nações e reinos dos gentios que não receberem a verdade, estando seus tempos completos. Será expressamente o dia do juízo do Senhor, ou, em outras palavras, a hora do juízo do Senhor, de que se fala no capítulo quatorze de Apocalipse, quando o anjo trouxer o evangelho.

Não é apenas um evangelho a ser pregado a todas as nações da terra, mas, em conexão com ele, tereis de fazer uma proclamação ligada a ele, a todo o povo, para que temam a Deus e lhe deem glória, pois chegou a hora do seu juízo. E, à medida que estes juízos vierem, reinos e tronos serão derrubados e destronados. Império guerreará com império, reino com reino, e cidade com cidade, e haverá uma revolução geral por toda a terra, os judeus fugindo para sua própria terra, a desolação vindo sobre os ímpios, com a rapidez de redemoinhos e indignação derramada, lembrai-vos, tal como foi derramada sobre os egípcios.

Leiamos o versículo trinta e cinco —

"E vos levarei ao deserto dos povos; e ali entrarei em juízo convosco face a face."

"Não mais milagres," diz esta geração cristã; "nenhum poder mais a ser manifestado; temos uma forma de piedade, mas não precisamos desta manifestação de poder." Este é o seu clamor, com todas estas profecias lhes encarando o rosto.

"Eu vos levarei ao deserto."

Levar quem? A casa de Israel, que é ajuntada de todas estas várias nações. "Eu vos levarei ao deserto, e ali pleitearei convosco face a face, como pleiteei com vossos pais no deserto, na terra do Egito." Como pleiteou ele com eles ali? Pleiteou com eles por seu poder, por esplêndidos milagres, por sua própria voz fez com que o Monte Sinai tremesse sob o som e o poder de sua voz, enquanto relâmpagos e trovões se manifestavam diante de toda a congregação de Israel. Falou-lhes pela voz de uma trombeta, que, quando os dois milhões e quinhentos mil das hostes de Israel ouviram, fugiram, e ficaram longe — estavam amedrontados e temerosos, porque o Senhor havia descido sobre o Monte Sinai. Assim pleiteará com Israel nos últimos dias, e mostrará sua poderosa mão e poder, quando os ajuntar das nações; e dará revelação como deu a seus pais no deserto da terra do Egito.

Mas, como testemunho ainda mais adicional do poder que será manifestado na restituição de Israel, permiti-me referir-vos a outra passagem, contida no capítulo onze de Isaías: "E levantará um estandarte entre as nações, e ajuntará os desterrados de Israel, e os dispersos de Judá congregará desde os quatro confins da terra." Aqui está uma declaração de que os dois grandes reinos de Israel — seus "desterrados," as dez tribos, espalhadas setecentos e vinte anos antes de Cristo, e os "dispersos de Judá," dispersos entre todas as nações, serão ajuntados. Mas antes de os ajuntar, ele levantará um estandarte — um estandarte a ser erguido nos últimos dias especificamente para a coligação de Israel.

De novo, diz o profeta: "E o Senhor destruirá totalmente o braço do mar do Egito." Como? "Com sua poderosa mão moverá sua mão contra o rio, e o ferirá nas sete correntes, e fará que se passe por ele com sapatos. E haverá caminho plano para os remanescentes do seu povo, que restarem da Assíria, como sucedeu a Israel no dia em que subiu da terra do Egito." A mesma coisa, não uma transação espiritual, mas literal, tal como o Senhor feriu o braço do mar do Egito nos dias antigos, e fez seu povo passar por um caminho no meio daquelas poderosas águas que se erguiam como muros de cada lado da congregação de Israel. Assim, nos últimos dias, ele não apenas cortará o braço do mar do Egito, mas o rio, em suas sete correntes, também será dividido, e os homens passarão por ele com sapatos. Este é o testemunho dos profetas a respeito dos acontecimentos que ocorrerão quando os tempos dos gentios se completarem.

Mas quanto a este estandarte, o Senhor nunca disse que o ergueria antes de chegar o tempo de ajuntar Israel. E agora perguntemo-nos onde será erguido; em que parte da terra ele começará a grande obra? Ele deve começá-la entre os gentios, como já disse, e como Isaías nos diz no capítulo quarenta e nove — um padrão ou estandarte, ao qual o povo se ajuntará, será erguido entre os gentios. Lembrai-vos, isto é algo a ser iniciado entre os gentios, não entre a nação judaica, não além, na Palestina ou em Jerusalém. "Assim diz o Senhor Deus: eis que levantarei a minha mão para as nações, e aos povos levantarei a minha bandeira" — o mesmo estandarte de que fala Isaías no capítulo onze, pois padrão e estandarte são termos sinônimos.

Ora, notai o que se segue, assim que este padrão for erguido entre os gentios: "Trarão os teus filhos nos braços, e as tuas filhas serão levadas sobre os ombros;" isto é, aqueles que receberem aquele padrão, ou que abraçarem a obra e se ajuntarem ao padrão, "trarão os teus filhos nos braços e tuas filhas sobre os ombros." Ajudarão os reis da terra nesta obra? Sim, pois o profeta diz: "E os reis serão os teus aios, e as suas princesas, as tuas amas." O que mais a respeito dos gentios? "E os reis se inclinarão diante de ti com o rosto em terra, e lamberão o pó dos teus pés." Israel há de ser honrado: o Senhor exigirá até dos reis dos gentios — seus grandes homens, lordes, nobres e governantes — que se inclinem e lambam o pó de seus pés, pois ele pretende fazer de Israel a cabeça, e não a cauda.

Para mostrar ainda mais plenamente o lugar onde este padrão ou estandarte será erguido, permiti-me referir-vos ao capítulo dezoito de Isaías, onde encontrareis estas palavras: "Ai da terra que ensombreia com as suas asas, que está além dos rios da Cuxe." No versículo três daquele capítulo, depois de proferir a predição a respeito do juízo que virá sobre aquela terra além dos rios da Cuxe, a partir da Palestina — uma terra que tem a aparência de ensombrear com asas, como a América do Norte e do Sul — o profeta diz: "Vós, todos os habitantes do mundo, e vós os moradores da terra, quando se levantar a bandeira nos montes, o vereis; e quando se tocar a trombeta, o ouvireis" — algo que o Senhor considerou digno da atenção de todo o povo da terra. Não devia ser proclamado a uma só nação, não uma obra como a dos dias antigos — a ser feita apenas entre a nação egípcia, mas "vós, todos os habitantes do mundo, e vós os moradores da terra, vede, quando ele levantar uma bandeira nos montes, e quando ele tocar uma trombeta, ouvi."

Ora, Webster e outros lexicógrafos, em suas definições da palavra "padrão," dizem que é algo a que o povo se rebela e ao redor do qual se ajunta, tal como vós, Santos dos Últimos Dias, vos ajuntastes a estas montanhas, vindos de todas as várias nações e reinos da Europa; da Austrália, da África Austral, do Hindustão e de outras partes da terra. Aqui o "padrão" foi erguido, o "estandarte" foi levantado; o anjo veio, a voz da inspiração é novamente ouvida; a Igreja do Deus vivo é novamente edificada; Sião está surgindo na terra; os tempos dos gentios logo se completarão, e quando chegar aquela época, todos os habitantes da terra serão obrigados a ver, entender e ouvir o que Deus está fazendo no meio das montanhas. Ele está levantando ali um povo chamado sua Igreja, seu reino, que nunca será destruído, mas continuará para sempre.

Isto concorda com o testemunho do profeta Daniel. Em seu segundo capítulo, somos informados de que Nabucodonosor, o rei, teve um sonho no qual lhe foi revelado a respeito dos reinos deste mundo, até os últimos dias. Daniel veio perante o rei, relatou o sonho e deu a sua interpretação. Disse ele —

"Tu, ó rei, estavas vendo, e eis aqui uma grande estátua; essa estátua era grande, e o seu esplendor era excelente, e estava em pé diante de ti; e a sua aparência era terrível.

"A cabeça daquela estátua era de ouro fino; o seu peito e os seus braços, de prata; o seu ventre e as suas coxas, de bronze;

"As pernas, de ferro; os seus pés, em parte de ferro e em parte de barro.

"Estavas vendo, até que uma pedra foi cortada, sem mãos, a qual feriu a estátua nos pés de ferro e de barro, e os esmiuçou.

"Então foram juntamente esmiuçados o ferro, o barro, o bronze, a prata e o ouro, e se fizeram como pragana das eiras do verão, e o vento os levou, e não se achou lugar algum para eles: mas a pedra, que feriu a estátua, se fez um grande monte, e encheu toda a terra."

O monte a que se refere Daniel é o lugar onde o padrão será erguido e o estandarte será levantado; o mesmo lugar de onde a proclamação iria a todos os moradores da face da terra, exigindo-lhes que a ouvissem, e que vissem a pedra que foi cortada dos montes, que haveria de, com o tempo, encher toda a terra; enquanto a grande estátua, que representava todos os governos humanos, se tornaria como a pragana da eira do verão.

Há algum estadista nesta congregação, entre os estranhos que estão visitando em nosso meio, que deseje conhecer o destino futuro das nações, reinos e governos de nosso globo? Lede as profecias; ali encontrareis retratado o destino de todos os governos organizados pela sabedoria humana; hão de se tornar como a pragana da eira do verão — o vento os levará embora, e nenhum lugar será encontrado para eles, desde a cabeça de ouro até os pés e artelhos de ferro e barro, todos serão despedaçados juntos. E o que restará em seu lugar? Uma pedra cortada dos montes sem mãos — pequena em seu início, insignificante na estimativa dos grandes e poderosos reinos do mundo; mas há de rolar adiante, tornar-se um grande monte e encher toda a terra, e continuar para sempre. Ouvi o que disse o profeta —

"Mas nos dias desses reis, o Deus do céu levantará um reino que não será jamais destruído; e esse reino não será deixado a outro povo; esmiuçará e consumirá todos esses reinos, mas ele mesmo estará estabelecido para sempre."

O reino que foi estabelecido há dezoito séculos por nosso Salvador e seus Apóstolos foi destruído da terra em cumprimento das profecias de Daniel e de João, o Revelador. Disseram que os poderes do mundo guerreariam contra aquele reino e o venceriam. Isso se cumpriu à risca. O reino de Deus, com seus inspirados profetas e Apóstolos, foi arrancado da terra, e também o sacerdócio com todos os seus poderes; e, em seu lugar, igrejas, credos e governos foram erguidos e edificados pela sabedoria humana; mas o reino de Deus que será estabelecido nestes últimos dias, em vez de ser vencido e destruído da terra, permanecerá para sempre; não será entregue a outro povo, isto é, nunca mudará de mãos, mas, uma vez estabelecido, uma vez organizado na terra, continuará daquele tempo em diante e para sempre, enquanto os reinos deste mundo desaparecerão como o sonho de uma visão noturna.

Agora começamos a compreender a última parte de nosso texto. Não apenas Israel será salvo; mas "preparai o caminho do Senhor, endireitai no ermo vereda a nosso Deus." Para que queremos uma estrada no deserto? Já lemos sobre a estrada através do Mar Vermelho, e através das sete correntes do rio do Egito, que será levantada como foi nos dias antigos; mas que necessidade temos de uma estrada no deserto? É para que passem por ela os resgatados do Senhor. Que resgatados do Senhor? Aqueles que são resgatados dentre as nações, pela proclamação do evangelho eterno, aqueles que ouvem a mensagem angélica que vem dos céus; aqueles que labutaram com juntas de bois, juntas de mulas, carroças de mão e carrinhos de mão para chegarem até aqui, para lançar um alicerce da obra de Deus no meio deste deserto. Precisam de uma estrada aqui, para que o restante, que virá depois, e virão às centenas de milhares, possa vir com rapidez, e mais depressa do que por meio de transporte de carroça de mão. E isto me faz lembrar de outra passagem a respeito da estrada ligada à proclamação do evangelho a todo o mundo.

Diz Isaías: "Passai, passai pelas portas; preparai o caminho ao povo; aplainai, aplainai a estrada, limpai-a das pedras; arvorai a bandeira aos povos. Eis que o Senhor fez ouvir até as extremidades da terra: Dizei à filha de Sião: Eis que a tua salvação vem; eis que vem com ele o seu galardão, e a sua obra, diante dele. Chamar-lhes-ão povo santo, os redimidos do Senhor; e serão chamados, procurados, uma cidade não desamparada." Que obra curiosa há de acontecer nos últimos dias! Uma estrada a ser construída, e as pedras a serem retiradas! Quando estes homens, sentados aqui nestes bancos, trabalhavam nestas montanhas escarpadas por umas duzentas ou trezentas milhas cumprindo estas profecias, explodíeis as rochas e retiráveis as pedras?

Outra coisa ligada à profecia diz: "Passai, passai pelas portas; preparai o caminho," etc. Não tenho dúvida de que o profeta viu a construção desta estrada em visão; de fato, deve tê-la visto, ou não a teria podido predizer com tal precisão. Deve também ter visto estes trens atravessando este grande continente, "esgueirando-se" pelo que pareciam ser buracos nas montanhas, e, depois de observar um pouco, vê-los saindo do outro lado. Não os chamou de túneis naqueles dias, mas disse: "Passai pelas portas," etc.

Para mostrar quão depressa viria o povo por esta estrada nos últimos dias, permiti-me referir-vos ao capítulo cinco de Isaías, versículo vinte e seis: "Porque levantará o estandarte entre as nações de longe, e lhes assobiará para que venham desde a extremidade da terra; e eis que virão apressada e ligeiramente." Não com carroças de mão e juntas de bois, como fizemos nós por tantos anos; mas hão de vir dos confins da terra apressadamente. Mas ele nos diz que um estandarte será levantado. Todas estas predições se concentram em uma: o padrão, o estandarte, a proclamação, a construção da estrada, e a vinda apressada; tudo se concentra, por assim dizer, em uma só, para cumprir os grandes propósitos de Jeová nos últimos dias.

"Levantai um estandarte para as nações de longe!" Onde estava Isaías quando proferiu esta profecia? Na Palestina. Pensais que poderíeis estar muito mais longe da Palestina e ter um estandarte erguido de longe? Não é um estandarte a ser erguido na terra da Palestina, exatamente onde o profeta o predisse; mas ele viu de longe, de uma grande distância, a grande obra que Deus realizaria nos últimos dias. "Levantai um estandarte para as nações;" não para uma nação, não para poucas pessoas; mas foi uma obra geral em sua natureza — um estandarte ou padrão cuja ereção afetaria todos os habitantes da terra. E quando isto se realizar, uma estrada será construída e feita reta no deserto — uma estrada para o nosso Deus. Por quê? Porque, diz nosso texto, a glória do Senhor seria revelada, e toda a carne a veria junta. Isto não se refere à primeira vinda do Messias, mas àquela grande vinda de que falam todos os profetas, quando ele virá em sua glória e poder, quando os montes e outeiros que estão a leste, oeste, norte e sul deste vale serão nivelados; quando os lugares tortuosos serão feitos retos, e os ásperos, planos; e quando a glória do Senhor será revelada; e, em vez de poucos a verem, como o fizeram nos tempos antigos, "toda a carne a verá junta;" pois todo olho o verá quando ele vier em sua glória e poder para reinar como Rei dos reis e Senhor dos senhores. Amém.

Como citar este discursoOrson Pratt, “A Restauração dos Judeus e a Reconstrução de Jerusalém — O Reino de Deus dos Últimos Dias — O Ajuntamento de Israel”, (1871-03-26). Pulpit Vault, 1871-03-pratt-o-the-restoration-of-the-jews-and-the. Tradução desta edição, por método de glossário, contentdm.lib.byu.edu.Pulpit Vault, edição de 23 de setembro de 2026 (commit 4bdc6ac627).