Pulpit

Agindo em Nome do Senhor

Lorenzo Snow

Conferência Geral de Outubro de 1869·Sessão da Manhã de Sábado·1869-10-09

Sinto-me muito satisfeito por ter a oportunidade de fazer algumas observações a esta Conferência. Os assuntos que nos foram apresentados para consideração estão repletos de muitas reflexões bastante interessantes. Todo privilégio que nos é concedido de nos reunirmos na condição de uma Conferência, e de lançarmos um olhar retrospectivo sobre o passado, dá-nos a oportunidade de contemplar o grande e maravilhoso êxito que até agora acompanhou nossos trabalhos, como servos de Deus, nesta grande e gloriosa obra da redenção de Israel e do ajuntamento dos Santos dos Últimos Dias dos quatro cantos do mundo, para estabelecer o reino de Deus na terra nos últimos dias.

Há muitas peculiaridades que distinguem a ordem das coisas pertencentes à obra de Deus em que estamos empenhados dos diferentes sistemas de religião que se encontram na cristandade e em várias partes do mundo. O que fazemos, fazemo-lo em nome do Senhor Deus de Israel, e estamos dispostos a reconhecer a mão do Todo-Poderoso em tudo o que fazemos. Quando Moisés se apresentou como libertador dos filhos de Israel de seu cativeiro egípcio, ele não se apresentou à maneira de um libertador comum, mas foi em nome do Senhor Deus de Israel, tendo sido ordenado a realizar sua redenção pelo poder e autoridade que recebeu de Deus. E, desde o momento em que apareceu diante deles nessa condição, até que houvesse cumprido sua obra, ele agiu no nome do Senhor e por meio dele, e não por sua própria sabedoria ou engenhosidade, nem porque possuísse inteligência superior ao restante da humanidade. O Senhor lhe apareceu na sarça ardente, e lhe ordenou que fosse e realizasse certa obra, que dizia respeito à paz, à felicidade e à salvação de um grande povo; e seu êxito e prosperidade dependiam do cumprimento da ordem das coisas que lhe fora revelada pelo Deus do céu. Seu êxito e prosperidade estavam perfeitamente garantidos pelo fato de que a obra a que fora designado não era coisa de sua própria invenção, mas emanava de Jeová.

Muita especulação poderia ter sido feita por alguns a respeito de seu modo de proceder. Poderia haver algumas coisas no funcionamento do sistema que ele introduziu que fossem bastante desagradáveis para certas partes envolvidas — ao governo do Egito e ao rei Faraó, por exemplo; mas isso era uma consideração de muito pouca importância para ele e para o povo que ele tinha ocasião de libertar do cativeiro.

Assim é a respeito de nós mesmos. A grande obra que agora se realiza — o ajuntamento do povo das nações da terra — não teve origem na mente de nenhum homem ou grupo de homens, mas emanou do Senhor Todo-Poderoso. Joseph Smith recebeu uma revelação e um mandamento do Senhor para ir e pregar o Evangelho da salvação às nações da terra, com poder e autoridade para batizar aqueles que se arrependessem de seus pecados e fossem imersos na água para a remissão deles; foi também ordenado a pregar-lhes o ajuntamento, para que um povo pudesse ser reunido, disposto a escutar a voz do Senhor e a guardar Suas leis, a fim de que uma semente justa pudesse assim ser preservada quando viesse o grande dia de Sua ira. Este Evangelho foi pregado, e milhares de Santos foram ajuntados de quase todas as partes do globo, os quais agora se acham espalhados por todo o comprimento e largura deste Território, fazendo fazendas, construindo casas, plantando pomares e recuperando o solo; criando vilarejos, vilas e cidades onde antes apenas feras selvagens e selvagens vagueavam, e fazendo o deserto florescer como a rosa. Contudo, tudo isto não foi realizado pela sabedoria humana, ainda que os inimigos dos Santos procurem fazer o mundo crer nisso; foi feito pela sabedoria e pelo poder de Deus Todo-Poderoso, cujo braço estendido tem estado sobre Seus Santos, preservando-os de todo tipo de mal.

Jesus, enquanto viajava aqui na terra, cumprindo sua missão, disse ao povo que não realizava os milagres que operava em seu meio por seu próprio poder, nem por sua própria sabedoria; mas estava ali para cumprir a vontade de seu Pai. Não veio buscar a glória dos homens, nem a honra dos homens; mas buscar a honra e a glória de seu Pai que o enviou. Disse ele: "Eu vim em nome de meu Pai, e não me recebeis; se outro vier em seu próprio nome, a esse recebereis."

Ora, a peculiaridade de sua missão, e o que a distinguia de outras missões, era isto: ele não veio buscar a glória e a honra dos homens, mas buscar a honra e a glória de seu Pai, e cumprir a obra de seu Pai que o enviou. Nisto residia o segredo de sua prosperidade; e nisto reside o segredo da prosperidade de todo indivíduo que age segundo o mesmo princípio.

Há muitas coisas admiráveis naquilo que nossos vizinhos chamam de "mormonismo". Grandes homens admiram os efeitos produzidos por suas operações, ou a obra de pregar o Evangelho, ajuntar o povo das nações da terra e estabelecê-lo neste Território, criando vilas, vilarejos e povoações, ajuntando os pobres de suas circunstâncias indigentes, de suas condições de pobreza e aflição, e colocando-os numa posição em que possam sustentar-se e ter a oportunidade de educar seus filhos e reunir ao seu redor as necessidades, conforto e conveniências da vida.

O povo admira a prosperidade dos Santos dos Últimos Dias, admira a sabedoria manifesta na organização perfeita observável em suas cidades, vilas e povoações, e a unidade existente entre eles. Ficam impressionados com a paz e a boa ordem que reinam em nosso meio, as quais não se encontram, no mesmo grau, em nenhuma das cidades dos Estados Unidos ou da Europa. Cento e cinquenta mil pessoas, que foram reunidas das classes mais pobres e trazidas de várias nações e estabelecidas em circunstâncias prósperas e felizes, são admiradas por todos. Mas tudo isto está sendo feito em nome do Senhor, e professadamente por meio dos mandamentos do Todo-Poderoso; e nisto reside a dificuldade. Nosso reconhecimento da mão de Deus no que fazemos é algo que eles não aprovam. Se ajuntássemos o povo das várias nações, construíssemos cidades, vilas e vilarejos em nosso próprio nome, e por nossa própria força e sabedoria, e nos déssemos a honra e a glória, seríamos um povo bastante admirável, de fato, e todos admirariam os "mórmons", e ficariam satisfeitos com nossas operações; e, quanto à influência dos políticos e membros do Congresso, ela seria empregada em obter nossa admissão à União como Estado.

Pode parecer a alguns algo infeliz que tenhamos, nas operações do "mormonismo", um princípio tão desagradável e incômodo; mas nada podemos fazer quanto a isso. Esta obra não é criação nossa, e não recai sobre nós a responsabilidade de seu êxito. O próprio Jesus diz que teria sido recebido pelo povo se tivesse buscado a honra dos homens. Se não tivesse vindo em nome de seu Pai, mas simplesmente no seu próprio, o povo o teria recebido, honrado e feito Rei dos Judeus; e tudo teria sido agradável, satisfatório e aprazível.

Foi dito pelo Profeta que Israel seria espalhado, que seria peneirado entre as nações, e que nos últimos dias seria ajuntado, dois de uma cidade e um de uma família, e que haveria um tempo em que o povo seria ajuntado das nações, quando lhe seria dito: "Saí dela, povo meu, para que não sejais participantes dos seus pecados e não recebais das suas pragas."

Joseph Smith recebeu do Todo-Poderoso um mandamento semelhante ao que Moisés recebeu para libertar os filhos de Israel do cativeiro egípcio. O mandamento ao Profeta Joseph foi que fosse e declarasse o Evangelho aos filhos dos homens, para ajuntá-los das nações da terra e estabelecê-los numa terra de paz e fartura, onde pudessem plantar e colher seu fruto. Em muitos casos, o povo que recebeu este Evangelho estava em condição muito pior do que os filhos de Israel, quando encontrados por Moisés em seu cativeiro.

Há centenas de élderes aqui que viajaram pela Inglaterra, Escócia, País de Gales, Alemanha, Suíça, Noruega e outros lugares, que sabem muito bem que o povo se encontrava, na maioria dessas terras, em circunstâncias de escravidão — cativeiro pior do que o dos "negros" no Sul antes de sua libertação. Não havia diante do povo nada além da perspectiva da fome; e estavam sujeitos à vontade e ao capricho de seus patrões, e dependentes deles para seu trabalho e seu pão diário; e, quando o trabalho escasseava, não tinham diante de si nada além da perspectiva de serem despedidos de seu emprego e de terem sua única fonte de obtenção de alimento para si e suas famílias inteiramente cortada. Não possuíam um palmo de terra, um arado, um boi, uma carroça, uma vaca, uma mula, um cavalo; de fato, nada do que viam ao seu redor podiam chamar de seu. Estavam, em resumo, inteiramente dependentes da vontade e disposição de seus patrões para o que precisavam, e tinham de recorrer a eles como seu único meio de ganhar a vida. Milhares e milhares dessas pessoas estão agora estabelecidas em várias partes deste Território, em condição muito mais próspera e independente do que aquela em que viviam no estrangeiro, entre as nações. Muitas delas são comparativamente ricas nos bens deste mundo. O mandamento do Todo-Poderoso a este povo é que saiam da Babilônia para uma terra onde Seus Santos possam reunir ao seu redor as coisas necessárias ao bem-estar de Seus filhos. Esta é uma obra maior do que a realizada por Moisés, ao redimir os filhos de Israel do cativeiro egípcio; contudo, é feita segundo o mesmo princípio. A voz de Deus a Moisés foi para libertar Seu povo do cativeiro, e que Ele estaria com ele e o ajudaria. O mandamento agora é para que o povo seja libertado de seu cativeiro, pobreza e aflição, e venha a estes vales das montanhas, onde possam sustentar-se.

Há muitos filantropos que admiram as obras que se têm realizado a este respeito. Dizem eles: "Os 'mórmons' fizeram muito mais do que qualquer sociedade religiosa jamais fez, ou sequer esperou fazer. Aumentaram a população da nação e estenderam suas cidades a leste, a oeste, ao norte e ao sul." Mas isto foi feito por mandamento do Todo-Poderoso, e é aí que reside o problema. Quanto à poligamia, nossos inimigos não estariam tão irados por a praticarmos, contanto que não o fizéssemos em nome do Senhor. Mas, como estas coisas são feitas em Seu nome, tornam-se odiosas aos olhos do mundo. O mesmo estado de sentimento existia nos dias de Moisés, o mesmo nos dias em que Jesus apareceu entre os judeus. Se Moisés se tivesse apresentado da mesma maneira que Washington, ou Guilherme Tell, o libertador do povo da Suíça do jugo do cativeiro sob o qual trabalhava, ou como Wallace, o herói da Escócia — se ele, digo eu, tivesse aparecido em seu próprio nome, e se apresentado diante do povo como pessoa de poderes e habilidades superiores, e não reivindicasse poder maior do que aquele que possuía como homem, tudo teria corrido bem. Mas, quando se apresentou diante deles em nome do Senhor Todo-Poderoso, experimentou certa dificuldade em realizar a obra que lhe fora designada.

Sabemos bem que diferimos muito, em nossos assuntos religiosos, das várias denominações existentes no mundo. Um élder vai em nome do Senhor; atravessa o oceano, entra na casa de alguém e diz: "Sou missionário; vim da América para pregar o Evangelho." Não é coisa muito incomum que pessoas atravessem o oceano como missionários e vão para a Europa. Isto é tudo bastante natural; mas, quando um élder vai e diz que vem em nome do Senhor para libertá-los de suas circunstâncias de pobreza e aflição, e para chamá-los ao arrependimento de seus pecados e à imersão em água para a remissão deles, prometendo-lhes o dom do Espírito Santo, ele cria uma distinção entre sua missão e a dos vários sistemas introduzidos pelas diferentes seitas de hoje. Diz ele: "Venho dizer-vos que chegou o tempo do cumprimento das predições dos Profetas. O Senhor quer que Seu povo seja ajuntado da Babilônia para o lugar onde haverá libertação." Há libertação. Há algo que pode ser percebido e experimentado, que pode ser visto, sentido e conhecido. Há a promessa de que, se algum homem fizer a vontade de Deus, saberá por si mesmo que a doutrina que ensinamos é verdadeira. Não há chance de fraude. Há a oportunidade de saber se a mensagem deste élder é verdadeira ou falsa.

Se um ministro sectário tivesse ido aos filhos de Israel e os encontrado na mesma condição em que Moisés os encontrou, sua mensagem teria sido inteiramente diferente da de Moisés, assim como sua conversa e discurso. Moisés lhes disse: "Em nome do Todo-Poderoso, tendo recebido autoridade de Deus, venho libertar-vos do cativeiro e dar-vos existência nacional; levar-vos a uma terra que o Senhor Deus vos ordenou que fôsseis, e que Ele prometeu que recebereis." Se um ministro sectário tivesse ido em circunstâncias semelhantes, suas ideias e maneiras teriam sido inteiramente diferentes. Diz ele: "Vim suplicar-vos, que estais agora sujeitos à vontade de vossos patrões e tendes de reclinar-vos sobre a palha, que sejais pacientes e sofredores. Servos, sede obedientes a vossos patrões e aguardai a providência do Senhor. Suportai, e sede bondosos," e assim por diante. Algo a respeito de libertá-los do cativeiro sob o qual sofrem? Nada, absolutamente nada disso.

É o mesmo quando um ministro sectário vai à Inglaterra. Bate à porta de um homem e diz: "Sou missionário vindo da América." Ora, o homem a quem visita está em aflição. Diz ele: "Lamento não poder recebê-lo; mas estou em aflição. É hora da refeição, mas minha família não tem nada para comer. Estou sem emprego e não tenho de que viver. Gostaria de poder aliviar suas necessidades, mas não tenho nada com que ajudá-lo." Ora, diz o ministro, deveis aguardar a Providência, deveis ter muita paciência e resignação. Venho pregar-vos o Evangelho, e deveis orar e continuar orando até pensardes ter obtido o perdão de vossos pecados; mas permanecei onde estais. Nenhuma redenção!

Ora, isto é diferente da maneira do élder "mórmon". Ele se apresenta mais ou menos assim: "Venho em nome do Todo-Poderoso, em obediência a um chamado de Deus, para libertar-vos de vossas circunstâncias presentes. Arrependei-vos de vossos pecados e sede batizados, e o Espírito Santo repousará sobre vós, e sabereis que tenho autoridade para administrar as ordenanças do Evangelho pelo poder do Todo-Poderoso e pelas revelações de Deus. Saí desta nação, pois ela está amadurecendo em iniquidade; não há salvação aqui. Fugi para um lugar de segurança." E, como o mensageiro que foi a Sodoma disse à família que ali encontrou, assim diz o élder de Israel, dizendo-lhes, como Moisés disse aos filhos de Israel, que fossem à terra que o Senhor Deus designou para o ajuntamento de Seu povo.

Há uma grande diferença entre as operações dos Santos dos Últimos Dias e as do mundo cristão. Entre nós não há engano; nem, de fato, há qualquer possibilidade de haver. O povo se reúne aqui aos milhares, com base no princípio que o Senhor Deus revelou, e tem a oportunidade de saber que o Todo-Poderoso falou dos céus. Não são deixados à mera afirmação de ninguém.

Jesus diz que, se algum homem fizer a vontade de Deus, conhecerá Sua doutrina. Se se arrepender de seus pecados e for imerso na água, pela imposição de mãos daqueles que têm autoridade, o dom do Espírito Santo lhe será dado, e receberá de Deus o conhecimento a respeito da autenticidade divina destas ordenanças. O povo não é deixado nas trevas; tem a chance de saber por si mesmo. Recebem esta inteligência e sabem o que estão fazendo.

Faremos estas coisas em nome do Senhor Deus que nos enviou? Esta obra é do Todo-Poderoso, e é a Ele que cabe sustentá-la e apoiá-la. Se, ao guardarmos as leis de Deus, fazemos coisas que não sejam de todo agradáveis ao povo ao nosso redor ou ao Governo sob o qual vivemos, nada podemos fazer quanto a isso. Não podemos agir senão em nome do Senhor. Quando Nabucodonosor estabeleceu certo édito, e esse édito era contrário às revelações do Todo-Poderoso, foi desagradável para muitas pessoas a quem dizia respeito. Havia três homens, Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, que receberam um mandamento do Todo-Poderoso de que não adorassem nenhum outro Deus além do Senhor Deus de Israel, e que não adorassem nenhuma imagem. Mas o rei Nabucodonosor ergueu uma imagem e ordenou que toda nação, tribo e língua sobre a qual reinava se prostrasse e a adorasse, ao ouvir o som da corneta, da flauta, da harpa, do saltério, do saltério de dez cordas, do dulcimer e de toda espécie de música.

Aconteceu que o édito do rei dizia respeito, entre outros, aos três homens que haviam recebido do Senhor a revelação de que não deveriam adorar nenhuma imagem. Estavam numa situação bastante embaraçosa. Ou deviam pôr de lado o mandamento de Jeová de não adorar outro Deus senão a Ele, ou, por outro lado, desobedecer ao mandado do rei. Sabiam que, se recusassem cumprir a vontade de um homem tão poderoso quanto Nabucodonosor, suas vidas não valeriam muito, a menos que fossem preservadas pela mão do Deus de Israel. Mas não temeram o rei e confiaram no braço de Jeová para escudá-los do mal. Assim, quando foi dado o sinal para que o povo se prostrasse e adorasse a imagem, estes três homens recusaram-se a fazê-lo; e, sendo observados, foram levados diante do rei, que se enfureceu grandemente com a ideia de que pudesse haver alguém em todos os seus domínios tão destemido a ponto de recusar-se a cumprir seus desejos. Quando compareceram diante dele, ele os olhou de maneira feroz e selvagem, e disse: "É verdade, ó Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, que não servis aos meus deuses, nem adorais a imagem de ouro que levantei? Ora, se estais prontos para que, ao ouvirdes o som da corneta, da flauta, da harpa, do saltério, do saltério de dez cordas e do dulcimer, e de toda espécie de música, vos prostreis e adoreis a imagem que fiz, bem; mas, se não adorardes, sereis lançados nessa mesma hora dentro de uma fornalha de fogo ardente; e quem é esse Deus que vos livrará das minhas mãos?"

Muitas vezes admiro a resposta desses homens, colocados como estavam nesta posição tão embaraçosa. Uma pessoa poderia ser levada diante do Imperador da França ou da Rússia e sair-se muito bem; mas era algo terrível entrar em choque com um homem como Nabucodonosor, cuja vontade era como a palavra do Todo-Poderoso, e que jamais fora desobedecido. Quando o rei terminou de falar, eles responderam: "Ó Nabucodonosor, não nos é necessário responder-te sobre este assunto. Se assim for, o nosso Deus, a quem servimos, é capaz de livrar-nos da fornalha de fogo ardente, e nos livrará da tua mão, ó rei. Mas, se não, sabe, ó rei, que não serviremos aos teus deuses, nem adoraremos a imagem de ouro que levantaste." Ao ouvir isto, o rei enfureceu-se extremamente, e mandou aquecer a fornalha sete vezes mais do que de costume, ordenando ao mesmo tempo aos homens mais poderosos de seu exército que os amarrassem e os lançassem na fornalha. Depois de algum tempo, porém, descobriu que cometera um grande erro. Fora enganado, e, chamando apressadamente seus conselheiros, perguntou-lhes se apenas três homens tinham sido lançados na fornalha. Responderam que sim. "Pois bem," disse ele, "vejo quatro ali; e um deles é semelhante ao Filho de Deus." Então enviou outro édito, de que todos os que se recusassem a adorar o Deus de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego fossem despedaçados, e suas casas transformadas em monturos.

Ora, Nabucodonosor era sincero, mas, por ignorância, foi levado a agir desta maneira.

Seria muito agradável e aprazível, quando levamos as palavras da vida e da salvação às várias nações, se toda parte e operação da obra de Deus estivesse em perfeita harmonia com os sentimentos do povo a quem é pregada; se não é assim, nada podemos fazer quanto a isso. Sabemos isto: que o Todo-Poderoso nos deu poder e autoridade para ir e ajuntar o povo das nações da terra e estabelecê-lo na terra de Sião. Mas retirai desta operação a parte sobrenatural, e o povo do mundo, incluindo os membros do Congresso, ficaria satisfeito; e o Vice-Presidente teria orgulho de nós. Diriam que somos muito patriotas. Mas não gostam de vermos fazer estas coisas em nome do Senhor nosso Deus. Temem que, ao obtermos poder e influência, e unirmos nossos interesses como um grande povo, façamos alguma coisa mais adiante.

Continuemos, irmãos e irmãs, a trabalhar em nome do Senhor nosso Deus; reunindo sabedoria e inteligência dia a dia, para que toda circunstância que ocorra possa contribuir para o nosso bem e aumentar nossa fé e inteligência. Se continuarmos a praticar a retidão, sendo fiéis uns aos outros e a Deus, nenhum poder será capaz de nos derrubar, e, como observou o irmão Hyde, para cada pedra de tropeço que nossos inimigos colocarem em nosso caminho, para impedir e obstar que a obra de Deus avance, duas serão colocadas nos caminhos daqueles que colocarem uma no nosso. Se formos fiéis e guardarmos os mandamentos de Deus, Suas obras continuarão a prosperar até que as profecias se cumpram, e nos tornemos um povo grande, glorioso e poderoso. Deus vos abençoe. Amém.

Como citar este discursoLorenzo Snow, “Agindo em Nome do Senhor”, Conferência Geral de Outubro de 1869, Sessão da Manhã de Sábado (1869-10-09). Pulpit Vault, 1869-10-snow-acting-in-the-name-of-the. Tradução desta edição, por método de glossário, contentdm.lib.byu.edu.Pulpit Vault, edição de 23 de setembro de 2026 (commit 4bdc6ac627).