Pulpit

Casamento Celestial — Bispos e Diáconos Devem Ser Casados — Divórcio

George A. Smith

Conferência Geral de Outubro de 1869·Sessão da Tarde de Sexta-feira·1869-10-08

É um empreendimento difícil dirigir-se a esta imensa assembleia. Se um homem começa a falar em voz alta, em pouco tempo sua voz falha; ao passo que, se começar em voz mais baixa, pode elevá-la gradualmente, e conseguir sustentar-se ao falar por algum tempo. Mas, com crianças chorando, algumas pessoas cochichando, e outras arrastando os pés, é de fato uma tarefa difícil fazer-se ouvir por uma assembleia de dez mil pessoas. Tenho ouvido com prazer as instruções de nossos irmãos desde o início desta Conferência até o presente momento. Regozijei-me com seus testemunhos. Senti que os élderes estão progredindo em sabedoria, em conhecimento, em poder e em entendimento; e regozijo-me no privilégio que temos hoje de enviar ao nosso próprio país algumas centenas de élderes que já têm experiência — que viveram em Israel tempo suficiente para conhecer, sentir e perceber a importância da obra em que estão empenhados — para compreender seus princípios e entender o caminho da vida. Eles podem dar testemunho a uma geração que cresceu quase inteiramente desde a morte do Profeta Joseph Smith.

O Senhor disse, a respeito daqueles que expulsaram os Santos, que visitaria "juízo, ira e indignação, choro e angústia, e ranger de dentes sobre suas cabeças até a terceira e quarta geração, enquanto não se arrependerem e me odiarem, diz o Senhor vosso Deus."

Sou natural de Potsdam, condado de St. Lawrence, Nova York — cidade um tanto famosa por suas instituições literárias, seu ensino e a religião e moralidade de seus habitantes. Deixei aquele lugar na minha juventude, com a família de meu pai, porque havíamos recebido o Evangelho de Jesus Cristo, tal como revelado por meio de Joseph Smith; e segui com os Santos por suas expulsões e provações até o dia de hoje.

Nunca vi a ocasião, nem deixei escapar a oportunidade, desde o momento em que primeiro cheguei ao conhecimento da verdade da obra do Senhor nos últimos dias, em que compreendi que estava ao meu alcance fazer o bem para o avanço desta obra, sem que eu empregasse meus maiores esforços para realizar esse bem. Nunca deixei de prestar um testemunho fiel da obra de Deus, nem de cumprir, em todos os sentidos e propósitos, os desejos e desígnios do Profeta Joseph Smith. Eu era seu parente; era íntimo dele, embora vários anos mais moço; conhecia seus pontos de vista, seus sentimentos, seus modos, seus desígnios, e muitos dos pensamentos de seu coração, e sei que os servos de Deus, os Doze Apóstolos, sobre quem ele depositou a autoridade de levar avante o Reino de Deus e cumprir a obra que havia começado, têm agido segundo seus desígnios, em cada particular, até o presente momento, e continuam a fazê-lo. E sei, além disso, que ele se regozijava no fato de que a lei da redenção e do Casamento Celestial fora revelada à Igreja de tal maneira que estaria fora do alcance da terra e do inferno destruí-la; e que se regozijava no fato de que os servos de Deus estavam prontos e preparados, tendo as chaves para levar avante a obra que ele havia começado. Antes de eu deixar Potsdam, houve apenas um homem de quem já ouvi falar naquela cidade que não cria na Bíblia. Ele se proclamava ateu, e afogou-se.

Os Santos dos Últimos Dias creem na Bíblia. Um agente da Sociedade Bíblica Americana veio procurar-me outro dia e quis saber se ajudaríamos a Sociedade a distribuir a Bíblia em nosso Território. Respondi que sim, de todas as maneiras, pois era o livro pelo qual podíamos expor nossas doutrinas, e especialmente a doutrina do casamento plural.

Existe, na mente de muitas pessoas que supõem crer na Bíblia, a opinião de que Cristo, quando veio, aboliu o casamento plural, e instituiu o que se chama monogamia; e há certos argumentos e citações usados para sustentar esta visão do assunto, um dos quais se encontra na primeira epístola de Paulo a Timóteo (cap. 3, v. 2), onde Paulo diz: "Convém, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma mulher." Os defensores da monogamia interpretam-no assim: "Convém que o bispo seja irrepreensível, marido de apenas uma mulher." Isto implicaria que qualquer um, exceto um bispo, poderia ter mais de uma. Mas dirão: "Queremos dizer que o bispo deve ser irrepreensível, marido de uma única mulher." Ora, isto também admitiria a interpretação de que outras pessoas poderiam ter mais de uma. Eu entendo que significa que o bispo deve ser homem casado.

Há pouco tempo, o Ministro do Rei da Grécia junto aos Estados Unidos visitou o Presidente Young. Perguntei-lhe a respeito da religião de seu país, e se o clero tinha permissão de casar-se. É geralmente entendido que ao clero católico romano não é permitido casar-se. Como é com o clero grego? "Ora," disse ele, "todo o clero se casa, exceto o bispo." Respondi: "O senhor interpreta o dito de Paulo de maneira diferente da nossa. Nós o interpretamos como significando que o bispo deve ser irrepreensível, marido de ao menos uma mulher"; e "nós o interpretamos," disse ele, "exatamente ao contrário."

Ora, esta passagem não prova que um homem deva ter apenas uma esposa. Prova apenas que o bispo deve ser homem casado. A mesma observação é feita a respeito dos diáconos, que também devem ter esposas. Outra passagem é trazida à baila, onde o Salvador fala do divórcio. Ele nos diz que é muito errado divorciar-se, e que Moisés o permitiu por causa da dureza de seus corações (dos filhos de Israel). Um homem deve deixar seu pai e sua mãe e apegar-se à sua esposa, e os dois serão uma só carne. Este é o principal argumento levantado para que um homem tenha apenas uma esposa.

No Novo Testamento, em vários lugares, certos homens eminentes são referidos como padrões de fé, pureza, retidão e piedade. Por exemplo, se ledes a epístola de Paulo aos Hebreus, capítulo 11, encontrareis ali selecionadas aquelas pessoas "que pela fé venceram reinos, praticaram a justiça, alcançaram promessas, fecharam a boca dos leões, apagaram a força do fogo, escaparam do fio da espada, da fraqueza tiraram forças, tornaram-se valorosos na batalha, puseram em fuga exércitos estranhos"; e se diz que, pela fé, Jacó abençoou os dois filhos de José, e que lhe conferiu uma bênção até os últimos limites dos montes eternos. Quem foi José? Ora, José era filho de Raquel. E quem foi Raquel? Raquel foi a segunda esposa de Jacó, um polígamo. Jacó teve quatro esposas, e, depois de ter tomado a segunda (Raquel), esta, sendo estéril, deu uma terceira esposa a seu marido, para que lhe desse filhos por ela; e, em vez de ficar descontente com ela por dar a seu marido outra esposa, Deus ouviu sua oração, abençoou-a, operou um milagre em seu favor abrindo seu ventre, e ela deu à luz um filho, e chamou seu nome de José, regozijando-se em Deus, de quem testificou que lhe daria outro filho. Surge agora a pergunta: não eram Raquel e Jacó uma só carne? Sim. Lia e Jacó também eram uma só carne. Jacó é escolhido pelo apóstolo Paulo como padrão de fé para os cristãos seguirem; ele abençoou seus doze filhos, que teve de quatro esposas. A lei de Deus, tal como existia naqueles dias, e tal como estabelecida neste livro (a Bíblia), torna bastardo o filho nascido de adultério ou de fornicação; e o mesmo é proibido de entrar na congregação do Senhor até a décima geração.

Ora, em vez de Deus abençoar Raquel e Jacó e sua descendência, como se nos diz que Ele fez, poderíamos ter esperado algo inteiramente diferente, não fosse o fato de que Deus se agradava, aprovava e sustentava a pluralidade de esposas.

Enquanto consideramos este assunto, indagaremos: denunciou o Salvador, em algum lugar que possamos ler, no curso de sua missão na terra, a pluralidade de esposas? Ele viveu numa nação de judeus; a lei de Moisés estava em vigor, a pluralidade de esposas era o costume, e milhares e milhares de pessoas, das mais altas às mais baixas da terra, eram polígamas. O Salvador denunciou o adultério; denunciou a fornicação; denunciou a luxúria; também o divórcio; mas há uma única frase afirmando que a pluralidade de esposas é errada? Se há, onde está? Quem pode encontrá-la? Por que não disse ele que era errado? "Não penseis," disse ele, "que vim destruir a lei ou os profetas." A citação exata de suas palavras é: "Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas; não vim para destruir, mas para cumprir." (Mateus 5:17.) E acrescentou: "Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, nem um jota nem um só til se omitirá da lei, sem que tudo seja cumprido." (Mateus 5:18.) De que fala o Salvador quando se refere à "lei"? Ora, dos Dez Mandamentos, e de outras regras de vida ordenadas por Deus e adotadas pelos antigos, e às quais o irmão Pratt se referiu ontem, mostrando-vos, a partir do livro sagrado, que Deus legislou e fez leis para a proteção da pluralidade de esposas — "Se lhe tomar outra, não diminuirá o mantimento desta, nem as suas roupas, nem os seus direitos conjugais" (Êxodo 21:10) —, e que Ele ordenou aos homens que tomassem uma pluralidade sob certas circunstâncias. O irmão Pratt mostrou ainda que o Senhor tomou providências para proteger, em todos os sentidos e propósitos, os interesses da primeira esposa; e para amparar e proteger da deserdação os filhos de uma esposa que tivesse o infortúnio de não ter as afeições de seu marido — "Quando um homem tiver duas mulheres, uma a quem ama e outra a quem odeia, e a amada e a odiada lhe derem filhos, e o filho primogênito for da odiada" (Deuteronômio 21:15). Estas coisas estavam claramente escritas na lei — aquela lei da qual o Salvador diz: "Nem um jota nem um só til passará." Continuando nossa investigação, passamos às epístolas de João, o Evangelista, que encontramos no livro do Apocalipse, escritas às sete igrejas da Ásia. Nelas encontramos o Evangelista denunciando o adultério, a fornicação e toda espécie de iniquidades e abominações de que essas igrejas eram culpadas. Algo contra a pluralidade de esposas? Não, nem uma sílaba. Contudo, essas igrejas estavam num país em que a pluralidade era o costume. Centenas de Santos tinham mais de uma esposa; e, se isso fosse errado, qual teria sido o resultado? Ora, João teria denunciado a prática, tal como os filhos de Israel foram denunciados por casarem-se com esposas pagãs, não fosse o fato de que a lei da pluralidade era o mandamento de Deus.

Novamente, quanto a este ponto, podemos referir-nos aos profetas do Antigo Testamento — Isaías, Jeremias, Ezequiel e outros. Quando Deus chamou esses homens, advertiu-os de que, se não entregassem ao povo a mensagem que Ele lhes dava a respeito de seus pecados e iniquidades, Sua vingança recairia sobre suas cabeças. Estas são Suas palavras a Ezequiel: "Filho do homem, eu te dei por atalaia sobre a casa de Israel; e tu da minha boca ouvirás a palavra, e os avisarás da minha parte." (Ezequiel 3:17.) "Quando eu disser ao ímpio: Certamente morrerás; e tu não o avisares, nem falares para avisar o ímpio acerca do seu caminho ímpio, para o conservar em vida, aquele ímpio morrerá na sua maldade, mas o seu sangue da tua mão o requererei." (Ezequiel 3:18.) "Porém, se avisares o ímpio, e ele não se converter da sua impiedade e do seu caminho ímpio, ele morrerá na sua maldade, e tu livraste a tua alma." (Ezequiel 3:19.) Como encontramos esses profetas do Senhor cumprindo os mandamentos do Todo-Poderoso? Encontramo-los derramando denúncias sobre as cabeças do povo — contra o adultério, a fornicação e toda espécie de maldade. Tudo isto, também, num país em que, do rei até as classes mais baixas do povo, a pluralidade de esposas era praticada. Dizem eles algo contra a pluralidade de esposas? Nem uma palavra. Era apenas nos casos em que homens e mulheres tomavam liberdades impróprias uns com os outros, em violação da santa lei do casamento, que eram culpados de pecado.

Se a pluralidade de esposas fosse uma violação do sétimo mandamento, esses profetas a teriam denunciado; do contrário, seu silêncio a este respeito teria sido perigoso para eles próprios, visto que o sangue do povo lhes seria requerido. Os opositores do Casamento Celestial por vezes citam uma passagem do sétimo capítulo de Romanos, versículos segundo e terceiro, para mostrar que a pluralidade de esposas é errada; mas, quando chegamos a ler a passagem, ela mostra que a pluralidade de maridos é que é errada. "Porque a mulher que está sujeita ao marido, enquanto ele viver, está-lhe ligada pela lei; porém, morto o marido, está livre da lei do marido." (Romanos 7:2.) "De sorte que, vivendo o marido, será chamada adúltera, se for de outro marido; porém, morto o marido, livre está da lei, de maneira que não será adúltera, se for de outro marido." (Romanos 7:3.) Podeis ler a passagem por vós mesmos. Na parábola contundente usada pelo Salvador a respeito do homem rico e Lázaro, encontramos registrado que o pobre Lázaro foi levado ao seio de Abraão — Abraão, o pai dos fiéis. O homem rico clama ao pai Abraão que envie Lázaro, que está longe. Quem foi Abraão? Foi um homem que teve pluralidade de esposas. E, no entanto, todos os bons cristãos, até mesmo piedosos diáconos de igreja, esperam, quando morrerem, ir ao seio de Abraão. Lamento dizer, porém, que milhares deles se decepcionarão, pelo fato de que não podem e não irão para onde alguém tenha pluralidade de esposas; e estou convencido de que Abraão não expulsará suas próprias esposas para receber tais incrédulos na lei de Deus. Uma peculiaridade desta parábola é a resposta de Abraão ao pedido do homem rico, de enviar Lázaro a seus cinco irmãos, "para que não venham eles também para este lugar de tormento" — que foi: "a Moisés e aos profetas têm; ouçam-nos. [...] Se não ouvem a Moisés e aos profetas, tampouco acreditarão, ainda que algum ressuscitasse dos mortos." A lei de Moisés previa a pluralidade de esposas, e os profetas observavam essa lei, e Isaías prediz sua observância até os últimos dias. Isaías, no seu capítulo 4, versículos 1 e 2, diz: "E sete mulheres naquele dia lançarão mão de um homem, dizendo: Nós comeremos do nosso pão, e nos vestiremos de nossos vestidos; tão somente permite que sejamos chamadas pelo teu nome; tira o nosso opróbrio." (Isaías 4:1.) "Naquele dia o Renovo do Senhor será de beleza e de glória, e o fruto da terra excelente e formoso para os que escaparem de Israel." (Isaías 4:2.)

Uma referência às Escrituras mostra que o opróbrio das mulheres era ser estéril — "E ela concebeu, e deu à luz um filho, e disse: Tirou-me Deus a minha vergonha." (Gênesis 30:23); "Porque isto me fez o Senhor, nos dias em que atentou para mim, para tirar o meu opróbrio entre os homens." (Lucas 1:25.)

Referir-nos-emos agora a João Batista. Ele veio como precursor de Cristo. Era descendente direto da casa de Levi. Seu pai era sacerdote. João Batista foi uma criança nascida por milagre, tendo Deus revelado a seu pai que Isabel, que havia sido estéril por muitos anos, daria à luz um filho. João não temeu o mundo, mas foi pregar no deserto da Judeia, declamando contra a maldade e a corrupção nos termos mais ousados. Pregou contra a extorsão; contra a crueldade exercida por soldados e cobradores de impostos. Foi até ousado o bastante para repreender o rei em seu trono, face a face, por adultério. Disse ele algo contra a pluralidade de esposas? Não; não se pode encontrar tal coisa. Contudo, milhares criam nesta ordem de casamento e a praticavam, sob a lei de Moisés que Deus havia revelado.

Ao trazer este assunto diante de vós, não podemos deixar de dizer que Deus sabia o que era melhor para Seu povo. Por isso, ordenou-lhes que agissem como Ele queria. A lei que regulava o casamento antes de Moisés reconhecia a pluralidade de esposas. Abraão, Jacó e outros tiveram pluralidade. Estes são os homens referidos na Escritura como padrões de piedade e pureza. Davi teve muitas esposas. A Escritura diz que Davi fez o que era reto aos olhos do Senhor e não se desviou de nada do que Ele lhe ordenou em todos os dias de sua vida, exceto no caso de Urias, o heteu — "Porquanto Davi tinha feito o que parecia reto aos olhos do Senhor, e não se tinha desviado de tudo o que lhe ordenara em todos os dias da sua vida, senão só no caso de Urias, o heteu." (1 Reis 15:5.) "E tendo tirado este, lhes levantou Davi como rei, ao qual também deu testemunho, e disse: Achei Davi, filho de Jessé, homem conforme o meu coração, que executará toda a minha vontade." (Atos 13:22.) "Da descendência deste, conforme a promessa, Deus levantou Jesus para Salvador de Israel." (Atos 13:23.) Pecou Davi ao tomar tantas esposas? Não. Em que consistiu, então, seu pecado? Foi por ter tomado a esposa de Urias, o heteu — isto é, por ter violado a lei de Deus ao tomá-la. O Senhor lhe havia dado as esposas de Saul, e lhe teria dado muitas mais; mas ele não tinha direito de tomar a que pertencia a outro. Quando o fez, a maldição do adultério caiu sobre sua cabeça, e suas esposas lhe foram tiradas e dadas a outro. Indagaremos agora a respeito do próprio Salvador. De quem descendeu ele? Da casa de Davi, um polígamo; e, se traçardes os nomes das famílias por meio das quais ele descendeu, achareis que muitas delas tiveram pluralidade de esposas. Quão apropriado teria sido para Jesus, descendendo, como descendeu, de uma raça de polígamos, denunciar esta instituição do casamento plural e mostrar sua pecaminosidade, se ela fosse um pecado! Podemos supor, por um só momento, que, se o casamento patriarcal fosse errado, Ele, nessas circunstâncias, teria permanecido em silêncio a respeito, ou deixado de denunciá-lo da maneira mais positiva? Então, se o casamento plural é adultério e a prole espúria, Jesus Cristo não é o Cristo; e devemos procurar outro.

Todos os bons cristãos se lisonjeiam com a esperança de que finalmente entrarão pelos portões da Nova Jerusalém. Presumo que esta seja a esperança de todas as denominações — católicos, protestantes, gregos e todos os que creem na Bíblia. Suponde que ali cheguem, o que encontrarão? Encontrarão, nos doze portões, doze anjos, e "nomes escritos neles, que são os nomes das doze tribos dos filhos de Israel." Os nomes dos doze filhos de Jacó, o polígamo. Poderá um monógamo entrar ali? "E os muros da cidade tinham doze fundamentos, e neles os nomes dos doze apóstolos do Cordeiro"; e, nos portões, os nomes das doze tribos de Israel — a partir dos doze filhos das quatro esposas de Jacó. Os que denunciam o casamento patriarcal terão de ficar do lado de fora e nunca caminhar pelas ruas de ouro. E qualquer homem ou mulher que levantar a voz para proclamar contra a pluralidade de esposas, sob o governo de Deus, terá de buscar uma herança fora daquela cidade. Pois "não entrará nela coisa alguma que contamine, nem que faça abominação e mentira, mas só os que estão inscritos no livro da vida do Cordeiro; porque fora ficam os feiticeiros, e os que se prostituem, e todo aquele que ama e comete mentira." Não é mentiroso o homem que denuncia o Casamento Celestial? Não pratica ele abominação? "Eu, Jesus, enviei o meu anjo, para vos testificar estas coisas nas igrejas. Eu sou a raiz e a geração de Davi (o polígamo), a resplandecente estrela da manhã."

Que Deus nos capacite a guardar Sua lei, pois "bem-aventurados aqueles que fazem os Seus mandamentos, para que tenham direito à árvore da vida, e possam entrar pelos portões na cidade." Amém.

Como citar este discursoGeorge A. Smith, “Casamento Celestial — Bispos e Diáconos Devem Ser Casados — Divórcio”, Conferência Geral de Outubro de 1869, Sessão da Tarde de Sexta-feira (1869-10-08). Pulpit Vault, 1869-10-smith-celestial-marriagebishops-and-deacons-should-be. Tradução desta edição, por método de glossário, archive.org.Pulpit Vault, edição de 23 de setembro de 2026 (commit 4bdc6ac627).