Tradições — Que Oprimem os Pobres — Influência das Mulheres — Modas
Brigham Young
Este é um mundo muito singular em que vivemos; contudo, não fosse o espírito de erro e confusão que por toda parte prevalece, penso que o chamaríamos um mundo muito bom e excelente. Os aborrecimentos, dificuldades, erros, perplexidades, tristezas e tribulações desta vida, do princípio ao fim, são consequência de haver pecado no mundo. Dizer que não é correto haver pecado no mundo, ou que nós, como seres inteligentes, cheguemos à conclusão de que o pecado entrou no mundo por acaso, por algum engano, e que isso foi contrário ao desígnio daquele que nos criou, seria um erro de nossa parte. ¶
Este povo chamado Santos dos Últimos Dias é visto como um povo muito singular; de fato, somos considerados uma anomalia no mundo. Por que é assim? Somos diferentes dos demais que nascem neste mundo? Não somos do mesmo sangue que o povo das outras nações e línguas da terra? Certamente somos, pois somos reunidos dentre eles. Como eles, temos olhos para ver, ouvidos para ouvir; temos lábios e órgãos da fala, e os usamos como os outros; comemos, bebemos, dormimos, plantamos, semeamos, colhemos, ceifamos, construímos casas e nelas habitamos, exatamente como eles. Qual é, então, a diferença entre nós e eles, e por que somos vistos pelo mundo como se fôssemos inteiramente diferentes deles, e por que, desde o início, temos encontrado vitupério e maus-tratos das mãos de muitos, e temos sido privados de nossos direitos civis e religiosos e tratados como foras da lei? Se pesquisarmos o Antigo e o Novo Testamento, e depois a evidência corroborativa contida no Livro de Mórmon, e ali encontrarmos como o reino de Deus foi organizado, e compararmos nossa organização presente com ele, verificaremos que uma é um fac-símile perfeito da outra. Isto constitui a diferença entre nós e o mundo, e é por isto que fomos tratados como fomos, e por isto que somos vistos como somos. Cremos na Bíblia e a praticamos, na medida em que nossas fraquezas o permitem. Não que o façamos perfeitamente; como se disse esta manhã, temos as trevas, a incredulidade, a ignorância, a superstição e nossas tradições contra as quais lutar e que precisamos superar; e elas se apegam a nós a tal ponto que dificilmente conseguimos superá-las. ¶
As tradições que absorvemos nos vários países em que nascemos, e sob as diversas circunstâncias em que fomos criados, oferecem um vasto campo para reflexão, e, ao julgarmos os atos uns dos outros, é necessária muita caridade. O povo de uma nação fará mil coisas e, segundo suas tradições, se sentirá perfeitamente justificado, o que os de outra nação, com suas tradições, não considerariam correto fazer. Como pareceria aqui nos Estados Unidos da América entrar num grande salão de reuniões como este, retirar os bancos, e então a congregação entrar no salão, ajoelhar-se e dizer algumas palavras de oração, levantar-se e começar a valsar ao som da música do órgão? Isto seria considerado um procedimento muito estranho entre o povo da América; contudo, em outros países isso se faz e é considerado sacratíssimo; e está de acordo com suas tradições. As noções das pessoas sobre honestidade, bem como sobre adoração, diferem muito amplamente, e essa diferença de opinião é resultado das tradições que absorveram; e para qualquer pessoa dizer que reuniremos uma massa heterogênea de vários países e julgaremos todos eles pelo nosso padrão, seria desviar-se um tanto do caminho da verdade e da justiça. Ainda assim, não obstante as várias tradições que cada um de nós absorveu, todos somos capazes de chegar a um entendimento perfeito da verdade e da justiça, e daquilo que devemos fazer para estarmos perfeitamente corretos diante de Deus. Este é um assunto sobre o qual tenho refletido bastante, e cheguei à conclusão de que seremos julgados segundo as obras praticadas no corpo e segundo os pensamentos e intenções do coração. ¶
Ao observar as tradições do mundo cristão, no tanto que as conheci, antes de saber qualquer coisa a respeito do Evangelho, e antes que fosse revelado do céu, tenho visto homens que pensavam estar tão cheios de graça, fé e santidade quanto possível, de fato, cheios de autojustiça, que consideravam a justiça de Deus; e, no entanto, o que faziam? Já conheci tais homens que, em tempo de colheita, ou quando tinham urgência de trabalho, diziam ao homem pobre que mal conseguia obter o pão necessário para sua esposa e filhos: "Dar-te-ei cinquenta centavos por dia se vieres ajudar-me na colheita, e te pagarei em farinha de milho." Tais homens se sentem justificados, pois oprimir os pobres está de acordo com suas tradições. ¶
Curso semelhante se segue com o sexo feminino. Uma jovem, obrigada a trabalhar por seu pão diário, procura emprego junto a alguma senhora em circunstâncias confortáveis. A senhora talvez diga: "Que salário desejas?" "Não sei. Que me dareis?" A resposta será, provavelmente: "Bem, dar-te-ei cinquenta centavos por semana e teu sustento, mas quererei que faças minha lavagem de roupa, passagem a ferro, ordenha, esfregação e cozinha," tudo isso, muito provavelmente, mantendo a pobre moça a trabalhar desde as cinco da manhã até as dez da noite. Contudo, sua pobreza não lhe deixa escolha, e é obrigada a tornar-se escrava para obter, dia após dia, seu café da manhã, jantar e ceia. É provável que, se seu pai for vivo, seja pobre demais para ajudá-la; e, se tem mãe, esta pode ser viúva e incapaz de resgatá-la de uma vida de labuta e escravidão. Uma senhora que conheci em minha juventude, esposa de um ministro, onde eu costumava frequentar reuniões, disse certa vez a algumas de suas irmãs na igreja: "Supõe que estaremos sob a necessidade de comer com nossos empregados quando chegarmos ao céu? Não o fazemos aqui, e tenho a ideia de que haverá duas mesas no céu." Contudo, era uma senhora de refinamento e educação; ainda assim, as tradições que se haviam entrelaçado em seu próprio ser comprovaram a tolice que possuía ao fazer tal pergunta. ¶
Existem estas e semelhantes tradições no mundo? Sim; conheço países nos quais, se uma pessoa pobre — ou talvez devesse dizer qualquer pessoa, e não limitar-me aos pobres — onde, se qualquer pessoa, homem ou mulher, passando pela rua, encontrasse uma carteira contendo uma, dez, cem ou mil libras, sentir-se-ia grata a Deus pela bênção, e jamais pensaria em procurar os donos daquela propriedade, ou em fazê-los saber algo a respeito, mesmo que fossem conhecidos. Tais pessoas se sentiriam justificadas no ato, e se regozijariam por serem capazes de se tornarem confortáveis. Algum de vós conhece tais tradições? Sim, muitos de vós foram criados no meio delas. ¶
Que faríeis vós, que vivestes na Inglaterra, se tivésseis alugado um lugar, e nesse lugar tivésseis encontrado algum velho armário secreto ou buraco na parede contendo uma fortuna em tesouro que pertencera a alguém que anteriormente havia residido naquelas dependências, e cujos filhos ou parentes talvez ainda vivessem na vizinhança? Divulgaríeis tal circunstância, e faríeis o possível para descobrir a quem legitimamente pertencia, a fim de restituí-lo? Não; colocá-lo-íeis no bolso, considerando-o um dom do céu, e jamais diríeis uma palavra a respeito. ¶
Vejo estes e inúmeros outros traços de caráter entre o povo aqui, todos resultantes de suas tradições. Ora, que podemos esperar deles? Esperamos tratá-los como crianças até que possamos ensiná-los a se tornarem homens e mulheres. Vendo, pois, que essas diferenças de sentimento existem entre o povo, e sabendo que são o resultado natural das tradições e circunstâncias que os cercaram, não convém julgar pela aparência exterior, mas segundo a sinceridade e honestidade do coração. ¶
Olho para os Santos dos Últimos Dias, e às vezes tomo a liberdade de pregar-lhes; e este princípio, de sermos julgados segundo nossas obras, aplica-se tanto às comunidades quanto aos indivíduos. Desejo, portanto, aplicá-lo àqueles entre nós que não são tão diligentes quanto poderiam ser nos deveres da vida cotidiana, tal como se apresentam diante deles, sejam de natureza espiritual ou temporal. Seja o que for que façais, fostes ensinados o suficiente para saber que todos os nossos deveres estão no Senhor e circunscritos na fé e na prática do reino de Deus. "Do Senhor é a terra e a sua plenitude." O ouro e a prata que a terra contém são dele; o trigo e a farinha fina, o vinho e o azeite são dele; o gado que perambula pelas planícies e montanhas pertence àquele a quem servimos, e a quem reconhecemos como o Deus do universo. E quer estejamos criando gado, plantando, colhendo, edificando ou habitando, estamos no Senhor, e tudo o que fazemos está dentro dos limites de seu reino sobre a terra; consequentemente, tudo é espiritual e tudo é temporal, não importa o que estejamos labutando para realizar. ¶
Frequentemente chamamos os irmãos para irem em missões pregar o Evangelho, e eles vão e trabalham tão fielmente quanto os homens podem fazê-lo, fervorosos de espírito, em oração, na imposição de mãos, em pregar e ensinar ao povo como ser salvo. Em poucos anos voltam para casa, e, jogando fora seus casacos e chapéus, dirão: "Religião, fica de lado, vou agora trabalhar para conseguir algo para mim e minha família." Isto é loucura em extremo grau! Quando um homem regressa de uma missão em que esteve pregando o Evangelho, deveria estar tão pronto para vir a este púlpito pregar quanto se estivesse na Inglaterra, França, Alemanha ou nas ilhas do mar. E, depois de estar em casa por uma semana, um mês, um ano ou dez anos, o espírito de pregação e o espírito do Evangelho deveriam estar dentro dele como um rio que flui em direção ao povo em boas palavras, ensinamentos, preceitos e exemplos. Se isso não acontece, ele não cumpre sua missão. ¶
Os homens podem pensar, e alguns deles pensam, que temos o direito de trabalhar para nós mesmos; mas digo que não temos tempo para fazer isso no sentido estreito e egoísta geralmente entendido quando se fala em trabalhar para si mesmo. Não nos foi concedido tempo aqui na terra para trabalharmos para nós mesmos nesse sentido; e, contudo, quando trabalhamos da maneira mais desinteressada e fervorosa pela causa e pelo reino de Deus, tudo isso é para nós mesmos. Quando digo que não trabalhamos para nós mesmos, reflito num instante que nada faço senão o que é para mim mesmo e depois para meus amigos. Isto é igualmente verdadeiro para todos nós; e, embora nosso tempo esteja inteiramente ocupado em trabalhar para o avanço do reino de Deus sobre a terra, estamos, na realidade, trabalhando mais eficazmente para nós mesmos, pois todo o nosso interesse e bem-estar, tanto no tempo quanto na eternidade, estão circunscritos e ligados a esse reino. ¶
Quantas vezes, quando eu andava viajando e pregando o Evangelho, o povo me dizia: "Ora, isto deve ser tudo especulação! Vós diferis tanto das demais pessoas que não podemos crer em tudo o que ensinais." "Temos ouvido muito acerca do Sr. Smith, ou 'Joe Smith'," diziam com frequência, "e ele deve ser um especulador, e essas doutrinas que pregais foram inventadas por ele expressamente para uma especulação." Já reconheci muitas vezes, e o reconheço tão livremente hoje quanto então, que é a maior especulação em que Deus, homens ou anjos já entraram, pois é uma especulação que envolve vidas eternas no reino celestial de Deus. É o maior investimento sobre a face da terra, e um em que podeis investir tudo e todas as coisas que possuís, para o benefício presente e eterno de vós mesmos, de vossas esposas, filhos, pais, parentes e amigos; e todos os que forem sábios entrarão nele, pois poderão lucrar mais com ele, e serem exaltados mais alto por meio dele do que por qualquer outra especulação já introduzida entre os filhos dos homens. Quando trabalho no reino de Deus, trabalho por meu próprio e caro eu; tenho a mim mesmo continuamente diante de mim; o objeto de minha busca é beneficiar minha própria pessoa; e este é o caso de toda pessoa que já foi ou será exaltada. Felicidade e glória são a busca de toda pessoa que vive sobre a face da terra, que é plenamente dotada de sabedoria e do espírito de iniciativa, quer a imoralidade seja introduzida ou não. Tais pessoas buscam honra, tranquilidade, conforto; tais pessoas desejam exercer poder, e gostariam de ter influência e domínio. Ora, se entrarem nesta grande especulação — o reino de Deus sobre a terra, o plano de redenção e exaltação concebido antes de lançados os alicerces do mundo —, isso conduzirá a maior felicidade, poder, influência e domínio do que o homem jamais possuiu ou imaginou. ¶
Creio que geralmente se admite que "a autopreservação é a primeira lei da natureza." Se assim é, salvemo-nos e entremos em convênio com Deus, que possui os desígnios da vida e da morte, e que pode dar, sem que ninguém possa disputar-lhe esse direito; que pode reter, sem que ninguém possa impedi-lo. Entremos em convênio com ele alistando-nos nesta grande e boa causa, e assim nos levemos de volta à sua presença. Podemos fazer isso por meio de sua graça e evangelho, por meio da expiação de seu Filho, pela fé no Pai e no Filho e pela nossa obediência às suas exigências. ¶
Ora, se havemos de ser julgados segundo nossas obras, desejo prosseguir um pouco mais. Permiti-me ser franco ao fazer minhas observações; ao fazê-lo, contudo, posso interferir com ouvidos e sentimentos particulares. Tenho uma palavra a dizer a minhas irmãs. Quando reflito sobre os deveres e responsabilidades que recaem sobre nossas mães e irmãs, e a influência que exercem, considero-as a mola-mestra e a alma de nosso ser aqui. É verdade que o homem vem primeiro. O Pai Adão foi colocado aqui como rei da terra, para submetê-la. Mas, quando a Mãe Eva veio, ela teve uma esplêndida influência sobre ele. Muitos têm pensado que isso não foi muito bom; penso que foi excelente. Depois de haver comido do fruto, ela o levou a seu marido, dizendo: "Marido, certo personagem veio a mim e disse que, se comeres deste fruto, o acharás excelente, e ele te fará como deuses, conhecendo o bem e o mal; e eu o provei, e asseguro-te que é excelente." Sua influência foi tão grande sobre Adão que ele também comeu dele, e seus olhos se abriram. Sabeis o resultado — ambos foram expulsos do jardim. Antes disso, contudo, foram ordenados a multiplicar-se e encher a terra, cumprindo assim a medida de sua criação. ¶
Ora, digo que as mulheres têm grande influência. Olhai para as nações da terra. Qualquer nação que quiserdes, não importa qual, e conquistai as simpatias da parte feminina dela, e o que há que não possais realizar? Se o governo quer soldados, eles estão prontos; se meios, eles se apresentam. Se quereis influência e poder, e tendes as senhoras ao vosso lado, elas vo-los darão. Tomai uma nação que vai à guerra, seja a nossa nação ou qualquer outra; na recente luta, por exemplo, entre os Estados do Norte e do Sul, supondo que todas as mães, irmãs e filhas da República tivessem determinado que nenhum soldado deveria ir para o campo de batalha, quantos supondes que teriam sido obtidos? Alguns poucos irlandeses e alemães poderiam ter sido contratados, mas isso é tudo. Esta é a influência que as senhoras exercem nas nações da terra. É verdade que não têm permissão de ir às urnas, mas deixai que as mulheres de qualquer distrito se unam e digam que tal homem não irá ao Congresso, e creio que ele não poderá ir. Pode resolver ficar em casa e fazer telhas de madeira, cultivar batatas, ou fazer alguma outra coisa. Se for advogado, pode tentar ganhar a vida advogando, mas não poderá ir ao Congresso. E, quando as senhoras disserem que se mande tal homem, é bem certo que ele irá, se elas estiverem unidas e determinadas a que assim seja. As senhoras talvez não saibam que exercem tanta influência quanto esta, e provavelmente quereriam algum sinal externo antes de se convencerem, mas nem por isso deixa de ser verdade que sua influência é tão poderosa quanto declarei. ¶
Ora, algumas palavras diretamente a minhas irmãs aqui no reino de Deus. Queremos vossa influência e poder para ajudar a edificar aquele reino, e o que desejo dizer-vos é simplesmente isto: se vos governardes e controlardes a vós mesmas em todas as coisas, de acordo com o bom senso comum e sólido e com os princípios da verdade e da retidão, não há o menor receio de que pai, tio, avô, irmãos e filhos não vos sigam os passos. ¶
São as senhoras que introduzem as modas aqui. Tomarei a liberdade de falar sobre algumas delas. Se pegardes algumas das revistas de moda enviadas para cá, encontrareis as senhoras retratadas de forma muito bela com essas "curvas gregas." Estão sendo introduzidas aqui, mas ainda são de dimensões muito moderadas. Aos poucos, dentro de mais ou menos um ano, ficarão outra vez tão grandes quanto agora; e dentro de dois anos a partir de hoje serão três ou quatro vezes maiores, e, se esta moda ridícula continuar, poderão continuar aumentando de tamanho até que, num dia enevoado, ou ao anoitecer, não conseguireis, por nada, distinguir à distância uma senhora de um camelo. Ora, as senhoras podem fazer exatamente o que quiserem quanto a adotar ou mudar esta moda. Se for adotada, há uma coisa que temo. No mundo, sabeis, não é incomum ver crianças nascidas deformadas; toda instância assim poderia ter sido evitada com o devido cuidado, pois todas essas deformidades são resultado de causas naturais. Espero que jamais vejamos tais coisas em Sião, mas, se nossas senhoras continuarem a moda da "curva grega," temo que alguns de seus filhos nasçam com corcovas nas costas. ¶
Há outro item relativo às modas para o qual desejo chamar a atenção das irmãs, estando convencido de que senhoras de bom gosto natural precisam apenas ter sua atenção dirigida a qualquer coisa que revele falta dele, para abandoná-la. Refiro-me agora às caudas ou trens que é moda as senhoras usarem na barra de seus vestidos. Sabeis que é costume de algumas aqui terem uma longa cauda de tecido arrastando atrás delas pela sujeira; outras, ao contrário, terão seus vestidos tão curtos que é preciso fechar os olhos, ou não se pode deixar de ver suas ligas. Perdoai-me a expressão; mas isto é verdade, e não é correto. As senhoras de Israel deveriam considerar estas coisas e, uma vez que serão julgadas segundo suas obras tanto quanto os homens, deveriam buscar ter boas obras, e ser governadas pelo bom senso, em vez de modas tolas, em seus modos de se adornarem e vestirem. ¶
É verdade que não temos aqui, em geral, a etiqueta que há no mundo; e isto não é de forma alguma estranho, quando se consideram as circunstâncias em que a maioria do povo foi criada. Quando encontro senhoras e cavalheiros de alta posição, como às vezes acontece, não devem esperar de mim a mesma cerimônia formal e etiqueta que se observa entre os grandes nas cortes dos reis. Em meus dias de juventude, em vez de ir à escola, tive de cortar toras, semear e plantar, arar no meio de raízes descalço, e se eu tinha um par de calças que me cobrisse, já ia bem. Vendo que fui criado desta maneira, não podem esperar de mim a mesma etiqueta e cerimônia que se tivesse sido criado aos pés de Gamaliel. A maior parte do povo chamado Santos dos Últimos Dias foi tirada dos distritos rurais e industriais deste e de outros países, e pertenciam aos mais pobres entre os pobres. Muitos deles, poderia dizer a grande maioria, jamais tiveram nada ao seu redor que tornasse a vida muito desejável; conheceram a pobreza e a miséria, portanto não se pode esperar que manifestem aquele refinamento e cultura predominantes entre os ricos. Muitos e muitos homens aqui, que agora podem andar em sua carroça e talvez em sua carruagem, por anos e anos antes de partirem para Sião jamais viram a luz do dia. Seus dias eram passados nas minas de carvão, e sua labuta diária começava antes de clarear a manhã e continuava até depois de escurecer à noite. Ora, que se pode esperar de uma comunidade cujos muitos membros foram criados assim, ou, se não exatamente assim, ainda sob circunstâncias de pobreza e privação? Certamente não o que poderíamos esperar daqueles criados em circunstâncias mais favoráveis. Mas vou dizer-vos o que temos em mente com respeito a essas mesmas pessoas, e o que estamos tentando fazer delas. Tomamos os mais pobres que podemos encontrar na terra que aceitem a verdade, e estamos tentando fazer deles senhoras e cavalheiros. Estamos tentando educá-los, escolarizar seus filhos, e treiná-los de tal modo que possam reunir ao seu redor os confortos da vida, para que possam passar suas vidas como a família humana deveria fazê-lo — que seus dias, semanas e meses lhes sejam agradáveis. Provamos que este é o nosso desígnio, pois o resultado, em certa medida, já está diante de nós. ¶
Retornarei agora à influência da parte feminina de nossa comunidade. As senhoras têm poder e influência para suprimir a "curva grega" e outras loucuras da moda, se assim o quiserem. Desejo que considerem bem sua posição, condição e influência. Suponde que nossas esposas e filhas nos dissessem: "Marido," ou "Pai, usarás um chapéu de palha feito por nós?" ou "Tivemos algum linho colhido na estação passada e fizemos algum tecido de estopa ou linho, e temos um que faria um bom casaco; usá-lo-ás, se o fizermos para ti?" Que supondes que responderíamos? A resposta seria: "Esposas," ou "Filhas, sim, e vos agradecemos; vemos vossas boas obras e usaremos o chapéu ou o casaco que fizerdes para nós." E o faríamos sem jamais pensarmos se agradaria a mais alguém ou não; se parecêssemos bem aos olhos de nossas esposas e filhas, pouco nos importaríamos com os demais. Suponde, então, que, depois de nos fazerem essas peças, elas fossem aos rapazes e dissessem: "Aqui, rapazes, usareis o que o pai usa?" Não haveria receio de que os rapazes dissessem: "Sim, se é bom o bastante para o pai, é bom o bastante para nós." Vemos às vezes alguns chapéus feitos em casa em nossas congregações, e, sem exame minucioso, poderiam ser tomados por mercadoria estrangeira, de tão excelentes e possuírem tal delicadeza de aparência e acabamento, o que é louvável. ¶
Que há, a este respeito, que os membros das Sociedades de Socorro Femininas não possam realizar? Podem abolir a "curva grega," se assim o desejarem, e, no que diz respeito ao meu gosto, prefiro muito mais ver uma "curva mórmon" do que uma "curva grega"; e, além disso, podem controlar as modas, e, se assim se dispuserem, tornar artigos manufaturados em casa a moda por todo o Território, de todos os tipos. Há necessidade disso? Certamente há. Apenas por falta de algumas centenas de milhares de dólares devidos a este povo pelas companhias ferroviárias, quase todo homem de negócios em nossa comunidade está oprimido. Suponde que a quantia devida fosse paga; em poucos meses seria gasta, e o povo estaria mais ou menos na mesma condição em que está hoje. Onde então poderíeis obter dinheiro para comprar mercadoria estrangeira? Nossos comerciantes se queixam de tempos difíceis e falta de vendas. Perguntai-lhes quais são seus dividendos, e vos dirão "quase nada." Por que não aliviar esta parte da comunidade, e livrá-la da necessidade de forçar o cérebro até enlouquecer, para saber como pagar suas dívidas? Dizei-lhes: "Pagai vossas dívidas, ajudar-vos-emos a fazê-lo, mas não vos endivideis mais. Vamos fazer nossos próprios chapéus e toucados." Fareis as fitas? Não; ainda não estais preparadas para isso, mas em breve estareis. Se alguma de vós quiser fazê-lo agora, tenho seda que posso fornecer-vos, e temos muitos tecelões de seda entre nós. Mas, se não estiverdes preparadas para isso, dizei apenas: "Passaremos sem fitas," ou "Passaremos com o menor número possível," e fazei os ornamentos que usais na cabeça da palha que cresce em nossos campos. ¶
Senhoras, podeis fazer isto? Podeis, e o exigimos de vós. Se fordes o meio de lançar todo este povo em dívidas a ponto de angustiá-lo, será exigido algo de vós? Penso que sim, pois sereis julgadas segundo vossas obras. Não são os homens tão extravagantes quanto as mulheres? Sim, certamente que são, e igualmente tolos. Poderia apontar exemplos às dezenas e às centenas de homens tão insensatos, míopes e tolos quanto as mulheres podem ser; mas uma condenação da parte masculina da comunidade não justificará a parte feminina dela. ¶
Muito se diz em nossos dias a respeito dos direitos da mulher. Desejaria que nossas mulheres compreendessem seus direitos, e então os assumissem. Têm muitos direitos de que não têm consciência. Ao passar de casa em casa, ocasionalmente, penso às vezes: "Gostaria que a senhora que mora aqui compreendesse seus direitos; se o fizesse, penso que sua casa e seus filhos teriam aspecto um pouco diferente." É vosso direito, esposas, pedir a vossos maridos que plantem belas árvores de sombra e frutíferas, e que vos obtenham videiras e flores com que adornar a parte externa de vossas moradas; e, se vossos maridos não tiverem tempo, obtende-as vós mesmas e plantai-as. Alguém talvez diga: "Ora, não tenho senão uma casa de troncos, e ela não vale isso." Sim; vale isso. Caiai-a e rebocai-a, e obtende trepadeiras para correrem sobre a porta, de modo que todos os que passarem digam: "Que encantadora casinha!" Este é o vosso privilégio, e desejo que vos exerçais em vossos próprios direitos. ¶
É também vosso direito e privilégio deter toda a tolice em vossa conversação, e quão necessário é isto! Tenho pensado e dito frequentemente: "Quão necessário é que as mães, que são as primeiras professoras de seus filhos e que causam as primeiras impressões em suas jovens mentes, sejam rigorosas." Quão cuidadosas devem ser para jamais imprimir uma ideia falsa na mente de uma criança! Nunca devem ensinar-lhes coisa alguma a menos que saibam que é correta em todos os aspectos. Nunca devem dizer palavra alguma, especialmente ao alcance dos ouvidos de uma criança, que seja imprópria. Quão natural é para as mulheres falarem em linguagem de bebê a seus filhos; e parece igualmente natural que os homens o façam. É tão natural para mim quanto respirar falar tolices a uma criança em meu colo, e, no entanto, tenho tentado corrigir-me disso desde que comecei a ter família. ¶
Estes deveres e responsabilidades recaem sobre as mães muito mais do que sobre os pais, pois sabeis que estes últimos frequentemente estão no campo ou no desfiladeiro, e amiúde ausentes de casa, às vezes por vários dias seguidos, ocupados em trabalhos que os obrigam a estar ausentes de casa. Mas a mãe está em casa com os filhos continuamente; e, se lhes são ensinadas lições de utilidade, isso depende dela. Quão tolo é — e algumas mães o fazem — vestir uma criança na roupa mais chamativa que se possa encontrar, quando sabeis que, a menos que sob vossa própria vigilância, aquela mesma criança, cinco minutos depois de vestida, estará brincando na lama! Por que não, antes, vestir a criança em algo útil e apropriado, pois brincar, sol e ar puro são tão necessários às crianças quanto o alimento? Vejo eu alguma dessa insensatez míope da parte das mães? Sim, mas é por falta de reflexão e por bondade equivocada que fazem isso e muitas outras tolices com seus filhos. ¶
Uma coisa é muito verdadeira, e a cremos, e é que a mulher é a glória do homem; mas não foi feita para ser adorada por ele. Como dizem as Escrituras, o homem não é sem a mulher, nem a mulher sem o homem no Senhor. Contudo, a mulher não foi feita para ser adorada, mais do que o homem o foi. Um homem não foi feito para ser adorado por sua família; mas deve ser o cabeça dela, e ser bom e reto diante dela, e ser respeitado por ela. É seu privilégio andar ereto, conversar como Deus, de fato, é feito à imagem expressa de seu Pai Celestial, e deve honrar esta posição. Contudo, não foi feito para ser adorado, mas para ser o cabeça e superior, e para ser obedecido em todo amor e bondade, e a mulher deve ser sua auxiliadora idônea. A mulher tem sua influência, e deve usá-la para treinar seus filhos no caminho em que devem andar; se deixar de fazê-lo, assume responsabilidades temíveis. ¶
Temos exemplos nesta Igreja de mães cheias de fé e boas obras, e, se observardes seus filhos, não encontrareis um sequer que seja rebelde em seus caminhos; não me recordo de um único exemplo entre os filhos de tais mães que não cresse e se deleitasse no Evangelho. Temos também aqui os filhos de mães de caráter oposto — mães que foram descuidadas e indiferentes quanto ao Evangelho ou ao reino de Deus, e, se observardes seus filhos, são iguais, e se desviam do reino de Deus e das ordenanças da vida e da salvação. Este é o resultado da influência da mãe; sou testemunha ocular disto. ¶
Se nossas irmãs compreendessem o poder que possuem e a influência que exercem no meio do povo, parece-me que considerariam sua condição um pouco mais do que fazem. É verdade que às vezes as repreendo com bastante severidade e lhes falo asperamente, e lhes digo precisamente como parecem e agem, e o caminho em que estão andando, e aponto os perigos a que estão expostas; e às vezes isso fere seus sentimentos, mas não posso evitá-lo. Tomo a liberdade de fazer isto, e o faço para o bem delas, pois raramente um homem dirá algo a sua esposa ou filhas sobre seu trabalho e conduta cotidianos. É verdade que ocasionalmente há um homem que encontrará defeito em tudo, e uma mulher que fará o mesmo; e há um certo número de pessoas nesta terra que nunca são felizes a menos que estejam infelizes, e que nunca estão à vontade até estarem em sofrimento; mas tais pessoas não são comumente encontradas. Deixai que o marido se treine para ser submisso ao Senhor e às suas exigências em todos os aspectos, e ensine a sua esposa ou esposas e filhos a doutrina da vida e da salvação, e lhes apresente um exemplo digno de imitação, e haverá poucas famílias que não sigam tal marido e pai. Ocasionalmente podereis encontrar uma família que seja rebelde sob tais circunstâncias, e podereis, de vez em quando, encontrar um homem que seja rebelde quando sua esposa e filhos estão cheios de fé e boas obras. Mas tais indivíduos são de sangue gentio, que é o sangue rebelde, e o demonstrarão. ¶
Ora, irmãs, escutai! Olhai para vós mesmas em vossa capacidade como Sociedades de Socorro nesta cidade e por todas as montanhas. Olhai para vossa condição. Considerai-a por vós mesmas, e decidi se ireis aprender a influência que possuís, e então exercer essa influência para fazer o bem e para socorrer os pobres entre o povo. Quando estive nas nações, com frequência fiquei pesaroso ao ver as cenas de aflição ali encontradas. Recordo-me de uma circunstância, enquanto na Inglaterra. Já a relatei muitas vezes, mas fá-lo-ei agora. Estando certa vez no Mercado de Smithfield, na Cidade de Manchester, gastei um centavo com um cacho de uvas que acabara de chegar da França. Imediatamente depois, senti-me tão culpado quanto podia sentir-me, pois vi uma mulher passando que, pela sua aparência, eu sabia estar morrendo de fome. Não ousava roubar nem mendigar, pois, se o fizesse, seria imediatamente presa e levada à prisão ou à casa de trabalho. Digo que me senti culpado por gastar naquele luxo aquilo que, se tivesse sido dado àquela mulher, poderia ter-lhe procurado um pedaço de pão, e assim ajudado a aliviar sua miséria. ¶
Irmãs, vedes alguma criança em vossas vizinhanças mal vestida e sem sapatos? Se vedes, digo-vos, Sociedades de Socorro Femininas, recolhei essas crianças e socorrei suas necessidades, e enviai-as à escola. E, se vedes alguma senhora jovem, de meia-idade ou idosa em necessidade, encontrai-lhe algo que fazer que lhe permita sustentar-se; mas não socorrais a ociosidade, pois socorrer aqueles que são capazes mas não desejam trabalhar é ruinoso para qualquer comunidade. O tempo que passamos aqui é nossa vida, nossa substância, nosso capital, nossa fortuna, e esse tempo deve ser usado com proveito. Tomai estas senhoras idosas, há muitas delas por aí, bastante pobres, e dai-lhes algo para fazer; isso é o seu deleite. Dificilmente encontrareis uma senhora idosa na comunidade que não tenha sido criada para trabalhar; e prefeririam tricotar meias ou fazer algum outro trabalho útil a comer o pão da caridade. Socorrei as necessidades de todo indivíduo carente em vossas vizinhanças. Isto está na capacidade e no poder das Sociedades de Socorro Femininas, quando não está no poder dos Bispos. Sabeis disso? Eu sei, quer o saibais quer não; e o estais aprendendo. Descobri qual é vossa influência e até onde se estende, e usai-a para fazer o bem; e vivei cada dia de tal modo que, quando vos deitardes à noite, possais olhar para trás sobre o dia e dizer, em toda honestidade diante de Deus: "Não sei que tenha feito uma ação errada, dito uma palavra imprópria, entretido um mau pensamento, ou negligenciado cumprir algum dever a que devesse ter atendido neste dia, e posso deitar-me em paz, e submeter-me ao Senhor, e, se nunca mais despertar neste mundo, tudo bem, estou tão pronta para partir agora quanto jamais estarei." Esta é a maneira como todos deveríamos viver, mas sei que ficamos aquém disso, e então alegamos ignorância como desculpa, como se disse aqui hoje. ¶
Estamos aqui nestas montanhas. Quantas vezes penso nisto? O Irmão George A. diz que estamos aqui porque somos obrigados a ir para algum lugar. Isto é verdade; estamos absolutamente sob a necessidade de irmos para algum lugar, ou de lutarmos contra o mundo inteiro. O Senhor não desejou isto. Era necessário que o povo fosse açoitado; era necessário que aprendêssemos se amávamos nossas propriedades mais do que a verdade. Cinco vezes abandonei uma boa e bela propriedade; mas não importa, a terra é do Senhor, e ele pode dar e tirar o que lhe apraz. Cada vez que fui expulso, melhorei minhas circunstâncias. Cada vez que esta obra foi removida, tornou-se mais alta, mais larga e mais longa; e se, no reinado do Rei Tiago Buchanan, houvessem conseguido remover-nos, estaríamos ainda melhor, porque o Senhor teria preparado tudo para que o povo estivesse melhor; mas esta não era sua mente. Aqui está nosso lar, bem aqui nestas montanhas. O que ouvistes hoje do orador anterior reconheço que pode ferir os ouvidos de alguns; contudo, é verdade. Reconheço outra coisa — a verdade não deve ser dita em todos os momentos. Mas estamos aqui, e a afirmação que ouvistes a respeito do Presidente deste povo, dizendo: "Se nos deixarem em paz por dez anos, não pediremos favores a eles," é verdadeira; e a única coisa em que nunca deixamos de obter satisfação foi em não pedir favores a eles, pois a maioria das coisas que pedimos nos foram negadas. Nisso podemos ter satisfação; não podemos evitá-lo. Não teríamos as coisas como são se pudéssemos evitá-lo. Não deveríamos ter deixado os Estados se pudéssemos ter ficado ali. Se pudéssemos fazer todo o povo crer na verdade, não os teríamos incrédulos. Dificilmente há uma nação civilizada na terra a que não tenhamos levado o Evangelho sem bolsa nem alforje. Quem tinha dinheiro deixou-o em casa. Oferecemos vida e salvação aos habitantes da terra sem dinheiro e sem preço; assim, vedes que não cremos num sacerdócio assalariado. Pregamos aqui sem paga. Trabalham nossos Bispos por paga? Não; se não forem capazes de ganhar a vida e sustentar-se a si mesmos e às famílias, e de preencher o cargo de Bispo sem paga, dificilmente serão dignos do bispado. Se um Sumo Sacerdote é chamado a ser presidente, ou a viajar e pregar o Evangelho às nações da terra, deve fazê-lo sem paga; e pensamos que qualquer homem que não seja capaz de sustentar-se a si mesmo e à família e viajar e pregar metade ou dois terços de seu tempo sem ser pago não é o bom administrador que deveria ser; ainda assim encontramos muitos que não possuem esta qualificação. Quando todos tivermos aprendido isto, verificaremos que podemos ter tudo o que pudermos pedir ou desejar; tudo para nos fazer felizes e confortáveis, não importa se somos chamados a ir ao estrangeiro pregar ou se ficamos e trabalhamos em casa. ¶
Irmãos e irmãs, e especialmente as irmãs, espero que escuteis o que se disse esta manhã. Tenho pregado às irmãs da Igreja esta manhã, não a estranhos. Se tivesse pregado a estranhos, ter-lhes-ia dito o que é o Evangelho; como podem chegar a Deus, não a um "banco dos ansiosos." Ter-lhes-ia dito que se arrependessem de seus pecados, e fossem batizados para a remissão deles, e que se lhes impusessem as mãos para o recebimento do Espírito Santo, o que lhes traria à memória coisas passadas, presentes e futuras; que faria deles profetas e profetisas; que lhes daria os dons que Deus estabeleceu em sua Igreja — o dom de curar, o dom de discernir os espíritos, de línguas, de interpretação de línguas, de profecia, etc., etc. Estão eles aqui? Sim, bem aqui, em abundância, transbordando. Se os Santos fossem fiéis em cultivar estes dons, todo médico poderia ser removido de nosso meio. Deixai que as mães, para não falar dos Élderes em Israel, exerçam a fé que é seu direito exercer, e estou convencido de que nove entre cada dez crianças que agora morrem poderiam ser salvas. Considero os médicos e seus remédios uma praga mortal para qualquer comunidade. Dai a vossos filhos, quando doentes, uma simples bebida de ervas; e, se comeram demais, deixai-os sem alimento até que seus estômagos estejam limpos e purificados, e tende fé no nome de Jesus e nas ordenanças de sua Igreja, e eles viverão. Esta é a minha fé a este respeito. Não sou muito afeiçoado a médicos e advogados. Não vejo uso algum para eles, a menos que seja para cultivar grãos ou fazer trabalho mecânico. Mas não preciso adentrar este assunto no momento. ¶
Dizemos: perdoai-nos nossos erros, aceitai a verdade e amai e servi a Deus, para que possais ser salvos em seu reino, o que peço em nome de Jesus. Amém. ¶