A Reunião dos Santos Fidelidade Contínua Mulheres e Modas
Brigham Young
Entendo que muitos dos irmãos e irmãs no país de origem emprestaram dinheiro a seus amigos agora aqui, para ajudá-los a emigrar; bastantes cartas foram enviadas, afirmando que aqueles amigos se comprometeram, antes de partir, a devolver esses recursos com o primeiro dinheiro que ganhassem depois de chegar aqui, e que também enviariam mais do que haviam tomado emprestado, a fim de ajudar aqueles que anteriormente os haviam ajudado. Vários de nossos élderes que estiveram, partindo daqui, em missões na Inglaterra e em outros países, têm tido o hábito de tomar dinheiro emprestado, ou de consegui-lo de algum modo. Alguns desses élderes, quando lhes é pedido que devolvam o que tomaram emprestado, disseram: "Não tomamos emprestado, foi um presente para nós." Desejo dizer a tais élderes: devolvei o dinheiro com juros. Se foi um presente, devolvei o presente, para que possa voltar e ajudar a muitos, em vez de a um só. ¶
Não desejo gastar muito tempo com este assunto; desejo dar instrução, e dizer-vos minha opinião a respeito daqueles élderes que tomaram dinheiro emprestado dos Santos na Europa. Podem fingir dizer que lhes foi dado, para se desculparem por não o devolverem, mas, se não o restituírem, não são dignos da comunhão dos Santos, e peço a seus bispos que cortem cada um deles da Igreja, sem favor nem afeição. Se os bispos fizerem isso, estarão cumprindo seu dever. Desassociai-os; não são dignos de posição na Igreja e Reino de Deus. ¶
Desejo pedir a meus irmãos, os élderes de Israel, que deem liberalmente para ajudar a trazer para casa nossos irmãos e irmãs que agora estão em servidão nos países de origem. Há muito tempo não dizemos nada ao povo a respeito de donativos. No outono retrasado, iniciamos uma subscrição para trazer os Santos para casa. Até fevereiro seguinte, a quantia alcançou, creio, cerca de nove mil dólares. Nosso agente partiu daqui por volta de 27 de fevereiro, e cerca de dez dias antes de partir avisamos que ele iria, e, entre esse momento e o de sua partida, os nove mil haviam crescido para cerca de trinta mil; e no decorrer de três meses a partir de então, a quantia havia aumentado para setenta e seis ou setenta e sete mil dólares. Com essa quantia, muitos foram ajudados aqui, que só podiam levantar parte dos meios; alguns foram trazidos por todo o caminho. Os irmãos e irmãs continuaram a dar durante o verão, e, se me lembro corretamente, temos agora mais de trinta mil dólares em dinheiro para ajudar a trazer os pobres para casa. A maior parte disso foi enviada a Liverpool, mas temos algo nesta cidade. Ora, desejamos que a caridade dos irmãos e irmãs se estenda para trazer para casa os pobres Santos, e talvez seja bom que eu comece a lista. Direi ao nosso escrivão que ele pode anotar dois mil dólares para o Irmão Brigham; também mil para William H. Hooper, nosso delegado no Congresso, que me disse, antes de partir, que daria mais mil. Ora, estamos prontos para receber vossos milhares ou vossas centenas, e não recusaremos nem uma nota de cinco dólares. Recebemos bastantes delas das irmãs no outono passado, mais do que o povo imaginaria; se a lista fosse lida das irmãs que puseram cinco dólares, dez dólares, e algumas vinte e cinco, isso vos surpreenderia. Este é um breve sermão sobre este assunto. Os irmãos aqui presentes, dos povoados por todo o Território, podem levá-lo para casa, e ele se tornará amplamente conhecido. ¶
Tenho pensado em propor certas condições em relação àqueles que são ajudados aqui vindos do estrangeiro; mas se seria prudente e coerente fazê-lo, deixo que os Santos dos Últimos Dias julguem. As cogitações de minha mente sobre o assunto de trazer os Santos para casa são um tanto rigorosas. Tenho pensado que seria bom, antes de ajudar os pobres a emigrar, fazê-los prometer que, depois de chegarem aqui, seriam Santos em todo o sentido da palavra. Ora, para especificar, direi que reunimos aqui uma família, composta de pai, mãe, quatro, oito ou doze filhos, conforme o caso. São Santos dos Últimos Dias; desejam reunir-se a Sião e desfrutar de todas as bênçãos de Sião; aguardam ansiosamente todo dom e bênção que Deus tem reservado para os fiéis, e ser contados com a Igreja do Primogênito; mas, quando chegam aqui, se entrarmos em suas casas, muitas vezes descobriremos, se tiverem meios para isso, que encharcam completamente seu organismo de chá e café, e talvez estejam mascando tabaco e bebendo um pouco, praguejando um pouco, e assim por diante. Foi assim com alguns que foram reunidos no ano passado. Ora, se é melhor deixar tais pessoas morrerem na fé em suas terras natais, ou trazê-las para cá para apostatarem e negarem seu Senhor e Mestre, é uma questão. Penso que, se tivesse o conhecimento e o poder, nunca mais reuniria outro membro da Igreja que fosse apostatar; mas não tenho esse conhecimento. Não posso dizer a um homem: pare, e deixe sua família vir a Sião. Não posso dizer a uma mulher: pare onde está, estais na fé agora, mas, se vos reunirdes, apostatareis; mas vosso marido e família podem se reunir, eles permanecerão na fé. Não posso dizer isso, não tenho esse poder, e por isso vemos muitos, depois de chegarem aqui, se afastarem dos santos mandamentos. Não sei se não seria perfeitamente razoável fazer todo homem e mulher, antes de deixar sua terra natal, prometer diante de Deus que observará a Palavra de Sabedoria, deixará a bebida forte, não usará linguagem imprópria de um Santo, e, em uma palavra, viverá sua religião depois de chegar aqui. Se seria razoável e coerente impor tais exigências ao povo antes de ajudá-lo a se reunir, não sei. Se lhes disséssemos, antes de deixarem seus lares: "Ora, se vos reunirmos, vivereis vossa religião?" eles saltariam, bateriam palmas e gritariam "aleluia," e diriam: "Sim, faremos tudo o que exigirdes, contanto que apenas nos reunais a Sião." ¶
Não vedes que estou perfeitamente atado? e assim estão todos os élderes de Israel a esse respeito. Podemos impor todas essas exigências aos Santos, e alguns as quebrariam todas. Todas essas coisas revolvo em minha mente, e olho para cada lado da questão, sondo cada princípio e contemplo o povo como é. Bem, o que fazer? Não conheço, talvez, modo melhor do que reunir os Santos e tentar santificá-los depois de reunidos, pois, quando são batizados, praticamente prometem observar todas essas regras. Quando vemos o caminho que os Santos, ou aqueles que professam sê-lo, têm tomado em alimentar, vestir e enriquecer nossos inimigos aqui em nosso meio, isso me faz sentir que é tempo de cessar de reunir aqueles que não serão Santos de fato. Sei, tão certamente quanto sei que sou um ser vivo, que não há um só que professa ser Santo dos Últimos Dias, que tenha o espírito de seu chamado, que não cessasse esse procedimento tão depressa quanto retiraria as mãos do fogo, se soubesse e compreendesse plenamente que isso tende à derrubada do Reino de Deus; e o fato de ter ajudado a sustentar os inimigos do Reino de Deus deve atribuir-se à sua ignorância. O povo tem olhos, mas não vê; tem coração, mas não entende. Garanto-vos que há dezenas, talvez centenas, olhando para mim enquanto falo, que pensam: "Irmão Brigham, sois um tolo; temos tanto direito de comerciar com um homem quanto com outro; e iremos à loja que quisermos, e faremos o que quisermos com nossos recursos, e comerciaremos com quem melhor nos tratar." No entanto, há centenas que, e de fato a maioria do povo, compreendem a insensatez desse procedimento, como a experiência dos últimos seis meses provou. Durante esse período, temos feito maravilhas ao guiar as mentes e os movimentos dos Santos dos Últimos Dias. Ainda assim, há alguns que parecem não ter entendimento. Ouso dizer que são as virgens insensatas. Ia dizer que são como as virgens insensatas; mas são as virgens insensatas, e, com o tempo, descobrirão que não têm azeite em seus vasos, nem nada que os prepare para ir ao encontro do noivo, e serão achados em falta. Mas assim é, e temos de cultivar o trigo com o joio; as ovelhas e os bodes têm de correr juntos. Aqui estou eu pensando em exigir um convênio de homens e mulheres, antes de serem reunidos, de que serão Santos de fato depois; mas, enquanto tenho tais sentimentos, a pergunta me encara: como sabeis se o serão ou não? Vedes homens e mulheres aqui que estão na Igreja há trinta anos, e a circunstância mais fútil, frívola e insensata que se possa imaginar os desviará do caminho, e irão para o diabo. É espantoso, é maravilhoso! Quando penso nessas coisas, isso me recorda um dito que às vezes faço, de que faço minhas pragas no púlpito, pois me fazem pensar que temos, em nosso meio, aqueles que professam ser Santos dos Últimos Dias, mas que são tolos condenados. Podeis dizer que isso é praguejar; mas eles estão condenados, e a ira de Deus está sobre eles, tanto quanto estava nos dias dos antigos apóstolos. Homens e mulheres tomariam um caminho muito diferente se pudessem ver e compreender as coisas como são. Mas retiro a expressão "se pudessem ver e compreender." Digo que podem ver e compreender, se estiverem dispostos a expulsar de seus corações o amor ao mundo, o amor às riquezas, e os pequenos traços frívolos de caráter que tão frequentemente manifestam. O amor à moda, por exemplo, que escurece, obscurece e lança uma sombra sobre o espírito de nossas irmãs. Não podem ter isto, e não gostam daquilo, e a próxima coisa é a ira se insinuando em seus corações, e sentem-se vingativas, e "quem me dera pudesse fazer mal a alguém; quem me dera pudesse alcançar meu marido; quem me dera pudesse fazer algo para perturbar sua paz, já que a minha está perturbada, porque não posso seguir a moda de fulana." Tais coisas pequenas, fúteis, desprezíveis, frívolas, lançam uma sombra escura sobre seus sentimentos, e a primeira coisa que sabem é que cedem a um espírito vingativo, rancoroso e perverso, que as conduz à destruição. ¶
Ora, voltarei novamente a meu texto — se devemos ou não exigir dos Santos as condições que mencionei, antes de reuni-los? Deixo isso ao povo, pois não me importo muito com isso, pela simples razão de que não sei o suficiente para decidir, e ainda assim sei tanto quanto qualquer outra pessoa. Poderia escolher este homem e aquela mulher, e esta família e aquela família, e deixar outras porque poderia não considerá-las dignas, quando aquelas deixadas para trás provavelmente permaneceriam na fé, enquanto aquelas reunidas poderiam apostatar. Não sei fazer melhor do que estamos fazendo, a menos que o Senhor o revele. Direi aos irmãos e irmãs: estamos prontos para receber vossos donativos. Abri vossos corações e vossas bolsas. Deixo este assunto agora para vossa ação. ¶
Falei um pouco aqui ontem e anteontem; mas não disse realmente o que desejo, e se serei capaz de responder a meus próprios sentimentos a respeito de nosso sucesso em nosso sistema cooperativo de comércio, não sei. Quero dizer aos Santos dos Últimos Dias que temos feito maravilhas. Observou-se aqui, por um dos irmãos, que guiar as mentes do povo e governá-lo e controlá-lo é um milagre maior do que ressuscitar os mortos. Isso é muito verdadeiro. O Senhor Todo-Poderoso poderia ressuscitar um cadáver diante de nós mil vezes mais facilmente do que poderia controlar a congregação nesta casa. Ele tem o material à mão, e conhece todo processo, e poderia dar vida a um ser sem vida, com facilidade, pelos elementos sobre os quais e com os quais operaria. Isto é, em nossa estimativa, um grande milagre; mas não seria milagre algum para o Senhor, porque Ele sabe precisamente como fazê-lo. Não há milagre para nenhum ser nos céus ou na terra, senão para o ignorante. Para um homem que compreende a filosofia de todos os fenômenos que ocorrem, não existe tal coisa como milagre. Muitos pensam que há resultados sem causas; tal coisa não existe; há uma causa para todo resultado que já houve ou jamais haverá, e todos estão nas providências e na obra do Senhor. Não seria milagre particular para o Senhor ressuscitar uma pessoa cujo fôlego deixou o corpo. Ao trazer os elementos a atuar sobre o organismo, Ele poderia fazer esse organismo respirar novamente e viver, mas controlar este povo só pode ser feito por persuasão. Temos o privilégio de escolher, recusar, agir, levantar-nos, sentar-nos, fazer isto ou não fazer; somos tão independentes em nossa esfera quanto os Deuses o são na sua, e nosso arbítrio é nosso próprio, e podemos fazer o que nos aprouver. Podemos governar e controlar a nós mesmos, e, quando fazemos isso pela lei da verdade, isso produz vida dentro de nós e conduz à vida eterna; mas, quando tomamos o caminho oposto e cedemos a princípios que tendem para baixo, o resultado é morte e destruição. Ora, farei a aplicação, de que vós e eu temos feito exatamente o que nos aprouve. Temos comerciado com quem nos aprouve. Assim faremos, na medida do possível. Nem todos podemos fazer exatamente o que nos apraz, porque muitas vezes queremos e não podemos, e isso é o que produz a miséria, que se chama inferno. Temos feito o que nos apraz quanto ao comércio. Pedimos ao povo, na última Conferência, nesta sala, que cessasse de comerciar com seus inimigos. Vedes os efeitos disso? Sim, são evidentes a todo habitante deste Território; são evidentes ao transeunte, ao viajante e ao mundo; e o mundo comercial disse: "Esta é a primeira coisa que já vimos no caráter de vós, Santos dos Últimos Dias, que manifestasse que sabíeis o suficiente para cuidar de vós mesmos." Isso também repercute sobre nossos inimigos. Suponde que não tivéssemos detido esse comércio com pessoas de fora, e não tivéssemos desviado a corrente para outro canal; teríeis visto, talvez, cem comerciantes a mais nesta cidade agora do que no ano passado. Teriam trazido seus escriturários e amigos, e um grande número que teria operado contra nós. Não que não haja muitos aqui agora, e tenha havido, que foram muito corteses e bondosos; mas onde está sua amizade? Há algum homem que não pertença a esta igreja que não votaria num homem de fora da igreja para prefeito da cidade, e em homens que não pertencem à igreja para vereadores e conselheiros? Não, não há um só entre eles que não faria isso. E o que não fariam eles? Não fariam o certo e o justo, isso é o que não fariam. Mas qualquer coisa na face desta terra para retirar poder e influência dos Santos dos Últimos Dias, e removê-los de seus lares, muitos deles fariam. Fomos capazes de deter isso, e é para nossa vantagem. Muitos de nós sofremos a perda de tudo várias vezes. Fui destruído cinco vezes, deixando para trás uma bela propriedade, e suportei o espólio de meus bens tão pacientemente quanto pude. Não quero ver essas coisas se repetirem novamente. Sei como evitá-las. Se o povo atender ao conselho que Deus dá por meio de Seus servos, nunca mais experimentará algo assim; mas, se não atender, talvez sofra exatamente como antes — o bom com o mau, o justo por causa das más ações daqueles que professam ser justos e não o são; o simples, o honesto e o bom terão de sofrer com o hipócrita e o ímpio. Sou grato a Deus por os ouvidos dos Santos dos Últimos Dias terem estado abertos para ouvir, e seus corações abertos para receber e agir segundo bom conselho, na medida em que o têm feito. ¶
As irmãs em nossas Sociedades de Socorro Femininas têm feito muito bem. Podeis dizer a quantidade de bem que as mães e filhas em Israel são capazes de fazer? Não, é impossível. E o bem que fazem as seguirá por toda a eternidade. Se conseguirmos as irmãs ao nosso lado quanto a comerciar nas lojas, quanto a donativos, ou quanto ao aperfeiçoamento, teremos conquistado tudo o que podemos pedir. O que os homens se importam com moda? Não encontrareis um homem em mil que se importe com isso. Os homens têm seus negócios diante de si, e seu cuidado e atenção estão ocupados com isso. Vereis que o fazendeiro, o ferreiro, o carpinteiro e até o comerciante, se não fosse por ser obrigado a se apresentar decentemente em sociedade, nada se importariam com moda. Querem os dólares e os centavos. O advogado nada se importa com moda, apenas em ganhar os sentimentos do povo e ter influência sobre eles, para poder colocá-los uns contra os outros, de modo que consiga seus centavos; é só isso que lhe importa quanto à moda. O médico nada se importa com moda. Se puder fazer o povo acreditar que ele sabe tudo, e que eles nada sabem, tanto lhe faria usar um chapéu com aba de seis polegadas de largura e copa de uma polegada e meia de altura, quanto usar um com a copa de seis polegadas de altura e a aba de uma polegada e meia de largura. Nada mais se importa com moda do que isso, contanto que consiga as bolsas do povo, é só isso que lhe importa. Falo agora em termos gerais, pois há exceções em toda classe. São as senhoras que se importam com moda. Estão continuamente observando como esta ou aquela senhora está vestida. Mas, se pudermos angariar seus sentimentos e interesses nos assuntos de negócios, então a vitória é certa. As mães e filhas em Israel têm melhor discernimento, e sabem mais do que as mulheres do mundo. Compreendem os verdadeiros princípios do conforto, e como adornar suas pessoas de modo a apresentar uma aparência atraente a seus maridos, famílias, amigos e vizinhos; e, se pudermos fazê-las crer nisso, suponho que, com o tempo, começarão a criar modas a seu próprio gosto, e não estarão sob a necessidade de mandar buscar a Paris ou ao Leste para descobrir as modas, ou para saber se devem fazer suas anquinhas na metade, nos dois terços ou num terço do tamanho de Nova York; ou se devem cortar um vestido de modo a mostrar as ligas a cada passo, ou arrastar metros pelo chão atrás de si. Penso que, depois de um tempo, considerarão que sabem um pouco de algo tão bem quanto os demais, e, se pudermos angariar suas simpatias e discernimentos, gostos e habilidades quanto ao comércio, à moda, etc., a batalha está ganha. ¶
As irmãs já fizeram muito bem, e desejo que continuem e avancem. Tende uma Sociedade de Socorro Feminina em cada ala nas montanhas; e tende uma loja Cooperativa em cada ala, e deixai que o povo faça seu próprio comércio. Há alguns dos irmãos por aí que me perguntaram se deveriam comerciar na Loja Matriz ou se deveriam mandar buscar suas mercadorias no Leste. Não conseguem ver e compreender as coisas; com o tempo, hão de compreender. Tomai a Loja Cooperativa de Lehi, por exemplo: o Bispo Evans a iniciou ali no verão passado. Suponde que ele tivesse mandado buscar suas mercadorias no Leste em julho; se tivesse tido a mesma sorte que outros tiveram, elas teriam chegado por volta desta época, e algumas delas com o tempo, e, quando tivessem operado três meses, o que teriam ganhado? Nada. Mas vieram até aqui e compraram suas mercadorias e as levaram para casa, apenas trinta milhas de viagem, e as puseram nas prateleiras, e logo foram compradas. Mandavam a Salt Lake City cerca de uma vez por semana para reabastecer sua loja, e, quando cinco meses se passaram, fizeram um balanço, e todo homem que havia posto vinte e cinco dólares — a quantia de uma cota — tinha, além dessa quantia, pouco mais de vinte e oito dólares a seu crédito. Algum de nossos comerciantes da cidade, que comerciaram daqui até Nova York, ganhou dinheiro assim? Nenhum, e, ainda assim, o povo aqui pagou um terço a mais por suas mercadorias do que o povo teve de pagar nas Lojas Cooperativas. Entendo que os irmãos em Cache Valley vão mandar buscar suas mercadorias no Leste. Bem, mandai buscá-las, e adquirireis um pouco de conhecimento; mas pagareis por ele; contudo, sabedoria comprada é bastante boa, se não pagardes caro demais por ela. ¶
Lembrai-vos de que, no comércio, há grande vantagem em girar seu capital com frequência. Suponde que as Lojas Cooperativas mandassem buscar suas mercadorias em Nova York; poderiam girar seu capital uma vez por ano; então, em vez de ganharem algo, entrariam em prejuízo. ¶
Desejo gravar uma coisa na mente do povo, o que será para sua vantagem se a ouvirem. Quando iniciardes vossa Loja Cooperativa numa ala, encontrareis os homens de capital dando um passo à frente, e um diz: "Porei dez mil dólares;" outro diz: "Porei cinco mil." Mas digo-vos, bispos, não deixeis que esses homens ponham cinco mil, ou mil, mas chamai os irmãos e irmãs que são pobres, e dizei-lhes para porem seus cinco dólares ou seus vinte e cinco, e deixai que aqueles que têm capital fiquem atrás e deem aos pobres a vantagem deste comércio ágil. É isso que busco, e tenho buscado o tempo todo. Tenho capital, e ofereci algo a toda ala do país quando tive oportunidade. Tomaria cotas em tais instituições. Não temo nada; mas ninguém me deixou tomar nenhuma, exceto em Provo e na loja atacadista aqui. Direi ao Bispo Woolley, na 13ª ala, não deixeis que esses homens com capital tomem todas as cotas, mas deixai que os pobres as tenham. Digo o mesmo à 14ª ala e a toda ala da cidade; e vós, bispos, dizei ao homem que tem cinco mil ou dois mil para pôr, que fique atrás, ele não pode tê-la. Se vosso capital dobrar a cada três meses, isso o tornaria rico depressa demais, e ele não pode ter esse privilégio; queremos que os pobres irmãos e irmãs tenham essa vantagem. Compreendeis isto, bispos e povo? ¶
Os capitalistas podem dizer: "O que faremos com nossos recursos?" Ide e construí fábricas e tende mil, dois mil ou três mil fusos funcionando. Mandai buscar cinquenta, cem, ou mil ovelhas, e criai lã. Alguns de vós ide cultivar linho e construí uma fábrica para manufaturá-lo, e não tomeis toda vantagem nem embolseis cada dólar que pode ser feito. Sois ricos, e desejo desviar a corrente de modo a fazer bem a toda a comunidade. ¶
Fico encantado toda vez que ouço uma companhia dizer: "Não queremos vosso capital, temos bastante." Sei o que fazer com o meu. Tenho sido o meio, nas mãos de Deus, de iniciar toda fábrica de lã e algodão que há no Território, e quase toda máquina de cardar. Vamos construir uma grande fábrica em Provo. Alguns dizem que não temos lã para conduzir o negócio. Sim, temos, e temos bastante capital. Suponde que mandássemos aos Estados e comprássemos cem mil ou quinhentos mil libras de lã; somos tão capazes de fazê-lo quanto outros; ou suponde que mandássemos à Califórnia ou ao Oregon e comprássemos cinquenta mil libras de lã, e a enviássemos pela ferrovia e a trabalhássemos. Usaria o povo isso? Sim, assim que fizermos as mulheres dizerem a seus maridos para usarem tecido caseiro em vez de casimira, eles o farão. Eu nem gastaria o tecido que me foi dado, se não fosse porque minhas esposas e filhas assim o desejam. Se dissessem: "Irmão Brigham, usa teu tecido caseiro, gostamos de te ver com ele," eu daria de presente minha casimira, mas, para agradar as queridas criaturas, uso quase qualquer coisa. Contanto que consigamos pôr as irmãs nessa disposição, o tecido caseiro logo se tornará a moda em todo o Território. Recebi de presente, outro dia, um pouco de linho caseiro para um casaco, e pretendo usá-lo neste verão. Uso muito meu tecido caseiro, mas não o estou usando hoje; se ao menos conseguisse que minhas esposas dissessem: "Irmão Brigham, teu tecido caseiro é muito bonito, e gostaríamos de te ver usá-lo," eu certamente o usaria. ¶
Quando os primeiros comerciantes chegaram aqui, previ tudo o que passamos. Sabia que o fundamento estava lançado para a destruição deste povo se fossem acolhidos aqui, e sei isso hoje também. Desviamos a corrente, e a estamos controlando, e as irmãs estão nos ajudando. Ora, irmãs, se continuardes a nos ajudar, e comerciardes apenas com Santos dos Últimos Dias, levantai as mãos. [O voto foi unânime.] Ora, direi por que incomodamos vós, mulheres, embora reconheça que, se não fôssemos ver as mulheres, elas viriam nos ver; mas estamos tão ansiosos por ver-vos que vos perseguimos. Mas a razão por que estamos tão ansiosos por ter vós, irmãs, do nosso lado quanto a essas questões de comércio, é porque sabemos que, se apenas disserdes com quem comerciareis e com quem não comerciareis, nós vos seguiremos. ¶
O que tenho dito a respeito destas lojas cooperativas de ala dobrarem seu capital uma vez a cada três meses é para o encorajamento dos pobres, e para induzi-los a investir seus pequenos meios e fazer algo por si mesmos. Aqui estão a 10ª e a 5ª e 6ª alas, que são consideradas as alas mais pobres da cidade, embora eu creia que o bispo da 3ª ala sinta que sua ala é a mais pobre da cidade; mas ouso dizer que, se essas alas estabelecerem cada uma uma loja e concentrarem sua influência, dobrarão seu capital a cada três meses. Sei que a 10ª ala, que começou com 700 dólares, três semanas depois tinha mil dólares em mercadorias pagas e bastante dinheiro na gaveta. Pensai nisso, naquela pobre e pequena ala, embora eu lhe dê o louvor de ser uma das melhores alas da cidade. Tem uma das melhores bandas de música da cidade, e faz uma das melhores apresentações quando se exibem. ¶
Já falei bastante. Voltarei novamente a meu ponto de partida. Dai-nos vosso dinheiro para trazer para casa os pobres Santos. Sinto também instar meus irmãos e irmãs a observarem toda palavra que o Senhor fala. Observai o conselho que conduz à vida, à paz, à glória e à felicidade, mas não observeis aquilo que conduz à contenda, à ruína e à destruição. Amém. ¶