Pulpit

As Bênçãos que os Santos Desfrutarão — Como o Reino de Deus Será Estabelecido — Construindo Templos, Tabernáculos e Casas — Reunindo os Pobres

John Taylor

1863 April General Conference·1863-04-06

Esta manhã ouvimos várias coisas nas quais estamos interessados, individual e coletivamente, como povo. É difícil, porém, compreendermos nossos verdadeiros interesses e as coisas que seriam para o nosso maior bem; isso decorre frequentemente da falta de um entendimento correto dos assuntos que nos são apresentados, e, por essa causa, chegamos a conclusões erradas. Não conheço nenhum outro modo pelo qual possamos ser ensinados, instruídos e levados a compreender nossa verdadeira posição, senão estando sob a influência do Espírito do Deus vivo. Um homem pode falar pelo Espírito de Deus, mas requer-se também uma porção desse Espírito naqueles que ouvem, para capacitá-los a compreender corretamente a importância das coisas que lhes são transmitidas, e daí a dificuldade que o Senhor e seus Santos sempre tiveram em fazer o povo compreender as coisas que são especialmente para seu interesse. Todos consideramos que, se pudéssemos ser ensinados por Deus, seria muito bom; suponho que o mundo em geral consideraria isso uma grande bênção. Então surge em suas mentes a questão de se os ensinamentos que recebem vêm de Deus ou não. Como poderiam sabê-lo? Não conheço outro modo senão o que está dito nas Escrituras: "Há um espírito no homem, e a inspiração do Todo-Poderoso os faz entender." E, novamente, diz-se no Novo Testamento que "ninguém conhece as coisas de Deus, senão pelo Espírito de Deus." Daí que toda a sabedoria, toda a inteligência, todo o raciocínio, toda a filosofia e todos os argumentos que se pudessem trazer sobre a mente humana de nada valeriam, a menos que a mente do homem estivesse preparada para receber este ensinamento — preparada pelo Espírito do Senhor, o mesmo Espírito que transmite a inteligência. Por isso, frequentemente cometemos um grande erro em relação a nossos deveres, em relação a nossas responsabilidades, em relação às obrigações que recaem sobre nós, em relação à Igreja e ao reino de Deus sobre a terra e a seu governo, suas leis, sua influência e o efeito dessas leis e dessa influência sobre nós, e qual parte temos de desempenhar em relação a estes assuntos. Mas, se tivéssemos o Espírito de Deus, e andássemos na luz da revelação, e fôssemos guiados pelos princípios da verdade, e estivéssemos nós mesmos de posse do mesmo Espírito pelo qual as verdades de Deus são comunicadas, então seria claro e compreensível ao nosso entendimento, e tudo o que tentássemos realizar seria fácil, agradável, confortável e alegre, e todos sentiríamos que somos filhos do Deus vivo, que estamos, por assim dizer, banhados nos raios de sol do céu, que Deus é nosso amigo, que somos amigos dele e estamos prontos a nos unir a ele na realização de sua Obra, sob quaisquer circunstâncias que sejam; e frequentemente considero que é em consequência da ignorância, das trevas e da falta de visão dos Santos de Deus que não avançamos mais prontamente para desfrutar de nossos privilégios e cumprir as várias obrigações que nos cabe alcançar.

Ora, perguntem-se: quando vocês têm vivido à altura de seus privilégios, e o Espírito de Deus tem brilhado sobre suas mentes, e suas almas foram iluminadas com a candeia do Senhor, com a inteligência do céu, e vocês têm andado segundo a luz da verdade eterna, se, nesses momentos, não se sentiram sempre prontos a cumprir qualquer obrigação que lhes fosse exigida, e se não desempenharam sempre seus deveres com prazer e satisfação para si mesmos. Mas, quando nossas mentes são levadas pelas coisas deste mundo, quando perdemos de vista o reino de Deus e seus interesses, sua glória, a felicidade e o bem-estar da família humana, e os acontecimentos que esperamos que se deem sobre a terra, e a parte que devemos tomar neles; quando perdemos de vista nossos vários deveres como pais, mães, maridos, esposas e filhos, e nos deixamos levar por nossas próprias noções, ideias e egoísmo, e nos envolvemos no mal, é então que se torna difícil para nós compreender as coisas de Deus. Dizemos que somos os Santos de Deus, e assim somos. Nos arrependemos de nossos pecados, fomos batizados em nome de Jesus Cristo para a remissão dos pecados, recebemos a imposição das mãos para o dom do Espírito Santo: nos tornamos parte integrante da Igreja e do reino de Deus sobre a terra. Cremos que estávamos abandonando o mundo e seus expedientes, seus males, corrupções, fraudes e vaidade; e possuímos e continuamos a possuir os princípios da vida eterna. Cremos e continuamos a crer que Deus falou, que anjos apareceram, e que Deus abriu uma comunicação entre os céus e a terra. Isto faz parte de nossa fé e credo. Cremos que Deus vai revolucionar a terra, purificá-la de toda espécie de iniquidade, e introduzir toda espécie de retidão, até que o grande Milênio esteja plenamente instaurado. Cremos, além disso, que Deus, tendo começado sua Obra, continuará a revelar e manifestar sua vontade a seu Sacerdócio, a sua Igreja e reino sobre a terra, e que, entre este povo, haverá uma encarnação da virtude, da verdade, da santidade, da integridade, da fidelidade, da sabedoria e do conhecimento de Deus. Cremos que haverá um reino temporal de Deus organizado, que estará sob a direção e a proteção do Senhor dos Exércitos, e que, em todos os nossos assuntos, quer se relacionem com as coisas temporais quer com as espirituais, como temos o costume de chamá-las, estaremos sob a direção do Senhor, como dizem as Escrituras: "Acontecerá que todo o povo será ensinado pelo Senhor." Isto faz parte de nosso credo. Cremos que erigiremos edifícios esplêndidos, templos magníficos e belas cidades que se tornarão o orgulho, o louvor e a glória de toda a terra. Cremos que este povo se destacará na literatura, na ciência, nas artes e nas manufaturas. De fato, haverá uma concentração de sabedoria, não apenas da sabedoria combinada do mundo tal como existe agora, mas os homens serão inspirados a respeito de todos estes assuntos de uma maneira e a um grau nunca antes vistos, e teremos por fim, quando os propósitos do Senhor forem cumpridos, os edifícios mais magníficos, os jardins mais agradáveis e belos, as vestimentas mais ricas e custosas, e seremos o povo mais saudável e mais intelectual que habitará a terra. Isto faz parte de nossa fé; de fato, Sião se tornará o louvor de toda a terra; e, assim como a Rainha de Sabá disse antigamente, a respeito da glória de Salomão, que a metade não lhe fora contada, assim será a respeito de Israel em suas moradas. De fato, se há algo grande, nobre, digno, exaltado, algo puro, ou santo, ou virtuoso, ou amável, algo capaz de exaltar ou enobrecer a mente humana, de dignificar e elevar o povo, isso se encontrará entre o povo dos Santos do Deus Altíssimo. Isto é apenas um leve esboço de algumas de nossas visões a respeito destas coisas, e por isso falamos de voltar ao Condado de Jackson para construir o templo mais magnífico que já se formou sobre a terra e a cidade mais esplêndida que já se ergueu; sim, cidades, se preferirem. Os projetos arquitetônicos daqueles edifícios, cidades, muros, jardins, pérgulas, ruas etc. esplêndidos estarão sob a direção do Senhor, que controlará e administrará todos estes assuntos; e o povo, desde o Presidente até o último, estará todo sob a orientação e direção do Senhor em todas as ocupações da vida humana, até que, por fim, sejam capacitados a erguer cidades dignas de serem arrebatadas — para que, quando Sião descer do alto, Sião também ascenda de baixo, e esteja preparada para se associar com aquela de cima. O povo será tão aperfeiçoado, purificado, enobrecido, exaltado e dignificado em seus sentimentos, e tão verdadeiramente humilde e tão digno, virtuoso e inteligente, que estará apto, quando arrebatado, a se associar com aquela Sião que descerá de Deus, dos céus. Esta é a ideia, em resumo, que temos sustentado a respeito de muitas dessas coisas. Se pudéssemos manter os olhos fixos nisso por um momento, e depois olhar para trás, para de onde viemos, examinar nossa posição atual e ver a depravação, a ignorância e a corrupção que existiam de onde viemos e que ainda existem entre nós, é evidente que alguma grande revolução, alguma poderosa mudança tem de se dar para revolucionar nossas mentes, nossos sentimentos e nosso juízo, nossas ocupações e ações, e, de fato, para nos controlar e influenciar por inteiro, antes que algo desse tipo possa acontecer, e por isso, quando a luz do céu vem refletir sobre a mente humana, quando podemos nos ver como Deus nos vê e nos compreender como ele nos compreende, e entender nossa posição como ele a entende, deveríamos ter visões diferentes de nós mesmos das que temos quando não iluminados pelo Espírito. Não é de admirar que Joseph Smith dissesse que se sentia encerrado numa casca de noz, que não havia poder de expansão, que lhe era difícil revelar e comunicar as coisas de Deus, porque não havia lugar para recebê-las. O que ele tinha a comunicar era tão mais abrangente, esclarecido e digno do que aquilo que o povo em geral conhecia e compreendia, que lhe era difícil falar; ele se sentia acorrentado e amarrado, por assim dizer, em cada movimento que fazia, e assim é até o presente. No entanto, sendo isto um fato, e sendo estas parte das coisas que esperamos realizar, tem de haver um começo em algum lugar; e, se as lascas voam de vez em quando quando o lenhador começa a lavrar, e se nós mesmos nos contorcemos de vez em quando, não é de estranhar, pois é tão difícil para o povo compreender as coisas que são para seu benefício. Fomos criados tão ignorantemente, e nossas ideias e visões são tão limitadas, que é quase impossível receber as coisas de Deus tal como existem em seu seio.

É fácil para nós falarmos do céu, e de irmos ao Condado de Jackson, e de edificarmos o reino de Deus etc.; é fácil cantar sobre isso e orar sobre isso, mas fazê-lo é outra coisa; e por isso a dificuldade sob a qual os servos de Deus labutam o dia todo é consequência da ignorância, fraqueza e enfermidades daqueles com quem têm de lidar; e, no entanto, somos mais esclarecidos a respeito destas coisas do que qualquer outro povo, e fizemos mais progresso; mas quão longe ainda ficamos aquém. Em que necessariamente isso se resolve? Somos os Santos do Altíssimo, e todos nós, de fato, cremos naquelas doutrinas contidas em nosso credo. Duvido que eu pudesse encontrar aqui uma dúzia que não cressem nas coisas de que falei. A quem isso afeta? O reino de Deus tem de ser edificado, e uma revolução necessariamente tem de ocorrer, não apenas aqui, mas por todo o mundo. Esperamos realizar as coisas de que falei, pois fazem parte integrante de nossa fé religiosa. Como o faremos? Quem o fará? Esperamos que o povo dos Estados o faça, ou esperamos que o Governo da Inglaterra estabeleça o reino de Deus, ou os povos e nações de qualquer outra parte do mundo? Não conseguiria encontrar cinco homens nesta congregação que acreditassem nisso. Supomos que os de coração honesto de diferentes nações serão reunidos para a realização destes propósitos, mas não cremos que as outras nações o farão. De fato, já é bastante conseguir que acreditem em alguns dos primeiros princípios das doutrinas de Cristo; então, quando conseguem fazer isso e chegam até aqui, é ainda mais difícil fazê-los crer em outras coisas à medida que são reveladas, não obstante todos cremos que alguém tem de realizar esta Obra, que ela tem de ser feita de algum modo e em algum lugar. Então, se não a farão em nenhuma outra nação, quem tem de fazê-la? Somos o único povo sob os céus que está tentando fazê-lo, e sem dúvida de modo imperfeito. A maioria deste povo sente realmente, em seu coração, um forte desejo de guardar os mandamentos de Deus e ajudar a estabelecer seu reino, quando o compreendem corretamente. Como se hão de realizar estas coisas? As nações do mundo não o farão, pois se opõem a Deus e a seu reino. Se algum dia a glória dos últimos dias, de que temos falado tantas vezes, cantado, orado, e sobre a qual os antigos Profetas profetizaram, se cumprir, será feita por este povo, pois não há outro povo sob os céus que a ela dê ouvidos. Então, é um assunto que se aplica a cada um de nós, desde o Presidente até o último. Estamos ligados ao Senhor por um convênio para ajudar a edificar seu reino sobre a terra. Como o faremos? Faremos isso deixando cada um agir a seu modo? Não; tivemos isso de onde viemos, tanto quanto nos permitiam. Ouvimos às vezes o povo dizer que as coisas não são feitas aqui exatamente como são feitas na Inglaterra e nos Estados Unidos; claro que não são; não esperamos isso — não buscamos isso.

Estamos associados à Igreja e ao reino de Deus, somos membros individuais dessa Igreja e reino, e individualmente estamos sob responsabilidades nesse reino. Tomando esta visão do assunto, teremos nos unido a este grande interesse e vindo a este país para edificar a nós mesmos, para buscar nossa própria vontade e seguir nossos próprios planos, e deixar que nossos filhos cresçam do mesmo modo que nós crescemos, na mesma ignorância e trevas, tolice, fraqueza e imbecilidade, ou tentaremos liderar por outro caminho, buscar a orientação e a direção do Deus Altíssimo, liderar nós mesmos pelos caminhos da retidão, e deixar que nossas esposas e filhos sigam nosso exemplo e aprendam a ser melhores e mais inteligentes e sábios do que nós? Se fosse apenas para viver que abraçamos este evangelho, poderíamos ter vivido em outro lugar — se fosse apenas para existir, poderíamos ter feito isso em outro lugar; mas, se é para edificar o reino de Deus sobre a terra, então há uma grande obra que nos cabe atender, individual e coletivamente, e essa obra é tudo o que o Senhor nos revelar. Por exemplo, há ordenanças a que atender, do que se tem chamado de natureza espiritual; somos requeridos a construir um Templo; este trabalho temos de realizar. Sempre foi uma máxima do Senhor que "o obedecer é melhor do que o sacrificar; e o atender é melhor do que a gordura de carneiros."

Aqui, então, está um Templo a ser construído, cujo alicerce já foi lançado, e considerável quantidade de pedra já foi transportada para as paredes, e grande quantidade de lavra já foi feita. Este trabalho tem de ser consumado, e, ao fazê-lo, estamos aprendendo a escutar a palavra do Senhor para nós e nos acostumando ao jugo. É uma coisa boa receber nossas investiduras, e ainda há algo a receber que ainda não recebemos. A Escritura diz: "Primeiro o temporal, depois o espiritual", e as coisas temporais estão misturadas com as novas espirituais; mas, antes de sermos dignos de uma, temos de tomar posse da outra.

Um fato simples ligado àquele Templo é que alguém terá de ir lavrar pedra, quebrar pedra, outros terão de atrelar Buck e Bright a uma carroça, alimentar e cuidar do gado, conduzi-lo e trazer a pedra em segurança, sem quebrar coisas, até onde possa ser preparada para a parede. Não mostra que um homem é esperto por poder quebrar uma carroça, pois qualquer tolo pode fazer isso. Geralmente são os tolos que quebram carroças. E suponham que não consigam tudo o que desejam enquanto constroem este Templo. Vocês gostariam de ter roupas melhores e melhor alimento; façam o melhor que puderem, e que todos façam o mesmo, e, quando o tiverem feito, agradeçam a Deus por isso, e agradeçam a Deus por terem o privilégio de ajudar a construir um Templo ao Deus Altíssimo. Com o tempo, vocês entrarão naquele Templo, e, quando tiverem recebido suas investiduras nele e as bênçãos espirituais que puderem obter, aprenderão mais sobre construir outro Templo, e então virão de novo as coisas temporais. O Templo que agora estamos construindo, em comparação, não é mais que um pequeno brinquedo, mas, ao construí-lo, aprenderemos melhor a realizar tanto as coisas temporais quanto as espirituais.

Então os Santos têm de ser reunidos; é a obra do Senhor e é nossa obra. O Senhor influenciará seu povo a ajudá-lo a reunir seus pobres dos quatro cantos do globo, e o Senhor põe no coração de seus servos o pedido de quinhentas parelhas para ajudar nesta obra. Esta é a maior honra que se poderia conferir a nós — construir um Templo em nome do Deus Altíssimo, e seus filhos, depois de vocês, terão orgulho de que seus pais estiveram engajados em tal obra, construindo um Templo em que milhares poderão receber suas investiduras. Não se pensará nas circunstâncias adversas em que esta obra foi realizada. O jovem toma em suas mãos a aguilhada de boi e se torna um Missionário para redimir os pobres da escravidão e trazê-los aqui para participar conosco das bênçãos de Sião; ele vai com o coração vibrando de amor a Deus, e traz os pobres Santos pelas Planícies, que consideram seus libertadores temporais como salvadores; mais tarde, quando o reino de Deus se tiver tornado poderoso e forte sobre a terra, como será, estes jovens dirão com orgulho: "Participei do trabalho de lançar o alicerce desta grande Obra, e meus pais e irmãos todos ajudaram." Não digo que este povo não esteja adiantado nestas coisas; pelo que tenho ouvido, creio que estão. Há um desejo geral de fornecer parelhas, e não são relutantes em ir eles mesmos ou em enviá-las. Creio que isto é muito para o louvor dos Santos de Deus nas montanhas. Pode haver alguns poucos que não ajudarão nesta Obra; aqueles que ajudarem receberão a bênção, e há bastante gente que tem os meios e a disposição.

Então, aqui está um Tabernáculo a ser construído; queremos um edifício deste tipo para reunir o povo, para proteger o povo do vento, do sol e da chuva enquanto adora a Deus. Então, o Presidente está continuamente nos pregando para que façamos boas melhorias, bons edifícios, bons jardins, e nos tornemos mais confortáveis, para nos elevarmos na escala da existência, para que nossos filhos, depois de nós, também se tornem mais elevados em seus sentimentos e ideias, e aprendam a compreender sua posição na terra de Sião e a magnificá-la. Se nos entendermos a nós mesmos e a nossa posição, deveria ser assim conosco: primeiro o reino de Deus, e depois nós mesmos. Se pudermos aprender a realizar uma pequena coisa, o Senhor provavelmente nos dirá para fazer uma maior, porque estaremos preparados para fazê-la. Se construíssemos uma casa muito boa, ninguém se preocuparia com isso, ou se fizéssemos um belo jardim e cultivássemos bom gosto; ou se pudéssemos educar a nós mesmos e a nossos filhos nas artes e ciências e em tudo o que é capaz de estender nossa busca pela inteligência. Deste modo, podemos fazer grande bem a nós mesmos e a nossos filhos, e ajudar muito na edificação da Igreja e do reino de Deus sobre a terra. Se somos o povo de Deus, e ele confia em nós para realizar estes grandes propósitos, temos de fazer um pouco mais do que temos feito, e temos de estar dispostos e obedientes ao ditame do Espírito do Senhor e de seus servos a quem ele colocou sobre nós. Se fizermos isso, todo trabalho em que nos engajarmos será alegre e agradável para nós, a paz reinará em nosso peito e a paz de Deus habitará em nossas moradas, o Espírito do Senhor pairará sobre nós, e estaremos cheios de alegria e regozijo o dia todo, e assim será até o fim do capítulo. Não conheço outro modo de realizar toda esta Obra senão sermos ensinados pelo Senhor, e, para esse propósito, ele organizou seu santo Sacerdócio. Todos nós oramos continuamente pelo Presidente Young, para que Deus inspire seu coração e os corações de seus conselheiros, para que ele possa conduzir Israel pelo caminho que devem seguir. Acrescentemos outra oração a essa: que o Senhor nosso Deus inspire nossos corações para receber seus ensinamentos quando vierem, por meio deles, do Senhor dos Exércitos; então tudo correrá bem, e nenhum poder debaixo dos céus será capaz de prejudicar os Santos, mas eles continuarão a crescer de força em força, até que o reino de Deus seja estabelecido e todas as nações se curvem a seu cetro.

Que Deus os abençoe, em nome de Jesus. Amém.

Como citar este discursoJohn Taylor, “As Bênçãos que os Santos Desfrutarão — Como o Reino de Deus Será Estabelecido — Construindo Templos, Tabernáculos e Casas — Reunindo os Pobres”, 1863 April General Conference (1863-04-06). Pulpit Vault, 1863-04-taylor-the-blessings-the-saints-will-enjoyhow. Tradução desta edição, por método de glossário, archive.org.Pulpit Vault, edição de 23 de setembro de 2026 (commit 4bdc6ac627).