Pulpit

Apostolado de Joseph Smith — Destruição que Aguarda as Nações

Brigham Young

1862-08-31

Acabamos de ouvir o testemunho de um dos Apóstolos do Senhor Jesus Cristo, também um Apóstolo daquele a quem o Senhor chamou em nossos dias para estabelecer seu reino, que não mais será vencido pela iniquidade sobre a terra. Dizer que somos Apóstolos de Joseph Smith é, para muitos, um dito bastante obscuro. Jesus Cristo, sendo enviado pelo Pai para realizar certa obra, tornou-se um Apóstolo. Está escrito no livro chamado Hebreus: "Pelo que, irmãos santos, participantes da vocação celestial, considerai atentamente Jesus Cristo, apóstolo e sumo sacerdote da fé que professamos, Sendo fiel ao que o constituiu, como também Moisés, em toda a sua casa." O Salvador chamou certo número de homens para auxiliá-lo na obra que seu Pai o enviara para fazer, e os enviou ao mundo para proclamar sua missão e evangelho, instruindo-os a batizar todos os crentes. Deste modo, tornaram-se os Apóstolos de Jesus Cristo, e no dia de sua vinda hão de estar à sua direita numa coluna de fogo, vestidos com mantos de retidão, com coroas sobre suas cabeças, em glória, para julgar toda a casa de Israel.

Joseph Smith foi o primeiro Apóstolo desta Igreja, e recebeu de Jesus Cristo o mandamento de chamar e ordenar outros Apóstolos, e enviá-los a todo o mundo com uma mensagem a todo o povo, e com autoridade para batizar todos os que cressem na plenitude do evangelho e se arrependessem sinceramente de todos os seus pecados. Estes outros Apóstolos são Apóstolos de Jesus Cristo, e de Joseph Smith, o Apóstolo principal desta última dispensação.

Joseph Smith lançou o alicerce do reino de Deus nos últimos dias; outros hão de erguer a superestrutura. Suas leis e ordenanças, suas bênçãos e privilégios têm sido apresentados a todo o povo que quisesse ouvir; o testemunho dos servos de Deus tem soado como a voz de uma trombeta de nação a nação, e de povo a povo, advertindo os íntegros e os mansos da terra a fugirem de Babilônia para as câmaras nos montes, em busca de segurança, até que passe a indignação. Se todos os habitantes da terra tivessem sido tão diligentes em buscar a verdade e tão dispostos a recebê-la quanto centenas nesta congregação têm sido, o mundo já teria sido convertido há muito tempo. Mas poucas pessoas, em comparação com as massas, jamais receberam e viveram o evangelho de Jesus Cristo, em qualquer época do mundo em que tenha sido pregado.

Enoque possuía inteligência e sabedoria de Deus que poucos homens jamais desfrutaram, andando e falando com Deus por muitos anos; contudo, segundo a história escrita por Moisés, ele levou muito tempo para estabelecer seu reino entre os homens. Os poucos que o seguiram desfrutaram da plenitude do evangelho, e o resto do mundo a rejeitou. Enoque e seu grupo foram tirados da terra, e o mundo continuou a amadurecer na iniquidade até serem destruídos pelo grande dilúvio nos dias de Noé; e "como foi nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do Homem."

Tão certo quanto o Senhor chamou Joseph Smith, filho, para trazer à luz seu evangelho e estabelecer seu reino, tão certo é que ele há de responsabilizar esta geração por seus atos em relação a isso. Se algum povo rejeitar o evangelho, Deus destruirá aquele povo ou nação. A maioria do povo do mundo declara que Joseph Smith não foi chamado de Deus. Se o sabem, então estão seguros em rejeitar seu testemunho. Eu sei que ele foi chamado de Deus, e isto eu sei pelas revelações de Jesus Cristo a mim, e pelo testemunho do Espírito Santo. Se eu não tivesse aprendido esta verdade, jamais teria sido o que se chama um "mórmon," nem estaria aqui hoje. O mundo está tão incerto quanto ao chamado de Joseph Smith, quanto seus ministros religiosos estão incertos de que foram chamados de Deus; eles esperam que assim tenham sido chamados; esperam ter experimentado uma mudança de coração; esperam estar renovados em espírito; esperam que seus pecados estejam perdoados; esperam que o Senhor lhes seja gracioso, etc., etc. Se eu não soubesse que meus pecados estão perdoados, minha esperança pouco me valeria.

Direi, para argumentar, que, se estivéssemos enganados quanto à legitimidade do chamado de Joseph Smith, ainda assim manteríamos a mesma relação para com os céus que qualquer outra porção da humanidade, e teríamos a mesma chance de salvação, em pé de igualdade com eles. Joseph nos disse que Jesus era o Cristo, o Mediador entre Deus e o homem, e o Salvador do mundo. Disse-nos que não havia outro nome nos céus nem debaixo dos céus, nem poderia haver, pelo qual a humanidade pudesse ser salva na presença do Pai, senão pelo e através do nome e do ministério de Jesus Cristo, e da expiação que ele fez no Monte Calvário. Joseph também nos disse que o Salvador exige estrita obediência a todos os mandamentos, ordenanças e leis pertencentes a seu reino, e que, se assim fizéssemos, seríamos feitos participantes de todas as bênçãos prometidas em seu evangelho.

Já fomos feitos participantes das bênçãos do evangelho que ele prometeu a seus discípulos. Uma em particular nomearei, que é a paz. Jesus diz: "Tenho-vos dito essas coisas para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflição, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo." Há centenas aqui diante de mim que podem testificar que no mundo tiveram aflição, mas no evangelho, tal como o cremos, encontraram paz. Novamente: "Bem-aventurados sereis quando os homens vos odiarem, e quando vos excluírem, e injuriarem, e rejeitarem o vosso nome como mau, por causa do Filho do Homem. Regozijai-vos naquele dia, exultai; porque, eis que é grande o vosso galardão no céu, porque assim faziam os seus pais aos profetas." Separou o mundo os Santos dos Últimos Dias de sua companhia? Separou. Por quê? Por desobedecerem às leis da terra? Não. Expulsaram-nos por crerem em Jesus Cristo e em Joseph Smith como seu Profeta. Todo este povo foi expulso por crer que Deus falou a Joseph Smith e o escolheu para ser seu mensageiro — seu Apóstolo — a esta geração. Testifico-vos que não fomos expulsos por ensinar e praticar a doutrina Patriarcal, como agora declaram nossos inimigos, pois naquele tempo ela ainda não havia sido publicada ao mundo, mas foi por crer, pregar e praticar as doutrinas do Novo Testamento; por crer nos acontecimentos que haveriam de se dar nos últimos dias, tal como predito pelos antigos Profetas; e por crer nas declarações de Joseph Smith, de que Jesus era de fato o Cristo e o Salvador de todos os homens, mas especialmente dos que creem, e que ele havia estendido sua mão pela segunda vez para reunir seu povo, estabelecer seu reino, edificar Sião, redimir Jerusalém, livrar a terra da iniquidade e trazer a retidão eterna.

Joseph Smith testificou que havia recebido revelações de Deus, que santos anjos haviam ministrado a ele, que vira os céus abertos, vira Jesus Cristo e sabia que ele vivia, e que todo o povo devia reconhecê-lo como o Cristo, o Salvador do mundo, e que, para obter a salvação por meio dele, deviam obedecer às suas ordenanças, guardar inviolavelmente seus convênios com ele e uns com os outros, e esforçar-se com todas as suas forças por restaurar os convênios quebrados pelos pais, para que as portas celestiais que conduzem à presença de Deus pudessem se abrir a todos os crentes. E este é o nosso testemunho, por fim, de que Deus falou dos céus, ordenando-nos que preguemos o arrependimento a esta geração, dando-nos autoridade para batizar para a remissão dos pecados, e para conferir o dom do Espírito Santo pela imposição das mãos. A remissão dos pecados, o dom do Espírito Santo, e o favor de Deus não podem ser obtidos de nenhuma outra forma. Estas são as condições imutáveis de Deus, para que a humanidade as observe, quando é chamada a entrar num convênio eterno com ele, para servi-lo, e a nenhum outro. Por pregar este evangelho, Joseph Smith foi expulso e assassinado; e pela mesma causa este povo tem sido perseguido e afligido, e finalmente expulso para além dos confins da assim chamada civilização.

Que vemos agora pelo mundo afora? Confusão em todos os ramos da sociedade. Nos dias da grande torre de Babel, Deus confundiu sua língua, e espalhou confusão e consternação entre eles, e finalmente os dispersou aos quatro ventos do céu. A confusão não será menos grande nestes dias, e a destruição da vida humana será tão grande que poucos homens restarão. Com o povo da cristandade é "ó, aqui," e "eis, ali" — "Cristo está aqui, e Cristo está ali." Alguns dizem "observai uma ordenança e nada mais;" outros dizem "observai duas ordenanças e nada mais;" alguns dizem "não observeis nenhuma;" e assim por diante. Não há verdadeira fé, pois tudo é incerteza — cada homem seguindo seu próprio caminho. Não têm luz de revelação para guiá-los, e aquilo que teria salvo esta nação de seu atual e terrível castigo, eles o lançaram fora de si; portanto: "Eis que o Senhor esvazia a terra, e a desola, e transtorna a sua face, e espalha os seus moradores. De todo se esvaziará a terra, e de todo será saqueada, porque o Senhor pronunciou esta palavra."

Quando Joseph Smith veio ao povo com a mensagem do evangelho em toda a sua plenitude, disseram: "matemo-lo, ou ele mudará nossos costumes, derrubará nossas religiões, fará prosélitos em terras estrangeiras e inundará nosso país com eles, exporá nossas corrupções políticas, e poderá tirar-nos nosso lugar na nação; vinde, matemo-lo." Mataram-no de fato; essa dívida pesa sobre eles, e hão de pagá-la. Que o Senhor tenha piedade deles; eu tenho. Tenho piedade deles porque são tão míopes, tão ímpios, e tão decididos a lutar contra Deus e suas leis. Mataram Joseph Smith, e expulsaram este povo por crer nele. Estão eles ainda em nosso encalço? Estão.

Numa correspondência entre o Sr. Greeley, de Nova York, e o Presidente, o Sr. Lincoln declarou ser sua intenção fazer tudo o que estivesse ao seu alcance que julgasse salvar a União. Isto foi muito justo e correto de sua parte, mas terá seu curso invariavelmente tendido a salvar a União? O tempo o dirá. Nenhum homem pode ver, a menos que veja pelo dom e poder da revelação, que todo movimento feito pelo Governo tem sido feito para cumprir os ditos do Profeta Joseph Smith, e toda a terra e o inferno nada podem fazer quanto a isso. A cunha para dividir a União entrou pela Carolina do Sul, e todo o poder do Governo não pôde impedi-lo. O Senhor falou a Joseph Smith, no dia 25 de dezembro de 1832, do seguinte modo: — "Em verdade, assim diz o Senhor em relação às guerras que logo ocorrerão, a começar pela rebelião da Carolina do Sul que, por fim, terminará com a morte e sofrimento de muitas almas; E chegará o tempo em que a guerra se derramará sobre todas as nações, começando desse lugar. Pois eis que os estados do sul se dividirão contra os estados do norte e os estados do sul recorrerão a outras nações, mesmo à nação da Grã-Bretanha, como é chamada, e eles também recorrerão a outras nações a fim de se defenderem contra outras nações; e então a guerra se derramará sobre todas as nações," etc. A iniquidade dos ímpios avança e desce, enquanto a retidão dos justos avança e sobe. A luz e as trevas, ou, em outras palavras, o certo e o errado, estão conosco, e os homens escolhem as trevas em vez da luz, o errado em vez do certo. Esta é a sua condenação. Desprezam a verdade e aqueles que a declaram.

Certa vez, nas guerras dos reis de Israel e Judá contra o Rei da Síria, os reis de Israel e Judá mandaram chamar todos os Profetas que puderam encontrar, para que profetizassem coisas boas a respeito de sua descida à batalha; e um espírito mentiroso foi enviado para falar por meio dos Profetas, a fim de atrair Acabe, Rei de Israel, ao campo de batalha. Josafá, Rei de Judá, perguntou se não havia ainda outro Profeta do Senhor a quem pudessem consultar. "Então disse o rei de Israel a Josafá: Ainda há um homem por quem podemos consultar ao Senhor; porém eu o odeio, porque nunca profetiza de mim bem, mas só mal; este é Micaías, filho de Inlá." Micaías foi trazido perante o rei, e disse: "Vi todo o Israel disperso pelos montes, como ovelhas que não têm pastor." Acabe ordenou que Micaías fosse posto na prisão, e alimentado com pão de aflição, até que ele voltasse em paz. Um arqueiro disparou o arco ao acaso e matou Acabe, que fora ao campo de batalha disfarçado, e cumpriram-se as palavras do Profeta. Assim é hoje; o homem que falar a palavra do Senhor destemidamente é odiado, enquanto falsos profetas e falsos mestres, que lisonjeiam a vaidade humana e a grandeza humana por lucro, são acolhidos por governantes ímpios e exaltados aos principais assentos nas sinagogas.

Estamos decididos a edificar o reino de Deus sobre a terra; a fazer avançar Sião, a promover a causa da retidão sobre a terra, e a pisar aos pés o pecado e a iniquidade. Há um partido opositor decidido a que o reino de Deus não seja edificado, e que faz tudo o que está ao seu alcance para destruí-lo e a seus defensores. Assim tem sido desde o princípio, e a iniquidade tem triunfado, porque a medida da terra ainda não estava completa, e aqueles espíritos poderosos destinados a fazer cumprir a cena final ainda não haviam nascido na carne. Chegou agora o tempo em que esta obra será consumada. O domínio de Satanás e o reino de Satanás serão destruídos, e a retidão e a paz eternas serão trazidas sobre toda a face da terra.

Joseph Smith sabia o que estava por vir sobre a nação dos Estados Unidos, e disse: "Se me deixarem, salvarei a nação." Não o deixaram, mas o trataram como traidor. Prenderam-no no Missouri por traição, quando ele não dissera uma só palavra a respeito de assuntos políticos, mas pregara o evangelho a seus irmãos. Puseram-no na Cadeia de Carthage, em Illinois, sob a mesma falsa alegação, e o assassinaram sem julgamento perante seus pares. Neste dia, se tivessem o poder, nos mostrariam que sua malignidade não é menor do que era nos dias de Joseph Smith, mas não têm o poder de prejudicar o reino de Deus e o ungido do Senhor. Não fazem um movimento no tabuleiro nacional sem que eu conheça seus desígnios. Podem enviar aqui homens, com a boca selada quanto às suas instruções, para ditar e guiar os assuntos de Utah como quisessem, mas todos os seus planos profundamente arquitetados se desvanecerão como fumaça, e seus tão desejados propósitos hão de falhar.

Nosso rumo é avante, para edificar Sião, e a nação que matou o Profeta de Deus e expulsou seu povo terá de pagar a dívida. Serão despedaçados como um vaso de oleiro; sim, pior, serão reduzidos a pó. "E quem cair sobre esta pedra, despedaçar-se-á; e sobre quem ela cair, esmagá-lo-á." Se há, dentro dos limites desta nação, um povo digno da constituição, das boas leis e instituições do Governo Americano, é este povo chamado Santos dos Últimos Dias. É o melhor Governo terreno já formado pelo homem, e somente os justos e verdadeiros são dignos dele. Não pode, por muito tempo, ser administrado por mãos ímpias. "Quando o ímpio domina, o povo geme."

Meu coração se enche de dor pelos habitantes da terra. Desejamos, de todo o coração, fazer-lhes bem. Há dezenas de Élderes ao alcance de minha voz que já pregaram o suficiente para converter o mundo. Eu mesmo tenho viajado muitos milhares de milhas, carregando minha maleta e sustentando-me a mim mesmo, para pregar o evangelho a esta geração e testificar a verdade, como faço hoje. Tomo aqui liberdades, ao referir-me ao mundo e a suas vaidades, que não desejo que meus irmãos tomem. É nosso dever orar por eles, e apresentar-lhes os santos princípios do evangelho pelo preceito, e pelos atos de nossas vidas, em vez de destacar proeminentemente suas múltiplas corrupções. Estão nas mãos de Deus, e nós também. Grandes e poderosos impérios são elevados por ele ao cume da grandeza humana, para fazer cumprir seus propósitos insondáveis, e, a seu bel-prazer, são varridos da existência e perdidos no esquecimento da antiguidade. Todas essas grandes mudanças apontam para, e preparam o caminho para, a introdução de seu reino nos últimos tempos, que há de subsistir para sempre e crescer em grandeza e poder, até que uma paz santa, duradoura, religiosa e política faça os corações dos pobres entre os homens exultarem de alegria no Santo de Israel, e até que seu reino seja triunfante em toda parte.

O Senhor deseja que sejamos os pioneiros desta obra, e cabe-nos agora provar que somos dignos de sua confiança, educando-nos até que nossas tradições estejam precisamente de acordo com o evangelho e a vontade de Deus. As revelações de Deus a Joseph Smith instruem os Santos dos Últimos Dias a viverem sua religião dia após dia, e a se reunirem no primeiro dia da semana para partir o pão, confessar as faltas uns aos outros, e orar com e por uns aos outros. Eu gostaria que esta tradição fosse fixada não apenas sobre o povo em geral, mas particularmente sobre os Bispos e outros líderes desta Igreja.

Devemos buscar informação substancial, e confiar pouco naquele tipo de assim chamada erudição que se baseia inteiramente em teoria. Devemos colher o fruto da árvore do conhecimento, e prová-lo; então se abrirão nossos olhos para ver, nossos ouvidos para ouvir e nossos corações para entender. Recomendaria o mesmo curso àqueles que ainda não abraçaram nem provaram as delícias do "mormonismo." Devemos obter sabedoria pela leitura e pelo estudo. Devemos introduzir os melhores livros em nossas escolas, para a educação e o aperfeiçoamento de nossos filhos. Que nossos professores procurem constantemente fixar na mente jovem informação útil, e banir de suas escolas todo estudo que apenas tenda a confundir o aluno e desperdiçar seu tempo valioso. Não conheço, nos rudimentos da educação inglesa, nenhum ramo mais difícil de dominar do que sua ortografia; de fato, pouquíssimos homens jamais se tornaram perfeitos nela, e não conheço nenhum ramo do saber que precise de mais reforma.

Depois de introduzir em nossas escolas todo ramo útil de educação, que nossos professores peçam ao Pai, em nome de Jesus, que conceda a eles e a seus alunos o Espírito de sabedoria e inteligência do céu; que peçam habilidade para controlar e capacidade para ensinar, da parte do professor, e disposição para serem controlados e aptidão para serem ensinados, da parte dos alunos. Que os pais ajudem o professor em seus labores, cuidando para que seus filhos frequentem a escola pontualmente, com o devido suprimento de livros, lousas, lápis, etc.; e não permitam que um bom, diligente e fiel professor de escola sofra pelas necessidades comuns da vida, enquanto se esforça por educar e abençoar seus filhos.

Todo dom bom e perfeito vem de Deus. Toda descoberta na ciência e na arte, que é verdadeiramente real e útil à humanidade, foi dada por revelação direta de Deus, embora poucos o reconheçam. Foi dada com o propósito de preparar o caminho para o triunfo final da verdade, e a redenção da terra do poder do pecado e de Satanás. Devemos aproveitar todas essas grandes descobertas, a sabedoria acumulada das eras, e dar a nossos filhos o benefício de todo ramo de conhecimento útil, para prepará-los a avançar e desempenhar eficazmente sua parte na grande obra.

Variedade infinita está impressa nas obras das mãos de Deus. Não há duas produções da natureza, sejam animais, vegetais ou minerais, que sejam exatamente iguais, e todas são coroadas com um grau de polimento e perfeição que o homem ignorante não consegue obter em suas mais requintadas produções mecânicas. A maquinaria do homem torna as coisas iguais; a maquinaria de Deus dá às coisas que parecem iguais uma diferença agradável. Campos e montanhas, árvores e flores, e tudo o que voa, nada ou se move sobre o chão são lições de estudo na grande escola que nosso Pai celestial instituiu para o benefício de seus filhos. Exploremos este grande campo de informação que está aberto diante de nós nos bons livros e no grande laboratório da natureza, e que cada homem se torne seu próprio advogado, cada família tenha seu próprio médico, e cada pessoa seja seu próprio contador, etc. Que até mesmo a parte feminina de nossa comunidade seja ensinada a cuidar de negócios, na ausência de seus tutores. É uma ideia errônea que um homem muito instruído não deva trabalhar com as mãos, e seja melhor do que os outros por ser instruído. A educação é a serva do trabalho honesto. Ficaria satisfeito que nossas jovens estudassem as belas artes, música, pintura, etc., para as quais há aqui belo talento, mas não gostaria que supusessem que a educação nas belas artes por si só as torna damas, ou as prepara para os deveres ativos da vida. É mais necessário que se conheçam a si mesmas e aos deveres que lhes serão exigidos quando forem esposas e mães; educá-las assim é um dever que recai particularmente sobre as mães.

Que haja em todo homem um desejo mútuo de disseminar o conhecimento, para que todos saibam. Sempre segui a regra de distribuir aos outros o que sei, e tenho sido abençoado por assim fazer. Depois de todos os nossos esforços para obter sabedoria dos melhores livros, etc., ainda resta uma fonte aberta para todos; "Se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus." Que todo Santo dos Últimos Dias se exercite constantemente na prática de toda boa palavra e obra, para reconhecer que Deus é Deus, para ser estrito em guardar suas leis, e aprender a amar a misericórdia, evitar o mal e deleitar-se em fazer constantemente o que é agradável a Deus. Este é o único caminho seguro para obter influência junto a Deus e a todos os homens bons. Desejo a comunhão e a confiança daqueles que são justificados diante dos céus, e, para tê-las, devo caminhar na senda que Cristo traçou, e deixar que todos os demais sigam seu próprio caminho. Que todos os que são a favor de Deus e de suas leis caminhem comigo, e ganhem influência junto àqueles poderes celestiais, e não há perigo de que não ganhem influência junto a todas as pessoas boas que labutam pela mesma influência, o que nos levará vencedores sobre todos os nossos inimigos, espirituais e temporais. Que o Senhor vos abençoe. Amém.

Como citar este discursoBrigham Young, “Apostolado de Joseph Smith — Destruição que Aguarda as Nações”, (1862-08-31). Pulpit Vault, 1862-08-31-young-apostleship-of-joseph-smith-destruction-awaiting-the-nations. Tradução desta edição, por método de glossário, contentdm.lib.byu.edu.Pulpit Vault, edição de 23 de setembro de 2026 (commit 4bdc6ac627).